Anexo PUP - Plano de
Recuperação de Áreas
Degradadas - PRAD
MINERAÇÃO E
COMÉRCIO DE
PEDRAS MANDEMBE
LTDA
ANEXO PUP
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Apresentação
O presente relatório, denominado Plano de Recuperação de Áreas Degradadas
– PRAD tem por objetivo cumprir determinação do FEAM.
Este plano contempla a área objeto será feito protocolo FEAM diante do encerramento
de suas atividades consiste em aproximadamente área lavra 4.33 Ha de Pátio 1.26 Ha
de área de pilha de Rejeito Estéril e 8,308 ha e Estrada para transporte de
minério/estéril interna 0,91 Ha.
Este plano visa à recuperação e recomposição da flora típica do local
supracitado para a obtenção de subsídios técnicos que possibilitem a manutenção
e/ou melhoria da qualidade ambiental, do qual seguiu orientação da NBR 13.030/1999
- Elaboração e apresentação de projeto de reabilitação de áreas degradadas pela
mineração e do Termo de Referência (TR) para elaboração de Planos de
Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) a ser apresentado por empreendimentos
de mineração ao órgão ambiental do Estado de Minas Gerais, conforme Deliberação
Normativa COPAM nº 220/2018, além de técnicas florestais e legislação ambiental do
IEF - Instituto Estadual de Florestas, referente à área objeto do TAC.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Sumário
Apresentação ............................................................................................................... 2
1. Informações Gerais ............................................................................................... 6
1.1. Informações sobre o solicitante ...................................................................... 6
1.2. Informações sobre a área a ser recuperada ................................................... 6
1.3. Informações sobre o responsável pelo estudo ................................................ 7
1.4. Equipe técnica responsável ............................................................................ 7
2. Objetivo ................................................................................................................. 8
3. Caracterização da área de estudo ......................................................................... 8
3.1 Área a ser recuperada ......................................................................................... 8
3.2 Localização e acesso ........................................................................................ 10
4. Diagnóstico ambiental local ................................................................................. 13
4.1. Pedologia ..................................................................................................... 13
4.2. Geologia ....................................................................................................... 17
4.3. Hidrografia .................................................................................................... 21
4.4. Clima ............................................................................................................ 24
5. Inventário da flora ................................................................................................ 26
5.1 Caracterização da vegetação local .................................................................... 26
5.2. Caracterização da composição arbórea .......................................................... 30
6. Justificativas de implantação do plano ................................................................. 32
7. Formas de recuperação ....................................................................................... 34
8. Medidas de implantação ...................................................................................... 35
8.1. Recuperação da área ................................................................................... 35
8.2. Escolha das mudas e quantidade ................................................................. 35
8.3. Descritivo das espécies a serem plantadas na área ..................................... 36
9. Preparo do solo, coveamento e adubação ........................................................... 38
9.1. Preparo do solo e Movimentação manual do solo e bacia para captação de
água pluvial ............................................................................................................. 38
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
9.2. Coveamento ................................................................................................. 39
9.3. Adubação ..................................................................................................... 39
9.4. Plantio .......................................................................................................... 41
Técnicas de hidrossemeadura taludes ........................................................................ 42
Aplicação da técnica de hidrossemeadura .............................................................. 43
9.5. Espaçamento e alinhamento ........................................................................ 45
10. Prevenção contra pragas ................................................................................. 45
10.1. Prevenção contra formigas cortadeiras ..................................................... 46
11. Roçada de refinamento .................................................................................... 48
11.1. Tratos culturais – roçada de liberação....................................................... 48
12. Replantio e monitoramento .............................................................................. 49
13. Cronograma de execução física ....................................................................... 50
14. Anexos ............................................................................................................. 62
14.1 Mapa topográfico do local. ............................................................................ 62
15. Referências ...................................................................................................... 65
Lista de Quadros
Quadro 1 - Coordenadas da área a ser recuperada. ................................................... 10
Quadro 2 - Espécies encontradas. .............................................................................. 32
Quadro 3 - Mudas para plantio. .................................................................................. 36
Quadro 4 - Espécies indicadas para recomposição vegetal. ....................................... 38
Quadro 5 - Resumo da forma de utilização de formicidas. .......................................... 48
Quadro 6 - Quantidade de mudas para replantio. ....................................................... 50
Lista de Figuras
Figura 1 – Climograma. .............................................................................................. 24
Figura 2 - Gráfico de temperatura. .............................................................................. 25
Figura 3 - Tabela climática. ......................................................................................... 25
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Figura 4 - Esquema do plantio de mudas.................................................................... 45
Lista de Mapas
Mapa 1 - Localização da área a ser recuperada. ......................................................... 9
Mapa 2 - Georreferenciamento da área a ser recuperada.......................................... 11
Mapa 3– Localização da Supram, Luminárias e da área a ser recuperada. ............... 12
Mapa 4 - Característica do solo. ................................................................................ 16
Mapa 5 - Unidades geológicas................................................................................... 18
Mapa 6- Classes geológicas. ..................................................................................... 19
Mapa 7 - Unidades litológicas. ................................................................................... 20
Mapa 8 - Bacias Hidrográficas. .................................................................................. 22
Mapa 9 - Cursos d'água. ............................................................................................ 23
Mapa 10 - Biomas. ..................................................................................................... 28
Mapa 11 - Integridade da flora. .................................................................................. 29
Lista de Fotos
Foto 1– Solo local nota -se Cambissolo Háplico. ........................................................ 14
Foto 2 - Solo local área de pilha de Rejeito Estéril ...................................................... 15
Foto 3 -Solo local área estrada nota -se Latossolos Vermelhos. ................................. 15
Foto 4 -Fitofisionomia campo nota -se espaçamento da vegetação. ........................... 27
Foto 5 - Fitofisionomia caracterizando áreas próximo as pilhas de rejeito................... 27
Foto 6 -Fitofisionomia de áreas próximo as estradas .................................................. 27
Foto 7 - Vista da área a ser recuperada pilha de rejeito .............................................. 34
Foto 8 - Vista da área a ser recuperada nota -se as vias próximo a mata ciliar........... 34
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
1. Informações Gerais
[Link]ções sobre o solicitante
Responsável Fábio Junqueira Vilela
CPF 029.327.146-19
Endereço Praça dos Expedicionários, nº 216 B, centro
Município Luminárias MG
CEP 37.240-000
Telefone (31) 3271-2062
E-mail eduardo@[Link]
[Link]ções sobre a área a ser recuperada
Responsável Fábio Junqueira Vilela
Endereço Localidade do Mandembe, zona rural
Município Luminárias - MG
CEP 37240-000
Descrição Área objeto licenciamento está localizada no imóvel
na zona rural do município de Luminárias - MG. A
área a ser recuperada após comunicado 30 dias via
protocolo FEAM diante do encerramento de suas
atividades consiste em aproximadamente área lavra
4.33 Ha de Pátio 1.26 Ha de área de pilha de Rejeito
Estéril e 8,308 ha e Estrada para transporte de
minério/estéril interna 0,91 Ha.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
[Link]ções sobre o responsável pelo estudo
Razão social BioEng Consultoria Ambiental e Mineração
CNPJ 21.875.939/0001-70
Endereço Avenida Álvares Cabral, 593, sala 504 – Lourdes
Município Belo Horizonte – MG
CEP 30.170-002
Telefone (31) 3271-2062
E-mail eduardo@[Link]
[Link] técnica responsável
Nome Eduardo Fernando da Cunha
CPF 082.339.156-61
Formação profissional Biólogo, Pós Graduado e especialista em Engenharia
de Recursos Minerais Meio Ambiente na Mineração,
Pós graduando Pericia e Auditoria Ambiental.
Registro Profissional CRBio 76730/04 - D
Telefone (31) 9 8770 - 6032
E - mail eduardo@[Link]
Outros profissionais da equipe
Nome Estudo Formação Profissional
Graduanda em Engenharia
Ambiental e Sanitária
Mayra Batista Gomes Brito Elaboração e revisão
CTF IBAMA7201944
Polyana Pereira dos Engenheira Ambiental
Elaboração e revisão
Santos CREA 218001
Engenheiro Ambiental e
Yuri Tarso Miranda Reis Elaboração e revisão Sanitarista
CTF IBAMA
Graduanda em Ciências
Letícia Maria Nogueira
Elaboração e revisão Biológicas e Técnica em
Rodrigues Assis
Meio Ambiente
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
2. Objetivo
O presente estudo busca subsidiar tecnicamente a recuperação da área sendo
feita um comunicado 30 dias via protocolo FEAM diante do encerramento de suas
atividades consiste em aproximadamente área lavra 4.33 Ha de Pátio 1.26 Ha de área
de pilha de Rejeito Estéril e 8,308 ha e Estrada para transporte de minério/estéril
interna 0,91 Ha. Todas as áreas mencionadas estão localizadas no imóvel, zona rural
de Luminárias – MG, apresentam-se concordadas no Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC).
3. Caracterização da área de estudo
A área a ser recuperada pertence ao imóvel localizado na localidade do
Mandembe, zona rural do município de Luminárias, estado de Minas Gerais região.
Segundo o IBGE, sua extensão territorial compreende 500,143 km², contando com
estimados 5.572 habitantes em 2017, resultando em uma densidade demográfica de
10,84 hab/km².
A emancipação do município ocorreu em 1948, fundamentou-se na agricultura e
na pecuária, fatores básicos da economia municipal.
3.1 Área a ser recuperada
A área a ser recuperada, presente no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC),
correspondem a: A área a ser recuperada após comunicado 30 dias via protocolo
FEAM diante do encerramento de suas atividades consiste em aproximadamente área
lavra 4.33 Ha de Pátio 1.26 Ha de área de pilha de Rejeito Estéril e 8,308 ha e Estrada
para transporte de minério/estéril interna 0,91 Ha. Todas as áreas mencionadas estão
no imóvel localizado na localidade do Mandembe, zona rural de Luminárias/MG (Mapa
1).
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 1 - Localização da área a ser recuperada.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
3.2 Localização e acesso
Para a localização da área, foram demarcados pontos georreferenciados (GPS
GARMIN DAKO 20) utilizando DatumWGS84 no ponto central da área do objeto do
estudo, conforme Mapa 2 abaixo.
A entrada do município de Luminárias é feita através da rodovia BR-265, o
município está a uma distância de aproximadamente 280 km de Belo Horizonte – MG.
Para chegar ao local da área a ser recuperada é percorrido aproximadamente 8 km do
município de Luminárias – MG (Mapa 3) até o imóvel onde está localizada. O
município de Luminárias pertence ao Núcleo Regional de Regularização Ambiental de
Lavras localizada a Av. Dinamarca, 185-309 - Industrial Jk, Varginha - MG a uma
distância de aproximadamente 185 km das áreas a serem recuperadas.
PONTO DE ESTUDO
COORDENADAS (DATUM
WGS84)
ÁREA TOTAL Longitude UTM 513406.95 m E
EMPREENDIMENTO Latitude UTM 7615481.16 m S
Quadro 1 - Coordenadas da área a ser recuperada.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 2 - Georreferenciamento da área a ser recuperada.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 3– Localização da Supram, Luminárias e da área a ser recuperada.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
4. Diagnóstico ambiental local
[Link]
As áreas a serem recuperadas estão localizadas em solo denominado como - O
solo é um Cambissolo Háplico, (EMBRAPA, 2019), são solos constituídos por material
mineral, com horizonte B. Devido à heterogeneidade do material de origem, das
formas de relevo e das condições climáticas, as características destes solos variam
muito de um local para outro.
São solos fortemente, até imperfeitamente, drenados, rasos a profundos, de cor
bruna ou bruno-amarelada, e de alta a baixa saturação por bases e atividade química
da fração coloidal. O horizonte B incipiente (Bi) tem textura franco-arenosa ou mais
argilosa, e o solum, geralmente, apresenta teores uniformes de argila, podendo
ocorrer ligeiro decréscimo ou um pequeno incremento de argila do horizonte A para o
Bi. A estrutura do horizonte B pode ser em blocos, granular ou prismática, havendo
casos, também, de solos com ausência de agregados, com grãos simples ou maciços.
Os Cambissolos que apresentam espessura no mínimo mediana (50-100 cm de
profundidade) e sem restrição de drenagem, em relevo pouco movimentado, eutróficos
ou distróficos, apresentam bom potencial agrícola. Quando situados em planícies
aluviais estão sujeitos a inundações, que se frequentes e de média a longa duração
são fatores limitantes ao pleno uso agrícola desses solos
Ocorrem na Bahia, sobretudo na região de Irecê e municípios vizinhos e no
extremo sul nos municípios de Malhada e Palmas de Monte Alto, além de outras
distribuídas pelo estado. Outra grande extensão destes solos está localizada na
chapada do Apodi, compreendendo partes do Ceará e do Rio Grande do Norte. Nos
demais estados do Nordeste ocorrem esparsamente. As áreas onde predominam
estes solos perfazem um total de 27.500 Km2 e constituem 3,6 % da região semiarida.
- Os latossolos vermelhos segundo a EMBRAPA apresentam cores vermelhas
acentuadas, devido aos teores mais altos e à natureza dos óxidos de ferro presentes
no material originário em ambientes bem drenados, e características de cor, textura e
estrutura uniformes em profundidade.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
São identificados em extensas áreas nas regiões Centro-Oeste, Sul (Figura 2) e
Sudeste do país, sendo responsáveis por grande parte da produção de grãos do país,
pois ocorrem predominantemente em áreas de relevo plano e suave ondulado,
propiciando a mecanização agrícola. Em menor expressão, podem ocorrer em áreas
de relevo ondulado.
Por serem profundos e porosos ou muito porosos, apresentam condições
adequadas para um bom desenvolvimento radicular em profundidade, principalmente
se forem eutróficos (de fertilidade alta). No entanto, o potencial nutricional dos solos
será bastante reduzido se forem álicos, pois existe a "barreira química" do alumínio
que impede o desenvolvimento radicular em profundidade. Se o solo for ácrico, existe
também uma "barreira química", mas neste caso, sendo mais relacionados aos baixos
valores da soma de bases (especialmente cálcio) do que à saturação por alumínio,
que não é alta nos solos ácricos. Além destes aspectos, são solos que, em condições
naturais, apresentam baixos níveis de fósforo.
Outras limitações identificadas referem-se à baixa quantidade de água disponível
às plantas e a susceptibilidade à compactação. Esta susceptibilidade, comumente
verificada nos Latossolos Vermelhos de textura argilosa ou muito argilosa, pode
ocorrer também nos Latossolos Vermelhos de textura média, especialmente se o teor
de areia fina for elevado.
Foto 1– Solo local nota -se Cambissolo Háplico.
Crédito fotográfico: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Foto 2 - Solo local área de pilha de Rejeito Estéril
Crédito fotográfico: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
Foto 3 -Solo local área estrada nota -se Latossolos Vermelhos.
Crédito fotográfico: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 4 - Característica do solo.
Fonte: BionEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
[Link]
Em relação à geologia, foram analisados três grandes tipos para classificar as
áreas a serem preservadas: unidades geológicas, classes geológicas e unidades
litológicas.
Em relação à classificação por unidades geológicas, percebe-se pelo Mapa 5 que
a área do empreendimento localiza-se entre o grupo Andrelândia, subgrupo
Carrancas, formação Campestre e o grupo Andrelândia, subgrupo Carrancas,
formação São Tomé das Letras.
No caso das classes geológicas, Mapa 6, todo o empreendimento encontra-se
dentro da mesma classe, a metamórfica.
Por fim, realizou-se uma análise das unidades litológicas ali presente e foram
identificados dois tipos principais na área total ser preservada. Sendo o primeiro
chamado de Filito e xisto cinzento com intercalações de quartzito, caracterizado pela
cor marrom no Mapa 7 e o segundo litotipo é chamado de Quartzito com intercalações
de muscovita-quartzo xisto, caracterizado pela cor turquesa no mesmo mapa.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 5 - Unidades geológicas
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 6- Classes geológicas.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 7 - Unidades litológicas.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
[Link]
A cidade de Luminárias está localizada na Bacia Hidrográfica Rio Grande
Unidades de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos – UPGRH's, do Alto Rio
Grande e Rio das Mortes e do Jacaré, ao sul do estado do estado de Minas Gerais,
em uma das sub-bacias, do Rio Grande. É banhada por três rios principais: Ribeirão
Cachoeira, Rio Ingaíe pertence ao Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande.
O Mapa 8 a seguir ilustra as Bacias de Minas Gerais, apresentando sua
localização no estado. Nele podemos observar que a área a ser recuperada está
localizada na bacia do Alto do Rio Grande.
Na área objeto do estudo não houve contaminação em curso de água pois na ADA
não existe corpo de água existe na área de influência direta dois cursos de agua (Rio
Ingá e Ribeirão Mandembe) e por se tratar de material classificado sem risco de
contaminante. (mapa 9).
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 8 - Bacias Hidrográficas.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 9 - Cursos d'água.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
[Link]
O clima do município de Luminárias é classificado como Cwa de acordo com a
Köppen e Geiger. Segundo dados do [Link] o município está situado em
uma região de clima quente e temperado, apresentando temperatura média de 19.4 °C
e pluviosidade média anual de 1470 mm, ocorrendo menos pluviosidade no inverno
que no verão.
Figura 1 – Climograma.
Fonte: [Link], 2018.
O mês de julho é o mês mais seco em que a precipitação média atinge 14 mm. Em
dezembro a média é de 296 mm sendo o mês de maior precipitação.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Figura 2 - Gráfico de temperatura.
Fonte: [Link], 2018.
De acordo com dados do [Link], janeiro é o mês mais quente do ano
com uma temperatura média de 22.1 °C. A temperatura média anual mais baixa é
15.9°C e ocorre no mês de junho. A diferença de precipitação entre o mês mais seco e
o mês mais chuvoso é de 290 mm. As temperaturas médias variam 6.2 °C
anualmente.
Figura 3 - Tabela climática.
Fonte: [Link], 2018.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
5. Inventário da flora
Pelo fato de hoje a mineradora se encontrar em funcionamento e ocorreu perca
descaracterização da flora original utilizou- se dados do processo técnico
00135/1999/005/2011 ano 2012 ao qual foi deferido pela FEAM assim vamos obter a
flora mais próximo do original, onde na época Toda a área foi percorrida para
observações e coletas de dados, tais como a caracterização do nível de impacto da
atividade sobre o componente vegetacional e a sistemática de exemplares para
identificação de espécies de importância botânica, as quais não puderam ser
identificadas em campo, além daquelas com potencialidade para a etapa de
revegetação das áreas impactadas além de levantamento bibliográfico para busca de
dados secundários.
Na Área a ser recuperada, foram observadas e descritas características das
tipologias vegetais existentes, fitofisionomia, status das principais populações
vegetacionais e o estado de conservação do solo.
5.1 Caracterização da vegetação local
A área objeto TAC, está compreendida em uma fitofisionomia de Mata Atlântica
(Mapa 10).
A Mata Atlântica originalmente abrangia 17 estados brasileiros e uma área total
de 1.315.460 km², hoje são preservados apenas 7% dessa totalidade. Este bioma
apresenta grande biodiversidade, semelhante a da Floresta Amazônica. A vida é mais
intensa no estrato alto, nas copas das árvores, que se tocam, formando uma camada
contínua. Algumas podem chegar a 60 m de altura. Esta cobertura forma uma região
de sombra que cria o micro clima típico da mata, sempre úmido e sombreado. Dessa
forma, há uma estratificação da vegetação, criando diferentes habitats nos quais a
diversificada fauna vive.
A vegetação presente em Luminárias poder ser caracterizada como vegetação
de Mata Atlântica, onde, em muitos locais predomina a Floresta Ombrófila Densa
Semidecidual e Decidual (CBH, 2014). De acordo com Zoneamento Ecológico
Econômico (ZEE) a área a ser recuperada está localizada em uma zona de Muita
Baixa integridade da flora (Mapa 11).
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Foto 4 -Fitofisionomia campo nota -se espaçamento da vegetação.
Crédito fotográfico: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
Foto 5 - Fitofisionomia caracterizando áreas próximo as pilhas de rejeito.
Crédito fotográfico:BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
Foto 6 -Fitofisionomia de áreas próximo as estradas
Crédito fotográfico:BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 10 - Biomas.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019., 2018
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Mapa 11 - Integridade da flora.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
5.2. Caracterização da composição arbórea
Através de caminhamento na área, dados do processo técnico
00135/1999/005/2011 ano 2012 ao qual foi deferido pela FEAM e um levantamento
bibliográfico para fitosionomia local no site da EMBRAPA foi possível identificar
indivíduos presentes nas áreas a serem recuperadas.
Foram identificados a espécies descritas a abaixo:
INVENTÁRIO FEITO PRÓXIMO AREAS DE CAVA MATA SECUNDÁRIA
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO
Capixinguí Cróton floribundus
Jacaratirão Miconia cinnamomifolia
Moreira Maclura tinctoria
Pau-Pombo Tapirira marchandii
Pereira Platycya musregnellii
Piúna Tabebuia impetigiosa
Quatambú Aspidosperma macrocarpon
Sucipira Bowdichia virilioides
Tanheiro Alchornea triplinervea
INVENTÁRIO FEITO ESTRATO INTERMEDIÁRIO
Almecegueira Protium almecega
Angico-Vermelho Anadenanthera macrocarpa,
A. peregrina
Araticum Anona coriacea
Candeia Gochnatia polimorpha
Canela Amarela Nectandra lanceolata
Canela De Veado Helietta apiculata
Canela Branca Crusptocarya aschersoniana
Canela-Bosta Ocotea corymbosa
Cangerana Cabralea canjerana
Capororoca Rapanea ferruginea
Casca De Arroz Miconia cinnamomifolia
Casca D’ánta Drymis brasikiensis
Chá-De-Bugre Cordia sellowiana
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Guaçatonga Casearia sylvestris
Guamirim Calyptranthes sp.
Ipê Amarelo Tabebuia chrysotricha, T. vellosoi
Jacarandá Mineiro Machaerium villosum
Jacarandá Bico De Pato Machaerium nictians
Mamica De Porca Zanthoxyllum riedelianum
Murta-Vermelha Eugenia punicifolia
Óleo Careúva Myroxylon peruiferum
Pau De Sapateiro Vochysia tucanorum
Pindaíba Xylopia emarginata
Pinha Do Brejo Talauma ovata
Pinheirinho Podocarpussellowii
Sete Casaca Campominesia quazumaeifolia
INVENTÁRIO FEITO SUBMATAS
Açoita Cavalo Miúdo Luehea divaricata
Aroeirinha Lithraea molleoides
Cafezinnho-Do-Mato Faramea multiflora
Cambuí Myrcia riatenella
Candeia Gochnatia polymorfha
Canela Amarela Nectandra sp
Canela De Veado Helietta apiculata
Capororoca Rapanea sp
Carne De Vaca Roupalamontana
Catiguá Trichilia sp.
Fedegoso Senna macrathera
Folha Larga Pterocarpus violaeus
Folha Miúda Myrcia rostrata
Mamica De Porca Zanthoxylum rhoifolium
Palmeira Guaricanga Geonomas chottiana
Pitanga Do Mato Eugenia uniflora
Pororoca Rapanea guianensis
Quaresmeira Tibouchinia granulosa
Samambaiuçú Cyathea delgadii
Sete Casacas Canpomanesia quazumaefolia
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
INVENTÁRIO FEITO PISO FLORESTAL PLANTAS HERBÁCEAS E
INÚMERAS ERVAS COMO AS PTERIDÓFITAS :
Bambuzinho Chusquea sp
Capim De Sombra Olyra micrantha
Licopódio Lycopodium sp.
Manacá Brunfelsia brasiliensis
Moitas Deavencão Adiantum subcordatum
Samabaia-Do-Brejo Blechnum brasiliense
Samambaia De Língua Asplenium sp.),
Samambaia Dura Gleychenia rígida
Samambaia-Tapera Pteridiumaquilinum
Flor-De-Beija-Flor Siphocampylus sp.
Trapoerabas Commelina sp
Quadro 2 - Espécies encontradas.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019 Adaptado da RCA- Claudio José de
Carvalho Processo Técnico: 00135/1999/005/2011.
As espécies encontradas serão utilizadas juntamente com outras espécies
nativas para a recuperação das áreas degradadas onde ocorreu a supressão vegetal.
6. Justificativas de implantação do plano
Na natureza as exigências de recuperação variam de acordo com o impacto
sofrido na área, sempre compreendendo a revegetação e a proteção dos recursos
hídricos BRAGA et al, (1996).
A análise técnica do presente plano é de responsabilidade do órgão estadual
de meio ambiente, e para aprovação e implantação, deve-se estar em conformidade
com uma série de disposições legais, estabelecidas pelas diferentes esferas do poder
público.
Vale ressaltar que, a área objeto TAC, consiste em aproximadamente área de
lavra 4.33 Ha de Pátio 1.26 Ha de área de pilha de Rejeito Estéril e 8,308ha m² e
Estrada para transporte de minério/estéril interna 0,91 Há, ONDE DE ACORDO COM
RESPONSÁVEL TÉCNICO E PROPRIETÁRIOS SERÁ PROTOCOLADO VIA
OFICIO JUNTO A FEAM AVISO QUE A ÁREA ESTÁ ENCERRANDO SUAS
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
ATIVIDADES, AO QUAL SERÁ DEVERÁ SER RESTITUÍDA COM A
REINTRODUÇÃO DAS ESPÉCIES NATIVAS, COM O ENRIQUECIMENTO DE
FRAGMENTOS FLORESTAIS UTILIZANDO ESSÊNCIAS DO BIOMA DE ORIGEM,
PARA CRIAR CONDIÇÕES DE GERAR BANCO DE SEMENTES NO SOLO.
Este plano se destina a orientar e especificar as ações que devem ser
planejadas, projetadas e realizadas para recuperar a área afetada, cuja característica
original sofreu alteração. A utilização da recuperação florestal, como compensação, é
uma medida que tem como objetivo a melhoria do meio biótico, compreendendo a
manutenção das especificidades da flora e fauna local, estabelecendo conexões entre
fragmentos florestais remanescentes.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
7. Formas de recuperação
Como medidas mitigadoras para os danos físicos e biológicos observados na
área a ser recuperada propõe-se:
• Remoção dos resíduos sólidos caso esteja presente na a ser recuperada;
• Preparo do solo (aeração, coveamento, adubação e outros);
• Plantio de espécies arbustivas / arbóreas nativas ao acaso e preferencialmente
aquelas típicas do ecossistema situado na área a ser recuperada.
Segue abaixo registros fotográficos da área a ser recuperada.
Foto 7 - Vista da área a ser recuperada pilha de rejeito
Crédito Fotográfico: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
Foto 8 - Vista da área a ser recuperada nota -se as vias próximo a mata ciliar.
Crédito Fotográfico: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
8. Medidas de implantação
[Link]ção da área
Compreenderá as seguintes atividades:
• Eliminação de trechos de vegetação antropizada e re-afeiçoamento.
• Regularização da superfície: A regularização pode ser feita manualmente,
• Recobrimento vegetal: Com espécies arbóreas e gramíneas.
• Construção manual sistema de bacias de contenção
[Link] das mudas e quantidade
A procedência das mudas deverá ser segura, com no mínimo 0,80 m de altura
a partir do início do caule, ter bom estado fitossanitário, boa formação, sem trocos
recurvados, com fuste único e sem ramificação abaixo de 1 metro. As raízes devem
estar em vasilhames adequados, garantindo assim seu transporte sem danificar o
torrão.
A melhor época para o plantio é no inicio do período chuvoso, geralmente o
período chuvoso começa em torno de setembro a outubro, sendo recomendável para
o plantio em setembro.
Cálculo do numero aproximado de espécies arbóreas ou arbustivas a serem
plantadas foi embasado no espaçamento 3,0 x 2,0 m e de acordo com tamanho de
cada área e sua característica, ressaltamos que algumas áreas como as pilhas áreas
de talude serão com gramíneas então numero ao qual softawe faz calculo sendo
assim temos a áreas ser recuperada sendo área lavra 4.33 Ha de Pátio 1.26 Ha de
área de pilha de Rejeito Estéril e 8,308 ha e Estrada para transporte de minério/estéril
interna 0,91 Ha.
Utilizado site [Link] a ferramenta Planeje seu Plantio – Cálculo
de Mudas. Segue numero de mudas que serão utilizadas:
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
ÁREAS DE LAVRA
Mudas para a área informada: 7217
Replantio (considerando 5% de perda 361
inicial):
TOTAL DE MUDAS PARA O PLANTIO: 7578
ÁREA DE PILHA DE REJEITO
Mudas para a área informada: 13847
Replantio (considerando 5% de perda 692
inicial):
TOTAL DE MUDAS PARA O PLANTIO: 14.539
ÁREA PÁTIO
Mudas para a área informada: 2100
Replantio (considerando 5% de perda 105
inicial):
TOTAL DE MUDAS PARA O PLANTIO: 2205
ESTRADA PARA TRANSPORTE DE MINÉRIO/ESTÉRIL INTERNA
Mudas para a área informada: 1517
Replantio (considerando 5% de perda 75
inicial):
TOTAL DE MUDAS PARA O PLANTIO: 1592
Quadro 3 - Mudas para plantio.
Fone: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
[Link] das espécies a serem plantadas na área
Faz-se necessário promover o enriquecimento da vegetação local de forma a
favorecer o desenvolvimento de espécies nativas na área.
As espécies sugeridas foram escolhidas a partir das visitas em campo e
levantamentos bibliográficos, obtendo informações de vegetais que ocorrem na região
de forma a identificar as espécies nativas remanescentes. Foi considerado também,
na escolha das espécies, o fato da região ser um ecótono onde ocorre transição entre
Mata Atlâncica e Cerrado. Portanto a tabela abaixo apresenta também espécies de
áreas campestres de cerrado e floresta semidecidual especifica para cada área a ser
recuperada.
36
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
As espécies que apresentam potencialidade para o uso no projeto são
apresentadas no quadro abaixo, classificadas na sucessão ecológica como pioneiras,
secundárias e clímax.
ÁREAS DE LAVRA, ÁREA DE PILHA DE REJEITO, ÁREA DE PATIO
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO CARACTERÍSTICA DA
ESPÉCIE
NOME POPULAR NOME CIENTÍFICO CARACTERÍSTICA DA
ESPÉCIE
Candeia Gochnatia polimorpha P
Sete Casaca Campominesia P
quazumaeifolia
Guamirim Calyptranthes sp. P
Fedegoso Senna macrathera P
Bambuzinho Chusquea sp P
Capim De Sombra Olyra micrantha G
ESTRADA PARA TRANSPORTE DE MINÉRIO/ESTÉRIL INTERNA
Nome Popular NOME CIENTÍFICO CARACTERÍSTICA DA
ESPÉCIE
Pau- Pombo Tapirira guianensisAubl. P
Jacarandá Machaerium brasiliense P
Barreiro Machaerium aculeatum, P
Jacarandá-bico-de-pato Machaerium nyctitans P
Jacarandá-paulista Machaerium villosum, S
Canafístula-brava Dalbergi avillosa, P
Sucupira-preto Bowdichia virgilioides P
Tarumarana Buchenavia tomentosa S
Maria-Pobre Dilodendron bipinnatum P
Camboatá-vermelho Cupania vernalis C
Mutamba Guazuma ulmifolia P
Jatobá-do-cerrado Hymenaea stigonocarpa C
Açoita- cavalo Luehea divaricata S
Mamica de porca Zanthoxylum rhoifolium P
Angico-do-cerrado Anadenanthera peregrina, P
Assa peixe Vernonia ferruginea P
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Guamirim-de-folha-fina Myrcia rostrata S
Mutamba-preta Luehea grandiflora P
Cedro Cedrela fissillis C
Pau-de-goma Vochysia thyrsoidea P
Gabiroba Campomanesia adamantium P
Murici-pequeno Byrsonima intermedia P
Duguetiafurfuracea Duguetia furfuracea P
Pau-de-santo Kielmeyera coriacea P
Folha-Branca Miconia albicans P
Farinha-seca Roupala montana P
Cedro Cedrela fissillis C
Lobeira Solanum lycocarpum P
Candeia Vochysia tucanorum P
Xilópia Xilopia aromática P
Alecrim do Campo Baccharis dracunculifolia P
Pau Tucano Vochysia tucanorum P
Colher vaqueiro Salvertia convallariodora P
Pau Santo Kielmeyera lathrophyton P
Barbatimão Stryphnodendron adstringens P
Gramínea /Capetinga Megathyrsus maximus
Quadro 4 - Espécies indicadas para recomposição vegetal.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
Este tipo de plantio justifica-se devido à rapidez de crescimento, recobrimento
dessas espécies e também pela grande contribuição em recuperação de solos
degradados. Fato este, que se dá por intermédio da deposição de matéria orgânica e
dos nutrientes do solo, inclusive com revitalização parcial da micro-fauna e
enriquecimento com macronutrientes.
9. Preparo do solo, coveamento e adubação
[Link] do solo e Movimentação manual do solo e bacia para
captação de água pluvial
A retirada de algum tipo de resíduo será feita de forma manual e o preparo do
solo descrito abaixo constitui-se uma etapa obrigatória para o sucesso do
38
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
estabelecimento da vegetação. A movimentação de solo será feita manualmente de
forma simplificada, pois verificou- se em loco que não haverá necessidade de
reafeiçoamento do terreno.
Ressalta -se que a parte estrutural das áreas lavra 4.33 Ha de Pátio 1.26 Ha
de área de pilha de Rejeito Estéril e 8,308 ha e Estrada para transporte de
minério/estéril interna 0,91 Ha estão em funcionamento e tem em vigência o
responsável técnico o Engenheiro de Minas Walter Duarte Costa Filho Eng° CREA
MG – 68488/ D, cabe ao mesmo junto a empresa proprietária comunicar CADA
ETAPA DA ÁREA NO ENCERRAMENTO DAS SUAS ATIVIDADES ao qual é
contemplado neste objeto do TAC seu funcionamento e terão de ser recuperadas
conforme Deliberação Normativa Copam nº 220 , de 21 de março de 2018.
Bacia para captação de água pluvial- estão devidamente demarcadas no mapa
em anexo bacias de captação no caso foi feito apenas para fase 1 visando que existe
funcionamento das atividades minerárias.
[Link]
Deverá ser realizada a abertura de covas antes do plantio de mudas, deverá
também ser realizada a roçada nos locais onde será feito coveamento com 25 cm de
profundidade. Uma capina em torno (coroa) deve conter 80 cm de diâmetro das mudas
deve ser feita, para impedir a concorrência com outras plantas.
[Link]ção
Este tipo de plantio justifica-se devido à rapidez de crescimento, recobrimento
dessas espécies e também pela grande contribuição em recuperação de solos
degradados. Fato este, que se dá por intermédio da deposição de matéria orgânica e
dos nutrientes do solo, inclusive com revitalização parcial da micro-fauna e
enriquecimento com macronutrientes.
ÁREA DE LAVRA
Quantidade x N° de Mudas: 120 g x 7.578 Unidades = 909.360 Kg
39
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Adubo químico poderá ser adquirido ao longo da execução do plantio o que
sana a necessidade de local para armazenamento.
Adubo Orgânico:
Quantidade Adubo Orgânico x N° de Mudas: 3 L x 7.578 Unidades = 22.734 L
ÁREA DE PILHA DE REJEITO
Quantidade x N° de Mudas: 120 g x 14.539 Unidades = 1.744, 68 Kg
Adubo químico poderá ser adquirido ao longo da execução do plantio o que
sana a necessidade de local para armazenamento.
Adubo Orgânico:
Quantidade Adubo Orgânico x N° de Mudas: 3 L x 14.539 Unidades = 43.617 L
ÁREA PÁTIO
Quantidade x N° de Mudas: 120 g x 2205 Unidades = 265 Kg
Adubo químico poderá ser adquirido ao longo da execução do plantio o que
sana a necessidade de local para armazenamento.
Adubo Orgânico:
Quantidade Adubo Orgânico x N° de Mudas: 3 L x 1050 Unidades = 6.615 L
Adubo orgânico poderá ser adquirido ao longo da execução do plantio o que
sana a necessidade de local para armazenamento.
ESTRADA PARA TRANSPORTE DE MINÉRIO/ESTÉRIL INTERNA
Quantidade x N° de Mudas: 120 g x 1592 Unidades = 192 Kg
40
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Adubo químico poderá ser adquirido ao longo da execução do plantio o que
sana a necessidade de local para armazenamento.
Adubo Orgânico:
Quantidade Adubo Orgânico x N° de Mudas: 3 L x 1050 Unidades = 4.776 L
Adubo orgânico poderá ser adquirido ao longo da execução do plantio o que
sana a necessidade de local para armazenamento
[Link]
O número dos espécimes arbóreos a serem plantadas área lavra 4.33 Ha de Pátio
1.26 Ha de área de pilha de Rejeito Estéril e 8,308 ha e Estrada para transporte de
minério/estéril interna 0,91 Ha.
O plantio ocorrerá após protocolo do proprietário junto FEAM, orientado pelo
Responsável Técnico da Lavra ao qual manifestação segue em anexo no fechamento
ou paralização das atividades ocorrerá recomposição conforme Deliberação
Normativa Copam nº 220 , de 21 de março de 2018 ambas descritas no
cronograma execução física, ressalta -se que as implantação do projeto sejam
efetuadas de preferência nos meses em que exista expectativa de chuvas, para que
ocorra chance mínima de mortalidade das mudas. Caso não ocorra chuva nos meses
previstos, deverá proceder-se a irrigação, mantendo a umidade necessária até o
completo estabelecimento das mudas.
Segundo CUNHA (2009) a taxa de germinação de algumas espécies arbóreas
na natureza especificamente na estação seca é baixa. Por isso, é necessário
monitoramento do crescimento em sombrite verificando a quantidade de água e
nutrientes que vão para o espécime para que posteriormente ocorra sua inserção na
natureza.
Recolha os plásticos e outros restos que vierem com as mudas dando um
destino adequado a este resíduo.
41
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Moldar uma bacia na superfície da cova, de forma a reter maior umidade e
aplicar uma camada bem farta de material orgânico, seco e fracionado (palha,
gravetos, capim). As mudas serão tutoradas para melhor fixação e proteção contra o
vento.
A coroa deve conter 80 cm de diâmetro, com covas implantadas manualmente
com 25 cm de largura por 25 cm de profundidade. Uma capina em torno das mudas
deve ser feita, para impedir a concorrência com outras plantas.
Misture com a terra retirada da cova: 120 g de adubo químico NPK, com maior
quantidade de fósforo, como na proporção de 10:30:10 ou semelhante. Em lugar do
adubo químico pode-se usar 3 litros de adubo orgânico bem curtido.
Retirar toda a embalagem da muda após este procedimento. As mudas devem
ser colocadas na cova, deixando o colo na mesma altura do terreno. Encha a cova
com terra e espalhe o resto da terra em volta da muda, alisando com a mão. Moldando
uma bacia na superfície da cova, de forma a reter maior umidade, e aplicar uma
camada bem farta de material orgânico, seco e fracionado (palha, gravetos, capim)
para evitar ervas daninhas e manter a umidade do solo.
Para a irrigação deve ser feita após o plantio, utilizando 10 a 15 litros por muda,
deve ser feito uma vez por semana até iniciar o período chuvoso. Durante o período
chuvoso se existir seca por um período maior que 15 dias deve ser feito a
suplementação da água deve se acompanhar através do monitoramento durante os 24
meses a necessidade de irrigação.
A irrigação pode ser feita com um trator agrícola, acoplado com um reservatório
de água. Deve ser observada a pressão da água para não danificar as mudas
plantadas.
Técnicas de hidrossemeadura taludes
A Hidrossemeadura é uma excelente técnica para prevenção e contenção de
processos erosivos. É preparada levando em conta as características
específicas de cada área, incluindo o tipo de solo, inclinação, clima, aspecto
paisagístico e objetivos do projeto. As espécies de plantas a serem utilizadas
42
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
são cuidadosamente escolhidas visando o rápido recobrimento das áreas e o
estabelecimento de uma vegetação duradoura.
Consiste na aplicação hidromecânica de uma massa pastosa composta por
fertilizantes, sementes, camada protetora, adesivos e matéria orgânica, cujo
traço característico é determinado pelas necessidades de nutrição da
vegetação a ser introduzida.
A vegetação utilizada é resultado de um consórcio de plantas (gramíneas e
leguminosas) de porte herbáceo e arbustivo dotado de alta rusticidade e
fertilidade e com diversificado tempo de germinação e características
vegetativas que permitem, inicialmente, a cobertura do solo e, em seguida,
favoreçam a sua estabilização por um sistema radicular profundo e consistente.
Lançada por um jato de alta pressão, essa massa adere e cola na superfície do
terreno, formando uma camada protetora consistente que, além de fixar as
sementes, e demais componentes funciona como um escudo provisório contra
a ação das intempéries (sol, chuva, ventos, etc.) até a efetiva fixação da
vegetação indicada.
Aplicação da técnica de hidrossemeadura
• ACERTO E REGULARIZAÇÃ DO TERRENO
O terreno em estudo possui características planas e com declividades onde
deverá realizar o acerto e regularização que podem ser feitos manualmente,
buscando eliminar os sulcos erosivos, camada oxidada de solo (crosta),
preenchimento dos espaços vazios e a ancoragem dos sedimentos soltos.
• MICROCOVEAMENTO
Após a regularização da superfície inicia-se a preparação do solo que consiste
em efetuar o micro-coveamento, ou seja, covas pequenas umas próximas das
outras e de profundidade suficiente, de maneira a reter todos os insumos a
43
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
serem aplicados, estes insumos podem ser aplicados manualmente ou por via
aquosa (Hidrojateamento de sementes).
A quantidade de sementes é foi determinada através do cálculo simples de
para cada 1.000 m² será utilizada 34 Kg de sementes.
1000𝑚² 99.494 ,11 𝑚²
𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒𝑠 = . = 3.383 𝐾𝑔
34 𝐾𝑔 𝑥
De acordo com o cálculo serão utilizados 3.383 Kg de sementes da espécie
gramínea para recuperação das áreas degradas.
Foi feito calculo para cada 1.000 m² por ainda não ter área final definida.
• HIDROJATEAMENTO DE SEMENTES
Após o acerto, regularização e coveamento do solo projetam-se a mistura de
sementes compostas por gramíneas, distribuídas através de hidrojateamento
de sementes por via aquosa para recuperação das áreas degradas,
procurando-se sempre manter a maior homogeneidade possível de
recobrimento do solo.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
[Link]çamento e alinhamento
O plantio será efetuado utilizando-se um adensamento médio, com
espaçamento entre as mudas de 3,0 x 2,0 m o solo sendo de baixa fertilidade. O
plantio será feito pelo método consorciado, no qual as mudas serão plantadas de
modo que as pioneiras promovam sombreamento as secundárias (IEF,1994,DURIGAN
& SILVEIRA, 1999,FELFILI et al., 2000, FERREIRA & DIAS,2004,MARTINS,2004) em
uma proporção de 50 % pioneiras, 40% secundárias e 10% clímax., conforme figura 4
a seguir.
Figura 4 - Esquema do plantio de mudas.
Fonte: Cunha, 2013.
P- Espécie Pioneira;
S- Secundária
C- Clímax
10. Prevenção contra pragas
Plantios recentes são bastante susceptíveis ao ataque de insetos-pragas,
principalmente formigas cortadeiras dos gêneros Atta sp. ou Acrominex sp., ou fungos
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
patogênicos. Os últimos, com maior freqüência no período das chuvas, segundo
FERREIRA, (1989).
Estes ataques devem ser prevenidos através de monitoramentos periódicos e
freqüentes, quinzenalmente, juntamente com o controle de formigas cortadeiras. Em
caso de pequenas incidências, é preferível retirar as plantas atacadas, queimá-las e
substituí-las, a usar qualquer produto tóxico.
No caso de ocorrência em maior escala, recomenda-se a visita de um técnico
especializado no diagnóstico e profilaxia do caso.
10.1. Prevenção contra formigas cortadeiras
O ato de prevenção contra formigas cortadeiras ocorrerá apenas se for
constatado o ataque significativo destes insetos sobre os novos plantios. O uso de
defensivos será criterioso no sentido de atingir somente os insetos-pragas. Estes
insetos fazem parte da dieta de várias espécies de animais, muitos deles são
pássaros, que em suas migrações à caça de alimento acabam por disseminar
espécies vegetais através das sementes em suas fezes.
É bastante comum este tipo de praga, principalmente a do gênero Atta sp., por
paralisarem por um certo período suas atividades de superfície, fechando os olheiros
de entrada quando percebem atividades perturbadoras acima do solo. Atitude que
pode inviabilizar a colocação de iscas e impossibilitar a pulverização, durante as
atividades de plantio.
A isca granulada será colocada ao lado dos carreadores que levam aos
olheiros de entrada. Serão colocadas 10 g de isca por metro quadrado de carreador. A
colocação das iscas será ao entardecer, para facilitar o carregamento, que
normalmente ocorre durante a noite sem interrupção. Além disso, será injetado
formicida do tipo pó seco diretamente nos olheiros, através do uso de bombas
insufladoras.
A aplicação será feita sempre que se encontrar um formigueiro em atividade,
não havendo restrições para hora de aplicação. Serão utilizados formicidas que não
contenham organoclorados, no caso, utilizaremos o formicida Mirex, sob orientação
técnica, caso seja necessário a aplicação na época do plantio.
46
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
É recomendável não fazer aplicação em dias chuvosos e as iscas não devem
ser distribuídas sobre o solo úmido.
As iscas são comercializadas em pacotes de vários tamanhos, onde se
encontram os MIP´s e o aplicador, sendo necessário caminhar e distribuir os
saquinhos de 10 gramas pela área. A aplicação das iscas a granel pode ser realizada
de duas formas:
• Forma manual: Forma mais comum de distribuição das iscas, deve evitar o
contato manual, ao longo das trilhas e próximo dos olheiros e nunca dentro
desses. Essa forma o aplicador precisa utilizar uma bolsa para carregar as
iscas e um dosador para separar a quantidade de isca estabelecida e colocar a
mesma no chão.
• Equipamento costal: Baseia-se no transporte de formicida pelo operador o
qual será aplicado na quantidade necessária através de um dosador.
Normalmente as aplicações seguem a seguinte sequência temporal:
1) Controle inicial no pré-plantio: devem ser realizados trinta dias antes da
introdução das mudas. Deve ser realizada a aplicação de forma sistemática,
sendo 10 gramas ao longo das trilhas e calculado a quantidade por olheiro.
2) Controle no plantio: será realizado de 5 a 7 dias antes do plantio e com um
repasse logo após a implantação das mudas, sendo realizado da mesma forma
que o combate anterior.
3) Repasses de manutenção (pós-plantio): devem ser realizados até o segundo
ano pós-plantio, periodicamente para se evitar a reinfestação. A cada 15 dias,
nos primeiros 60 dias, e depois a cada 2 meses, sendo também realizado da
mesma forma que o combate anterior.
Para uma aplicação mais eficaz das iscas, deve-se ter um funcionário para
observar a ação das formigas. Se após aplicação a ocorrência dos insetos neutralizar,
os dias entre as aplicações podem variar.
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Controle Utilizado Forma de utilização
Inicial (pré plantio) 30 dias antes do plantio 10g ao longo das trilhas e
fazer cálculo do olheiro
Plantio 5 a 7 dias antes do plantio 10g ao longo das trilhas e
fazer cálculo do olheiro
Pós plantio (2 meses) 15 em 15 dias 10g ao longo das trilhas e
‘‘caso faça necessário’’ fazer cálculo do olheiro
Pós plantio (2 anos) 2 em 2 meses 10g ao longo das trilhas e
‘‘caso faça necessário’’ fazer cálculo do olheiro
Quadro 5 - Resumo da forma de utilização de formicidas.
Fonte: BioEng Consultoria Ambiental e Mineração, 2019.
A quantidade final esta condicionada ao longo do período de plantio e
recomendação que a quantidade seja adquirida ao longo de todo período para que
não ocorra armazenamento no local do plantio.
11. Roçada de refinamento
Nas áreas de recuperação não será feita a roçada de refinamento, em função
da baixa densidade. O manejo adotado para a área será a roçada das gramíneas que
corresponde ao próximo item.
11.1. Tratos culturais – roçada de liberação
A diferença entre este tipo de roçada e o anterior, consiste em que o
refinamento compreende a eliminação de indivíduos com características indesejáveis,
ao passo que a liberação consiste no favorecimento de indivíduos desejáveis
(LAMBRECHT, 1990). A roçada de liberação é, portanto, um complemento à roçada
de refinamento.
Dentre alguns benefícios trazidos pela roçada de liberação destaca-se:
• A sensível diminuição na densidade de indivíduos e da concorrência
interespecífica;
• A diminuição de um possível efeito de alelopatia para germinação e
crescimento de outros vegetais;
48
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
• O aumento da luminosidade ao nível do solo favorecendo a germinação e a
sucessão natural.
Com o aumento da luminosidade tem-se um maior número de plantas
germinando, mas novamente executa-se a roçada de refinamento selecionando as
espécies que irão se desenvolver. Desta forma, faz-se então necessária a roçada de
liberação que consistirá no corte de gramíneas e ervas daninhas. Terá periodicidade
anual e incluirá o coroamento das mudas, depois de realizados os plantios. Estes
cuidados deverão ser mantidos por um período mínimo de 3 anos após o plantio.
12. Replantio e monitoramento
Após o plantio das mudas na área, será feito um acompanhamento através de
observações diariamente por um período de 6 meses, para verificação do
desenvolvimento das mudas, índice de sobrevivência, diagnose foliar, remoção de lixo
e verificação da existência de reservas nutritivas.
Durante esse processo de verificação do estado físico das mudas, serão
adotadas medidas de assepsia, ou seja, remoção de toda a folhagem seca deixando
apenas 2 a 3 folhas sadias por muda. As plantas que tiverem morrido por algum
motivo serão substituídas por novas mudas, para tornar homogênea a vegetação ou
cobertura do ecossistema.
Foi feita previsão de 5% de perda conforme a ferramenta Planeje seu Plantio –
Cálculo de Mudas.
ÁREAS DE LAVRA
Replantio (considerando 5% de perda 361
inicial):
ÁREA A SER RECUPERADA ÁREA DE PILHA DE REJEITO
Replantio (considerando 5% de perda 692
inicial):
ÁREA PÁTIO
Replantio (considerando 5% de perda 105
inicial):
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Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
ESTRADA PARA TRANSPORTE DE MINÉRIO/ESTÉRIL INTERNA
Replantio (considerando 5% de perda 75
inicial):
Quadro 6 - Quantidade de mudas para replantio.
Fonte: Iandebo, 2019.
Para o sucesso deste plano de recuperação de áreas degradadas, deverá ter
acompanhamento de uma equipe competente e responsável em reflorestamento.
13. Cronograma de execução física
As medidas a serem implantadas para a reconstituição da flora estão descritas
em forma de cronograma no quaro abaixo. O início do mesmo se da a 30 dias após
empreendedor e responsável técnico comunicar O ENCERRAMENTO DAS SUAS
ATIVIDADES e com a devida aprovação do presente plano pelo Instituto Estadual de
Florestas - IEF.
50
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Obs.: Ver legenda página 56.
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 1 – PARTE 1
Período de Reconstituição
Área de Lavra
1° ANO 2° ANO
Período chuvoso e
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de mão
de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo e
Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato cultural –
roçada de liberação
Escolha das mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção contra
pragas
Replantio
Monitoramento da
51
situação
fitossanitária das
mudas
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 1 – PARTE 2
Período de Reconstituição
Área de Lavra
3° ANO 4° ANO
Período
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
chuvoso e seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de
mão de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo e
Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato culturais –
roçada de
liberação
Escolha das
mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção contra
pragas
Replantio
Monitoramento da
situação
fitossanitária das
mudas
52
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 1 – PARTE 1
Período de Reconstituição
Pilha de Rejeito
1° ANO 2° ANO
Período chuvoso e
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de mão
de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo e
Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato culturais –
roçada de
liberação
Escolha das mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção contra
pragas
53
Replantio
Monitoramento da
situação
fitossanitária das
mudas
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 1 – PARTE 2
Período de Reconstituição
Pilha de Rejeito
3° ANO 4° ANO
Período
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
chuvoso e seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de
mão de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo e
Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato cultural –
roçada de
liberação
Escolha das
mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção contra
pragas
Replantio
Monitoramento da
situação
fitossanitária das
mudas
54
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 1– PARTE 1
Período de Reconstituição
Estrada para transporte de minério/estéril interna
1° ANO 2° ANO
Período chuvoso e
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de mão
de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo e
Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato culturais –
roçada de
liberação
Escolha das mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção contra
pragas
Replantio
Monitoramento da
situação
fitossanitária das
mudas
55
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 1– PARTE 2
Período de Reconstituição
Estrada para transporte de minério/estéril interna
3° ANO 4° ANO
Período
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
chuvoso e seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de
mão de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo e
Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato culturais –
roçada de
liberação
Escolha das
mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção contra
pragas
Replantio
Monitoramento da
situação
fitossanitária das
mudas
56
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Legenda Cronograma de execução física parte 1 e 2:
C Período chuvoso
S Período seco
Período em meses utilizado
pra realização da atividade
57
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Obs.: Ver legenda página 60-Área de Patio.
58
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 2 – PARTE 1
Período de Reconstituição
Pátio
1° ANO 2° ANO
Período chuvoso e
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de mão
de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo e
Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato culturais –
roçada de
liberação
Escolha das mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção contra
pragas
Replantio
Monitoramento da
situação
fitossanitária das
mudas
59
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO FÍSICA FASE 2– PARTE 2
Período de Reconstituição
Pátio
3° ANO 4° ANO
Período
C C C C C C S S S S S S C C C C C C S S S S S S
chuvoso e seco
O N D J F M A M J J A S O N D J F M A M J J A S
Medidas U O E A E A B A U U G E U O E A E A B A U U G E
T V Z N V R R I N L O T T V Z N V R R I N L O T
Contratação de
mão de obra
especializada
Remoção de
resíduos da área
Preparo do Solo
e Movimentação
manual do solo
Coveamento
Trato cultural –
roçada de
liberação
Escolha das
mudas
Adubação
Plantio
Irrigação
Prevenção
contra pragas
Replantio
Monitoramento
da situação
fitossanitária das
mudas
60
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
Legenda Cronograma de execução física parte 1 e 2- FASE 2:
C Período chuvoso
S Período seco
Período em meses utilizado
pra realização da atividade
61
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
14. Anexos
14.1 Mapa topográfico do local.
62
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
63
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
64
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
15. Referências
BELO HORIZONTE. Lei No 14.309 de 19 de junho de 2002. Dispõe sobre a política
florestal e de proteção à biodiversidade no Estado.
BRAGA, T.O., et al. Auditoria Ambental: uma proposta para empreendimento
mineiros. São Paulo: IPT/Sama, 1996. 118 p. (IPT. Publicação, 2451).
CEMIG/UFLA - Universidade Federal de Lavras. Aspectos de Solos, Nutrição
Vegetal e Microbiologia na Implantação de Matas Ciliares. Julho de 1995.
CEMIG/UFLA - Universidade Federal de Lavras. Estudos Florísticos e
Fitossociológicos em remanescentes de Matas Ciliares. Janeiro de 1995.
CEMIG/UFLA - Universidade Federal de Lavras. Implantação de Mata Ciliar. Julho de
1995.
CUNHA, E, FERNANDO Avaliação da taxa de germinação Triplaris brasiliana (Pau
Formiga) em um sombrite- I CONGRESSO DE ECOLOGIA DO SUDOESTE
MINEIRO- Universidade do Estado de Minas Gerais-UEMG; 2009.
GOOGLEMAPS. Disponível em: <[Link]>. Acesso em: 14ago..
2018.
LORENZI, H. Árvores brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas
Arbóreas Nativas do Brasil. Nova Odessa, SP. Ed. Plantarum,1998. Vol.2.349p.
LORENZI, H; SOUZA, H.M. Plantas Ornamentais no Brasil: arbustivas, herbáceas
e trepadeiras. 2. Ed. rev. e ampl. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 1999.
Manual para recuperação da vegetação de cerrado-Floresta Estadual e estação
Ecológica de Assis.
<[Link]
ecuperacao_cerrado.pdf->. Acesso em: 03 Ago. 2018.
RIBEIRO, J. F. & WALTER, B. M. T. Fitofisionomias do bioma Cerrado. In: SANO,
A. M.; & ALMEIDA, S. P. (Ed.). Cerrado: ambiente e flora. Planaltina: EMBRAPA –
CPAC, 1998. p. 89-168. Disponível em:
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Acessoem : 14 Ago. 2013
RODRIGUES, E; PRIMACK, R.B. Biologia da Conservação. Londrina, PR. Ed.
Planta, 2001.
RODRIGUES, R. R (Coord.); VASCONCELOS, T.N.N.; MONTEIRO, J.R.B.; Paes de
Barros, L.T.L.; ALBUQUERQUE, L.B.; Pinto, L.P.; BORGES, L.M.K.; TONELLO, V.M.
&MARTINS, A; L., 1996. Metodologia para recuperação de áreas degradadas pela
65
Plano de Recuperação de Áreas Degradadas - PRAD
agricultura: um estudo de caso do Rio Brilhante, Jaciara/MT. UFMT/[Link]á-
MT. 46 p.
RODRIGUES, R.R &GANDOLFI, S. 1996. Recomposição de florestas nativas:
princípios gerais e subsídios para uma definição metodológica. Ver. Brás. Hort.
Orn. Campinas/SP. V.2, n. 1, p. 4-15.
DIRETORIA DE SERVIÇO GEOGRÁFICO (DSG). Banco de Dados Geográficos do
Exército. Versão 3.0. 2013. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 09 out. 2018.
66