Dificuldade de Aprendizagem
Dificuldade de Aprendizagem
Ela pode estar relacionada a diversos fatores, como genética, problemas neurológicos ou
metodologias convencionais de ensino. Dessa forma, identificar as necessidades do aluno e
aplicar as melhores práticas pedagógicas são passos fundamentais para minimizar os impactos
no processo de aprendizagem.
• Dificuldade na aprendizagem da leitura: troca ou omissão de letras, leitura em voz alta com
pausas excessivas e baixa compreensão do texto.
Principal da dislexia
Dificuldades de aprendizagem
As pessoas que têm dificuldades de aprendizagem, mesmo não possuindo qualquer tipo de
deficiência, mas com níveis médio ou superior de inteligência, apresentam índices de
desempenho escolar abaixo do esperado pelos familiares, educadores e outros, comparados
com os alcançados por outros aprendentes da mesma idade, sexo e nível de escolaridade.
As dificuldades de aprendizagem não têm uma causa única. Para além das deficiências e
outros distúrbios orgânicos, existe uma multiplicidade de fatores ambientais causadores, como
os de natureza familiar, escolar, cultural, socioeconômica e outros. A remoção delas pode ser
total ou parcial, dependendo das estratégias adotadas. Uma abordagem abrangente de
intervenção pode resultar no agravamento das possibilidades para qualquer pessoa aprender.
Necessidades educativas especiais de alunos com dificuldades de aprendizagem
Teles (2004), Coelho (s/d) e Zorzi & Ciasca (2008 e 2009), referem que os tipos mais comuns
de dificuldades de aprendizagem, entendidas como necessidades educativas especiais, que os
alunos apresentam na sala de aula são quatro. Relacionam-se com a aquisição e utilização da
fala, da leitura, da escrita e do cálculo, como abaixo é explicado:
a) Dificuldades na fala Dificuldades na fala, referem-se aos erros que o aluno comete ao
articular, pronunciar, trocar, omitir, imitar e inverter letras ou palavras durante a aprendizagem
ou no trabalho delas.
Tem dificuldades de calcular aquele que possui competências muito baixas para compreender
e manipular números e realizar operações matemáticas: somar, subtrair, multiplicar e dividir.
a) Têm dificuldades para distinguir letras que tenham som ou grafia similares: x-ch (xarope -
chávena); ss-ç (posso poço); j-g (jogo-gelo); s-z (casa reza e lápis luz); x-s (exclusão
escola); c-s (ceta-seda e cesta sexta); q-c (quota cola); e x-z (exame - azar);
b) Fazem confusão na articulação e pronúncia de letras semelhantes: d-b (dolo bolo); d-t (dedo
-teto); f-v (fala-vala); p-b (pata-bata); e m-n (metaneta);
c) Invertem letras com grafia parecida: n-u (nuauna); p-b (parco-barco) e f-t (faca-vaca);
(ii) apresentam ideias desconexas por não obedecerem, confundirem e não saberem fazer uso
das regras de pontuação; e (iii); elaboram frases mal estruturadas;
Em todos os casos acima descritos, para se entender se estamos perante necessidades
educativas especiais, os resultados do desempenho escolar de cada aluno devem ser
comparados aos de qualquer outro da mesma faixa etária, nível escolar e género.
Educação Inclusiva
Quadro 03
Embora não existam regras únicas e válidas para todos, as sugestões metodológicas de ensino-
aprendizagem abaixo apresentadas devem ser aplicadas de maneira criativa, tendo em conta,
essencialmente, a exploração das potencialidades de cada aluno para aprender.
Quadro 04
a) Fazer com que o aluno perceba a importância do domínio dos conteúdos escolares aos
níveis da fala, leitura, escrita e cálculo para a sua vida actual e futura;
b) Fornecer ao aluno actividades escolares práticas, realísticas e significativas para a sua vida
a partir de exemplos de sucesso de outras pessoas que já tiveram fracasso escolar e social;
c) Oferecer nos alunos actividades lúdicas ou áudio-visuais para o aprimorarnento das suas
competências na orientação espácio-temporal, na coordenação motora fina e grossa, na
percepção dos fenómenos do meio circundante e na discriminação dos estímulos visuais,
auditivos, tacteis, olfactivos e gustativos,
Educação Inclusiva
g) Colocar os alunos com mais dificuldades sentadas, o mais próximo possível, do professor,
h) Estimular a aprendizagem cooperativa entre pares de alunos com aprendizagem rápida e
luma,
j) Não forçar ou insistir de forma humilhante para que o aluno faça o que não sabe perame os
colegas, familiares ou mesmo pessoas estranhas,
Actividades de auto-avaliação
Com a participação dos colegas analise o caso constante no Quadro 05 abaixo transcrito e
reflictam sobre as questões que seguem:
Quadro 05
(O Caso “J”)
Eu tive um aluno chamado J. Com 9 anos frequentava a 3ª Classe. Tinha problemas para se
concentrar nas actividades da aula. Era muito agitado e quando eu dava uma tarefa à classe,
ele era o último a apresentar o resultado e, por vezes, não tinha nada escrito. Para melhor
controlar o comportamento tive que ter uma conversa com os pais. Felizmente, eles
colaboravam comigo sempre que os convidasse e falasse sobre a situação do menino.
a) Faça um levantamento dos erros mais comuns que teus alunos cometem quando falam,
leêm, escrevem e calculam ou fazem contas;
b) Analise as caracteristicas de cada tipo de erro identificado:
d) Discuta com os teus colegas as conclusões que elaboraste sobre os erros dos teus alunos; e
e) Elaborem uma lista de procedimentos que tevem considerar a partir de agora para
eliminarem os erros dos vossos alunos.
(1) Físico-motoras;
Físico-motoras
(1) Paraplegia e Paraparesia perda total ou parcial das funções motoras dos
(ii) Monoplegia e Monoparesia perda total ou parcial das funções motoras de um membro,
que pode ser superior ou inferior respectivamente;
(iv) Triplegia e triparesia perda total ou parcial das funções motoras em três
Todas as formas com terminação plegia são alterações físicas definitivas e, as com terminação
paresia, são temporárias, mas quando ignora-se com o tratamento, podem passar para as
definitivas.
membros
(v) Hemiplegia e hemiparesia perda total ou parcial das funções motoras de um hemisfério
do corpo, que pode ser direito ou esquerdo;
(vii) Paralisia cerebral refere-se lesão de uma ou mais áreas do sistema nervoso central, com
consequências na alteração normal psicomotor. A mesma pode, assim como não, causar
deficiência mental;
A deficiência física motora pode ser definida como as diversificadas condições motoras que
acometem as pessoas comprometendo a mobilidade, a coordenação motora geral e da fala, em
consequência de lesões neurológicas, neuromusculares, ortopédicas, ou más formações
congénitas ou adquiridas (MEC,2004). Mas a mesma pode ser também definida como sendo,
de acordo com Fonseca (2000):
Como por exemplo, o distúrbio de pensamento está relacionado com a deficiência física e, a
mesma, acarreta dificuldades de aprendizagem nas operações cognitivas de formação de
conceitos, solução de problemas e associação de ideias.
Relativamente às falhas na memória, estas podem ser de tipo falhas da memória visual e ou
auditiva, portanto, o aluno apresenta dificuldades de se relembrar o que foi visto ou ouvido, o
que leva as mesmas a apresentar problemas acentuados de memória e, especificamente,
demonstram muitas limitações para aprender a ler por meio de um método que se baseia na
aparência visual ou auditiva da palavra. Portanto, se são das classes iniciais, pode de alguma
forma interferir na alfabetização por método grafo -fónico, mas também se estende no
desenvolvimento da linguagem oral.
Este tipo de deficiência, abrange desde uma ligeira perda de som até à surdez total. De
qualquer das formas, elas têm um impacto directo com o processo de aprendizagem do aluno.
Nessa sessão, definimos o conceito de deficiência auditiva e, desenvolvemos os cuidados a
ter com pessoas com este tipo de deficiência, especificamente no campo educacional.
Pela definição, quando se fala da deficiência auditiva, de acordo com RODRIGUES (2017),
essa consiste na perda parcial ou total da capacidade de detectar sons, causada por uma má
formação (genética), lesão na orelha ou na composição do aparelho auditivo. Sendo ela parcial
ou total, quando se trata de um aluno com esta alteração da função auditiva, os professores
deverão sempre que possível, desempenhar um papel crucial que promova a inclusão destes.
Um(a) professor(a) pode suspeitar que um(a) aluno(a) pode ter problemas com a sua
capacidade auditiva se este(a):
(1) Com frequência não responde se o(a) chama, independentemente da distância. Alias,
quando numa distância de pelo menos 2m, um(a) aluno sem deficiência auditiva, percebe,
ouve e percebe claramente que foi chamado, um(a) aluno(a) com alguma alteração de
funcionamento auditivo, pode com muitas dificuldades ouvir ou não mesmo ouvir nada, isto
é, o que se pode ouvir, este grupo pode ouvir a 1m ou abaixo disso;
(ii) Com frequência não consegue falar correctamente. Deve-se apurar para determinar se são
problemas de falha na audição ou são dificuldades relacionadas com falhas no
desenvolvimento do sistema linguístico;
(iii) Com frequência, não segue instruções, não compreende as tarefas e não reage às
perguntas ou as falas durante o decurso das aulas;
(iv) Quando ele(a) pede com frequência, que se repita uma palavra ou frase;
(v) Quando com frequência, vira ou inclina a cabeça para um lado com intenção de captar
melhor os sons;
Os professores e gestores escolares, devem prestar muita atenção a vários factores que podem
concorrer para que a deficiência exclua o aluno da educação. A nota abaixo, pode claramente
despertar aos professores nas suas relações e interacções com os diferentes alunos e, ainda
mais, pode de forma clara, inferir aos professores sobre determinadas acções que podem levar
os alunos com deficiência para fora do sistema educativo.
(1) Pedir aos pais ou outros membros que convivem com o(a) aluna que lhe digam os
principais sinais e gestos com os quais se comunicam em casa e, como sugestão, o(a) deve
usar os mesmos sinais e mobilize os demais alunos a usar os mesmos, de modo que este(a),
não fique confusa;
(ii) A turma deve ser sensibilizada de modo que aprenda e tenha domínio básico da linguagem
gestual³;
(iii) Identificar algumas pessoas com problemas de audição dentro da comunidade com
domínio na língua de sinais, de modo que lhe ensinem;
(iv) Ensine aos demais alunos na escola para que possam se comunicar durante o intervalo,
no recreio, no campo de jogos, na sala de aulas e durante a caminhada de casa para escola e
de escola para casa;
(v) Evitar que no ambiente escolar com frequência se registe barulho em excesso,
(i) Certificar-se sempre que, onde o(a) aluno(a) com deficiência auditiva está sentado, tem luz
suficiente que lhe permita ver os movimentos e expressões faciais;
(ii) Não estar perto de uma janela ou porta onde o seu rosto pareça escuro e isso torna muito
difícil para o(a) aluno(a) fazer uma leitura labial enquanto fala-se;
(iii) Pode se desistir o modelo tradicional de arrumação de carteiras dentro da sala de aulas,
adoptar, sempre que possível, o formato circular. O modelo tradicional exclui o aluno com
problemas auditivos, quando este pretende fazer leitura labial de um(a) aluno(a) que esteja a
comentar algum conteúdo da aula. Portanto, o modelo circular, permite com que este grupo,
possa ter acesso aos rostos de todos e fazer a leitura labial.
Usamos aqui o termo gestual, porque não seria propriamente a lingua de sinais.
(i) O(a) professor(a) sempre deve certificar se o(a) aluno(a) tem grupo de amigos que lhe são
úteis e, se não se sente excluído no meio deles;
Didacticamente, o (a) professor deve, pela inclusão destes (as) alunos (as) proceder no
seguinte:
(i) Pelo facto deste grupo perder muita informação, o(a) professor(a) deve sempre chamar
atenção ao aluno com deficiência auditiva;
(ii) Repetir o que os outros alunos falaram ou comentaram ou mesmo as perguntas que estes
podem colocar, principalmente às falas daqueles que se encontram mais distante deste;
(iii) Encorajar com frequência aos alunos com deficiência auditiva, que sempre olhem o seu
rosto de modo que leia as informações emitidas;
(v) Sempre manter o contacto visual diante do aluno com deficiência auditiva;
(vii) 0(a) professor(a) não pode ter hábito de mastigar pastilha quando estiver diante de um
aluno com deficiência auditiva;
(viii) Sempre que for possível, use imagens ou objectos que auxiliem a sua locução;
(xi) Sempre evitar distribuir alguma coisa dentro da sala de aulas enquanto fala, pois o aluno
com deficiência auditiva sempre deve fazer a leitura labial de quem fala.
Os graus de visão abrangem um amplo espectro de possibilidades: desde a cegueira total, até
a visão perfeita, também total. A expressão deficiência visual se refere ao espectro que vai da
cegueira até a visão subnormal. E chama-se visão subnormal (ou baixa visão, como preferem
alguns especialistas) à alteração da capacidade funcional decorrente de factores como
rebaixarnento significativo da acuidade visual, redução importante do campo visual e da
sensibilidade aos contrastes e limitação de outras capacidades.
(iv) Sentem irritabilidade quando os raios solares incidem com muita frequência;
(v) Sempre que estiverem distantes do quadro, fazem a questão de prestar com muita atenção
como forma de querer descodificar nitidamente a informação que está escrita no quadro.
Os alunos com deficiência visual, por serem sempre dependentes, alguns deles e, outros, por
serem dependentes parcialmente, pela sua interpretação dessa forma relacional, podem
afastarem-se da educação. Aliás, a mesma deficiência, por terem dificuldades na
aprendizagem do alfabeto, no desenvolvimento da sua linguagem oral e, pelo
empobrecimento do desenvolvimento dos conceitos, isso pode influenciar o aluno a se afastar
da escola. Eis a importância da familia e da sociedade.
Os pais devem colaborar para uma inclusão positiva do seu filho na escola. Cabe a eles
fornecer informações a respeito das condições visuais (se é deficiência visual total ou parcial),
como é que faz o uso da sua capacidade visual.
Os seus colegas da turma devem ser informados para que, diariamente, saibam lidar com as
limitações deste.
A escola consistirá em apoiar, orientar e dar suporte à família deste aluno, para que esta
aprenda a lidar adequadamente com sua criança, pois é com ela que se dá a melhor
convivência.
Atitudes do(a) professor(a) na inclusão escolar de aluno(a) com deficiência visual
Encoraja-se que os professores usem estratégias que possam contribuir na inclusão que podem
ser as seguintes:
(i) Em contacto permanente com os pais destes, para ter informações relacionadas com a
forma como ele se comporta em casa e, sempre conversar com o aluno, caso ele seja adulto,
para revelar alguns hábitos e, agir com base nisso;
(ii) Mobilizar de forma constante, os colegas da turma de modo que, facilitem a mobilidade
do aluno, pois, isso possibilita a ele na exploração do meio ambiente;
(iii) Certifique-se de que as janelas não estão completamente abertas para fora ou dentro da
sala de aulas.
(1) O professor deve pautar por respeito às necessidades dos alunos e, sempre que for possível,
atender de forma individualizada;
(ii) Evitar escrever letras muito pequenas no quadro, de modo que os alunos que se encontram
no fundo da sala, possam descodificar o que escreveu;
(iii) Sempre que for possível, trazer objectos palpáveis para quando estiver a dar exemplos,
estes alunos com visão reduzida, consigam perceber através do tacto.
(i) O professor deve sempre incentivar aos alunos que estão mais próximo
(ii) do aluno com deficiência visual, que sempre que o outro tiver dificuldades de ver o que
está no quadro, que mostrem os seus cadernos para que eles possam copiar;
Colaborarem nas actividades grupais e envolver o aluno com deficiência como líder do grupo;
(iii) Caminharem juntos para casa e de casa para escola sempre que for possível,
principalmente aqueles que são vizinhos.
Didacticamente, o (a) professor(a) deve, pela inclusão destes(as) alunos(as):
(0) Sempre perguntar ao aluno com deficiência visual, sobre o lugar de preferência em que
pode sentar. Quando o professor pergunta, isso não significa que os outros sentirão se
menosprezados por completo, mas é uma forma de demonstração e aproximação aos alunos;
(ii) A sala sempre deve estar bem arrumada e, se houver mudança na arrumação, o aluno com
deficiência visual deve ser comunicado sobre a posição da secretária do professor e das
carteiras. Isso tudo permitirá ter ideia sobre as mudanças de exploração do ambiente da sala
de aulas;
(iii) Sempre a sala de aulas deve estar bem limpa, isto é, nenhum aluno deve deixar sua pasta
nos corredores entre carteiras. Isso poderá dificultar a livre circulação do aluno com
deficiência na sala. Lembra-se que muitos indivíduos com problema visuais, tem uma
excessiva desconfiança e, como consequência, adoptam um recurso, que é não deslocação;
(iv) Certifique-se sempre que for possível, sobre onde este grupo está
sentado na sala de aulas, o brilho do sol poderá de forma prática, deixá-los mais incomodados.
Isso acontece com muita frequência nas salas de aulas em que as janelas têm uma parte de
vidro e, quando os raios solares incidem, dificulta cada vez mais.
Também é designada por trissomia 21, é uma alteração cromossómica (cromossopatia) e essa
alteração faz com que se determine características físicas e cause o atraso no desenvolvimento.
As famílias com filhos que tenham síndrome de Down, devem colaborar com a escola em
fornecer informações relacionadas com as suas potencialidades e fragilidades. Estamos a
referir um aluno cujo acometimento do transtorno é ligeiro e não os profundos. A família deve,
sempre que for possível, participar em actividades escolares para acompanhar o
aproveitamento pedagógico do seu educando, deve se aproximar para perceber de forma
integral a sua inserção e adaptação.
A escola por sua vez deve saber orientar sobre como a familia deve acompanhar a vida
académica do seu educando.
Estas características comprometidas, comprometem por sua vez o envolvimento deste aluno
em tarefas e na sua maneira de explorar o meio, os conteúdos e a capacidade de sempre prestar
aos estímulos relevantes.
Portanto, os professores sempre devem aconselhar os pais cujas crianças têm síndrome de
Down, em:
(1) Matricular sempre que for possível nas escolas mais próximas, pois a capacidade de
consciência espacial e temporal é muito comprometida;
(ii) Criar ambientes mais acolhedores e multicoloridos para reforçar a atenção destes alunos.
(1) Envolvê-los em grupos para participarem nas actividades, pois quanto mais se relaciona
com pessoas da mesma idade, mais preocupação terão em querer atingir o mesmo estágio de
desenvolvimento das outras crianças;
(ii) Certifique-se que as salas de aulas são coloridas. O gestor escolar ao receber estes alunos,
deve criar condições para o efeito;
(iii) A planificação das aulas deve contemplar este grupo alvo, pois a prática demonstra que,
o processo de ensino aprendizagem destes alunos tem sido problemático;
(1) Acompanhar sempre sobre o que o outro deseja e que não é capaz
de fazer e, ajudar-lhe,
(ii) Evitar bullyng para com o outro pelo aspecto físico que apresenta;
Didacticamente, o (a) professor(a) deve, pela inclusão destes (as) alunos(as) proceder no
seguinte:
O professor, consciente que este aluno tem um nível de se concentrar diferente dos demais,
tem uma forma de processar a informação dos demais e, tem um ritmo de aprendizagem muito
lento dos demais, este deverá, de forma inclusiva;
actividades práticas, porque o nível de concentrarão deste, não é o mesmo dos demais;
(iii) Falar num tom de voz que abrange a ele, porque também a sua capacidade auditiva pode
estar comprometida;
Autismo
Crianças com transtorno de autismo apresentam sinais de alertas como as que abaixo
apresentamos:
(i) Ausência de habilidades de comunicação social antes dos dois anos de idade;
habilidades de linguagem;
(iii) Falta de interesse nos outros, falta de empatia, resiliência a mudanças e interesses restritos
durante quase todo o ano;
(v) Não diz tchau, não tem hábito de imitar o que os outros fazem.
Diante de uma criança com transtorno de autismo, os pais ou a família é de grande importância
de modo que, pelas limitações deste, eles saibam fielmente fornecer informações relativas as
rotinas diárias deste e, as limitações ou as potencialidades deste. Isto é, o que a criança sabe
e o que não sabe fazer. A escola também por sua vez, pode dar orientações, directrizes para
que a criança em casa prossiga com as aprendizagens para o desenvolvimento integral das
áreas comprometidas pelo transtorno.
Por não possuir capacidades socialmente aprovadas no âmbito relacional, muitas vezes, se
não com frequência, esse distúrbio de desenvolvimento pode, permitir que a criança se afaste
da educação.
Assim sendo, os professores, devem manifestar atitudes inclusivas no ambiente escolar, como
por exemplo:
(1) Por saber que quase não falam, o ambiente escolar deve ser chamativo, isto é, colorir e,
essa prática desperta a atenção dos mesmos, deve a semelhança das crianças com síndrome
de Down, tornar a sala multicolorida;
(ii) As salas de aulas colori-las. Essa prática não requer muitos custos, o professor pode
combinar com os demais alunos que, cada um traga o que tiver, desde que seja algo colorido
e criar uma vitrina dentro da sala de aulas para colar os seus desenhos;
Na sala de aulas, os colegas deste, devem pautar por uma atitude acolhedora e inclusiva e, na
prática deve proceder da seguinte forma:
(1) Não forçar para que o outro fale, porque estes podem não perceber o porquê destas
limitações;
(ii)Ter paciência de sempre estar ao lado dele e demonstrar o que deve e estão a fazer dentro
da sala de aulas;
Didacticamente, o(a) professor deve, pela inclusão destes (as) alunos(as) proceder no
sequinte:
Os professores devem, pela prática agir no seguinte durante a leccionação das suas
aulas:
(1) Tornar a sala sempre que possível, multicolorida para estimular a este grupo de alunos;
interpessoal e da fala;
(iii) Priorizar actividades e não a fala, pois estes só pronunciam palavras sempre que quiserem;
Mas também pode ser definido como sendo uma síndrome de desatenção, hiperactividade e
impulsividade. Há três tipos de TDAH, os que são predominantemente desatentos,
hiperactivos/impulsivos e combinados.
O transtorno em causa pode, sim excluir o aluno da educação, pelo facto de, ser um aluno
cujos demais colegas sempre reclamam por ele, incluindo o professor. Cria situações que, de
alguma forma, pode levar muitos pais a reunir-se com a direcção, pelo facto deste, ferir outros
alunos e quebrar material escolar dos outros.
Outro elemento, está relacionado com o facto de, estes alunos, não ter atenção dentro de
normalidade, a memória e atenção está comprometida devido às limitações em compreender
conteúdos escolares e a aprenderem nas mesmas proporções com os demais.
Sinais de alerta
As crianças com TDAH são por natureza irrequietas e, pela sua natureza, sentem -se mais
excluídos. Assim sendo, podem de alguma forma perceber que estão fora e não são queridas.
Devido as chamadas de atenção por parte dos colegas da mesma idade, e as chamadas
constantes das pessoas mais velhas, esse ambiente torna frustrante e, desejam se afastar dos
demais. Portanto, o transtorno em si não exclui a criança da educação, mas sim a interpretação
que esta faz das situações criadas pelos demais.
No ambiente escolar, os professores ou a direcção pode sempre que for preciso, pautar-se
pelas seguintes atitudes práticas;
(1) Se forem alunos que pouco sabem ler, em todo o pátio escolar deve existir escritas tais
como, faz TPC e depois tome o seu lance, termine as actividades e depois poderá sair do
recinto escolar,
Na sala de aulas, sempre devem pautar por atitudes que, influenciam aos demais na promoção
da inclusão, tais como:
(i) Colar cartões com escrita: apoiem-se meninos, nem sempre são iguais;
(iii) Sempre que for possível, deixe-os em lugares cujos amigos são tolerantes as frustrações;
(iv) As actividades devem ter um tempo muito reduzido para corresponder com a sua
capacidade de concentração;
(v) Falar de modo acolhedor e não críticas e repreender os alunos com défice de atenção;
(vi) Sempre dar força e colocá-los sempre em grupos incluindo alunos com défice de atenção
associado a hipo actividade.
(0) Entre alunos, deve haver maior ponderação pelos comportamentos de um e do outro;
(ii) Evitar gritar quando o outro interfere enquanto ele está atento nas aulas;
(iii) Evitar criticar o outro ou insultar mesmo que ele prove que perturbe o decurso de sua
aprendizagem;
(iv) Ajudar sempre que for possível, nas actividades dadas pelos professores dentro da sala de
aulas.
Didacticamente, o(a) professor(a) deve, pela inclusão destes (as) alunos(as) proceder no
sequinte:
(0) Nas suas aulas, sempre os professores devem dar orientações por escrito e deixar na
carteira do aluno se for um que já sabe ler,
(ii) Na aula é necessário optar por actividades práticas por motivos da problemática da atenção
reduzida deste aluno;
(iii) Sempre deve ocupar este grupo assim que estiver no pátio escolar para evitar que, os
mesmos despistem-se dos objectivos educacionais;
(iv) Orientar os Pais e encarregados de educação para que em casa possam ocupar as crianças
com actividades de aprendizagem de e lazer,
Modelos de inclusão
Os modelos que aqui discutimos, pretendem explicar as diferentes formas de como podemos
ver a exclusão dos alunos da educação.
(1) Os alunos com necessidades especiais ou necessidades educativas especiais não aprendem
nada;
(ii) Nós não somos professores adequados para atender os mesmos, por isso, melhor ir numa
escola onde tem especialistas;
(iii) Não podemos ajudar por ter necessidades especiais e nem temos material para o efeito;
(v) Ele é diferente dos demais, por isso nem posso tê-lo como meu aluno.
Estas e outras, são atitudes típicas de quem cuja visão é de que o problemático é o aluno e não
a escola como um sistema. Portanto, essa é a visão tradicional.
Já na visão social, que é o modelo social, diz que o problemático não é o aluno, mas sim o
sistema, porque o mesmo não está preparado para receber o aluno de acordo com as suas
características físicas, intelectuais e emocionais.
Na prática, estes professores tanto como a sociedade, deve manifestar as seguintes atitudes:
(0) Os alunos com necessidades especiais ou necessidades educativas especiais podem
aprender se nós como sistema nos transformamos;
(ii) Nós podemos ser professores adequados para atender os mesmos, por isso, melhor receber
a eles tal como eles são;
(iii) Podemos ajudar por ter necessidades especiais e podemos encontrar material adaptado
com apoio da comunidade;
(v) Ele não é diferente dos demais, por isso podemos tê-lo como nosso aluno.
Referências bibliográficas