CENTRO ESPÍRITA PADRE ZABEU KAUFFMAN
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E
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MATERIAL COMPLEMENTAR
CURSO EPM – MÓDULO C
DESENVOLVIMENTO PRÁTICO
MEDIÚNICO - MÉTODO DAS 5
FASES - PACEM
VERSÃO ATUALIZADA – JUNHO/2018
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ÍNDICE:
1. INTRODUÇÃO AO DESENVOLVIMENTO PRÁTICO MEDIÚNICO.................pg3
1.1 A IMPORTÂNCIA DA PREPARAÇÃO DO AMBIENTE..................................pg3
2. A CONCENTRAÇÃO.....................................................................................pg4
2.1 COMO PROCEDER A CONCENTRAÇÃO.....................................................pg4
3. MÉTODO DAS CINCO FASES.......................................................................pg4
3.1. A PRIMEIRA FASE – A PERCEPÇÃO DOS FLUÍDOS...................................pg6
3.2. A SEGUNDA FASE – A APROXIMAÇÃO DOS FLUÍDOS..............................pg7
3.3. A TERCEIRA FASE – O CONTATO..............................................................pg8
3.4. A QUARTA FASE – O ENVOLVIMENTO.....................................................pg10
3.5 A QUINTA FASE – A MANIFESTAÇÃO........................................................pg10
4. A DESCONCENTRAÇÃO...............................................................................pg11
5. A AVALIAÇÃO DO EXERCÍCIO......................................................................pg12
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1. INTRODUÇÃO SOBRE O DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO:
Segundo Edgard Armond é verdade que não se deve forçar a eclosão
de faculdades porque isto depende de amadurecimento espontâneo e
oportuno, mas é certo que também que se pode e deve aperfeiçoar e disciplinar
tais “dotes” para se obter resultados mais favoráveis.
No caso da mediunidade, o que se procura é justamente canalizar a
corrente, discipliná-la para que haja maior harmonia no curso; afastar
obstáculos para que flua com mais desembaraço, rapidez e principalmente
segurança.
Pela falta de alguns cuidados, na eclosão da mediunidade, acaba
provocando um número grande de médiuns obsidiados, fracassados ou na
melhor das hipóteses, estagnados.
O método das cinco fases preenche todas as necessidades do
desenvolvimento, no período primário, além de servir como base sustentável
aos demais, pois tornam-se fundamentais ao processo de desenvolvimento
mediúnico como um todo.
1.1. A PREPARAÇÃO DO AMBIENTE
Para que um bom trabalho se realize é necessário começarmos pela
preparação do ambiente. Principalmente um trabalho mediúnico.
Tomemos como exemplo ilustrativo, um trabalho em uma oficina
mecânica ou de costura, se o local estiver em desordem, sujo e com
ferramentas e peças espalhadas por toda a parte, a qualidade do trabalho,
certamente ficará comprometida. O trabalhador perderá muito tempo ao tentar
achar seus instrumentos de trabalho e poderá fazer uso de algum outro
instrumento, que não o indicado para aquele trabalho, porque não o encontra
em meio à desordem.
Como em qualquer atividade, o ambiente para o trabalho mediúnico
também deve ser preparado. Essa preparação inclui os trabalhadores da seara,
é de suma importância que o recinto esteja tenha harmônico e haja sintonia
entre todos os participantes. Quanto mais homogêneo for o pensamento, o
sentimento e a vontade dos participantes, que devem estar direcionados para o
bem, mais fáceis e proveitosos serão as manifestações do Plano Espiritual.
Umas das formas, mais usuais, de preparar o ambiente, sem dúvida é
elevando o pensamento e harmonizando-o com o dos Benfeitores Espirituais
presentes.
A projeção do pensamento como energia luminosa ajuda a
estabelecer um ambiente higienizado e propício ao trabalho. Porém não
poderíamos deixar de citar, que a disciplina é requisito FUNDAMENTAL para o
sucesso da atividade mediúnica. O bom trabalhador não deve conter vícios de
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nenhuma espécie. Deve ser asseado, vestir-se adequadamente, além de nunca
deixar de estudar, baseando-se sempre em obras fidedignas da nossa Doutrina.
2. A CONCENTRAÇÃO
Para que possamos perceber cada fase do PACEM, é necessário
o exercício constante da concentração, que dará confiança e segurança na
realização da tarefa.
A concentração é fundamental para alcançar a comunhão com o
plano espiritual, individual e coletivamente, e manter a sintonia durante a
reunião mediúnica. CONCENTRAR é convergir para um centro, é fixar o
pensamento num ponto definido, fechar a mente para o exterior e abri-la
para o mundo interior.
A concentração bem feita não pode ser improvisada e começa na
educação dos pensamentos, na prece, nas leituras e ações sadias, no cultivo de
bons sentimentos. Quando realizada coletivamente, é o resultado do
pensamento e da vontade exercitados em prol do interesse comum, que é o
desenvolvimento da faculdade mediúnica a serviço do próximo.
Nos exercícios mediúnicos, a concentração deve ser orientada em voz
alta pelo dirigente, em etapas bem definidas, quanto ao estado físico e o
psíquico.
2.2 Como proceder o exercício de concentração:
– Quanto ao físico:
• Sentar-se em posição natural e confortável para melhorar o equilíbrio, sem
pender para os lados, apoiar a cabeça ou cruzar pernas e braços;
• Manter os olhos fechados para as impressões visuais não lhe distraírem a
atenção e ter maior consciência do próprio corpo;
• Não é necessário descalçar os sapatos, espalmar as mãos, fazer "sinal da cruz",
pois não são práticas espíritas.
- Quanto ao Relaxamento:
• Deve ser realizado ponto a ponto do corpo, começando pelos pés, subindo
pelas pernas, tronco, braços, pescoço e atingindo a cabeça.
• A cada parte, os participantes devem contrair e descontrair os músculos para
testarem o controle dos movimentos e avaliarem as condições gerais, como
temperatura, nivel de tensão, dores.
Isto servirá como base de comparação para com os sintomas que vierem a ser
percebidos durante os exercícios das fases.
- Quanto a Respiração:
• O exercício respiratório auxiliará na oxigenação do corpo para torná-lo mais
receptivo ao ambiente fluídico.
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• O dirigente deve conduzir a respiração, fazendo-a ele próprio como modelo. A
inspiração deve ser feita pelo nariz e a expiração pela boca, devagar e
profundamente, por umas três vezes, com intervalo entre uma e outra.
Tanto o relaxamento como a respiração são ações físicas, e não devem ser
misturadas com emissão de sentimentos ou pensamentos.
- Quanto ao psíquico:
• Abstrair-se do mundo exterior, desligando-se de sons, movimentos;
• Serenar o íntimo, deixando de lado as preocupações pessoais;
• Esvaziar a mente, evitando fixar-se em paisagens, quadros ou personagens
que impeçam a atenção no ambiente reinante na sala.
- Autoanálise:
Fazer um mergulho dentro de si, examinando sinceramente as condições:
• Do corpo físico: Alguma dor? Algum desconforto? Algum mal-estar? Veio para
a reunião com essa dor ou desconforto? Há alguma parte do corpo ainda tensa?
Mais um momento para repassar todos os pontos e tomar consciência do
estado geral.
• Da parte emocional: Preocupado com alguma coisa? Calmo? Agitado?
Nervoso? Triste? Com medo? Seguro?
• Da parte espiritual: Sente fé? Confiança? Cede com facilidade a pensamentos
negativos? Tem interesse pelo desenvolvimento mediúnico?
• Assinalar mentalmente este estado para comparação com as sensações dos
exercícios.
• Focalizar os objetivos da reunião, que são os de aprender e servir, socorrer e
socorrer-se dentro das leis divinas.
•Sentir-se fraterno e solidário com os demais participantes.
• Sintonizar-se com o plano espiritual, num esforço de ascensão.
3. MÉTODO DAS CINCO FASES OU PACEM
O método das cinco fases, originariamente desenvolvido por Edgard
Armond com a coordenação do Plano Espiritual, visa facilitar e compreender os
eventos que ocorrem em uma manifestação mediúnica, com o intuito que o
médium possa desenvolver com segurança e confiança o seu trabalho
mediúnico na Casa espírita.
Nesse método é possível identificar as etapas do transe mediúnico,
além de desenvolver o autocontrole para agir com segurança e competência
evitando os desequilíbrios.
O método pode ser aplicado indistintamente a qualquer participante,
desde que este seja relativamente equilibrado emocional e espiritualmente,
quer tenha mediunidade ostensiva ou generalizada.
Aos primeiros, o método apura a sensibilidade mediúnica e vem a
equilibrar os sinais de eclosão das manifestações.
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Já para os segundos, que usualmente dizem não “ter mediunidade”,
é possível desenvolver a concentração ativa, o que lhes aprimora o desempenho
como elementos importantes de sustentação.
Este método foi didaticamente dividido em cinco fases para melhor
compreendermos todo o processo de uma manifestação mediúnica,
estudaremos, assim, passo a passo cada uma dessas fases visando o melhor
entendimento. Essas fases serão estudadas e exercitadas fase a fase para que o
aluno possa adquirir a confiança necessária ao seu bom desempenho nas
tarefas mediúnicas.
Este método, também conhecido como PACEM, compõe-se das
seguintes fases:
1ª Fase – PERCEPÇÃO
2ª Fase – APROXIMAÇÃO
3ª Fase – CONTATO
4ª Fase – ENVOLVIMENTO
5ª Fase – MANIFESTAÇÃO
Por fim, seja qual fase for, só a Casa Espírita oferece estrutura e
ambiente propícios à pratica do método. É desaconselhável que se venha a
praticar as fases em qualquer ambiente.
3.1. A PRIMEIRA FASE: PERCEPÇÃO DE FLUÍDOS
A Fase da Percepção talvez seja a mais importante de todas.
É com ela que o médium passa a reconhecer os sinais de seu mentor
individual, diferenciando a sensação, a percepção e a emoção que venha a
sentir quando da presença dele, para com outras entidades.
É nesta fase os Benfeitores Espirituais projetam jatos de fluido sobre
os pontos sensíveis do médium. Estes procurarão sentir os efeitos que estes
fluidos causam em seu organismo ou pensamento, sendo possível observar as
características deles, tais como temperatura, cor, textura, tipo de sensação que
eles causam ao médium.
Com a percepção de fluidos é possível identificar o tipo de Espírito
que está presente, pois os fluidos são compatíveis com o grau de evolução da
entidade espiritual. Este conhecimento permite ao médium defender- se de
Espíritos pouco evoluídos. Importante aos que venham a trabalhar em
desobsessão.
Para esta primeira fase, faz-se necessária a preparação do ambiente,
como mencionado anteriormente, para que se possa desenvolver a
concentração (item primordial) e a fase de percepção dos fluidos. Essa primeira
faze só estará completa com a preparação do ambiente, a concentração dando
ensejo propriamente à percepção.
O médium deve prestar muita atenção nas sensações que tiver,
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retendo-as na memória para efeito de comparação com os próximos exercícios,
pois é a sensibilidade que purifica os sentimentos.
A percepção só se apura com repetitivos exercícios, pois as várias
experiências é que trazem uma melhor compreensão do tipo de mediunidade e
da sensibilidade do médium.
O progresso dessa percepção está no aumento da capacidade de
sentir esses fluidos, notando os pontos de ação e interação no organismo do
médium, observando a sua categoria vibratória: quente ou frio, leve ou pesado,
denso ou sutil, excitante ou calmante, claro ou escuro, palpitações, etc.
Nessa primeira fase, o médium iniciante ainda não deve se preocupar
se não estiver sentindo a projeção dos fluidos. Existem vários motivos possíveis
para esta falta de sensibilidade, dentre eles:
- O médium / aluno não possui mediunidade a ser desenvolvida;
- Efeito dos vícios tais como fumo, álcool, gula, etc.
- Bloqueios causados pelo medo, ansiedade, insegurança entre outros.
- Auto cobrança.
- Não ter confiança nem certeza no que está sentindo.
Para o médium com algum bloqueio possa perceber os fluidos, é
necessário refletir, observar a(s) causa(s) desse(s) bloqueio(s) e eliminá-lo,
sempre auxiliados pelos Dirigentes da Prática.
Os pontos de sensibilidade podem ser: o cérebro, têmporas, costas,
pernas, braços, mãos, etc.
Ainda vale ressaltar e pontuar que o bom desempenho da nossa
mediunidade depende da reforma íntima aliado à disciplina.
Muitas vezes, por mais que o médium sinta, de alguma forma,
alguma estranheza nas sensações da percepção, não se pode esquecer que
sempre a presença dos benfeitores nos trazem paz, tranquilidade e sensações
benéficas. Ao contrário dos espíritos inferiores que trazem perturbação.
3.2. A SEGUNDA FASE: APROXIMAÇÃO DE FLUÍDOS
Todo o dia nos aproximamos de pessoas, isso acontece tanto com os
encarnados ou desencarnados, nas mais diferentes faixas vibratórias.
Os espíritos se aproximam de nós com as mais variadas intenções, e
ao estudá-las saberemos qual é a intensidade e a intenção, para tanto
desenvolveremos a fase da aproximação.
Com a prática adquirida na fase da percepção, onde distinguimos os
tipos de energia, aprendemos também a nos defender, no nosso dia a dia, de
espíritos com intenções maléficas ou fúteis. Esse é o principal objetivo dessa
fase.
Em nossos exercícios, trabalharemos apenas com espíritos
benfeitores, que tem a intenção de cooperar com o nosso desenvolvimento
mediúnico.
A aproximação é sentida de maneira geral em nosso organismo,
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distinguindo a direção e a intenção do espírito que se aproxima. Vale notar que
nem todos os médiuns consigam perceber esta fase de imediato, podendo
senti-la em outros exercícios com o decorrer do aprendizado.
A fase consiste na preparação individual do médium e do ambiente,
passando pela primeira fase – a percepção - e dando ênfase à aproximação.
Nesse momento o dirigente solicita aos benfeitores que se
aproximem do médium. É importante que o médium guarde a lembrança das
sensações que teve durante o exercício, para relatar ao expositor no final do
exercício.
Essas sensações podem ser as mais diversas, tais como frio, calor,
pontadas, tremor nas mãos, etc. O médium deve ter participação ativa no
exercício, procurando aprender com as experiências adquiridas.
O médium deve procurar manter o pensamento no exercício, sem
pensamentos paralelos, que atrapalhem a nossa percepção. O foco e a atenção
são primordiais.
Durante o exercício, é possível ter as mais diferentes sensações. Isso
se deve ao fato que, em cada oportunidade de aprendizado, os benfeitores
espirituais procuram adequar a atitude e aproveitar o dom de cada médium, de
forma a facilitar a nossa percepção. A prática conduz a um aperfeiçoamento
constante.
3.3. A TERCEIRA FASE: O CONTATO
Nesta fase é trabalhada a sensibilidade de cada médium.
Os Benfeitores Espirituais, que estão próximos aos médiuns,
estabelecerão o contato com os mesmos através:
1º. Dos Pontos de Sensibilidade – localizados no corpo físico, já
conhecidos pelo médium, que foram observados na primeira fase, porém, nesta
fase será sentido de uma forma mais aguda, acentuada e localizada do que na
fase da percepção de fluidos.
2º. Dos Plexos – localizados no corpo físico, o médium sentirá
manifestações reflexas como repuxamentos ou tremores, na área enervada
pelos nervos ligados àquele plexo. Abaixo podemos ver os pontos em que os
plexos se refletem no corpo físico.
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3º. Dos Centros de Força – localizados no perispírito, o médium
sentirá uma leve manifestação de sua mediunidade, abaixo podemos ver os
pontos em que os centros de forças se reflete:
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Nesta fase, pela sensibilidade mediúnica do médium, os Benfeitores
Espirituais, às vezes, necessitam ajustar a faixa vibratória de seus próprios
perispíritos a fim de serem sentidos. Esse contato geralmente pode ser efetuado
pelas mãos, ou em área maior sensibilidade.
O objetivo desse processo é dotar o médium de autocontrole e
segurança para perceber que os contatos, na vida prática, quando pesados ou
impuros, acarretam perturbações espirituais e orgânicas, permitindo-lhe pelo
conhecimento do processo defender-se deles, com o auxílio da prece, e a sua
renovação interior no seu dia a dia. E quando leve e sutil, nos traz bem estar e
sensação de completude.
Essa fase se inicia com o trabalho desde a concentração, pedindo aos
Benfeitores que acentuem a sua ação no médium na fase do contato para que
os médiuns possam perceber esta ação.
Quanto maior a sensibilidade, maior será a percepção do contato
espiritual.
3.4. A QUARTA FASE: O ENVOLVIMENTO
Esse momento é de bem estar, pois estamos sendo abraçados pelo
Benfeitor, que se fará perceptível através de sua energia amorosa, nos passando
coragem e perseverança.
O médium acompanha o exercício, atento às sensações que tiver,
pois elas podem variar a cada vez que o repetimos de acordo com as pessoas
que participam do objetivo do trabalho e até mesmo do nosso próprio estado
físico e emocional. Desta forma adquirimos a experiência necessária para
cumprirmos de maneira adequada a nossa tarefa mediúnica.
É comum o médium sentir o desejo de passar mensagens já nesta
fase, seja através da psicofonia ou psicografia; porém é necessário ter disciplina
e aguardar até que seja o momento adequado para continuar.
É necessário que o médium esteja focado no tema da aula e
acompanhe as orientações do dirigente da prática.
A Disciplina é a mola propulsora da realização de qualquer tarefa
mediúnica.
3.5. A QUNTA FASE: A MANIFESTAÇÃO
Esta fase é a finalização de todo o processo do PACEM, onde o
Espírito comunicante se manifesta através de um médium que lhe permite a
manifestação, seja pela forma verbal (psicofonia ou incorporação) ou escrita
(psicografia), sendo pela forma consciente (telepática-ligação mente a mente),
semi-consciente (ligação perispiritual entre ambos) ou inconsciente (transe
sonambúlico e transe letárgico).
Nesta fase o médium encontra-se ainda fase do envolvimento, porém
com o Espírito comunicante já enviando a ele uma mensagem, bastando
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transmiti-la conforme a orientação do Dirigente de classe seja verbal ou escrita.
As ideias em forma de ondulações são recebidas pelo médium,
interpretadas, ampliadas, trabalhadas e retransmitidas através do cérebro
físico, sistema nervoso, órgãos da palavra (comunicação oral), braço e mão
(comunicação escrita).
Nesta fase de aprendizado primário, o trabalho será somente com
os Benfeitores Espirituais.
O dirigente da classe orienta os alunos da necessidade constante de
cuidar de sua educação mediúnica através dos três aspectos vistos
anteriormente, necessários ao seu aprimoramento mediúnico, que são:
- Aspecto Intelectual: Instruir-se na Doutrina Espírita, para obter
conhecimentos especializados sobre mediunidade;
- Aspecto Moral: Evangelização do Médium, Renovação Interior, Evangelho no
Lar;
- Aspecto Técnico: Refere-se à pratica, à técnica, ao adestramento de suas
faculdades, para adquirir flexibilidade mediúnica, auto -controle, agindo com
eficiência.
O Dirigente da classe pede aos Benfeitores Espirituais que atuem nos
médiuns acentuando sua ação em cada fase, dando o tempo necessário até o
envolvimento, e na manifestação pedir a eles transmitam aos médiuns uma
mensagem rápida, sendo ou algumas palavras, ou no máximo um pequeno
texto (escrito ou verbal), auxiliando assim aos médiuns em sua educação
mediúnica.
Por fim, vale ainda ressaltar, que o pensamento elevado e
sintonizado na tarefa nos dará nitidez da mensagem. 4
4. A DESCONCENTRAÇÃO
Findos os exercícios, o estado de vigília deve ser retomado.
O médium deve ter a atenção focada em si próprio, recapitulando
mentalmente as impressões percebidas durante o trabalho. Isso facilitará os
comentários finais e evitará colocações, como "não sei explicar o que senti",
que não acrescentam experiências ao grupo.
Fazer breves movimentos para testar o controle do corpo, como
contrair e descontrair os braços e pernas, engolir, respirar profundamente. Por
último, abrir os olhos e sorrir aos companheiros.
Essas medidas reduzem as dificuldades de desconcentração dos
participantes, tornando-os mais independentes da assistência dos
colaboradores da sala.
4. A AVALIAÇÃO AO FINAL DO EXERCÍCIO:
A avaliação ao final da reunião de desenvolvimento mediúnico é
essencial para emitir juízo de valor, para verificar o grau de alcance dos
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objetivos estabelecidos, o entrosamento das relações e tomar decisões para os
ajustes de rumo.
Por se tratar de médiuns iniciantes, o desempenho dos participantes
precisa ser monitorado constantemente para incentivá-los no esforço da
disciplina e autoconhecimento.
Essa atividade deve ocorrer após a desconcentração, depois de já
findo o exercício.
Mas o que avaliar? Podem ser avaliados todos os aspectos da
reunião, desde o ambiente físico e a organização até a atuação dos
participantes, através de comentários abertos ou de avaliações formais.
Para o acompanhamento do desempenho individual dos
participantes, recomenda-se manter um histórico dos sintomas e sensações,
anotados em um pequeno caderno, pelos próprios participantes.
No entanto, é importante salientar que as anotações não dispensam
nem substituem a avaliação verbal a ser conduzida no final dos trabalhos.
A avaliação é tão somente uma explanação rápida do que o médium
sentiu durante o exercício, não se faz necessário atribuir uma nota ou fazer
comentários secundários sobre esse ou aquele espírito, esse ou aquele médium,
etc.
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