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Ists

O documento discute a mudança de DST para IST, enfatizando que infecções podem ocorrer sem sintomas e que a educação sexual é crucial, especialmente na adolescência. Ele detalha diferentes tipos de ISTs, suas causas, sintomas e métodos de prevenção, além de destacar a importância da testagem e do tratamento. A abordagem inclui direitos dos pacientes e a necessidade de informação para promover a autonomia na saúde sexual.

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O documento discute a mudança de DST para IST, enfatizando que infecções podem ocorrer sem sintomas e que a educação sexual é crucial, especialmente na adolescência. Ele detalha diferentes tipos de ISTs, suas causas, sintomas e métodos de prevenção, além de destacar a importância da testagem e do tratamento. A abordagem inclui direitos dos pacientes e a necessidade de informação para promover a autonomia na saúde sexual.

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Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

Por que mudou de DST para IST?


 Antes: DST = Doenças Sexualmente Transmissíveis

🔹Só considerava quando já havia sintomas da doença


 Agora: IST = Infecções Sexualmente Transmissíveis

🔹Engloba também quem está infectado sem apresentar sintomas

 Motivos da mudança
✔ Muitas pessoas transmitem sem saber
✔ “Infecção” é um termo mais abrangente que “doença”

👉 Resumo: Toda DST é uma IST, mas nem toda IST chega a virar doença

⚠ Muitas vezes são assintomáticas, mas ainda transmissíveis

O que são ISTs e por que falar na adolescência?


 Definição: infecções causadas por vírus, bactérias ou protozoários, transmitidas

principalmente por via sexual


 Transmissão vertical: mãe → bebê (gestação, parto ou amamentação)

 Adolescência = fase vulnerável:


oColo do útero imaturo aumenta risco de infecção
o Uso irregular do preservativo é frequente

 Educação sexual precoce dá autonomia e fortalece decisões seguras

ISTs bacterianas
 Sífilis (Treponema pallidum)

Fase Sintomas Tempo de Duração Observações


início
Primár ferida única, indolor 10 a 90 dias 3 a 6 semanas a ferida some sozinha,
ia (cancro duro), após o mas a infecção
geralmente nos genitais contágio permanece no corpo
Secund manchas no corpo semanas a 2 a 6 semanas altamente contagiosa; os
ária (inclusive mãos e pés), poucos meses (podem ocorrer sintomas podem sumir e
febre, ínguas, mal- após a recidivas por até voltar
estar, dor de cabeça primária 2 anos)
Latent sem sintomas clínicos após a fase meses a anos só detectável por exame
e secundária de sangue. ainda pode
transmitir, especialmente
no início
Terciá danos a órgãos 10 a 30 anos progressiva pode causar sequelas
ria (coração, cérebro, após a (crônica) graves ou morte; ocorre
olhos, ossos), podendo infecção em casos não tratados
causar a morte
o Tem cura com penicilina (Benzetacil)
Sífilis primária Sífilis
secundária

 Gonorreia (Neisseria gonorrhoeae)


o Corrimento amarelado e dor ao urinar

o Pode levar a infertilidade e doença inflamatória pélvica (DIP)

o Curável com antibióticos

 Clamídia (Chlamydia trachomatis)


o Muitas vezes sem sintomas (ou dor ao urinar e corrimento)
o Complicações: DIP, gravidez ectópica, infertilidade
o Curável com antibióticos

ISTs virais
 HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)

o Ataca o sistema imunológico

o Pode evoluir para Aids (fase avançada)

o Tratamento com antirretrovirais → vida longa e saudável

o I=I: Indetectável = Intransmissível

 Herpes genital (HSV-1 e HSV-2)


o Bolhas dolorosas → feridas

o Primeira infecção intensa (febre, mal-estar)

o Vírus permanece no corpo → pode reativar

o Sem cura, mas antivirais reduzem surtos


 HPV (Papilomavírus Humano) – mais de 200 tipos
 Tipos:
o Baixo risco → verrugas genitais (HPV 6 e 11)

o Alto risco → câncer do colo do útero, ânus, pênis e garganta (HPV 16 e 18)

 Prevenção:
o Vacinação (Sistema Único de Saúde – SUS: meninas 9–14 anos, meninos 11–14 anos)

o Citologia (Papanicolau) nas mulheres

o Preservativo em todas as relações

 Tratamento: remoção das lesões; não elimina o vírus


Verrugas HPV
 Hepatite B
o Geralmente sem sintomas

o Transmitida por via sexual e sangue

o Pode se tornar crônica e causar cirrose/câncer de fígado

o Vacina disponível no SUS para todas as idades

 Tricomoníase (protozoário Trichomonas vaginalis)


o Corrimento amarelo-esverdeado com odor (tipo peixe) e coceira

o Curável com antibióticos específicos

Sintomas mais comuns das ISTs


 Corrimento (com odor forte, cor diferente)
 Feridas, bolhas ou verrugas na região genital, anal ou oral
 Dor ou ardência ao urinar
 Sangramento fora do período menstrual
 Importante: muitas ISTs não apresentam sintomas → só a testagem confirma

Prevenção combinada
 Preservativos: masculino e feminino → todas as relações

 Vacinação: HPV e Hepatite B (SUS)

 Testagem regular: HIV, sífilis, hepatites, gonorreia, clamídia

 Profilaxias HIV (PrEP – pré-exposição / PEP – pós-exposição) em situações de risco

 Tratamento precoce → interrompe transmissão

 Diálogo e informação com as parcerias sexuais

Testagem, tratamento e direitos


 Onde testar? Unidades Básicas de Saúde, Centros de Testagem e Aconselhamento e

hospitais do SUS (gratuitos, rápidos e sigilosos)


 Tratamento:

o Bacterianas → curáveis com antibióticos

o Virais → controladas com antivirais/vacinas

 Direitos:
o Atendimento gratuito, sigiloso e sem preconceitos
o Violência sexual → atendimento imediato no SUS (PEP para HIV, profilaxias,
anticoncepção de emergência)

 Para refletir
o Prevenir é melhor

o Testar é cuidado

o Tratar é responsabilidade

o Informação = autonomia

 Para saber mais


BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção
Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Brasília: Ministério da
Saúde, 2022.

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