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MED
SUMÁRIO
1.0 CARDIOLOGIA 5
1. 1 HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 5
1.1.1 DIAGNÓSTICO 5
1.1.2 CLASSIFICAÇÃO 7
1.1.3 TRATAMENTO 8
1.1.4 EMERGÊNCIAS E URGÊNCIAS HIPERTENSIVAS: 9
1. 2 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA 11
1.2.1 CLASSIFICAÇÃO 11
1.2.2 TRATAMENTO 13
1.2.3 IC DESCOMPENSADA 18
1. 3 VALVOPATIAS 19
1. 4 ACLS 20
1.4.5 TAQUICARDIAS 26
1.4.6 MANEJO DAS TAQUIARRITMIAS 27
1. 5 FIBRILAÇÃO ATRIAL 29
1.5.1 MANEJO AMBULATORIAL DA FIBRILAÇÃO ATRIAL 29
1.5.2 MANEJO DA INTOXICAÇÃO CUMARÍNICA 30
1.5.3 MANEJO DA FIBRILAÇÃO ATRIAL OU FLUTTER ATRIAL NA EMERGÊNCIA 31
1. 6 DOR TORÁCICA 32
1.6.6 MANEJO GERAL DAS SÍNDROMES CORONARIANAS AGUDAS 39 3.4.3 MANEJO DO HIPOTIREOIDISMO NA GESTAÇÃO 58
[Link] MANEJO FARMACOLÓGICO 39
3. 5 TIREOTOXICOSE 58
[Link] MANEJO DO IAM COM SUPRA DE ST 40
3.5.1 FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO 58
1.6.7 CONTRAINDICAÇÕES À TERAPIA FIBRINOLÍTICA 41
3. 6 .NÓDULOS TIREOIDIANOS 60
1.6.8 CRITÉRIOS DE REPERFUSÃO 42
3.6.1 AVALIAÇÃO ULTRASSONOGRÁFICA DOS NÓDULOS TIREOIDIANOS 60
1.6.9 COMPLICAÇÕES MECÂNICAS DO IAM 42
3.6.2 FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO DOS NÓDULOS TIREOIDIANOS 60
1 .7 DISSECÇÃO AGUDA DE AORTA 43
4.0 NEUROLOGIA 61
2.0 DERMATOLOGIA 44
4. 1 COMA E ALTERAÇÕES DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA 61
2.1 DERMATOLOGIAONCODERMATOLOGIA 44
4.1.1 ESCALA DE COMA DE GLASGOW 61
2.1.1 DIAGNÓSTICO DE MELANOMA 45
4.1.2 FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO 61
2 .2 HANSENÍASE 45
4. 2 HIPERTENSÃO INTRACRANIANA 62
2.2.1 CLASSIFICAÇÃO 46
4. 3 CEFALEIAS 63
2.2.2 REAÇÕES HANSÊNICAS 46
4.3.1 CEFALEIAS PRIMÁRIAS 63
2.2.3 MANEJO DOS CONTACTANTES 47
[Link] MIGRÂNEA X CEFALEIA TENSIONAL 63
3.0 ENDOCRINOLOGIA 48
4.3.2 CEFALEIAS TRIGÊMINO-AUTONÔMICAS 64
3.1 . EMERGÊNCIAS HIPERGLICÊMICAS 48 4.3.3 CEFALEIAS SECUNDÁRIAS 65
3.1.1 CETOACIDOSE DIABÉTICA (CAD) 48
4. 4 HEMORRAGIA SUBARACNÓIDEA 65
[Link] CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DA CAD 48
[Link] MANEJO DA CETOACIDOSE DIABÉTICA 49 4. 5 SÍNDROMES NEUROVASCULARES 66
3.1.2 ESTADO HIPERGLICÊMICO HIPEROSMOLAR (EHH) 51 4.5.1 MANEJO GERAL DO AVC ISQUÊMICO AGUDO 67
3 .4 HIPOTIREOIDISMO 56 6. 1 HEPATITES 71
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9.2.2 MANEJO AMBULATORIAL DA PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE 114 10.3.4 ASMA EXACERBADA: MANEJO 136
9.6.5 TUBERCULOSE PULMONAR: EFEITOS ADVERSOS DAS MEDICAÇÕES 124 1 1. 2 ARTRITES 144
9.6.6 MANEJO DE CONTATOS DE CASOS DE TUBERCULOSE BACILÍFERA 125 11.2.1 ARTRITE SÉPTICA 144
9.6.7 MANEJO DO RN EXPOSTO A CASO BACILÍFERO 126 11.2.2 ARTRITES POR CRISTAIS 145
9.6.8 INFECÇÃO LATENTE PELO M. TUBERCULOSIS 126 11.2.3 ARTRITE GOTOSA AGUDA 145
[Link] TUBERCULOSE LATENTE: FLUXOGRAMA DE DIAGNÓSTICO E MANEJO 126 11.2.5 ARTRITE REUMATOIDE 146
[Link] QUADRO CLÍNICO DA ARTRITE REUMATOIDE 146
9 .7 NEUTROPENIA FEBRIL 128
11.2.6 OSTEOARTROSE 147
9.7.1 MANEJO DA NEUTROPENIA FEBRIL 128
[Link] ESPONDILITE ANQUILOSANTE 147
10.0 PNEUMOLOGIA 130
11.2.7 ARTRITE PSORIÁSICA 148
10.1 DERRAME PLEURAL 130
11.2.8 ARTRITE REATIVA 148
10.1.1 CRITÉRIOS DE LIGHT 130
11.2.9 ARTRITE ASSOCIADA À DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL 149
10.1.2 DERRAME PLEURAL PARAPNEUMÔNICO E EMPIEMA 131
1 1. 3 LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO 149
1 0.2 DOENÇAS PULMONARES OBSTRUTIVAS E RESTRITIVAS 132
11.3.1 INTERPRETAÇÃO DO FAN 149
10.2.1 CLASSIFICAÇÃO ESPIROMÉTRICA DAS DOENÇAS PULMONARES 132
11.3.2 NEFRITE LÚPICA 150
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Dentro da clínica médica, a cardiologia é uma das áreas mais avaliadas nas provas de Residência; entre os temas que ela abrange,
a hipertensão arterial sistêmica é frequentemente cobrada em provas como USP-SP, UNICAMP, USP-RP com enfoque no modo correto de
diagnosticá-la e no reconhecimento da suspeita de hipertensão secundária e de suas principais causas.
1.1.1 DIAGNÓSTICO
Atenção com o fluxograma diagnóstico da hipertensão; observe que o diagnóstico é confirmado com apenas uma visita, apenas se o
paciente possuir risco cardiovascular alto ou valores de PA ≥ 180/110.
VISITA 2
PA medida < 140/90:
Normotensão ou solicitar
MAPA/MRPA na suspeita
VISITA 1 de hipertensão mascarada
VISITA 1
PA medida ≥ 140/90 com
Diagnóstico de
risco cardiovascular alto
Hipertensão
ou PA ≥ 180/110
Consultório ≥ 140 ≥ 90
MAPA
≥ 135 ≥ 85
Vigília
≥ 120 ≥ 70
Sono
≥ 130 ≥ 80
24 horas
MRPA ≥ 130 ≥ 80
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! PARA FACILITAR: Para memorizar os valores diagnósticos em consultório, MAPA e MRPA, tendo por base o valor 140/90 para 1.1.2 CLASSIFICAÇÃO
consultório, pense que:
• na MAPA e na MRPA, seremos menos “tolerantes”, com valor normal 130/80, já que aferimos a PA no dia a dia do paciente e Podemos utilizar uma regra mnemônica parecida para diastólica. Os valores limítrofes entre as faixas SEMPRE pertencerão
retiramos, assim, parte da ansiedade envolvida na aferição em consultório; decorar os valores da nova Diretriz. Partindo do 120/80, basta à faixa de cima. Sendo assim, o primeiro valor (120/80) pertence à
• no sono, o valor normal é ainda mais baixo, 120/80, sendo o momento em que o paciente está ainda mais relaxado e esperamos, acrescentar 20 mmHg na PAS e 10 mmHg na PAD para ir saltando nas faixa de cima, ou seja, PA normal. Abaixo disso, temos a PA ótima.
portanto, que tenha PA mais baixa; faixas de hipertensão: estágio 1, estágio 2 e estágio 3. Para as faixas Se somarmos 10 na sistólica e 5 na diastólica (130/85), chegaremos
• em vigília, com os estressores do dia a dia, “toleramos” valor um pouco maior, 135/85. abaixo da hipertensão, partindo do 120/80, iremos acrescentar na pré-hipertensão. Somando 10 e 5, novamente, chegaremos na
a metade, ou seja, 10 mmHg na PA sistólica e 5 mmHg na PA hipertensão estágio 1.
Um último conceito importante de ser mencionado é o de pressão arterial média (PAM), que corresponde à pressão média
Classificação PA sistólica (mmHg) PA diastólica (mmHg)
exercida pelo sangue na parede da aorta que ocorreria caso o débito cardíaco fosse não pulsátil. Em última análise, ela corresponde
à pressão de perfusão dos órgãos periféricos. Pode ser calculada pela seguinte fórmula:
Normal ≤ 120 ≤ 80
Feito o diagnóstico de hipertensão, será preciso classificar adequadamente o paciente de modo a tratá-lo corretamente e, possivelmente,
MAPA/MRPA MAPA/MRPA indicar novas condutas. Lembre-se de que não basta classificar sua PA; deve-se analisar seu risco cardiovascular.
NORMAL ALTERADO
PASSO 1
PRESSÃO ARTERIAL Normotensão/ Hipertensão
NO CONSULTÓRIO < 140/90 Classificar em pré-
hipertensão controlada mascarada Avaliar os níveis hipertenso ou hipertenso
de PA estágio 1, 2 ou 3
PASSO 3
Após estabelecer o número
Avaliar os fatores de fatores de risco, deve-se
de risco adicionais classificar o paciente segundo
a tabela que será apresentada
adiante.
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! PARA FACILITAR: Para memorizar a tabela, note que todo paciente com HAS estágio 3 e/ou com LOA, DCV, DRC ou DM já é classificado
como de risco alto; em seguida, note que, para cada estágio da HAS, a “tolerância” com fatores de risco é menor, assim:
• se pré-hipertenso, até 2 fatores indicam risco baixo, e ≥ 3, moderado;
• se HAS estágio 1, nenhum fator indica risco baixo, até 2 indicam moderado, e ≥ 3, alto;
• se HAS estágio 2, nenhum fator indica risco moderado, e qualquer fator já indica risco alto.
Sem fator de risco Sem risco adicional Risco Baixo Risco Moderado Risco Alto
1-2 fatores de risco Risco Baixo Risco Moderado Risco Alto Risco Alto
≥ 3 fatores de risco Risco Moderado Risco Alto Risco Alto Risco Alto
Presença de LOA,
Risco Alto Risco Alto Risco Alto Risco Alto
DCV, DRC ou DM
1.1.3 TRATAMENTO
Observe que os valores de PA normais são maiores para baixo; essas são também as únicas situações em que indicaremos
paciente de maior fragilidade — idosos e idosos frágeis. Esse monoterapia, caso o paciente não melhore passados 3 meses de
conceito é cobrado nas provas em questões que avaliam se o tratamento não medicamentoso; para os demais pacientes, sempre
candidato sabe quando não indicar um tratamento. iniciamos com terapia dupla.
! PARA FACILITAR: Memorize as duas situações em que não No fluxograma de tratamento, enfoque as classes de drogas
iniciamos tratamento para HAS ao diagnóstico — paciente pré- inicialmente utilizadas e aquelas reservadas para os pacientes que
hipertenso de alto risco cardiovascular ou com HAS estágio 1 e risco não responderem ao tratamento.
Risco
Risco
cardiovascular Idosos hígidos Idosos frágeis
cardiovascular alto
baixo ou moderado
PA sistólica
< 140 120-129 130-139 140-149
(mmHg)
PA diastólica
< 90 70-79 70-79 70-79
(mmHg)
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1.1.4 EMERGÊNCIAS E URGÊNCIAS HIPERTENSIVAS: Observe a tabela com as principais etiologias de emergência hipertensiva encontradas na prática clínica.
Este assunto recebe especial atenção na prova da USP-SP; atenção para o passo inicial de diferenciar crise e pseudocrise! Em seguida,
analise se o paciente possui lesões de órgão-alvo para concluir se se trata de urgência ou de emergência. Emergências hipertensivas Anamnese Exame físico
Letargia, cefaleia, confusão, distúrbios visuais Pode não ter qualquer achado.
Encefalopatia hipertensiva
SALA DE TRIAGEM: e convulsões. Todas de início agudo ou súbito. Fundo de olho: papiledema.
1.2.1 CLASSIFICAÇÃO
A insuficiência cardíaca pode ser classificada de 3 formas principais: segundo a intensidade dos sintomas; segundo a fração de ejeção
observada no ecocardiograma; e de acordo com estágio de evolução fisiopatológico da doença. Os 3 tipos de classificação são frequentes nas
provas de Residência!
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Classificação de IC baseada em sintomas – New York Heart Association (NYHA) CRITÉRIOS DE FRAMINGHAM PARA DIAGNÓSTICO DE IC
NYHA I Sem sintomas aos esforços. Tolera bem as atividades cotidianas. Critérios maiores Critérios menores
Classificação de IC baseada no estágio da doença Para o diagnóstico de IC, devemos ter dois critérios maiores SIMULTÂNEOS ou um critério maior e dois menores. Uma maneira bem
simples de memorizar esses critérios é: os critérios maiores são específicos (são menos frequentes, mas, se estiverem presentes, aumentam
Alto risco de IC, porém sem dano cardíaco estrutural definido ou sem sintomas de IC.
a chance de IC) e os menores são sensíveis (são muito frequentes, mas estão presentes em várias outras condições).
ESTÁGIO A RISCO (Exemplo: paciente com hipertensão arterial, diabetes, uso de drogas cardiotóxicas,
história familiar).
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Sacubitril - Refratarie
Refratarie
Betabloqueadores valsartana dade ao
tto clínico
tto clínico
Ivabradina
Ritmo
Ritmo Sinusal
Sinusal
Estenose de artéria renal bilateral ou estenose de artéria renal em rim único. Morte súbita
Refratarie
abortada
dade ao
História de angioedema documentado com uso prévio de IECA (contraindicação a IECA).
em TV/FV
tto clínico
Hipotensão sintomática.
Gestação.
IC EV
+ TV
CDI Síncope por
BRE Largo
TV/FV
IC FEVE
Ritmo
≤35% e
Sinusal
síntomas
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A tabela abaixo resume os principais efeitos adversos associados às drogas utilizadas no tratamento da IC.
ICFER mesmo que assintomática para Hipercalemia, piora de função renal, angioedema,
IECA
redução de mortalidade. tosse e hipotensão.
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1.2.3 IC DESCOMPENSADA
O primeiro passo no manejo dos casos de IC descompensada consiste na classificação do perfil hemodinâmico do paciente, que analisa
sinais de congestão e de hipoperfusão.
! PARA FACILITAR: grave que o paciente bem perfundido e congesto deverá ser “secado” com diuréticos e receberá vasodilatadores 1. 3 VALVOPATIAS
para melhorar sua dispneia e a pré-carga do coração;
Questões sobre valvopatias costumam abordar diretamente os achados semiológicos envolvidos em cada uma delas.
• o paciente frio-úmido ainda não pode ser “secado” porque precisa de medidas para melhora da perfusão — inotrópicos se tiver
uma PA > 90, e vasopressores se hipotenso;
• já o paciente frio-seco precisa receber reposição volêmica de modo a corrigir sua volemia antes de receber tratamento com
inotrópicos.
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Insuficiência
Sopro holossistólico, regurgitativo. B1 hipofonético. Dispneia.
mitral (IM)
Este tópico requer atenção redobrada para o aluno com foco nas provas da USP-SP e USP-RP; de início, revise os principais ritmos
observados no ECG nas emergências cardiológicas.
1.4.1 MANEJO DA PCR
Taquicardia ventricular: taquicardia regular, QRS alargado e com frequência muito elevada. O algoritmo da PCR é assunto frequente de questões nas provas de Residência. Atenção com alguns conceitos iniciais:
• analisar se o ritmo analisado é chocável ou não;
• a epinefrina é administrada no primeiro ciclo se ritmo não chocável, e no segundo, caso chocável;
• a amiodarona é indicada apenas nos ritmos chocáveis, de modo alternado à epinefrina;
• os 5Hs e 5Ts devem sempre ser analisados nos casos de PCR, sobretudo por ritmo não chocável!
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Os choques serão
aplicados:
TV polimórfica (FC > 200bpm)
- Em modo assincrônico
(desfibrilação) Mudança cíclica do QRS
- Com carga máxima:
200 j (bifásico), Considerar VA avançada Desfibrilação 200J
360 j (monofásico)
Autolimitada e recorrente
SIM
SIM Fatores
- RCP 2 minutos predisponentes
PCR Ritmo Tratamento: Correção dos fatores
- Epinefrina 1mg a cada 3-5 min
Chame ajuda chocável? Estável hemodinamicamente predisponentes
FV/TV NÃO - Verificar causas reversíveis 5h 5t 5Hs 5Ts
e inicie a RCP
MP transvenenoso
Em caso de bradicardia
Figura 31. Taquicardia ventricular polimórfica do tipo Torsades des Pointes (TdP). (fonte: Shutterstock).
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BAV de 1º grau: aumento do intervalo PR (>200ms ou 5 quadradinhos). Todas as ondas P geram QRS. autonômico será incapaz de promover aumento da frequência cardíaca necessária e o paciente pode apresentar quadro de
• BAV de 2º grau Mobitz II: a falha de condução é inesperada. Está associado ao distúrbio de condução no feixe de His e, com síncope.
isso, denota pior prognóstico (bloqueio mais distal). Existe também o BAV avançado, em que a condução atrioventricular está
bloqueada de maneira fixa (2:1, por exemplo);
BAV de 3º grau: a onda P não tem qualquer relação com o QRS. Observe que a atividade atrial é mais rápida que a atividade ventricular
e ambas são regulares.
BAV de 2º grau Mobitz II: há uma falha de condução inesperada. O intervalo PR é fixo.
• BAV de 2° grau: nesse caso, já ocorrem falhas de condução do átrio para o ventrículo. É subdividido em 2 tipos: 1.4.4 MANEJO
IDENTIFIQUE E TRATE A CAUSA BASE
• BAV de 2° grau Mobitz I (Wenckebach): ocorre aumento progressivo do intervalo PR até ocorrer falha de estimulação O manejo das bradiarritmias, assim Monitoração contínua
BRADIARRITMIA
ventricular (uma onda P não gera um QRS). Nesse caso, o ritmo é irregular e o intervalo entre duas ondas R vai reduzindo Oxigênio suplementar (se hipoxemia)
como da PCR e das taquicardias, precisa estar INSTÁVEL
progressivamente até a pausa. Essa redução do intervalo RR ocorre porque o QRS atrasado irá “invadir” o próximo ciclo Veia (acesso venoso calibroso)
na ponta da língua na hora da prova. Observe ECG
cardíaco, reduzindo o tempo de diástole e, por fim, o enchimento ventricular. Com isso, à ausculta, observaremos redução
que, nas bradiarritmias, começaremos
progressiva da intensidade de B1 até ocorrer a “falha”.
buscando a causa base do quadro; em
seguida, analisaremos se o paciente possui
INSTABILIDADE PERSISTENTE?
instabilidade — os “4 Ds” (diminuição de Diminuição da pressão
pressão, diminuição de nível de consciência, Diminuição do nível de consciência
Monitoração e observação Dor torácica
dor torácica e dispneia); em seguida, NÃO Dispneia (insufiência cardíaca)
tentaremos o tratamento com atropina até
3 vezes e, se ineficaz, indicaremos marca- SIM
SE INEFICAZ
Marcapasso ou transcutâneo
BAV de 2º grau Mobitz I: há aumento progressivo do intervalo PR até surgir uma falha na condução atrioventricular. O intervalo RR vai ou
Infusão de dopamina
reduzindo progressivamente. Marcapasso transvenoso (2-20mcg/Kg/min)
ou
• BAV de 3º grau ou BAV total (BAVT): não existe qualquer relação da atividade atrial com a ventricular. Nenhum estímulo atrial Infusão de adrenalina
(2-10mcg/min)
chega ao ventrículo! Com isso, o ventrículo assume despolarização própria. Essa despolarização pode ser por escape juncional
(QRS estreito) ou idioventricular (QRS largo). Quanto mais largo o QRS, mais distante da junção atrioventricular e pior o
prognóstico. O QRS largo não responde à estimulação autonômica. Então, se o paciente fizer alguma atividade física, o sistema
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1.4.5 TAQUICARDIAS Tenha atenção especial com as arritmias demonstradas na imagem abaixo, que são as mais frequentemente abordadas pelas provas.
À primeira vista, pode parecer complexo reconhecer o tipo de taquicardia, porém analisar alguns aspectos chaves da arritmia levará
você ao diagnóstico correto dela. Grave que os fatores essenciais para classificá-las são a largura do QRS e a regularidade da arritmia.
TAQUICARDIA
QRS largo
QRS estreito
(≥120ms)
(<120ms)
Flutter Presença de
atrial com BAV onda P
variável
Critérios de
Brugada
Frequência atrial > Frequência atrial =
Frequência ventricular Frequência ventricular
TV
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Verapamil ou Betabloqueador
CHA2DS2VASc
Diltiazem IV IV
Se ineficaz
C: Insuficiência Cardíaca. 1 ponto
H: Hipertensão. 1 ponto
QRS estreito e irregular 120-200J Cardioversão sincronizada A: Age - Idade entre 65-74 anos. 1 ponto
A tomada de conduta, baseada nesse escore, quanto à anticoagulação crônica, seguirá o direcionamento apontado na tabela abaixo.
Essa decisão independe da estratégia de reverter ou não a arritmia.
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HASBLED
conduta nesses casos. estável, será preciso recordar as indicações de possível cardioversão.
! PARA FACILITAR: Memorize os seguintes pontos-chave: os pacientes com sangramento grave requerem tratamento imediato, ! PARA FACILITAR: Grave as 3 indicações de possibilidade de cardioversão: início de sintomas < 48h; ecocardiograma transesofágico
preferencialmente com complexo protrombínico; se sangramento leve, podemos administrar vitamina K endovenosa; se sem sangramento, sem trombose; paciente anticoagulado há pelo menos 3 semanas. Caso o paciente não possa receber cardioversão, grave que deverá receber
guarde os valores de RNI > 4,5 para suspender varfarina e considerar vitamina K via oral, com mais forte indicação de vitamina K via oral se anticoagulação e, possivelmente, nova avaliação com ecocardiografia em 3 semanas, de modo a avaliar novamente a possibilidade de
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SIM
POSSO CARDIOVERTER! DOR TORÁCICA CRÔNICA
Início dos sintomas
marcadamente < 48h
Realizar cardioversão química e/ou
ou elétrica e anticoagular
ou
Ecocardiograma Controlar a frequência cardíaca
Paciente transesofágico sem e anticoagular
estável evidências de trombos Angina CCS III ou IV; sobrevivente de morte súbita
ou
Paciente anticoagulado
há pelo menos NÃO POSSO
Fibrilação/Flutter atrial 3 semanas CARDIOVERTER!
NÃO
com FC > 100 BPM NÃO: teste funcional SIM: cateterismo direto
na emergência Controlar a frequência
cardíaca e anticoagular
Paciente instável: Diagnóstico duvidoso Teste não é de alto risco Teste de alto risco
DEVO CARDIOVERTER!
• Diminuição da pressão:
PA< 90/60
• Dor torácica típica Cardioversão
• Diminuição da elétrica imediata
consciência e anticoagulação
Angio-TC de coronárias Otimizar tratamento
• Dispneia clínico
Dentro da cardiologia, o tema dor torácica é abordado sobretudo no contexto da dor aguda e das síndromes coronarianas. Porém,
alguns conceitos sobre a investigação ambulatorial da doença arterial coronariana podem aparecer em sua prova. Entre eles, destacam-se a Manter tratamento clínico Cateterismo
indicação dos exames corretos nos casos de coronariopatia já definida.
! PARA FACILITAR: Grave os seguintes conceitos:
O escore de Diamond-Forrester auxilia na avaliação da probabilidade de coronariopatia em pacientes com dor torácica crônica. As
• o cateterismo imediato é indicado para pacientes graves (angina CCS III ou IV, sobreviventes de morte súbita), com teste
bancas não costumam avaliar os valores-corte de probabilidade; vale a pena fixar o nome do teste e sua utilidade principal, lembrando que
funcional indicativo de alto risco;
• os pacientes com probabilidade considerável de coronariopatia, porém sem as indicações acima, serão avaliados com testes valores de probabilidade intermediária a alta são indicativos de necessidade de teste não invasivo ou de cateterismo para diagnóstico de
funcionais → teste ergométrico, ecoestresse, ou cintilografia miocárdica — recorde-se de que o teste ergométrico não pode ser coronariopatia.
realizado se o paciente possui bloqueios que impeçam a adequada interpretação do exame;
• os pacientes com história duvidosa para coronariopatia são avaliados com angio-TC de coronárias — não confunda esse exame Avaliar diagnósticos
alternativos
com a TC para avaliação de escore de cálcio, utilizada para classificação de risco cardiovascular!
< 10% = BAIXA PROBABILIDADE
Considerar TNI*
PROBABILIDADE DE
CORONARIOPATIA PELO DE 10 A 90% = PROBABILIDADE TNI*
INTERMEDIÁRIA
ESCORE DE DIAMOND-PORRESTER
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
- Artéria do cone
- Marginal agudo
- Ventrículo direito
- Nó sinusal (60%)
Artéria coronária direita - Parede inferior do VE
- Nó atrioventricular (90%)
1.6.1 MANEJO DA DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA - Músculo papilar posteromedial
- Descendente posterior
Neste tópico, lembre-se de gravar as indicações de tratamento com angioplastia ou cirurgia.
- Ventricular posterior
! PARA FACILITAR: Lembre-se de 3 indicações para cirurgia: lesão de tronco de coronária esquerda; multiarterial; e lesão biarterial
envolvendo a artéria descendente anterior. Nos demais casos, em geral, a indicação é de angioplastia.
V5 e V6 – lateral baixa
Lesão de TCE ou Parede lateral
Cirurgia é a escolha na maioria dos casos DI e avL – lateral alta
multiarterial
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
HEART SCORE
Observe que o diagnóstico da síndrome coronariana aguda envolve: história + exame físico + ECG < 10 min + troponina +/- avaliação do
1.6.3 DIAGNÓSTICO DE SÍNDROME CORONARIANA AGUDA HEART escore — atenção especial para as condutas indicadas em caso de diagnóstico duvidoso, que podem ter indicação de internação para
Neste tópico, o escore HEART ajuda a definir os pacientes com quadro de dor torácica mais compatível com etiologia coronariana; o realização de estratificação não invasiva.
escore em si não costuma ser cobrado nas provas de Residência, porém recordar alguns de seus componentes pode ajudá-lo a reconhecer
casos clínicos típicos de síndromes coronarianas agudas.
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 42 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 43
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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MED
HISTÓRIA + EXAME FÍSICO + ECG < 10 MIN / TROPONINA / HEART score Critérios para caracterizar o supradesnivelamento do segmento ST
SCA DEFINIDA
Reavaliação Internação Abordagem
ambulatorial Estratificação não-invasiva hospitalar invasiva imediata
AAS 300 MG - mastigado
1.6.4 CLASSIFICAÇÃO DE KILLIP-KIMBALL NAS SCA CATE < 2h (muito alto risco) CATE < 24h CATE > 24h Tratamento conservador
A classificação de Killip-Kimball é utilizada para categorizar os pacientes com SCA de acordo com a gravidade de seu quadro clínico.
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Clopidogrel Prasugrel* Ticagrelor A terapia fibrinolítica é indicada nos pacientes com diagnósticos de IAM com supra de ST que se apresentam nas primeiras 12 horas
do início dos sintomas e nos quais não foi possível a realização de ICP primária dentro de 120 minutos após o diagnóstico. Pacientes
Dose de ataque 300 a 600 mg** 60 mg 180 mg
com sintomas típicos e persistentes, na presença de BRE novo ou presumivelmente novo, também são considerados elegíveis.
Dose de manutenção 75 mg 1x/dia 10 mg 1x*** 90 mg 12/12h
Mecanismo de ação Inibição irreversível Inibição irreversível inibição reversível
! PARA FACILITAR: Grave que o paciente que receberá tratamento precoce com CATE deve, preferencialmente, receber o 2º antiagregante
na sala de hemodinâmica; observe a diferença de dose de clopidogrel indicada caso a indicação seja de intervenção coronariana percutânea
(600 mg) ou de tratamento conservador (300 mg); lembre-se da contraindicação de prasugrel em idosos > 75 anos, peso < 60 kg e história de
AVC ou AIT. Contraindicações ao uso de fibrinolíticos
Absolutas
[Link] MANEJO DO IAM COM SUPRA DE ST • Qualquer sangramento intracraniano prévio.
Neste tópico, é essencial memorizar os tempos definidores da indicação de intervenção coronariana percutânea ou de tratamento com • Dano ou neoplasia no sistema nervoso central.
fibrinolítico. • Sangramento ativo (exceto menstruação).
! PARA FACILITAR: Note que, em hospitais com hemodinâmicas, somos mais “exigentes” com o tempo porta-balão, já que a • Acidente vascular cerebral isquêmico nos últimos três meses.
hemodinâmica já está no próprio hospital (90 min); caso seja necessário transferir o paciente, “toleramos” 30 min a mais, com 120 min no • Trauma importante em rosto ou cabeça nos últimos três meses.
total. Lembre-se também de que a terapia fibrinolítica pode ser indicada até 12h após o início dos sintomas. • Malformação arteriovenosa cerebral conhecida.
• Suspeita de dissecção de aorta.
ICP primária • Discrasia sanguínea.
SIM
Hospital COM Tempo até ICP Relativas
Fibrinolítico em
hemodinâmica < 90 min? NÃ • Acidente vascular cerebral isquêmico há mais de três meses.
O até 30’
• Uso de estreptoquinase há mais de cinco dias.
IAM com supra de ST
Transferir para
• Alergia à estreptoquinase.
Tempo de SIM ICP primária • Gestação.
Hospital SEM
transferência • Uso de anticoagulantes orais.
hemodinâmica
< 120min? NÃ Fibrinolítico em
O
• Pressão arterial sistólica > 180 mmHg.
até 30’ • Pressão arterial diastólica > 110 mmHg.
• Punções vasculares não compressíveis.
Tempos do IAM com supra de ST • Úlcera péptica ativa.
Tempo porta-ECG: < 10 minutos • Ressuscitação cardiopulmonar traumática ou superior a 10 minutos.
Tempo porta-agulha: < 30 minutos • Cirurgia nas últimas três semanas.
Tempo porta-balão: < 90 minutos (se necessitar tranferência, < 120 minutos)
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Nitroprussiato de sódio
1.6.9 COMPLICAÇÕES MECÂNICAS DO IAM
Alguns pacientes com IAM podem evoluir com complicações mecânicas, que cursam com elevada mortalidade. Observe que CIV e
ruptura de parede livre do VE associam-se sobretudo ao IAM de parede anterior, diferentemente da insuficiência mitral aguda.
Dissecção Stanford A Dissecção Stanford B
COMUNICAÇÃO INSUFICIÊNCIA MITRAL RUPTURA DE PAREDE (Envolve a aorta ascendente) (Não Envolve a aorta ascendente)
VARIÁVEIS
INTERVENTRICULAR AGUDA LIVRE DO VE • Isquemia de órgãos
• Ruptura da aorta
Idade de apresentação 63 anos 65 anos 69 anos Complicada? • Progressão da dissecção
• Dor persistente
Dias após o IAM 3 a 5 dias 3 a 5 dias 3 a 6 dias
Cirurgia de emergência
IAM de parede anterior 66% 25% 50% NÃO SIM
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Ampliar margens
devem ser ampliadas.
DeBakey A tabela abaixo associa os valores do Breslow (a espessura
- Tipo 1: origem na aorta ascendente estendendo-se até a aorta descendente; do melanoma na biópsia) à margem que deverá ser ampliada.
- Tipo 2: confinada à aorta ascendente; ! PARA FACILITAR: Memorize que melanoma in situ recebe
Avaliação linfonodal
- Tipo 3: origem na aorta descendente com extensão distal e, raramente, retrógrada, podendo atingir a ascendente: ampliação de 5 mm; para os demais casos, a ampliação corresponde
Tipo 3a: limitada à aorta torácica; e ao número do Breslow, porém em centímetros: se Breslow < 1 mm,
Tipo 3b: extensão abaixo do diafragma. amplia-se 1 cm; se 1-2 mm, amplia-se 1-2 cm; e a partir de 2 mm, Exames de imagens
amplia-se 2 cm.
Descritiva
- Proximal: inclui DeBakey I e II e Stanford A;
ÍNDICE DE BRESLOW MARGEM
- Distal: inclui DeBakey III e Stanford B.
Melanoma in situ 5mm
<1mm 1cm
1-2mm 1-2cm
CAPÍTULO 2-4mm 1-2cm
2.1 ONCODERMATOLOGIA
INDICAÇÕES DE PESQUISA DE LINFONODO SENTINELA
Tema dermatológico favorito das bancas! Memorize a diferença de apresentação clínica entre carcinoma basocelular e carcinoma
espinocelular, bastante explorada nas provas Índice Comentário
DIFERENÇAS ENTRE CARCINOMAS Índice de Breslow > ou igual a 1mm. Pesquisa indicada.
Característica Carcinoma basocelular Carcinoma espinocelular Índice de Breslow ≥ 0,8 mm com ulceração ou mitose. Pesquisa indicada.
2º tumor maligno mais comum. É o mais comum
Epidemiologia Tumor maligno mais comum.
em transplantados. OBS: nesses casos, a conduta é compartilhada com o
Índice de Breslow < 0,8 mm com ulceração ou mitose.
Clínica Brilho perolado e telangiectasias. Tumor mais queratósico e infiltrado. paciente. Não é obrigatória a realização do exame.
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2.2.1 CLASSIFICAÇÃO
REAÇÃO TIPO I (REAÇÃO REVERSA) REAÇÃO TIPO II (ERITEMA NODOSO HANSÊNICO)
A classificação dos casos em pauci ou multibacilares é frequente nas provas.
Imunidade celular Imunidade humoral
Espessamento neural, calor e neurite dolorosa. Acometimento neural possível, porém menos frequente.
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CAPÍTULO
3.0 ENDOCRINOLOGIA
[Link] MANEJO DA CETOACIDOSE DIABÉTICA
3.1. EMERGÊNCIAS HIPERGLICÊMICAS Tópico frequentemente abordado na prova da USP-SP. Fique inicial, o sódio deve ser avaliado de modo a corrigir seus níveis na
atento aos seguintes conceitos: o primeiro passo consiste em solução infundida; e o soro glicosado deve ser adicionado à solução
3.1.1 CETOACIDOSE DIABÉTICA (CAD) hidratação venosa; devemos avaliar os níveis de K+ para indicar infundida assim que os níveis de glicemia se tornarem inferiores a
reposição e/ou início de infusão de insulina; após a hidratação 200.
[Link] CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DA CAD
! PARA FACILITAR: Note que os critérios diagnósticos da CAD nada mais são do que os componentes de seu nome: “ceto” — sinais de
cetonemia ou cetonúria; “acidose”, demonstrada na gasometria; e “diabética” — glicemia > 250.
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O manejo dos casos de CAD em crianças e adolescentes, no que se refere às provas de Residência, é abordado de modo praticamente
igual ao dos adultos.
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! PARA FACILITAR: Assim como no caso da CAD, observe que os critérios diagnósticos do EHH nada mais são do que os componentes Dentro da endocrinologia, trata-se do tema favorito das provas! Atenção redobrada para os critérios diagnósticos de DM, o manejo
de seu nome. farmacológico e as indicações de insulinoterapia.
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! PARA FACILITAR: A insulinoterapia será indicada no DM2, essencialmente, para paciente clinicamente grave, com sintomas de
hiperglicemia e sinais de catabolismo, e com níveis de HbA1C ≥ 10% e de glicemia ≥ 300.
Sinais de catabolismo
(perda de peso, cetose, hipertrigliceridemia)
Sintomas de hiperglicemia
(poliúria, polidipsia, nictúria, perda involuntária de peso)
HbA1C ≥ 10%
Indicações Contraindicações
(todos os critérios são necessários para indicar-se a cirurgia) (apenas um critério é suficiente para contraindicar a cirurgia)
• Abuso de álcool.
• Índice de massa corpórea (IMC) entre 30 kg/m2 • Dependência química.
• Idade mínima de 30 anos e máxima de 70 anos. • Depressão grave com ou sem ideação suicida.
• Diabetes mellitus tipo 2 com menos de 10 anos de • Psicose grave.
diagnóstico. • Outras doenças psiquiátricas mal controladas ou
• Refratariedade ao tratamento clínico. que, mesmo compensadas, a critério do psiquiatra,
• Ausência de contraindicações ao procedimento cirúrgico contraindiquem em definitivo a cirurgia.
proposto. • Outras doenças ou condições clínicas que
contraindiquem a cirurgia.
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Resistência à insulina1,
Circunferência abdominal e
OBRIGATÓRIO intolerância à glicose ou diabetes ≥ 3 critérios
≥ 2 critérios
mellitus e ≥ 2 critérios
Resistência à insulina,
Glicose intolerância à glicose ou ≥ 100 mg/dL ≥ 110 mg/dL
diabetes mellitus
3.4 HIPOTIREOIDISMO
Considerar a reposição de levotiroxina se:
• Sintomas sugestivos de hipotireoidismo
3.4.1 FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO 4,5 - 10 • Doença cardiovascular ou elevado risco Não repor
cardiovascular levotiroxina
Neste tópico, é essencial saber diferenciar as principais entidades clínicas do hipotireoidismo central, primário e subclínico, definidas
• Elevado risco de progressão para
pelos níveis de TSH e T4 livre, como resume o fluxograma abaixo. hipotireoidismo clínico
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Dentro da endocrinologia, nas provas de Residência, a abordada nas provas, e à diferenciação entre etiologias promovida
• Bócio discreto • Anti-TPO muito ↑
Tireoidite
tireotoxicose costuma ser menos avaliada do que os temas de pela cintilografia: caso apresente nódulos quentes, trata-se da • Tireoglobulina ↑ • VHS normal
pós parto
hipotireoidismo e nódulos tireoidianos. doença nodular tóxica; caso denote hipocaptação, entraremos nas • Até 1 ano após o parto
! PARA FACILITAR: Dedique especial atenção aos sinais hipóteses abordadas no segundo fluxograma abaixo. Hipocaptação
clínicos de doença de Graves, a principal etiologia de tireotoxicose na tireoide
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Características ultrassonográficas dos nódulos tireoidianos A escala de coma de Glasgow avalia 3 parâmetros clínicos nos motora; assim, a quantidade de pontos correspondente a cada
pacientes com alteração do nível de consciência e é frequentemente um cresce em 1 ponto, já que se tornou mais “complexo”. Resta só
Característica Benignidade Malignidade abordada de modo direto nas principais provas de Residência. memorizar quanto cada alteração pontua nos parâmetros; aqui, é
! PARA FACILITAR: Para memorizar a escala mais facilmente, mais fácil começar do “1”, que será “ausente”, o mais grave, nos 3
Margem/Cortorno Regular/Bem definido Irregular/Mal definido observe que os 3 parâmetros avaliados por ela têm complexidade casos, e “melhorar um pouco” a cada ponto.
crescente: primeiro, abrir olhos; depois, falar; por fim, resposta
Ecogenicidade Iso ou Hiperecogênico Hiperecogênico
Ao chamado 3
Calcificação Grosseira ou Ausente Microcalcificações Abertura ocular
Ao estímulo doloroso (à pressão) 2
Vascularização
Periférica > Central Central > Periférica Ausente 1
(Doppler)
Orientado 5
Tamanho < 1,0 cm > 1,0 cm
Confuso, desorientado 4
Localiza estímulo 5
AVALIAÇÃO DO NÓDULO TIREOIDIANO
Retirada inespecífica (flexão normal) 4
Nódulo Melhor resposta motora
tireoidiano Decorticação (flexão anormal) 3
Ausente 1
US tireoide Cintilografia de
tireoide
Avaliar PAAF
Nódulo frio Nódulo quente
4.1.2 FLUXOGRAMA DIAGNÓSTICO
O fluxograma abaixo sintetiza os passos principais da avaliação do paciente com rebaixamento de nível de consciência. Tenha atenção
Cirurgia ou especial para a indicação de TC de crânio em paciente com sinais focais.
iodo radiotivo
Estratégia MED | ClínicaPAAF: punção
Médica aspirativado
| Memorex com agulha fina
Estratégia MED 66 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 67
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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Anamnese e
exame físico
4.3.1 CEFALEIAS PRIMÁRIAS
Hemograma, eletrólitos,
Dê atenção especial às diferenças de duração, localização e caráter, que são as mais cobradas nas provas de Residência.
Testes TC crânio
EEG enzimas hepáticas, função renal,
adicionais
hemoculturas e urina
Critérios Enxaqueca Cefaleia tipo tensão
RM
crânio Amônia, toxicológico, alcoolemia, A. Número de crises ≥5 ≥ 10
gasometria arterial, outros
B. Duração 4-72h 30 min a 7 dias
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 68 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 69
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Intensidade Forte ou muito forte Forte Moderada a grave Moderada a grave I - Idade Início após os 50 anos de idade
Duração 15-180 min 2 - 30 min > 3 meses 1-600 segundos P - Papiledema Presença de borramento da papila ao fundo de olho
Resposta à
Negativa Positiva Brilhante Negativa
indometacina
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 70 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 71
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SÍNDROME NEUROVASCULAR
INÍCIO SÚBITO
RM MISMATCH NIHSS < 6 E SEM NIHSS > 6 OU >24H DE INÍCIO 4,5-6H DE INÍCIO 4,5-6H DE INÍCIO
FLAIR-DIFUSÃO DÉFICIT INCAPACITANTE DÉFICIT INCAPACITANTE DOS SINTOMAS DOS SINTOMAS DOS SINTOMAS
DIFUSÃO < 1/3 ACM DIFUSÃO> 1/3 ACM NIHSS > 6 ANGIOTC CERVICAL E
ANGIOTC CERVICAL E INTRACRANIANA
E FLAIR NORMAL E/OU FLAIR ALTERADO ASPECTS > 6 INTRACRANIANA COM
ANGIOTC CERVICAL E OCLUSÃO ACM (M1) OU
INTRACRANIANA COM ACI CRITÉRIOS DAWN E
ACM (M1) OU ACI DEFUSE-3 (CLÍNICO +
SEM OCLUSÃO ACI OCLUSÃO ACI OU SEM OCLUSÃO ACI OCLUSÃO ACI OU NEUROIMAGEM
OU ACM (M1) E SEM ACM (M1) E SEM OU ACM (M1) E COM ACM (M1) E COM AVANÇADA)
TROMBÓLISE EV CONTRAINDICAÇÃO
CONTRAINDICAÇÃO CONTRAINDICAÇÃO CONTRAINDICAÇÃO
À TROMBÓLISE À TROMBÓLISE À TROMBÓLISE À TROMBÓLISE
NIHSS > 6 E
ASPECTS > 6
SEM MELHORA
TROMBÓLISE EV < 6H DE SINTOMAS
TROMBECTOMIA MECÂNICA
NIHSS > 6
ASPECTS > 6
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Entre os cânceres hematológicos, o mieloma múltiplo é um dos mais abordados nas provas de Residência, sendo tópico frequente de Plasmocitoma isolado Mieloma indolente (smoldering) Mieloma múltiplo
questões de bancas como a da UNICAMP. Em geral, as questões abordarão o reconhecimento do quadro clínico do mieloma e, em alguns
Plasmocitoma ou medula óssea com ≥
casos, da diferenciação laboratorial entre esse quadro e os casos de plasmocitoma isolado e mieloma indolente. 10% de plasmócitos clonais
Lesão extramedular de plasmócitos +
Proteína monoclonal sérica > 3g/dL ou
clonais um evento definidor de mieloma, que
urinária > 500 mg/24h e/ou medula óssea
+ pode ser:
5.2.1 QUADRO CLÍNICO LABORATORIAL DO MIELOMA MÚLTIPLO medula óssea normal
com 10 a 60% de plasmócitos clonais
- lesões de órgãos-alvo (CRAB)
A tabela abaixo resume os principais achados clínicos e laboratoriais dos pacientes com mieloma. Tenha atenção especial com os +
+ biomarcadores de malignidade: ≥ 60%
ausência de eventos definidores de
sintomas CRAB, que são, geralmente, a principal dica da questão para o reconhecimento do diagnóstico de mieloma. ausência de lesões de órgãs-alvo plasmócitos clonais na medula, relação
mieloma
(CRAB) de cadeias leves livres séricas ≥ 100 ou
Quadro Clínico-laboratorial do mieloma múltiplo mais de uma lesão focal em ressonância
magnética.
Presença de plasmocitose clonal na medula óssea ou lesões tumorais de plasmócitos em outros tecidos
(plasmocitomas extramedulares)
CAPÍTULO
Presença de proteína monoclonal sérica e/ou urinária (ausente em 3% dos casos)
Sintomas CRAB:
6.0 HEPATOLOGIA
- Hipercalcemia
- Insuficiência Renal 6. 1 HEPATITES
- Anemia
- Lesões osteolíticas, acometendo principalmente o esqueleto axial 6.1.1 HEPATITE B
Para iniciar o estudo do tema das hepatites, revise o significado dos principais marcadores sorológicos utilizados na avaliação da
Rouleaux e aumento de VHS
hepatite B.
Hipogamaglobulinemia: tendência a infecções
Marcador Resumo
Raramente: plasmócitos circulantes no sangue periférico (leucemia de células plasmáticas), síndrome de Proteína de superfície do vírus da hepatite B, está presente em altos títulos na infecção aguda. É marcador
hiperviscosidade HBsAg da presença da proteína viral e, se estiver positivo por mais de 6 meses, é indicativo de cronificação da
hepatite B.
Anticorpo produzido contra o HBsAg, indica imunidade contra o vírus. É produzido a partir da exposição ao
5.2.2 CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DO MIELOMA MÚLTIPLO Anti-HBs
vírus selvagem (infecção) ou após vacinação com vírus inativo.
Fique atento à diferenciação entre os casos de mieloma múltiplo, os de plasmocitoma isolado e os de mieloma indolente.
Proteína "e" do vírus da hepatite B, sua detecção representa presença de replicação viral. Quando positivo,
! PARA FACILITAR: Acompanhe o seguinte raciocínio para facilitar seu entendimento e memorização da diferença entre os quadros HBeAg
está associado a uma elevada carga viral circulante.
abaixo:
• mieloma múltiplo: observe que, para diagnosticá-lo, deve haver, além dos plasmócitos em medula, lesões ou biomarcadores Anticorpo produzido contra o HBeAg. É capaz de controlar de maneira limitada a replicação do vírus por
Anti-HBe
de malignidade — pense que, por se tratar de forma clínica mais grave, maior produção de cadeias leves ou maior número de muitos anos, mas não de curar a infecção.
plasmócitos também definirão seu diagnóstico;
Anti-HBc IgM Anticorpo contra o HBcAg, surge precocemente e é indicativo de infecção aguda pelo HBV.
• mieloma indolente: apesar de possuir número de plasmócitos e/ou níveis de proteína monoclonal elevados, justamente por ser
indolente, essa forma clínica não cursa com eventos clínicos e laboratoriais mais graves, indicativos de mieloma; Anticorpo contra o HBcAg. Surge durante a fase aguda da infecção e persiste por toda a vida da pessoa que
• plasmocitoma isolado: aqui, como o nome já diz, temos apenas a presença de plasmócitos isolados fora da medula, em lesão Anti-HBc IgG foi infectada. Sua presença indica que a pessoa está ou esteve infectada pelo HBV. O vírus inativo da vacina
extramedular, com medula normal e sem lesões de órgão-alvo. não induz a sua produção.
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 76 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 77
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Este assunto é frequentemente cobrado nas provas de Residência Médica, em questões que apresentam, diretamente, quais são os
Vacinação Cicatriz Imunológica
marcadores que foram identificados nos exames do paciente e solicitam a forma clínica associada. A tabela abaixo relaciona a positividade
dos marcadores a cada forma clínica de hepatite B. HBsAg - HBsAg -
Anti-HBc IgM -/IgG - Anti-HBc IgM -/IgG +
Marcador Aguda Crônica Ativa Crônica Inativa Passado Vacinação
HBeAg - HBeAg -
HBsAg + + + - -
Anti-HBe - Anti-HBe -/+
HBeAg +/- + - - -
Anti-HBs + Anti-HBs +
Anti-HBc IgG -/+ + + + -
Anti-HBc IgM + - - - -
Anti-HBs - - - + + Marcador Mutante pré-core
A tabela abaixo complementa as formas clínicas da hepatite B, indicando alguns detalhes que podem ser exigidos para identificar fases HBsAg +
temporais específicas dos quadros agudos e crônicos de hepatite B.
! PARA FACILITAR: Dedique especial atenção para fixar os seguintes pontos: HBeAg -
• HBsAg é negativo na janela imunológica na hepatite B aguda; Para terminar o estudo dos marcadores da hepatite B, atente-
• anti-HBe é negativo na hepatite crônica replicativa; se ao perfil sorológico do mutante pré-core. Esses pacientes, apesar
Anti-HBe +
• anti-HBe é positivo na hepatite B crônica não replicativa; de possuírem HBeAg negativo e Anti-HBe positivo, possuem altos
• vacinação e cicatriz imunológica diferem pela positividade do anti-HBc IgG na segunda.
índices de replicação viral, demonstrada pelos níveis de HBV-DNA.
Anti-HBc IgG +
Hepatite B aguda (fase precoce) Hepatite B aguda (fase tardia) Hepatite B aguda (janela imunológica)
Anti-HBs -
HBsAg + HBsAg + HBsAg -
Anti-HBc IgM +/IgG - Anti-HBc IgM +/IgG + Anti-HBc IgM +/-/IgG + HBV-DNA > 2.000 Ui/mL
HBeAg + HBeAg -/+ HBeAg -
Anti-HBe - Anti-HBe +/- Anti-HBe -/+
6.1.2 INDICAÇÕES DE PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO AO HBV
Anti-HBs - Anti-HBs - Anti-HBs -
A tabela abaixo elenca as quatro principais indicações de profilaxia pós-exposição ao HBV.
Hepatite B crônica replicativa Hepatite B crônica (janela imunológica) Hepatite B crônica não replicativa Indicação de profilaxia pós-exposição ao HBV
HBsAg + HBsAg - HBsAg + • Vítimas de acidente perfurocortante com material contaminado ou fortemente suspeito, susceptíveis
Anti-HBc IgM -/IgG + Anti-HBc IgM -/IgG -/+ Anti-HBc IgM -/IgG + • Vítimas de abuso sexual, susceptíveis
• Contactantes sexuais de casos de hepatite B aguda, susceptíveis
HBeAg + HBeAg -/+ HBeAg -
• Imunodeprimidos após exposição de risco, mesmo vacinados
Anti-HBe - Anti-HBe +/- Anti-HBe +
Anti-HBs - Anti-HBs - Anti-HBs - Observe as condutas indicadas após exposição de risco para a pena estudar a tabela. Grave, sobretudo, que o paciente exposto
hepatite B: o manejo varia conforme a situação vacinal do paciente não receberá nenhuma medida, independentemente do resultado
exposto e a positividade de HBsAg da pessoa-fonte. Esse assunto de HBsAg da pessoa-fonte, caso apresente resposta vacinal
não é comumente abordado em detalhes pelas provas, porém vale conhecida e adequada.
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 78 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 79
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Profilaxia da hepatite B após exposição ocupacional Critérios de inclusão para tratamento da hepatite B sem agente delta
HBeAg positivo e TGP > 2 vezes o limite superior da normalidade
Situação vacinal e
sorologia do paciente Pessoa-fonte Adulto maior de 30 anos com HBeAg positivo
exposto Paciente com HBeAg negativo, HBV-DNA > 2.000 UI/ml e TGP > 2 vezes o limite superior da normalidade
HBsAg positivo HBsAg negativo HBsAg desconhecido Fonte: Adaptado do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e Coinfecções, 2017.
Vacina +
Imunoglobulina se pessoa-fonte com alto
Imunoglobulina +
Não vacinado
vacina
Vacina risco de infecção para hepatite B (usuários 6.1.4 FORMAS CLÍNICAS DA HEPATITE C
de drogas, dialíticos, contato domiciliar ou A hepatite C possui menos marcadores sorológicos que a hepatite B e, assim, as questões que envolvem a identificação de suas formas
sexual com indivíduo com hepatite B)
clínicas são, em geral, mais simples.
Imunoglobulina + ! PARA FACILITAR: Lembre-se sempre de que, após obter resultado de anti-HCV positivo, é preciso realizar dosagem de HCV-RNA a fim
Vacinação incompleta Completar vacina Completar vacina
completar vacina de que seja determinada a presença de infecção aguda, crônica ou curada — ou seja, apenas anti-HCV positivo não significa infecção por HCV!
• Testar o paciente • Testar o paciente Dentro deste tópico, é essencial saber identificar as principais etiologias de ascite de acordo com o GASA e a dosagem de proteína total,
• Se resposta • Se resposta vacinal e conhecer conceitos sobre o diagnóstico e manejo dos quadros de peritonite bacteriana espontânea e secundária.
• Testar o paciente
vacinal adequada: adequada: nenhuma
• Se resposta vacinal adequada: nenhuma
Resposta vacinal nenhuma medida medida
medida
desconhecida • Se resposta vacinal • Se resposta vacinal
• Se resposta vacinal inadequada: fazer
inadequada: inadequada: fazer
segundo esquema de vacinação 6.2.1 DEFINIÇÃO DE GASA
imunoglobulina + segundo esquema Os dois passos essenciais para a determinação das principais etiologias de ascite consistem na análise do GASA, cujo cálculo é definido
vacina de vacinação
na tabela abaixo, e na dosagem de proteína total. Grave esse cálculo, frequente nas questões de hepatologia das principais bancas de
Residência Médica!
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 80 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 81
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
6. 3 CIRROSE HEPÁTICA
≥ Dentro do tema cirrose hepática, o principal tópico que demanda memorização cobrado por algumas bancas consiste no escore de
Child-Pugh.
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 82 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 83
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 84 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 85
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CAPÍTULO
Resumo Recomendações
7.0 GASTROENTEROLOGIA
• 2º tumor benigno mais frequente no fígado, mais
comum em mulheres em idade fértil
7. 1 DOENÇA ULCEROSA PÉPTICA
• A presença de cicatriz central ao exame de imagem • Quando observamos um nódulo suspeito
é característica de hiperplasia nodular focal, deve-se
Hiperplasia 7.1.1 CLASSIFICAÇÃO DE FORREST
confirmar com RNM
• A relação com estrogênio é controversa, mas Iniciando a gastroenterologia, grave com atenção a seguinte tabela, que indica a classificação de Forrest para úlceras pépticas; ela é
nodular focal
parece haver risco de crescimento com o uso de • A conduta é conservadora e devemos fazer fonte frequente para questões de Residência Médica. Aqui, é preciso gravar a descrição do estigma da úlcera associado a cada categoria, a
anticoncepcionais orais acompanhamento a cada 6 meses - 2 anos
taxa de ressangramento e as indicações de tratamento endoscópico (úlcera Forrest IA, IB, IIA, e IIB).
• RNM: lesão iso ou hipointensa em T1 e iso ou
hiperintensa em T2, com cicatriz central
Classificação endoscópica de Forrest para úlceras pépticas
Requer tratamento
Classe Estigma da úlcera Taxa de ressangramento
Resumo Recomendações endoscópico?
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 86 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 87
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
H - HEALING: úlcera em processo de cicatrização (ou reparação) Indicação para pesquisa e tratamento de Helicobacter pylori
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 88 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 89
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Neste tópico, os principais conceitos abordados consistem nas medidas iniciais indicadas para HDA e no manejo específico da HDA
varicosa. Balão de Sengstaken-
Sangramento refratário à terapia endoscópica TIPS precoce
! PARA FACILITAR: Fixe os seguintes conceitos: Blackemore por 24h
• medida inicial → reposição volêmica! Se necessária transfusão de hemoderivados, teremos diferentes alvos de Hb, a depender
das comorbidades do paciente;
• na HDA de etiologia varicosa, lembre-se das medidas → vasoconstrição esplâncnica; profilaxia com antibiótico se cirrótico; Cirurgia: evitar em cirróticos/ opção na esquistossomose.
• na EDA, realiza-se ligação elástica ou esclerose das varizes;
• obs.: nas varizes de fundo gástrico, indica-se obliteração com cianoacrilato — detalhe já cobrado pela USP-SP!
• na HDA em geral, temos 24h para realização da EDA e, na etiologia varicosa, 12h!
7. 4 HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA
A hemorragia digestiva baixa é abordada nas provas de Residência principalmente quanto à indicação adequada dos exames para
investigação e manejo do quadro. Os fluxogramas abaixo resumem este assunto.
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 90 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 91
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
EDA
Paciente ESTABILIZADO, mas Paciente ESTABILIZADO
ARTERIOGRAFIA Sangramento ativo NORMAL
OU CIRURGIA
Sangramento leve a
NÃO ESTABILIZOU ESTABILIZOU CÁPSULA
PERSISTENTE E INTENSO moderado ou intermitente
endoscópica
Cintilografia ou COLONOSCOPIA
Angio TC Enteroscopia AntioTC
Localizou?
intraoperatória cintilografia
ARTERIOGRAFIA
Inconclusiva Localizou Normal localizou não localizou
ou falha e tratou Enteroscopia
terapêutica
Falha terapêutica
Suspeitar de
sangramento Arteriografia Cápsula
CIRURGIA de delgado
com embolização endoscópica
Paciente estável
Sangramento autolimitado 7. 5 DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO
Dentro deste tópico, o principal ponto de memorização abordado nas provas consiste na classificação de Los Angeles para esofagite
péptica, cuja principal causa consiste na doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
! PARA FACILITAR: Observe que a definição de cada grau acompanha a severidade das erosões presentes na mucosa esofágica; grave
Localizou
COLONOSCOPIA e tratou sobretudo a descrição do grau C, que permite estabelecer o diagnóstico da DRGE durante sua investigação.
Suspeitamos de sangramento de intestino delgado em paciente com hemorragia digestiva baixa autolimitada não identificada em Erosões confluentes entre mais de uma prega no esôfago distal, porém, ocupando menos de 75% da
Grau C
colonoscopia e em endoscopia digestiva alta. Nesse tópico, as bancas abordam sobretudo a correta indicação de exame para investigação. circunferência.
! PARA FACILITAR: Na suspeita de sangramento de intestino delgado, grave as seguintes indicações:
• se sangramento oculto e intermitente, cápsula endoscópica; Grau D Erosões confluentes, ocupando mais de 75% da circunferência.
• se sangramento ativo, angioTC ou cintilografia (tais exames requerem uma taxa de sangramento ativo para que sejam eficazes).
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 92 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 93
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Dentro deste tópico, fique atento às classificações clínicas e radiológicas dos quadros de pancreatite aguda. Um dos temas favoritos das bancas dentro da gastroenterologia. Aqui, é preciso saber diferenciar retocolite ulcerativa e doença de
A tabela abaixo resume a classificação de Balthazar, que indica a severidade do caso. Note que, conforme aumenta a classificação, Crohn quanto ao envolvimento de diferentes partes do sistema digestivo e reconhecer suas principais manifestações extraintestinais.
temos sinais crescentes de destruição pancreática — inflamação, coleção localizada e, por fim, coleções líquidas e/ou gás, indicativas de
necrose pancreática possivelmente infectada.
Principais diferenças entre RCU x DC
ÍNDICE DE SEVERIDADE POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA
Retocolite ulcerativa Doença de Crohn
CRITÉRIOS DE BALTHAZAR
Acometimento Contínuo e ascendente Descontínuo
Classificação Achados tomográficos Pontuação (A)
Os critérios de Ranson são utilizados para predição de gravidade nos casos de pancreatite aguda.
Dor em cólica Ocasionalmente Frequente
! PARA FACILITAR: As bancas de Residência Médica raramente cobram o conhecimento dos valores indicativos de alterações nos
parâmetros avaliados no escore, porém, mais comumente, exigem saber, em linhas gerais, quais são os parâmetros avaliados por ele. Observe
Sintomas sistêmicos Ocasionalmente Frequente
que os níveis de amilase e lipase não são preditores de gravidade e que os preditores avaliados nas primeiras 48h são demonstrativos do caso
de inflamação sistêmica e extravasamento vascular que ocorrem nos casos de pancreatite aguda — esses conceitos são frequentemente
Obstrução do intestino Não para delgado
questionados nas provas! Frequente
delgado e cólon Rara para cólon
CRITÉRIOS DE RANSON
Envolvimento retal Comum Raro
Admissão Primeiras 48 horas
Etiologia não-biliar Etiologia biliar Etiologia não-biliar Etiologia biliar Doença perianal Raríssima Comum
Idade > 55 anos Idade > 70 anos Queda hematócrito > 10% Queda hematócrito > 10%
Massa abdominal Rara Frequente
Leucócitos > 16.000/ Leucócitos > 18.000/
Aumento de ureia > 10 mg/dL Aumento de ureia > 4 mg/dL
mm3 mm3
Analise a tabela abaixo, que resume as manifestações extraintestinais das doenças inflamatórias intestinais.
Glicose > 200 mg/dL Glicose > 220 mg/dL Cálcio < 8 mg/dL Cálcio < 8 mg/dL
! PARA FACILITAR: Grave sobretudo as três manifestações relacionadas à atividade intestinal: eritema nodoso, artrite periférica e
LDH > 350 U/L LDH > 400 U/L PaO2 < 60 mmHg PaO2 < 60 mmHg episclerite!
AST (TGO) > 250 U/dL AST (TGO) > 250 U/dL BE < -4 mEq/L BE < -5 mEq/L
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 94 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 95
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
**Colectomia segmentar +
Linfadenectomia regional
7.8 CÂNCER DE CÓLON
Questões sobre o tratamento do câncer de cólon são frequentes tanto entre as questões de clínica médica como nas questões de
cirurgia e podem ser resolvidas tendo posse de alguns conceitos essenciais. 7.8.2 MANEJO DO CÂNCER DE RETO
! PARA FACILITAR: O manejo assemelha-se ao indicado para o câncer não retal, porém algumas diferenças merecem destaque; atenção
especial às indicações de quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes:
• como acontece no câncer não retal, EC I tem indicação de cirurgia e EC IV de quimioterapia paliativa;
7.8.1 MANEJO DO CÂNCER DE CÓLON NÃO RETAL • para EC II e EC III — grave que isso ocorre se o estadiamento é T3/T4 e/ou N+ -, ou, se o câncer é próximo do aparelho
! PARA FACILITAR: Fique atento às seguintes principais indicações de cada tratamento: esfincteriano, o manejo é diferente:
• Estádio clínico (EC) I e EC II baixo risco → cirurgia. • quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia) + radioterapia neoadjuvante + cirurgia + quimioterapia adjuvante (após
• EC II alto risco e EC III → cirurgia + quimioterapia adjuvante (após a cirurgia). a cirurgia).
• EC IV → quimioterapia paliativa.
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 96 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 97
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
EC I EC II EC III EC IV
(T1 -T2, N0) (T3 -T4, N0) (M+) 7.9.2 MANEJO DO ADENOCARCINOMA DE ESÔFAGO
(N+)
Dentro deste tópico, têm ganhado espaço, nas questões de Residência Médica, as indicações de possível tratamento endoscópico nas
neoplasias precoces de esôfago.
ALTO
• Lesões T3/T4 METÁSTASES METÁSTASES ! PARA FACILITAR: Grave que, para que esse tratamento seja possível, temos de ter tumor muito precoce, com as características: T1a e
RISCO*
e/ou N+ RESSECÁVEIS IRESSECÁVEIS plano (pouco invasivo), com tamanho < 2 cm, e bem diferenciado (sinal de menor malignidade).
• Invasão do
mesorreto Critérios para tratamento endoscópico x cirúrgico em neoplasias precoces de esôfago
• Proximidade
com o aparelho
esfincteriano Podem tentar tratamento endoscópico Preferir tratamento cirúrgico
INDICAÇÕES DE RADIOTERAPIA NEOADJUVANTE cervical com remissão completa após tratamento neoadjuvante, todos os casos serão submetidos à cirurgia (esofagectomia + linfadenectomia
mediastinal) e alguns deles terão indicação de terapia neoadjuvante: T3, T4 e/ou N+.
Estádio II (tumores cT3 ou cT4) Tumores que se estendem por meio da muscular da mucosa.
Tratamento dos tumores de esôfago avançados
Estádio III Presença de linfonodo acometido.
Localização Tratamento
Tumores que invadem, ou mesmo “ameaçam” (estão a menos de 1-2mm) a
Invasão do mesorreto Se houver remissão completa, a cirurgia
fáscia mesorretal na imagem pré-operatória. Esôfago cervical Terapia neoadjuvante
pode não ser necessária
Mesmo para cânceres retais T2N0 clínicos muito seletos, a radioterapia
pré-operatória pode ser considerada quando tumor volumoso em íntima < 2cm, indiferenciados ou com Esofagectomia com linfadenectomia
T2
proximidade com a parte superior do esfíncter anorretal impede a preservação linfonodos (N+) mediastinal
Localização no reto interior
do esfíncter. Uma boa resposta à radioterapia pode reduzir de modo suficiente
a massa tumoral para permitir um procedimento poupador do aparelho Esôfago > 2 cm, indiferenciados ou com
esfincteriano, evitando uma colostomia definitiva. T2
torácico linfonodos (N+)
Terapia neoadjuvante + esofagectomia e
linfadenectomia mediastral
T3 e Com ou sem linfonodos, qualquer grau
T4 de diferenciação
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 98 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 99
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 100 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 101
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
ADENOCARCINOMA GÁSTRICO
+ COMUM: ADENOCARCINOMA GÁSTRICO - COMUM:
M0 M1
Homens, idosos, estômago médio-distal Mulheres, jovens, estômago proximal
Para fechar o tema, o fluxograma abaixo resume os principais conceitos sobre o adenocarcinoma gástrico abordados nas provas de
Residência Médica. Tentar tratamento Classificação Classificação
ENDOSCÓPICO endoscópica de histológica de
BORRMANN LAUREN
NEGATIVA MTX à
PET-Scan ou doença distância
localizada
Investigar as lesões, incluindo
métodos invasivos, como a
MTX à LAPAROSCOPIA DIAGNÓSTICA
Tratamento
distância PALIATIVO
QT e RT paliativa
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 102 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 103
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Tipo I Adenocarcinoma do esôfago distal (1 a 5 cm acima da JEG) 1 cm acima a 2 cm abaixo da ESOFAGECTOMIA DISTAL associada à GASTRECTOMIA TOTAL
Tipo II
JEG com linfadenectomia D2.
CAPÍTULO
8.0 NEFROLOGIA
8. 1 GLOMERULOPATIAS
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 104 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 105
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Vasculites ANCA associadas I – Mesangial Glomérulos normais, mas com Sem alterações
Nada significativo
minima depósitos de imunoglobulinas relevantes
Granulomatose com Granulomatose eosinofílica com Poliangeíte
-
poliangeíte (Wegener) poliangeíte (Churg – Strauss) microscópica II – Hematúria dismórfica
Sem alterações
Proliferativa Proliferação mesangial Proteinúria subnefrótica
relevantes
ANCA c – ANCA p – ANCA p – ANCA Mesangial (quando presente)
Mieloperoxidase Consumo de
Antígeno Proteinase – 3 (PR3) Mieloperoxidase (MPO) Proliferação mesangial e endocapilar
(MPO) III – complemento
em menos de 50% dos glomérulos Hematúria dismórfica
Proliferativa Piora de função renal
com depósitos subendoteliais de Proteinúria subnefrótica
- Sinusite destrutiva - Sintomas focal (menos comum que a
- Asma imunoglobulinas
- Nódulos pulmonares constitucionais classe IV)
Apresentação - Infiltrado pulmonar migratório
cavitados - Síndrome pulmão-
clínica - Dermatite atópica
- Glomerulonefrite rim Proliferação mesangial e endocapilar
- Glomerulonefrite Consumo de
- Síndrome pulmão-rim - Glomerulonefrite IV – em mais de 50% dos glomérulos
Hematúria dismórfica complemento
Proliferativa com depósitos subendoteliais de
Proteinúria subnefrótica Piora de função renal
difusa imunoglobulinas
Uremia
Pode haver formação de crescentes
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 106 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 107
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Indicações para considerar uma biópsia em um caso suspeito de GNPE 8. 2 LESÃO RENAL AGUDA (LRA)
Anúria ou alteração grave da função renal nas primeiras 48 a 72h
As principais questões sobre esse tema abordam a classificação da LRA, a diferenciação entre lesão pré-renal e renal baseada nos
Consumo de C3 por mais de 8 semanas exames laboratoriais e as indicações de diálise de urgência.
Ausência de melhora da função renal por 2 semanas
Persistência de hipertensão arterial por mais de 2 a 4 semanas
8.2.1 CRITÉRIOS KDIGO
Presença de sinais de doença sistêmica que sugiram outra etiologia (por exemplo: anemia hemolítica, artralgia, leucopenia
e rash malar, sugestivos de lúpus).
Classificação da lesão renal aguda – Critério de KDIGO
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 108 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 109
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA DRC (PRESENTES POR PERÍODO > 3 MESES) 8. 4 DISTÚRBIOS DO EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE
Redução da TFG TFG < 60mL/min/1,73m2 Quando falamos de nefrologia, esse é um dos tópicos que seguida, analisando os valores de HCO3 e pCO2, você definirá a
mais assustam os alunos. As questões de Residência sobre esse origem metabólica ou respiratória do quadro; quando se tratar
Passado de transplante renal
tópico, frequentes na USP-RP, geralmente enfocam o diagnóstico do de distúrbio respiratório, será preciso determinar se tratamos de
Anormalidade anatômica
tipo de distúrbio apresentado e, em alguns casos, o levantamento alteração aguda ou crônica, o que será deduzido da história clínica
Presença de alteração Anormalidade histológica
das principais causas do distúrbio. do paciente.
estrutural Distúrbios hidroeletrolíticos secundários a doenças tubulares renais
Para iniciar o tema, grave os conceitos da tabela abaixo, que Em seguida, como indica a tabela, é necessário calcular a
Anormalidades do sedimento urinário
servirão para dar o diagnóstico inicial do distúrbio apresentado magnitude da resposta compensatória, usando o cálculo indicado
Presença de albuminúria ≥ 30mg/24 horas
pelo paciente. para cada distúrbio.
! PARA FACILITAR: Ao encontrar uma questão que solicite Por fim, quando a questão tratar de um caso de acidose
diagnóstico de distúrbio ácido-base, comece analisando o pH; metabólica, será preciso analisar o ânion gap e o delta/delta, para
8.3.2 CLASSIFICAÇÃO E ESTADIAMENTO DA DRC baseado nele, definiremos se se trata de alcalose ou acidose; em determinar o tipo de acidose e a presença de distúrbios associados.
Além dos critérios diagnósticos, é essencial conhecer, para a prova, o modo de classificar os casos de DRC. Aqui, entrará a albuminúria!
Atenção especial com os casos de nefropatia decorrente de DM2, em que a primeira alteração observada, antes mesmo da queda da taxa de
filtração glomerular, pode ser o aumento da albuminúria!
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 110 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 111
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
A síndrome de lise tumoral, complicação grave que ocorre espontaneamente ou em decorrência do tratamento de diversos tipos de
câncer, cursa com importantes alterações metabólicas e clínicas. Grave essas alterações com a tabela abaixo.
> 2cm < 2cm
Critérios de CAIRO-BISHOP
Localização
Síndrome de lise tumoral laboratorial Síndrome de lise tumorial clínica NLPC*
do cálculo
8.6.1 MANEJO DA NEFROLITÍASE • Se tamanho 1-2 cm, as opções abordadas nas provas
são a ureteroscopia e a LEOC (ondas de choque!); LEOC* ou
Ureteroscopia
Dentro do tópico da nefrolitíase, é necessário gravar as Ureteroscopia
• observe que, na maioria das situações, podemos
indicações dos diferentes métodos cirúrgicos para manejo da
realizar e optamos pelo meio endoscópico, com
doença. a ureteroscopia! Localização do
cálculo ureteral
! PARA FACILITAR: Grave que o manejo cirúrgico será • Se o cálculo estiver em polo inferior, a retirada
indicado para cálculos de tamanho > 1 cm. Feito isso, diferenciamos endoscópica pode ser mais complicada, e poderá ser
o manejo do seguinte modo: considerada a cirurgia percutânea.
Ureter proximal Ureter distal
• Se cálculo > 2 cm, não tem jeito → nefrolitotomia Para realizar a LEOC, por fim, algumas condições clínicas e ou médio
≤ 1 cm > 1 cm
Obesidade
Gestação Ureteroscopia
Diatése hemorrágica
Densidade > 900 UH
Alteração anatômica das vias urinárias
Sim Não
Ureteroscopia
Ureteroscopia
ou LEOC*
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 114 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 115
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
CAPÍTULO
9.0 INFECTOLOGIA
9.1 MENINGITES
Pressão de
Aumentada Normal Aumentada Aumentada
abertura (cmH2O)
Leucócitos
>500 5-100 5-500 5-500
(células/mm³)
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 116 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 117
CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
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CLÍNICA MÉDICA Memorex do Estratégia MED Estratégia
MED
Streptococcus do grupo B
Enterobactérias ceftriaxona
2-3 meses Neisseria meningitidis OU
Streptococcus pneumoniae cefotaxima
Haemophilus influenzae
Neisseria meningitidis
> 3 meses
Streptococcus pneumoniae ceftriaxona
Adultos
Haemophilus influenzae
Neisseria meningitidis
Idosos (>60),
Streptococcus pneumoniae
imunossuprimidos e ceftriaxona + ampicilina
Haemophilus influenzae
gestantes
Listeria monocytogenes
9. 2 PNEUMONIAS
9.2.1 CURB-65
Iniciando o estudo das pneumonias, é essencial gravar o CURB-65, o escore que auxilia na decisão clínica de tratar o paciente de modo
ambulatorial ou intra-hospitalar.
Obs.: na prática clínica, ou em questões de prova, caso não tenhamos resultado de ureia, podemos empregar, além dele, o CRB-65,
utilizando os mesmos parâmetros do CURB e retirando a ureia — nesse caso, já consideramos internação para tratamento com apenas 1
parâmetro alterado.
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Animais
Peçonhentos
Para finalizar o estudo do manejo das pneumonias, observe o resumo dos antibióticos indicados para pacientes em tratamento na UTI.
Veneno neurotóxico com
Nesses casos, podemos manter o tratamento com ceftriaxona + macrolídeo indicado para os internados na enfermaria, ou utilizar ceftriaxona manifestações relacionadas Manifestações
Veneno
ao sistema nervoso neurotóxico com locais como dor, Veneno
+ quinolona respiratória. manifestações edema e eritema neurotóxico com
autônomo (simpático ou
parassimpático): dor, relacionadas que evoluem para manifestações
parestesia, sudorese, ao sistema nervoso ferimento com relacionadas
autônomo. Pode necrose. Também ao sistema
salivação, náuseas, levar ao quadro de
vômitos, taquicardia pode aparecer a nervoso autônomo.
priapismo.
ou bradicardia. Pode placa marmórea
complicar com edema
agudo de pulmão.
Lembre-se de ELA*
“CRO” que faz fraqueza
CRoca-cola muscular. Esse veneno
“Lembra vagalmente
“PICO” (urina escura pela é neurotóxico e,
o botrópico”
Plaquetopenia rabdomiólise e IRA) também, faz fraqueza
Manifestações locais
(sangramentos) Cérebro (fácies muscular progressiva,
semelhantes ao
Insuficiência renal miastênica) além de ptose
botrópico com
COmplicações locais Olho caído (turvação palpebral, oftalmoplegia,
síndrome vagal.
visual e ptose fácies miastênica,
palpebral) insuficiência respiratória
e apnéia.
*Esclerose lateral amiotrófica
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A sepse é uma das emergências mais frequentes na prática Além disso, grave que, para falar em choque séptico,
clínica e, nas provas de Residência, não é diferente. As questões devemos ter choque refratário às medidas iniciais de reposição Disfunção Respiratória Relação PaO2 / FiO2
sobre sepse em adultos costumam abordar o diagnóstico e o volêmica, ou seja, que depende de drogas vasoativas e leva ao
manejo inicial dos casos. aumento de lactato, pela piora da perfusão sistêmica.
Tenha atenção especial para definir, corretamente, sepse e ! PARA FACILITAR: Memorize os três componentes do
choque séptico. Raciocine que a sepse, pelo estado de perfusão qSOFA. Além disso, é incomum que as provas cobrem com exatidão Disfunção Hematológica Grau de plaquetopenia
inadequada que promove, leva a disfunções orgânicas; assim, a os valores alterados para definir disfunção no SOFA; porém, é
suspeita de sepse ocorrerá com a união de quadro infeccioso com a essencial saber os conceitos descritos no quadro abaixo e, no que
presença de 2 alterações do qSOFA; em seguida, para diagnosticá- se refere ao SOFA, saber que parâmetros são avaliados por ele —
Disfunção Neurológica Escala de coma de Glasgow
la, devemos observar mudanças no escore SOFA, que avalia, para memorizá-los, observe que nada mais são do que os principais
justamente, a presença de disfunções orgânicas exames de avaliação dos sistemas do corpo humano.
Oligúria ou aumento de
Disfunção Renal creatinina
Frequência respiratória > 22 irpm
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9.5.1 DENGUE
[Link] CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA E MANEJO DA DENGUE
Dentro do tema das arboviroses, a dengue merece sua atenção especial. Grave as diferenças diagnósticas e de manejo entre os quatro
grupos de pacientes com dengue, com destaque para a indicação de internação e hidratação endovenosa, acompanhada de solicitação de
exames adicionais nos grupos C e D.
Dentro dos temas da infectologia, tendo em vista sua associações entre arbovirose e quadro clínico: Sinais de alarme X
importância epidemiológica no Brasil, as arboviroses ganham • dengue → cefaleia retro-orbitária, trombocitopenia, Sinais de choque/hemorragia
X
destaque nas questões. O quadro abaixo resume as principais discrasia hemorrágica! grave/disfunção de órgão
• chikungunya → artralgia, que pode inclusive cronificar! Hidratação Oral Oral Parenteral Parenteral
diferenças clínicas entre elas, que serão suas principais pistas para
• zika → exantema desde o primeiro dia de sintomas e
chegar ao diagnóstico correto na prova. Local de tratamento Domicílio Domicílio Hospital UTI
conjuntivite frequente!
! PARA FACILITAR: Grave especialmente as seguintes Exames complementares Hemograma, albumina Hemograma, albumina
Nenhum Hemograma
obrigatórios e transaminases e transaminases
Exames diagnósticos
X X
obrigatórios (NS1/Sorologia)
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9.6.4 TUBERCULOSE PULMONAR: ESQUEMAS DE TRATAMENTO 9.6.6 MANEJO DE CONTATOS DE CASOS DE TUBERCULOSE BACILÍFERA
Observe que o esquema principal de tratamento para TB consiste em etapa de tratamento com RIPE (rifampicina, isoniazida,
Sempre que diagnosticamos casos de tuberculose bacilífera, separamos os contactantes em sintomáticos e assintomáticos
pirazinamida, etambutol), seguida de etapa com RI (rifampicina, isoniazida), porém a duração da segunda etapa varia de acordo com o tipo
é necessário fazer busca ativa dos contactantes para investigar a e apenas os últimos deverão realizar prova tuberculínica para
de tuberculose apresentada!
presença de casos de tuberculose ativa ou latente. Grave a condução pesquisa de tuberculose latente — afinal, os sintomáticos serão
desses casos com o fluxograma abaixo. Observe que, inicialmente, investigados como suspeita de tuberculose pulmonar!
TUBERCULOSE
PULMONAR
CONTATO DE CASO
BACILÍFERO
Ocorre após Mais Reativa após Mais Pode ser após Mais Investigar
contato com frequente na quadro de frequente em TB primária frequente em Fazer PT
Tuberculose
bacilo infância latência adultos ou secundária, pacientes
quando o bacilo com AIDS
cai na corrente
sanguínea
Maiores Nefrite intersticial Psicose e Hepatotoxicidade, Neurite óptica *Incremento de pelo menos 10mm em relação à PT anterior
(RIMfampicina) covulsão rabdomiólise, (etambutolho)
mielotoxicidade mioglobinúria,
ins fi i n ia renal
Hepatotóxicos
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Complementando o conteúdo, observe o fluxograma abaixo que inclui o passo-a-passo do diagnóstico da infecção latente e os 2
Fazer PT
exames que permitem a diagnosticar: IGRA ou prova tuberculínica! Atenção com o mnemônico “CINCO”, que indica as cinco populações em
que o valor de corte para prova tuberculínica alterada é de 5 mm, não de 10 mm.
Indicada em
9.6.8 INFECÇÃO LATENTE PELO M. TUBERCULOSIS maiores de
50 anos,
[Link] TUBERCULOSE LATENTE: FLUXOGRAMA DE DIAGNÓSTICO E MANEJO menores de
Descartar TB + Exames ou Pessoas com 10 anos e
Observe o passo a passo do diagnóstico e manejo dos casos de tuberculose latente.
ativa anamnese HIV contactantes hepatopatas
e radiografia de casos
! PARA FACILITAR: O quadro destaca dois pontos que merecem sua atenção: onfirmados
de tórax
• todo paciente HIV positivo contactante de caso de TB e/ou com CD4 ≤ 350 (mesmo que não seja contactante!) deve receber CD4 350
120 doses
tratamento para TB latente; (4 meses)
• recentemente, o Ministério da Saúde recomendou uma nova opção de tratamento: rifapentina e isoniazida semanais, por 3
meses.
Positivo
5mm nos 10 mm nas
CINCO* demais
populações
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Dentro das emergências em infectologia, a neutropenia febril, junto à sepse, é favorita das bancas de clínica médica e pediatria nas
provas de Residência Médica. Aqui, é essencial saber o manejo inicial dos pacientes, com destaque para a escolha de antibioticoterapia
adequada e a indicação de manejo ambulatorial ou hospitalar.
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Para finalizar, memorize os critérios que permitem suspender a antibioticoterapia nos pacientes com neutropenia febril.
Transudato Exsudato
LDH líquido pleural > 2/3 limite superior da normalidade sérica Não Sim
A tabela abaixo sintetiza os principais tipos de derrame pleural do tipo transudato, decorrente de alterações do equilíbrio entre as
pressões hidrostática e oncótica, e exsudato.
Transudato Exsudato
ICC Infecciosas
Hipoalbuminemia Hemotórax
Pacientes com derrame pleural novo devem ser submetidos exsudato e transudato; para classificá-lo, é essencial analisar,
à toracocentese diagnóstica para pesquisa da etiologia do quadro, principalmente, os níveis de proteína e de LDH no líquido pleural e
que poderá guiar, adequadamente, seu manejo. O líquido pleural no sangue. Grave com atenção os parâmetros resumidos na tabela,
10.1.2 DERRAME PLEURAL PARAPNEUMÔNICO E EMPIEMA
é submetido a exames que permitirão classificá-lo em 2 tipos: frequentes nas questões de pneumologia sobre esse tema.
O derrame pleural secundário à pneumonia pode ser classificado como não complicado, complicado ou como empiema; para a prova,
é essencial saber as características laboratoriais e a conduta indicada em cada estágio. Para isso, grave que os parâmetros avaliados para
indicar derrame complicado, indicativo de drenagem pleural, são pH, glicose e LDH, e que a presença de derrame purulento já é indicativa de
empiema!
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Asma, DPOC,
Obstrutivo ↓↓ ↓ ↓ fibrose cística, (VEF1/CVF < 0,7%.)
bronquiectasias
Doenças
fibrosantes, Redução
Restritivo ↓ ↓ Normal deformidades de proporcional VEF1
caixa e CVF
torácica graves
Formas avançadas
VEF1/CVF < 0,7%
Misto/ de fibrose cística;
↓ ↓↓ ↓ com CVF muito
Combinado associação de
reduzida
doenças
1 0. 3 ASMA EM ADULTOS
A asma é extremamente frequente na prática clínica tanto em adultos como na infância, nas provas, não é diferente. Neste tema, é
essencial gravar: como diagnosticar asma corretamente; como indicar o tratamento adequado e acompanhá-lo; e saber conceitos sobre o
manejo da asma exacerbada no pronto-socorro. Aqui, você encontrará detalhes sobre a asma em adultos! Na seção de pediatria, detalhamos
a asma na infância.
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Preferencial
ETAPA V CI dose alta + LABA, adicionar Tiotrópio
Para resolver as questões sobre o manejo da asma, é apresentar sintomas com necessidade de uso de Fenotipar: anti-lgE ou anti-IL5 ou anti-IL4R
essencial saber as etapas de tratamento e a avaliação do controle medicação de alívio, geralmente um beta-agonista de
da doença. O fluxograma abaixo resume as etapas de tratamento curta duração, deve-se usar, em conjunto, uma dose de
Opções
da asma.
corticoide inalatório; Adicionar corticoide oral em dose baixa
• note que o fluxograma nada mais é do que uma escada:
! PARA FACILITAR: Alguns detalhes recentes têm sido muito
começamos com corticoide inalatório, adicionamos o
abordados pelas bancas:
beta-agonista de longa ação e terminamos aumentando
CI dose média + LABA + SABA de resgate ou
Preferencial
• antes de indicar tratamentos mais avançados, devemos
a dose do corticoide;
sempre rever o manejo ambiental e o uso correto das ETAPA IV CI dose média +Formoterol de manutenção
• lembre-se de que pacientes com asma avançada, na
medicações; + CI dose baixa + Formoterol de resgate
etapa V, devem ser encaminhados para fenotipar a
• o corticoide inalatório deve sempre fazer parte do
asma, com avaliação de possível indicação de drogas
CI dose alta, adicionar tiotrópio ou
Opções
tratamento! Além disso, sempre que o paciente
específicas.
montelucaste
Preferencial
ETAPA III ou CI dose baixa +Formoterol de
manutenção e resgate
Opções
dose baixa de CI + Formoterol por demanda
Preferencial
CI dose baixa diária + SABA por demanda
ETAPA II
ou dose baixa CI + Formoterol por demanda
Opções
baixa de CI sempre que usar SABA
Preferencial
ETAPA I Dose baixa CI + Formoterol por demanda
Opções
sempre que usar SABA
TODOS OS ASMÁTICOS
Controle ambiental + rever controle de asma e risco futuro regularmente
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 140 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 141
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Reavaliação frequente
Nova avaliação funcional em 1h
Em caso de piora, considerar UTI
Considerar alta se houver melhora clínica com PFE 60-80% do predito ou
melhor do paciente
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! PARA FACILITAR: Grave a versão simplificada dos critérios de Wells, resumida na tabela abaixo, que o permitirá classificar Probabilidade clínica de TEP
adequadamente os pacientes com suspeita de TEP agudo nas questões sobre o tema.
Probabilidade baixa/ Probabilidade alta
Intermediária OU OU Provável
Critérios de Wells - TEP agudo Improvável
Não Sim
Procurar outras
AngioTC disponível
causas de choque/
imediatamente?
instabiilidade
Não Sim
AngioTC
Tratar como Positiva
TEP de alto risco Negativa
Procurar outras
causas de choque/
instabiilidade
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Por fim, alguns pacientes podem receber indicação de filtro de veia cava inferior, que objetiva impedir a ascensão de trombos em Agudo (geralmente com relato de
Início Insidioso
sistema venoso profundo de membros inferiores para o pulmão:
trauma associado)
Hérnia discal
Exemplo de patologias Espondiloartrites
Estenose de canal lombar
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 146 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 147
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CONTAGEM PORCENTAGEM DE
TIPO DE LÍQUIDO APARÊNCIA
CELULAR/MM³ POLIMORFONUCLEARES (%)
11.2.3 ARTRITE GOTOSA AGUDA
Normal Claro, viscoso 0-200 < 10
Luz
Cristais Morfologia Birrefringência
paralela
11.2.1 ARTRITE SÉPTICA
Pirofosfato
Quando falamos de artrite séptica, duas causas principais devem saltar à mente: gonocócica, e não gonocócica (principalmente causada Romboide Fraca positiva Azul
de cálcio
por S. aureus!). O quadro abaixo resume as principais diferenças entre esses tipos de artrite; tenha atenção especial com a descrição do tipo
de hospedeiro de cada uma e com a presença de poliartrite migratória e tenossinovite na artrite gonocócica!
Para concluir o estudo da doença por deposição de pirofosfato tratará da artrite gotosa! Saber dos achados característicos da DPFC,
de cálcio, grave as principais características que permitem suspeitar sobretudo o tipo de cristal observado na microscopia desses casos,
Aspectos Gonocócica Não gonocócica dessa hipótese, resumidas abaixo. permitirá que você chegue ao diagnóstico nas poucas questões que
! PARA FACILITAR: A maioria das questões sobre o tema o abordarem.
Agente N. gonorrhoeae S. aureus
Dermatite Comum Pode ocorrer lesão de pele prévia Poliartrite mais assimétrica que a artrite reumatoide.
Cultura do líquido sinovial < 25% > 95% Osteoartrite em locais atípicos.
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ARTRITE REUMATOIDE *Inibidores da JAK (tofacitinibe) são considerados pequenas moléculas sintéticas alvo-específicas, mas, para fins de indicação no
• Desconhecida. tratamento da AR e seguimento dos pacientes, devem ser encarados como um imunobiológico.
Etiologia • Fatores genéticos: HLA-DR.
• Fatores ambientais: tabagismo e infecções (lembrar da periodontite).
• Afeta ambos os sexos e em todas as faixas etárias. Complementando o quadro anterior, é importante reconhecer as pistas clínicas para pensar em um diagnóstico diferente do de artrite
Epidemiologia
• Predomínio em mulheres dos 30 aos 60 anos. reumatoide.
• Genética + fatores ambientais quebra da autotolerância produção de autoanticorpos sinovite e
Fisiopatologia
manifestações extra-articulares.
ACHADOS QUE FALAM CONTRA O DIAGNÓSTICO DE ARTRITE REUMATOIDE
• Poliartrite crônica e simétrica de pequenas e grandes articulações com rigidez matinal prolongada.
Quadro clínico • Poupa interfalangeana distal. • Monoartrite/oligoartrite;
• Surgimento insidioso e caráter aditivo. • Acometimento de IFD;
• Acometimento de coluna torácica, lombo-sacra e sacroilíaca;
• Desvio ulnar dos dedos.
• Artrite aguda;
Principais • Subluxação de MCFs.
deformidades • “Mão em Z” ou “em ventania”. • Artrite migratória.
articulares • “Pescoço de cisne”.
• Botoeira ou boutonnière.
• Nódulos reumatoides.
11.2.6 OSTEOARTROSE
• Derrame pleural.
Principais • Doença intersticial pulmonar. [Link] ESPONDILITE ANQUILOSANTE
manifestações • Pericardite.
Questões sobre paciente jovem com lombalgia inflamatória, ou seja, que melhora à movimentação, devem alertá-lo para a suspeita de
extra-articulares • Ceratoconjuntivite seca / episclerite / esclerite.
• Síndrome de Felty. espondilite anquilosante. Grave os principais conceitos sobre essa doença com o quadro abaixo.
• Vasculite.
• Clínica + autoanticorpos (FR e anti-CCP) + marcadores de atividade inflamatória (PCR e VHS) + imagem
Diagnóstico
(radiografia). ESPONDILITE ANQUILOSANTE
Diagnóstico • Doenças do tecido conjuntivo, artrites infecciosas, espondiloartrites (especialmente artrite psoriásica), artrites
diferencial microcristalinas, artrite paraneoplásica, polimialgia reumática.
• Epidemiologia: homens com idade inferior a 40 anos.
Avaliação de • Quadro clínico clássico: lombalgia inflamatória isolada ou em associação com entesite do aquileu e artrite de membro
• DAS28.
atividade
inferior.
• Sintomáticos: AINEs, glicocorticoides.
• Principal manifestação extra-articular: uveíte anterior aguda.
• DMARD de escolha: metotrexato.
Tratamento
• Outros DMARDs sintéticos: leflunomida, sulfassalazina, cloroquina/hidroxicloroquina. • Manobra de exame físico: teste de Schober modificado com redução da flexão lombar.
• DMARDs biológicos: especialmente anti-TNF. • Exames laboratoriais: HLA-B27 e elevação de provas de atividade inflamatória.
• Anticorpos positivos. • Exames de imagem: sacroiliíte simétrica e sindesmófitos na coluna.
Principais
• Manifestações extra-articulares.
fatores de pior • Tratamento: AINEs, imunobiológicos (anti-TNF).
• Tabagismo.
prognósticos
• Erosões precoces.
Principais PRINCIPAL BIZU: lombalgia inflamatória e uveíte anterior aguda.
• Aterosclerose e doença coronariana.
causas de óbito
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 150 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 151
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Nucleossomo
Nuclear homogêneo Nefrite lúpica
50 a 90%
ARTRITE REATIVA (SÍNDROME DE REITER)
Histonas Fortemente associado ao lúpus induzido por
Nuclear homogêneo
• Epidemiologia: homens e mulheres dos 20 aos 40 anos. 75% nos casos de LID drogas (LID)
• Gatilho da doença: infecção geniturinária ou de trato intestinal.
RNP Mais comum na doença mista do tecido
• Quadro clínico clássico: oligoartrite de membro inferior (joelho, tornozelo e pé) com ou sem lombalgia inflamatória, Nuclear pontilhado grosso
10 a 30% conjuntivo, mas pode aparecer no LES
entesite.
• Principais manifestações extra-articulares: conjuntivite, uretrite, lesões mucocutâneas (balanite circinada, ceratoderma LES neonatal, bloqueio cardíaco congênito,
blenorrágico, úlceras orais). SSA-Ro fotossensibilidade, lúpus cutâneo subagudo,
Nuclear pontilhado fino
• Exames laboratoriais: HLA-B27 e elevação de provas de atividade inflamatória. 20 a 60% doença intersticial pulmonar no LES, miocardite
• Exames de imagem: sacroiliíte unilateral ou assimétrica. no LES e FAN negativo
• Tratamento: AINEs, glicocorticoides, imunossupressores sintéticos e imunobiológicos (anti-TNF). SSB-La
Nuclear pontilhado fino Associação negativa com nefrite lúpica
15 a 40%
PRINCIPAL BIZU: jovem que inicia artrite de membro inferior e manifestações extra-articulares (olho, trato geniturinário
e pele) após uma infecção.
Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 152 Estratégia MED | Clínica Médica | Memorex do Estratégia MED 153
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Anticoagulação plena para todo SAF, com evento trombótico ou SAF em gestação
atual. Manter anticoagulação permanente com AVK buscando alvo de INR entre
2 e 3 para eventos venosos e entre 3 e 4 para eventos arteriais;
SAF gestacional fora de gestação recebe apenas AAS;
Não há estudos que mostrem a possibilidade de DOACs para SAF de alto risco;
Tratamento
Plaquetopenia > 50 mil plaquetas/mm3 deve receber AAS. Se < 30 mil plaquetas/
mm3 ou houver sangramento, pode ser feito corticoide, imunoglobulina e/ou
rituximabe;
SAF catastrófica: anticoagulação plena + corticoide venoso + gamaglobulina (e/
ou plasmaférese).
! PARA FACILITAR: Quanto aos critérios diagnósticos de SAF, memorize que devemos unir a clínica (1 critério clínico) aos exames
laboratoriais (1 autoanticorpo presente, que deve ser repetido em 12 semanas); grave os 3 autoanticorpos associados à SAF, que já foram
abordados diretamente nas provas.