📖REMIT📖
REMIT: resposta endócrina metabólica imunológica ao trauma.
● Íleo adinâmico;
● Oligúria;
● Eleva glicemia;
● Eleva temperatura;
● Anorexia.
Lesão tecidual → resposta de luta ou fuga → REMIT.
● O paciente entra em catabolismo para o corpo ter aporte de glicemia,
oxigênio e água.
● Mas para ter estoque, o componente precisa ser armazenado.
○ O armazenamento ocorre após alimentação no período pós-prandial.
● Paciente de trauma grave evolui com leucocitose nas primeiras horas após o
trauma (SIRS pós-trauma). Após, ocorre período de imunodepressão
compensatória, que eleva risco de sepse tardia.
As fases
Fase de refluxo hipodinâmico (choque): fase EBB.
● Corpo tende usar mecanismos para perder menos sangue e manter perfusão
de órgãos vitais: vasoconstrição periférica.
● Diminui o débito cardíaco.
● Aumento da contratilidade e FC.
● Dura até 72h após o trauma.
● Predomínio da resposta neuroendócrina: eleva glucagon e cortisol →
glicogenólise, gliconeogênese e lipólise.
● Elevada resistência insulínica → hiperglicemia.
● Ocorre diminuição da taxa metabólica basal e do consumo de oxigênio e
energia.
Fase de fluxo hiperdinâmico: fase FLOW.
● Aumento do fluxo sanguíneo para remover excreta metabólica e produtos
residuais.
● Bem como para chegar nutrição aos tecidos e possibilitar o reparo.
● Aumento do débito cardíaco, taxa metabólica e necessidade energética.
○ Aumento da taxa metabólica e proporcional ao tamanho da lesão e do
trauma.
● Pode durar até 8 semanas
● Balanço nitrogenado negativo → perda proteica e baixa síntese de
proteínas.
● Hiperglicemia → baixo nível de insulina.
● Mantém elevado glucagon, cortisol e catecolaminas.
● Eleva aldosterona e ADH.
Fase de recuperação: fase anabólica.
● Dura meses.
● O corpo tenta retornar ao estado que era antes do trauma.
Elevação da glicemia
Período pós-prandial: processo anabólico.
● Eleva glicemia → eleva a insulina → início do anabolismo (2 formas).
○ Insulina exerce função no transportador GLUT4 em determinados
tecidos (músculo esquelético e gordura).
● Glicose armazenada como glicogênio no músculo (via GLUT4 entra no
músculo).
○ Este glicogênio é aporte para o músculo onde é armazenado, não é
enviada a glicose para o sangue.
● Glicose armazenada como glicogênio no fígado (via GLUT, mas sem
necessidade da insulina).
○ Este glicogênio é aporte para manter a glicemia do sangue.
● Glicose armazenada como lipídio nos adipócitos (via GLUT4).
Jejum ou trauma: estado catabólico → hormônios contrainsulínicos
(glucagon e GLP-1).
● Glicogenólise: mantém a glicemia por mais ou menos 24 horas.
○ Glicogênio hepático mantém a glicemia.
○ Em traumas graves, o glicogênio hepático não consegue manter a
glicemia por 24 horas, pois a necessidade energética é muito maior.
● Gliconeogênese: síntese de glicose a partir de radicais não glicídicos (através
de glicerol e aminoácido).
○ Lipólise e proteólise.
● Proteólise: libera glutamina e alanina.
● Lipólise: libera glicerol e ácido graxo.
● Pode haver mecanismo anaeróbio de formação energética → gera
lactato.
● O fígado vai transformar glutamina, alanina, lactato e glicerol em glicose.
○ Á. graxo não gera glicose (ácido graxo já pode ser usado para gerar
ATP, não precisa da conversão em glicose).
■ Metabolizado pelo músculo e fígado.
■ O fígado transforma á. graxo em corpo cetônico.
○ Ciclo de Felig: alanina→ glicose.
○ Ciclo de Cori: lactato → glicose.
Adaptações do jejum/trauma:
● Reduz proteólise e prioriza lipólise.
● Cérebro inicia consumo de corpos cetônicos para gerar energia.
○ Priorizar glicose e ácido graxo para músculo.
Paciente em jejum, geralmente utiliza-se solução glicosada para evitar que o
paciente entre em estado de catabolismo.
● 2000 mL de SG (soro glicosado) a 5%.
○ Possui aproximadamente 100g de glicose → 400 Kcal.
● No pré-operatório, 2 horas antes da cirurgia, realiza-se maltodextrina para
repor os estoques energéticos do paciente.
○ 200mL de maltodextrina a 12,5%.
Resposta endócrina e metabólica ao trauma
Trauma/jejum prolongado → eleva cortisol, catecolamina, aldosterona, ADH, GH e o
glucagon.
● Cortisol → gliconeogênese + permite ação das catecolaminas.
● Catecolaminas → eleva inotropismo, eleva cronotropismo, vasoconstrição
(periférica e esplâncnica) e atonia intestinal.
○ Intestino recebe menos sangue e trabalha menos (necessita
menos de sangue ao reduzir a peristalse) → íleo adinâmico.
○ Vasoconstrição esplâncnica favorece translocação bacteriana e sepse
por bactéria anaeróbica e gram negativa.
● Aldosterona aumenta → retenção de sódio e água → oligúria.
○ Sai K+ e H+.
● ADH aumenta → retenção de água → oligúria.
● GH aumenta → lipólise, gliconeogênese e redução da captação
periférica de glicose (favorecer energia ao cérebro).
● Glucagon aumenta → hiperglicemia.
Resposta imunológica
Libera IL-1, IL-2 e TNF-alfa:
● Eleva a temperatura.
● TNF-alfa → induz anorexia.
IL-6:
● Eleva temperatura.
● Maturação e diferenciação de células B.
● Estimula o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
● Induz produção de proteínas de fase aguda.
Proteínas de fase aguda:
● Eleva PCR, ceruloplasmina e haptoglobina.
● Queda de pré-albumina, albumina e transferrina.
Libera IL-4, IL-10, IL-13 e TGF-beta: são citocinas anti-inflamatórias.
Modulação da REMIT
Reduzir a dor: anestesia epidural.
● Reduz a resposta imune, mas principalmente a endócrina.
Reduzir a lesão: cirurgia por vídeo.
● Reduz a resposta endócrina, mas principalmente a imune.