Projeto Pré universitáeio
FUNGOS
eucariontes
Tutor; Vante Vicent
Reino fungi
Organismos eucariontes pertencentes ao Reino Fungi.
Encontrados em praticamente todos os ambientes.
Podem ser microscópicos ou macroscópicos.
Desempenham papel essencial na reciclagem da matéria orgânica.
Incluem cogumelos, bolores, mofos e leveduras.
Características
São organismos eucariontes.
Podem ser unicelulares ou multicelulares.
Não possuem clorofila e não realizam fotossíntese.
São heterotróficos por absorção.
Possuem parede celular formada principalmente por quitina.
Armazenam glicogênio como substância de reserva energética
Vivem em ambientes úmidos, ricos em matéria orgânica.
Organização Celular
Os fungos apresentam células eucarióticas, ou seja:
Núcleo delimitado por membrana.
Mitocôndrias.
Complexo golgi.
Importante: quitina também está
Retículo endoplasmático.
presente no exoesqueleto dos
Ribossomos. artrópodes, porém possui função
diferente.
Parede celular de quitina.
Membrana plasmática rica em ergosterol.
Estrutura dos Fungos
Hifas
Filamentos microscópicos.
Crescem continuamente pelas extremidades
(crescimento apical).
São responsáveis pela absorção de água e nutrientes
do ambiente.
Liberam enzimas digestivas no meio externo, realizando
digestão extracelular.
Podem ser septadas (com divisões internas) ou
cenocíticas (sem septos).
Micélio; conjunto de hifas interligadas que forma o corpo
vegetativo do fungo.
Funções:
Fixar o fungo ao substrato.
Absorver água e nutrientes.
Distribuir nutrientes por todo o organismo.
Permitir o crescimento e a expansão do fungo.
Corpo de Frutificação
é a estrutura reprodutiva
visível em muitos fungos.
Funções:
Produzir esporos.
Favorecer a dispersão desses
esporos pelo vento, água ou
animais.
Garantir a reprodução e a
perpetuação da espécie.
Tipos de Hifas
Septadas
Possuem divisões chamadas septos.
Cada compartimento pode conter um ou
mais núcleos.
Cenocíticas (asseptadas)
Não apresentam septos.
Formam uma célula multinucleada contínua.
Leveduras × Fungos
Filamentosos
Leveduras
Fungos filamentosos
São fungos unicelulares.
São multicelulares.
Não formam hifas verdadeiras na
Possuem hifas, que se unem
maioria das espécies (algumas
formando o micélio.
podem formar pseudohifas).
Podem produzir corpos de
Reproduzem-se principalmente por
frutificação, como os cogumelos.
brotamento.
São importantes decompositores e
São amplamente utilizadas na
também podem ser utilizados na
fermentação para produção de pães,
produção de antibióticos, alimentos e
cervejas, vinhos e etanol.
enzimas.
Fungos Demáceos
Fungos demáceos (dematiáceos)
Possuem melanina na parede celular.
Apresentam coloração marrom, escura ou
negra.
A melanina protege o fungo contra:
radiação ultravioleta (UV);
estresse oxidativo;
ação do sistema imunológico do
hospedeiro.
Algumas espécies podem causar doenças
chamadas feo-hifomicoses.
fungos hialinos
Não possuem melanina na parede celular.
Apresentam aspecto claro ou transparente ao
microscópio.
São os mais frequentemente encontrados em
laboratórios e no ambiente.
Exemplos: Aspergillus, Penicillium e Fusarium.
Nutrição dos Fungos
Os fungos são heterotróficos por absorção e seguem três etapas principais:
1. Liberam enzimas digestivas no ambiente.
2. Degradam moléculas complexas.
3. Absorvem nutrientes pelas hifas.
Eles têm três modos de vida:
Sapróbios: decompositores que se alimentam de matéria orgânica morta, contribuindo
para a ciclagem de nutrientes.
Parasitas: extraem nutrientes de organismos vivos, podendo causar doenças.
Simbióticos: formam relações mutualísticas, como as micorrizas, ajudando plantas na
absorção de nutrientes em troca de carboidratos.
Reprodução assexuada
A reprodução assexuada ocorre sem a fusão de gametas, originando
indivíduos geneticamente muito semelhantes ao organismo de origem. É
um processo rápido e eficiente, favorecendo a colonização de novos
ambientes.
Principais formas de reprodução assexuada
• Brotamento (gemulação)
Característico das leveduras.
Surge uma pequena projeção (broto) na célula-mãe.
O núcleo da célula divide-se por mitose.
Um dos núcleos migra para o broto.
O broto cresce, desenvolve seus próprios componentes celulares e pode
se separar da célula-mãe, originando um novo indivíduo. Em alguns
casos, os brotos permanecem unidos, formando cadeias de células.
• Fragmentação do micélio
Ocorre principalmente em fungos filamentosos.
O micélio pode se romper naturalmente ou por ação mecânica.
Cada fragmento que contém células viáveis é capaz de crescer e formar um
novo micélio, originando outro fungo geneticamente idêntico.
• Formação de esporos assexuados
Os fungos produzem esporos por mitose.
Esses esporos são resistentes e leves, sendo dispersos pelo vento, pela água
ou por animais.
Ao encontrar condições favoráveis (umidade, temperatura e nutrientes), o
esporo germina, formando novas hifas e, posteriormente, um novo micélio.
Vantagem: reprodução rápida e eficiente.
Desvantagem: baixa variabilidade genética, tornando a população mais
vulnerável a mudanças ambientais.
Reprodução Sexuada
A reprodução sexuada promove variabilidade genética, aumentando a capacidade de
adaptação dos fungos às mudanças do ambiente.
Etapas da reprodução sexuada
Plasmogamia
Ocorre a fusão do citoplasma de duas hifas compatíveis.
Os núcleos permanecem separados por um período.
Cariogamia
Os núcleos das duas células finalmente se fundem.
Forma-se uma célula diploide (2n).
Meiose
A célula diploide sofre meiose.
São produzidos esporos sexuados geneticamente diferentes entre si.
Formação e dispersão dos esporos
Os esporos sexuados são liberados no ambiente.
Podem ser transportados pelo vento, água ou animais.
Quando encontram condições favoráveis, germinam.
A germinação origina novas hifas, que se desenvolvem e
formam um novo micélio.
Esporos
Os esporos são células reprodutivas produzidas pelos fungos. Sua
principal função é garantir a reprodução, a dispersão da espécie e a
sobrevivência em ambientes favoráveis.
Características dos esporos
São produzidos por reprodução assexuada ou sexuada.
Possuem parede celular resistente, o que aumenta sua capacidade
de sobrevivência.
São muito leves e podem ser produzidos em grande quantidade.
Não necessitam de fecundação para germinar.
Como ocorre a dispersão?
Os esporos podem ser transportados por:
Vento (principal forma de dispersão);
Água;
Animais;
Insetos;
Atividades humanas.
Germinação dos esporos
Quando encontram condições adequadas, como:
Umidade;
Temperatura favorável;
Disponibilidade de nutrientes;
os esporos germinam, formando hifas, que crescem e se ramificam até originar um novo
micélio.
Classificação
uitridiomicetos (Chytridiomycota)
Considerados os fungos mais primitivos.
Vivem principalmente em ambientes aquáticos.
Produzem esporos flagelados, capazes de se locomover na água.
Zigomicetos (Zygomycota)
Possuem hifas cenocíticas (sem septos).
Formam zigósporos durante a reprodução sexuada.
Exemplo: Rhizopus, conhecido como mofo do pão.
Glomeromicetos (Glomeromycota)
Formam micorrizas com as raízes das plantas.
Melhoram a absorção de água e sais minerais.
São fundamentais para o desenvolvimento de diversas espécies vegetais.
Ascomicetos (Ascomycota)
Maior grupo de fungos.
Produzem esporos em estruturas
chamadas ascos.
Incluem leveduras, trufas, morchelas e
espécies do gênero Penicillium.
Basidiomicetos (Basidiomycota)
Produzem esporos em estruturas
chamadas basídios.
Incluem cogumelos, orelhas-de-pau e
alguns fungos tóxicos.
São importantes decompositores e
participam da ciclagem de nutrientes.
Fungos e os Seres Humanos: Benefícios e Doenças
Benefícios Doenças causadas por fungos (Micoses)
Produção de alimentos, como pães, As micoses são infecções causadas por
queijos, cervejas e vinhos. fungos que se desenvolvem
Fermentação realizada por leveduras, principalmente em ambientes quentes
essencial para a indústria alimentícia. e úmidos.
Produção de medicamentos e substâncias
de interesse farmacêutico. Principais exemplos:
Utilização em pesquisas científicas e Frieira (pé de atleta).
biotecnologia. Candidíase.
Degradação da matéria orgânica e Micose de unha (onicomicose).
reciclagem de nutrientes. Pano branco (pitiríase versicolor).
Referencias
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 13. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
MADIGAN, M. T.; BENDER, K. S.; BUCKLEY, D. H.; SATTLEY, W. M.; STAHL, D. A. Microbiologia
de Brock. 16. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.
REECE, J. B.; URRY, L. A.; CAIN, M. L.; WASSERMAN, S. A.; MINORSKY, P. V.; JACKSON, R. B.
Biologia de Campbell. 12. ed. São Paulo: Pearson, 2022.
RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHHORN, S. E. Biologia Vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2014.
AMABIS, J. M.; MARTHO, G. R. Biologia Moderna. Vol. 2. São Paulo: Moderna, 2016.
LOPES, S.; ROSSO, S. Bio. Vol. 2. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM)
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
Ministério da Saúde
Obrigado
Produzido por; Vicent