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Souza

O estudo avaliou a influência do tamanho da peneira na velocidade de germinação e na porcentagem de germinação de sementes de milho da cultivar UENF 506-11. Os resultados mostraram que a peneira de 18 mm apresentou o maior índice de velocidade de germinação, enquanto a porcentagem de germinação variou entre 82% e 84,25%, sem diferenças significativas. Conclui-se que o tamanho da semente pode afetar a velocidade de germinação, mas não a porcentagem germinativa.

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O estudo avaliou a influência do tamanho da peneira na velocidade de germinação e na porcentagem de germinação de sementes de milho da cultivar UENF 506-11. Os resultados mostraram que a peneira de 18 mm apresentou o maior índice de velocidade de germinação, enquanto a porcentagem de germinação variou entre 82% e 84,25%, sem diferenças significativas. Conclui-se que o tamanho da semente pode afetar a velocidade de germinação, mas não a porcentagem germinativa.

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INFLUÊNCIA DO TAMANHO DE PENEIRA NO VIGOR E GERMINAÇÃO DE

SEMENTES DE MILHO
Enzo Bravim Lorençoni1, Felipe Pereira Aguiar Cunha de Almeida1, Gabriel
Vieira Cordeiro1, João Vitor de Aguiar Paulucio1, Leonardo Peres Moreira1,
Leandro Hespanhol Viana2, Paulo Cesar dos Santos1.
1Universidade Federal do Espírito Santo/Centro de Ciências Agrárias e Engenharias, Alto
Universitário s/n, 29500-000 – Alegre - ES, Brasil, enzobravim@[Link],
fpalmeida1103@[Link], [Link]@[Link], vpjoao7@[Link],
[Link]@[Link], [Link].43@[Link]
2Universidade Estadual Norte Fluminense/Campo de Sementes - Estrada - Campo de Sementes,

28570-000 - Itaocara - RJ, Brasil, hespanhol@[Link].

Resumo
O milho (Zea mays L.) é uma das principais culturas agrícolas do Brasil, com ampla utilização na
alimentação e na indústria. A qualidade fisiológica das sementes é fundamental para garantir estandes
uniformes e produtivos, sendo o vigor um parâmetro mais eficiente do que apenas a germinação. Este
trabalho avaliou o índice de velocidade de germinação (IVG) e a porcentagem de germinação de
sementes da cultivar UENF 506-11, classificadas em quatro peneiras (15, 18, 22 e 24 mm). O
experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, com oito repetições de 50
sementes, em câmara de germinação entre 25-30 °C por 6 dias. Os resultados indicaram diferença no
IVG entre os tratamentos, com destaque para a peneira de 18 mm, que apresentou maior velocidade
de germinação (18,07). Já a porcentagem de germinação variou entre 82% e 84,25%, sem diferenças
estatísticas s. Conclui-se que o tamanho da semente pode influenciar a velocidade de germinação, mas
não altera a porcentagem germinativa. Dessa forma, estudos adicionais são necessários para confirmar
a relação entre diâmetro da semente e vigor.

Palavras-chave: Zea mays L. Vigor. Índice de velocidade de germinação. Qualidade fisiológica.

Área do Conhecimento: Ciências Agrárias/Agronomia.

Introdução

O milho (Zea mays L.) é a segunda commodity agrícola mais cultivada e exportada no Brasil,
desempenhando papel fundamental na alimentação animal, consumo humano e como matéria-prima
para a indústria (EMBRAPA, 2024). Ainda segundo a EMBRAPA, sua ampla adaptação às diferentes
condições edafoclimáticas e sua relevância econômica tornam essa cultura estratégica para a
segurança alimentar e para a economia agrícola nacional.
A taxa de germinação em si, não é suficiente para avaliar a qualidade de um lote de sementes, pois
não reflete sua capacidade de emergência uniforme e rápida em condições desfavoráveis (Vieira;
Carvalho, 1994). O índice de vigor que considera velocidade e desempenho em cenários adversos é
reconhecido como um atributo mais confiável para caracterizar o potencial fisiológico das sementes
(Oregon State University, [s.d.]), sendo assim, o índice de velocidade de germinação (IVG), proposto
por Maguire (1962), é um dos testes utilizados como parâmetro para mensurar o vigor, pois relaciona
a velocidade e a uniformidade do processo germinativo.
O desenvolvimento de novas cultivares adaptadas a diferentes condições ambientais também tem
ampliado as possibilidades de produção. Um exemplo é a UENF 506-11, recentemente disponibilizada
aos agricultores, que apresenta elevado potencial produtivo e boa adaptação regional (Pereira et al.,
2019).
Assim, avaliar a germinação e o vigor dessa cultivar em diferentes classes de sementes torna-se
fundamental para compreender seu desempenho inicial e subsidiar recomendações técnicas para os
produtores.

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Metodologia

O experimento foi conduzido no Laboratório de Análises Vegetais da Universidade Federal do


Espírito Santo (UFES) – Campus Alegre. As sementes da cultivar UENF 506-11 foram produzidas no
campo de sementes da Universidade Estadual Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). Após a colheita
manual e o descascamento das espigas, estas foram secadas até atingirem 14% de umidade,
debulhadas em equipamento manual adaptado a motor, submetidas à pré-limpeza e classificadas
conforme o tamanho. Nessa etapa, embora impurezas sejam retiradas, não há eficiência na eliminação
de sementes trincadas ou danificadas, o que pode comprometer a germinação. Para o experimento, as
sementes foram separadas em quatro classes de tamanho, por peneiras circulares de 15, 18, 22 e 24
mm.
O delineamento experimental adotado foi o inteiramente casualizado (DIC), envolvendo quatro
tratamentos com oito repetições, cada uma com 50 sementes. As sementes foram dispostas entre duas
folhas de papel germitest e umedecidas com água destilada (na proporção de 2,5 vezes o peso do
papel), posteriormente embrulhadas em formato de rolos, dispostas em becker, este coberto com uma
sacola plástica, e posteriormente, alocadas verticalmente em uma câmara de germinação, onde foram
submetidas à germinação com temperatura entre 25-30 °C, por 6 (seis) dias.
As contagens iniciaram-se no 2º (segundo) dia após a montagem do experimento, sendo realizada
uma avaliação por dia até a estabilização da germinação. Para a avaliação, consideraram-se como
plântulas normais aquelas que apresentaram desenvolvimento adequado da parte aérea e do sistema
radicular, de acordo com os critérios estabelecidos pelas Regras para Análise de Sementes - RAS
(BRASIL, 2009). Após cada aferição das sementes germinadas, elas foram retiradas do teste para
evitar duplicidade. Ao total, foram realizadas 5 (cinco) contagens.
Com base nos dados obtidos, foi calculado o Índice de Velocidade de Germinação (IVG), por meio
da fórmula proposta por Maguire (1962), relacionando o número de sementes germinadas ao longo dos
dias de avaliação.

Fórmula de Maguire (1962):


𝑛
𝑁𝑖
𝐼𝑉𝐺 = ∑
𝑇𝑖
𝑖=1
IVG = Velocidade de germinação;
N = Número de sementes germinadas no intervalo de tempo i;
T = Tempo decorrido (em dias) desde o início do experimento até o intervalo i.

Os resultados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e, quando constatada significância,


as médias foram comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, com o auxílio do software
estatístico Sanest.

Resultados

A análise de variância indicou diferença entre os tratamentos para o índice de velocidade de


germinação (IVG), mas não para a porcentagem de germinação. As sementes classificadas na peneira
de 18 mm apresentaram o maior IVG (18,07), diferindo estatisticamente da peneira de 15 mm (15,75).
Já as peneiras de 22 mm e 24 mm apresentaram valores intermediários (16,86 e 16,66,
respectivamente), não diferindo dos demais tratamentos (Tabela 1).
Em relação à porcentagem de germinação, os valores variaram de 82,00% a 84,25%, sem
diferenças estatísticas entre as peneiras, evidenciando que, independentemente do tamanho, todas as
classes de sementes apresentaram potencial germinativo semelhante.

Tabela 1 - Resultados de índice de velocidade de germinação (IVG) e porcentagem de germinação da cultivar


UENF 506-11, em função do diâmetro das peneiras.
Peneira Índice de velocidade de Germinação
germinação (%)
15 15,75 b 82,25 a

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18 18,07 a 84,25 a
22 16,86 ab 82,00 a
24 16,66 ab 82,50 a
Média 16,83 82,75
Coeficiente de variação (%) 7,35 5,80
Fonte: elaborado pelos autores.

Discussão

Observou-se que os primeiros dias de contagem, principalmente o 1º (primeiro) e o 2º (segundo),


obtiveram o maior número de sementes germinadas (que apresentavam desenvolvimento visível da
raiz primária), sendo que este valor foi reduzindo com o decorrer dos dias. Após a contagem das
sementes no papel germitest, as que germinaram foram descartadas, sendo realizada a avaliação até
o 5º (quinto) dia, já que o número de sementes germinadas estava sendo muito baixo e as que sobraram
no papel não apresentavam indícios de germinação. Desse modo, foi realizado o cálculo do índice de
velocidade de germinação (IVG) após 5 (cinco) dias de avaliação, para as peneiras de 15, 18, 22 e 24
mm.
O índice de velocidade de germinação (IVG) revelou diferença entre as peneiras, com destaque
para a de 18 mm, que apresentou o maior valor (18,07), diferindo da peneira de 15 mm, com valor mais
baixo (15,75). Resultados semelhantes foram encontrados por Stumm, Ludwig e Schmitz (2016), que
observaram maior IVG em sementes de milho de maior calibre, possivelmente devido à maior
quantidade de reservas e melhor desenvolvimento embrionário. No entanto, estudos como o de Ávila
et al. (2008) e de Oliveira e Moura Filho (2007) ressaltam que o tamanho da semente, isoladamente,
não garante maior vigor, pois este é influenciado por fatores como integridade física, maturidade
fisiológica e sanidade.
Apesar da diferença no IVG, a porcentagem final de germinação não apresentou variação entre as
peneiras, mantendo-se elevada em todos os tratamentos. Esse resultado indica que, embora o tamanho
possa influenciar a velocidade inicial de germinação, ele não necessariamente altera a capacidade
germinativa final, corroborando com as observações de Ávila et al. (2008) em soja e de Oliveira e Moura
Filho (2007) em milho.
Um aspecto relevante é o impacto de danos mecânicos no desempenho germinativo. O processo
de debulha utilizado — um debulhador manual adaptado para motor, com rotação elevada —
provavelmente ocasionou quebras e trincas nas sementes. Esses danos, muitas vezes imperceptíveis
externamente, comprometem a viabilidade e o vigor (Cícero, 2000). Durante a classificação por
peneiras, tais sementes danificadas não são removidas, o que pode explicar parte das sementes mortas
observadas.

Conclusão

Os resultados obtidos indicam que houve diferença no índice de velocidade de germinação (IVG)
da cultivar de milho UENF 506-11 em função do diâmetro das peneiras, com destaque para a peneira
de 18 mm, que apresentou o maior valor médio. Entretanto, a porcentagem de germinação não
apresentou diferença entre os tratamentos, mantendo-se elevada em todas as peneiras avaliadas.
Esses achados sugerem que o diâmetro das sementes pode influenciar a velocidade de germinação,
mas não permitem afirmar com total certeza de que essa característica seja determinante para o vigor,
considerando que este é influenciado por múltiplos fatores. Recomenda-se a realização de estudos
adicionais, com diferentes lotes e condições experimentais, para confirmar e aprofundar essa relação.

Referências

ÁVILA, Wayner et al. Influência do tamanho da semente na produtividade de variedades de soja.


Agrarian, v. 1, n. 2, p. 83-89, 2008.

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BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Regras para Análise de Sementes.
Brasília: MAPA/ACS, 2009. 399 p.

CÍCERO, Carlos Moure. Influências da associação entre danos mecânicos e patógenos no


desempenho das sementes de milho (Zea mays L.). 2000. Tese de Doutorado. Universidade de
São Paulo.

DE OLIVEIRA, Hudson do Vale; MOURA FILHO, Edmondson Reginaldo. Influência do tamanho da


semente na germinação do milho. 2007.

EMBRAPA. Artigo: Dia Nacional do Milho - A Importância do Milho para o Agronegócio Brasileiro. 2024.
Disponível em: [Link]
milho---a-importancia-do-milho-para-o-agronegocio-brasileiro. Acesso em: 21 ago. 2025.

MAGUIRE, J. D. Speed of germination: aid in selection and evaluation for seedling emergence and
vigor. Crop Science, v. 2, n. 2, p. 176-177, 1962.

OREGON STATE UNIVERSITY. Importance of Seed Vigor Testing. Seed Laboratory, [s.d.]. Disponível
em: [Link] Acesso em: 21 ago. 2025.

PEREIRA, Messias Gonzaga et al. ‘UENF 506-11’: a new maize cultivar for the North and Northwest
of Rio de Janeiro State. Crop Breeding and Applied Biotechnology, v. 19, p. 141-144, 2019.

STUMM, Sabrina Beatriz Quoos; LUDWIG, Fernanda; SCHMITZ, José Antônio Kroeff. Qualidade
fisiológica de sementes de milho em função de tamanho, formato e tratamento. Scientia Agraria
Paranaensis, p. 222-227, 2016.

VIEIRA, R. D.; CARVALHO, N. M. de. Testes de vigor em sementes. Jaboticabal: FUNEP, 1994. 164
p.

Agradecimentos

Nossos agradecimentos à Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, pelo espaço cedido para
a realização do experimento;
Nossos agradecimentos, também, à Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro -
UENF, por disponibilizar as sementes para a realização do trabalho.

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