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TEPT

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é uma síndrome ansiosa resultante da exposição a eventos traumáticos, manifestando-se por sintomas intrusivos, evitação e excitação elevada. O entendimento do trauma é complexo, envolvendo fatores pessoais, sociais e históricos, e a definição de eventos traumáticos tem evoluído ao longo do tempo, refletindo mudanças nos critérios diagnósticos. A experiência do trauma é subjetiva e impacta a capacidade reflexiva do indivíduo, exigindo uma abordagem que considere tanto a objetividade do evento quanto a subjetividade da vivência.

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TEPT

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é uma síndrome ansiosa resultante da exposição a eventos traumáticos, manifestando-se por sintomas intrusivos, evitação e excitação elevada. O entendimento do trauma é complexo, envolvendo fatores pessoais, sociais e históricos, e a definição de eventos traumáticos tem evoluído ao longo do tempo, refletindo mudanças nos critérios diagnósticos. A experiência do trauma é subjetiva e impacta a capacidade reflexiva do indivíduo, exigindo uma abordagem que considere tanto a objetividade do evento quanto a subjetividade da vivência.

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TEPT

Transtorno de estresse
pós-traumático
Definição

É um transtorno que:
Está dentro das Síndromes Ansiosas
•resulta da exposição a um ou mais
eventos traumáticos
E seu quadro clínico é dominado por:

1.•Sintomas intrusivos
(lembranças) e dissociativos
(revivescência);
2.•evitação e entorpecimento da
capacidade geral de resposta;
3.•excitação persistentemente
elevada.
TEPT

Hiper
Imagens Shadowing
Evitação excitabilidade
intrusivas

Flashback como lida com as Como uma


revivecência Imagens Intrusivas Crise de Pânico
à definição
de trauma

O TEPT que tipo de


necessita de reação
psicológica
clareza quanto: ao trauma
Mission
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing
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aos critérios de
dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam,

A maioria da população convive quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut


aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure

exposição
dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum

com a violência - apenas 8% da dolore eu fugiat nulla pariatur.

população desenvolve trauma pessoalmente/tv


Arte: Rene Magritte

O trauma “desafia a base da existência e a validade da própria


identidade” (Wilson 2004). O campo de experiência humana que
confronta o sujeito com “o mal e a morte”, com a “experiência de morte
da alma e desintegração”, de “ser abandonado pela humanidade” ou
de “solidão e desespero” (Wilson 2004) remonta às origens da própria
humanidade e permeia toda a sua história. Delimitar nesse campo o
que constitui trauma significa necessariamente delimitar o que não
constitui, expandindo a discussão para a natureza vulnerável da
existência humana.

O trauma
como parte da
humanidade -
existencial
Problema

Um evento pode ser considerado


potencialmente traumático em si
independentemente da
experiência?
Problema

Por outro lado: Por outro lado, toda experiência


é traumático só relatada igualmente como
por eu dizer - “traumática” é a mesma experiência?
“acabou meu (por exemplo, em seu impacto, efeito
namoro, estou sobre a vida...)
traumatizada”
A polêmica - para definir
Todo evento é traumático em sim,
independente do individuo?
O evento só é traumático na
dependência do individuo? Basta dizer
que é???
para Dalgalarrondo
Fatores para observar o trauma:
Vulnerabilidade pessoal
Suporte social
Características da personalidade do
individuo

influenciam respostas emocionais ao trauma


Histórico
Descrições do TEPT, como surgiram:
DSM-I (1952)
Aqui começa a ser considerado
mais psicológico
Guerra civil americana (1861-1865)
“reação maciça ao estresse”, como
“síndrome do coração irritável” condição transitória, mais psicodinâmica
do que biológica.

1ª Guerra Mundial – “choque da DSM-II (1968)


Desaparece a descrição anterior e aparece
granada”
“reação aguda ao estresse ambiental
achavam que era algo neurológico avassalador” em Distúrbios Situacionais
Transientes “...em indivíduos sem quaisquer
Fatores físicos associados à uma “fraqueza”
transtornos mentais subjacentes”. Se os
pessoal inata, como estereótipo depreciativo,
transtornos durassem, os soldados recebiam o
levando ao termo “neurastenia de guerra”,
diagnóstico de Neurose de Ansiedade, um
“choque traumático”, “neurose traumática”,
transtorno de personalidade. Novamente a
“neurose de guerra”, “exaustão de combate”.
idéia de que são inatamente fracos e
danificados.
2ª Guerra Mundial Se transitório, não é mais um problema
exaustão de combate passou a ser da pessoa. Se permanente apontaria a
reconhecida em soldados respeitados que não um defeito da pessoa - Trans
estiveram em campo de batalha Personalidade
*Nem o DSM I nem o DSM II descreveram sintomas ou critérios diagnósticos para essa síndrome.
“ser confrontada” - aqui se abre uma
questão (DSM-IV)
Evento estressor em quase qq um (DSM-III)
DSM-IV (1994)

DSM-III (1980)
surge pela primeira vez o TEPT como
Histórico “evento estressor” passa ser
substituído por “evento
diagnóstico distinto. traumático”, o que confere maior
O evento traumático se estendeu consistência e objetividade ao
para além de veteranos de guerra, diagnóstico (North et al 2016), que
incluindo acidentes de trânsito, a pessoa “vivenciou,
estupro, abuso infantil, desastres, testemunhou” ou com o qual “foi
violência doméstica. confrontada”, que envolva “morte
O evento traumático seria uma
ou grave ferimento, reais ou
experiência extrema, incomum,
ameaçados, ou uma ameaça à
ameaçadora à vida, integridade
física – própria ou de terceiros. O
integridade física, própria ou de
conceito exige a “existência de um outros” (A1), e estabelece a
estressor reconhecível que evocaria necessidade de que a pessoa
sintomas de estresse em quase responda com “intenso medo,
qualquer um”. impotência ou horror” (A2). Como
critério de exposição, também
incluiu a notícia de morte de ente
DSM-III-R (1987) querido.
exigiu que o evento “estivesse fora da experiência humana usual” e que fosse “marcadamente
estressante para quase todo mundo, isto é, ameaça séria à vida ou à integridade física”
“ser confrontada” - aqui se abre
uma questão (DSM-IV)

Casos de exposição indireta


Eu posso ser confrontada num filme,
numa cena de tv, numa contação de
história?
E posso sentir intenso medo e horror???

Isso ameaça integridade física


da pessoa?
Testemunhamos algo
traumático através desse víes?
Histórico
DSM-5 (2013)
removeu o critério A2,
reforçando a exposição
direta a evento
traumático “concreto”. A
exposição indireta, que Além disso, excluiu “a
consiste em tomar exposição por meio de
conhecimento sobre mídia eletrônica,
eventos traumáticos televisão, filmes ou
ocorridos com parentes e fotografias, a menos
amigos próximos, foi que tal exposição esteja
limitada à violência ou relacionada ao
acidentes e mortes por trabalho”.
causas não naturais.

Retirou-se o termo confrontado, porém continua sem critérios objetivos “amigo próximo”
Unico diagnóstico QUE EXIGE PROVA de que ocorreu.
Existe disfunção nos sistemas:
neurotransmissores:
Noradrenérgico
Serotoninérgico
Humor
Sono
desregulando Stress
Ansiedade

Dalgalarrondo - esse panorâma do trauma desregula esses sistemas


O QUE É TRAUMA?
O trauma seria então uma entidade natural que
tem sua realidade própria, independente da
vivência e interpretação?

O caráter traumático Então um evento


de um evento seria seria considerado
traumático
atributo concreto e
independente da
inerente ao evento
população exposta,
em si mesmo? da cultura e do tempo
histórico?
Em vista dessas
considerações, uma
ontologia do TEPT como
fenômeno natural, existente
a priori, mediado por
circuitos neuronais na
independência de um
sujeito que viva a
experiência e lhe atribua
significado se torna
insustentável e objeto de
intensos debates

(McNally et al 2012b)

Se torna INSUSTENTÁVEL falar de TEPT como um fenômeno


indepentende do sujeito que viva a experiência
“A memória traumática é um
objeto feito pelo homem. Ela se
origina nos discursos científicos e
clínicos do século XIX; antes
dessa época, há infelicidade,
desespero e lembranças
perturbadoras, mas nenhuma
memória traumática, no sentido
que a conhecemos hoje”

(Young 1995)
PÓLOS ONDE ESTAMOS
OBSERVANDO O TEPT

OBJETIVIDADE SUBJETIVIDADE

Se focamos no trauma “objetivo”, nós encobrimos seus efeitos na


mente individual.

QUAIS SERIAM ESSES EFEITOS?


Uma experiência
avassaladora
NÃO SE TRATA DE UMA INTERPRETAÇÃO DO
INDIVIDUO QUE PODE INTERPRETAR COMO
TRAUMA CONFORME A CONVENIÊNCIA, SE
TRATA DE UM IMPACTO EMOCIONAL:
TRAUMA SE REFERE À EXPERIÊNCIA
AVASSALADORA QUE NÃO PODE SER
ASSIMILADA

INTERROMPE O EVENTO NÃO


CAPACIDADE PODE SER
REFLEXIVA ASSIMILADO
NÃO PODE SER DISSOCIAÇÃO
LIGADO A
IMPOTÊNCIA OUTRA
EXPERIÊNCIA

IMPOTÊNCIA PARA SER INTEGRADO - TUDO QUE ESTÁ NO


INCONSCIENTE QUER SER INTEGRADO - QUANDO NÃO É:
DISSOCIAÇÃO
ELIZABETH F. HOWELL – THE DISSOCIATIVE MIND
FLASHBACKS
EVITAÇÃO IMAGEM TRAUMÁTICA INTRUSIVA

CONTROLE TRAUMA
Experiência avassaladora
Evitação Não pode ser associada a
outra experiência
Perda da capacidade reflexiva
Não pode ser assimilada

COMPLEXO - IMAGEM DE UMA EXPERIÊNCIA AFETIVA VIVIDA!


IMAGEM FIXA E DOGMÁTICA
(UM ÚNICO SIGNIFICADO
DO TRAUMA RESISTÊNCIA À IMAGEM

METAFORIZADA – PASSÍVEL DE RECONTEXTUALIZAÇÃO (HIPOCAMPO) ,


PROCESSO COGNITIVO E CRÍTICO - RE-IMAGINÁVEL

NO TRAUMA A AÇÃO DESSAS ESTRUTURAS REDUZIDA, ATROFIADA,


CRESCIMENTO SINÁPTICO DIMINUIDA - NÃO HÁ PROCESSAMENTO NEM
RECONTEXTUALIZAÇÃO DO MEDO
MAS A CONSOLIDAÇÃO DA MEMÓRIA DO MEDO
CID 11 TEPT COMPLEXO

QDO OCORRE NA
INFÂNCIA

PODE DESENVOLVER TP BORDERLINE


OU OUTROS TRAÇOS DE TRANSTORNO DE PERSONALIDADE
GLUTAMATO GABA
MEMÓRIA DO MEDO FIXADO INIBIÇÃO MEMÓRIA DO MEDO

NO TRAUMA AÇÃO MAIOR DO NÃO HÁ PROCESSAMENTO NEM


GLUTAMATO RECONTEXTUALIZAÇÃO DO MEDO
IMAGENS SAO FIXADAS MAS A CONSOLIDAÇÃO DA MEMÓRIA DO
MEDO

PSICOFARMACO - SEROTONINÉRGICO. SEROTONINA ELEVADA - AJUDA A


RECONSTRUIR A ARQUITETURA CEREBRAL DESSES AXONIOS ATROFIADOS.
SEMELHANTE AO QUE VIMOS
NA CRISE DE PÂNICO
Cortisol - hormônio de stress atua acelerando o
coração, respiração
Sistema Nervoso Simpático - dispara e acelera o
corpo
Preciso dessa ACELERAÇÃO - para ou LUTAR ou
CORRER!
instestino, estômago ficam mais paralisados.

Imobilidade Tônica - Tanatose


A pessoa fica TÃO dissociada ao ponto de perder o CONTROLE DO CORPO.
REAÇÃO DE DEFESA BIOLÓGICA - QUE INCLUSIVE O ANIMAL TEM.
O QUE VOCÊ NEGA
TE SUBMETE, MAS
O QUE VOCÊ
ACEITA,
TRANSFORMA
trauma sai de sua
posição externa e é
inserido no mundo
imaginal, dinâmico
Hillman – Psicologia arquetípica
p.34
Não há TEPT sem DEPRESSÃO
É PRECISO QUE SURJA UM NOVO SÍMBOLO, UMA NOVA VIDA

Não dá para viver a vida Não dá para viver também a


anterior vida dissociada

Síntese que dê origem a um


terceiro - para energia
psiquica progredir
Não metaforizar

Justifica não sair do lugar!

A pessoa foi vítima de algo trágico, MAS AGORA NÃO


ESTÁ SENDO!
E ao Aceitar posso re-imaginar e colaborar com isso
*Imaginação Ativa - recurso para resignificação
Resiliência
Emoções positivas,
otimismo
“Coping” ativo
Reavaliação cognitiva
Altruísmo
Abertura à experiência
Apoio social
Enfrentamento de medos
Significado,
senso de propósito
Habilidade para encontrar
sentido na adversidade
“Se a tradução do
inconsciente em uma
linguagem comunicável
for bem-sucedida,
produz-se um efeito
redutor.”
Jung. A natureza da psique §595
(...) Temos, porém que reconhecer: há problemas
simplesmente insolúveis por nossos próprios meios. Admiti-
lo tem a vantagem de tornar-nos verdadeiramente honestos
e autênticos. Assim se coloca a base para uma reação
compensatória do inconsciente coletivo; em outras palavras,
tendemos a dar ouvidos a uma ideia auxiliadora, ou a perceber
pensamentos cuja manifestação não permitiríamos antes.
Talvez prestemos atenção a sonhos que ocorrem em tais
momentos, ou pensemos acerca de acontecimentos ocorridos
no mesmo período. Se tivermos tal atitude, forças auxiliadoras
adormecidas na nossa natureza mais profunda poderão
despertar e vir em nosso auxílio, pois o desamparo e a
fraqueza são vivência eterna e eterna questão da
humanidade.” (Jung. 9/1 §44)
Na percepção metafórica [...]

Enxergamos a conexão
secreta entre o que até então
foram opostos. [...] o oposto
já está presente, que cada
evento psíquico é uma
identidade de ao menos
duas posições e é, portanto,
simbólico, metafórico e
nunca literal. Imagens não se
opõem.

Hillman. O sonho e o mundo das trevas p.124/125


Traduzir-se
(Ferreira Gullar)

Uma parte de mim É todo mundo Outra parte é ninguém


Fundo sem fundo
Uma parte de mim É multidão
Outra parte estranheza E solidão
Uma parte de mim Pesa, pondera Outra parte Delira
Uma parte de mim Almoça e janta Outra parte Se espanta
Uma parte de mim É permanente Outra parte Se sabe de repente
Uma parte de mim É só vertigem
Outra parte Linguagem
Traduzir-se uma parte
Na outra parte
Que é uma questão
De vida ou morte
Será arte?
Será arte? Será arte?
Será arte?
Uma parte de mim
É permanente
Outra parte Se sabe de repente
Uma parte de mim É só vertigem
Outra parte Linguagem
Traduzir-se uma parte Na outra parte
Que é uma questão De vida ou morte, Será arte?
Será arte? Será arte?
Será arte?
Será arte?
Será arte? Será..
Após o ataque, "meu espírito parte na
direção do urso, volta pra cá, gira,
constrói vínculos (...)". Torna-se misturada
ao urso, chamada miêdka pelos nativos,
que designa as pessoas "marcadas pelo
urso" e que são dali em diante, metade
humanas e metade ursos. "À medida que
ele se distancia e que eu volto a mim, nós
nos recobramos um do outro. Ele sem
mim, eu sem ele: conseguir sobreviver
apesar do que ficou perdido no corpo do
outro; conseguir viver com aquilo que
nele foi depositado". Nastassja Martin
"Nessa noite escrevo que é preciso
acreditar nas feras, em seus silêncios, em
seu comedimento (...) acreditar no
retraimento que trabalha o corpo e a
alma num não-lugar que conserva sua
neutralidade e sua indiferença, sua
transversalidade. (...) Meu corpo depois
do urso, depois de suas garras, meu
corpo em sangue e sem a morte, meu
corpo cheio de vida, de fios e de mãos,
meu corpo em forma de mundo aberto
onde múltiplos seres se encontram, meu
corpo que se recupera com eles, sem
eles; meu corpo é uma revolução."
(Escute as feras - p. 53)
"Você tem que dar a volta, virar o jogo a seu favor.
É um exercício de olhar, que é o que o poeta precisa ter"

Ainda no leito do hospital, Roseana teve a ideia de


transformar dor em poesia, um livro infantil:
"O Braço Mágico" Roseana Murray

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