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Nutri Cao

Este estudo aborda a Terapia Nutricional Enteral (TNE) e Parenteral (TNP), destacando aspectos clínicos, farmacotécnicos e a importância do farmacêutico na equipe multidisciplinar. A TNP é crucial para pacientes desnutridos, enquanto a TNE é utilizada para garantir a nutrição adequada via gastrointestinal. O documento também discute a legislação e boas práticas relacionadas a essas terapias.
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Nutri Cao

Este estudo aborda a Terapia Nutricional Enteral (TNE) e Parenteral (TNP), destacando aspectos clínicos, farmacotécnicos e a importância do farmacêutico na equipe multidisciplinar. A TNP é crucial para pacientes desnutridos, enquanto a TNE é utilizada para garantir a nutrição adequada via gastrointestinal. O documento também discute a legislação e boas práticas relacionadas a essas terapias.
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Terapia nutricional enteral e parenteral

Este estudo trata da caracterização de aspectos clínicos e farmacotécnicos da Terapia Nutricional (TN) e
apresenta os parâmetros de controle e garantia da qualidade das soluções e preparações enterais e
parenterais.
Prof. Edgard Martins de Alencar e Silva
1. Itens iniciais

Propósito
Como suporte para a importante e eficiente atuação do farmacêutico na avaliação clínica e nas preparações
da nutrição enteral e parenteral, este conteúdo aborda os aspectos clínicos e farmacotécnicos da Terapia
Nutricional, legislação e as boas práticas envolvidas na Terapia Nutricional Enteral (TNE) e Terapia Nutricional
Parenteral (TNP).

Objetivos
• Definir os aspectos clínicos e farmacotécnicos da Terapia Nutricional.

• Reconhecer a legislação e boas práticas envolvidas na Terapia Nutricional Enteral e Parenteral.

Introdução
Este conteúdo apresenta um assunto de bastante importância para o dia a dia do farmacêutico, profissional
imprescindível na equipe multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN), pois a nutrição parenteral (NP) é
considerada um medicamento e a sua manipulação é atribuição privativa desse profissional.

Confira os detalhes dos aspectos que serão tratados no decorrer deste conteúdo:

1º módulo 2º módulo

Serão apresentados os aspectos clínicos e Dessa vez, entra em pauta a legislação


farmacotécnicos da Terapia Nutricional, os e as boas práticas envolvidas na Terapia
diferentes tipos de pacientes e patologias. Nutricional Enteral e Parenteral.

Esperamos que todo o conhecimento reunido aqui o auxilie na sua jornada acadêmica, bem como na atuação
profissional.

Bons estudos!
1. Aspectos clínicos e farmacotécnicos da Terapia Nutricional

Terapia Nutricional Parenteral (TNP)


O quadro de desnutrição em pacientes hospitalizados, conforme estudos multicêntricos internacionais, gira
em torno de 30 a 50% dos casos.

Essa prevalência, naturalmente, cresce conforme o tempo de internação: quanto mais tempo, maior a chance
de o paciente ficar desnutrido. Esse valor sobe, por exemplo, para 60% quando os pacientes ficam internados
por mais de 15 dias.

A Terapia Nutricional (TN) é o conjunto de procedimentos que visam a manter ou recuperar o estado
nutricional por meio da nutrição parenteral (NP) ou nutrição enteral (NE) – ambas realizadas em pacientes que
não são capazes de satisfazer suas necessidades metabólicas e nutricionais por via oral.
Comentário
A NP é regulamentada pela RDC nº 63/2000, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e a
NE é regulamentada pela Portaria nº SVS/MS 272/1998, do Ministério da Saúde (MS), que define,
inclusive, a obrigatoriedade de uma Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN) nos hospitais.

O grande objetivo da TN é corrigir o quadro de desnutrição prévia que o paciente se encontra, bem como
prevenir e reduzir a deficiência calórico-proteica que pode ocorrer caso a enfermidade, que levou à
hospitalização, evolua.

Para que se possa atingir o estado metabólico ideal, é fundamental o equilíbrio entre a ingestão de
líquidos, eletrólitos e nutrientes por meio da Terapia Nutricional.

São muitos os fatores que influenciam os pacientes hospitalizados a não se alimentarem adequadamente para
atingir suas necessidades calórico-proteicas. São eles:

Doença de base.

Ausência de apetite.

Dores.

Vômitos.

Tratamentos cirúrgicos e oncológicos.

Radioterapia.

Redução da capacidade gástrica.


Esvaziamento gástrico prejudicado.

Motilidade intestinal reduzida.

Inflamações do trato gastrointestinal.

Prematuridade.

Outros fatores.

Sobre as inflamações do trato gastrointestinal, um dos pontos que foi visto anteriormente, podemos citar
como exemplo a enterocolite, doença de Crohn, síndrome do intestino curto etc.

Todos esses fatores têm resultantes muito significativos para saúde do paciente e para o déficit hospitalar,
uma vez que uma dieta inadequada no período de hospitalização, além de comprometer o estado nutricional
do paciente e sua resposta ao tratamento, promove o aumento no tempo de internação e dispêndio de
recursos do hospital (CORREIA, 2001). Dessa forma, como alternativa para promover a saúde dos pacientes
desnutridos, é que se faz necessária a Terapia Nutricional.

Diante da relevância do assunto, a criação de uma equipe multidisciplinar é fundamental para


assegurar a atenção adequada aos pacientes hospitalizados. É esse o trabalho, que envolve
profissionais de formações distintas, que permite integrar e complementar os conhecimentos para
cumprir o objetivo proposto de identificar, intervir e acompanhar os distúrbios nutricionais.

O farmacêutico é um profissional indispensável na EMTN, já que desempenha funções específicas que


promovem a saúde com qualidade e redução de custos hospitalares.

Compete ao farmacêutico realizar todas as tarefas relativas ao desenvolvimento e preparação da NP,


atendendo às recomendações das Boas Práticas de Preparo da Nutrição Parenteral (BPPNP), conforme
Portaria nº 272/1998, a qual publicou que a manipulação de NP é uma atividade única e exclusiva desse
profissional.

Com isso, é de extrema e total relevância descrever a importância do profissional farmacêutico no


universo da Terapia Nutricional e sua atuação na EMTN.

É primordial, então, trabalhar alguns conceitos básicos de nutrição clínica, delimitar a atuação do farmacêutico
junto à EMTN, estudar o processo de avaliação da prescrição da NP, explicando a escolha da via de acesso da
TN, bem como descrever o processo de manipulação, elucidando as estruturas necessárias para tal.

Estado Nutricional e Desnutrição Hospitalar


A alimentação é uma das várias condições especiais para sobrevivência humana. Ao se alimentarem, os
indivíduos não estão somente satisfazendo necessidades fisiológicas, mas também as de ordem psicológica-
social, psicológica-particular e, principalmente, as de ordem cultural-intelectual, conforme suas condições de
vida e a forma com que se relacionam com os alimentos.

A hospitalização acarreta muito sofrimento para o paciente em virtude de fatores como ansiedade, aflição
pelo desconhecido e incômodo que surge pelo afastamento da família, dos seus pertences e de toda
realidade cotidiana. Por todas essas questões, mais o tempo de internação, muitas vezes os pacientes
apresentam dificuldades para se alimentar, levando ao risco nutricional.

Desse modo, alimentar-se de forma equivocada, durante a internação, traz consigo tais hábitos alimentares
que podem resultar no comprometimento do estado nutricional, do estado geral e, consequentemente, da
resposta aos tratamentos que desospitalizariam o paciente.
Mensuração do risco nutricional Avaliação do estado nutricional

Esse risco é mensurado por meio de A evolução clínica do paciente é influenciada


questionários com perguntas sobre o pelo seu estado nutricional. Daí a necessidade
agravamento da doença e o estado nutricional de reconhecer e identificar os pacientes com
atual do paciente: índice de massa corpórea, potencial risco nutricional. Para fazer essa
percentual de perda ponderal e ingestas avaliação, vários métodos são propostos como
precedentes à semana anterior da internação. teste de avaliação clínica, bioquímica, exames
de composição corporal, antropometria e
bioimpedância elétrica.

Atenção
É importante saber que existem muitos fatores que contribuem para a desnutrição. Entre eles,
destacam-se pacientes com elevado estresse metabólico (ex.: pacientes com infecções graves,
traumatismos, queimados ou pós-operatórios de grandes cirurgias), com instabilidade hemodinâmica,
restrição ou diminuição de oferta hídrica e com interação fármaco-nutriente e/ou nutriente-nutriente.
Além disso, outro preocupante fator é a baixa atenção dos profissionais de saúde dedicada ao cuidado
nutricional.

Em 1981, Caldwell definiu funcionalmente o termo desnutrição da seguinte maneira:


Estado mórbido secundário a uma deficiência ou excesso, relativo ou absoluto de um ou mais nutrientes
essenciais, que se manifesta clinicamente ou é detectado por meio de testes bioquímicos,
antropométricos, topográficos ou fisiológicos.

(CALDWELL, 1981)

Uma definição mais moderna descreve a desnutrição no ambiente hospitalar como sendo:

O processo contínuo que se desencadeia com a ingestão inadequada de nutrientes em relação as suas
necessidades e progride através de uma sequência de alterações funcionais que precedem as
alterações na composição corporal.

(BARBOSA-SILVA; BARROS, 2002)

Quanto mais cedo é feita a detecção de pacientes desnutridos ou em risco de desnutrição, melhor, afinal essa
detecção é de extrema importância para prevenir, reverter ou até mesmo interromper o processo de
desnutrição já instaurado. Mesmo assim, existem muitos pacientes hospitalizados desnutridos que não
recebem a assistência nutricional que deveriam. Em alguns casos isolados, em virtude da recusa do paciente à
alimentação via oral, é necessária a intervenção da EMTN.

Terapia Nutricional Enteral (TNE)


Há duas formas de se alimentar na nutrição
enteral (NE): por via líquida oral ou via sonda,
sendo que esta última é indicada para
pacientes que não apresentam
comprometimento do sistema digestivo, mas
que, por algum motivo, estão impossibilitados
de absorver pelas vias convencionais.

A NE é de grande importância para prevenir e


tratar carências de macronutrientes e melhorar
a recuperação do paciente necessitado, Frascos de nutrição enteral.
fornecendo abundância de nutrientes
compatíveis com seu metabolismo e, assim,
garantindo-os em quantidades satisfatórias.

O principal objetivo da nutrição enteral é assegurar que a saúde nutricional do paciente seja mantida
ou recuperada. Sendo assim, complementa ou substitui a alimentação convencional e é feita pela via
gastrointestinal.

Vale destacar que a nutrição enteral é completa, pois contém todos os nutrientes presentes na alimentação
convencional, em quantidades adequadas às necessidades dos pacientes, e só deve ser aplicada sob
prescrição médica.
Abaixo, exemplos de três tipos de acessos mais comuns quando a NE se dá via sonda:

a) Nasoenteral b) Gastrostomia

Ocorre quando a sonda é introduzida pelo nariz Cirurgia capaz de inserir a sonda através do
e termina no estômago (nasogástrica) ou abdômen até a luz do estômago.
quando chega até o intestino delgado
(nasoentérica).

c) Jejunostomia

Cirurgia capaz de inserir a sonda através do


abdômen até a luz do intestino.

A escolha da via de acesso, bem como o período que ficará instalada, é de responsabilidade médica. A NE
sempre é a via de primeira escolha na prática médica, pois apresenta vantagens fisiológicas e metabólicas
frente à NP, além de segurança e custo/benefício quando bem tolerada pelo paciente.

Terapia Nutricional Parenteral (TNP)


A seguir, veremos como a evolução da Terapia Nutricional se desenvolveu ao longo do tempo. Acompanhe:
Manipulação de nutrição parenteral.

1628/1656

Princípio da TNP
O princípio da TNP teve início em 1628, quando William Harvey, médico britânico, descreveu
corretamente os detalhes do sistema circulatório. Após aproximadamente 30 anos, sir. Christopher
Wren, em 1656, foi o primeiro médico a estudar administração venosa de vinho e opiáceos em cães,
utilizando pena de ganso presa a uma bexiga de porco. Com esse experimento, concluiu que os
efeitos das substâncias recebidas por via intravenosa eram os mesmos quando ingeridos por via oral.

1666

Transfusão sanguínea entre animais


Em 1666, Richard Lower, médico inglês, muito conhecido pelo seu acréscimo à Medicina por meio de
trabalhos sobre transfusão, executou, pela primeira vez, a transfusão sanguínea entre animais.

1750/1831

Alimento como força motriz


Nos últimos 50 anos do século XVIII (entre 1750 e 1800), foram estabelecidas bases científicas para a
função do alimento como força motriz para o corpo humano. E, em 1831, doutor Latta, médico
escocês, foi o primeiro a infundir com êxito, em pacientes com cólera, soluções contendo água,
carboidratos e cloreto de sódio.
1876

Experimentos Whittaker e Friedrich


Em 1876, o médico Whittaker tentou alimentar uma mulher, incapaz de receber alimentos, com leite,
extrato de carne bovina e óleo de fígado de bacalhau por via subcutânea. Em 1904, quando o
fisiologista Friedrich injetou peptonas, lipídeos, glicose e eletrólitos por via subcutânea em alguns
pacientes, relatou que as aplicações eram dolorosas demais para serem viáveis.

1952/1961

Primeira emulsão lipídica estáve


Em 1952, a Era Moderna da nutrição parenteral teve seu início, quando Robert Aubaniac, cirurgião
militar francês e criador do acesso ao sistema venoso por punção, descreveu a punção subclávia
percutânea para se obter transfusão rápida em vítimas da guerra. Em 1961, Oscar Schubert e Arvid
Wretlin, médicos cirurgiões escandinavos, elaboraram e desenvolveram a primeira emulsão lipídica
estável, utilizando óleo de soja, estabilizada por fosfatídeos do ovo.

1968

Início da nutrição clínica contemporânea


Foi em 1968, na Universidade da Pensilvânia, que realmente ocorreu o início da nutrição clínica
contemporânea – quando surgiu a oportunidade de alimentar uma criança recém-nascida com atresia
(fechamento) quase total do intestino.

Esse estudo demonstrou que a administração de todos os nutrientes por via intravenosa (IV) – a chamada
Nutrição Parenteral Total – poderia promover os requerimentos basais do adulto para a manutenção nutricional
e proporcionar quantidade e qualidade dos nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento
infantil.

Dessa forma, a indicação da Terapia Nutricional, quando feita junto com a avaliação nutricional, age não só na
prevenção da desnutrição, como também no seu tratamento, já que é capaz de reduzir complicações dos
pacientes hospitalizados, uma vez que é visível a melhora da resposta anti-inflamatória, o aumento da
cicatrização e, consequentemente, a redução do tempo e do custo da internação.

Segundo a ANVISA, a NP é uma solução ou emulsão composta basicamente de carboidratos, aminoácidos,


lipídeos, vitaminas e minerais. É estéril, apirogênica, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico e
destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos.

Apirogênica
Livre de pirogênios, substâncias capazes de causar febre.

A NP é indicada quando há impossibilidade da utilização do trato gastrointestinal (TGI) por impedimento de


administração oral, quando a absorção de nutrientes é insuficiente, quando a alimentação é indesejável ou
quando a NE for ineficaz ou contraindicada.
A NP pode ser dividida em central ou periférica.

A central faz uso de veias de grosso calibre, que chegam


de forma direta ao coração, e a periférica utiliza veias
periféricas de menor calibre (muita atenção a essa via, pois
quando seu fluxo ou sua osmolaridade não são analisados
corretamente, a NP pode causar complicação como flebite
– inflamação da parede de uma veia).

Escolha da via de acesso para Terapia Nutricional.

Saiba mais
O primeiro caso de utilização de NP no Brasil ocorreu em São Paulo, no Hospital das Clínicas, em 1973,
em paciente portador de Síndrome de Von Gierke, distúrbio metabólico hereditário do acúmulo de
glicogênio.

Tipos de Nutrição Parenteral


A NP varia conforme sua composição. É uma emulsão lipídica complexa, composta por óleo/água (O/A), que
necessita de absoluta esterilidade, estabilidade e ausência de precipitados para garantir a qualidade da
infusão. Dessa maneira, dividimos em dois grandes grupos:
Nutrição Parenteral Sem Lipídios Nutrição Parenteral Total (Mistura 3 em
(Mistura 2 em 1) 1)

Fórmula composta por duas soluções de grande Fórmula composta por associação de glicose,
volume: aminoácidos (fonte de nitrogênio) e aminoácidos, lipídeos, vitaminas e minerais. O
glicose (fonte de energia). lipídeo, além de fornecer ácidos graxos, fornece
até 40% do valor calórico ao paciente.

No preparo das formulações de NP, os farmacêuticos manipulam quantidades exatas de soluções parenterais
de pequenos volumes (SPPVS) – eletrólitos, vitaminas, minerais – e soluções parenterais de grandes volumes
(SPGVS) – aminoácidos, lipídeos e água esterilizada.

Observe os principais componentes de uma solução de NP para adultos:

SOLUÇÕES VOLUME

Aminoácidos Totais 10% 300 – 600mL

Glicose 50% 300 – 600mL

Lipídeos 20% 100 – 200mL

Cloreto de Sódio - NaCl 20% 10 – 20mL

Cloreto de Potássio - KCl 5 – 10mL

Fosfato de Potássio – KH2PO4 5 – 10mL

Gluconato de Cálcio – C12H22CaO14 5 – 10mL

Sulfato de Magnésio – MgSO4 5 – 10mL

Sulfato de Multivitamínico 10mL

Solução de Oligoelementos 5mL

Quadro: Solução de NP para adultos.


Elaborado por: Edgard Martins de Alencar e Silva.

Comentário
600mLPrezado aluno: O conteúdo on-line é produzido para que você possa acessá-lo como desejar,
pelo computador, pelo smartphone, por suportes de diferentes tamanhos. Assim, usamos uma
tecnologia para atender a todos. Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos
(ex.: 25km). No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a unidade
(ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais escritos por você devem seguir o padrão
internacional de separação dos números e das unidades.
Para melhor compreensão da indicação da Terapia de Nutrição Enteral e Parenteral, acompanhe dois estudos
de caso sobre a problemática.

Caso 1
Paciente neonato, 32 semanas, internado em
um serviço de UTI neonatal em razão do
nascimento prematuro e incompleto
desenvolvimento gestacional associado à
impossibilidade de lactação.

Como sabemos, a alimentação é fundamental


para o desenvolvimento da fisiologia humana e
maturação dos sistemas biológicos. Nesse
contexto, o paciente pediátrico necessita de
suporte nutricional indicado para sua condição.

Pensando nesse contexto, analise a situação e reflita: qual tratamento é o mais adequado - a
nutrição enteral ou parenteral?

Nutrição Enteral

Não é bem assim! Neste caso, o que melhor se adapta é a nutrição parenteral. Como foi apresentado
neste módulo, essa abordagem é importante para fornecer de forma individualizada os nutrientes
necessários para realização das atividades desse paciente, dada a impossibilidade de acesso aos
nutrientes por via oral. Somente com a nutrição parenteral será possível fornecer ao paciente
pediátrico a exata quantidade de nutrientes compatíveis com sua idade gestacional e a outras
condições que, porventura, possam existir, como infecção ou quaisquer outras complicações
associadas ao parto prematuro e ao quadro de subnutrição.

Nutrição Parenteral

Isso mesmo! Como foi apresentado neste módulo, essa abordagem é importante para fornecer de
forma individualizada os nutrientes necessários para realização das atividades desse paciente, dada a
impossibilidade de acesso aos nutrientes por via oral. Somente com a nutrição parenteral será
possível fornecer ao paciente pediátrico a exata quantidade de nutrientes compatíveis com sua idade
gestacional e a outras condições que, porventura, possam existir, como infecção ou quaisquer outras
complicações associadas ao parto prematuro e ao quadro de subnutrição.

Nesse caso, a vulnerabilidade do paciente, associada à importância de bem nutri-lo, exige enorme esforço da
equipe multiprofissional para garantir o seu acesso à nutrição mais adequada, com todas as condições
necessárias para tal, o que envolve ação conjunta de todos os profissionais.

Caso 2
Paciente J.M.B., 84 anos, sexo masculino,
portador da Doença de Parkinson, acamado,
dependente de cuidados integrais para
realização de atividades e sem a possibilidade
de autocuidado.

Pensando no quadro do paciente J.M.B.,


analise a situação e reflita: qual tratamento
é o mais adequado - a nutrição enteral ou
parenteral?

Nutrição Enteral

Isso mesmo! Para realização de sua alimentação, foi acordada pela Equipe Multiprofissional em
Terapia Nutricional a utilização de sonda nasogástrica. A escolha dessa via de administração da
nutrição é muito importante dada a impossibilidade de deglutição que o paciente apresenta diante de
sua condição clínica. Como já mencionado, a Terapia Nutricional baseada na administração de
nutrição por via enteral permite manter o estado nutricional do paciente por meio de uma abordagem
mais aproximada da fisiologia normal do trato gastrointestinal. Essa modalidade, quando comparada
ao caso discutido anteriormente, tem menor nível de complexidade e, consequentemente, menor
custo.

Nutrição Parenteral

Não é bem assim! Para realização de sua alimentação, foi acordada pela Equipe Multiprofissional em
Terapia Nutricional a utilização de sonda nasogástrica. A escolha dessa via de administração da
nutrição é muito importante dada a impossibilidade de deglutição que o paciente apresenta diante de
sua condição clínica. Como já mencionado, a Terapia Nutricional baseada na administração de
nutrição por via enteral permite manter o estado nutricional do paciente por meio de uma abordagem
mais aproximada da fisiologia normal do trato gastrointestinal. Essa modalidade, quando comparada
ao caso discutido anteriormente, tem menor nível de complexidade e, consequentemente, menor
custo.

Entretanto, é preciso destacar algumas complicações que podem surgir e que demandam atenção dos
profissionais que assistem a esse paciente.

Primeiramente, faz-se necessário planejar os horários da administração da nutrição e minimizar os impactos


desta com a utilização dos medicamentos, em especial para um paciente idoso, pertencente a uma população
comumente polimedicada.

Outra questão pertinente se refere à composição da nutrição enteral e a possibilidade de efeitos adversos
gastrointestinais como diarreias, flatulências, distensões abdominais, retardamento do esvaziamento gástrico
e os impactos desses efeitos na farmacocinética dos medicamentos. Esse é um exemplo clássico da
importância da EMTN em fornecer a nutrição adequada, sem comprometer o tratamento farmacológico do
paciente, promovendo acréscimo de qualidade de vida.

Antes verificarmos o que foi aprendido até aqui, assista ao vídeo que complementa o assunto abordado.

Avaliação Clínica e o Atendimento às Necessidades Calóricas dos Pacientes


Neste vídeo, o especialista João Maia demonstra como as condições clínicas dos pacientes afetam os
cálculos dos nutrientes em nutrição parenteral (de diferentes tipos de pacientes e patologias).
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Questão 1

Quando é necessária a utilização de nutrição enteral, podem ser utilizados diferentes tipos de
sondas. Assinale a opção de sonda que corresponde à descrição a seguir: sonda introduzida
pelo nariz que desce até o estômago e utiliza vantagens dos processos digestivo, hormonal e
bactericida normais do trato gastrointestinal. De cada NP preparada, algumas amostras
devem ser coletadas e conservadas em temperatura ambiente (15 – 30°C) para avaliação
microbiológica e contraprova.

Jejunostomia.

Sonda nasogástrica.

Sonda nasoduodenal.

Gastrostomia.

Sonda nasoentérica.

A alternativa B está correta.


A sonda nasogástrica é uma excelente alternativa e o modo mais comum, para administração de alimentos
e medicamentos caso haja impossibilidade pela via oral. Os pacientes com função gastrointestinal normal
toleram bem esse método, que tem vantagem de utilizar os processos digestivo, hormonal e bactericida
normais do estômago. Para utilização dessa sonda, é necessária a introdução de um cateter pelo nariz, que
chega até o estômago, região em que o conteúdo é dispensado.

Questão 2

A nutrição parenteral é indicada caso o tubo gastrointestinal do paciente não funcione


adequadamente, seja por estar obstruído ou inacessível. Assinale a alternativa abaixo que
NÃO apresenta uma indicação específica de nutrição parenteral:

A
Diarreia grave por doença inflamatória intestinal.

Vômito incontrolável por quimioterapia.

Pós-operatório, exceto em casos de desnutrição grave.

Obstrução por neoplasias.

Mucosite e esofagite por quimioterapia.

A alternativa C está correta.


Com exceção da alternativa C, todas as demais alternativas são indicativas de Nutrição Parenteral, uma vez
que são condições clínico-anatômicas em que o trato gastrointestinal está comprometido, impedindo dieta
por via enteral. Dito isso, nem todos os pós-operatórios pedem nutrição parenteral, pois não são todas as
cirurgias que incapacitam o tubo gastrointestinal.

Verificando o aprendizado

Questão 1

Quando é necessária a utilização de nutrição enteral, podem ser utilizados diferentes tipos de
sondas. Assinale a opção de sonda que corresponde à descrição a seguir: sonda introduzida
pelo nariz que desce até o estômago e utiliza vantagens dos processos digestivo, hormonal e
bactericida normais do trato gastrointestinal. De cada NP preparada, algumas amostras
devem ser coletadas e conservadas em temperatura ambiente (15 – 30°C) para avaliação
microbiológica e contraprova.

Jejunostomia.

Sonda nasogástrica.

Sonda nasoduodenal.

Gastrostomia.
E

Sonda nasoentérica.

A alternativa B está correta.


A sonda nasogástrica é uma excelente alternativa e o modo mais comum, para administração de alimentos
e medicamentos caso haja impossibilidade pela via oral. Os pacientes com função gastrointestinal normal
toleram bem esse método, que tem vantagem de utilizar os processos digestivo, hormonal e bactericida
normais do estômago. Para utilização dessa sonda, é necessária a introdução de um cateter pelo nariz, que
chega até o estômago, região em que o conteúdo é dispensado.

Questão 2

A nutrição parenteral é indicada caso o tubo gastrointestinal do paciente não funcione


adequadamente, seja por estar obstruído ou inacessível. Assinale a alternativa abaixo que
NÃO apresenta uma indicação específica de nutrição parenteral:

Diarreia grave por doença inflamatória intestinal.

Vômito incontrolável por quimioterapia.

Pós-operatório, exceto em casos de desnutrição grave.

Obstrução por neoplasias.

Mucosite e esofagite por quimioterapia.

A alternativa C está correta.


Com exceção da alternativa C, todas as demais alternativas são indicativas de Nutrição Parenteral, uma vez
que são condições clínico-anatômicas em que o trato gastrointestinal está comprometido, impedindo dieta
por via enteral. Dito isso, nem todos os pós-operatórios pedem nutrição parenteral, pois não são todas as
cirurgias que incapacitam o tubo gastrointestinal.
2. Legislação e boas práticas na Terapia Nutricional Enteral e Parenteral

Legislação
No Brasil, o órgão regulamentador da nutrição
parenteral, pelo regulamento técnico publicado
na Portaria nº 272, de abril de 1998, e da
nutrição enteral, pela Resolução nº 63, de julho
de 2000, é a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (ANVISA).

Segundo a ANVISA, Terapia Nutricional é


definida como: “o conjunto de procedimentos
terapêuticos para a manutenção ou
recuperação do estado nutricional do paciente
por meio de nutrição parenteral ou enteral.”

Cronologicamente, quando falamos da atuação do farmacêutico em terapia nutricional, alguns decretos,


portarias e resoluções se destacam. São eles:

Decreto-Lei nº 85878/1981 Resolução nº 161/1993 (COFEN) e


Resolução nº 247/1993 (CFF)
Estabelece como atividade privativa do
farmacêutico a manipulação de medicamentos Destacam as responsabilidades e os afazeres
e afins. do farmacêutico na manipulação das nutrições
parenterais.

Portaria nº 272/1998 (SVS/MS)

Normatiza os requisitos mínimos de estrutura e


ambiente necessários para manipulação da
nutrição parenteral, bem como seu
armazenamento, transporte e insumos
utilizados.

Graças à sua formação, o farmacêutico de fato é o melhor profissional para lidar com a preparação das
formulações de nutrição. É ao longo da faculdade que ele adquire as habilidades necessárias para
reconhecimento das características físico-químicas dos componentes da NP, e suas possíveis interações com
outros nutrientes e fármacos, para, assim, garantir um produto final em perfeita estabilidade e esterilidade.

Além da manipulação de uma NP segura e de qualidade, que é um processo altamente padronizado e


validado, o farmacêutico também acompanha clinicamente o paciente, junto à EMTN, em ambientes
hospitalares e domiciliares.

A Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE) é a entidade que, desde 1991, realiza a prova
de obtenção de título de especialista na área, reconhecido pelo Conselho Federal de Farmácia.
Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN)
No final da década de 60, os profissionais da saúde reconheceram, pela primeira vez, a importância da
avaliação nutricional no ato da admissão hospitalar.

A seleção e utilização da Terapia Nutricional foram determinantes na evolução e prognóstico do


paciente. Desse modo, os hospitais viram que era interessante investir na formação das EMTN.

A Sociedade Americana de Nutrição Enteral e Parenteral, em 1975, vendo o crescente número de casos de
desnutrição, e do alto interesse pela nutrição parenteral, criou um comitê científico multiprofissional com o
objetivo de promover um atendimento com melhor qualidade ao paciente.

Esse comitê também investe em pesquisa e educação (P&D) em Terapia Nutricional, desenvolve guidelines
(diretrizes) para a prática dessa terapia e norteia a formação de equipes, distribuindo as atribuições aos
diferentes profissionais que as compõem.

Atenção
Todos os requisitos mínimos exigidos para administração de TNP ou TNE estão estabelecidos na Portaria
nº 272/1998 e na Resolução nº 63/2000 da ANVISA. A EMTN é um grupo formado, obrigatoriamente, por
um médico, um farmacêutico, um enfermeiro e um nutricionista – todos habilitados para a prática da TN.

As atribuições resumidas da EMTN, conforme a Portaria nº 272/1998 e a RDC nº 63/2000, são:

Estabelecer diretrizes técnico-administrativas que norteiem as atividades da equipe e suas relações


com a Instituição.
Elaborar mecanismos para desenvolvimento das etapas de triagem e vigilância nutricional em
hospital, ambulatório e domicílio, sistematizando metodologias capazes de identificar pacientes que
precisem de TN.

Atender às solicitações das avaliações do estado nutricional do paciente, indicando, acompanhando


ou modificando a TN, quando necessário e com aval médico, até que sejam atingidos os critérios de
reabilitação nutricional.

Assegurar condições adequadas da indicação, prescrição, preparação, conservação, transporte e


administração, bem como controle clínico e laboratorial, visando à obtenção de benefícios máximos e
riscos mínimos.

Capacitar os profissionais envolvidos (direta ou indiretamente) com a aplicação do procedimento, por


meio de programas de educação continuada.

Documentar todos os resultados do controle e da avaliação da TNP e TNE, garantindo a qualidade do


procedimento.

Estabelecer auditorias periódicas a serem realizadas por membros da própria EMTN para verificar o
cumprimento e registro dos controles da TNP e TNE.

Analisar custo-benefício no processo de decisão que envolve a indicação/manutenção/suspensão da


TNP e TNE.

Desenvolver, rever e atualizar as diretrizes e procedimentos relativos aos pacientes e aos aspectos
operacionais.

Atribuições do médico
Entre as atribuições médicas na EMTN, podemos resumidamente destacar:

• Determinar qual terapia nutricional seguir (se enteral ou parenteral).


• Prescrever a TNE/TNP.

• Garantir, via sonda, acesso ao TGI para a TNE (cirurgia).

• Estabelecer o acesso para a administração da TNP (intravenoso).

• Orientar pacientes e familiares quanto aos riscos e benefícios do tratamento.

• Registrar evolução médica dos procedimentos.

• Analisar de perto o controle clínico-laboratorial do paciente em TNE questionando o ingresso de


nutrientes, as interações fármaco-nutriente ou quaisquer alterações em exames laboratoriais.

Atribuições do nutricionista na NP
Entre as atribuições dos nutricionistas em NP, podemos resumidamente destacar:

• Avaliar o quadro nutricional do paciente, identificando risco ou deficiência nutricional.

• Acompanhar e registrar informações quanto à evolução nutricional dos pacientes.

• Participar da padronização dos processos da NP.

• Participar e promover atividades de treinamento operacional e de educação continuada.

Atribuições do nutricionista na NE
Entre as atribuições dos nutricionistas em NE, podemos resumidamente destacar:

Elaborar a prescrição dietética.

Formular a NE determinando sua composição quanti e qualitativa, bem como seu fracionamento e
formas de apresentação.

Acompanhar a evolução nutricional do paciente até sua alta nutricional, estabelecida pela EMTN.

Adaptar a prescrição, em consenso com o médico, conforme meta, evolução nutricional e tolerância
digestiva.

Utilizar técnicas consolidadas de preparação da NE que assegurem a manutenção das propriedades


organolépticas e garantam segurança microbiológica.
Qualificar fornecedores.

Assegurar que os rótulos da NE apresentem todas as informações pertinentes.

Participar e promover atividades de treinamento operacional e de educação continuada.

Desenvolver e atualizar regularmente as diretrizes e procedimentos relativos aos aspectos


operacionais da preparação da NE.

Atribuições do enfermeiro
Entre as atribuições dos enfermeiros, podemos resumidamente destacar:

Orientar o paciente e familiares quanto a utilização e controle da TN.

Preparar o paciente, o material e o local necessários para o acesso enteral ou para inserção do
cateter intravenoso para o acesso parenteral.

Proceder e assegurar a colocação das sondas.

Proceder e assegurar a punção venosa periférica.

Receber a NP (da farmácia) e a NE (da nutrição) e assegurar sua administração e conservação até a
completa infusão.

Analisar minuciosamente as informações contidas no rótulo, confrontando-as com a prescrição


médica.
Assegurar a infusão do volume prescrito.

Garantir o registro das informações relacionadas à administração e evolução do paciente quanto ao


peso, sinais vitais, tolerância digestiva e outros que se fizerem necessários.

Participar e promover atividades de treinamento operacional e de educação continuada.

Zelar pelo perfeito funcionamento das bombas de infusão.

Assegurar que nenhuma outra droga e/ou nutriente sejam administrados na mesma via de
administração da NE ou da NP, sem a autorização formal.

No Brasil, não há muitos dados referentes à EMTN – ou sequer sua existência.

Saiba mais
A SBNPE verificou, no Rio de Janeiro e em São Paulo, a utilização da nutrição parenteral com enfoque na
indicação, produção, custos e formação da EMTN. Dos 232 hospitais analisados, 70% utilizavam NP,
porém apenas 20% tinham uma EMTN.

No âmbito do Sistema Único de Saúde, quando falamos em mecanismos para implementação de Terapia
Nutricional, devemos pensar em duas portarias:

Portaria nº 343/2005 (ANVISA) Portaria nº 131/2005 (ANVISA)

Instituiu mecanismos para implantação da Define as Unidades de Assistência de Alta


assistência de Alta Complexidade em Terapia Complexidade em Terapia Nutricional e suas
Nutricional. aptidões e qualidades.

Contudo, essas portarias estabeleceram a necessidade da existência de uma EMTN formalmente constituída e
registrada para a prática de TNP e TNE.

Com a criação de uma EMTN ocorre, imediatamente, a redução da taxa de complicações cirúrgico-
infecciosas, bem como a mortalidade provocada pela desnutrição intra-hospitalar, o que comprova que um
investimento para formação de uma EMTN é extremamente vantajoso e com retorno econômico. Em 2004,
Waitzberg e Baxter demonstraram que pacientes cirúrgicos recebendo TN sob orientação de uma EMTN
levavam a uma redução de custos em 2,6 vezes.

Aquisição dos medicamentos, produtos e correlatos

Uma atividade fundamental do farmacêutico, em toda essa cadeia de produção das nutrições, é a logística da
aquisição de medicamentos, produtos e equipamentos necessários para que a manipulação e administração
da NE ou NP ocorram dentro dos aspectos legais de sua instituição.

Quaisquer produtos e correlatos farmacêuticos adquiridos para o preparo da NP devem estar


registrados no Ministério da Saúde e devem vir acompanhados do Certificado de Análise próprio,
emitido pelo fabricante.

Isso garantirá a pureza físico-química e microbiológica tão necessária para um bom atendimento às
especificações estabelecidas pela Portaria nº 272/1998.

Comunicação e acolhimento ao paciente


A interação entre farmacêuticos, prescritores e pacientes é fundamental para o sucesso do tratamento, que
não depende somente de um diagnóstico e indicação correta da TN, mas também da adesão e aceitação do
paciente ao tratamento, estando hospitalizado ou recebendo a nutrição em domicílio.

É primordial que o farmacêutico mantenha um diálogo assertivo e respeitoso com os pacientes e seus
cuidadores, além de estar seguro de que o paciente recebeu a orientação apropriada para aquela terapia.

Avaliação da prescrição

O profissional responsável pela indicação, prescrição e acompanhamento do paciente é o médico. Os itens a


serem contemplados em prescrição médica são:
2

1 Tipo e qualidade do nutriente que o


paciente necessita, obedecendo ao seu
Determinação da via de administração.
estado nutricional e objetivos
nutricionais.

O profissional que deverá avaliar essa prescrição, e se ela está adequada ao prognóstico e objetivo nutricional
do paciente, é o farmacêutico.

É importante ressaltar que os produtos utilizados em NP e NE interagem entre si e com o paciente de forma
muito dinâmica. Quando misturamos produtos diferentes – que isoladamente são inertes e em equilíbrio –,
sistemas, que antes eram distintos, agora podem se incorporar e afetarem um ao outro. E dessa mistura, três
coisas podem acontecer: a) ambos manterem sua qualidade; b) um ou ambos perderem sua atividade; e c) um
ou ambos potencializarem sua atividade.

INCOMPATIBILIDADES FARMACOLÓGICAS EM NP

Ocorre entre duas ou mais substâncias.


INCOMPATIBILIDADE
FÍSICA Visivelmente reconhecível, tais como: precipitados
macroscópicos, turbidez ou mudança de coloração.

Ocorre entre duas ou mais substâncias.


INCOMPATIBILIDADE
QUÍMICA Como a deterioração não é visível, requer pessoal treinado e
laboratórios capacitados para reconhecê-la.

Ocorre entre duas ou mais substâncias.


INCOMPATIBILIDADE
TERAPÊUTICA Interação farmacológica que leva à potencialização ou redução
dos efeitos terapêuticos das substâncias, perda da eficácia do
produto ou desenvolvimento de reação adversa no paciente.

Elaborado por: Edgard Martins de Alencar e Silva

O farmacêutico deve liderar o desenvolvimento de um programa de vigilância e documentação das reações


adversas, incluindo erros de prescrição. O médico titular deve ser notificado toda vez que um evento dessa
natureza ocorrer, bem como entidades governamentais competentes.

Ainda durante a avaliação da prescrição de NP, o farmacêutico deve verificar se a via de acesso utilizada é
compatível com a preparação. Por exemplo, se utilizado o acesso periférico, deve ser analisado se a
osmolaridade e a concentração de glicose na solução permitem esse acesso.

Por fim, como os componentes da NP também podem interagir com os medicamentos que o paciente utiliza
(pacientes que muitas vezes são polimedicados), o farmacêutico também deve analisar as possíveis
interações entre os componentes da NP/NE e os medicamentos.

Boas práticas de preparação da nutrição parenteral


(Portaria nº 272/1998)
A nutrição parenteral é utilizada por acesso venoso. Portanto, deve ser estéril e apirogênica. Para obter e
principalmente manter a esterilidade de uma NP são necessárias rigorosas técnicas assépticas de preparo,
bem como componentes de qualidade aliados a condições ambientais ideais sob as quais as manipulações
são feitas.

De quem é essa atribuição?

É, portanto, dever do farmacêutico fornecer uma NP estável, estéril e apirogênica, com presença de
nutrientes quimicamente compatíveis entre si e nas dosagens adequadas. Afinal, como já foi
estudado, a possibilidade de interação entre os componentes da nutrição parenteral é bastante alta
em virtude da sua complexidade e multiplicidade. Portanto, todas as soluções devem ser avaliadas
previamente para que quaisquer desvios como floculação, precipitação e turbidez sejam evitados.

Qual é o local ideal para o preparo?

O local utilizado no preparo das nutrições parenterais também deve ser cuidadosamente analisado. A
sala limpa precisa ter requisitos estruturais com relação a pisos, paredes e tetos: devem ser
nivelados, lisos, livres de fissuras, feitos de material impermeável, de fácil limpeza e desinfecção, com
cantos arredondados e iluminação que facilite a limpeza (geralmente com acrílico protetor).

A NP deve ser manipulada em sala limpa ISO 7 (classe 10.000), em cabines de fluxo laminar ISO 5 (classe 100),
com pressão positiva. Além disso, deve haver uma antecâmara para desinfecção e paramentação do
manipulador, para que não libere partículas e esteja esterilizado.

Na ISO, salas limpas são classificadas de acordo com a quantidade de partículas de tamanhos específicos
existentes por metro cúbico de ar:

Agora, observe os níveis de limpeza de uma sala limpa e as diferenças entre ISO 5 e ISO 7:
O farmacêutico deve validar as prescrições de NP, analisar sua adequação, concentração e compatibilidade
físico-química dos componentes e realizar todas as operações inerentes ao desenvolvimento atendendo às
Boas Práticas de Preparo da Nutrição Parenteral. Toda manipulação de NP deve ser feita em capela de fluxo
laminar horizontal classe 100.

O procedimento operacional padrão (POP) é o principal aliado do farmacêutico na cadeia de processo da


produção de uma NP – e ele deve desenvolvê-lo. Os POPs garantem que tudo que é feito esteja documentado,
ordenado e arquivado para haver rastreabilidade total do processo produtivo.

Os POPs, minimamente, devem conter as seguintes informações: título, sigla identificando o documento,
número da revisão do documento, quem preparou e sua função, quem aprovou e sua função, datas, objetivos,
quais os responsáveis e o texto propriamente dito.

Métodos utilizados na manipulação


Vidros
Ideal para instituições de pequeno porte, os
pequenos frascos são comercializados em
embalagens contendo aminoácidos e soluções
glicosadas. Em condições de assepsia (capela
de fluxo laminar), essas soluções são
misturadas, mediante a transferência da glicose
para o vidro de aminoácidos, com ferramentas
estéreis de transferência (por ex.: equipos).
Depois da aditivação dos macronutrientes, por
fim são transferidos os micronutrientes,
homogeneizando-se a solução.

Bolsas de PVC
O cloreto de polivinila é uma substância dura,
frágil e inflexível, e plastificadores como o
DEHP (lipídeo solúvel, possivelmente
carcinogênico, hepatotóxico e teratogênico)
são adicionados para dar flexibilidade.

Desse modo, não é recomendado que sejam


administradas nutrições parenterais misturadas
em bolsas de PVC, principalmente se as
soluções permanecerem na bolsa por longos
períodos que antecedem a sua administração.

Misturadores
Muitos hospitais de grande porte preparam
suas NP em misturadores, aparelhos
especialmente desenvolvidos já com bombas
de transferência de nutrientes. Esse método
tem duas principais vantagens: a) flexibilidade
em fornecer quantidades exatas e
individualizadas de aminoácidos, glicose e
lipídeos para cada paciente; b) o tempo de
preparo é bem inferior aos demais se
comparado à quantidade manipulada dos
demais métodos, além de maior precisão,
eficácia e segurança, pois é um processo automatizado e, portanto, de fácil controle da esterilidade. Após o
preparo da solução básica de macronutrientes são adicionados minerais e vitaminas individualmente.

Controle de qualidade (CQ) da nutrição parenteral


Quando falamos de CQ em nutrição parenteral, é importante ter em mente que é um conjunto de normas e
procedimentos que, executados de forma correta, interferem positivamente na qualidade final do serviço
(produto manipulado).

Portanto, para que isso ocorra devidamente, é imprescindível cuidar, do início ao fim, dos seguintes quesitos:

Aquisição dos produtos necessários para que a NP seja produzida.

Qualificação dos fornecedores desses produtos.

Área limpa compatível com as BPPNP.

Validação das metodologias de desinfecção e limpeza da área e dos insumos.

Correta esterilização dos materiais.

Treinamento constante dos profissionais envolvidos no preparo da NP (farmacêuticos e técnicos).

Avaliação periódica das instalações da área limpa, bem como seus filtros e filtros da capela de fluxo
laminar.

Vigilância nos principais fatores que, potencialmente, podem interferir na qualidade final do produto.

O farmacêutico deve verificar se a manipulação foi corretamente preparada, obedecendo à incorporação


correta dos componentes na fórmula, bem como às suas quantidades. Além disso, ao final do preparo, é
fundamental a análise da integridade da embalagem, análise da cor da solução, presença de turbidez,
floculação ou precipitação e se o volume e peso finais estão corretos. Todos esses cuidados são
fundamentais para a garantia da qualidade da preparação final e futuro bem-estar do paciente.
Atenção
Toda NP deve apresentar em seu rótulo as seguintes informações: nome do paciente, prontuário/registro
hospitalar/número do leito, composição qualitativa e quantitativa de todos os componentes,
osmolaridade, volume total, velocidade de infusão, via de acesso, data e hora da manipulação, prazo de
validade, condições para conservação e transporte e nome e CRF do farmacêutico responsável pelo
preparo.

A determinação do prazo de validade de uma bolsa de NP geralmente é baseada na estabilidade físico-


química da preparação ou em algo que comprometa diretamente sua esterilidade. As fontes utilizadas para
determinar o prazo de validade são: compêndios oficiais, recomendações dos fabricantes ou estudos de
estabilidade publicados. Toda e qualquer nutrição parenteral deve ser conservada sob refrigeração, em
geladeira exclusiva para medicamentos, com temperaturas que variam de 2°C a 8°C.

O transporte da NP deve ser feito em recipientes términos exclusivos, em condições que a preparação se
mantenha entre 2°C e 20°C do início ao fim do transporte. O tempo de transporte não deve exceder 12 horas
e os recipientes devem ser resistentes às ações do tempo e devem ser também fotoprotetores.

Controle de qualidade (CQ) da nutrição enteral


Não há uma regra geral para se estabelecer um indicador de qualidade em nutrição enteral, mas alguns
autores sugerem exemplos que podem ser utilizados em diversas realidades. São eles:

Jejum antes do início da Terapia Nutricional

É interessante conhecer a frequência de jejum inadequado antes da indicação de TN, pelo risco de
ocorrência de desnutrição, a qual leva a uma maior possibilidade de infecções e dificulta a resposta
ao tratamento.

Evolução do estado nutricional

Determinar parâmetros que reflitam a evolução do estado nutricional como, por exemplo, informações
sobre ganho ou perda de massa magra, presença de edema e perda de peso ponderal podem indicar
uma resposta inadequada da terapia escolhida.

Frequência da reavaliação periódica nos pacientes em Terapia Nutricional

Verificar se o período entre as avaliações está de acordo com a legislação vigente e se a terapia
escolhida está atingindo o objetivo proposto, adequando a oferta calórica em casos de desnutrição
ou supernutrição.
Volume prescrito versus volume infundido

Garantir que o paciente receba o aporte calórico necessário para sua recuperação ou manutenção do
estado nutricional. Os fatores que interferem na diferença entre o volume prescrito versus volume
infundido são o tempo de pausa da dieta para realização de procedimentos, banho, troca de decúbito
etc.

Frequência da ocorrência de diarreia

A diarreia é uma das complicações mais comuns observadas na TNE e interfere diretamente na
evolução do estado nutricional do paciente. É importante o controle de sua frequência e a
identificação de suas causas para a adoção de medidas corretivas e preventivas.

Vamos assistir a mais um vídeo para complementar o seu aprendizado?

Osmolaridade das bolsas de nutrição parenteral


Desta vez, o especialista João Maia fala sobre a definição e abordagem da osmolaridade das bolsas de
nutrição parenteral e o impacto disso na escolha da via de administração.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.

Verificando o aprendizado

Questão 1

A nutrição parenteral (NP) baseia-se na alimentação, por via intravenosa, de nutrientes


básicos e fluidos, sendo indicada para pacientes que não devem ou não podem ser
alimentados por via oral ou enteral, devendo ser estéril e apirogênica, acondicionada em
recipientes de vidro ou plástico. De acordo com a Portaria nº 272/1998, existem requisitos
estruturais e físicos para manipulação da NP. Sobre esses requisitos é correto afirmar que:

De cada NP preparada, algumas amostras devem ser coletadas e conservadas em temperatura ambiente (15 –
30°C) para avaliação microbiológica e contraprova.

Os ralos da sala limpa devem ser sifonados e fechados, inclusive aqueles da manipulação, higienização e
limpeza.

A manipulação da NP deve ser realizada em área classificada classe 100, circundada por uma área classe
10.000.

D
O enfermeiro é responsável pela manutenção da qualidade da NP até sua administração e deve orientar outros
funcionários que realizam o transporte.

Toda NP deve ser mantida em temperatura ambiente (15 – 30°C) desde seu preparo até administração no
paciente.

A alternativa C está correta.


É exigido para a manipulação das bolsas de nutrição parenteral que todo o processo aconteça em ambiente
estéril, evitando contaminações que possam colocar em risco a vida dos usuários. Com isso, é exigida a
classificação da área limpa – cabine de fluxo laminar casse ISO 5 (classe 100) em sala limpa classe ISO 7
(classe 10.000) com os parâmetros descritos.

Questão 2

Devido à complexidade, a TNP exige um grau de comprometimento e capacitação


diferenciados da equipe envolvida na assistência aos pacientes hospitalizados que dependem
dessa abordagem. Para garantir a eficácia e a segurança dos pacientes, essa equipe deverá
ser constituída por, pelo menos, um profissional de cada categoria que compõe a EMTN. Uma
das atribuições do farmacêutico é:

Avaliar quanti e qualitativamente as necessidades de nutrientes com base na avaliação do estado nutricional
do paciente.

Garantir que a qualidade dos procedimentos da TNP prevaleça sobre outros aspectos.

Avaliar e assegurar a instalação da TNP observando informações contidas no rótulo e confrontando-as com a
prescrição.

Orientar paciente e familiares quanto aos riscos e benefícios da TNP.

Desenvolver e atualizar regularmente as diretrizes e procedimentos operacionais da preparação da nutrição


parenteral.

A alternativa E está correta.


Os profissionais farmacêuticos são muito importantes para um serviço de nutrição parenteral. Dentre as
muitas atribuições relacionadas ao processo de produção, destaca-se a necessidade de atuar frente à
padronização das diretrizes e procedimentos, minimizando a ocorrência de erros e garantindo maior
segurança aos pacientes.
3. Conclusão

Considerações finais
Diante das informações aqui apresentadas, não restam dúvidas que o papel do farmacêutico contribui
positivamente para a melhora da qualidade do atendimento nutricional ao paciente, já que é o profissional
responsável por fornecer o suporte nutricional individualizado, de qualidade, obedecendo às BPPNP,
reduzindo problemas nas manipulações e evitando incompatibilidades farmacológicas.

Assim como os demais profissionais que compõem a EMTN, o farmacêutico deve manter a ética de sua
profissão para oferecer ao paciente e a seus familiares uma linguagem adequada, assertiva, técnica e
respeitosa, sempre tendo em mente que o paciente é o maior objetivo e combustível para aprimorar
constantemente o trabalho e ações de toda a equipe.

Podcast

Agora, confira o que o especialista João Maia tem a dizer sobre o tema, fazendo um apanhado geral do
que foi visto por você até aqui.

Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.

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Novos substratos em terapia nutricional vêm sendo avaliados a fim de minimizar os problemas de
incompatibilidades entre os nutrientes. Solucionar o problema de incompatibilidade entre fosfato e cálcio em
Nutrição Parenteral é um deles.

O fornecimento diário de cálcio e fosfato, concomitantemente para pacientes que necessitam de grandes
quantidades desses elementos, é inadequado quando se utiliza fontes inorgânicas de fósforo, como a solução
disponível no Brasil. O artigo de Administração de Cálcio e Fósforo na Terapia Nutricional Parenteral, de
Sakamoto e colaboradores, publicado pela Revista Nutrire (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição),
expõe essa problemática tão importante e discute estratégias para solucioná-la. Vale a leitura!

Referências
BARBOSA-SILVA M.G.C.; BARROS, A.J.D. Avaliação nutricional subjetiva. Parte 1 – Revisão de sua validade
após duas décadas de uso. Arquivos de Gastroenterologia. v. 39, n. 3, 2002.

CALDWELL, M. Normal Nutritional Requeriments. Surg Cluin North Am. v. 61 n. 3, p. 489-507. 1981.

CORREIA, M. I. T. D.; ECHENIQUE, M. Custo-Benefício da Terapia Nutricional. In. Waitzberg, D. L.; Nutrição Oral,
Enteral e Parenteral na Prática Clínica, Rio de Janeiro: Atheneu, 3. Ed., 2001. Cap. 24. 385 – 397.

LEITE, H.P.; CARVALHO, W.B.; SANTANA E MENESES, J.F. Atuação da equipe multidisciplinar na terapia
nutricional de paciente sob cuidados intensivos. Revista Nutr. Campinas, 18(6):777-784.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria nº 272 da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, Regulamento para a
Terapia de Nutrição Parenteral. Brasília, 1998.

Ministério da Saúde. Portaria nº 343 da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, institui no âmbito do SUS,
mecanismos para implantação da assistência de Alta Complexidade em Terapia Nutricional. Brasília, 2005.

Ministério da Saúde. Portaria nº 131 da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, institui mecanismos para a
organização e implantação de Unidades de Assistência e Centros de Referência de Alta Complexidade em
Terapia Nutricional, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília, 2005.

Ministério da Saúde. RDC nº 67 da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, Boas Práticas de Manipulação
de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias. Brasília, 2007.

Ministério da Saúde. RDC nº 63 da Secretaria Nacional de Vigilância Sanitária, Regulamento Técnico para a
Terapia de Nutrição Enteral. Brasília 2000.

NOVAES, M. R. C. G. Terapia Nutricional Parenteral. In. GOMES, M. J. V. M.; REIS, A. M. M. Ciências


Farmacêuticas: Uma abordagem em Farmácia Hospitalar. São Paulo: Atheneu, 1. ed., 2006. Cap. 25, p. 449 –
469.

WAITZBERG, D.L.; BAXTER, Y.C. Costs of patients under nutritional therapy: from prescription to discharge.
Nutrition in the intensive care unity. Current Opinion Clinical Nutrition & Metabolic Care. v. 7, n. 2, p. 189 – 198,
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WAITZBERG, D.L.; NOGUEIRA, M.A. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica. Rio de Janeiro:
Atheneu, 4. edição, 2009. Cap. 53. p. 921-932.

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