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Modelo Relatório

O portfólio de Gustavo Bitencourt Lima documenta sua experiência no subprojeto PIBID, destacando a integração entre teoria e prática na formação docente. Ele relata atividades com alunos do 4º ano, utilizando contações de histórias do folclore amazônico para estimular a leitura e a oralidade, enquanto reflete sobre o desenvolvimento de suas competências pedagógicas. A experiência revelou a importância da adaptação às necessidades dos alunos e o engajamento comunitário, promovendo um ensino mais inclusivo e culturalmente relevante.
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O portfólio de Gustavo Bitencourt Lima documenta sua experiência no subprojeto PIBID, destacando a integração entre teoria e prática na formação docente. Ele relata atividades com alunos do 4º ano, utilizando contações de histórias do folclore amazônico para estimular a leitura e a oralidade, enquanto reflete sobre o desenvolvimento de suas competências pedagógicas. A experiência revelou a importância da adaptação às necessidades dos alunos e o engajamento comunitário, promovendo um ensino mais inclusivo e culturalmente relevante.
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Equipe Pibid

pibid@[Link]

Diretoria de
Formação de
Professores da
Educação Básica -
DEB
Programa Institucional
de Bolsas de Iniciação à
Docência

Edital Capes 23/2022


Brasília, 2023.
Modelo para Relatório de
iniciação à docência

1. Dados pessoais

Gustavo Bitencourt
Nome Completo do Discente
Lima

CPF 011.671.192-23

[Link]@aluno.
E-mail do discente
[Link]

Universidade do
Instituição de Ensino Superior (IES)
Estado do Pará - UEPA

Coordenador de área responsável na IES Prof.ª Mônica Ferreira

Escola em que desenvolveu as atividades


EEEF XV DE
NOVEMBRO

Prof.ª Márcio
Supervisor responsável na escola
Rodrigues

Série/ano, etapa e turma na(s) qual(is) atuou 4º Ano Fundamental

2. Introdução

Este portfólio foi concebido como um registro aprofundado da


minha trajetória no subprojeto PIBID, reunindo narrativas,
evidências e reflexões que revelam o processo formativo pelo
qual passei ao longo deste período. Nele, descrevo
detalhadamente as atividades realizadas em sala de aula e nos
momentos de formação docente, estabelecendo uma ponte
entre a teoria pedagógica e as situações reais encontradas na
escola. Cada relato visa demonstrar como os desafios
enfrentados — desde o planejamento de aulas até a mediação de
conflitos e a construção de vínculos com os estudantes —
contribuíram para o refinamento das minhas práticas e o
fortalecimento das minhas competências profissionais.
Ao longo do documento, organizo as seções de modo a
combinar, de forma orgânica, o “fazer” e o “pensar”: a descrição
das aulas e das dinâmicas propostas é seguida por uma análise
crítica, que busca compreender o impacto dessas ações na
aprendizagem dos alunos e no meu próprio desenvolvimento
como futuro professor. Além disso, incluo planos de aula,
registros fotográficos, portfólios dos estudantes e comentários
dos professores-tutores, compondo um acervo que autentica
minhas experiências. Dessa forma, este portfólio não é apenas
um conjunto de registros — é o relato vivo de uma jornada de
transformação, em que a prática docente e a reflexão
permanente se entrelaçam para orientar meu crescimento
pedagógico.

3. Escola e Supervisor

A Escola Estadual de Educação Fundamental XV de Novembro, mantida pelo Governo


do Estado do Pará, está situada na Rodovia Augusto Montenegro, 3433, bairro Tenoné,
em Belém. Estruturada em dois turnos — manhã e tarde —, atende ao Ensino
Fundamental, Anos Iniciais e Anos Finais. Seu Projeto Político-Pedagógico segue as
diretrizes da Secretaria de Estado de Educação, organizando as práticas didáticas em
ciclos e equipes de área, o que garante coerência entre planejamento, execução e
avaliação ao longo do ano letivo. A comunidade escolar se mobiliza em torno da
Associação de Pais e Mestres e mantém parcerias com instituições locais de cultura e
assistência social, fortalecendo o vínculo entre a escola e seu entorno.

O corpo docente reúne mais de 10 professores e o discente contabiliza cerca de 300


estudantes de perfis socioeconômicos predominantemente médio-baixos. A
infraestrutura da XV de Novembro foi projetada para inclusão: salas de aula
climatizadas e acessíveis, com portas amplas, rampas, pisos táteis e sinalização
adequada; biblioteca com acervo variado; laboratório de informática com acesso à
internet; sala de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado;
pátios cobertos e descobertos; refeitório e cantina. Para apoiar a aprendizagem,
dispõem-se de lousas tradicionais e digitais, kits manipuláveis audiovisuais. Durante
minhas atividades com o 4º ano, acompanhei um grupo de 16 a 20 alunos, entre 7 e 8
anos, em seu contato formal com a escola, cada um em um estágio diverso de
alfabetização. Enquanto alguns já sabiam ler e escrever com autonomia, havia pelo
menos três alunos que não sabiam ler e escreviam com bastante dificuldade.

Esse cenário heterogêneo exigiu que eu desenvolvesse sensibilidade para respeitar o


ritmo individual, investindo tanto no reforço da leitura e da produção de texto quanto
na promoção de um ambiente respeitador, acolhedor e propício à escuta e à
aprendizagem. Para enriquecer a aprendizagem e fortalecer o vínculo com nossa
cultura regional, conduzi sessões de contação de histórias inspiradas nas lendárias
figuras amazônicas. Em cada encontro, introduzi a história do Curupira e da Visita do
compadre Curupira — descrevendo o personagem com cabelos alaranjados
imaginários e pés virados para trás — e adotei um tom misterioso, convidando as
crianças a viajar pela floresta mágica enquanto eu narrava suas travessuras protetoras.
Ao assumir o personagem na contação, criei uma atmosfera de encantamento: elas
ouviam atentas o som das folhas ao vento, imaginavam troncos que falavam e
participavam ativamente, completando trechos do conto ou sugerindo finais
alternativos.

Usei a cadência da narrativa, entonações e pausas estratégicas para trabalhar a escuta


e a oralidade: variei timbres e ritmos para destacar o assobio, o suspense e as ações do
Curupira, fazendo com que cada aluno percebesse a importância da voz, do ritmo e dos
silêncios na comunicação. Essas estratégias não apenas despertaram o interesse pela
leitura e pela riqueza cultural da Amazônia, mas também estimularam o
desenvolvimento da linguagem oral, ampliaram o repertório lexical e reforçaram a
capacidade de inferência e de compreensão de narrativas mais complexas. Além das
atividades orais, integrei produção textual e reforço de leitura como desdobramentos
das contações: após cada sessão, convidei os alunos a escreverem pequenos trechos,
recontarem a história por escrito ou criar finais alternativos, com adaptações e apoio
diferenciado para os que apresentam maior dificuldade. Ao final de cada encontro,
também propus que desenhassem personagens ou recontassem trechos preferidos
oralmente, consolidando aprendizagens de forma lúdica e significativa e dando atenção
especial às histórias e às produções daqueles que precisam de reforço.
4. Escola e Supervisor

Atividade 1: Em março de 2026, na EEEF XV de Novembro, os


alunos do 4º ano participaram de uma amostra do conto do
Curupira, após a história foi proposto uma atividade onde eles
escreveram o que mais lhe chamou atenção na lenda.

(Figura 1 - Alunos do 4º ano assistindo a lenda do Curupira.


EEEF XV de Novembro. Autoria: Gustavo Lima. Março/2026.)

Atividade 2: Ainda em março de 2026, ocorreu a contação da


história da Visita do compadre currupira, se trata de um
reconto e uma releitura da lenda original do Curupira contada
por outros alunos da instituição.

(Figura 2 – Alunos do 4º ano presenciando o Reconto do


Curupira. EEEF XV de Novembro. Autoria: Gustavo Lima.
Março/2026.)
Atividade 3: Em abril de 2026, ocorreu a contação da história sobre a Visita ao
compadre currupira, os alunos observaram a lenda e foi feito um debate critico sobre a
preservação do ambiente amazônico.

(Figura 3 – Alunos do 4º ano acompanhando o Reconto do Curupira. EEEF XV de


Novembro. Autoria: Gustavo Lima. Abril/2026)

Atividade 4: Em abril de 2026, foi feita a produção de texto referente aos contos feitos
na sala de aula, estão nas fotos a professora e a bolsista, auxiliando a condução da
atividade.

(Figura 4 – Alunos do 4º ano produzindo o texto referente as narrativas contadas. EEEF


XV de Novembro. Autoria: Gustavo Lima. Abril/2026.)
5. Dimensões da iniciação à docência
A iniciação à docência, vivenciada no trabalho com a turma do 4º ano (16–20 alunos, 7–8 anos),
revelou-se como um processo multifacetado em que planejamento, mediação, avaliação,
pesquisa-ação e engajamento comunitário se entrelaçam e se retroalimentam. No planejamento
didático aprendi a transformar objetivos de aprendizagem em sequências coerentes e sensíveis às
diferenças: as atividades de leitura, oralidade e produção textual foram pensadas a partir das
narrativas do folclore amazônico, com adaptações e suportes específicos para os pelo menos três
alunos que apresentam maiores dificuldades de leitura e escrita. Esse cuidado implicou prever
materiais diversificados, tempos de leitura orientada e momentos de produção com apoio
individualizado, de modo a garantir acessibilidade sem perder a riqueza das propostas coletivas.
A mediação pedagógica assumiu papel central na construção do ambiente de aprendizagem. Ao
utilizar rodas de conversa, dramatizações e contações de histórias — especialmente as do
Curupira e de A Visita do Compadre Curupira — trabalhei entonação, pausas e recursos dramáticos
para fortalecer a escuta e a oralidade, criando um espaço acolhedor que respeitasse ritmos
distintos e estimulasse a participação ativa. A dramatização do Curupira, com a descrição de
cabelos alaranjados imaginários e pés virados para trás, e a encenação da visita do compadre
permitiram explorar timbres, silêncios e gestos, favorecendo que os alunos se tornassem
protagonistas das narrativas, completando trechos, sugerindo finais e transformando a escuta em
produção.
A prática avaliativa deslocou-se para uma avaliação formativa contínua, em que observações,
devolutivas orais e produções escritas serviram como instrumentos para identificar progressos e
necessidades. Em vez de reduzir a avaliação à correção de erros, utilizei os registros das
interações e das produções para orientar intervenções imediatas e planejar reforços direcionados,
sobretudo para os alunos com maior dificuldade. Esse olhar formativo permitiu ajustar sequências
didáticas em tempo real e promover estratégias de apoio que valorizassem o avanço gradual de
cada estudante.
A dimensão da pesquisa-ação esteve presente na documentação sistemática das atividades:
registros reflexivos, amostras de produções escritas e desenhos, e notas sobre as interações em
sala forneceram subsídios para analisar a eficácia das estratégias e para compreender como as
histórias amazônicas ampliavam o repertório lexical, a capacidade de inferência e a motivação para
a produção textual. Esse movimento investigativo transformou a prática em objeto de estudo e
intervenção, possibilitando decisões pedagógicas fundamentadas e a construção de
conhecimentos sobre ensino em contextos heterogêneos.
Por fim, o engajamento comunitário emergiu como dimensão que amplia o sentido social da
escola. Ao valorizar narrativas regionais nas atividades, observei maior identificação dos alunos e
maior envolvimento das famílias, o que reforça a articulação entre saberes escolares e saberes
comunitários. Levar as produções e as contações para espaços de circulação cultural potencializa
a valorização da identidade local e evidencia o papel do docente como mediador entre escola e
comunidade.
A trajetória percorrida revela uma transformação significativa: de um início marcado por
inseguranças e planejamentos fragmentados para uma prática mais integrada, reflexiva e
orientada por objetivos claros. Essa evolução não apenas ampliou meu repertório técnico — na
elaboração de sequências, na mediação de dinâmicas e na aplicação de avaliações formativas —,
mas também consolidou uma postura docente comprometida com a aprendizagem integral, com a
atenção às diferenças e com a valorização da cultura amazônica como eixo pedagógico.
6. Reflexão

A vivência com a turma do 4º ano (16–20 alunos, 7–8 anos) transformou-se em um laboratório
prático onde pude testar hipóteses sobre ensino e aprender com os resultados. Trabalhar com as
narrativas do folclore amazônico — em especial as contações do Curupira e de A Visita do
Compadre Curupira — revelou-se uma estratégia eficaz para mobilizar interesse, ampliar o
repertório lexical e articular oralidade e escrita de forma integrada. Ao mesmo tempo, a presença
de pelo menos três alunos com dificuldades significativas de leitura e escrita tornou evidente a
necessidade de intervenções mais intencionais e contínuas.
Percebo que minha atuação evoluiu em três frentes principais: planejamento mais sensível às
diferenças, mediação mais intencional e avaliação orientada para o progresso. No planejamento,
passei a prever suportes diferenciados e momentos de leitura orientada; na mediação, refinei o
uso de entonação, pausas e dramatização para favorecer a escuta ativa; na avaliação, adotei
registros e devolutivas que orientam intervenções imediatas. Essas mudanças não surgiram de
forma linear, mas por meio de tentativas, erros e ajustes sustentados pela documentação das
práticas.
Ainda assim, a experiência expõe limites que demandam continuidade formativa: a diferenciação
eficaz exige tempo e recursos que nem sempre estão disponíveis; a gestão do tempo e das
transições em sala precisa ser mais fluida; e a ampliação do engajamento familiar requer
estratégias mais sistemáticas. Reconhecer essas lacunas é parte do processo formativo e orienta
prioridades para os próximos ciclos de trabalho.
Como encaminhamento prático, comprometo-me a intensificar o ensino explícito de leitura e
escrita para os alunos em maior dificuldade, diversificar formatos de produção textual e
sistematizar instrumentos de registro que facilitem a avaliação formativa contínua. Pretendo
também fortalecer parcerias com famílias e espaços culturais locais para ampliar o diálogo entre
escola e comunidade. Mais do que técnicas, essa trajetória reafirma que a iniciação à docência é
uma construção identitária: exige postura reflexiva, abertura para aprender com os alunos e
compromisso ético com a aprendizagem e com a valorização da cultura regional.
7. Referências

FERREIRA, Mônica (Org.). Filosofando nos contos amazônicos.


Belém, PA: Editora Periféricas, 2023. ISBN 978-65-85838-01-6.

PROGRAMA CATALENDAS – Curupira. YouTube, 6 fev. 2019.


Disponível em: [Link]
Acesso em: 15 ago. 2025.

ANEXO 1 - AUTORIZAÇÃO DE USO PELA CAPES

Eu, Gustavo Bitencourt Lima, CPF 011.671.192-23, autorizo a


utilização pela Capes, em todo ou em parte, do presente relato de
experiência, na qualidade discente de iniciação à docência, sob
responsabilidade do(a) Coordenador(a) de Área Prof.ª Monica Eliana
de Oliveira Ferreira vinculado ao Pibid da Universidade do Estado do
Pará - UEPA. Meu relatório poderá ser incluído nos bancos de dados e
nas plataformas de gestão da Capes, podendo, eventualmente, ser
reproduzido, publicado ou exibido por meio dos canais de divulgação
e informação sob responsabilidade desse órgão.

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