AUTORIDADES COMPETENTES PARA APLICAR PUNIÇÕES DISCIPLINARES (DE ACORDO COM O RDE)
Art. 10. A competência para aplicar as punições disciplinares é definida pelo cargo e não pelo grau hierárquico,
sendo competente para aplicá-las:
I - o Comandante do Exército, a todos aqueles que estiverem sujeitos a este Regulamento; e
II - aos que estiverem subordinados às seguintes autoridades ou servirem sob seus comandos, chefia ou direção:
a) Chefe do Estado-Maior do Exército, dos órgãos de direção setorial e de assessoramento, comandantes militares de área
e demais ocupantes de cargos privativos de oficial-general;
b) chefes de estado-maior, chefes de gabinete, comandantes de unidade, demais comandantes cujos cargos sejam
privativos de oficiais superiores e comandantes das demais Organizações Militares - OM com autonomia administrativa;
c) subchefes de estado-maior, comandantes de unidade incorporada, chefes de divisão, seção, escalão regional, serviço e
assessoria; ajudantes-gerais, subcomandantes e subdiretores; e
d) comandantes das demais subunidades ou de elementos destacados com efetivo menor que subunidade.
AUTORIDADES COMPETENTES PARA APLICAR PUNIÇÕES DISCIPLINARES NA PMDF
(Conforme Decreto DF nº 23.317/2002 e suas alterações)
Art. 3° - Para efeito de aplicação do presente Decreto, considera-se autoridade com competência para punir
disciplinarmente, instruir e solucionar recursos, conceder recompensas, bem como praticar os demais atos
inerentes ao RDE: (Alterado pelo Decreto GDF n° 24.017, de 04 de setembro de 2003)
- No âmbito da Polícia Militar do Distrito Federal: (alterado pelo(a) Decreto 37.752 de 01/11/2016)
a) o Comandante-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal, a todos os Policiais Militares da PMDF, da ativa, reserva
remunerada e reformados;
b) o Corregedor-Geral da Polícia Militar do Distrito Federal aos policiais militares da ativa e da reserva da Instituição;
c) os Comandantes, Chefes, Diretores, Subcomandantes, Subchefes e Subdiretores de OPM, aos que estiverem sob suas
ordens, ainda que eventualmente; e
d) os Chefes de Seção, Serviços e Comandantes de Subunidades incorporadas, aos que estiverem sob suas ordens,
ainda que eventualmente.
A PARTE – COMUNICAÇÃO DE FATO
Art. 12. Todo militar que tiver conhecimento de fato contrário à disciplina, deverá participá-lo ao seu
chefe imediato, por escrito.
§ 1o A parte deve ser clara, precisa e concisa; qualificar os envolvidos e as testemunhas; discriminar bens e
valores; precisar local, data e hora da ocorrência e caracterizar as circunstâncias que envolverem o fato, sem
tecer comentários ou emitir opiniões pessoais.
§ 2º Quando, para preservação da disciplina e do decoro da Instituição, a ocorrência exigir pronta intervenção,
mesmo sem possuir ascendência funcional sobre o transgressor, a autoridade militar de maior antiguidade que
presenciar ou tiver conhecimento do fato deverá tomar providências imediatas e enérgicas, inclusive prendê-lo
"em nome da autoridade competente", dando ciência a esta, pelo meio mais rápido, da ocorrência e das
providências em seu nome tomadas.
§ 3º No caso de prisão, como pronta intervenção para preservar a disciplina e o decoro da Instituição, a
autoridade competente em cujo nome for efetuada é aquela à qual está disciplinarmente subordinado o
transgressor.
§ 4º Esquivando-se o transgressor de esclarecer em que OM serve, a prisão será efetuada em nome do
Comandante do Exército e, neste caso, a recusa constitui transgressão disciplinar em conexão com a
principal.
§ 5o Nos casos de participação de ocorrência com militar de OM diversa daquela a que pertence o signatário
da parte, deve este ser notificado da solução dada, direta ou indiretamente, pela autoridade competente, no
prazo máximo de oito dias úteis.
§ 6o A autoridade, a quem a parte disciplinar é dirigida, deve dar a solução no prazo máximo de
oito dias úteis, devendo, obrigatoriamente, ouvir as pessoas envolvidas, obedecidas as demais
prescrições regulamentares.
§ 7o Caso não seja possível solucionar a questão no prazo do § 6o, o motivo disto deverá ser
publicado em boletim e, neste caso, o prazo será prorrogado para trinta dias úteis.
§ 8º Caso a autoridade determine a instauração de inquérito ou sindicância, a apuração dos fatos
será processada de acordo com a legislação específica.
§ 9o A autoridade que receber a parte, caso não seja de sua competência decidi-la, deve encaminhá-
la a seu superior imediato.
TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR
Art. 14. Transgressão disciplinar é toda ação praticada pelo militar contrária aos preceitos estatuídos
no ordenamento jurídico pátrio ofensiva à ética, aos deveres e às obrigações militares, mesmo na sua
manifestação elementar e simples, ou, ainda, que afete a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro
da classe.
§ 1o Quando a conduta praticada estiver tipificada em lei como crime ou contravenção penal, não se
caracterizará transgressão disciplinar.
§ 2o As responsabilidades nas esferas cível, criminal e administrativa são independentes entre
si e podem ser apuradas concomitantemente.
§ 3o As responsabilidades cível e administrativa do militar serão afastadas no caso de absolvição
criminal, com sentença transitada em julgado, que negue a existência do fato ou da sua autoria.
§ 6o Quando, por ocasião do julgamento do crime, este for descaracterizado para transgressão ou a
denúncia for rejeitada, a falta cometida deverá ser apreciada, para efeito de punição, pela autoridade
a que estiver subordinado o faltoso.
§ 7o É vedada a aplicação de mais de uma penalidade por uma única transgressão disciplinar.
§ 8o Quando a falta tiver sido cometida contra a pessoa do comandante da OM, será ela apreciada,
para efeito de punição, pela autoridade a que estiver subordinado o ofendido.
§ 9o São equivalentes, para efeito deste Regulamento, as expressões transgressão disciplinar e
transgressão militar.
Julgamento das Transgressões
Art. 16. O julgamento da transgressão deve ser precedido de análise que considere:
I - a pessoa do transgressor;
II - as causas que a determinaram;
III - a natureza dos fatos ou atos que a envolveram; e
IV - as consequências que dela possam advir.
Art. 17. No julgamento da transgressão, podem ser levantadas causas que justifiquem a falta
ou circunstâncias que a atenuem ou a agravem.