⃗r
Sistemasde
θ
Coordenadas
na Física
Fundamentos, transformações e aplicações
Seu Nome
Departamento de Física | Universidade
24 de Julho de 2026
Sumário
Introdução
Coordenadas cartesianas
Coordenadas polares
Coordenadas cilíndricas
Coordenadas esféricas
Comparação entre os sistemas
Aplicações na física
Conclusão
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Introdução
Por que precisamos de coordenadas?
y
Ideia central
Um sistema de coordenadas associa a cada ponto do
espaço um conjunto ordenado de números que
descreve, de forma única, sua posição.
P
▶ A física não muda com a escolha do sistema — mas θ
x
a simplicidade das equações, sim.
▶ Escolher bem o sistema de coordenadas é escolher a
simetria do problema.
▶ Um mesmo movimento pode ter descrição trivial
Mesmo ponto P: fácil em polares,
num sistema e complicada em outro.
menos natural em cartesianas.
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O que caracteriza um sistema de coordenadas
▶ Um conjunto de coordenadas (q1 , q2 , q3 ) que localizam um ponto.
▶ Uma base de vetores unitários associada, geralmente ortogonal, que pode variar de ponto a
ponto (ao contrário do cartesiano).
▶ Regras de transformação entre esse sistema e o cartesiano.
▶ Expressões próprias para deslocamento, área e volume infinitesimais.
Nesta apresentação
Vamos construir — do zero — os quatro sistemas mais usados em Física: cartesiano, polar,
cilíndrico e esférico.
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Coordenadas cartesianas
Coordenadas cartesianas (x, y, z)
▶ Base ortonormal fixa: x̂, ŷ, ẑ. z
▶ Vetor posição:
⃗r = x x̂ + y ŷ + z ẑ
▶ Elemento de volume: P(x, y, z)
dV = dx dy dz
y
⃗r
▶ Ideal quando o problema tem simetria
retangular (ex.: queda livre, plano inclinado, x
redes cristalinas cúbicas).
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Coordenadas polares
Coordenadas polares (r, θ)
▶ r ≥ 0: distância à origem; θ: ângulo com o y
eixo x.
▶ Relação com o cartesiano: P(r, θ)
x = r cos θ, y = r sin θ
θ̂
r̂
▶ Base local (r̂, θ̂), gira com o ponto: θ
x
r̂ = cos θ x̂ + sin θ ŷ
Velocidade em coordenadas polares
⃗v = ṙr̂ + rθ̇ θ̂
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Coordenadas cilíndricas
Coordenadas cilíndricas (ρ, φ, z)
▶ Extensão natural das polares: acrescenta a z
altura z.
▶ Transformação:
x = ρ cos φ, y = ρ sin φ, z = z
P(ρ, φ, z)
▶ Elemento de volume:
dV = ρ dρ dφ dz
φ ρ
▶ Perfeita para simetria axial (fios, solenoides,
cilindros).
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Coordenadas esféricas
Coordenadas esféricas (r, θ, φ)
▶ r: distância à origem; θ: ângulo polar (do z
eixo z); φ: ângulo azimutal.
▶ Transformação:
x = r sin θ cos φ θ
P(r, θ, φ)
y = r sin θ sin φ
z = r cos θ
φ
▶ Elemento de volume:
dV = r2 sin θ dr dθ dφ
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Comparação entre os sistemas
Resumo comparativo
Sistema Coordenadas Cartesiano → sistema Elemento de volume
Cartesiano x, y, z — dx dy dz
Polar (2D) r, θ x = r cos θ, y = r sin θ r dr dθ
Cilíndrico ρ, φ, z x = ρ cos φ, y = ρ sin φ ρ dρ dφ dz
Esférico r, θ, φ x = r sin θ cos φ, ... r2 sin θ dr dθ dφ
Como escolher
Escolha o sistema cuja simetria do problema torna as coordenadas —e não a física— as mais
simples possíveis.
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Aplicações na física
Aplicações características
Cartesianas Cilíndricas
Cinemática retilínea, lançamento de projéteis, redes Campo magnético de um fio infinito, capacitores
cristalinas. cilíndricos, dinâmica de fluidos em tubos.
Polares Esféricas
Órbitas planetárias (Leis de Kepler), forças centrais, Campo elétrico/gravitacional de cargas e massas
movimento circular. puntuais, átomo de hidrogênio, potenciais centrais.
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Exemplo: força central em coordenadas polares
▶ Para uma força central ⃗F = f(r)r̂, a equação de movimento se separa naturalmente em polares.
▶ A conservação do momento angular L = mr2 θ̇ surge diretamente da simetria angular do sistema.
▶ Resultado: a órbita é descrita por uma única equação escalar r(θ) — praticamente impossível de
enxergar tão diretamente em coordenadas cartesianas.
Equação da órbita (forma geral)
( )
d2 u m 1 1
+ u = − f , u≡
dθ2 L2 u2 u r
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Conclusão
Conclusão
▶ Sistemas de coordenadas são ferramentas, não verdades físicas: a escolha certa simplifica — e
revela — a estrutura do problema.
▶ Cartesiano, polar, cilíndrico e esférico cobrem a imensa maioria das simetrias encontradas em
mecânica, eletromagnetismo e física moderna.
▶ Dominar as transformações e os elementos diferenciais de cada sistema é pré-requisito para
cálculo vetorial, integrais múltiplas e equações diferenciais em Física.
Mensagem final
Antes de resolver: pergunte-se qual simetria o problema tem — a resposta escolhe o sistema de
coordenadas por você.
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Referências i
▶ MOYSÉS NUSSENZVEIG, H. Curso de Física Básica, v.1. Blucher.
▶ MARION, J.; THORNTON, S. Classical Dynamics of Particles and Systems. Cengage.
▶ HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física, v.1–3. LTC.
▶ GRIFFITHS, D. Introduction to Electrodynamics. Cambridge University Press.
▶ SYMON, K. Mechanics. Addison-Wesley.
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