REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO
ESCOLA SECUNDÁRIA DA SOALPO – CHIMOIO
Trabalho de Pesquisa
Disciplina: Filosofia
Classe: 10ª Turma: MCN-2
Curso Diúrno
ESTADO OU NÍVEL DE CONSCIÊNCIA PERANTE A CONDUTA MORAL E OS ACTOS
HUMANOS
ELEMENTOS DO GRUPO N0
Alexandre António………………………..2
Eugídio Felipe ……………………………32
Felex Francisco………….………………..39
Hans Eusébio Tomas……………………..49
Jorge João………………………….……..57
Nelson Ernesto…………………...………65
Williamo Eduardo………………..………81
Melita Diodino…………………….……..82
Chimoio, Julho, 2026
Alexandre António………………………..2
Eugídio Felipe ……………………………32
Felex Francisco…………………….……..39
Hans Eusébio Tomás………………….…..49
Jorge João………………………………..57
Nelson Ernesto…………………...………65
Williamo Eduardo………………..………81
Melita Diodino…………………….……..82
ESTADO OU NÍVEL DE CONSCIÊNCIA PERANTE A CONDUTA MORAL E OS ACTOS
HUMANOS
Trabalho de campo para ser apresentado na
Escola Secundaria da Soalpo, como
requisito parcial para fins avaliativos sob
orientação da Professor.
Professor: dr. Amilcar Lampião
Chimoio, Julho de 2026
Índice
Conteúdo Pág.
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................. 2
1.1. Objectivos ........................................................................................................................................ 2
1.1.1. Objectivo geral .............................................................................................................................. 2
1.1.2. Objectivos Específicos .................................................................................................................. 2
2. ESTADO OU NÍVEL DE CONSCIÊNCIA PERANTE A CONDUTA MORAL ............................ 3
2.1. Conceito de Consciência Moral ....................................................................................................... 3
2.2. Estados da Consciência Moral ......................................................................................................... 3
2.3. Importância da Consciência Moral na Conduta Humana ................................................................ 5
3. DIFERENÇA ENTRE A ACÇÃO DO HOMEM E A ACÇÃO HUMANA ..................................... 5
3.1. Acção do Homem ............................................................................................................................ 5
3.2. Acção Humana ................................................................................................................................. 6
3.3. Principais Diferenças entre Acção do Homem e Acção Humana.................................................... 6
3.4. Importância da Distinção ................................................................................................................. 7
4. O SER COMO SUJEITO MORAL: LIBERDADE E RESPONSABILIDADE ............................... 7
4.1. O Ser como Sujeito Moral ............................................................................................................... 7
4.2. Liberdade ......................................................................................................................................... 7
4.3. Responsabilidade ............................................................................................................................. 8
4.4. Relação entre Liberdade e Responsabilidade .................................................................................. 8
5. CONCLUSÃO .................................................................................................................................... 9
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................. 10
1. INTRODUÇÃO
A ética é um ramo da Filosofia que estuda os princípios, valores e normas que orientam o
comportamento humano, permitindo distinguir o bem do mal, o justo do injusto e o correcto do
incorrecto. Através da ética, o ser humano desenvolve a capacidade de reflectir sobre as suas acções,
avaliar as suas consequências e agir de forma responsável na convivência com os outros. Nesse
contexto, a consciência moral desempenha um papel fundamental, pois orienta o indivíduo na tomada
de decisões e no julgamento das suas atitudes de acordo com os valores da sociedade e da sua própria
consciência. Compreender os diferentes estados ou níveis da consciência moral é essencial para
perceber como as pessoas agem diante das diversas situações do quotidiano. Além disso, é importante
distinguir a acção do homem da acção humana, compreender os conceitos de actos morais, imorais e
amorais e reconhecer que a liberdade e a responsabilidade constituem elementos indispensáveis para
que o indivíduo seja considerado um verdadeiro sujeito moral.
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo geral
Compreender a importância da consciência moral, dos actos humanos e da liberdade e
responsabilidade na conduta ética do ser humano.
1.1.2. Objectivos Específicos
Explicar o estado ou nível de consciência perante a conduta moral.
Distinguir a acção do homem da acção humana.
Identificar os actos morais, imorais e amorais.
Descrever a liberdade e a responsabilidade como características do sujeito moral.
1.2. Metodologia do trabalho
Este trabalho foi desenvolvido com base numa revisão bibliográfica sobre a consciência moral, os actos
humanos e a liberdade e responsabilidade do sujeito moral. Para a sua elaboração, foram consultados
livros de Filosofia, Ética e artigos científicos, com o objectivo de compreender os diferentes estados da
consciência moral, a distinção entre a acção do homem e a acção humana, a classificação dos actos
morais, imorais e amorais, bem como a importância da liberdade e da responsabilidade na conduta ética
do ser humano.
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2. ESTADO OU NÍVEL DE CONSCIÊNCIA PERANTE A CONDUTA MORAL
2.1. Conceito de Consciência Moral
A consciência moral é a capacidade que o ser humano possui de distinguir o bem do mal, o certo do
errado, e de avaliar os seus próprios actos segundo valores, princípios e normas morais aceites pela
sociedade. Ela permite ao indivíduo reflectir sobre as suas atitudes, reconhecer as consequências das
suas decisões e assumir responsabilidade pelos seus comportamentos.
A consciência moral funciona como uma orientação interna que ajuda a pessoa a escolher entre
diferentes possibilidades de acção, levando em consideração princípios como justiça, honestidade,
respeito, responsabilidade e solidariedade. Ela desenvolve-se através da educação, da convivência
social, da cultura, das experiências pessoais e dos ensinamentos transmitidos pela família e pela
sociedade.
2.2. Estados da Consciência Moral
A consciência moral pode apresentar diferentes estados ou níveis, dependendo da forma como o
indivíduo interpreta, avalia e reage perante as suas próprias acções e as situações que envolvem valores
morais.
a) Consciência Moral Escrupulosa
A consciência moral escrupulosa caracteriza-se pelo excesso de preocupação com as próprias acções e
pelo medo constante de cometer erros morais. A pessoa tende a avaliar os seus comportamentos de
forma exageradamente rigorosa, sentindo culpa, arrependimento ou preocupação mesmo quando não
existe uma razão suficiente para tal.
Este tipo de consciência pode levar o indivíduo a duvidar frequentemente das suas decisões e a atribuir
grande importância a pequenos erros ou falhas sem grande gravidade. Embora demonstre sensibilidade
moral, o excesso de rigor pode dificultar a tranquilidade e o equilíbrio emocional da pessoa.
Exemplo: Uma pessoa acredita que cometeu um pecado grave apenas por ter esquecido de
cumprimentar alguém, sentindo uma forte culpa apesar de o acto ter ocorrido sem intenção de ofender.
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b) Consciência Moral Relaxada
A consciência moral relaxada ocorre quando a pessoa não dá a devida importância aos seus erros ou
atitudes incorrectas, considerando normais comportamentos que violam princípios éticos. O indivíduo
tende a justificar as suas acções, evitando reconhecer a responsabilidade pelos seus actos.
Este estado de consciência pode favorecer comportamentos irresponsáveis, pois a pessoa deixa de
reflectir profundamente sobre as consequências das suas atitudes e sobre o impacto que elas podem
causar aos outros.
Exemplo: Um estudante copia numa prova e considera que isso não é um problema, justificando a sua
atitude com a ideia de que muitos colegas também fazem o mesmo.
c) Consciência Moral Equilibrada
A consciência moral equilibrada representa o estado ideal da consciência moral, pois permite ao
indivíduo analisar as suas acções de forma justa e racional. A pessoa consegue reconhecer os seus
erros, valorizar os seus acertos e tomar decisões baseadas em princípios éticos e valores humanos.
Neste nível, o indivíduo não exagera a culpa nem ignora as suas responsabilidades. Ele procura agir
correctamente, respeitando os outros e contribuindo para uma convivência harmoniosa na sociedade.
Exemplo: Um trabalhador recebe dinheiro a mais por engano e decide devolvê-lo ao responsável,
porque reconhece que ficar com algo que não lhe pertence seria uma atitude incorrecta.
d) Consciência Moral Indiferente
A consciência moral indiferente caracteriza-se pela ausência de preocupação com os valores e
princípios morais. A pessoa demonstra pouco ou nenhum interesse em distinguir o certo do errado, não
reflectindo sobre as consequências das suas acções nem sobre o sofrimento ou prejuízo causado aos
outros.
Este estado pode levar à falta de responsabilidade social, pois o indivíduo age apenas de acordo com os
seus interesses pessoais, sem considerar os deveres morais e a importância da convivência ética.
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Exemplo: Uma pessoa presencia uma injustiça contra alguém e não demonstra qualquer preocupação
em ajudar, denunciar ou procurar uma solução, porque considera que o problema não lhe diz respeito.
2.3. Importância da Consciência Moral na Conduta Humana
A consciência moral é fundamental para orientar o comportamento humano e promover relações sociais
baseadas no respeito, na justiça e na responsabilidade. Uma consciência moral bem desenvolvida
permite que o indivíduo tome decisões mais correctas, reconheça os seus erros e contribua para uma
sociedade mais ética e equilibrada.
3. DIFERENÇA ENTRE A ACÇÃO DO HOMEM E A ACÇÃO HUMANA
Na Ética, é importante distinguir a acção do homem da acção humana, pois embora os dois conceitos
estejam relacionados ao comportamento do ser humano, apresentam diferenças fundamentais quanto à
consciência, liberdade e responsabilidade moral. A principal diferença está no facto de que nem todos
os actos realizados pelo ser humano envolvem decisão, intenção ou escolha.
3.1. Acção do Homem
A acção do homem refere-se aos actos que acontecem naturalmente no organismo humano, sem
intervenção da consciência, da vontade ou da liberdade. São comportamentos automáticos,
involuntários ou biológicos, que ocorrem independentemente da decisão da pessoa.
Por não envolverem escolha consciente, essas acções não podem ser avaliadas moralmente, ou seja, não
podem ser classificadas como boas ou más, correctas ou incorrectas, pois o indivíduo não possui
controlo completo sobre elas.
Exemplos de acção do homem:
Respirar;
Espirrar;
Dormir;
Piscar os olhos;
Sentir fome ou sede.
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Por exemplo, uma pessoa não pode ser considerada moralmente responsável por respirar ou espirrar,
porque esses actos fazem parte do funcionamento natural do corpo humano e não dependem de uma
decisão voluntária.
3.2. Acção Humana
A acção humana é aquela realizada de forma consciente, livre e voluntária. O indivíduo conhece aquilo
que está a fazer, possui capacidade de escolher entre diferentes alternativas e age com uma determinada
intenção ou finalidade.
Por envolver consciência e liberdade, a acção humana pode ser analisada do ponto de vista moral,
podendo ser considerada correcta ou incorrecta, boa ou má, dependendo dos valores e princípios éticos
utilizados para avaliá-la.
Exemplos de acção humana:
Ajudar uma pessoa necessitada;
Roubar;
Mentir;
Fazer uma doação;
Respeitar ou desrespeitar alguém.
Por exemplo, quando uma pessoa decide ajudar um idoso a atravessar a rua, essa atitude pode ser
considerada moralmente positiva, pois foi realizada de forma consciente e voluntária. Da mesma forma,
quando alguém rouba ou mente intencionalmente, essa acção pode ser julgada moralmente negativa.
3.3. Principais Diferenças entre Acção do Homem e Acção Humana
Acção do Homem Acção Humana
É involuntária e automática. É consciente e voluntária.
Não depende da escolha da pessoa. Depende da decisão e da liberdade individual.
Resulta de processos naturais ou biológicos. Resulta da vontade, reflexão e intenção do indivíduo.
Não possui valor moral. Pode ser avaliada moralmente como boa ou má.
Exemplo: respirar, espirrar e dormir. Exemplo: ajudar, roubar ou mentir.
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3.4. Importância da Distinção
A distinção entre acção do homem e acção humana é essencial na ética, porque a responsabilidade
moral só pode ser atribuída aos actos praticados com consciência, liberdade e intenção. Assim, o ser
humano só pode ser responsabilizado moralmente pelas suas escolhas e decisões, e não pelos actos
naturais que ocorrem involuntariamente no seu organismo.
4. O SER COMO SUJEITO MORAL: LIBERDADE E RESPONSABILIDADE
4.1. O Ser como Sujeito Moral
O ser humano é considerado um sujeito moral porque possui inteligência, consciência, vontade e
capacidade de escolher entre diferentes possibilidades de acção. Ao contrário dos outros seres vivos, o
ser humano consegue reflectir sobre os seus actos, avaliar as suas consequências e decidir se
determinada atitude é correcta ou incorrecta.
Como sujeito moral, o indivíduo é responsável pelas suas escolhas, pois as suas decisões podem afectar
não apenas a sua própria vida, mas também a vida das outras pessoas e da sociedade em geral.
4.2. Liberdade
A liberdade é a capacidade que o ser humano possui de escolher e agir de forma consciente, voluntária
e autónoma. Ela permite que a pessoa tome decisões de acordo com a sua vontade e reflexão, sem estar
totalmente submetida a imposições externas.
Contudo, a liberdade não significa fazer tudo aquilo que se deseja sem limites. A verdadeira liberdade
deve estar ligada ao respeito pelos direitos, pela dignidade e pela liberdade dos outros indivíduos.
Uma pessoa livre deve compreender que as suas escolhas possuem consequências e que a convivência
social exige respeito por regras e valores comuns.
Exemplo:
Uma pessoa tem liberdade para expressar a sua opinião, mas deve fazê-lo sem ofender, ameaçar ou
desrespeitar os direitos das outras pessoas.
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4.3. Responsabilidade
A responsabilidade é a capacidade e o dever que o indivíduo possui de assumir as consequências das
suas escolhas e dos seus actos. Ser responsável significa reconhecer que as decisões tomadas podem
produzir efeitos positivos ou negativos e aceitar as consequências resultantes delas.
A responsabilidade está directamente ligada à liberdade, pois uma pessoa só pode ser responsabilizada
por uma acção quando possui capacidade de escolher e compreender aquilo que faz.
Exemplo:
Um trabalhador que cumpre correctamente as suas tarefas recebe reconhecimento pelo seu esforço.
Porém, se agir com negligência e causar prejuízos, deverá assumir as consequências dos seus actos.
4.4. Relação entre Liberdade e Responsabilidade
A liberdade e a responsabilidade são conceitos inseparáveis. Quanto maior for a liberdade de uma
pessoa para escolher e agir, maior será também a responsabilidade que ela deve assumir pelas
consequências das suas decisões.
A liberdade permite que o indivíduo escolha o caminho que pretende seguir, enquanto a
responsabilidade exige que ele responda pelas consequências dessas escolhas.
Exemplo:
Um estudante decide estudar para um exame. Se obtiver uma boa classificação, terá o reconhecimento
pelo seu esforço e dedicação. Porém, se escolher não estudar e acabar por reprovar, deverá assumir as
consequências dessa decisão.
Assim, uma pessoa verdadeiramente livre é aquela que sabe utilizar a sua liberdade de forma
consciente, ética e responsável.
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5. CONCLUSÃO
A consciência moral constitui um elemento essencial na vida humana, pois orienta o comportamento de
acordo com princípios éticos e valores sociais. Os diferentes estados da consciência moral influenciam
directamente as decisões e atitudes das pessoas, determinando a forma como cada indivíduo interpreta e
avalia as suas próprias acções.
Além disso, é importante distinguir a acção do homem da acção humana, visto que apenas esta última
envolve consciência, liberdade e intenção, podendo, por isso, ser analisada do ponto de vista moral. Os
actos humanos podem ser classificados em morais, imorais e amorais, dependendo da presença de
consciência, da liberdade de escolha e da relação da acção com os princípios éticos estabelecidos pela
sociedade.
Conclui-se que o ser humano, por possuir inteligência, vontade e capacidade de reflexão, é um sujeito
moral responsável pelas suas decisões. A liberdade permite-lhe escolher o caminho que deseja seguir,
enquanto a responsabilidade exige que assuma as consequências das suas escolhas. Assim, o
desenvolvimento de uma consciência moral equilibrada é fundamental para a construção de indivíduos
mais conscientes, responsáveis e comprometidos com o respeito, a justiça e o bem-estar colectivo.
Deste modo, a ética desempenha um papel indispensável na organização da vida social, pois ajuda o ser
humano a orientar as suas atitudes para o bem comum, promovendo relações baseadas na dignidade,
solidariedade e respeito mútuo. Uma sociedade formada por pessoas com consciência moral
desenvolvida tende a ser mais justa, pacífica e equilibrada.
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABBAGNANO, N. (2012). Dicionário de Filosofia (6.ª ed.). Martins Fontes.
ARANHA, M. L. A., & MARTINS, M. H. P. (2016). Filosofando: Introdução à Filosofia (6.ª
ed.). Moderna.
CHAUÍ, M. (2014). Convite à Filosofia. Ática.
COTRIM, G. (2016). Fundamentos da Filosofia (2.ª ed.). Saraiva.
VÁSQUEZ, A. S. (2013). Ética (35.ª ed.). Civilização Brasileira.
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