CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
UNIASSELVI-PÓS
VITOR DA SILVA ARAÚJO
RELATÓRIO DE PRÁTICA LABORATORIAL: HIGIENE DO TRABALHO I
MOJUÍ DOS CAMPOS
2026
VITOR DA SILVA ARAÚJO
RELATÓRIO DE PRÁTICA LABORATORIAL: HIGIENE DO TRABALHO I
Relatório da Prática de Laboratório, apresentado como
requisito parcial para conclusão do Curso de MBA em
Engenharia de Segurança do Trabalho em convênio entre as
instituições Centro Universitário Leonardo da Vinci e
UNIASSELVI – Sociedade de Pós-Graduação Ltda.
Orientador(a): Aguinaldo Francisco Corrêa
MOJUÍ DOS CAMPOS
2026
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.......................................................................4
2 OBJETIVO............................................................................5
3 REGISTROS DA PRÁTICA DE LABORATÓRIO............................5
3.1 PREVENÇÃO E CONTROLE DE RISCOS EM MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS
E INSTALAÇÕES.............................................................................................5
3.2 EQUIPAMENTO DE ESTUDO – CORREIA TRANSPORTADORA................8
3.3 APLICAÇÃO DO CHECKLIST................................................................12
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS.....................................................14
REFERÊNCIAS............................................................................15
1 INTRODUÇÃO
A Engenharia de Segurança do Trabalho assume papel essencial no
cotidiano das organizações, atuando de forma preventiva na identificação,
avaliação e controle dos riscos ambientais. Sua aplicação prática contribui para a
promoção de ambientes laborais mais seguros e saudáveis, além de garantir
maior qualidade de vida aos trabalhadores e eficiência nos processos produtivos.
A disciplina de Higiene do Trabalho I destaca-se como base fundamental
na formação do profissional da área, uma vez que proporciona conhecimentos
técnicos indispensáveis para o reconhecimento dos agentes físicos, como o
ruído, bem como para a aplicação de metodologias de avaliação e
implementação de medidas de controle. Por meio dessa formação, o futuro
engenheiro de segurança torna-se apto a atuar de maneira crítica e eficaz frente
aos desafios encontrados nos ambientes [Link].
O ruído excessivo no ambiente de trabalho configura-se como um
importante agente de risco ocupacional, exigindo atenção de todos os envolvidos
no processo produtivo, desde a alta gerência até os trabalhadores diretamente
expostos a condições potencialmente insalubres. A exposição contínua a níveis
elevados de pressão sonora pode acarretar sérias consequências à saúde, como
perda auditiva induzida por ruído, estresse, fadiga e redução da capacidade
laboral. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (2011), o ruído em
níveis elevados figura entre os principais fatores ocupacionais responsáveis pela
geração de incapacidades, evidenciando a relevância do seu controle nos
ambientes de trabalho.
Dessa forma, o estudo do ruído, aliado aos fundamentos da Segurança do
Trabalho, à formação proporcionada pela disciplina de Higiene do Trabalho I e
às diretrizes estabelecidas pela NR-15, evidencia a importância de práticas
preventivas na construção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e
em conformidade com a legislação vigente.
Neste presente relatório, serão apresentados e analisados os
procedimentos de avaliação dos agentes ambientais relacionados às atividades
realizadas no contexto escolar, com foco específico em sala de aula, seguindo a
sugestão de prática 3 da disciplina Higiene do Trabalho I, conforme apresentado
no Manual de Práticas de Laboratório UNIASSELVI. Entre esses agentes,
destaca-se a análise da exposição ao ruído, classificado como um risco físico,
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por meio da realização de medições adequadas para a compreensão das
condições ambientais existentes.
2 OBJETIVO
Apresentar os resultados das medições dos níveis de pressão sonora em
um espaço de sala de aula, com posterior análise comparativa dos valores
obtidos em relação aos limites estabelecidos pela Norma Regulamentadora nº 15
e pela ABNT NBR 10152:2017, que trata dos parâmetros acústicos
recomendados para ambientes internos.
3 REGISTROS DA PRÁTICA DE LABORATÓRIO
Na sequência, é descrita a análise realizada na disciplina de Higiene do
Trabalho I, conduzida conforme as orientações do Manual de Práticas de
Laboratório e fundamentada na aplicação da proposta correspondente à prática
3.
3.1 PRÁTICA DE HIGIENE DO TRABALHO I
No ambiente escolar, a análise das condições de higiene ocupacional
permite identificar agentes físicos, como o ruído, a iluminação e o conforto
térmico, que influenciam diretamente o bem-estar, a concentração e o
desempenho dos ocupantes. A sala de aula, por ser um espaço de uso contínuo
e coletivo, exige atenção quanto aos níveis adequados desses parâmetros, a fim
de garantir um ambiente saudável e propício ao aprendizado.
Nesse sentido, a prática de Higiene do Trabalho I no âmbito escolar tem
como objetivo aplicar, de forma técnica e sistemática, métodos de avaliação
desses agentes, possibilitando a coleta e interpretação de dados reais. A partir
dessas análises, torna-se possível propor medidas de controle e melhorias nas
condições ambientais, contribuindo não apenas para a prevenção de danos à
saúde, mas também para a promoção de um ambiente educacional mais seguro
e eficiente.
A análise dos níveis de ruído no ambiente deve seguir critérios técnicos
estabelecidos pela NHO-01, que orienta os procedimentos para verificar a
exposição ocupacional com potencial de causar perda auditiva. Além disso, essa
avaliação deve considerar os parâmetros definidos pela ABNT NBR 10152:2017,
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que estabelece referências para condições acústicas adequadas em espaços
internos.
A atividade prática foi realizada por meio de observação direta e medições
no local, seguindo os procedimentos estabelecidos pelas normas vigentes.
3.2 REALIZAÇÃO DAS MEDIÇÕES
Para a realização das medições, foi adotado procedimentos estabelecido pela NHO-01 e NBR
10152:2017, sendo esta última ao qual se trata de Acústica — Níveis de pressão sonora em
ambientes internos a edificações. Conforme preceitua a Norma Brasileira Regulamentadora
10152, o sonômetro — sistema destinado à medição do nível de pressão sonora — deve
atender aos requisitos da IEC 61672, em todas as suas partes, sendo classificado como Classe
1 ou 2 (ABNT, 2017). Além disso, os pontos de medição devem ser definidos de modo a
representar adequadamente o campo sonoro do ambiente avaliado, devendo ser realizadas, no
mínimo, três medições em áreas de até 30 m². Para ambientes com área superior, recomenda-
se a inclusão de um ponto adicional de medição para cada incremento de 30 m².
No contexto de análises de ruído e do desenvolvimento de estudos e projetos, a Tabela 3
apresenta parâmetros de referência destinados à caracterização de diferentes tipos de
utilização dos ambientes internos de edificações (ABNT, 2017).
FINALIDADE DE USO: Valores de Referência
Educacional RLAeq (dB) RLASmax (dB) RLNC
Circulações 50 55 45
Berçário 40 45 35
Salas de Aula 35 40 30
Salas de Música 35 40 30
Para a realização das medições no ambiente escolhido, adotou-se uma distância de 0,75 entre
os pontos, respeitando a distância estabelecida pela norma situando-se pelo menos 1 metro de
paredes, teto, piso, mobiliários e outros objetos que possam interferir na medição sonora.
Foram realizadas 5 medições em uma sala de aula – um pouco acima do recomendado pela
NBR – com objetivo de analisar criticamente o ambiente estudado, aos quais podemos
observar na tabela a seguir:
Ponto 1 1,00 m da parede
Ponto 2 1,75 metros da parede
Ponto 3 2,50 metros da parede
Ponto 4 3,25 metros da parede
Ponto 5 4,00 metros da parede
O tempo mínimo de medição para cada ponto foi de 30 segundo, conforme adotado na NBR.
As medições dos níveis de pressão sonora devem ser efetuadas no ambiente em avaliação,
preferencialmente em sua condição normal de operação, porém sem a presença de ocupantes
(ABNT, 2017).
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Para a execução da prática, as medições foram conduzidas sob condições ambientais
controladas e equivalentes, garantindo a homogeneidade dos parâmetros durante todo o
procedimento. O ambiente selecionado não apresentava condições adversas ou atípicas que
pudessem interferir nos resultados obtidos. Adicionalmente, todas as portas e janelas com
acesso ao local permaneceram fechadas, a fim de minimizar influências externas.
A figura a seguir ilustra o ambiente escolhido após execução do procedimento.
A partir disso, o ambiente analisado correspondeu a uma sala de aula ampla. O
espaço possui ventilação de ar por meio de central de ar – onde foi desligado
para não haver interferÊncias na medição, além de janelas. O mobiliário do local
inclui mesas e cadeiras infantis que são colocadas ao centro da sala, estantes
com materiais didáticos, e mesas auxiliares. Vale destacar que o ambiente está
distante cerca de 4 metros lateralmente de uma rua, ao qual não apresenta
grandes proporções de movimentação, dessa forma não influenciando nas
medições. As medições foram realizadas pelo período da tarde, em dia que a
unidade escolar não estava em funcionamento, contribuindo para a coleta dos
dados.
Para a avaliação do ambiente foi utilizado um aparelho celular, funcionando
como um decibelímetro, ao qual naquele utilizou-se o aplicativo “Decibel X” para
realização das medições sonoras.
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3.3 RESULTADOS E DISCUSSÕES
Considerando as medições realizadas no ambiente interno escolar, os resultados obtidos
permitiram realizar a análise do ambiente e confrontar com os limites estabelecidos pela
NBR 10152, onde podemos observar na tabela x os valores apresentados.
Ponto (nº) Valor Medido (dB)
1 36,8
2 52,6
3 53,6
4 59,6
5 52,8
A partir do quadro x observamos os resultados das medidas realizadas, onde entende-se
que a média obtida está acima do limite máximo de níveis de pressão sonora do ambiente,
cabendo providências para redução do ruído ambiental.
Ponto (nº) Valor Medido (dB)
1 36,80
2 52,60
3 53,60
4 59,60
5 52,80
Média 51,08
Ao realizarmos uma comparação entre os limites de tolerância da NR-15 em seu Anexo 1 e
a média do valor medido, observamos diferenças significativas, entendendo que o ruido
analisado não caracteriza como ambiente insalubre.
Portanto, diante desta investigação, conclui-se que a exposição a ruídos de forma contínua
e intermitentes, como preceitua a mesma Norma Regulamentadora, não fornece riscos
críticos. Vale ressaltar que o local trata-se de uma sala de aula, onde a jornada de trabalho
é de 8 horas/dia. Para compreender melhor esses resultados, a figura x a seguir mostra os
limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente.
Assim, verifica-se que os níveis medidos não caracterizam condição de insalubridade
ocupacional, uma vez que permanecem abaixo dos patamares estabelecidos para
exposição a ruído contínuo ou intermitente ao longo da jornada de trabalho de 8 horas.
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Ao contrário disso, os resultados da análise fogem dos padrões estabelecidos pela NBR
10152, onde observa-se que os níveis de pressão sonora do ambiente estão 21,08 dB
acima dos valores de conforto acústico, e 11,08 dB em relação ao valor máximo (pico) do
ruído permitido. A média registrada de 51,08 dB excede os valores recomendados para
ambientes educacionais, evidenciando condições desfavoráveis ao desempenho das
atividades pedagógicas, podendo impactar negativamente a concentração, a comunicação e
o bem-estar dos ocupantes.
Portanto, embora o ambiente não represente risco ocupacional crítico sob o ponto de vista
legal, constata-se a necessidade de adoção de medidas de controle e mitigação do ruído,
com o objetivo de adequar o espaço aos parâmetros de conforto recomendados,
promovendo melhores condições para o processo de ensino-aprendizagem e maior
qualidade ambiental interna.
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da análise observada no checklist e com base na prática
realizada, podemos concluir que a prevenção e o controle de riscos em
máquinas constituem elementos essenciais para a promoção de ambientes de
trabalho seguros e para a integridade física e mental de trabalhadores. A análise
realizada evidenciou que, em processos industriais como a fabricação de tijolos,
a presença de equipamentos mecanizados, a exemplo das correias
transportadoras, está diretamente associada a riscos significativos, sobretudo de
natureza mecânica, física e ergonômica, os quais demandam uma abordagem
sistemática de gestão.
Nesse sentido, a implementação de medidas de controle, fundamentadas
na identificação de perigos, avaliação de riscos e adoção de soluções técnicas
adequadas, mostra-se indispensável para a mitigação de acidentes. A disciplina
“Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações”
mostrou-se de suma importância na adoção de uma análise crítica e na
implementação de medidas que possam trazer conforto e segurança para o
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trabalhador, visto que inúmeros casos são registrados ocasionados por
acidentes de trabalho em razão da falta de organização, treinamento, segurança
e prevenção em máquinas dentro de indústrias.
No que se refere especificamente às correias transportadoras, observa-se
que este equipamento representa um dos pontos críticos no processo produtivo,
em função de seu funcionamento contínuo e da presença de partes móveis
expostas. A implementação de procedimentos seguros para operação, incluindo
sistemas de bloqueio e a capacitação contínua dos trabalhadores, reforçam a
segurança na utilização desse equipamento.
Portanto, a prevenção e o controle de riscos devem ser compreendidos
como processos contínuos e integrados à gestão organizacional, sendo
imprescindíveis para o desenvolvimento sustentável das atividades industriais,
para a proteção dos trabalhadores e para a eficiência operacional das empresas.
REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Giovanni Moraes de. Normas regulamentadoras comentadas. Rio de
Janeiro: GVC, 2020.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 45001: Sistemas
de gestão de saúde e segurança ocupacional. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
BARSANO, Paulo Roberto; BARBOSA, Rildo Pereira. Segurança do trabalho: guia
prático e didático. São Paulo: Érica, 2018.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Normas Regulamentadoras (NRs).
Brasília: MTE, 2022. Disponível em: [Link] Acesso em: 09 abr.
2026.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR-12: Segurança no Trabalho em
Máquinas e Equipamentos. Brasília: MTE, 2019. Disponível em:
[Link] Acesso em: 10 abr. 2026.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. NR 01 – Disposições Gerais e
Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Portaria MTE nº 344, de 25 de março de
2024. Brasília: Ministério do Trabalho e Emprego, 2024.
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CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos
humanos nas organizações. 4. ed. Barueri: Manole, 2014.
COUTO, Hudson de Araújo. Ergonomia aplicada ao trabalho. Belo Horizonte: Ergo,
2012.
IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2016.
SALIBA, Tuffi Messias. Curso básico de segurança e higiene ocupacional. 7. ed.
São Paulo: LTr, 2018.
MANUAL DE PRÁTICAS DE LABORATÓRIO. Curso de Pós-Graduação em
Engenharia de Segurança do Trabalho. UNIASSELVI, 2023.
Winnermac, 2024. Maquina de ladrillos aac. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 12 abr. 2026.
ANEXO C – Critérios utilizados para avaliação das Práticas de Laboratório e do
Relatório
PÓS - GRADUANDO: _________________________________________________
CURSO: ____________________________________________________________
TURMA: ____________________________________________________________
AVALIADOR: _____________________________________________________
Critérios a serem avaliados Validado
1) Organizou todas as etapas da atividade proposta com
coerência e criatividade.
2) Cumpriu todas as etapas dos Roteiros de Atividades
propostos e estabeleceu uma relação entre teoria e
prática.
3) Alcançou os objetivos estabelecidos em relação ao tempo
estabelecido, material utilizado e expectativa em relação
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às atividades.
4) Aproveitou os espaços e os instrumentos do laboratório
de forma adequada.
5) O Relatório das Atividades segue as orientações e as
normas estabelecidas no Manual de Prática de
Laboratório. Incluindo fotos de cada de etapa.
6) Fundamentou teoricamente o seu relatório de acordo com
cada atividade escolhida e os objetivos propostos.
7) Pertinência do tema e conteúdo desenvolvido com relação
ao curso de especialização que cursou.
8) Os resultados, discussão e conclusões apresentam
coerência entre si e com o tema proposto.
9) Apresentou Conclusão demonstrando suas impressões em
relação ao trabalho e discussão sobre os resultados.
NOTA FINAL:
OUTRAS OBSERVAÇÕES
Mojuí dos Campos, 14 de abril de 2026.
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Prof. Orientador
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