Mapa de Riscos
Mapa de Riscos
1. Introdução
Um grande fator no cotidiano das organizações são os seus colaboradores, que mesmo com o
grande avanço tecnológico, continuam sendo peças fundamentais para o funcionamento de uma
instituição. Assim, se faz necessário cuidar do ambiente em que os mesmos estão inseridos,
visando diminuir ou erradicar os riscos que possam estar inerentes a eles.
Uma forma de identificar os riscos aos quais os trabalhadores estão sujeitos é a criação de um
Mapa de Riscos, que através da planta baixa de um ambiente, busca apontar os riscos
identificados em determinado espaço, representando-os com círculos coloridos (PORTO,
2000). A Norma Regulamentadora número 9 (NR-9) trata da elaboração do Mapa de Riscos,
bem como da obrigatoriedade da elaboração do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
(PPRA), visando assim a redução dos acidentes de trabalho.
Ainda que atualmente as organizações reconheçam o valor de seus colaboradores e existam
normas que regulamentam a segurança dos mesmos, muitas empresas ainda esperam a
ocorrência de algum acidente ou de alguma doença grave para se atentarem para as questões de
segurança do trabalho (PORTO, 2000). Todos os trabalhadores estão sujeitos a se acidentarem
no trabalho, visto que os acidentes podem ocorrer em qualquer ambiente, trazendo
consequências temporárias ou permanentes, ou até levar ao óbito (RODRIGUES; SANTANA,
2010).
Quando se trata do ambiente de trabalho escolar, é preciso se atentar para o fato de que os riscos
apresentados aos trabalhadores são, em sua maioria, os mesmos apresentados aos estudantes.
Segundo Nascimento (2014) uma vez que os estudantes passam grande parte do seu tempo no
ambiente escolar, onde se dá o processo de ensino e aprendizagem, é de grande importância ter
estudos sobre o bem-estar do estudante neste local.
Destaca-se ainda a importância de haver um maior cuidado quanto aos riscos que se encontram
no ambiente escolar, já que alunos se encontram em processo de formação, com idade entre 6
e 18 anos, onde muitas vezes ainda não reconhecem de imediato situações e lugares que venham
a oferecer riscos para seu bem-estar e de seus colegas.
Dessa forma, o presente artigo possui como objetivo geral a identificação dos agentes de risco
à saúde em uma escola estadual do município de Bambuí-MG e a elaboração de um Mapa de
Riscos da instituição. Especificamente objetiva-se: (1) analisar criteriosamente as instalações;
(2) detectar os possíveis riscos; (3) indicar o grau dos riscos detectados; (4) sugerir ajustes que
possam contribuir com a melhoria do ambiente escolar.
1
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
2. Fundamentação teórica
2
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
Os agentes ambientais que causam riscos à saúde dos indivíduos, e que costumam estar
presentes nos locais de trabalho, segundo Santos (2016), são agrupados em cinco grupos, sendo
eles: químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos.
Cada um destes respectivos grupos de agentes é responsável por diferentes riscos que podem
vir a provocar diversos danos à saúde ocupacional dos funcionários de uma organização, ou de
indivíduos pertencentes à determinada rotina, como exemplo os alunos, professores e demais
colaboradores de uma escola (SANTOS, 2016). Dessa forma, ao se elaborar um mapa de riscos
de um local, consideram-se os riscos ambientais provenientes de cada um dos grupos citados
(SANTOS, 2016).
O ambiente escolar pode ser considerado cada vez mais relevante na promoção de saúde e na
prevenção de doenças e acidentes entre crianças e adolescentes, tendo em vista que os mesmos
passam aproximadamente um terço do dia na escola ou em direção a esta (LIBERAL, et al.,
2005). Diante dessa realidade, o autor salienta que a segurança no ambiente escolar, é um
assunto que demanda constante atenção dos colaboradores das escolas e responsáveis pelas
crianças e adolescentes.
Os perigos presentes no âmbito escolar são comumente de fácil prognóstico, e portanto, é
essencial que os responsáveis por esse ambiente desenvolvam e implementem programas que
visem a segurança e saúde dos estudantes, colocando os riscos presentes sob controle e
buscando soluções para eliminá-los (HALL et al., 2000). Os autores Martins e Andrade (2005)
afirmam que é necessário estudar as circunstâncias dos danos causados às crianças e
adolescentes, com o intuito de possibilitar a elaboração de um diagnóstico que possa auxiliar
no desenvolvimento, implementação, execução e controle de programas de prevenção de
acidentes nas escolas.
Como forma de prever e detectar os riscos existentes, o autor Nascimento (2014) recomenda a
utilização do Mapa de Riscos que visa prevenir acidentes a partir da detecção de fatores que
possibilitam a ocorrência dos mesmos. O autor supramencionado ressalta que a aplicação de
um Mapa de Riscos pode melhorar o ambiente e proporcionar maior segurança às pessoas,
garantindo melhor desempenho das funções.
Hall et al. (2000), enfatiza que para se garantir a segurança no âmbito escolar é necessário
antecipar os fatos e implementar medidas para controle de riscos, que podem danificar a
integridade física ou psicológica dos indivíduos, ou mesmo, um desconforto para realizar suas
tarefas.
3
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
Dessa forma, no ato do mapeamento, cada risco é caracterizado através de um círculo da cor de
seu grupo de agentes. Além disso, os riscos também são separados em três diferentes graus:
pequenos, médios ou grandes. E, cada grau é representado por três diferentes tamanhos de
círculos, sendo os riscos pequenos representados por círculos menores, os riscos médios pelos
círculos medianos e os riscos grandes pelos círculos maiores.
Além disso, caso existam num mesmo ponto de uma seção, diversos riscos de um só tipo, não
4
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
é preciso colocar um círculo para cada um destes agentes, apenas um, desde que os riscos
possuam o mesmo grau de nocividade. No entanto, quando há a existência de diversos riscos
de tipos diferentes num mesmo ponto, e de graus iguais, ao invés de se colocar vários círculos
de diferentes cores, o que pode lotar a seção em questão, pode-se dividir um mesmo círculo em
2, 3, 4 e até 5 partes iguais, cada uma com a sua respectiva cor (SANTOS, 2016). Este
procedimento é chamado de critério de incidência.
3. Procedimentos metodológicos
De acordo com os objetivos deste estudo, o mesmo possui uma abordagem qualitativa já que
neste tipo de pesquisa não há procedimentos analíticos definidos previamente e a análise dos
dados está baseada na capacidade e interpretação do pesquisador (GIL, 2008). Para Prodanov e
Freitas (2013) na pesquisa qualitativa o pesquisador mantém contato direto como o objeto
estudado, onde há um trabalho mais intensivo de campo.
A pesquisa também se caracteriza por ser um estudo de caso, pois envolve o estudo de uma
escola estadual no município de Bambuí-MG. De acordo com os autores Kauark, Manhães e
Medeiros (2010) este tipo de estudo envolve o estudo de um ou poucos objetos de forma que
haja um amplo conhecimento sobre o mesmo.
O objeto de estudo do presente artigo, a Escola Estadual João Batista de Carvalho (EEJBC) é
uma instituição pública, localizada em Bambuí-MG e trabalha com a educação de crianças,
jovens e adultos do município. Atualmente, são ofertados regularmente nessa escola, o ensino
fundamental e ensino médio, e funciona de segunda a sexta-feira, nos turnos da manhã, tarde e
noite.
A escolha desta escola se deu pelo fato de que, dentre as escolas estaduais presentes no
município, esta é a que atende um maior número de estudantes. Além disso, a mesma não
possuía um mapa de risco.
Posteriormente à escolha do objeto de estudo, entrou-se em contato com a direção da escola
buscando autorização para a realização do estudo. Ao receber a autorização, foi realizada uma
observação no dia 25/11/2019, onde se foi feita a medição da escola para que fosse possível
elaborar a planta do local.
Após a elaboração da planta, realizou-se uma segunda observação do local, no dia 28/11/2019
que possibilitou a detecção dos riscos existentes. Dessa forma, os riscos foram representados
na planta do local.
Foram observados os seguintes ambientes: salas de aula, secretaria, sala da direção, banheiros,
5
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
4. Resultados e discussão
Inicialmente, buscando uma melhor exposição dos elementos, cada sala ou cômodo do mapa
foi representado por um número, apresentado no Quadro 2, que contém a legenda do Mapa de
Risco elaborado neste estudo.
A escola estudada possui uma grande extensão, onde não foi possível realizar uma
representação fidedigna através de uma única imagem. Considerando então, à extensão da
escola e consequentemente da planta, esta foi dividida em duas partes, sendo a Figura 3 a
metade direita, e a Figura 4 a metade esquerda, após a entrada principal.
Apresenta-se primeiramente a metade direita da planta, seguida de suas considerações.
6
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
Nas salas de aula foi percebido um pequeno risco químico, devido à poeira que se acumula nos
cantos das paredes e do pó de giz derivado do quadro negro, e um pequeno risco mecânico,
devido à muitas vezes a iluminação elétrica ou natural ser deficiente, e também à possibilidade
do arranjo físico também possuir uma deficiência, por motivo da super lotação do número de
carteiras dentro de salas não grandes o bastante.
Além disso, nota-se também um risco físico médio, devido ao ruído presente durante as aulas,
7
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
e um risco ergonômico também médio, uma vez que neste local os alunos prevalecem com
posturas incorretas, além da grande responsabilidade, conflitos, tensões emocionais,
desconforto e jornada prolongada de trabalho para os professores.
Na cantina, foram detectados riscos químicos, físicos, ergonômicos e mecânicos, todos médios.
Isso se deu porque os vapores e gases provenientes dos processos de preparação das refeições
dos alunos são considerados agentes químicos. Concomitantemente, os ruídos do ambiente
interno e externo, assim como as altas temperaturas do local, são configurados como agentes
físicos. Já os agentes ergonômicos se caracterizam pelo trabalho físico pesado, posturas
incorretas, treinamentos inadequados ou inexistentes e o desconforto dos funcionários que
trabalham nas cantinas. E, por último, os agentes mecânicos podem ser a incidência de
incêndios, pois nas cozinhas há a presença de fogões e fornos que utilizam da combustão para
a preparação das refeições, e, assim como nas salas de aula, pode haver também um arranjo
físico deficiente, através da superlotação de eletrodomésticos num ambiente não preparado para
tal.
No almoxarifado foi encontrado um pequeno risco químico, devido à poeira acumulada por ser
um local fechado e não frequentemente limpo, um pequeno risco biológico, pela possível
presença de insetos, aranhas e cobras, e também um pequeno risco mecânico, caracterizado pelo
arranjo físico deficiente, uma vez que se trata de um local reduzido, porém que possui muitas
ferramentas, equipamentos e materiais empilhados.
No local onde são armazenados os botijões de gás usados na cantina foram detectados riscos
médios tanto químicos, devidos à possibilidade de vazamento de gases, quanto riscos
mecânicos, uma vez que por se tratar de um elemento tão inflamável, há sempre o risco de
incêndios.
Já nas duas salas da direção, uma localizada na metade direita da planta – sala do vice diretor –
e outra na metade esquerda da planta – onde é a sala do diretor, foi contemplado um pequeno
risco físico, devido ao ruído externo causado pelos alunos, além de um notável risco
ergonômico grande, aqui especificado como às grandes responsabilidades, conflitos e tensões
emocionais, que passam todos os dias os profissionais que ocupam tais cargos nos ambientes
escolares.
Atrás da sala do vice-diretor, localizada na metade direita da planta, há um pequeno depósito,
onde se guardam copos, pratos, jarras e enfeites dos eventos realizados pela escola. Neste local,
portanto, foi identificado um pequeno risco químico, caracterizado mais uma vez pela presença
8
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
de poeira no local, assim como um pequeno risco biológico, pela presença de pequenos insetos
que se escondem nestes tipos de locais.
A seguir apresenta-se a metade esquerda da planta, seguida também de suas considerações.
No caso dos banheiros, foi percebido um pequeno risco, justificado pelos produtos químicos
geralmente usados na limpeza do local, sendo percebido também um médio risco biológico,
aqui traduzido nas possíveis bactérias, vírus e fungos presentes em tais ambientes de
9
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
contaminação.
A secretaria, semelhantemente à diretoria, possui um pequeno risco físico, por motivo do ruído
externo causado pelos alunos, e também um pequeno risco ergonômico, caracterizado pelas
responsabilidades, conflitos e tensões emocionais presentes nos ambientes com grande
incidência de burocracias durante o expediente. Já na sala dos professores, identificou-se apenas
um pequeno risco físico, caracterizado pelo já citado ruído causado externamente pelos alunos
em suas atividades.
No departamento pessoal foi detectado um pequeno risco físico, devido aos ruídos advindos
das turmas e do horário do intervalo. Detectou-se também um pequeno ergonômico devido a
responsabilidade, conflito e tensões emocionais a que estes profissionais podem estar
submetidos, bem como as posturas incorretas que acontecem após longos períodos trabalhando
na mesma posição.
No laboratório de ciências percebeu um grande risco químico, já que tanto alunos quanto
professores, estão expostos a substâncias, compostos e produtos químicos em geral. Porém, no
laboratório de informática o único risco percebido, foi um pequeno risco ergonômico, devido à
postura incorreta em que os alunos permanecem durante as aulas ministradas.
Não foi encontrado nenhum risco na tesouraria da escola, já que esta permanece em grande
parte do tempo fechada, além de nenhum funcionário permanecer na sala por todo período de
trabalho, não oferendo assim nenhum tipo de risco ergonômico.
Encontrou-se um pequeno risco mecânico na lanchonete da escola estudada, devido ao arranjo
físico deficiente. O espaço interno é pequeno, e precisa comportar freezer, geladeira, micro-
ondas e forno, dificultando assim, a movimentação dos funcionários. Além disso, não possui
um lugar para que os alunos realizem o pagamento separado.
O salão nobre da escola foi divido em três em espaços diferentes para que os riscos inerentes a
ele pudessem ser melhor identificados, visto que cada espaço possui suas particularidades. Na
plateia, constatou-se um pequeno risco físico devido aos ruídos ocasionados pelas próprias
pessoas e pelos ventiladores que ficam constantemente ligados em dias de evento. Identificou-
se também a postura incorreta, caracterizando um pequeno risco ergonômico e por fim, um
pequeno risco mecânico, devido a iluminação deficiente no local.
No palco, o risco identificado foi um risco físico pequeno, devido ao ruído ocasionado pela
plateia e pelos ventiladores. No camarim, há uma quantidade considerável de poeira,
ocasionada talvez pelo pouco uso deste espaço, sendo classificado como um pequeno risco
10
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
5. Conclusão
De forma geral, foi possível identificar os agentes de risco à saúde dos alunos e colaboradores
da escola estadual estudada neste artigo, elaborando assim um mapa de riscos da mesma para
facilitar a visualização de tais riscos. Um ponto que cabe ser destacado, é a entrega do mapa de
risco finalizado para a escola, e sua fixação na biblioteca, por ser um local visível e de grande
circulação.
Espera-se que o mapa de risco elaborado sirva como um documento educativo para estudantes
e colaboradores, visando a minimização de acidentes que os indivíduos se expõem diariamente.
11
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
Além disso, espera-se que tenha sido criada uma visão sobre a importância da elaboração do
mapa de riscos em todas as escolas e que o mapa possa servir como um norte para próximos
trabalhos da área.
Para diminuir os riscos identificados a curto prazo, sugere-se que a escola faça a substituição
de lâmpadas queimadas para que a iluminação seja mais eficaz. Sugere-se também a adoção da
prática de ginástica laboral e atividades de relaxamento para professores, em vista do grande
risco ergonômico identificado, além de palestras que os conscientizem os alunos da importância
de uma boa postura para a realização de suas atividades cotidianas, e das consequências de uma
má postura no longo prazo.
A adoção de algumas outras práticas como, utilizar barreiras protetoras nos fogões industriais
da cantina, manter a organização e limpeza diária de salas de aula, almoxarifados, depósitos e
banheiros, realizar a dedetização de pragas e trancar materiais e substâncias perigosas
provenientes do laboratório de ciências, também pode ser um fator determinante para se evitar
diversos tipos de acidentes.
As medidas que necessitam de uma análise mais aprofundada podem ser analisadas com um
maior cuidado pela diretoria da escola. Assim, a constituição de uma Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes (CIPA), pode ser de grande utilidade na identificação de novos riscos
que possam surgir com o passar do tempo, mantendo o mapa de riscos atualizado. Além disso,
pode contribuir na priorização dos riscos que precisam ser sanados ou amenizados.
REFERÊNCIAS
CAMPOS, A. Comissão Interna de Prevenção de Acidentes: uma nova abordagem. 20 ed. São Paulo: SENAC,
2012.
FERREIRA, L. S.; PEIXOTO, N. H. Segurança do trabalho I. Santa Maria: UFSM, CTISM, Sistema Escola
Técnica Aberta do Brasil, 2012.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008.
HALL, J.; OLIVEIRA, R. V. de.; QUELHAS, O. L. G.; CUNHA, J. Segurança e saúde nas escolas, do
aprendizado à vivência, uma questão de educação. UFF-LATEC, 2000.
LERMEN, F. H. et al. Elaboração do Mapa de Risco em uma indústria de Biossegurança. Revista Latino-
12
XL ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
“Contribuições da Engenharia de Produção para a Gestão de Operações Energéticas Sustentáveis”
Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil, 20 a 23 de outubro de 2020.
MARTINS, C. B. de G.; ANDRADE, S. M. de. Epidemiologia dos acidentes e violências entre menores de 15
anos em município da região sul do Brasil. Revista latino-americana de enfermagem, v. 13, n. 4, 2005.
NASCIMENTO, J. C. O processo de elaboração do Mapa de Riscos de uma Escola Pública: uma experiência
pedagógica. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências)-Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências.
Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, 2014, p. 155.
PORTO, M. F. de S. Análise de riscos nos locais de trabalho: conhecer para transformar. São Paulo: Instituto
Nacional de Segurança do Trabalho, 2000.
SANTOS, J. dos. Introdução à engenharia de segurança: mapa de risco. Santo André: FAENG, 2016.
13