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TCC Final

O trabalho aborda a geração, funcionamento e distribuição de energia solar por meio de placas solares fotovoltaicas, destacando sua importância como fonte renovável e sustentável, especialmente no contexto brasileiro de altas tarifas energéticas. A pesquisa analisa o princípio do efeito fotovoltaico, os materiais utilizados nas células solares e os benefícios econômicos e ambientais da adoção dessa tecnologia. O estudo visa fornecer informações sobre a viabilidade da implementação de sistemas fotovoltaicos, promovendo a redução de custos de energia elétrica para os consumidores.

Enviado por

Alex Julio
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TCC Final

O trabalho aborda a geração, funcionamento e distribuição de energia solar por meio de placas solares fotovoltaicas, destacando sua importância como fonte renovável e sustentável, especialmente no contexto brasileiro de altas tarifas energéticas. A pesquisa analisa o princípio do efeito fotovoltaico, os materiais utilizados nas células solares e os benefícios econômicos e ambientais da adoção dessa tecnologia. O estudo visa fornecer informações sobre a viabilidade da implementação de sistemas fotovoltaicos, promovendo a redução de custos de energia elétrica para os consumidores.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DOS

GUARARAPES – UNIFG - PE

ALEX JÚLIO DA SILVA – 1352113424


DIÓGENES SANTO TORREÃO DA SILVA – 1352113923
FEIPE MENEZES DE SÁ – 1352121253
JAZIEL CABRAL DE OLIVEIRA – 1352518366
JOÃO VINICIUS SANTOS DE MEDEIROS - 1352112465

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

PRINCÍPIOS DE GERAÇÃO, FUNCIONAMENTO E


DISTRIBUIÇÃODA DA ENERGIA SOLAR ATRAVÉS DAS
PLACAS SOLARES FOTOVOLTÁICAS

JABOATÃO DOS GUARARAPES


2025
ALEX JÚLIO DA SILVA – 1352113424
DIÓGENES SANTO TORREÃO DA SILVA – 1352113923
FEIPE MENEZES DE SÁ – 1352121253
JAZIEL CABRAL DE OLIVEIRA – 1352518366
JOÃO VINICIUS SANTOS DE MEDEIROS - 1352112465

PRINCÍPIOS DE GERAÇÃO, FUNCIONAMENTO E


DISTRIBUIÇÃODA DA ENERGIA SOLAR ATRAVÉS DAS
PLACAS SOLARES FOTOVOLTÁICAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


ao Curso de Engenharia Elétrica do Centro
Universitário dos Guararapes - UNIFG para
obtenção do Grau de Bacharel em Engenharia
Elétrica.

Orientador(a): Prof. Lucas tavares de Oliveir

JABOATÃO DOS GUARARAPES


2025
AGRADECIMENTOS

Agradecemos primeiramente a Deus, pela vida, por nos guiar e proporcionar paciência
e força para chegar até aqui e lutar pelos nossos sonhos.
O nosso sincero reconhecimento ao professor Lucas Tavares de Oliveira, por sua
orientação ímpar, pela dedicação inquestionável e pela paciência em guiar o nosso grupo
através das etapas metodológicas e conceituais desta pesquisa. Seus insights e críticas
construtivas foram a bússola que nos conduziu ao resultado final.
Agradecemos também ao Centro Universitário dos Guararapes e ao corpo docente do
curso de Engenharia Elétrica, por proporcionarem o ambiente acadêmico, a infraestrutura e o
conhecimento teórico que serviram como base sólida para o desenvolvimento deste estudo.
Por fim , e não menos importante, dedicamos nossa gratidão aos nossos familiares e
amigos, que foram o pilar de apoio emocional, compreensão e incentivo incondicional ao
longo desta desafiadora jornada acadêmica. Sem o suporte deles, esta caminhada teria sido
muito mais árdua.
A todos que fizeram parte desta trajetória, o nosso muito obrigado.
SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS........................................................................................................... I
LISTA DE TABELAS ........................................................................................................ II
RESUMO ........................................................................................................................... III
ABSTRACT ....................................................................................................................... IV
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 5
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................ 7
2.1 Energia Solar Fotovoltaica ............................................................................................ 7
2.2 Energia Solar Térmica .................................................................................................. 9
2.3 Painéis Fotovoltaicos ................................................................................................... 10
2.4 Características Físicas e mecânicas dos painéis fotovoltaicos .................................... 10
2.5 Impactos Econômicos .................................................................................................. 13
3. METODOLOGIA ......................................................................................................... 14
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ................................................................................... 15
4.1 O Princípio físico e e a Maturidade da Conversão Fotovoltaica .............................. 15
4.2 A Arquitetura da distribuição e a Classificação dos Sistemas Operacionais..............16
4.3 Análise de viabilidade: Impactos Econômicos e Benefícios Socioambientais ............ 17
5. CONCLUSÃO ............................................................................................................... 19
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 20
LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Modelos de sistemas de geração distribuída de energia solar fotovoltaica on-grid e


off-grid .................................................................................................................................. 7
Figura 2: Esquema de uma Usina Solar Fotovoltaica Centralizada ........................................ 8
Figura 3: Componentes do painel fotovoltaico..........................................................................10
Figura 4: Exemplo de curva caracterísitca de painel fotovoltaico. ....................................... 12

I
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Breve histórico das células fotovoltaicas ............................................................... 6

II
RESUMO
A sustentabilidade é um assunto que esteve sempre em ascensão nas últimas décadas tanto
no Brasil como no mundo, e é um requisito primordial para a busca de novas fontes de
energia renováveis, que ofereçam maiores rendimentos e melhores custos-benefícios para a
sociedade. No Brasil, em decorrência do atual panorama energético do país, onde a
necessidade de utilizar fontes termelétricas aumentou ainda mais o preço da conta de energia,
é primordial pensar em novos recursos renováveis, que promovam a rentabilidade e a redução
das contas sem agredir o meio ambiente. Como alternativa de energia renovável surge então
os sistemas fotovoltaicos, que promovem a geração de energia elétrica a partir da captação da
luz solar por seus painéis fotovoltaicos confeccionados por materiais semicondutores, tais
como o silício. A utilização da energia solar como fonte de geração de energia elétrica é um
método extremamente sustentável e que inibe a emissão de gases e outros poluentes
atmosféricos durante o processo de geração. Mesmo sendo um sistema de alto investimento
inicial, os benefícios com sua utilização são inúmeros. Por meio de uma revisão bibliográfica,
o presente trabalho visa apresentar o princípio de funcionamento básico desses painéis
solares, inclusive o efeito fotovoltaico pelo qual é gerada a energia elétrica, os materiais mais
utilizados para confeccionar as células fotovoltaicas, tais como o silício monocristalino e
policristalino, os componentes básicos que compõem o sistema, suas características, fatores
que interferem em seu funcionamento e também as vantagens e desvantagens de utilização
dos painéis fotovoltaicos.

Palavras-chave: Energia solar, Painel fotovoltaico, Placa solar, Efeito fotovoltaico,


Eletricidade.

III
ABSTRACT
Sustainability is a subject that has been on the rise in the last decades both in Brazil and in the
world, and is a primordial requirement for the search for new renewable energy sources that
offer higher yields and better costs to society. In Brazil, as a result of the country's current
energy scenario, where the need to use thermoelectric sources has further increased the price
of energy bills, it is vital to think of new renewable resources that promote profitability and
reduce bills without harming the environment environment. As an alternative to renewable
energy, there are photovoltaic systems, which promote the generation of electric energy from
the capture of sunlight by its photovoltaic panels made of semiconductor materials, such as
silicon. The use of solar energy as a source of electric power generation is an extremely
sustainable method that inhibits the emission of gases and other atmospheric pollutants during
the generation process. Even though it is a high initial investment system, the benefits of
using it are numerous. Through a bibliographic review, the present work aims to present the
basic principle of the operation of these solar panels, including the photovoltaic effect by
which electric energy is generated, the materials most used to make the photovoltaic cells,
such as monocrystalline and polycrystalline silicon , the basic components that make up the
system, its characteristics, factors that interfere in my operation and also the advantages and
disadvantages of using the photovoltaic panels.

Keywords: Solar energy, Photovoltaic panel, Solar plate, Photovoltaic effect, Electricity.

IV
1. INTRODUÇÃO

Altas tarifas energéticas são sem dúvida um problema difícil de evitar. Seja pelo fato de
que o país começa a enfrentar cenários menos favoráveis com relação a geração de energia
elétrica (maior custo de produção), ou porque os impostos municipais, estaduais e federais
apresentaram determinado aumento. Assim, no fim das contas o consumidor final acaba por
ter que “repor” todo esse custo a mais pela produção de energia elétrica através do aumento de
sua conta de luz (GAVIOLI, 2021).
Como meio de sanar este problema, e reduzir significativamente as tarifas de energia
elétrica consumida, estão em constante ascensão no mercado energético as denominadas
placas solares fotovoltaicas, as quais permitem que a energia solar seja convertida em energia
elétrica através do efeito fotovoltaico. Este efeito é baseado na ação do sol no material
semicondutor da placa, juntamente com a ação dos inversores de energia, possibilitando assim
a transformação de energia elétrica em corrente contínua para corrente alternada, ideal para
utilização dos equipamentos elétricos (NASCIMENTO, 2004).
Dessa forma, com a utilização dos painéis, a geração de energia elétrica será inteiramente
proveniente de ação do sol nas placas, e as tarifas de energia fornecida pela concessionária de
luz não mais serão necessárias como antes. Porém, para que seja possível aderir a esta nova
tecnologia e usufruir de seus benefícios milagrosos na conta de luz, é preciso que o
consumidor realize um certo investimento inicial na compra do sistema fotovoltaico, valor
este ainda considerado alto e que precisa ser reavaliado e barateado.
O tema do presente trabalho foi escolhido em função da necessidade de fornecer
informações sobre a viabilidade de implementação das placas solares fotovoltaicas, com o
objetivo de promover benefícios energéticos tanto para o planeta (haja vista que a energia
solar é uma fonte de energia renovável e natural) quanto para o consumidor final, através da
contribuição significativa das placas na redução da taxa de energia elétrica que é consumida
no local.
Este trabalho consiste em avaliar o princípio de funcionamento básico dos painéis
fotovoltaicos no que se refere à conversão de energia solar em energia elétrica. Como objetivo
geral, será visto sobre o princípio de funcionamento básico das placas solares fotovoltaicas,
através da avaliação de seus materiais e componentes constituintes, fatores interferentes na
tecnologia e características de aplicação. Já os objetivos específicos tratam de avaliar o
princípio de funcionamento dos painéis fotovoltaicos que ocorre a partir do efeito
fotovoltaico; discorrer sobre as características, vantagens e desvantagens de utilização dos
painéis fotovoltaicos nos ambientes em geral e comentar sobre os custos de implantação dos
5
painéis fotovoltaicos.

Tabela 1. Breve histórico das células fotovoltaicas.

ANO OCORRÊNCIA

O efeito fotovoltaico foi descoberto através de testes com pilhas


1839
eletrolíticas e substâncias eletrolíticas pelo francês Alexander Edmund Becquerel.

A fotocondutividade do selênio foi descoberta, a qual permite que este


1873
material varie sua condutividade em função da quantidade de luz absorvida.
Albert Einstein expôs a ideia de “Quantum de luz” e explicou como esses
1905 quantum, atuais fótons, poderiam ser usados como explicação de efeitos
fotoelétricos.
Ocorreu a primeira construção de uma célula solar, fabricada de selênio,
1941
com eficiência de 1%.

Marco das primeiras comercializações das células solares com eficiência


1955
de 4,5% pela companhia norte-americana Western Electric.

O satélite Vanguard I foi lançado ao espaço, o qual utilizava células


1958
fotovoltaicas com apenas 0,1W/100cm².

As células fotovoltaicas passaram a ser fabricadas com 14% de eficiência


1960
pela empresa americana Hoffman Eletronics.

Foram produzidos 1000 milhões de células fotovoltaicas com eficiência de


2004
24,7%.

Estudiosos da Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, bateram o


2007 recorde de eficiência energética das células fotovoltaicas, as quais obtiveram
rendimento de 42,8% sob condições normais de iluminação.

Fonte: Adaptado de Paucar, 2007.

6
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 Energia Solar Fotovoltaica
A Energia Solar Fotovoltaica (ESF) é alcançada através da conversão direta da luz do
sol em eletricidade, denominada Efeito Fotovoltaico. Descrito pelo físico francês Edmond
Becquerel, em 1839, esse efeito é caracterizado pela presença de diferença de potencial nos
extremos de uma estrutura de material semicondutor, gerada pela absorção da luz solar, ou seja,
durante a interação dos raios solares com o material, há a liberação e transferência de elétrons
que produz a diferença de potencial. A ESF é utilizada para geração de energia elétrica
principalmente em residências com o intuito de substituir a energia fornecida pela
concessionária ou cooperativa energética (SILVA, CARMO, 2017).
A forma de fornecimento e geração de ESF é dividida entre Energia Fotovoltaica
Distribuída e Energia Fotovoltaica Centralizada. Segundo Bortoloto et al., (2017) há dois tipos
de operações associados à geração distribuída: off-grid e on-grid (Figura 1). Já a operação
centralizada é caracterizada por uma usina ou parque solar de grande porte que fornece energia
fotovoltaica para a rede elétrica (PEREIRA, 2019).
Os sistemas de operação off-grid são isolados e independentes da rede concessionária
ou cooperativas, que usam baterias conectadas com o intuito de armazenar a energia captada.
O sistema é composto por módulos de geração de energia (inversores e controladores de carga)
e por módulos de armazenagem de energia (baterias). O controlador de carga é responsável por
evitar o acúmulo excessivo de carga energética nas baterias, as baterias armazenam a energia
remanescente e o inversor converte a corrente contínua (CC) em corrente alternada (CA)
(ALVES, 2019).

Figura 1: Modelos de sistemas de geração distribuída de energia solar fotovoltaica on-grid e


off-grid

Fonte: Strom Brasil (2021)

7
Diferentemente do sistema off-grid, os sistemas on-grid são conectados à rede elétrica.
Nesses tipos, o inversor converte as correntes CC em CA e sincroniza toda a geração com a
rede pública. Sempre que houver um excedente de energia, este é enviada à rede convencional
de distribuição pública, e o relógio medidor gira no sentido contrário gerando créditos para o
consumidor (PEREIRA, 2019).
No Brasil, esses créditos gerados são em forma de desconto no valor da tarifa mensal
de energia elétrica da residência, comércio ou indústria, sendo o pagamento somente das taxas
obrigatórias da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e da demanda contratada.
Segundo o Portal Solar (2021), o consumidor com sistemas on-grid consegue economizar até
95% nas contas de energias, além de ser vantajoso para aqueles que desejam um projeto
próximo da rede de distribuição. Em contrapartida, aos consumidores com residências ou
indústrias localizadas em locais distantes da rede de transmissão, os sistemas off-grid tornam-
se vantajosos.
Segundo INPE (2017), na geração centralizada, as usinas de grande porte são instaladas
no solo em uma estrutura metálica inclinada e fixa, ou movem-se ao longo da trajetória aparente
do sol no eixo. A geração centralizada solar fotovoltaica é e deverá continuar sendo um dos
principais pilares para o crescimento da fonte no país, apesar de não ser muito utilizada, ainda.
A maioria dos sistemas centralizados são montados no solo (Figura 2), mas podem ser
estabelecidos em lagos, represas, ou mar, e são chamados de usinas solares flutuantes.
(PEREIRA, 2019). Atualmente tem-se montado usinas híbridas, ou seja, a utilização de outras
usinas próximas, seja ela, eólica, hídrica ou outra fonte renovável (STRANGUETO, 2016).

Figura 2: Esquema de uma Usina Solar Fotovoltaica Centralizada

Fonte: oliytech solar (2018)

Assim como na geração distribuída, há a necessidade de equipamentos que


transformem a radiação solar em energia elétrica, pois as placas solares produzem energia em

8
corrente contínua (CC) e o consumo e transmissão pela rede elétrica, em casa ou na indústria,
se dá em corrente alternada (CA).

2.2 Energia Solar Térmica


A radiação solar também pode ser usada diretamente como energia térmica, para o
aquecimento de fluidos e ambientes e para geração de potência mecânica ou elétrica. Pode
ainda ser convertida diretamente em energia elétrica. Para o uso da energia solar térmica são
utilizados coletores divididos em não concentradores (estacionários) ou concentradores solares.
(ANEEL, 2016). Os primeiros são comumente aplicados em residências e comércios (hotéis,
clubes, hospitais, restaurantes etc.) para o aquecimento de água para o uso em geral. Já os
concentradores solares são destinados a aplicações que demandam elevadas temperaturas,
como nas indústrias (secagem de grãos, produção de vapor etc.) (MATOS, 2014).
A principal diferença dos dois tipos de coletores, além da sua aplicação, é a área e a
faixa de temperatura que são utilizados. Os coletores estacionários ou não concentradores, a
área onde a radiação é interceptada é a mesma que a área onde a radiação é absorvida; e os
concentradores, focam a radiação direta em uma única área menor. (CRESESB, 2016). Os
principais coletores do tipo estacionário são o coletor de placa plana (flat plate collector – FPC),
o coletor parabólico composto (compound parabolic collector – CPC), e o coletor de tubo
evacuado (evacuated tube collector – ETC) (CASCAES, 2019).
Os coletores tipo FPC são mais utilizados em faixas inferiores de temperatura, além de
o seu design ser mais simples e mais barato. (SABIHA et al., 2015). Os coletores de tubo
evacuado são formados por um conjunto de tubos em paralelo, o qual garante maior eficiência
que o modelo FPC por conseguir captar a luz solar de vários ângulos. O tipo CPC é o mais caro
dos modelos, e não recomendado para baixas taxas de captação solar (BARREDA, 2020).
Segundo Cascaes (2019) em um coletor tipo concentrador é utilizado espelhos ou lentes
que captam a radiação antes de absorvê-la. São capazes de elevar há uma maior temperatura
com a mesma área de um modelo FPC, por exemplo, pelo fato de possuírem rastreadores de
um ou dois eixos. Os rastreadores são instrumentos acoplados concentrados com o simples
objetivo de manter a superfície de conversão, sempre voltada para o Sol, em posição
perpendicular aos raios solares (MAGALHÃES et al, 2018).
Uma das principais utilizações da energia térmica é para o aquecimento de água
residencial, para banho, para piscina e para tal, são utilizados os Sistemas de Aquecimento
Solar (SAS) (ABRASOL, 2021).

9
2.3 Painéis fotovoltaicos
Os Os painéis solares fotovoltaicos, ou módulos fotovoltaicos, são componentes
básicos do sistema de energia fotovoltaica. Tais painéis são constituídos de conjuntos de
células fotovoltaicas associadas no circuito, em série ou paralelas umas às outras, de acordo
com a intensidade das tensões de projeto. O conjunto de painéis é denominado gerador
fotovoltaico, o qual constitui a parte inicial do sistema, pois é o responsável para captação da
luz e sua conversão em eletricidade (PEREIRA; OLIVEIRA, 2011). Conforme Pinho e
Galdino (2014) a fabricação dos painéis fotovoltaicos tem passado por inúmeras
interferências governamentais positivas, haja que sua instalação promove a utilização de uma
energia limpa e renovável, que é a energia solar. Devido a este incentivo fiscal e ambiental
oriundo das autoridades governamentais, houve um significativo aumento na produção desses
módulos e redução nos custos de instalação e manutenção desses sistemas.

2.4 Características Físicas e mecânicas dos painéis fotovoltaicos


Um painel solar é basicamente constituído por uma cobertura de vidro temperado ou
de materiais orgânicos; diversas camadas de silicone para proteger o aparelho, considerado
muito sensível (estas camadas são transparentes e repelem a água do painel, mantendo seu
nível de umidade baixo); diversas camadas de vidro protetoras, as quais são de cor clara para
permitir a reflexão da luz; moldura de alumínio ou aço inox que junto com os parafusos e
fixações, estabiliza o painel; tomada de terra incorporada em alguns painéis dispostos em
série, nos quais a potência pode vir a se elevar; caixa de junção, onde contém cabos
condutores utilizados para interligar vários painéis fotovoltaicos, formando um conjunto. Tais
componentes podem ser visualizados na Figura 3 (ECOVOLTS, 2011).

Figura 3: Componentes do painel fotovoltaico.

Fonte: [Link], 2018.

10
De acordo com Cosol (2016) os tamanhoes e os pesos dos painéis são variáveis, porém, em
média, os painéis solares possuem áreas de até 1 m² (metro quadrado) e pesa até 10 kg
(quilogramas). Um painel com essas medidas contém aproximadamente 36 células
fotovoltaicas, as quais conseguem trabalhar com uma potência de até 140 W (Watts) sob uma
tensão máxima de 17 V (Volts).

Os painéis fotovoltaicos possuem potência variável de 5 até 300 W (Watts), a


depender da finalidade de aplicação. Vale ressaltar também que os painéis podem ser
utilizados de maneira conjunta, uns interligados aos outros através dos cabos de suas caixas de
junção. Essa conexão entre painéis permite que eles possam trabalhar com diferentes
variações de energia solar (COSOL, 2016).

A espessura dos painéis é por volta de 3 a 4 cm (centímetros) e seu peso unitário varia
entre 6 e 7 kg (quilogramas). Tomando como exemplo um painel fotovoltaico de 80 W
(Watts), é possível dizer que a sua potência máxima é 80 W (Watts), a sua tensão em máxima
potência é de 17,9 V (Volts), corrente máxima é de 4,47 A (Ampères) e suas dimensões é de
94 x 67 x 3,5 cm (centímetros).

Quando o painel fotovoltaico está exposto ao sol, a geração de energia elétrica


depende da intensidade de radiação e da temperatura do local. A capacidade de um painel é
equivalente a sua potência de pico em Watt-pico (Wp). Para se determinar esta potência,
considera-se o painel exposto a uma radiação solar de 1000 W/m² (Watts por metro quadrado)
e temperatura de célula de 25°C. Estes valores equivalem à radiação e a temperatura recebida
pela Terra ao meio dia (ALVARENGA, 2014).

Além desses parâmetros elétricos, existem diversos outros inerentes a um painel


fotovoltaico. O mais importante deles é a potência de reflexão, em outras palavras, o quanto o
painel ou um conjunto deles conseguem carregar o mais rápido possível suas baterias de
armazenagem de energia, seja para usar durante períodos noturnos, ou para bombear água.

A potência elétrica do painel é dada pelo produto entre a tensão e a corrente. Os


valores de tensão e corrente de um painel podem ser representados em um gráfico
denominado de curva I x V ou curva característica do painel, como mostra o exemplo da
Figura 4, onde a corrente máxima é de aproximadamente 5,8 A, a tensão máxima é de
aproximadamente 17,7 V e a potência máxima é o produto destes, consequentemente, 102, 7
W (SOLENERG, 2011).

11
Figura 4: Exemplo de curva característica de painel fotovoltaico.

Fonte: [Link], 2018.

A corrente elétrica do sistema varia de acordo com a intensidade da luz e a tensão


elétrica sofre bastante influência da temperatura local. O aumento da intensidade da luz nos
painéis eleva a temperatura das células fotovoltaicas e reduzem a tensão nos painéis,
reduzindo também, a sua eficiência. Assim, é possível dizer que quanto maior a temperatura
sobre os painéis, menor a tensão do sistema.

Conforme Alvarenga (2014) existe somente um valor de tensão e um valor de corrente


para os quais a potência é considerada máxima. Logo, estes valores também correspondem à
tensão máxima (Vmáx) e corrente máxima (Imáx). Em condições de circuito aberto, onde há
uma interrupção da passagem de corrente (corrente equivale a zero), a tensão máxima
produzida é chamada tensão de circuito aberto (Voc) e a potência nessa condição é zero. Nas
condições de curto circuito, onde há uma interrupção na geração de tensão, a corrente máxima
produzida é chamada de (Isc) e a potência nessa condição é zero. A eficiência do painel é
calculada pela relação entre a potência máxima e a quantidade de energia que chega ao painel
(radiação em W/m² x área em m²).

Em resumo, pode-se dizer que os principais parâmetros elétricos que definem um


sistema fotovoltaico são: potência máxima (Pmáx), corrente máxima (Imáx), tensão máxima
(Vmáx), tensão de circuito aberto (Voc), corrente de curto circuito (Isc) e eficiência do painel
(ALVARENGA, 2014).

12
2.5 Impactos Econômicos
Ao falar de energia é necessário salientar a diferença entre as nomenclaturas. O
consumo, ou a energia, é determinado pela potência utilizada multiplicada pelo tempo (KWh);
já a demanda máxima é toda a potência requerida num determinado instante (KW); e Fator de
potência é um índice que indica qual é a relação entre a potência ativa e aparente consumidas
(SILVA, 2018).
Sistemas fotovoltaicos apresentam impactos socioambientais de baixa escala, possuem
flexibilidade locacional e permite a aceleração da eletrificação em locais distantes com difícil
acesso. Se há alguns anos era difícil e de alto custo adquirir um painel solar, com o passar do
tempo os preços, tanto dos equipamentos quanto da instalação, tornaram-se acessíveis, com
possibilidade de economia de 50 a 95% na conta de luz, e o investimento gasto na instalação
das placas é pago pela economia gerada com a redução na conta (PORTAL SOLAR, 2017).
Ao se calcular a composição de custo de energia elétrica, seja em uma residência ou
indústria, é necessário saber quais os itens pertencentes. O custo médio da energia elétrica pode
ser dividido em cinco componentes: geração, transmissão e distribuição (GTD); perdas técnicas
e não técnicas; encargos setoriais; bandeiras tarifárias; e tributos estaduais e federais. Em um
estudo realizado desde 2011 pela Firjan (2017) para dimensionar quanto custa a energia elétrica
para uma indústria de pequeno a médio porte, o valor atingido foi de R$ 504,00 por megawatt-
hora (MWh), sem contar os impostos.
Em relação à energia solar, os custos mais onerosos decorrem da implantação dos
sistemas, que dependem, sobretudo, da quantidade de placas solares necessárias para atender a
demanda energética (DANTAS E POMPERMAYER, 2018). O IPEA estudou em 2018 a
viabilidade econômica de sistemas fotovoltaicos (on-grid) no Brasil e simulou o preço final de
três sistemas contendo seis, dez e dezoito placas que incluindo a instalação, suporte, placas,
inversores e proteção foram de R$11.548,00, R$16.967,00 e R$27.458,00 respectivamente.

13
3. METODOLOGIA
Entre os meses de Julho e Novembro de 2025 foi realizado um levantamento acerca
da implantação de energia solar. Os dados utilizados no estudo foram consultados em sites e
órgãos reguladores em âmbito estadual e nacional, a saber, Associação Brasileira de Energia
Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Associação Brasileira de Energia Solar Térmica
(ABRASOL), Operador Nacional de Sistema Elétrico (ONS), Agência Nacional de Energia
Elétrica (ANEEL), Portal da Indústria.

A metodologia empregada buscou, por meio da análise das fontes bibliográficas,


apresentar uma visão abrangente sobre o tema, desde o princípio de funcionamento (efeito
fotovoltaico) até as aplicações práticas e aspectos econômicos, como o custo da tecnologia e
o retorno do investimento. A revisão bibliográfica permitiu explorar a evolução da tecnologia
fotovoltaica, as características físicas, mecânicas e elétricas dos painéis, e a classificação dos
sistemas (isolado, ligado à rede e híbrido). O trabalho, portanto, se estabeleceu sobre um
rigoroso levantamento de informações já publicadas para cumprir seu objetivo de fornecer
dados sobre a viabilidade de implementação das placas solares fotovoltaicas.

Dentre as publicações utilizadas estão Energia Solar fotovoltaica: fundamentos e


aplicações de Braga (2008), Energia solar de Pinto et. al. (2015), Análise de viabilidade para
a implantação do sistema de energia solar residencial de Teixeira et. al. (2011) e Princípio de
funcionamento da célula fotovoltaica de Nascimento (2004). Dentre os sites mais visitados
estão o ENEL (2018) com sua publicação E-book placas solares, o Portal Solar (2018) com
sua publicação como funciona o painel solar fotovoltaico e o Ecovolts (2011) com sua
publicação Características dos painéis fotovoltaicos.

14
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
O presente estudo, conduzido por meio de um rigoroso levantamento bibliográfico e
documental entre julho e novembro de 2025, estabeleceu-se com o objetivo primordial de
avaliar a viabilidade da implementação de placas solares fotovoltaicas como solução para as
crescentes tarifas energéticas. A análise minuciosa de fontes acadêmicas e de órgãos
reguladores (ABSOLAR, ANEEL, ONS), conforme a metodologia empregada, não apenas
confirmou a eficácia técnica da tecnologia, mas também consolidou sua importância
econômica e ambiental no contexto energético brasileiro. A discussão dos resultados está
estruturada em três eixos centrais: o princípio fundamental de geração, a arquitetura e os
sistemas operacionais, e os impactos econômicos e ambientais da implementação.

4.1 O Princípio Físico e a Maturidade da Conversão Fotovoltaica


A gênese do sistema fotovoltaico reside na exploração do Efeito Fotovoltaico, um
fenômeno físico que se estabelece como o pilar de toda a geração. O resultado da pesquisa
ratifica a descrição de Nascimento (2004), a qual define o efeito pela ação direta da radiação
solar (fótons) sobre um material semicondutor – tipicamente o silício – resultando na
liberação e migração controlada de elétrons.

A célula fotovoltaica é, portanto, o componente que materializa a conversão de


energia. O estudo das características físicas e mecânicas, evidenciadas demonstra a
complexidade da montagem: o encapsulamento em vidro temperado e camadas protetoras de
silicone são cruciais para a proteção de um dispositivo intrinsecamente sensível.

A natureza da energia gerada é, fundamentalmente, Corrente Contínua (CC). Contudo,


a necessidade de integração com a infraestrutura elétrica existente – seja residencial,
comercial ou industrial – impõe a presença indispensável do inversor de energia. Este
equipamento atua como o conversor, transformando a CC em Corrente Alternada (CA), a
forma de energia adequada para a utilização dos equipamentos elétricos (NASCIMENTO,
2004). O inversor, portanto, não é apenas um componente de transformação, mas um
dispositivo de sincronização crucial para a compatibilidade do sistema fotovoltaico com a
rede convencional.

A revisão bibliográfica permitiu alcançar um resultado detalhado sobre os fatores que


modulam a eficiência da placa solar. Embora a intensidade da luz seja o principal catalisador
para a corrente elétrica, a temperatura do painel é um fator limitante direto sobre a tensão.
Conforme Alvarenga (2014) e corroborado pelas fontes, o aumento da temperatura das
células fotovoltaicas provoca uma redução na tensão do sistema, impactando,
15
consequentemente, sua eficiência.

4.2 A Arquitetura da Distribuição e a Classificação dos Sistemas Operacionais

Os resultados do estudo acerca da distribuição da Energia Solar Fotovoltaica (ESF)


permitem classificá-la em dois modelos principais de operação: Geração Distribuída e
Geração Centralizada. A Geração Distribuída, foco da implementação residencial e
comercial, divide-se em dois modelos arquitetônicos: off-grid e on-grid.

O sistema isolado (off-grid) representa uma solução completa e autônoma,


particularmente vantajosa para locais distantes da rede de transmissão. Este resultado é
crucial, pois sanava a dificuldade de eletrificação em áreas remotas. No entanto, o sistema
off-grid é intrinsecamente dependente de baterias para o armazenamento da energia
remanescente, conforme descrito por Alves (2019). O controlador de carga gerencia o fluxo
para evitar danos às baterias, mas a eficiência e o custo de manutenção e substituição das
baterias se apresentam como uma desvantagem operacional inerente a esta modalidade.

Em franco contraste, o sistema ligado à rede (on-grid) é o modelo predominante em


zonas urbanas e o mais relevante para a redução das tarifas energéticas. O resultado mais
significativo deste sistema é o seu mecanismo de compensação. Conforme Pereira (2019), o
inversor sincroniza a geração de energia com a rede pública, e qualquer excedente de energia
produzida é imediatamente injetado na rede, fazendo com que o medidor de consumo gire no
sentido contrário. Esse processo gera créditos de energia para o consumidor.

O resultado prático do sistema on-grid é a drástica redução na conta de luz, com o


Portal Solar (2021) indicando uma economia que pode chegar a 95%. Essa economia é o pilar
da viabilidade econômica e o principal atrativo para o consumidor final, conforme
introduzido por Gavioli (2021). O pagamento mensal fica restrito às taxas obrigatórias
estabelecidas pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) e à demanda contratada.
Este resultado só é possível graças à Resolução Normativa (RN) da ANEEL, que
regulamentou o sistema de compensação de energia elétrica no país, conferindo segurança
jurídica e operacional à micro e minigeração distribuída.

A Geração Centralizada, por sua vez, complementa o panorama, utilizando usinas de


grande porte (Figura 2) que injetam diretamente na rede de distribuição, caracterizando-se
como um dos pilares para o crescimento da fonte em escala nacional (INPE, 2017). A
tendência de usinas híbridas, que associam a energia solar a outras fontes renováveis

16
(Strangueto, 2016), indica um resultado de adaptação e otimização da produção energética.

4.3 Análise de Viabilidade: Impactos Econômicos e Benefícios Socioambientais

Os objetivos específicos do trabalho foram integralmente atendidos ao avaliar as


características, vantagens, desvantagens e custos de implantação dos painéis fotovoltaicos. O
resultado desta análise demonstra que a tecnologia, embora apresente barreiras iniciais, é
incontestavelmente viável a médio e longo prazo.

O resultado do levantamento sobre as características operacionais da ESF revela uma


série de vantagens estratégicas para o consumidor e para o sistema energético:

1. Fonte Renovável e Natural: A energia solar é inesgotável e limpa, alinhando-se aos


objetivos de sustentabilidade global.

2. Baixo Custo de Operação e Manutenção: A ausência de peças móveis e a alta


durabilidade (com garantias de 25 anos) reduzem drasticamente os custos
operacionais, o que maximiza o retorno do investimento.

3. Confiabilidade e Flexibilidade: O sistema é inerentemente robusto, com flexibilidade


locacional, permitindo sua instalação em telhados ou em solo, adaptando-se a
residências, comércios e indústrias.

A principal desvantagem, reiteradamente citada na literatura e confirmada pelo Portal


Solar (2017), é o alto investimento inicial necessário para a aquisição do sistema
fotovoltaico. No entanto, o resultado da análise de viabilidade demonstra que essa barreira
é mitigada pela rápida amortização do capital.

Em um contexto de altas tarifas energéticas e aumento de impostos (Gavioli, 2021), a


adoção da tecnologia solar deixa de ser uma opção e se torna uma necessidade econômica.
A rentabilidade do sistema é elevada e o consumidor final "repõe" o custo inicial com a
economia gerada, revertendo o problema das altas tarifas em um investimento produtivo.

O resultado socioambiental da implementação da ESF é um dos mais eloquentes. A


geração de energia limpa e renovável contribui significativamente para o combate às
mudanças climáticas e para a redução da dependência de fontes poluentes ou de risco
hídrico (como as termelétricas, frequentemente acionadas em períodos de escassez).

O Brasil, com sua elevada taxa de irradiação solar em quase todo o território,
apresenta um resultado estratégico: a tecnologia fotovoltaica é perfeitamente adequada
17
para o clima nacional. A capacidade de gerar energia no ponto de consumo reduz as
perdas técnicas e não técnicas que ocorrem durante a transmissão e distribuição da
eletricidade por longas distâncias, conforme destacado na análise de Dantas e
Pompermayer (2018).

Em síntese, o levantamento demonstrou que as placas solares fotovoltaicas são uma


solução madura e eficaz. A análise dos componentes, dos princípios físicos e dos custos
de implantação converge para um único resultado: a tecnologia é plenamente viável e
representa o futuro da matriz energética descentralizada no Brasil.

18
5. CONCLUSÃO
A produção de energia elétrica através da captação de energia solar só é possível se
forem utilizados painéis solares fotovoltaicos cujo rendimento ainda é considerado baixo,
porém por se tratar de uma fonte de energia limpa, sua aplicabilidade vale a pena. Durante a
pesquisa foi verificado que os painéis fotovoltaicos funcionam através do efeito fotovoltaico,
que ocorre pela locomoção de elétrons de um átomo para outro, de forma a gerar uma
corrente elétrica contínua e que quando passa por um inversor solar, torna-se uma corrente
elétrica alternada, necessária para o funcionamento dos aparelhos elétricos.

Foi possível avaliar os principais materiais que constituem as células fotovoltaicas tais
como silício monocristalino e policristalino, os filmes finos de silício amorfo, cobre, índio,
gálio, telureto de cádmio e células orgânicas fotovoltaicas. Observou-se que os painéis
confeccionados de silício monocristalino possui um maior rendimento energético (22%)
comparado aos painéis feitos dos demais materiais.

Foram conhecidos os principais componentes de funcionamento dos sistemas de


geração de energia solar fotovoltaica tais como o controlador de carga, o inversor, medidor
bidirecional nos sistemas on-grid e a bateria nos sistemas off-grid, cuja função é a mais
importante, pois é a responsável pelo armazenamento de energia produzida durante o dia para
ser consumida nos períodos sem sol. Foram verificadas também as características físicas,
mecânicas e elétricas dos painéis, as quais são de crucial entendimento antes da instalação
dos painéis nos locais de aplicação.

Dentre as principais vantagens da utilização das placas fotovoltaicas estão a


sustentabilidade; a confiabilidade do sistema; a facilidade de manutenção; a fácil montagem;
etc. Porém, por se tratar de uma tecnologia em ascensão e que ainda requer uma grande
demanda de utilização, tal sistema requer um alto investimento inicial, e devido a isto, muitos
usuários não querem investir. Entretanto, todas as pesquisas indicam que o retorno do
investimento na tecnologia é garantido e a rentabilidade do sistema é muito elevada. Em
suma, a energia solar é um recurso inesgotável e que deve ser mais aproveitado, por
promover energia de uma forma limpa e levar em consideração na saúde do Planeta.

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6. REFERÊNCIAS

ABSOLAR. Panorama solar fotovoltaica no Brasil e no mundo. Infográfico. Vol 29. 2021.
Disponível em: [Link] Acesso em 10 jul de 2025.

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[Link]
df. Acesso em 10 de jul de 2025.

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[Link] Acesso em 22 set 2025.

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2ª Ed., pág 29, 2016. Disponível em:
[Link]
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PLACA PLANA COM COBERTURA E TUBO EVACUADO. Anais do Salão
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janeiro de 1986. Ministério do Meio Ambiente, 1986.

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HIDRELÉTRICA E TERMELÉTRICA, COM LEVANTAMENTO DE CUSTOS
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DE ENERGIA SOLAR. 2018.

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