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TCC - Rascunho

O documento explora a influência da arte sacra no Brasil, destacando a contribuição dos jesuítas na colonização e na disseminação da religiosidade através da arte. A arte sacra é apresentada como um reflexo da cultura brasileira, mesclando elementos indígenas, africanos e portugueses, especialmente durante o período barroco. Além disso, discute-se o sincretismo na arte das Missões Jesuíticas e a devoção popular a santos de origem africana, evidenciando a complexidade das identidades religiosas e culturais no Brasil colonial.

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TCC - Rascunho

O documento explora a influência da arte sacra no Brasil, destacando a contribuição dos jesuítas na colonização e na disseminação da religiosidade através da arte. A arte sacra é apresentada como um reflexo da cultura brasileira, mesclando elementos indígenas, africanos e portugueses, especialmente durante o período barroco. Além disso, discute-se o sincretismo na arte das Missões Jesuíticas e a devoção popular a santos de origem africana, evidenciando a complexidade das identidades religiosas e culturais no Brasil colonial.

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PDF: O Ensino de História Local na Sala de Aula: Fontes, Objetos e Metodologias

No Brasil em meados do século XV com a vinda da Companhia de Jesus para auxilio na


colonização, esta fé foi transmitida, ou seja, ensinada aos índios e colonos. Desde então a
religiosidade no país é muito forte, tendo uma significação massiva até nossos dias. Nossa
cultura ainda hoje é permeada pela fé que se transmite em forma de arte, seja ela nos simples
oratórios populares nas casas ou nos mais belos e gigantescos templos devidamente ornados
para este fim (PASTRO, 2002).

Pastro (2002, p.4) lembra que nunca se ouviu dizer que alguma civilização ou religião tenha
produzido tanta arte como o cristianismo. Muito além de pura realidade este tipo de arte que
teve como berço os primeiros cristãos nunca deixou de direcionar seu gosto pela vida e teve
firmeza em assim dizer.

Complementando “Perseguido por três séculos, o cristianismo vê-se finalmente elevado à


categoria de religião oficial do Império Romano, graças a Constantino, que se havia convertido
à nova fé” (CAVALCANTI, 1968, p.123).

Pastro (2002, p.4) alega que “Os cristãos sempre valorizaram as artes e os artistas. [...] Na
história da cultura crista, a arte enalteceu o trabalho cotidiano muito além das meras
expectativas de produção”.

eis que da arte cristã primitiva surgiu a Arte Sacra tal qual como a conhecemos hoje.

Arte Sacra como lócus irradiador da cultura brasileira O desenvolvimento da arte sacra no
Brasil se deve sobretudo a vinda dos Jesuítas ao Brasil. Conforme Ribeiro foram eles os
responsáveis por difundir a fé e a arte católica no país. Chegaram em 1549 junto com o
governador geral: O primeiro governador chega ao Brasil em 1549, em três naus, duas
caravelas e um bergantim. Traziam funcionários civis e militares, soldados e artesãos. Mais de
mil pessoas ao todo, principalmente degregados. Com ele vieram novos colonos, bem como os
primeiros jesuítas. Nóbrega, mais velho e experiente à frente e mais três padres e dois irmãos;
Anchieta, um rapagão de dezenove anos, veio na leva seguinte. (RIBEIRO, 1995, p.89)

Ao decorrer dos anos os jesuítas já contavam com uma boa estrutura. Eram as chamadas
missões. “Cerca de 34 mil índios são agrupados em onze paroquias, sob a direção dos
jesuítas ,dando nascimento as missões, ou reduções e povoações organizadas como vilas, com
pelourinho.”(RIBEIRO,1995,p.92). Estas missões são consideradas por Tirapeli como o lócus do
nascimento da arte sacra no país. Eram nestas reduções que os jesuítas ensinavam os ofícios
artísticos e artesanais. É o inicio de uma gestação artística nos pais. Confirma Ribeiro (1995,
p.99) “[...] Nas missões jesuíticas tiveram oportunidade de se fazerem tipógrafos, artistas
plásticos, músicos e escritores”

A arte desenvolvida aos poucos pelos colonos era estritamente ligada á sua fé. A partir de
então começaram a erigir suas primeiras capelas. “Suas principais edificações eram as igrejas,
os conventos e fortalezas, que constituíam também seu principal atrativo. Por ocasião das
festas religiosas, a aristocracia rural deixava as fazendas para viver ali um período de convívio
urbano festivo” (RIBEIRO, 1995, p.195).
Ainda sobre a arquitetura colonial destaca-se que: “Elementos dominantes dessa arquitetura
eram influencias religiosos, os interiores muito ornamentados, o exterior sóbrio e retilíneo e as
esculturas com motivos humanos, da flora e da fauna alegoricamente representados: o barroco
litorâneo era caracterizado pela profusão e pela alegoria” (WEHLING A.e WEHLING
M.J,1999,p.291).

Quanto as imagens sacras embora muito rústicas em determinados locais já eram construídos
até pelos próprios indígenas em especial pelas mamelucas, filhas dos índios com os
portugueses Contudo eram orientados estética e teologicamente pelos padres jesuítas.

Nestas primeiras imagens era inevitável reconhecer a mescla portuguesa, africana e indígena,
elas constituíram um importante meio de expressão e mentalidade colonial. As feições das
imagens eram comuns nas imagens de Nossa Senhora e dos anjos; era considerada como
forma de expressão daquele povo em resposta a seu próprio culto. Os traços indígenas na face
e nos cabelos longos e lisos são irrefutáveis (WEHLING A. e WEHLING M.J,1999).

Neste contexto artístico surge o Barroco no Brasil estilo artístico predominante durante longo
período, estando em um chão aberto para um grande desenvolvimento artísticocultural.
Apareceu no país no começo do século XVII, inserido por evangelizadores católicos, em
especial os da Companhia de Jesus na totalidade da conquista portuguesa. No século XVII [...]
foi trazido para o Brasil pelos portugueses e pelos padres jesuítas. [...] O gosto brasileiro pela
arte religiosa tornava-se cada dia mais forte. Ao mesmo tempo, a Igreja continuava
incentivando a produção de obras de arte para as Igrejas. Enquanto o Barroco na Europa já
entrava em decadência, a arte barroca no Brasil estava começando florescer. Isso aconteceu
porque houve um fato importante aqui no Brasil: a descoberta de ouro e pedras preciosas em
Minas Gerais. Não passou muito tempo e os artistas começaram a usar a beleza e o brilho do
ouro na decoração das igrejas, o que agradava aos religiosos e ao povo. (SANTA ROSA, 2006,
p.11).

Ora, Aleijadinho foi o maior exponencial da escultura barroca, suas principais obras como Os
Doze Profetas e Os Passos da Paixão (1796), ambos no Santuário do Bom Jesus dos Matosinhos
em Congonhas são Patrimônios Mundiais, elegidos pela UNESCO (1976), por seu valor histórico
e artístico. Suas obras são intensamente dramáticas, e aumenta esse efeito o vivo colorido das
estátuas em tamanho natural, pintadas, segundo indica um contrato assinado em 1798, por
Mestre Ataíde. Enquanto Mestre Ataíde se destacava na pintura, Aleijadinho se dedicou
plenamente a escultura e arquitetura na região Mineira. Em outras localidades a escultura
também teve direta influência do Barroco.

Pode-se considerar a arte sacra como a arte genuinamente brasileira, a mãe de todas as artes,
o berço de toda e qualquer influencia artística aqui estabelecida.

Percebe-se que enquanto a produção artística de um local acontece está sempre ligado á um
acontecimento histórico. Como O Barroco mineiro, período do auge do Ciclo do Ouro. Boa
parte do ouro da região era destinada á construção de igrejas cada vez mais ornadas e o
surgimento de vários ícones da escultura, pintura e urbanismo daquela região.
De acordo com Proença (2004, p.108): “Esses fatos nos permitem ver mais claramente que a
história de nosso país está ligada à história do mundo todo, e que as nossas raízes são muito
mais profundas do que o limite inicial de uma data, no tão próximo século”.

PDF: O sincretismo na arte sacra das Missões Jesuíticas dos guarani: Índio Santo e Santo Índio

As Missões Jesuíticas foram assim denominadas, pois con) guraram a forma de colonização
auxiliar empreendida na América e em outras partes do mundo pela Companhia de Jesus.
Fundada em Montmartre, França, em 1534, por Ignacio de Loyola e outros seis companheiros,
a ordem religiosa teve por vocação pregar o Evangelho onde lhes fosse determinado. A estrita
obediência, sob o lema “Ad maiorem Dei gloriam” (Para a maior glória de Deus), fez com que
os padres da Companhia fossem denominados “soldados de Cristo”, assumindo a catequização
dos gentios nos territórios descobertos nos primeiros períodos da expansão ultramarina
europeia.

Na imagem da Virgem Maria (Figura 4) confeccionada em uma Missão Jesuítica é interessante


observar que os traços não seguem um padrão europeu caucasiano – como as representações
tradicionais da Igreja Católica desde os primeiros tempos da cristandade. Neste caso, a mãe de
Jesus é retratada sem o manto, com cabelos longos, lisos e escuros, pele morena, rosto largo e
zigomas salientes. As cores avermelhadas da policromia, e os três querubins abaixo também
reforçam estas características, ) cando claro que os elementos locais – humanos e materiais –
inspiraram esta forma de arte sacra.

Figura 4. Imagem de Virgem Maria Fonte: Museu Júlio de Castilhos (Porto Alegre – RS)

Assim, tornavase mais fácil ao convencimento do guarani compreender-se como ) lho de uma
Maria de pele mais escura, uma vez que parecia com a sua própria mãe e com as mães que
labutavam nas lavouras, teares e o) cinas missioneiras.

encontrou uma forma de expressão artística singular no período barroco da colonização da


América ibérica entre os séculos XVII e XVIII.

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PDF: Salve Santos Negros: curadoria, temporalidades e arte colonial

Não deixa de ser inquietante a força da devoção popular por um clérigo de origem africana
nascido na Sicília no século XVI e canonizado apenas em 1807. Antes de ser oficialmente santo,
o franciscano são Benedito já era um dos “santos” mais cultuados do Brasil. Era em muitas
comunidades1 afrodescendentes a expressão de um modelo de espiritualidade e vida cristãs.

Figura 1: São Benedito das Flores (Rosas), madeira policromada, séc. XVIII. Procedência: Igreja
de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Olinda. Museu de Arte Sacra de
Pernambuco, Olinda. Fotografia do autor.

Ordens em louvor ao Rosário são registradas desde os quatrocentos em Portugal e foram


disseminadas por todo Reino nos séculos seguintes. A maioria das irmandades negras no Brasil
foram devotadas a este orago. Não só a Nossa Senhora, mas ao culto do próprio Rosário e da
Cruz foram símbolos difundidos na África portuguesa nos séculos XVI e XVII (SCARANO, 1978,
p.38).

“A multiplicação das ações de conversão se desdobraria também na promoção de ‘santos de


cor’ que deveriam funcionar como exemplos de virtudes cristãs para africanos e seus
descendentes. Carmelitas e franciscanos, afamados hagiógrafos no Ocidente cristão, foram
grandes estimuladores de devoções entre os negros” (OLIVEIRA, 2016, p.67)

.Além de serem representados iconograficamente como negros, os principais oragos têm sua
história vinculada à escravidão, o que os aproximava das identidades negras que se forjavam na
diáspora. Cor, servidão, origem (referendadas pelo local de nascimento e pela família) e
redenção são elementos recorrentes nas hagiografias. As diferentes estórias que compõem as
narrativas sobre as vidas desses santos atendiam as demandas da estrutura escravocrata
colonial.

A imagem pernambucana tem um panejamento bastante elaborado e requintado, porém, seu


estofamento é relativamente simples. Ao olhá- -las de perfil, notar-se-á que são quase
retilíneas, pois foram feitas, ao que parece, para oratórios e santuários onde seriam vistas de
frente. Quanto à policromia, caracteriza-se pela aplicação das técnicas de pintura denominadas
de ‘olhetes’ e ‘escamados’, havendo ainda aquela vulgarmente conhecida por ‘caminho de
rato’”. (LEÃO, 2003, p.104)
“sem a imagem perfeita não há fé” (BAUMGARTEN, 2004, p.5).

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Livro: Patrimônio colonial latino-americano

PANORAMA DO BARROCO NA AMÉRICA LATINA COMO PATRIMÔNIO

O barroco é o período artístico que predominou na Europa durante todo o século XVII e
floresceu de maneira espetacular na América Latina. Tem raízes italianas, pois Roma tornou-se
o centro artístico do mundo europeu, e foi o primeiro estilo de arte a ultrapassar barreiras em
tempos de descobertas e evangelização. Assim, sempre nos remetemos ao barroco como estilo
exuberante de formas quando se trata de patrimônio colonial da América Latina. Em solo de
conquista e Material com direitos autorais divulgação da fé, as igrejas diferenciaram-se dentro
do espaço urbano; suas massas arquitetônicas e fachadas-retábulos extrapolaram os limites
dos adros convidando os novos fiéis ao catolicismo romano. As artes, em especial as pinturas,
ornamentaram as igrejas e, sempre que havia espaço, as esculturas e altares avançavam sobre
a alvura das paredes e mostravam-se em todo o esplendor dourado. Esse estilo artístico foi
além das regras das artes, tornando-se maneira de viver tanto na Europa como na América
Latina. Aqui perdurou por mais de dois séculos, presente especialmente na arte sacra, que hoje
constitui riquíssimo acervo cultural aclamado como patrimônio da humanidade pela Unesco.
Estudá-lo requer olhar atento para compreender suas distintas categorias enunciadas por
diversos pesquisadores europeus e americanos.

No Brasil as primeiras construções arquitetônicas ocorrem após a vinda do governador-geral


Tomé de Sousa (1549), para a fundação da capital da Colônia, em Salvador, na Bahia. Vindos na
comitiva oficial, os jesuítas se esforçavam para construir suas primeiras igrejas e colégios na
Bahia (1549), São Vicente e São Paulo (1554), em construções simples, denominadas estilo
chão (extrema simplicidade externa, com ornamentos internos). Nesse ponto não se pode
comparar as primeiras igrejas portuguesas com as espanholas na América. A tradição
construtiva dos povos conquistados era surpreendente até mesmo para os espanhóis,
enquanto a brasileira, com a população indígena nômade, era precária. Os tronos de Espanha e
Portugal estiveram unificados por um período curto, entre os anos 1580 e 1640. As construções
das igrejas e conventos ficaram paralisadas enquanto o domínio holandês se manteve no
Nordeste (1620-1640). As poucas obras oficiais e religiosas seguiam os itames maneiristas, em
especial as fortalezas, até a segunda metade do século XVII.

No Brasil, a pintura em perspectiva em trompe l'oeil nos forros das igrejas, de tradição italiana
e portuguesa, teve seu expoente na obra de José Joaquim da Rocha (1737-1807), atuante em
Salvador, Bahia. Essa pintura caracteriza-se pelo recurso de um desenho de arquitetura fingida
que continua sobre as cimalhas das naves das igrejas. No meio dessas pinturas há um quadro
central, chamado de visão, com santos representados no espaço celeste. Essa tradição
renascentista teve continuidade e chegou à sua grandiosidade por meio dos tratados pictóricos
do irmão jesuíta Andrea Pozzo no período barroco. Além da pintura sacra, foram executados
retratos da nobreza, de clérigos e de religiosos para governantes, palácios e conventos.

A escultura barroca está intimamente interligada à arquitetura, e, quando localizada no


exterior do edifício, cria infinitas perspectivas nos jardins e nas escadarias. A ornamentação por
vezes tem função de coluna de sustentação, como as cariátides e os atlantes. Os brasões se
espalham sobre as janelas, arrematam frontões ou convivem com os túmulos, altares,
monumentos comemorativos. As alegorias das virtudes - fé, esperança, caridade, temperança -
aliaram-se aos santos em estado de êxtase, constituindo provas reais de que a passagem desta
vida para a eterna deve ser um desejo a ser cultivado por toda a existência humana. A
escultura barroca caracteriza-se por representar um ato em seu ápice, daí a conturbação da
alma expressa na gestualidade excessiva.

segundo Lúcio Costa (1902-1998) no artigo "A arquitetura dos jesuítas no Brasil". A

arquitetura chã³, simples no exterior, com triângulo frontão retilíneo, uma porta de entrada e
duas janelas no coro, foi o modelo mais disseminado, apenas acrescido de uma torre na
fachada. Mas na igreja de São Roque, em Lisboa, há apenas o campanário na lateral, como
lembra o historiador da arte português José Eduardo Horta Correiaº. Os conventos das outras
ordens - franciscanos e carmelitas – tinham em seus programas as igrejas conventuais e
capelas terceiras. Os beneditinos apenas a igreja monástica com o mosteiro contíguo. No
Nordeste brasileiro os conjuntos se destacam pelo trabalho de cantaria, tanto nos claustros
como nas fachadas, elaborado com as capelas terceiras conjugadas, segundo modelos
portugueses. Na região Sudeste, em Minas Gerais, onde as ordens primeiras foram proibidas
de atuar junto às cidades de mineração, as capelas de ordem terceira ganharam nova
espacialidade nas praças¹º. Livres das massas arquitetônicas dos conventos, ganharam em
volumetria, com contornos sinuosos dos ornamentos rococós e graciosas portadas em pedra-
sabão com cores distintas. A ornamentação barroca, ora contida, ora exuberante, recebeu
influências, em especial dos artistas da região Norte de Portugal. Nos dois primeiros séculos foi
a talha elaborada no estilo nacional português, conformado em comprimir-se nas aberturas
arquitetônicas. No século XVIII, quando se descobriram as minas de ouro e diamantes, o estilo
exuberante do barroco joanino, de influência italiana, ganhou refinamento e volumetria, e
expandiu-se por toda a arquitetura. Na segunda metade, ainda do século do ouro, o rococó
gracioso, de influência francesa e bávara, distinguiu totalmente a arte da zona da mineração da
de outras partes do Brasil, segundo a historiadora da arte brasileira Myriam Andrade Ribeiro de
Oliveira.

PDF: AS ESCULTURAS DE SANTOS COMO EXPRESSÃO DA ARTE E DA RELIGIÃO MATERIAL


BRASILEIRAS
Todavia, mais do que uma arte particular, ligada a uma religião, a arte sacra e, em
particular a arte santeira serão praticamente a única forma de arte do Brasil colônia até
meados do século XVIII e início do século XIX, quando a família real se instala
no Brasil e D. João VI funda a Academia Real de Belas Artes no Rio de
Janeiro, iniciando o ensino de outras expressões artísticas (Luz et al.,
2013, p. 66-67).

PDF: VICISSITUDES DOS ESPAÇOS AFRO-BRASILEIROS: AS IGREJAS DE NOSSA SENHORA DO


ROSÁRIO DOS PRETOS DA CIDADE DE SÃO PAULO E DE SUAS FREGUESIAS

Aos africanos, a semelhança do rosário com o ―opelê‖, instrumento de adivinhação dos


sacerdotes de ―ifá‖, favoreceu a aceitação deste objeto místico principalmente por parte dos
negros bantos, corroborando para o êxito das estratégias de evangelização

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PDF: A Arte Sacra de Claúdio Pastro na Basílica de Aparecida e sua contemporaneidade,


história, cultura e leitura de suas obras

Cláudio tornou-se um dos maiores nomes da arte sacra contemporânea no Brasil e


reconhecido mundialmente. É responsável pelo projeto artístico de mais de 350 igrejas,
capelas, catedrais e basílica no país e no exterior. Também é ilustrador de livros e docente com
mais de 30 anos dedicados a esta arte. Atualmente trabalha em seu maior desafio, é o
responsável pela criação, comunicação, desenvolvimento estético e artístico da área interna e
externa da Basílica de Nossa Sra. de Aparecida. Sua obra prima.

... Muito particularmente a escolha dele se deveu ao fato de que não optamos por uma arte
figurativa. Porque a arte figurativa tem um fim em si mesma. Se você vê, por exemplo, um
quadro do Renascimento, o quadro em si esgota toda a realidade. Nós então preferimos a arte
do Cláudio Pastro, que não é figurativa, é mais representativa, porque ela remete ao mistério.
Quando você contempla a obra de Cláudio Pastro, você não fica na obra. A obra é como um
sinal. É como um símbolo, que remete a um significado. No caso da Basílica, é importante falar
do mistério de Deus que se realiza dentro deste espaço. Então a obra dele é mais adequada
para este nosso objetivo. Fazer com que quem aqui viesse percebesse a presença do mistério.
A atuação do mistério de Deus, que age neste espaço santo, neste espaço sagrado. Então, a
opção por Cláudio Pastro é justamente porque a sua obra não é figurativa, mas vai

até o mistério...

O objetivo principal da Obra, segundo Cláudio Pastro, é o de fundamentar a preparação do


espaço litúrgico para uma justa e digna Celebração da Assembléia Cristã. Somente a partir da
primeira parte do século XX é que as buscas por novas experiências e trabalhos relativos ao
espaço sagrado tornaram-se preocupações humanas, o que foi consolidado pelo Concílio
Vaticano II.
PDF: A arte como expressão do sagrado: uma meditação sobre a liturgia e arte sacra.

A Igreja deve reconhecer as novas formas artísticas, que se adaptam às


exigências dos nossos contemporâneos. Sejam admitidas nos templos
quando, com linguagem conveniente e conforme as exigências litúrgicas
levan-tam o espírito a Deus. Deste modo, o conhecimento de Deus é mais
perfeitamente manifestado; a pregação evangélica torna-se mais
compreensível ao espírito dos homens e aparece como integrada nas suas
condições normais de vida. (GS 62)

______________________________________________

Site: [Link]
"Antônio Francisco Lisboa, conhecido como Aleijadinho, nasceu em Ouro
Preto (Vila Rica, na época), na primeira metade do século XVIII."

"Aleijadinho trabalhou por diversas cidades de Minas Gerais, e suas obras estão em Vila Rica
(Ouro Preto), São João del-Rei, Tiradentes, Congonhas, Sabará, Caeté, Mariana, entre outras.
Os especialistas sempre destacam que suas duas principais obras foram:

Igreja de São Francisco de Assis, igreja em Ouro Preto, que contou com projeto e decoração
elaborados porAleijadinho;

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, igreja, em Congonhas, em que Aleijadinho construiu os


12 profetas no adro e esculturas que retratam a Paixão de Cristo."

"A doença causou a deformação do corpo de Aleijadinho. Os dedos de suas mãos e pés foram
destruídos pela doença, o que fez com que ele perdesse sua mobilidade, sendo obrigado a
andar de joelhos ou ser carregado. Para continuar trabalhando, Aleijadinho amarrava suas
ferramentas nas mãos e no pulso, já que seus dedos tinham sido deformados."

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