roco na calçada com a cabeça baixa e voltou. Sentou. Abriu. Era repetido. — Repetido. — Repetido — o Elias disse.
—
Falta quanto para o outro? — Sete dias. No prédio de pastilha marrom botaram uma fechadura de teclado no portão,
com os números que acendem em verde, e um adesivo de empresa de alarme colado no vidro da portaria, que não tem
porteiro. Saiu um homem com uma bicicleta pela porta social, segurou a folha com o pé, passou a bicicleta e soltou. O
22 encostou às onze em ponto, do outro lado, na frente da farmácia. Abriu as duas portas. Desceu um rapaz com uma
caixa de bolo e subiu uma senhora com carrinho de feira, e o motorista esperou o carrinho inteiro subir antes de fechar.
Fechou. Foi embora na direção da Comendador. A Emilly tinha perdido a conta das lascas outra vez e estava
recomeçando do um. — Onze — o Elias disse. — Onze — ela repetiu, e não se mexeu, porque onze não é ordem, é
informação. Eu levantei. Ele levantou, dobrou a Gazeta no vinco de fábrica, sem sobrar bico, e levou até a lixeira do
canteiro, que são cinco passos, e voltou. A Emilly juntou as lascas de tinta na concha da mão, olhou em volta
procurando onde botar, e botou no bolso da frente da mochila, o de tela, com fecho. Desceu do banco de barriga, com
os pés procurando o chão, que é como ela desce de tudo. Ajeitou as duas alças, uma de cada vez, puxando pela ponta.
Não deu a mão para ninguém; ela segura a própria alça com as duas mãos e vai assim. D O Z E S E M A N A S DE S I L Ê N
C I O 359 Antes de virar, olhou o banco inteiro uma vez, de ponta a ponta, e depois o chão embaixo do banco, para
conferir se tinha ficado alguma coisa dela ali. Não tinha. Ela levou a pedra.
roco na calçada com a cabeça baixa e voltou. Sentou. Abriu. Era repetido. — Repetido. — Repetido — o Elias disse. —
Falta quanto para o outro? — Sete dias. No prédio de pastilha marrom botaram uma fechadura de teclado no portão,
com os números que acendem em verde, e um adesivo de empresa de alarme colado no vidro da portaria, que não tem
porteiro. Saiu um homem com uma bicicleta pela porta social, segurou a folha com o pé, passou a bicicleta e soltou. O
22 encostou às onze em ponto, do outro lado, na frente da farmácia. Abriu as duas portas. Desceu um rapaz com uma
caixa de bolo e subiu uma senhora com carrinho de feira, e o motorista esperou o carrinho inteiro subir antes de fechar.
Fechou. Foi embora na direção da Comendador. A Emilly tinha perdido a conta das lascas outra vez e estava
recomeçando do um. — Onze — o Elias disse. — Onze — ela repetiu, e não se mexeu, porque onze não é ordem, é
informação. Eu levantei. Ele levantou, dobrou a Gazeta no vinco de fábrica, sem sobrar bico, e levou até a lixeira do
canteiro, que são cinco passos, e voltou. A Emilly juntou as lascas de tinta na concha da mão, olhou em volta
procurando onde botar, e botou no bolso da frente da mochila, o de tela, com fecho. Desceu do banco de barriga, com
os pés procurando o chão, que é como ela desce de tudo. Ajeitou as duas alças, uma de cada vez, puxando pela ponta.
Não deu a mão para ninguém; ela segura a própria alça com as duas mãos e vai assim. D O Z E S E M A N A S DE S I L Ê N
C I O 359 Antes de virar, olhou o banco inteiro uma vez, de ponta a ponta, e depois o chão embaixo do banco, para
conferir se tinha ficado alguma coisa dela ali. Não tinha. Ela levou a pedra.
roco na calçada com a cabeça baixa e voltou. Sentou. Abriu. Era repetido. — Repetido. — Repetido — o Elias disse. —
Falta quanto para o outro? — Sete dias. No prédio de pastilha marrom botaram uma fechadura de teclado no portão,
com os números que acendem em verde, e um adesivo de empresa de alarme colado no vidro da portaria, que não tem
porteiro. Saiu um homem com uma bicicleta pela porta social, segurou a folha com o pé, passou a bicicleta e soltou. O
22 encostou às onze em ponto, do outro lado, na frente da farmácia. Abriu as duas portas. Desceu um rapaz com uma
caixa de bolo e subiu uma senhora com carrinho de feira, e o motorista esperou o carrinho inteiro subir antes de fechar.
Fechou. Foi embora na direção da Comendador. A Emilly tinha perdido a conta das lascas outra vez e estava
recomeçando do um. — Onze — o Elias disse. — Onze — ela repetiu, e não se mexeu, porque onze não é ordem, é
informação. Eu levantei. Ele levantou, dobrou a Gazeta no vinco de fábrica, sem sobrar bico, e levou até a lixeira do
canteiro, que são cinco passos, e voltou. A Emilly juntou as lascas de tinta na concha da mão, olhou em volta
procurando onde botar, e botou no bolso da frente da mochila, o de tela, com fecho. Desceu do banco de barriga, com
os pés procurando o chão, que é como ela desce de tudo. Ajeitou as duas alças, uma de cada vez, puxando pela ponta.
Não deu a mão para ninguém; ela segura a própria alça com as duas mãos e vai assim. D O Z E S E M A N A S DE S I L Ê N
C I O 359 Antes de virar, olhou o banco inteiro uma vez, de ponta a ponta, e depois o chão embaixo do banco, para
conferir se tinha ficado alguma coisa dela ali. Não tinha. Ela levou a pedra.