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Slides Cic063

O documento aborda a análise avançada das demonstrações contábeis, destacando a importância de entender o desempenho financeiro e econômico das empresas para diferentes stakeholders. Apresenta métodos de análise, como a análise vertical e horizontal, e discute a utilidade de índices financeiros para avaliar liquidez, rentabilidade e estrutura de capital. A análise é essencial para a tomada de decisões informadas sobre investimentos e gestão financeira.

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Slides Cic063

O documento aborda a análise avançada das demonstrações contábeis, destacando a importância de entender o desempenho financeiro e econômico das empresas para diferentes stakeholders. Apresenta métodos de análise, como a análise vertical e horizontal, e discute a utilidade de índices financeiros para avaliar liquidez, rentabilidade e estrutura de capital. A análise é essencial para a tomada de decisões informadas sobre investimentos e gestão financeira.

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ANÁLISE AVANÇADA DAS

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu
O objetivo geral da análise
“Formar uma ideia sobre o desempenho da empresa
durante um certo período e extrair informações que
ajudem , complementarmente, a outras, a efetuar
projeções sobre o futuro dessa entidade”.
(Martins, 2005)
Objetivos específicos
• Credor de curto prazo
• Investidor minoritário especulador em ações
• Financiador de longo prazo
• Investidor em ações de longo prazo
• Profissional a procura de emprego com segurança
• Sindicato atrás da capacidade da empresa em suportar
aumentos de salários e benefícios para seus empregados
• Fornecedor
• Cliente
• Analista interessado na segurança dos elos da cadeia de
valor
• Cidadão que deseja apenas avaliar o desempenho de uma
empresa sem qualquer intenção de decisão a tomar.
(Martins, 2005)
Instrumentos de análise
• Para cada tipo de interesse prevalece um conjunto de
instrumentos de análise que acaba se mostrando
superior a outros.
• • Portanto, não há modelos completos que consigam,
com a mesma eficácia, resolver os interesses de todos
os usuários em busca de informações.
(Martins, 2005)
Análise - Empresa
Qual é o ramo de atividade?
• Como está a situação financeira?
• Como está a situação econômica?
• Que informações são importantes, para você, se
fosse investidor dessa empresa?
Estrutura BP
Como a empresa se financia
Demonstração do Resultado
do Exercício
Além do Balanço, outra fonte importante de informações
é a DRE, usado para mostrar as receitas e as despesas
incorridas durante o exercício social.
Capital x Lucro

• O Capital é formado por todos os recursos financeiros proporcionados


por investidores externos, ou seja, capital próprio e capital de terceiros.
(Hendriksen & Van Breda, 1999)
• O lucro é, assim, o resultado obtido por todos os fornecedores de
capital à empresa, isto é, inclui juros pagos a credores e lucros
distribuídos aos acionistas. (Hendriksen & Van Breda, 1999)
DRE para Análise e Avaliação
Receita Bruta ( Vendas x Preço )
- Impostos e Taxas sobre receita
• Receita Líquida
- Custos
• Lucro Bruto
- Despesas
• Ebitda (earnings before interests, tax, depreciation & amortization) =
LAJIDA
(lucro antes de juros, IR, depreciação e amortização)
- Depreciação
• EBIT (earnings before interests and tax) = LAJIR (lucro antes de
juros e IR)
- Despesas Financeiras
• Lucro antes IR (LAIR)
- IR & CS
• = Lucro Líquido
Utilidade do Lucro
• Lucro como medida de desempenho.
• Lucro como ferramenta de predição dos fluxos
de caixa futuros.
• Lucro como ferramenta de decisão e controle.
– Lucros de qualidade são persistentes e preditivos para
avaliação.
(Dechow e Schrand, 2004)
Demonstração dos Fluxos de Caixa

FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA: AVALIAÇÃO DA


LIQUIDEZ, EQUILÍBRIO DE ENTRADAS E SAÍDAS
Em avaliação de empresas
Método do Fluxo de Caixa Descontado
Projeção
Fluxo de Caixa Livre
Fluxo de Caixa dos Acionistas
Visão Geral das Atividades de uma Empresa
e as Demonstrações Contábeis
Análise Financeira
Objetivos
• De acordo com Martins (2005), “Toda análise de
Balanços se resume em dois grandes objetivos: conhecer
a liquidez e a rentabilidade das empresas”.
• Capacidade da empresa de cumprir seus
compromissos financeiros com todos que a provêm de
recursos (financeiros, humanos, materiais, de serviços.
• Capacidade da empresa de remunerar, efetivamente,
os capitais nela empregados.
Demonstrações Contábeiss
• As demonstrações contábeis fornecem um série de
dados sobre a empresa. O objetivo da análise de balanço
consiste em extrair, desses dados, informações para
tomada de decisões.
• Seqüência do processo contábil
Processo de Tomada de Decisão
• Análise de Balanços baseia-se no raciocínio científico. Na
maioria das ciências, o processo de tomada de decisões
obedece mais ou menos a sequência...
Análise Financeira
• O tradicional: análise vertical e horizontal
• Índices, Índices e mais Índices...
• Índices-padrão
• Modelos de previsão de insolvência
• Análise de Rentabilidade
– Método Du Pont
– Alavancagem Financeira
• EBITDA
• Análise Dinâmica
Análise Financeira
Análise Financeira
• • Análise Vertical: Consiste na identificação da
participação relativa de cada elemento patrimonial e de
resultados. Como relaciona valores em uma mesma data
de corte, sofre menos distorção em razão dos efeitos
inflacionários.
• • Análise Horizontal: Consiste na comparação das
demonstrações contábeis em momentos/períodos
diferentes. Requer valores comparáveis (efeitos
inflacionários). Utiliza números índices ou simples
variação percentual.
Análise Vertical
Análise vertical – técnica de analisar o valor relativo (%)
que cada item da demonstração representa no total.
• Balanço Patrimonial:
• É calculado com base em quanto cada conta do balanço
representa do total do ativo e passivo e PL:
O Ativo mostra os
Suas decisões ou
investimentos das
Logo deve estratégias de
empresas
diferenciar de investimentos
empresa para
O Passivo e Patrimônio
empresa de Suas decisões ou
Líquido mostram os
acordo com estratégias de
financiamentos das
financiamento
empresas
Análise Vertical
• Balanço Patrimonial
• Ativo – Estrutura de investimentos

•• Sendo o ativo o retrato da composição dos


investimentos, o seu mix depende das decisões
tomadas de investimento e da natureza do próprio
negócio. Com isso, estes são os principais ativos de
acordo com o tipo de empresa.
Análise Vertical
Análise Vertical
• Balanço Patrimonial
• Passivo e PL – Estrutura de financiamento
• • No passivo e PL observam-se as decisões tomadas de
financiamento pela empresa, ou seja, onde a empresa
busca recursos, se no Capital de Terceiros ou no Capital
Próprio.
Empréstimos As empresas que têm alto nível de
Capital de
Bancários capital de terceiros são consideradas
Terceiros
Títulos a Pagar empresas endividadas.
Fornecedores

Capital Social As empresas com maior nível de capital


Capital dos sócios (patrimônio líquido) são
Reservas de Capital
Próprio consideradas capitalizadas.
Reservas de Lucros
Análise Vertical
Análise Vertical
Análise Vertical
Análise Horizontal
• Baseia-se na evolução de cada conta de uma série de demonstrações
financeiras em relação a demonstração anterior e/ou a demonstração
financeira básica.
• Primeiramente, é necessário estabelecer uma data-base, que terá o
valor índice 100.
• Para encontrarmos os valores dos próximos anos, efetuamos a regra
de três para cada ano, relacionado com a data-base.
Análise Horizontal e Vertical
Análise Vertical e Horizontal
Utilidade
A. Indicar a estrutura de Ativo, Passivo e suas
modificações:
• Composição dos financiamentos (origens de recursos)
• Capital próprio e de terceiros
• Endividamento (curto e longo prazo)
• Composição do endividamento
• (contas mais significativas)
• Composição dos investimentos
• (aplicações de recursos)
• Evoluções e alterações consideráveis
• Comparações
• Crescimento do Ativo Total
Utilidade
• Crescimento do Investimento, Imobilizado e Intangível e AC
• (principais contas)
• Crescimento do PL e do Exigível Total
• Crescimento do PL + PNC e do “AP”
• Crescimento do AC e do PC
• B. Analisar o desempenho da empresa:
• Resultados
• Crescimento das vendas
• Crescimento e representatividade dos custos
• Análise detalhada das despesas
• Crescimento e representatividade das despesas
financeiras
• C. Projetar as DCs e estimar os Fluxos de Caixa.
Análise Vertical e Horizontal
ANÁLISE VERTICAL
• Representatividade de uma conta
• Comparativamente a um referencial
• Balanço Patrimonial = Ativo Total
• DRE = Receita Líquida

ANÁLISE HORIZONTAL
• Evolução histórica
Análise por meio de Indicadores
• Índices: relações calculadas com os números obtidos
das demonstrações contábeis
• Objetivo: evidenciar determinado aspecto da situação
econômica ou financeira de uma empresa
Análise por meio de Indicadores
• Devem ser contextualizados no tempo (análise da
evolução temporal) ou no setor de atividade (análise
comparativa por segmento) .
• Problema do Significado Intrínseco: Subjetividade
Como comparar?
Mesmo período, empresas diferentes
Para mesma empresa, períodos diferentes ao longo do
tempo
Comparação com padrões
Diagrama Patrimonial
Índices
• Usualmente os índices são classificados nos seguintes
grupos:
Índices de Liquidez x Solvência
• Solvência = Do ponto de vista econômico, uma empresa
é solvente quando está em condições de fazer frente a
suas obrigações correntes e ainda apresenta uma situação
patrimonial e uma expectativa de lucros que garantam a
sobrevivência desta no futuro.
• Liquidez = Em análise de crédito, liquidez se refere à
probabilidade de um cliente honrar o seu compromisso
com o credor (comércio, indústria, banco e etc...) de
acordo com o contrato firmado e na data correta. Ou seja,
é a capacidade de pagamento de um cliente.
Índices - Liquidez
Interpretação: quanto maior, melhor Indica:
Proporção entre os bens
e direitos de curto e
longo prazos e as
obrigações totais com
terceiros
Semelhante à liquidez
corrente, porém do ativo
circulante, são excluídos
os estoques e as
despesas pagas
antecipadamente
Semelhante à liquidez
corrente, porém só
consideram-se as
disponibilidades

Proporção entre os bens


e direitos de curto e long
prazos e as obrigações
totais com terceiros
Índices - Liquidez
Índices - Liquidez
Atenção!
Caso Liquidez... Empresa Melhoramentos
• Às vezes, o valor de Clientes (Duplicatas a Receber) está
líquido de Duplicatas Descontadas... Isso afeta o cálculo
da Liquidez Corrente, pois Duplicatas Descontadas devem
ser consideradas passivos.
LC = 76.182/43.618 = 1,75 LC = (76.182 + 4.236)/(43.618
+ 4.236) = 1,68
• Atenção aos casos omissos!
Atenção!
• Caso Liquidez...
• Os índices de liquidez podem ser influenciados
pelas atividades das empresas.
• Sazonalidade – Renar Maçãs S/A
Atenção!
• Caso Liquidez...
• Conhecer a atividade
• Uma instituição financeira capta depósitos de poupança
(PC) e aplica a maior parte desses recursos e operações
de empréstimos a longo prazo (ARLP), financiando a
atividade imobiliária...
• Imagine o índice de liquidez corrente dessa instituição!
Se não se conhece a operação, pode-se concluir que a
instituição já quebrou.
Atenção!
• Índices de liquidez muito elevados podem revelar
recursos ociosos no Ativo Circulante, o que pode levar
a uma redução da rentabilidade!
• Incapacidade de aplicação dos recursos obtidos, falta de
oportunidade para efetuar investimentos...
Índices – Estrutura de Capital
Interpretação: quanto menor, melhor Indica:
Quanto a empresa obteve de capital de
terceiros em relação ao capital próprio

Quanto a empresa possui de dívidas de curto


prazo em relação ao total de dívidas

A dependência do capital de terceiros no


financiamento das atividades da empresa

O percentual de recursos próprios destinados


à aplicação no “ativo permanente” –
Investimentos, Imobilizado e Intangível

O percentual de recursos não correntes


destinados à aplicação no “ativo
permanente” – Investimentos, Imobilizado e
Intangível
Índices – Estrutura de Capital
Índices – Estrutura de Capital
Índices – Estrutura de Capital
Índices - Rentabilidade
Quanto a empresa vendeu
em relação ao seu
investimento total

O percentual de lucro que a


empresa obteve em relação
às suas vendas

Quanto a empresa lucrou


em relação ao seu
investimento total

Representa o rendimento
do capital próprio. Quanto a
empresa lucrou em relação
ao investimento dos sócios

Interpretação: quanto maior, melhor


Índices - Rentabilidade
Índices - Atividade
Quantos dias, em média, a
empresa levou para vender
os seus estoques

Quantos dias, em média, a


empresa esperou para
receber dos seus clientes

Quantos dias, em média, a


empresa levou para pagar
seus fornecedores

CMV = EI + Compras – EF
Compras = CMV – EI + EF
Índices de Prazos Médios
• Os Índices de Prazos Médios evidenciam a eficiência
operacional da gestão, a partir da verificação da
velocidade com que determinados itens do Balanço,
principalmente do Ativo Circulante, se renovam durante o
exercício.
Índices - Giro
O número de vezes que a
conta estoque gira no ano

O número de vezes que a


conta duplicatas a receber
gira no ano

O número de vezes que a


conta fornecedores gira no
ano

CMV = EI + Compras – EF
Compras = CMV – EI + EF
Esquema Básico das Operações
Ciclo Operacional e Financeiro
Ciclo Operacional e Financeiro
Atenção!
Fim!
Obrigada
ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES
CONTÁBEIS

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu
Principais Variações Temporais: Os
Investimentos
Balanço Patrimonial
31.12.16 31.12.17 31.12.18
Caixa 3.000 4.000 2.000
Aplicações Financeiras 25.000 12.868 26.325
Duplicatas a Receber (líquido) 100.000 130.000 143.000
Estoques 90.000 75.000 65.000
Investimentos 43.000 65.000 98.000
Imobilizado 100.000 110.000 110.000
Depreciação Acumulada (20.000) (30.500) (41.500)
Ativo 341.000 366.368 402.825

Fornecedores 72.000 60.000 61.750


Provisão IR 2.000 4.485 1.820
Contas a Pagar 15.000 12.000 11.000
Empréstimos 90.000 119.500 150.000
Capital 150.000 150.000 150.000
Reservas de Lucros 12.000 20.383 28.255
Passivo+PL 341.000 366.368 402.825
Demonstração de Resultado: Receita
de Equivalência Patrimonial
Demonstração do Resultado do Exercício
2017 2018
Vendas 445.000 485.000
Custo das Vendas (258.100) (310.400)
Lucro Bruto 186.900 174.600
Equivalência Patrimonial 6.300 11.500
Despesas com Pessoal (75.000) (71.000)
Outras Despesas Administrativas (65.000) (58.000)
Despesas com Depreciação (10.500) (11.000)
Despesas com Devedores Duvidosos (3.000) (3.900)
Receitas Financeiras 2.500 2.316
Despesas Financeiras (20.950) (26.950)
Lucro antes do IR 21.250 17.566
Imposto de Renda (4.485) (1.820)
Lucro Líquido 16.765 15.746
Redução de Contas a Receber
Balanço Patrimonial 2016 à 2017 –
31.12.16 31.12.17 31.12.18 Aumento de 30%
Caixa 3.000 4.000 2.000 2017 à 2018 –
Aplicações Financeiras 25.000 12.868 26.325 Aumento de 10%
Duplicatas a Receber (líquido) 100.000 130.000 143.000
Estoques 90.000 75.000 65.000 Será que houve um
Investimentos 43.000 65.000 98.000 aumento de
Imobilizado 100.000 110.000 110.000 Vendas?
Depreciação Acumulada (20.000) (30.500) (41.500)
Ativo 341.000 366.368 402.825

Fornecedores 72.000 60.000 61.750


Provisão IR 2.000 4.485 1.820
Contas a Pagar 15.000 12.000 11.000
Empréstimos 90.000 119.500 150.000
Capital 150.000 150.000 150.000
Reservas de Lucros 12.000 20.383 28.255
Passivo+PL 341.000 366.368 402.825
Redução de Contas a Receber
Demonstração do Resultado do Exercício Vendas de 2017 – 445.000
2017 2018 Vendas de 2018 – 485.000
Vendas 445.000 485.000 Aumento de 9%
Custo das Vendas (258.100) (310.400)
Poderia ser
Lucro Bruto 186.900 174.600
inadimplência?
Equivalência Patrimonial 6.300 11.500 Devedores Duvidosos
Despesas com Pessoal (75.000) (71.000) 2017 – 3.000
Outras Despesas Administrativas (65.000) (58.000) Devedores Duvidosos
Despesas com Depreciação (10.500) (11.000) 2018 – 3.900
Despesas com Devedores Duvidosos (3.000) (3.900)
Receitas Financeiras 2.500 2.316 Como não possuímos
Despesas Financeiras (20.950) (26.950) dados das vendas de 2016,
Lucro antes do IR 21.250 17.566 não podemos concluir que
a alteração de vendas de
Imposto de Renda (4.485) (1.820)
100.000 para 130.000 é um
Lucro Líquido 16.765 15.746
problema de alteração de
prazos.
Redução de Contas a Receber
Podemos olhar o que ocorreu de 2017 à 2018.
PMRV (prazo médio de recebimento de vendas) = 360xDuplicatas a Receber/
Vendas Brutas

Duplicatas a Receber 2016 – 100.000


Duplicatas a Receber 2017 – 130.000
Duplicatas a Receber 2018 – 143.000

Vendas 2017 – 445.000


Vendas 2018 – 485.000

Saldo Médio Duplicatas a Receber 2017 – 115.000


Saldo Médio Duplicatas a Receber 2018 – 136.500

PMRV 2017 = 360*115/ 445 = 93

PMRV 2018 = 360*136,5/485 = 101,31


Dissecando Estoques e Fornecedores
Balanço Patrimonial Redução de
31.12.16 31.12.17 31.12.18 Estoques: Bom ou
Caixa 3.000 4.000 2.000 Ruim?
Aplicações Financeiras 25.000 12.868 26.325
Duplicatas a Receber (líquido) 100.000 130.000 143.000 Primeira Opção:
Estoques 90.000 75.000 65.000 Problemas com
Investimentos 43.000 65.000 98.000 Fornecedores
Imobilizado 100.000 110.000 110.000
Depreciação Acumulada (20.000) (30.500) (41.500) Segunda Opção: A
Ativo 341.000 366.368 402.825 empresa está
fazendo uma política
Fornecedores 72.000 60.000 61.750
deliberada de
Provisão IR 2.000 4.485 1.820
redução de estoques.
Contas a Pagar 15.000 12.000 11.000
Ex.: just in time
Empréstimos 90.000 119.500 150.000
Capital 150.000 150.000 150.000
E a margem bruta?
Reservas de Lucros 12.000 20.383 28.255
Passivo+PL 341.000 366.368 402.825
Dissecando Estoques e Fornecedores
A empresa está vendendo mais
com margem bruta menor!
Demonstração do Resultado do Exercício
Margem Bruta 2017 = 42%
2017 2018
Margem Bruta 2018 = 36%
Vendas 445.000 485.000
Possíveis causas:
Custo das Vendas (258.100) (310.400) •Aumento do custo muito forte.
Lucro Bruto 186.900 174.600 •Aumento da margem de cada
Equivalência Patrimonial 6.300 11.500 produto mas redução das
Despesas com Pessoal (75.000) (71.000) vendas.
Outras Despesas Administrativas (65.000) (58.000) •Alteração do mix de produtos,
Despesas com Depreciação (10.500) (11.000) com uma venda concentrado
Despesas com Devedores Duvidosos (3.000) (3.900) dos produtos com menor
Receitas Financeiras 2.500 2.316 margem.
Despesas Financeiras (20.950) (26.950) •Queda da capacidade aquisitiva
Lucro antes do IR 21.250 17.566 da população
Imposto de Renda (4.485) (1.820) Resumindo: Estoques
Lucro Líquido 16.765 15.746 diminuíram, Duplicatas a
Receber aumentaram, vendas
aumentaram e as margens de
lucro bruto caíram.
Fornecedores
PMPC (prazo médio de pagamento de compras) =360xFornecedores/Compras

Fornecedores 2016 – 72.000


Fornecedores 2017 – 60.000
Fornecedores 2018 – 61.750

Redução de Fornecedores compatível com redução no nível do Estoque

Compras= CV –EI + EF
Compras 2017 = 258.100-90.000+75.000 = 243.100
Compras 2018 = 310.400-75.000+65.000 = 300.000

Saldo Médio de Fornecedores 2017 – 66.000


Saldo Médio de Fornecedores 2018 – 60.875

PMPC 2017 = 360*66/ 243,1 = 97,73

PMPC 2018 = 360*60,785/300 = 72,94


Empréstimos
Balanço Patrimonial Aumento dos empréstimos!
31.12.16 31.12.17 31.12.18
Isso quer dizer que a empresa está
Caixa 3.000 4.000 2.000
Aplicações Financeiras 25.000 12.868 26.325
financiando os investimentos em
Duplicatas a Receber (líquido) 100.000 130.000 143.000 outra empresa através de
Estoques 90.000 75.000 65.000 empréstimos.
Investimentos 43.000 65.000 98.000 Os empréstimos são de longo ou
Imobilizado 100.000 110.000 110.000 curto prazo? Não sabemos!
Depreciação Acumulada (20.000) (30.500) (41.500) Liquidez Corrente: Ativo
Ativo 341.000 366.368 402.825
Circulante/Passivo Circulante
Fornecedores 72.000 60.000 61.750
Liquidez Geral: (Ativo Circulante +
Provisão IR 2.000 4.485 1.820 Ativo Não Circulante)/(Passivo
Contas a Pagar 15.000 12.000 11.000 Circulante +Passivo Não Circulante)
Empréstimos 90.000 119.500 150.000 Se for de Curto Prazo:
Capital 150.000 150.000 150.000 Liquidez Corrente:
Reservas de Lucros 12.000 20.383 28.255 =(2+26,325+143+65)/(61,75+1,82+11+
Passivo+PL 341.000 366.368 402.825
150)=1,05
A empresa está liquida. O que será então? Se for de Longo Prazo:
Problema de gestão? De mercado? =(2+26,325+143+65)/(61,75+1,82+11)=
Decisões internas – compra e venda...? 3,17
Investimentos
Investimento 2016 – 43.000
Demonstração do Resultado do Exercício Investimento 2017 – 65.000
2017 2018 Investimento 2018 – 98.000
Vendas 445.000 485.000
Custo das Vendas (258.100) (310.400) Se o aumento nos
Lucro Bruto 186.900 174.600 investimentos foi no final do
Equivalência Patrimonial 6.300 11.500 período o retorno do
Despesas com Pessoal (75.000) (71.000) investimento em 2017 foi de:
Outras Despesas Administrativas (65.000) (58.000) 6,3/43 = 14,64%
Despesas com Depreciação (10.500) (11.000)
Despesas com Devedores Duvidosos (3.000) (3.900) Se o aumento nos
Receitas Financeiras 2.500 2.316 investimentos foi no início do
Despesas Financeiras (20.950) (26.950) período o retorno do
Lucro antes do IR 21.250 17.566 investimento em 2017 foi de:
Imposto de Renda (4.485) (1.820)
6,3/(65-6,3) = 10,73%
Lucro Líquido 16.765 15.746
2018 - Entre 11.500/(98.000-
11.500) e 11.500/65.000
Entre 13,29% e 17,69%
Retorno dos Acionistas
Balanço Patrimonial Retorno do Patrimônio Líquido:
31.12.16 31.12.17 31.12.18 PL inicial final ou Médio
Caixa 3.000 4.000 2.000
A empresa aumentou o Capital?
Aplicações Financeiras 25.000 12.868 26.325
Duplicatas a Receber (líquido) 100.000 130.000 143.000
A empresa distribuiu
Estoques 90.000 75.000 65.000 dividendos?
Investimentos 43.000 65.000 98.000 2017 – 12.000+16.765=28.765-
Imobilizado 100.000 110.000 110.000 20.383 = 8.382
Depreciação Acumulada (20.000) (30.500) (41.500) Não sabemos quando os
Ativo 341.000 366.368 402.825 dividendos foram distribuídos.
Podemos de 2017 dizer que o
Fornecedores 72.000 60.000 61.750 retorno foi de aproximadamente
Provisão IR 2.000 4.485 1.820 ROE = 16.765/162.000 = 10,34%
Contas a Pagar 15.000 12.000 11.000
Parte desse resultado veio dos
Empréstimos 90.000 119.500 150.000
Capital 150.000 150.000 150.000
investimentos! E se
Reservas de Lucros 12.000 20.383 28.255 desconsiderarmos essa parte?
Passivo+PL 341.000 366.368 402.825
=(16.765-6.300)/(162.000-
43.000)= 8,79%
Despesas Financeiras
Demonstração do Resultado do Exercício Empréstimos 2016 – 90.000
2017 2018 Empréstimos 2017 – 119.500
Vendas 445.000 485.000 Empréstimos 2018 – 150.000
Custo das Vendas (258.100) (310.400)
Lucro Bruto 186.900 174.600 Empréstimos Médios 2017=
104.750
Equivalência Patrimonial 6.300 11.500
Empréstimos 2018 = 134.750
Despesas com Pessoal (75.000) (71.000)
Outras Despesas Administrativas (65.000) (58.000) Custos dos Empréstimos
Despesas com Depreciação (10.500) (11.000)
Despesas com Devedores Duvidosos (3.000) (3.900) 2018 - 26.950/ 134.750 = 20%
Receitas Financeiras 2.500 2.316
Despesas Financeiras (20.950) (26.950) E o benefício fiscal da dívida?
Lucro antes do IR 21.250 17.566
Imposto de Renda (4.485) (1.820) 20%*(1-0,3)= 14%
Lucro Líquido 16.765 15.746
Demais Despesas
Demonstração do Resultado do Exercício
Enxugamento das
2017 2018
Despesas
Vendas 445.000 485.000 Estoques caíram
Custo das Vendas (258.100) (310.400) Margem de lucro caiu
Lucro Bruto 186.900 174.600 e a taxa de retorno é
Equivalência Patrimonial 6.300 11.500 pequena
O endividamento está
Despesas com Pessoal (75.000) (71.000)
razoável,
Outras Despesas Administrativas (65.000) (58.000) principalmente se for
Despesas com Depreciação (10.500) (11.000) de longo prazo
Despesas com Devedores Duvidosos (3.000) (3.900) A dívida é onerosa
Receitas Financeiras 2.500 2.316
Despesas Financeiras (20.950) (26.950)
Lucro antes do IR 21.250 17.566
Imposto de Renda (4.485) (1.820)
Lucro Líquido 16.765 15.746
“Não pense que quando se está analisando um balanço você
vai ter as mesmas informações que se tem dentro de uma
empresa. O máximo que pode acontecer é você elencar um
monte de perguntas inteligentes para serem feitas se tiver
oportunidade de dialogar com os gestores e/ou contador da
firma. É necessário que se rascunhem todas as suas dúvidas,
como também as possíveis respostas para cada pergunta. Se
a resposta for dada e você não estiver pensando nela, isso
significa que você precisa aprofundar suas análises. Lembre-
se que a contabilidade registra consequências, e o que
estamos querendo saber é o que provocou tais
consequências. Lembre-se de que é sempre possível que
tenha ocorrido mais de um fato causando a mesma
consequência.”
Fim!
Obrigada
CRÍTICAS AOS INDICADORES
TRADICIONAIS

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Prof.a Renata Turola Takamatsu

1
Análise Horizontal e Vertical
• Análise Horizontal: “Critério Básico que norteia a
análise de balanços é a comparação”.
• Importante ressaltar que os valores para análise
horizontal devem estar convertidos em uma mesma
moeda, de forma a apurar resultados reais.
• Análise Vertical: “é importante avaliar a estrutura de
composição de itens e sua evolução no tempo”.

2
Limitações Análise Horizontal e Vertical

• Demonstrações
Financeiras não
evidenciam os efeitos
inflacionários.

“Ativos de muito longo prazo estão, em cada balanço,


não com base no valor da moeda na data desse
balanço, mas sim no valor da moeda na data quando
foram adquiridos.”
3
Índices - Liquidez
Interpretação: quanto maior, melhor Indica:
Proporção entre os bens
e direitos de curto e
longo prazos e as
obrigações totais com
terceiros
Semelhante à liquidez
corrente, porém do ativo
circulante, são excluídos
os estoques e as
despesas pagas
antecipadamente
Semelhante à liquidez
corrente, porém só
consideram-se as
disponibilidades

Proporção entre os bens


e direitos de curto e long
prazos e as obrigações
totais com terceiros
Indicadores de Liquidez
• “Alguns desses indicadores são utilizados por
praticamente todos os analistas, como por exemplo, o
Índice de Liquidez Corrente (MATARAZZO, 2008). Outros
recebem menos atenção por parte dos analistas (como o
Índice de Liquidez Imediata e o Índice de liquidez Seca).
E existem também aqueles que não têm muito sentido,
como o Índice de Liquidez Geral, que não apresenta
qualquer relação de temporalidade entre os elementos
do numerador e denominador (MARTINS, 2005).”

(MARTINS, 2012)

5
Limitações – Indicadores de Liquidez
• Classificação de Duplicatas a Receber como redutora
do Ativo (Lei das Sociedades por Ações menciona mas
é vedado pelo CPC)
Duplicatas a Receber – 100.000
Proibido na atual
Duplicatas Descontadas – (70.000) legislação
Ativo Circulante – 90.000
Passivo Circulante – 60.000
Liquidez Corrente = 90.000/60.000=1,5
• Classificação de Duplicatas a Receber no Passivo
Duplicatas a Receber – 100.000
Duplicatas Descontadas – (70.000)
Ativo Circulante – 90.000 +70.000
Passivo Circulante – 60.000 +70.000
6
Liquidez Corrente = 160.000/130.000=1,23
Limitações – Indicadores de Liquidez
• Gerenciamento do Circulante: Pagamento de
Passivos Circulantes na véspera do fechamento do
balanço e realização de novas dívidas no início do
período seguinte.

Ativo Circulante – 90.000


Passivo Circulante – 60.000
Liquidez Corrente = 90.000/60.000=1,5

Ativo Circulante – 90.000 -10.000


Passivo Circulante – 60.000 -10.000
Liquidez Corrente = 80.000/50.000=1,6

7
Índices de Liquidez
Importância da Evolução Histórica! 2

1,7
1,5
1,3 1,6
1,2
0,9
1,5

Índices de liquidez altos podem estar mostrando, na


verdade, recursos ociosos no Ativo Circulante, o que pode
estar levando a uma redução na rentabilidade!

8
Limitação do Índice de Liquidez Corrente

“Contudo, normalmente, também encontramos no Ativo Circulante certos


itens que não são operacionais e que, quando representados por aplicações
financeiras de recursos disponíveis na empresa (acima do mínimo
necessário operacionalmente), são denominados Ativos Circulantes
“Financeiros”. (Podem existir outros elementos, não comuns, mas não tão
raros assim de aparecer, como “Imóveis para Venda”, anteriormente
destinado ao uso, que agora têm o nome técnico de Ativos não Circulantes
Disponíveis para Venda, Equipamento Desativado Disponibilizados para
Negociação etc.)” (MARTINS, 2012) 9
Indicadores de Prazos Médios
Os indicadores de prazos médios, ou de ciclo
operacional, como também têm sido chamados,
permitem que seja analisado o desempenho operacional
da empresa e suas necessidade de investimento em giro
(ASSAF NETO, 2006).

10
Indicadores de Prazos Médios
Quantos dias, em média, a
empresa levou para vender
os seus estoques

Quantos dias, em média, a


empresa esperou para
receber dos seus clientes

Quantos dias, em média, a


empresa levou para pagar
seus fornecedores

CMV = EI + Compras – EF
Compras = CMV – EI + EF
Críticas Prazo Médio de rotação de estoques
Exemplo: Estoque Médio: $1.000.000; CMV – $6.000.000
PMRE (prazo médio de renovação de estoques) =
360xEstoques/Custos das Vendas

360*1.000/6.000 = 60

- Empresa Industrial: Várias Contas de Estoque: matéria-


prima, embalagens, materiais de uso e consumo... São
contas com rotação diferente.
- Dentro da Empresa: Melhor trabalhar com quantidades
físicas: quantidades vendidas comparada com quantidades
médias mantidas durante o período.
12
Críticas Prazo Médio de Recebimento de
Vendas
Exemplo: Duplicatas a Receber: $1.000.000; Vendas Brutas
– $6.000.000
PMRV(prazo médio de recebimento de vendas) =
360xDuplicatas a Receber/ Vendas Brutas

360*1.000/6.000 = 60

Quais vendas entram nesse cálculo? Se não tivermos


condição de segregar as vendas a vista e a prazo
estaremos, na verdade, calculando o prazo médio
ponderado entre as vendas a prazo e as vendas a
vista.
13
Críticas - Prazo Médio de Recebimento de
Vendas
• Quais vendas compõe o cálculo? Vendas Brutas ou
Líquidas? A conta clientes computa o valor total das
vendas, incluídos todos os impostos sobre venda.
• Normas internacionais: DRE começa pela receita líquida.
Contudo, o CPC exigem conciliação entre vendas brutas
e líquidas nas notas explicativas.

14
Prazo médio de pagamento a fornecedores
Exemplo: CMV: $5.000.000; EI = 1.000.000; EF =
2.000.000; Fornecedores = $1.000.000
PMPC = 360xFornecedores/Compras
Compras = CMV-EI+EF = 5.000- 1.000+2.000
360*1.000/6.000 = 60

Críticas: Muitas empresas lançam qualquer tipo de


compra a prazo em fornecedores: Imobilizado,
serviços, materiais de consumo, matéria-prima etc.

15
Críticas Prazo médio de pagamento a
fornecedores
Como todos os elementos estão líquidos de impostos o
valor apurado das compras também estará líquido dos
impostos. Mas a conta fornecedores estará computada
pelo seu valor bruto, inclusos todos os impostos.
Alternativas: somam-se os impostos incidentes às
compras ou retiram-se os impostos na conta
fornecedores.

Alternativa: Utilizar o valor das compras fornecido na


DVA

16
Notem que essas críticas não são
para destruir os índices existentes,
mas para chamar atenção para as
hipóteses e simplificações
subjacentes a eles! O importante é
conhecer as críticas e saber usá-las
dentro do limite de validade que não
venha comprometer a análise!

17
Prazo médio de pagamento a
fornecedores – EMPRESA INDUSTRIAL
• O uso do Custo dos Produtos Vendidos para calcular
compras é incorreto! No CPV há mão de obra e encargos
sociais cuja contrapartida não é a conta fornecedores.
• A partir de 2010 passou a haver a abertura da conta CPV.
• No CPV não há, no Brasil, impostos recuperáveis, mas
em Fornecedores todos os impostos dessa natureza
estão incluídos.

18
Saldos Médios
• Ideal se trabalhar com balancetes mensais.
• Caso não se tenha essa informação, para companhias
abertas, trabalha-se com saldos trimestrais.
• De qualquer forma trabalhar com a média entre saldos
inicial e final é ainda muito melhor do que só com base no
saldo final.

19
Índices – Estrutura Patrimonial
Interpretação: quanto menor, melhor Indica:
Quanto a empresa obteve de capital de
terceiros em relação ao capital próprio

Quanto a empresa possui de dívidas de curto


prazo em relação ao total de dívidas

A dependência do capital de terceiros no


financiamento das atividades da empresa

O percentual de recursos próprios destinados


à aplicação no “ativo permanente” –
Investimentos, Imobilizado e Intangível

O percentual de recursos não correntes


destinados à aplicação no “ativo
permanente” – Investimentos, Imobilizado e
Intangível
Índices – Estrutura Patrimonial
• Obs.: a expressão “Ativo Permanente não existe mais na
legislação contábil brasileira, mas mantemos aqui para
aglutinar os Ativos Imobilizados, os investimentos e os
Ativos Intangíveis, que são os três grupos do ativo mais
“Imóveis”, normalmente de mais longo prazo de
permanência no balanço, daí a importância de se
comparar suas fontes de financiamento,
principalmente com o Patrimônio
Líquido e com o Patrimônio
Líquido somado às dívidas de
longo prazo.

21
Limitações – Índice de Estrutura
Patrimonial
• Como não existe a figura da correção monetária integral,
não somente o Imobilizado está defasado, como o PL
também estará. Enquanto isso, o Passivo Não circulante
está praticamente todo em moeda da data do balanço.
• Além disso, as depreciações brasileiras, em sua maioria,
foram sempre feitas segunda normas fiscais. Com as
normas fiscais essa situação deve mudar, mas ainda
levará tempo para normalizar.

22
Índices - Rentabilidade
Quanto a empresa vendeu
em relação ao seu
investimento total

O percentual de lucro que a


empresa obteve em relação
às suas vendas

Quanto a empresa lucrou


em relação ao seu
investimento total

Representa o rendimento
do capital próprio. Quanto a
empresa lucrou em relação
ao investimento dos sócios

Interpretação: quanto maior, melhor


Índices de Rentabilidade
Exemplo: Uma transmissora de
energia às vende o equivalente, num
ano, a 50% do seu ativo, mas obtém Vendas
-----------
uma margem de 30% sobre suas Ativo Total
vendas, o que acaba dando um lucro
de 15% sobre o Ativo. ROA
Um supermercado pode girar o LL
equivalente a 5 vezes (500%) seu ------------
Vendas
ativo, mas ganhar apenas 3% sobre
suas vendas, o que dá o mesmo
lucro de 15% sobre o ativo do ano.

24
Rentabilidade do Ativo
• Podemos analisar a anatomia do Ativo, e dividir esse
indicador em três outros (obtendo assim uma informação
mais completa:
• Dividir a equivalência patrimonial pelos investimentos e
avaliar a taxa de retorno dos investimentos em outras
empresas;
• Dividir as receitas financeiras líquidas de seus
tributos pelos ativos financeiros e obter a taxa
de retorno dos investimentos financeiros.
• Dividir o Lucro Operacional Líquido dos tributos pelos
ativos operacionais e avaliar a taxa de retorno da
atividade operacional propriamente dita.
25
Rentabilidade do Patrimônio Líquido
• Qual denominador do ROE: PL final e médio já contém o
próprio resultado do período. Ideal: PL inicial!
• Na prática costuma-se trabalhar com o PL médio quando
há alterações no PL por conta de transações de capital
com os sócios.
• Com a nova norma internacional,
somente o dividendo mínimo
obrigatório fica contabilizado no
passivo, ficando o dividendo
adicional proposto dentro do próprio
PL.
O analista deve decidir com tratar e, se for
o caso, reclassificar como achar melhor. 26
Rentabilidade do Patrimônio Líquido
“Rentabilidade sobre o PL indica o retorno sobre capital
que foi aplicado pelos sócios que investiram na empresa,
não representando, comumente, o retorno sobre o valor da
empresa no final do período em análise. É a taxa de
retorno sobreo capital aplicado na empresa, e não o
retorno do valor aplicado pelos sócios que entraram para a
empresa posteriormente. Se forem os mesmos sócios
iniciais, o retorno obtido não foi calculado sobre o que eles
consideram como valor do seu investimento no final do
período.”
(MARTINS, 2012)

27
Bibliografia
Capítulo 9 – Análise Crítica dos Instrumentos
Clássicos de Análise das Demonstrações
Financeiras. In: MARTINS, E.; DINIZ, J. A.;
MIRANDA, G. J. Análise Avançada das
Demonstrações Contábeis. 1 ed. São Paulo:
Atlas, 2012.

28
Fim!
Obrigada

29
ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO
DE FLUXOS DE CAIXA (DFC)

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu

1
2

Análise dos Fluxos de Caixa


• O fato de uma organização ter bons resultados
econômicos é uma garantia de ter bons resultados
financeiros?
• A avaliação dos fluxos de caixa de uma empresa
proporciona a comparação entre os fluxos econômicos e
financeiros das organizações.
• Através da análise dos fluxos de caixa é possível
entender a relação e o comportamento de diversos
indicadores de liquidez, endividamento e rentabilidade.
3

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
1. Caixa bruto das operações
(+) Receitas Recebidas
( -) Caixa despendido na produção
(=) Caixa Bruto das Operações

• O caixa bruto é necessário para cobrir


todas as outras despesas operacionais,
financeiras (com acionistas e terceiros)
e ainda realizar novos investimentos.
4

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
1. Caixa bruto das operações

Exemplo: Uma organização tem a seguinte dados:


X3 X4
a) Receitas Recebidas 10.000 20.000
b) Caixa despendido na produção -6.000 -13.000
= Caixa Bruto das Operações 4.000 7.000

• Em termos absolutos a geração de caixa da organização aumentou em


75%. Em termos relativos, reduziu de 40% para 35%. Pode refletir um
aumento de Contas a receber, Estoques ou mesmo uma ineficiência da
produção.

• É importante verificar se o Caixa Bruto é suficiente para cobrir todos os


demais compromissos da empresa.
5

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:

2. Caixa gerado nos negócios


(=) Caixa bruto das operações
( -) Pagamento despesa vendas
( -) Pagamento despesa administrativas
( -) Pagamento despesa antecipadas
(=) Caixa gerado nos negócios
• Refere-se ao caixa gerado pelo ciclo operacional da organização. Se esse item
for negativo por um período prolongado fatalmente a empresa irá à falência.

• O caixa gerado nos negócios é necessário para pagar os compromissos


financeiros e realiza novos investimentos. Se o negócio não gera caixa a
organização tentará obter caixa de receitas extraordinárias (venda de ativo
permanente) ou novos aportes de capital (sócios ou instituições financeiras).
6

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
3. Caixa líquido após eventos não operacionais
(=) Caixa gerado nos negócios
(+) Outras receitas recebidas
( -) Outras despesas pagas
(=) Caixa após eventos não operacionais

• Esse item inclui os fatos não recorrentes como:

• venda de ativo permanente;


• dividendos recebidos;
• aluguéis recebidos;
• pagamento de multas;
• pagamento de franquia de seguros etc.
7

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
4. Caixa líquido após eventos financeiros
(=) Caixa após eventos não operacionais
(+) Receitas financeiras recebidas
( -) Despesas financeiras pagas
(=) Caixa após eventos financeiros
• Esse item demonstra o caixa que sobra na organização para amortizar os
empréstimos e financiamentos e fazer novos investimentos. As despesas
financeiras devem incluir a remuneração do capital de terceiro (juros) e do
capital próprio (dividendos).

• A organização solvente consegue cobrir todas as obrigações financeiras pelo


item 2 (Caixa gerado nos Negócios), uma vez que não é possível contar com os
eventos não operacionais. Esse item deve se positivo, a menos que a empresa
esteja em um período de rápido crescimento (aumento de contas a receber e
estoques)
8

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
5. Caixa após amortização dos empréstimos
(=) Caixa após eventos financeiros
( -) Amortização de empréstimos
(=) Caixa após amortização de empréstimos

•• .O ideal é que esse item seja positivo, ou seja, a empresa


consiga cobrir todos as obrigações operacionais e
financeiras e ainda tenha recursos para novos
investimentos. Caso o item 4 seja positivo e o item 5
negativo, pode ser um indício de que a organização
utilizou recursos correntes para pagamento de dívidas
antigas.

• A situação seria caótica se o item 4 fosse negativo,


indicando que a organização não consegue pagar nem
mesmo o juros, quanto mais o principal.
9

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
6. Caixa após novas fontes de recursos
(=) Caixa após amortização de empréstimos
(+) Novos financiamentos – terceiros
( -) Novos aportes de capital – sócios
(=) Caixa após novas fontes de financiamento
• O ideal é que esse item seja positivo, significando que todas as obrigações
operacionais e financeiras foram cumpridas e há sobra para novos
investimentos: compra de imobilizados, aumento do capital de giro etc.

• Se o item for negativo é preciso analisar os fluxos de caixa passados, para


detectar se foram realizados grandes investimentos, cujo fluxo de caixa ocorra
em períodos futuros e o socorro financeiro visa cobrir necessidades
operacionais do presente. É interessante que esse item seja, pelo menos, igual
ao valor das depreciações, para indicar a capacidade de reposição dos ativos
permanentes.
10

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
7. Caixa líquido final
(=) Caixa após novas fontes de financiamento
( -) Aquisição de ativo permanente
(=) Caixa líquido final

• Corresponde ao fluxo de caixa de um período e todas as causas


de suas variações.
11

Análise dos Fluxos de Caixa


Modelo de Avaliação dos Fluxos de Caixa:
(+) Receitas recebidas
( -) Caixa despendido na produção
(=) [Link] bruto das operações
( -) Pagamento despesa vendas
( -) Pagamento despesa administrativas
( -) Pagamento despesa antecipadas
(=) [Link] gerado nos negócios
(+) Outras receitas recebidas
( -) Outras despesas pagas
(=) [Link] após eventos não operacionais
(+) Receitas financeiras recebidas
( -) Despesas financeiras pagas
(=) [Link] após eventos financeiros
( -) Amortização de empréstimos
(=) [Link] após amortização de empréstimos
(+) Novos financiamentos – terceiros
(+) Novos aportes de capital – sócios
(=) [Link] após novas fontes de financiamento
( -) Aquisição de ativo permanente
(=) [Link] líquido final
12

Análise dos Fluxos de Caixa


13

Análise dos Fluxos de Caixa


14

Análise dos Fluxos de Caixa


Análise do Fluxo de Caixa Direto:
 Observa-se que a empresa está
consumindo caixa de $10.000 em suas
operações. A situação se apresenta
ainda mais crítica com a inclusão dos
eventos financeiros, chegando a um
fluxo negativo de $90.000.

 Para amenizar esse problema a empresa


além de não fazer novos investimentos,
passa a fazer desinvestimento,
considerando que a empresa venda
$10.000 de participação em coligadas,
além de empréstimos de coligadas terem
sido parcialmente recebidos no valor de
$10.000.
15

Análise dos Fluxos de Caixa


Análise do Fluxo de Caixa Direto:
 Porém a situação permanece deficitária em $70.000, então, a empresa
recorre a novos empréstimos no valor de $50.000 para aplicação no
capital de giro.

 A empresa paga aos acionistas dividendos de $50.000 (provavelmente


para cumprir uma obrigação legal), mas recebe novos aportes de
$40.000.

 A situação geral do fluxo de caixa foi deficitária em $30.000,


principalmente por conta de dívidas de exercícios anteriores com
Instituições financeiras e o governo.
16

Análise dos Fluxos de Caixa


17

Análise dos Fluxos de Caixa


Análise do Fluxo de Caixa Indireto:

 Pelo modelo indireto fica ainda mais claro que o fluxo de caixa foi
deficitário porque a empresa investiu no CCL:
 Houve, de fato, um lucro financeiro de $34.000;

 Houve investimentos em ativos correntes de $100.000;

 Houve redução das dívidas em $24.000.

 Para aumentar o fluxo de caixa em períodos futuros a empresa pode


lançar mão de desconto de duplicadas, liquidação de estoques ou
renegociação com fornecedores.
18

Análise dos Fluxos de Caixa


Comparação do Fluxo Econômico e Financeiro:
19

Análise dos Fluxos de Caixa


Comparação do Fluxo Econômico e Financeiro:
 A empresa recebeu menos do que vendeu. Caso tenha recebido
integralmente as contas a receber de 20x3, aproximadamente 28% das
vendas de 20x4 não foram recebidas.
 Os custos “financeiros” (caixa) foram maiores por conta de um aumento
de estoques $30.000, parcialmente compensados com um aumento de
fornecedores de $10.000.
 Das despesas administrativas $10.000 são referente a depreciação e
outros $10.000 salários e encargos que não foram pagos no período.
 A empresa pagou impostos de períodos anteriores no valor de $60.000.
 A coluna de variações entre o DRE e o DFC Direto é muito próxima do
DFC Indireto.
20

Análise dos Fluxos de Caixa


Análise de Indicadores do Fluxo de Caixa:
MODELO DE ANÁLISE DO DFC $
(+) Receitas recebidas 24.000
( -) Caixa despendido na produção -4.000
(=) Caixa bruto das operações 20.000
( -) Pagamento despesa vendas -1.000
( -) Pagamento despesa administrativas -4.000
( -) Pagamento despesa antecipadas -
(=) Caixa gerado nos negócios 15.000
(+) Outras receitas recebidas -
( -) Outras despesas pagas -3.000
(=) Caixa após eventos não operacionais 12.000
(+) Receitas financeiras recebidas -
( -) Despesas financeiras pagas -5.000
(=) Caixa após eventos financeiros 7.000
( -) Amortização de empréstimos -3.000
(=) Caixa após amortização de empréstimos 4.000
(+) Novos financiamentos – terceiros 3.500
( -) Novos aportes de capital – sócios -
(=) Caixa após novas fontes de financiamento 7.500
( -) Aquisição de ativo permanente -4.000
(=) Caixa líquido final 3.500
21

Análise de Indicadores da DFC


• Assim como ocorre com as demais demonstrações financeiras, a DFC
permite que o analista obtenha diversos índices para avaliar uma
empresa.
• Estes índices permitem a avaliação de aspectos (sob uma nova ótica)
tais como a liquidez e o retorno dos empreendimentos, complementando
as informações geradas pelos indicadores tradicionais derivados do BP,
da DRE, por exemplo.
• Segundo Braga e Marques (2001), os índices obtidos da DFC
enquadram-se em 4 categorias distintas que serão apresentadas a
seguir:
1. Índices de Cobertura de Caixa
2. Índices de Qualidade dos Resultados
3. Índices de Dispêndios de Capital
4. Índices de Retornos do Fluxo de Caixa
22

Análise de Indicadores da DFC


1. Índices de Cobertura de Caixa: Esses indicadores permitirão ao
analista avaliar a liquidez da empresa tendo como base os fluxos de
caixa operacionais da firma.
2. Índices de Qualidade dos Resultados:De maneira geral os
indicadores de qualidade dos resultados da empresa farão o
confronto de contas como as receitas e lucros (mensuradas no regime
de competência) com a geração de caixa pela empresa em um dado
exercício.
3. Índices de Dispêndios de Capital: Nessa categoria, tem-se índices
relacionados aos gastos incorridos com itens do ativo permanente,
que se espera, contribuirão para a formação de resultados positivos
no futuro.
4. Índices de Retornos do Fluxo de Caixa: Por fim tem-se o grupo de
indicadores obtidos a partir da DFC, que é a lucratividade e o
desempenho dos investimentos da empresa e dos acionistas em
termos dos fluxos de caixa gerados.
23

1) Índices de Cobertura de Caixa


• 1.1) Índice de Cobertura de Dívidas com Caixa (CDC)
Nesse indicador, tem-se uma proporção entre o FCO retido
(não distribuído aos acionistas) e o valor pago das dívidas
(financiamentos) da empresa em um determinado exercício.

[ FCO  ( Div  JSCP )]


CDC 
Pagamento de Dívidas

FCO = Fluxo de caixa operacional


Div = Dividendos
JSCP = Juros sobre o capital próprio
24

1) Índices de Cobertura de Caixa


• O índice de CDC sinaliza se os fluxos de caixa retidos das suas
operações tem sido adequados para cobrir as dívidas da
empresa vencidas dentro do exercício.
• Ou seja, o CDC evidenciará o quanto a empresa está gerando de
fluxo de caixa nas suas atividades (livre para investimentos) para
fazer frente a cada R$ 1,00 de financiamentos pagos no
exercício.
• Portanto, é um índice do tipo: Quanto maior melhor.
25

1) Índices de Cobertura de Caixa


• 1.2) Índice de Cobertura de Dividendos e JSCP com Caixa
(CDJC)
• O CDJC indica a capacidade de pagamento de dividendos da empresa
com base na sua geração de FCO.

FCO
CDJC 
Dividendos e JSCP Totais

• Portanto, ele evidenciará o quanto a empresa está gerando de fluxo de


caixa nas suas atividades para cada R$ 1,00 pago aos acionistas da
empresa.
• A princípio é um índice – Quanto maior melhor.
• Deve-se ressaltar que se esse índice estiver se elevando à custa de
uma redução nos dividendos, ao invés de por uma elevação nos FCO,
isso poderá ser prejudicial para a empresa.
26

2) Índices de Qualidade dos Resultados


2.1) Índice de Qualidade das Vendas
Esse índice aponta a proporção das vendas (receitas líquidas) da
empresa que foram convertidas em dinheiro no exercício. Assim, seria
calculado, teoricamente, por:

Caixa das Vendas


QV 
Vendas

Todavia, a grande maioria das empresas no Brasil e em outros países


que divulgam a DFC, o fazem pelo método indireto, o que inviabiliza
para o analista externo o conhecimento do valor já recebido pelas
vendas.
27

2) Índices de Qualidade dos Resultados


2.1) Índice de Qualidade das Vendas
Assim sendo, conforme apontam Braga e Marques (2001), geralmente,
o índice QV poderá ser aproximado (QV*) e operacionalizado tomando-
se a seguinte proporção:
FCO
QV * 
Receitas Líquidas
• Tem-se que o índice de QV* nos dará o valor de recursos líquidos
gerados nas atividades operacionais da empresa para cada R$ 1,00 de
receita líquida obtido pela firma em um determinado exercício.
• Pode-se dizer que também é um índice do tipo Quanto maior melhor.
28

2) Índices de Qualidade dos Resultados


2.2) Índice de Qualidade do Resultado (QR)
• Outro indicador desse grupo é o Índice de Qualidade do Resultado (QR).
Esse índice compara os recursos líquidos gerados nas atividades
operacionais da empresa (FCO) com o resultado operacional (lucro ou
prejuízo operacional) no exercício.
• O índice QR será calculado tomando-se a seguinte proporção:

FCO
QR 
Resultado Operaciona l
29

2) Índices de Qualidade dos Resultados


2.2) Índice de Qualidade do Resultado (QR)
• Assim, tem-se que o índice de QR nos dará uma indicação da dispersão
entre os fluxos de caixa e os lucros da empresa.
• Conforme Marques (2002, pág. 119)
“Em condições normais a medida do lucro inclui receitas (como
vendas a prazo ainda não recebidas), custos e despesas (compras de
matérias-primas ainda não pagas e depreciações) que não possuem
um impacto direto no caixa atual. Essas transações e eventos podem
causar diferenças acentuadas entre os montantes de fluxos de caixa
e de lucros (....) ambos tendem a se igualar em momento futuro...”

• Esse índice aponta quanto a empresa gerou de recursos líquidos


gerados nas atividades operacionais da empresa para cada R$ 1,00
lucro operacional no exercício.
• Pode-se dizer que também é um índice do tipo: Quanto maior melhor.
30

3) Índices de Dispêndio de Capital


• 3.1) Índice de Aquisições de Capital
• Esse indicador visa apresentar a capacidade da firma em atender sua
necessidade por dispêndio líquido de capital (aquisições de imobilizados
e diferidos* menos eventuais recursos obtidos com vendas desses
ativos) com os Fluxos de Caixa Operacionais retidos (após pagamento
de dividendos).
• Formalmente tem-se:

[ FCO  ( Div  JSCP)]


AK 
Dispêndios Líq. de Capital

• com esse índice tem-se uma estimativa de quanto em R$ as atividades


da empresa foi capaz de gerar de caixa livre para cada R$ 1,00 de
recursos utilizados na aquisição de capital no período.
• É um índice do tipo: Quanto maior (em módulo) melhor.
31

3) Índices de Dispêndio de Capital


3.2) Índice de Investimentos sobre Financiamentos
• Compara o caixa líquido utilizado (ou gerado) nas atividades de
investimento com o caixa líquido gerado (ou utilizado) nas atividades de
financiamento em um dado exercício.
• O (I/F) visa apresentar se a firma está sendo capaz de atender suas
necessidades de investimento com o caixa gerado nas atividades de
financiamento.

Fluxo líq. ativ. de investimentos


I/F 
Fluxo líq. ativ. de financiame ntos
32

3) Índices de Dispêndio de Capital


• 3.3) Índice de Investimentos sobre Fluxos
Operacionais(I/FO)
• Também se pode ter o (I/FO) que faz essa comparação com o caixa
líquido gerado nas atividades operacionais da empresa. Assim, tem-se:
• O (I/FO) visa apresentar se a firma está sendo capaz de atender suas
necessidades de investimento com o caixa gerado em suas atividades
operacionais.

Fluxo líq. ativ. de investimen tos


I / FO 
Fluxo líq. ativ. operaciona is
33

4) Índices de Retorno Sobre o Fluxo de


Caixa
4.1) Índice de Retorno de Caixa sobre o Ativo
• Similar ao RSA (ROA), permite uma análise da rentabilidade dos
investimentos totais feitos pela empresa computados em termos de
caixa:
 FCO 
RCSA    *100
 ATm 
• É uma medida percentual do retorno, em termos de caixa, que o
investimento feito pela empresa no período (dado pela média do Ativo
Total) obteve.
• É um índice do tipo: Quanto maior melhor.
34

4) Índices de Retorno Sobre o Fluxo de


Caixa
4.2) Índice de Retorno de Caixa s/ o PL
• Similar ao RSPL (ROE), permite uma análise da rentabilidade (em
termos percentuais) dos investimentos feitos pelos acionistas em termos
de caixa:
 FCO 
RCSPL    *100
 PLm 

• Assim como os demais índices de retorno, será um índice do tipo:


Quanto maior melhor.
Bibliografia Básica
BRAGA, R.; MARQUES, J. A. V. da C.; Avaliação da Liquidez
das Empresas Através da Análise da Demonstração de
Fluxos de Caixa. Revista Contabilidade & Finanças –
FIPECAFI – FEA – USP, São Paulo, v.14, n.25, p.6-23,
Janeiro/abril 2001 Disponível em:
([Link]
5_parte_1.pdf) Data de acesso: dia, mês, ano)

MARQUES, J. A. V. da C.; Análise Financeira das Empresas. 1a


Edição. Editora da UFRJ. Rio de Janeiro, 2004. (CAPÍTULO 3)

35
Fim!
Obrigada

36
ANÁLISES DA DMPL E DA DVA

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu

1
Introdução
 A DVA não era obrigatória no Brasil, até a promulgação
da Lei n. 11.638/2007.
Antes de se tornar obrigatória, a DVA era incentivada e
sua divulgação apoiada pela CVM n. 24/92. A CVM
sugeria um modelo elaborado pela FIPECAPI.
O CFC (NBC T 3.7) também estabeleceu um modelo
muito semelhante ao proposto pela FIPECAFI.
 Para orientar a elaboração e divulgação da DVA, o CPC
emitiu o Pronunciamento Técnico CPC 09, o qual foi
aprovado pela CVM n. 557/2008 para as companhias
abertas e pela resolução CFC n. 1.138/08.
2
DVA
Riqueza criada não significa Faturamento.

Compra

Valor Adicionado
Enfoque Macroeconômico: Representa o montante de
riqueza gerada pela economia de determinado País em
determinado período. É mensurado por meio de
Agregados Econômicos (PIB, PNB dentre outros).
Enfoque Microeconômico: Representa o montante de
riqueza que uma companhia pode agregar aos insumos
de sua produção em determinado período. 3
DVA
DVA é uma contribuição dos contadores para o cálculo do
PIB.
O PIB é calculado pelos economistas a partir da
produção, e pelos contadores a partir das vendas.
A DVA vai mostrar a riqueza criada pela empresa e
como ela é distribuída entre os agentes econômicos
que contribuíram para a sua criação.

4
Importância das informações disponibilizadas
pela DVA
Analisar a capacidade de geração de valor e a forma de
distribuição de riquezas de cada empresa;
Permitir a análise do desempenho econômico da
empresa;
Auxiliar o cálculo do PIB e de indicadores sociais;
Fornecer informações sobre os benefícios obtidos para
cada um dos fatores de produção (trabalhadores e
financiadores – acionistas ou credores) e governo.
Auxiliar a empresa a informar sua contribuição na
formação da riqueza da região, Estado, país, etc. em que
se encontra instalada.
5
CPC 09 – informa que a DVA deverá:
Ser elaborada com base no princípio da competência;
Ser apresentada de forma comparativa (período atual e
anterior);
Ser elaborada com base nas demonstrações
consolidadas;
Incluir a participação dos acionistas minoritários no
componente relativo a distribuição do valor adicionado,
no caso da divulgação DVA consolidada;
Ser consistente com a DRE e conciliada em registros
auxiliares mantidos pela entidade, e
Ser objeto de revisão ou auditoria se a entidade possuir
auditores externos independentes que revisem ou
auditem suas Demonstrações Contábeis.
6
EXEMPLO DE DVA

CAMPONÊS/AGRICULTOR
Demonstração de Resultados
Vendas 20.000
Salários (12.000)
Juros (5.000)
Lucro 3.000

VAGerado 20.000
Distribuição do VA
Pessoal 12.000 60%
Rem. Capital Terceiros 5.000 25%
Rem. Capital Próprio 3.000 15%
TOTAL 20.000 100%
INDUSTRIAL
DRE
Vendas 45.000
Custos dos materiais (20.000) EXEMPLO DE
Custo da mão de obra (10.000)
Lucro Bruto 15.000 DVA
Juros (4.000)
Impostos (6.000)
Lucro 5.000
DVA
Geração
Vendas 45.000
Materiais (20.000)
VA Gerado 25.000
Distribuição do VA
Pessoal 10.000 40%
Governo 6.000 24%
Rem. Capital Terceiros 4.000 16%
Rem. Capital Próprio 5.000 20%
TOTAL 25.000 100%
COMERCIANTE
DRE
Vendas 70.000 EXEMPLO DE
Custo dos Materiais (45.000)
Lucro Bruto
Salários
25.000
(8.000)
DVA
Juros (7.000)
Impostos (4.000)
Lucro 6.000

DVA
Geração
Vendas 70.000
Materiais (45.000)
VA Gerado 25.000
Distribuição do VA
Pessoal 8.000 32%
Governo 4.000 16%
Rem. Capital Terceiros 7.000 28%
Rem. Capital Próprio 6.000 24%
TOTAL 25.000 100%
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
1 – RECEITAS
1.1) Vendas de mercadoria, produtos e serviços
1.2) Provisão p/devedores duvidosos – Reversão/(Constituição)
1.3) Não operacionais
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI)
2.1) Matérias-Primas consumidas
MODELO
2.2) Custos das mercadorias e serviços vendidos
DA DVA
2.3) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros
2.4) Perda/Recuperação de valores ativos FIPECAFI
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
4 – RETENÇÕES
4.1) Depreciação, amortização e exaustão
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de equivalência patrimonial
6.2) Receitas financeiras
7 – VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO
8.1) Pessoal e encargos
8.2) Impostos, taxas e contribuições
8.3) Juros e aluguéis
8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos
8.5) Lucros retidos / prejuízo do exercício

10
11

Demonstração do Valor Adicionado


• A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) busca
evidenciar o valor da riqueza criada por uma organização
em um determinado período e composição da distribuição
dessa riqueza.

• Uma organização consegue criar riqueza (valor) quando


consegue gerar uma receita superior ao gasto com
insumos (produtos e serviços) adquiridos de terceiros.
12

Demonstração do Valor Adicionado


• Exemplo: Determinado município deve avaliar a concessão de
direito de uma empresa se instalar na região. Como a DVA
poderá ser útil para avaliar os benefícios dessa concessão?
• Por um lado, com a instalação da empresa no município irá
aumentar a demanda por serviços públicos como água, esgoto,
limpeza, saúde, segurança, escolas etc.
• Isso deverá elevar os gastos do orçamento com investimentos
em infraestrutura e manutenção. O secretário estima que apenas
os gastos de manutenção dessa infraestrutura serão de $70
milhões por ano.
13

Demonstração do Valor Adicionado


• O secretário solicita a projeção da DVA da empresa:
DVA (em $ milhões) Ano 1 Ano 2
(+) Receita de vendas 5.000 5.000
( -) Insumos de terceiros -2.450 -1.950
(=) Valor adicionado Bruto 2.550 3.050
( -) Depreciações -50 -50
(=) Valor adicionado Líquido 2.500 3.000
(+) Valor recebido em transferência 0 0
(=) Valor adicionado a distribuir 2.500 3.000
Distribuição do valor adicionado Ano 1 Ano 2
(+) Salário pessoal da fábrica 500 20% 510 17%
(+) Salário pessoal da administração 400 16% 480 16%
(+) Honorários da diretoria 800 32% 1.050 35%
(+) Impostos municipais 50 2% 60 2%
(+) Impostos estaduais 50 2% 60 2%
(+) Impostos federais 75 3% 90 3%
(+) Juros 150 6% 90 3%
(+) Dividendos 250 10% 360 12%
(+) Reinvestimento (lucro) 200 8% 270 9%
14

Demonstração do Valor Adicionado


• Inicialmente interessa ao secretário avaliar o valor da
projeção de impostos a serem recolhidos ao município.
• A projeção de pagamento de impostos municipais da
empresa é inferior ao aumento no gasto da prefeitura com
manutenção.
• Todavia, na DVA ficaram evidentes alguns benefícios para o
município.
15

Demonstração do Valor Adicionado


• Considerando que os valores de juros e dividendos não se
reverterão, necessariamente, em benefícios para o município, o
valor dos salários pagos certamente entrará na economia do
município.
• Somente em salários do pessoal da fábrica, administração e
diretoria serão $1,7 bilhões por ano, gerando muitos outros
negócios e arrecadações.
• A DVA também interessaria ao Sindicato dos trabalhadores da
fábrica. A demonstração evidencia a redução da “fatia do bolo”
dos operários de 20% para 17% e, certamente, iria reivindicar um
reajuste maior de salários, quem sabe, a divulgação da DVA
poderá até dar argumentos para uma greve!
16

Demonstração do Valor Adicionado


Indicadores da DVA:
17

Demonstração do Valor Adicionado



18

Demonstração do Valor Adicionado



DVA como medida de produtividade
Contribuição do PL na Geração de Riqueza
VAT
CPLGR  100
PLm
• VAT: valor adicionado total
• PLm: média do Patrimônio Líq.

Indica o potencial do capital próprio para geração de


riqueza;
Assim como o RR, é uma boa medida do retorno da
empresa, sendo útil na comparação de concorrentes e
setores. 19
20

Demonstração do Valor Adicionado



21

Demonstração do Valor Adicionado


Indicadores da DVA:
Análise horizontal da distribuição do valor adicionado:
Exemplo:

Distribuição do valor adicionado 20x3 20x4 20x5


(+) Empregados 52% 57% 60%
(+) Juros 26% 23% 20%
(+) Dividendos 11% 10% 9%
(+) Impostos 4% 4% 4%
(+) Reinvestimento (lucro) 7% 6% 7%
TOTAL 100% 100% 100%
22

Demonstração do Valor Adicionado


Indicadores da DVA:
Análise horizontal da distribuição do valor adicionado:
• A análise da distribuição de valor ao longo do tempo revela que há
uma certa estabilidade na distribuição da riqueza para o governo
(impostos) e empresa (reinvestimento).
• Há uma tendência de aumento da distribuição da riqueza aos
empregados e de redução da remuneração das fontes de capital
próprio (dividendos) e de terceiros (juros).
Participações no Valor Adicionado
São índices que evidenciam como a empresa está
distribuindo a riqueza que cria;
Participação dos gastos com empregados: quanto da
riqueza gerada está sendo destinada aos trabalhadores.
Participação do Governo: demonstra qual é a carga
tributária a que a empresa está submetida.
VAE • VAE: valor adicionado destinado aos
PEVA  100 empregados da empresa
VAT • VAT: valor adicionado total

VAG • VAG: valor ad. designado ao governo


PGVA  100 • VAT: valor adicionado total
VAT
23
Participações no Valor Adicionado
Participação de terceiros: remuneração do capital de
terceiros no valor adicionado.
VACT • VACT: valor ad. distribuído a 3º
PCTVA  100 • VAT: valor adicionado total
VAT
Participação dos Acionistas: parcela distribuída em
remuneração ao capital próprio empregado.
VAA • VAA: valor ad. como remuneração de
PAVA  100 dividendos e juros s/ capital próprio
VAT • VAT: valor adicionado total
Retenção do Valor Adicionado: percentual retido na
empresa, sob a forma de lucros retidos.
LR •LR: lucros retidos (não distribuído)
PLR  100 • VAT: valor adicionado total
VAT
24
Participações no Valor Adicionado
PLR - Retenção do Valor Adicionado
PAVA - Participação dos Acionistas
PGVA - Participação do Governo
PCTVA - Participação de terceiros
PEVA- Participação dos gastos com empregad

2010 2011 2012 2013 2014 2015


25
Análise da Demonstração das
Mutações do Patrimônio Líquido
(DMPL)

26
Demonstração de Mutação do Patrimônio
Líquido
 Esta demonstração apresenta a variação das contas do
patrimônio líquido de um ano para outro.

 A DMPL informa a movimentação ocorrida nas contas


do PL a partir do saldo final de cada conta do exercício
anterior – Capital Social, Reservas de Capital,
Reservas de Lucros, Prejuízos Acumulados, até chegar
ao saldo final do exercício em análise, isto é, aumento
ou diminuição do Patrimônio Líquido.

27
Demonstração de Mutação do Patrimônio
Líquido
 Algumas informações relevantes podem ser vistas
nessa demonstração, como por exemplo: Montante de
dividendos distribuídos no ano; Forma de aumento do
capital social

 Observação: com o advento da Lei 11.638/07 note que


a conta Lucros Acumulados recebe lançamentos
referentes ao reconhecimento do lucro durante o ano.
No final do exercício social (normalmente em 31 de
dezembro), essa conta deve apresentar saldo zero. O
valor nela contido é destinado ao pagamento de
28
dividendos e/ou à constituição de Reservas de Lucros.
Considerações Sobre o PL
• PATRIMÔNIO LÍQUIDO = Origem de recurso dos acionistas
• Capital social
• Subscrito = compromisso de integralizar;
• A Realizar/ a Integralizar = Subscrito, mas não
• Integralizado;
• Integralizado = Valor já capitalizado.

• Reservas de Capital
• Ágio na colocação de ações;
• Alienação de partes beneficiárias e Bônus de subscrição;
• Prêmio recebido na emissão de debêntures;
• Doações e subvenções para investimentos.
29
Considerações Sobre o PL
Reservas de Lucros (apropriação dos lucros)
Reserva Legal:
• Lei das S.A: do lucro líquido do exercício, 5% serão aplicados,
antes de qualquer destinação, na Reserva Legal, não devendo
esta exceder 20% do Capital Social.
• Assegurar integridade do capital: utilizada para aumento de
capital ou compensação de prejuízo.
Reserva Estatutária:
• Prevista no estatuto da empresa. Deve constar: (i) finalidade;
(ii) critérios para determinar a parcela anual do lucro líquido
que será destinado à sua constituição; (iii) limite máximo de
reserva.

30
Considerações Sobre o PL
Reservas de Lucros (apropriação dos lucros)
Reserva para Contingência:
• Parte do lucro líquido destinado à formação de Reserva com a
finalidade de compensar, em exercício futuro, a diminuição do
lucro decorrente de perda julgada provável, cujo valor possa ser
estimado.
• Exemplos de contingências: geadas ou secas; cheias ou
inundações; produto ou operações que sejam de consumo cíclico
ou de duração limitada, para as quais certos períodos são muito
lucrativos e os períodos a seguir, de menor rentabilidade.
Reserva de Lucros para Expansão:
• Parcela do lucro líquido retida para expansão da empresa quando
prevista em orçamento de capital aprovado em Assembleia Geral.
31
Considerações Sobre o PL
Reserva de Lucros a Realizar:
• Refere-se à parte do Lucro Líquido que ainda não foi realizada
financeiramente.
• Ex: vendas a longo prazo, cujo recebimento financeiro ocorrerá
após o término do exercício seguinte; revertida no exercício
em que houver a realização financeira.

Transferência de Lucro Líquido para Dividendos:


• Parte do lucro que se destina aos acionistas da companhia
denomina-se Dividendos.
• Toma por base porcentagem sobre o Lucro ou sobre o Capital
Social, desde que devidamente regulados.
32
Considerações Sobre o PL
As principais variações sofridas pelo PL são:
1. Aumento do Capital Social;
2. Lucro ou prejuízo apurado no período;
3. Destinação de lucros;
4. Ajuste de avaliação patrimonial.

Exemplos de transferências internas de valores:


1. Aumento de capital social com utilização de reservas;
2. Apropriação do resultado do exercício para as Reservas de
Lucro;
3. Compensação de prejuízos com reservas.

33
Exemplo DMPL
A Cia ABC apresentava em 31.12.X8, em seu PL, as seguintes
contas: capital social (subscrito e integralizado) - $ 1.900.000 e $
1.800.000, respectivamente; reserva legal - $ 60.000; reserva
estatutária - $ 90.000; e reserva de contingência - $ 160.000.
Elaborar a DMPL em 31.12.X9.
Informações adicionais:
1. A Cia obteve um lucro líquido de $ 980.000 no ano de X9;
2. Integralizou o restante do capital já subscrito;

34
Exemplo DMPL
3. As retenções feitas pela Cia são: reserva legal e reserva
estatutária (15% do lucro líquido do exercício após reserva legal).
Adicionalmente, a Cia retém 20% do lucro líquido do exercício
(após reservas anteriores) para expansão; e 10% do lucro líquido
do exercício (após reservas anteriores) para contingência.
4. Distribuição de Dividendos de 25% do Lucro Líquido;
5. Todo o saldo remanescente é destinado à distribuição de
dividendos.

35
36
Índices para análise da DMPL
 Conforme proposto por Maroni Neto e Costa (2006),
pode-se obter um conjunto de indicadores a partir da
DMPL para complementar a análise financeira das
empresas feita pelos indicadores tradicionais.

 Basicamente, os principais índices obtidos a partir da


DMPL são:

37
Índice de Resultados Distribuídos (RD)

 O índice RD irá apontar o percentual do resultado do


exercício que foi transferido aos acionistas da empresa
na forma de dividendos e/ou juros sobre o capital
próprio.

 Ele será calculado por:

38
Índice de Resultados Distribuídos (RD)
 Sob a ótica do acionista pode-se assumir que esse
índice será do tipo: QUANTO MAIOR MELHOR.

 Todavia um RD muito elevado pode sugerir que a


empresa não está encontrando boas oportunidades de
investimento, o que pode comprometer seus resultados
futuros.

39
Exemplo: Resultados Distribuídos –
Empresa Fictícia
40 36.73 36.88
33.67 32.89
35 31.35 30.29
30
25
20
15
10
5

0
2006 2007 2008 2009 2010 2011

40
Exemplo: Resultados Distribuídos –
Empresa Fictícia
y = 0.978x - 1930.7
40
R2 = 0.4515
35

30

25
20
15 RD
Linear (RD)
10

5
0
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

41
Índice de Rentabilidade Efetiva (RE)
 O índice RE aponta o retorno percentual que os
acionistas da empresa efetivamente receberam no
exercício pelo capital investido na firma.

 Ele será calculado por:

42
Índice de Rentabilidade Efetiva (RE)
 É uma medida similar ao ROE, porém indicando o que
realmente foi repassado aos acionistas.

 Sob a ótica do acionista pode-se assumir que esse


índice será do tipo: QUANTO MAIOR MELHOR.

43
Exemplo: Rentabilidade Efetiva – Empresa
Fictícia

12 10.91
10.02
10 9.02
7.75
8
6.43

6 5.07

0
2006 2007 2008 2009 2010 2011

44
Exemplo: Rentabilidade Efetiva – Empresa
Fictícia
y = -0.1291x + 267.58
12
R2 = 0.0119

10

6
RE
4 Linear (RE)

0
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

45
Índice de Novas Integralizações (NI)
 O indicador de novas integralizações indica, em termos
percentuais, a participação do aporte de novos capitais
em relação ao capital existente na companhia.

 Ou seja, avalia quanto a empresa está obtendo de


novos recursos próprios em relação aos recursos pré-
existentes.

46
Índice de Novas Integralizações (NI)
Formalmente o NI será:

 Integraliz ação 
NI    * 100
 Capital Social 
Ou seja,
 Total do Aumento de Capital 
NI    * 100
 Capital Social do Fim do Exercício 

47
Índice de Novas Integralizações (NI)
 Pode ser considerado um índice do tipo QUANTO
MAIOR MELHOR, uma vez que evidenciaria que a
empresa está crescendo e possivelmente fazendo
novos investimentos que tenderão a gerar lucros
futuros.

 Todavia, exige-se cautela nessa interpretação, pois


pode ser que a empresa esteja em dificuldades
financeiras e que os novos capitais que a firma esteja
obtendo sejam capitais para pagamento de dívidas e
outras exigibilidades.
48
Exemplo: Novas Integralizações – Empresa
Fictícia

1.76
1.8 1.59
1.6
1.4 1.23 1.27 1.24

1.2 1.01
1
0.8
0.6
0.4
0.2
0
2006 2007 2008 2009 2010 2011

49
Exemplo: Novas Integralizações – Empresa
Fictícia
y = 0.0383x - 75.547
2
R2 = 0.0686
1.8
1.6
1.4
1.2
1
0.8 NI
0.6 Linear (NI)
0.4
0.2
0
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012

50
Bibliografia DVA
SANTOS, Ariovaldo dos. Demonstração do valor adicionado: como
elaborar e analisar a DVA. [Link]. São Paulo: Atlas, 2007.

DALMÁCIO, Flávia Zóboli. Indicadores para análise da Demonstração


do Valor Adicionado. Revista Brasileira de Contabilidade. RBC n.º
149. set/out. 2004. (este texto está no moodle)

IUDÍCIBUS, S. de; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R.; Manual de


Contabilidade Societária: Aplicável a todas as sociedades de
acordo com as normas internacionais do CPC. São Paulo: Atlas,
2010. (CAPÍTULO 35)

CUNHA, Jacqueline V. A. da; RIBEIRO, Maisa de S.; SANTOS,


Ariovaldo dos. A Demonstração do valor adicionado como
instrumento de mensuração da distribuição da riqueza. Revista de
Contabilidade e Finanças da USP. n. 37, p. 7-23, jan/abr.2005.
([Link]
)
Bibliografia DMPL
MARONI NETO, R.; COSTA, J. C. D. da; Algumas considerações
sobre as técnicas para análise da Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido (DMPL) Revista Brasileira de Contabilidade – RBC
– Ano XXXV N. 157 – Brasília, jan./fev. de 2006.
MARQUES, J. A. V. da C.; Análise Financeira das Empresas. 1a
Edição. Editora da UFRJ. Rio de Janeiro, 2004. (CAPÍTULO 4)
IUDÍCIBUS, S. de; MARTINS, E.; GELBCKE, E. R; SANTOS, A. dos;
Manual de Contabilidade Societária: Aplicável a todas as sociedades
de acordo com as normas internacionais e do CPC. São Paulo: Atlas,
2010. (CAPÍTULO 33)
RETORNO SOBRE O
INVESTIMENTO , ALAVANCAGEM
FINANCEIRA E ALAVANCAGEM
OPERACIONAL

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu

1
1
Fatores para Análise

Rentabilidade

Formas de Mostrar o
Retorno de um
Investimento

2
Fórmula de Cálculo do ROI

3 3
4

ÍNDICES DE RENTABILIDADE
ÍNDICE FÓRMULA INDICA
Quanto a empresa vendeu para cada $1,00
Giro do Ativo Vendas Líquidas/ Ativo
de investimento total
Quanto a empresa obtém de lucro para
Margem Líquida Lucro Líquido/ Vendas Líquidas
cada $1,00 vendido
Quanto a empresa obtém de lucro para
Rentabilidade do Ativo Lucro Líquido / Ativo
cada $1,00 de investimento total
Quanto a empresa obtém de lucro para
Rentabilidade do PL Lucro Líquido / PL Médio cada $1,00 de capital próprio investido, em
média, no exercício.

4
Sistema de Análise DuPont

• De acordo com Gitman (1997) o sistema


DuPont funciona como uma técnica de busca
que ajuda a localizar as áreas-chaves
responsáveis pelo desempenho financeiro da
empresa.

5 5
Cálculo do ROI pelo sistema Dupont

• Conforme Brigham e Houston (1999) a fórmula DuPont


permite encontrar a taxa de retorno sobre os ativos
através da múltiplicação pelo giro do ativo.

Lucro Vendas
ROI  x x100
Vendas AtivoTotal

6 6
Sistema de Análise DuPont modificado
 De acordo com Gitman (1997), o sistema DuPont
modificado relaciona a taxa de retorno sobre o patrimônio
líquido (ROE). Esta última é obtida multiplicando-se o
ROA pelo MAF (multiplicador de alavancagem financeira).

7
Cálculo do ROI pelo sistema Dupont
modificado

 Dessa forma, tem-se:

Lucro Ativo Total Lucro Líquido


ROI  x 
Ativo Total Patrimônio Líquido Patrimônio Líquido

8
ROI residual
• Uma variante de avaliação de desempenho através do
conceito de ROI é denominada de Lucro Residual, ou
ROI residual. Neste caso, considera-se como retorno do
investimento apenas o lucro que exceder a um custo de
capital mínimo.

9 9
ROI residual
• No conceito de lucro residual considera-se como lucro
apenas a parcela do resultado que exceder a um
predeterminado custo de capital.
• O custo de capital é calculado aplicando-se a taxa
predeterminada pela empresa sobre os investimentos da
unidade.

10 10
ROI residual
• Se os negócios tiverem características homogêneas,
poderá ser utilizada uma taxa única.
• Em qualquer uma das situações, nada impede a adoção
de uma taxa única se os acionistas assumirem um custo
de oportunidade de capital idêntico para todas as
unidades de negócio.

11 11
Exemplo conceitual de cálculo do ROI:
Empresa Beta Divisão 1 Divisão 2
Lucro R$ 20.000,00 R$ 12.500,00
Investimentos (Ativo) R$ 90.000,00 R$ 50.000,00
Valor do ROI 22,22% 25%
Neste exemplo, apesar do valor absoluto do lucro
na divisão 1 ter sido maior que o da divisão 2, a
rentabilidade do investimento foi melhor nesta
última. A divisão 1 apresentou um lucro maior,
mas também exigiu um investimento maior.

12 12
Exemplo conceitual de cálculo do ROI
residual: EXEMPLO 1
Empresa Beta Divisão 1 Divisão 2
Lucro operacional R$ 20.000,00 R$ 12.500,00
Custo de capital (R$ 13.500,00) (R$ 7.500,00)
Lucro residual R$ 6.500,00 R$ 5.000,00
Investimentos (Ativo) R$ 90.000,00 R$ 50.000,00
Valor do ROI residual 7,22% 10%
Custo de capital único: 15% ao ano para as duas
divisões

13 13
Exemplo conceitual de cálculo do ROI
residual: EXEMPLO 2
Empresa Alfa Divisão 1 Divisão 2
Lucro operacional R$ 20.000,00 R$ 12.500,00
Custo de capital (R$ 13.500,00) (R$ 7.500,00)
Lucro residual R$ 6.500,00 R$ 5.000,00
Investimentos (Ativo) R$ 90.000,00 R$ 50.000,00
Valor do ROI residual 10,22% 9%
Custo de capital 12% 16%

Neste exemplo, a exigência de um custo menor de capital para a


Divisão 1 indica um lucro residual percentual superior ao da
Divisão 2, que tem um custo de capital maior, em decorrência de
que o negócio é mais arriscado. 14 14
MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

15
Conceito
A margem de contribuição é o valor resultante da
venda de uma unidade, após deduzidos os custos e
despesas variáveis associados aos produtos
comercializados. Tal valor contribuirá para pagar os
custos fixos da empresa e gerar lucro.
É a diferença entre o preço de venda e o Custo
Variável de cada produto; é o valor que cada
unidade efetivamente traz à empresa de sobra entre
sua receita e o custo que de fato provocou e que lhe
pode ser imputado sem erro.

MARTINS (2003)
16
Exemplo de cálculo: Margem de Contribuição

Fórmula de cálculo:

MC = PV – CV ou DV

17
Exemplo de cálculo: Margem de Contribuição
Cada unidade de L contribui com $770. Não se
pode dizer que isso seja Lucro, já que faltam os
Custos Fixos; trata-se de sua Margem de
Contribuição, para que, multiplicada pelas
quantidades vendidas e somada à dos demais
produtos, perfaça a Margem de Contribuição Total.
Desse montante, deduzindo os Custos Fixos,
chega-se ao Resultado, que pode ser então o Lucro.

MARTINS (2003)
18
Exemplo de cálculo: Margem de Contribuição

O fundamental é que, verificando o quadro do


exemplo, nota-se que o produto que mais contribui
por unidade para a empresa é o M, seguido pelo N
e, finalmente, pelo L.
Cada unidade de M provoca de fato uma “sobra” de
$900, diferença entre receita e custo variável.
Se existe um produto que deva ter sua venda
incentivada é o M, que tem a maior Margem de
Contribuição por Unidade.

MARTINS (2003)
19
GRAU DE ALAVANCAGEM
OPERACIONAL (GAO)

20
Conceito
A alavancagem operacional é uma medida do grau de
sensibilidade do lucro líquido às variações percentuais
das vendas. Funciona como um multiplicador: se ela é
alta, um pequeno aumento percentual nas vendas pode
produzir um grande aumento percentual no lucro líquido.

21
Conceito
O Grau de Alavancagem Operacional (GAO) é de
extrema utilidade para as projeções dos resultados que
determinada empresa obteria em diversos níveis de
atividades de produção e de vendas, mantidas
constantes as demais variáveis, tais como margem de
contribuição, total das despesas e custos fixos etc.

22
Conceito
Representa o efeito que um aumento na quantidade de
vendas provocará no lucro da empresa.
Fórmula de cálculo:

Margem de Contribuição
GAO 
Lucro Líquido

23
EXEMPLO 1
As empresas A e B de acordo com suas
previsões de mercado esperam um aumento
nas suas vendas de 10%. Calcule o GAO e o
aumento percentual no lucro líquido das duas
companhias.
EMPRESA A EMPRESA B
Margem de
R$ 800.000,00 R$ 1.200.000,00
Contribuição
Lucro Líquido R$ 240.000,00 R$ 240.000,00

Calculo do R$ 800.000,00 / R$ 240.000,00 R$ 1.200.000,00 / R$ 240.000,00


GAO = 3,33 =5
24
EXEMPLO 1
Assim, no exemplo em que tivemos
um aumento de 10% nas vendas
das duas companhias, o aumento
percentual no lucro líquido seria da
seguinte forma:

Empresa % de Aumento das GAO % de aumento do lucro


vendas líquido
A 10 3,33 10 × 3,33 = 33,3%
B 10 5 10 × 5 = 50%

25
EXEMPLO 1: comprovando a alteração do
lucro
EMPRESA A EMPRESA B

Preço de Venda 1.500.000,00 2.500.000,00

Custo Variável 700.000,00 1.300.000,00

Margem de Contribuição 800.000,00 1.200.000,00

Custos Fixos 560.000,00 960.000,00

Resultado 240.000,00 240.000,00

26
EXEMPLO 1: comprovando a alteração do
lucro
Com um Aumento de 10% nas vendas juntamente com os
custos variáveis, sem que haja uma alteração nos custos fixos, o
lucro liquido aumenta em aproximadamente 33,3% para a
empresa A, e em 50% para a empresa B conforme demonstrativo
abaixo.
Demonstração do Resultado R$ Empresa A Empresa B
Preço de Venda 1.650.000,00 2.750.000,00
Custo Variável 770.000,00 1.430.000,00
Margem de Contribuição 880.000,00 1.320.000,00
Custos Fixos 560.000,00 960.000,00
Resultado 320.000,00 360.000,00

27
EXEMPLO 2
Dados da Empresa Omega $
Preço unitário de venda 1.000
Despesas variáveis, para cada unidade 130
Custos variáveis, para cada unidade 470
Total das despesas e custos variáveis para
600
unidade

Margem de contribuição unitária


Preço de venda menos total das despesas e 400
custos variáveis
Despesas fixas, totais do mês 300.000
Custos fixos, totais do mês 1.700.000

28
EXEMPLO 2
Supondo que a empresa Omega produziu e
vendeu durante um determinado mês 7.000
unidades do seu produto, o lucro mensal seria o
seguinte:
Dados da empresa Omega $
Total das Receitas = 7.000 unidades X $ 1.000 7.000.000
Total das despesas variáveis = 7.000 unidade X $130 (910.000)
Total dos custos variáveis = 7.000 unidades X $ 470 (3.290.000)
= Margem de contribuição total 2.800.000
Total das despesas fixas (300.000)
Total dos custos fixos (1.700.000)
= Resultado do mês 800.000
29
EXEMPLO 2
Qual seria o Grau de Alavancagem
Operacional dessa empresa, ao volume de
atividades de 7.000 unidades? Em outras palavras,
qual seria o reflexo no lucro se houvesse
determinado aumento no volume de atividades?

Supondo um acréscimo de 10% no volume de


atividades (a empresa vendeu 7.700 unidades, ao
invés das 7.000 anteriores) o “novo” lucro seria
apurado como segue:

30
EXEMPLO 2

Dados da empresa Omega $


Total das Receitas = 7.700 unidades X S 1.000 7.700.000
Total das despesas variáveis = 7.700 unidades X $ 130 (1.001.000)
Total dos custos variáveis = 7.700 unidades X $ 470 (3.619.000)
= Margem de contribuição total 3.080.000
Total das despesas fixas (300.000)
Total dos custos fixos (1.700.000)
= Resultado do mês 1.080.000

31
Profª. Valéria Gama Fully Bressan
EXEMPLO 2
 Portanto, o lucro anterior de $ 800.000 aumentou
para $ 1.080.000, equivalente a $ 280.000 ou 35%.

 Aplicando a fórmula, o GAO seria, então:

35%
GAO   3,5 vezes
10%

32
EXEMPLO 2
 O GAO de 3,5 vezes significa que, no volume de
atividade de 7.000 unidades, qualquer acréscimo
percentual no volume dessa atividade implicará que o
lucro aumentará proporcionalmente em 3,5 vezes.
 Comprovação numérica dessa afirmação:
considerando que o volume de atividades, que era de
7.000 unidades, aumente em 25%, passando para
8.750 unidades.
 Como afirmado, o lucro do mês aumentaria 87,5%
(25% x 3,5 vezes), passando de $ 800.000 para $
1.500.000.
33
EXEMPLO 2

Demonstração final da empresa Omega $

Total das Receitas = 8.750 unidades X 1.000 8.750.000


Total das despesas variáveis = 8.750 X $ 130 (1.137.500)
Total dos custos variáveis = 8.750 unidades X $ 470 (4.112.500)
= Margem de contribuição total 3.500.000
Total das despesas fixas (300.000)
Total dos custos fixos (1.700.000)
= Resultado do mês 1.500.000

34
GRAU DE ALAVANCAGEM
FINANCEIRA (GAF)

35
Conceito
A alavancagem financeira resulta da presença de
encargos financeiros fixos no fluxo de lucro da empresa.
Pode ser definida como a capacidade da empresa para
usar encargos financeiros fixos, a fim de maximizar os
efeitos de variações no lucro antes dos juros e impostos
(LAJIR) sobre os lucros por ação (LPA) da empresa.

36
Conceito
Os dois encargos financeiros fixos que podem ser
encontrados na demonstração de resultado do exercício
são: juros sobre empréstimos e dividendos de ações
preferenciais.
O grau de alavancagem financeira (GAF) mede a
sensibilidade de variações do LPA a variações do LAJIR.
Quando o GAF for superior a 1, há alavancagem
financeira.

37
Empresas que possuem Alavancagem
Financeira
Somente as empresas que usam capital de terceiros ou
outras formas de financiamento com custo fixo (como
ações preferenciais) têm alavancagem financeira.

38
Fórmula do GAF

39
EXEMPLO 1
A CHEN FOODS espera lucros antes dos juros e IR
de $ 10.000 no ano corrente. A empresa tem empréstimos
de longo prazo, no montante de $ 20.000, que sofrem a
incidência de juros anuais de 10%. Dispõe, também de 600
ações preferenciais em circulação, com $ 4 de dividendo
anual por ação. Possui, ainda, 1.000 ações ordinárias em
circulação.

Os encargos fixos são: $ 2.000 (resultantes dos juros


de 10% sobre $ 20.000 de empréstimos; e os dividendos
anuais de $ 2.400, referentes ao pagamento às ações
preferenciais ($ 4,00/ação X 600 ações).

40
EXEMPLO 1
O quadro a seguir apresenta os lucros por ação
correspondentes aos níveis de lucros antes dos juros e
impostos (LAJIR) de $ 6.000 e $ 14.000, supondo que a
alíquota de IR seja de 40%.

Caso 1 – Um aumento de 40% no LAJIR (de $


10.000 para $ 14.000) resulta num acréscimo de 100% em
Lucros por Ação – LPA (de $ 2,40 para $ 4,80);

Caso 2 – Uma queda de 40% no LAJIR (de $ 10.000


para $ 6.000) resulta num decréscimo de 100% nos lucros
por ação – LPA (de $ 2,40 para $ 0);
41
EXEMPLO 1
LPA PARA VÁRIOS NÍVEIS DE LAJIR CASO 02 ATUAL CASO 01

- 40% + 40%
LAJIR $ 6.000 $ 10.000 $ 14.000
Menos juros (J) $ 2.000 $ 2.000 $ 2.000
Lucro antes do Imposto de Renda $ 4.000 $ 8.000 $ 12.000
Menos Imposto de Renda (T = 0,40) $ 1.600 $ 3.200 $ 4.800
Lucro líquido depois do Imposto de Renda $ 2.400 $ 4.800 $ 7.200
Menos Dividendos de ações preferenciais $ 2.400 $ 2.400 $ 2.400
(DP)
Lucro disponível para acionistas (LAC) $0 $ 2.400 $ 4.800
Lucro por ação (LPA) $ 0/1000 $2400/1000 $ 4800/1000
=$ 0 = $ 2,40 = $ 4,80
- 100% + 100%

42
EXEMPLO 1

Caso 1:
 100%
GAF   2,5
 40%

Caso 2:

 100%
GAF   2,5
 40%
43
EXEMPLO 2

44
EXEMPLO 2

45
EXEMPLO 2

46
Bibliografia Básica
ASSAF NETO, A. Finanças Corporativas e Valor. 4 ed. São Paulo:
Atlas, 2009. (Capítulos 6, 8 e 14)

ATKINSON, Anthony A et al. Contabilidade Gerencial. São Paulo:


Atlas, 2000. (Capítulo 12)

MARION, José Carlos; Análise de Balanços. [Link]. São Paulo: Atlas,


2009. (Capítulos 7 e 8)

MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços:


abordagem básica e gerencial. [Link]. São Paulo: Atlas,1997.
(Capítulos 14 e 15)

PADOVEZE, Clóvis Luís. Contabilidade Gerencial: um enfoque em


sistema de informação contábil. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2009. (Capítulos 7, 11 e 15)

47 47
Bibliografia Complementar
CAMARGOS, Marco Antonio de; BARBOSA, Francisco Vidal. Análise
do desempenho econômico-financeiro e da criação das sinergias em
processos de fusões e aquisições do mercado brasileiro ocorridos
entre 1995 e 1999. Caderno de Pesquisas em Administração. São
Paulo, v. 12, n. 2, p. 99-115, abr./jun. 2005.

GARRISON, Ray H; BREWER, Peter C. . Contabilidade Gerencial.


11. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2007.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. São


Paulo: Harbra, 1997.

WERNKE, Rodney. Gestao de custos: uma abordagem pratica. Sao


Paulo: Atlas, 2001.

48 48
CUSTO DO CAPITAL

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu

1
Custo de Capital
• Uma entidade necessita de recursos (humanos, financeiros,
tecnológicos, etc.) para operar;
• Esses recursos podem ser obtidos de vários agentes
econômicos (acionistas, debenturistas, bancos, etc.);
• Capital é a reunião de todas essas fontes de financiamento
(exigíveis e não exigíveis);
• Sua captação em níveis adequados exige uma retribuição
atraente.

2
3
Fontes de Recursos e Custo de Capital
• Fontes de Recursos:
• Empréstimos e Financiamentos;
• Emissão de ações ordinárias e preferenciais;
• Retenção de lucros; e
• Emissão de outros títulos.
• Custo de capital:
• Custo de capital de terceiros (juros);
• Custo do capital próprio (custo de oportunidade do
• investidor);

4
Estrutura de Capital

5
O valor de uma empreendimento pode ser auferido
por sua potencialidade de gerar benefícios em
exercícios futuros

6
Taxa de Desconto
• Taxa de desconto deve funcionar como o custo de
oportunidade;
• A taxa escolhida usualmente para desconto do fluxo de
caixa livre é o custo médio ponderado de capital (CMPC);
• Caso se utilize o fluxo de caixa do acionista
(proprietário), a taxa de desconto mais apropriada seria o
custo do capital próprio.

7
Custo de Capital
• Custo de Capital: Média ponderada das taxas de juros de
todas as fontes de financiamento da empresa.
• Custo de Capital: Parâmetro que mede a atratividade de
diferentes alternativas de investimentos.
• Custo de Capital: Instrumento utilizado para trazer os fluxos
de caixas livres a valor presente.
Reflete o risco do negócio!
Custo de Capital
• Taxa de desconto;
• Preço do “aluguel” do capital;
• Taxa de retorno mínima exigida;
• Retorno mínimo exigido de projeto;
• Taxa de retorno esperada no mercado de capitais para ativos de igual risco;
• Custo de oportunidade capital;
8
• Taxa de troca entre FC corrente e FC futuro.
Custo de Capital
• Custo de capital se eleva:
• Razão: aumento do risco da atividade operacional, em
função da redução do/a:
Rotatividade dos produtos; Faturamento
Lucro; Liquidez
Capacidade de cobertura de juros, etc...
K - Custo de Capital
– Capital de Terceiros (Dívidas)
– Capital Próprio (Patrimônio Líquido)
• Princípio básico da teoria de investimento, é que
investimento de capital tem que ser remunerado.
9
Custo Médio Ponderado de Capital
(CMPC) ou WACC
• Como os investimentos são financiados por capital
próprio e capital de terceiros, a quantidade de cada um
na estrutura de capital terá um impacto relevante no valor
da empresa.
• O modelo mais utilizado e de grande aceitação no
mercado, que considera a contribuição de cada uma
dessas fontes na estrutura de capitais da empresa, é o
custo médio ponderado de capital (CMPC) ou Weighted
Average Cost of Capital (WACC).

10
Custo Médio Ponderado de Capital
(CMPC) ou WACC
• Fontes de Financiamentos:
• Recursos Acionistas (PL) – Capital Próprio - 50%
• Recursos Terceiros (Dívidas) – Capital Terceiros 50%

11
Custo Médio Ponderado de Capital
(CMPC) ou WACC
• Média ponderada = Custo Médio Ponderado de Capital

Ex: Uma empresa tem dívidas no valor de $1.200.000. O valor do patrimônio


dos sócios é de $1.800.000. Considerando que a taxa de juros de dívida que
a empresa paga é de 9% a.a. e a taxa de remuneração dos sócios é de 14%
a.a., calcule o WACC. Despreze IR.

12
Considerações sobre o Custo de Capital
(CMPC)
1) Considerar a média ponderada dos custos de todas as
fontes de capital (dívidas, ações, etc.), já que o FCL representa
o caixa disponível para remunerar todos os provedores de
capital.
2) Custo Capital Próprio > Custo de Capital de Terceiros
• Juros geram Benefício Fiscal juros são despesas dedutíveis
IR - paga-se menos IR
• Na insolvência, os credores têm preferência sobre os
acionistas
• A remuneração de terceiros é fixa, a remuneração do capital
próprio depende do desempenho da empresa (risco)
• Ex: Custo emitir debêntures < Custo de abrir capital
• 3) Levar em consideração o imposto de renda.
13
Custo Médio Ponderado de Capital
• Custo Médio Ponderado de Capital – CMPC ou WACC
(Weighted Average Cost of Capital)
• Leva em consideração :

14
Custo Médio Ponderado de Capital
• Custo Médio Ponderado de Capital – CMPC ou WACC
(Weighted Average Cost of Capital) quando a estrutura
é alavancada (existe dívida), o fator de desconto utilizado
é uma média ponderada pelo peso de cada, entre:
• O custo de capital próprio dos acionistas: ke
• A taxa de juros do endividamento Kd, multiplicado pelo
• benefício fiscal do IR

• Onde: E – Equity (capital dos sócios);


• D – Dívida (endividamento)
• Ke – taxa de juros aplicadas aos sócios 15
• Kd – taxa de juros da dívida
Custo de Capital de Terceiros
• Compõe-se principalmente de:
• Taxa de juros sobre as dívidas da empresa (títulos
dívida)
• Kd = (Juros/Dívidas)

• Empresa endividada
• Alavancagem Financeira = intensidade que a empresa
está endividada
• Quanto mais financiamento por meio de capital de
16
terceiros maior Alavancagem Financeira
17

Custo do capital próprio


• O custo do capital próprio equivale ao retorno esperado
que os investidores (acionistas ordinários) esperam do
capital investido.
• Este retorno é composto por um prêmio pelo risco
relacionado ao setor em que a empresa atua e seu nível
de dívida.
• De modo similar, o retorno esperado que os financiadores
desejam obter sobre os investimentos inclui um prêmio
pelo risco de não pagamento, sendo este retorno
denominado custo da dívida.
Custo do capital próprio
• Custo da ação ordinária, ko

Principal método de determinação: Modelo CAPM –


Capital Asset Pricing Model

• O CAPM estabelece uma relação linear entre o retorno de


um ativo e o retorno do mercado. Os resultados do modelo
apresentam uma forte sensibilidade com a taxa requerida
de retorno (custo do capital), a qual deve comportar-se de
forma condizente com o risco. Quanto mais elevado o risco
da decisão, maior o retorno exigido pelos proprietários de
capital.

18
Custo do Capital Próprio: CAPM
Ri = Rf + β(Rm – Rf) + erro Risco não
sistemático
• Ativo livre de risco
Rf • Poupança, CDI, SELIC, C-bonds, T-bonds

• Retorno do mercado
Rm • S&P500, NYSE, Ibovespa, IBRX100

Rm – Rf • Prêmio de risco do mercado

• Beta
β • Sensibilidade de Ri às variações de Rm
•β =1 β >1 β<1 β<0 β=0

β(Rm – Rf) • Prêmio de risco da empresa


19
O modelo CAPM Ri = Rf + β (Rm – Rf)

Exemplo 1:
Calcule o Retorno esperado
 Ativo livre de risco => Rf=SELIC = 12% a.a.
 Retorno de mercado => Rm=19% a.a.
 Beta => β = 0,83
kE = Rf + b (Rm-Rf) R i  0,12  0,830,19  0,12 
R i  0,12  0,830,07 
R i  0,12  0,058
R i  0,178  17,8%

20
Custo do capital próprio
• Caso haja ações preferencias: Custo da ação
preferencial, kp

Dividendos preferenciais não são dedutíveis. Portanto, a


empresa arca com seu custo total e nenhum ajuste de
imposto é utilizado. O custo componente da ação
preferencial é o dividendo preferencial, Dp, dividido pelo
preço líquido de venda, Pn, que é o valor que a empresa
recebe depois de deduzir os custos de emissão:
Exemplo:
Custo componente da ação preferencial = kp
kp = Dp/Pn = 10/(100 – 2,5)
kp = 10,3% ($2,5 é o custo de subscrição ou emissão por
ação).
21
CMPC: Componentes
• Custo da ação ordinária, ko

Método de estimação: Rendimento da dívida de LP +


Prêmio pelo Risco

Alguns analistas usam um procedimento ad hoc (método


subjetivo), eles simplesmente adicionam um prêmio pelo
risco arbitrário de 3 a 5% à taxa de juros da dívida de
Longo Prazo.

22
CMPC: Componentes
• Custo da ação ordinária, ko

Método de estimação: Rendimento da dívida de LP +


Prêmio pelo Risco

Por exemplo:
- Os títulos de dívida de longo prazo de uma empresa X,
tem o rendimento de 11%.
- Atribuem 4% como prêmio pelo Risco
Então: Ko = 11% + 4% = 15%

Limitação: ligada à determinação do prêmio pelo risco,


gerando estimativas imprecisas.
23
CMPC: Componentes
• Custo da ação ordinária, ko

Método de estimação: Fluxo de Caixa Descontado ou


Modelo de Gordon

A taxa de retorno requerida sobre o PL dos acionistas


ordinários dependem dos dividendos e da taxa de
crescimento dos mesmos:
Sabendo que pelo modelo de Gordon: P0 = D1/(ko – g)
então:
Ko = D1/P0 + g esperado

P0 : Cotação da ação no momento atual


D1 : Dividendo antecipado a ser pago no próximo período
g : Taxa de crescimento dos dividendos 24
CMPC: Componentes
• Custo da ação ordinária, ko

Método de estimação: Fluxo de Caixa Descontado ou


Modelo de Gordon

É fácil determinar o rendimento do dividendo, mas é difícil


estabelecer a taxa de crescimento apropriada.
Se as taxas passadas são estáveis e os investidores
projetam uma continuação das tendências do passado,
então “g” pode ser baseado na taxa de crescimento
histórica da empresa.
Porém, se o crescimento foi atípico nos últimos anos, os
investidores não projetarão a taxa de crescimento passada
para o futuro. 25
CMPC: Componentes
• Custo da ação ordinária, ko

Método de estimação: Fluxo de Caixa Descontado ou


Modelo de Gordon

Outro método para estimar g é o método da taxa de


retenção.

Primeiro, prevemos o índice médio de distribuição de


dividendos futuros e seu complemento, a taxa de retenção,
para depois multiplicar pelo ROE da empresa:

g = (Taxa de retenção)(ROE) = (1 – índice de distribuição)


(ROE) 26
CMPC: Componentes
• Custo da ação ordinária, ko

Método de estimação: Fluxo de Caixa Descontado ou


Modelo de Gordon

g = (Taxa de retenção)(ROE) = (1 – índice de distribuição)


(ROE)

Exemplo: ROE = 14,5% e distribuição de 52% de seus lucros (LLDIR)


então: g = (0,48)(14,5%) = 7%
e, supondo que a ação da empresa seja vendida a $ 32, e seu próximo
dividendo esperado seja de $2,4, com g = 7%.
A taxa de retorno requerida e seu custo de capital próprio seria de :
Ko = D1/P0 + g esperado
ko = (2,4/32) + 7% = 7,5% + 7% = 14,5%
27
CMPC: Componentes
• Custo da ação ordinária, ko

Comparação dos Métodos:


Pelo CAPM: 14,6%
Pelo TLP + Prêmio Risco = 15%
Pelo FCD ou Modelo de Gordon = 14,5%
Média = 14,7%

Tanto a análise cuidadosa quanto um bom julgamento são


necessários para a estimativa do custo do capital próprio.

28
Análise do Lucro e da Criação
de Valor para os Acionistas
EVA /MVA

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu

29
EVA – Economic Value Added
• Conceito desenvolvido pela Stern Stewart & Co, no início
da década de 80.
• Medida de desempenho que mede:
• O valor criado por uma empresa; ou
• O valor adicionado ao patrimônio dos proprietários
• Muito usado para fins internos, principalmente para
análise de desempenho.

30
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• EVA® também é usado para fins como:

• Ferramenta de definição de metas;


• Mensuração da rentabilidade de empresas;
• Análise de resultados e determinação de bônus;
• Informar investidores da gestão/criação de valor;
• Avaliação de projetos, entre outros tipos de
• valorações e propósitos.

31
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Recupera a ideia de lucro econômico;
• Lucratividade da empresa é calculada comparando-se:

Lucro Operacional Líquido de Impostos


Versus
Custo anual total de capital da empresa

32
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• O Economic Value Added - EVA, é o valor que a
empresa agrega após remunerar todos os recursos
investidos, quer sejam financiados pelo custo de capital
de terceiros (Kd) ou (Ki) ou pelo custo do capital próprio
(Ke).

33
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Se o Lucro Operacional > custo de capital total :
Empresa está agregando valor.
• Se o Lucro Operacional < custo de capital total:
Empresa não consegue pagar seu capital.

• Cálculo do EVA® :
EVA = Lucro Operacional Líquido de IR (-) [Custo Capital x
Capital Investido]
EVA = Lucro Operacional Líquido IR (-) [WACC x Capital
Investido]

34
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado

O EVA é uma estimativa do Lucro Econômico real após subtrair


o custo de oportunidade do capital empregado no negócio

35
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Exemplo: Demonstração da Empresa Legal S/A.

36
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Custo do capital de terceiros (Ki ou Kd)
• O custo do capital de terceiros (Ki ou Kd), inicialmente, foi
informado ser de 20%. Entretanto, como gera uma
despesa dedutível do imposto de renda, há uma
economia de 25% sobre o mesmo, resultando em um
custo líquido de 15%, demonstrado a seguir

• DADO: Retorno mínimo Exigido pelo acionista 18% (Ke)

37
WACC

Kd = 15%
Ke = 18%

WACC = (0,6 X 15%) + ( 0,4 X 18%)


WACC = 9,00% 7,20%
WACC = 16,20%

38
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Com essas informações, é possível calcular o EVA da
seguinte forma:

• A empresa agrega valor quando o ROA é maior que o


WACC e, ao contrário, estará destruindo valor
econômico quando seu custo de capital for maior do que
a taxa de retorno de seus investimentos.
39
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• O conceito de EVA tem sido utilizado, também, como
ferramenta de gestão baseada em valor, onde o foco não
se restringe apenas a empresa como um todo. Mas
direcionado a todas as partes. A análise do que agrega
ou não valor passa a dar suporte ao processo.

40
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Interpretação EVA:
• Agregação de valor se a atividade operacional for
suficiente para gerar valor superior que remunere o
capital investido.

41
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Empresa Beta S.A

42
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado

43
EVA – Economic Value Added
Valor Econômico agregado
• Cálculo do EVA, supondo WACC =10%
• EVA = Lucro Operacional Líquido de IR (-) [Custo Capital
x Capital Investido]
• EVA = 9.000 (-) [10% x 170.000]
• EVA = - 8.000
• Neste caso, a empresa está destruindo valor, pois o
lucro operacional obtido não é suficiente para
remunerar o capital investido.

44
Exemplo
• A Megacorp Ltda tem uma estrutura de capital formada por 30% de
capital de terceiros, a um custo líquido de 22% a.a. (Kd), sendo que
sobre os 70% restantes, os seus acionistas exigem um retorno de
25% a.a. A capitalização total da empresa é de $100 milhões.
Considerando que a empresa apresentou um lucro operacional após
os impostos, de $35 milhões, calcule o EVA da empresa.

45
MVA – Market Value Added
VMA – Valor de Mercado Agregado
• Quando se pode dizer que o valor do acionista foi
maximizado?
MVA – Market Value Added
Valor de Mercado > Valor do capital investido
• MVA® Valor Agregado de Mercado.
• Stern Stewart & Co
• Medida expectativas dos investidores quanto à
capacidade de:
• Gerar fluxos operacionais futuros
• Cobrir as dívidas
• Maximizar a riqueza do acionista.

46
MVA – Market Value Added
• Relação do EVA com o MVA:
• Teoricamente, o MVA é o Valor Presente dos EVA’s
futuros da empresa.

• MVA reflete o desempenho ao longo da vida da


empresas;
• EVA mostra o valor agregado durante determinado ano, já
finalizado.
47
MVA – Market Value Added
• Relação do EVA com o MVA:
• As duas medidas se complementam, uma vez que as
expectativas dos investidores se fundamentam nos
desempenhos passados e futuros da empresa.
• A limitação do MVA é de que sua aplicação só é
possível para empresas de capital aberto, porque sua
metodologia exige que as ações da empresa tenham um
valor de mercado (negociadas em bolsa).

48
MVA – Market Value Added
• Cálculo do MVA:

• Interpretação MVA:
• Confrontar o valor de mercado do PL com seu respectivo
valor contábil.

49
Fim!
Obrigada

50
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

Slides suporte
Prof.a Renata Turola Takamatsu
Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas

Avaliação de Empresas

Expectativas futuras de geração de


benefícios de caixa
Informações Necessidade
Financeiras de
Investimentos
Viabilidade
Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas

O negócio A empresa O mercado

Perspectivas da Empresa Quais são as condições • Potencial da


da Empresa em Concorrência
Como serão realizadas: avaliação para atender
• Comportamento do
• Produção os cenários futuros ?
Mercado Consumidor
• Vendas Quais os seus pontos
• Distribuição fortes e principais • Por que o produto é
limitações? vendido?
• Tecnologia agregada
Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas
Banco de Dados e Informações

Empresa, Mercado, Principais


Indicadores Econômicos

Informações Internas Informações Externas


(pelo menos de 5 anos) (pelo menos de 10 anos)
• Balanços; • Evolução do PIB;
• Resultados; • Taxas de Inflação;
• Custos ; • Taxas de Juros da Economia;
• Margens de Lucros; • Risco;
• Comportamento das Vendas; • Indicadores Econômicos
• Investimentos Realizados. Setoriais.
Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas

Projeções Correlações

Companhias Aéreas
PIB Petróleo

Dólar Juros

Modelos de projeções de resultados futuros esperados de caixa


Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas
Horizonte de Tempo

Explícito Perpetuidade
(Previsível) (Continuidade)
É possível prever o Inicia-se após o
comportamento das período
variáveis que afetam previsível
os resultados

Quanto maior o período previsível, melhor


será a qualidade da Avaliação
Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas

Estrutura de Equilíbrio

Investimento em Giro Investimento de Capital Estrutura de Capital

Qual a necessidade? Necessidade Atual Capacidade de Pagamento


Necessidades Custo Mínimo das Fontes
Futuras de Recursos

Caso haja um excesso de endividamento, será


Necessário um aporte de Capital
Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas

Risco do
Negócio TAXA DE
Risco da
Empresa
Risco RETORNO
Conjuntural

EXIGIDA
Conhecimentos Fundamentais na
Avaliação de Empresas
Fluxo Futuro
Valor Presente de Caixa

Taxa de Desconto

Valor de Mercado da Empresa


Métodos Patrimoniais

Não é base de
Valor Econômico
Contabilidade
Os ativos são avaliados pelo
custo histórico e não pelo
valor de liquidação
Métodos Patrimoniais

Calculado com base no fluxo


futuro de geração de caixa

Riqueza
Valor de Mercado da Empresa
> Valor Patrimonial
agregada

Valor de Mercado da Empresa


< Valor Patrimonial Empresa
Inviável

Os Métodos Patrimoniais não são


adequados para se avaliar uma Empresa
Valor de Liquidação e Valor de
Mercado das Ações

RESTRIÇÃO:
Melhor aplicado
A Empresa tem
duração
Valor de em negócios
com duração
indeterminada Liquidação limitada

Valor que se obteria quando as


atividades da empresa se encerrassem
A empresa cessa suas atividades num momento
futuro, e vende todos seus ativos pela melhor oferta
Valor de Liquidação e Valor de
Mercado das Ações
Informação de Restrição: Nem
fácil acesso sempre se
Valor de consegue adquirir o
controle acionário
Mercado
das
Maior quantidade de Ações Mercado operando sem
ações disponíveis para influências ou pressão
negociação no mercado externa
Controle
Pulverizado
Múltiplos
Modelos
de
Avaliação Relativa Valor comparação
Lucro
Múltiplos Valor
Exemplo Receita
Valor da Empresa =2 É estimado com base em
Valor de Comparação Valor
empresas comparáveis e como EBITDA
Valor de Venda = R$ 12.000.000,00 elas são avaliadas
Valor da Empresa = R$ 24.000.000,00

Vantagens Valor da Empresa Desvantagem


Valor de comparação

• Simplicidade
• Facilidade • Encontrar Empresas
• Rapidez de calcular o Valor da Empresa comparáveis
• Necessidade de poucas informações • O setor pode estar super o sub-avaliado
Método do Fluxo de Caixa Descontado

Método mais utilizado em


Avaliação de Empresas

O valor está na capacidade de gerar benefícios futuros


de caixa e não nos valores acumulados no passado
Risco associado
Momento de aos fluxos de caixa
Função realização desses
principalmente Valor de fluxos de valores de caixa
do risco caixa projetados
associado à para o futuro
realização dos
fluxos de caixa

Taxa de Desconto Valor da Empresa


Trazer esses fluxos de caixa a valor presente
Abordagens do Fluxo de Caixa
Descontado
Patrimônio Líquido Ativos
Fluxo de Caixa Disponível do Fluxo de Caixa Disponível da
Acionista Empresa
(FCDA - Free Cash Flow to Equity) (FCDE - Free Cash Flow to the Firm)
Fluxo de Dividendos

TAXA DE DESCONTO

Custo de Oportunidade Custo Médio Ponderado


do Capital Próprio de Capital
Formulação do Valor Explícito
Cálculo do Período Previsível
Os fluxos de caixa projetados para cada ano do
período previsível são atualizados individualmente
ao valor presente.
Valor Explícito - Exemplo

Admita uma empresa com os seguintes fluxos de caixa previstos de suas


operações, para cada um dos próximos cinco anos de período previsível
(em R$ milhões)

$ 1,70 $ 2,60 $ 3,30 $ 3,80 $ 4,40

Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5

Taxa de Desconto = 15,0% a.a.,formada pelo grau de risco dos fluxos de caixa

Qual o valor explícito da Empresa?


Valor Explícito - Exemplo
16,00 •15,80
14,00
12,00 FC Nominal
10,00
8,00
6,00
•3,80 •4,40
4,00 •2,60 •3,30
•1,70
2,00
0,00 Ano1 Ano2 Ano3 Ano4 Ano5 Total

Valor Explícito =

Valor Explícito = $ 9,97


milhões
Formulação da Perpetuidade: Valor
Constante
Perpetuidade
Duração Indeterminada dos
Fluxos de Caixa

VP= Fluxo de Caixa


Taxa de Desconto

PREMISSAS
Fluxo de Caixa Duração
Constante Indeterminada
Valor Constante: Exemplo

Qual o valor de mercado (Fair Value) da ação com


base nesses resultados esperados de caixa?
Valor Constante: Exemplo

Solução:

Dividendos

P0 = 0,40 P0= 2,50


Valor da
0,16 Ação

Custo de Oportunidade
Formulação da Perpetuidade:
Crescimento Constante
Fluxo de Caixa constante
sem variações nos valores
de caixa projetados para o
futuro
PREMISSAS
Duração K>g
Indeterminada Taxa de
Crescimento
Constante
Exemplo de Crescimento Constante
No enunciado do exemplo ilustrativo anterior (fluxo de caixa anual
constante de $0,40/ação e taxa de desconto de 16% a.a.), admita que
o resultado de caixa do acionista cresça, já a partir do primeiro ano, à
taxa constante de 2,0% a.a.

Pede-se: determinar o valor de mercado da ação,


admitindo que esse crescimento constante nos fluxos de
caixa se mantenha indeterminadamente
Exemplo de Crescimento Constante

Crescimento a uma taxa constante de 2% a.a.

0,40 x ( 1 + 0,02 ) 0,40 x (1 + 0,02 )2


VP = + + .....
1,16 1,162
Exemplo de Crescimento Constante

Observe o incremento no valor da ação de R$2,50, supondo que os fluxos de caixa


cresçam a uma taxa constante de 2% a.a., o valor da ação sobe para R$2,91
Visão Geral do Cálculo
𝐕𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐄𝐱𝐩𝐥í𝐜𝐢𝐭𝐨 "t" períodos
Fluxo de
Caixa
N
CFn Constante
VP =
1 + kn
n=1

Valor da Perpetuidade
Taxa de
FCperp étuo Crescimento
Valor da Perpetuidade =
K Constante

FCperp étuo x 1 + g
Valor da Perpetuidadecrescente =
K−g
Visão Geral do Cálculo: Exemplo

Um analista projeta um período explícito de 7 anos para uma empresa, prevendo a


geração dos seguintes fluxos de caixa em cada ano: (em R$ milhões)

$ 13,4 $ 17,1 $ 20,8 $ 25,0 $ 28,1 $ 31,7 $ 34,6

Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano 6 Ano 7

A partir do 8°ano os fluxos de caixa da empresa terão um


crescimento constante de 1,5% a.a. indeterminadamente

G = 1,5 % a.a. K = 15% a.a.


Visão Geral do Cálculo: Exemplo

x 1,015 x 1,015
x 1,015
x 1,015 x 1,015
x 1,015 x 1,015
37,83 38,4
37,27
36,72
35,65 36,18
35,12
35,0 34,6
31,7

30,0
28,1

25,0
25,0
20,8
20,0
17,1

15,0 13,4

0,0
Ano1 Ano2 Ano3 Ano4 Ano5 Ano6 Ano7 Ano8 Ano9 Ano10 Ano11 Ano12 Ano13 Ano14
Período explícito Perpetuidade
Metodologia Básica de Avaliação:
Fluxo de Caixa Descontado

Valor da Empresa

Definido pelos fluxos de caixa Capacidade de gerar retorno


produzidos no futuro futuro aos investimentos
realizados

Retornos Valor Apurado


Futuros da Empresa
Metodologia Básica de Avaliação:
Fluxo de Caixa Descontado
Descontado por uma
taxa de oportunidade Risco do Negócio

Resultados Líquidos
de Caixa

Valor Presente

Fair Value
Abordagens do Fluxo de Caixa
Descontado
Patrimônio Líquido Ativos

Fluxo de Dividendos
Fluxo de Caixa Disponível da
Fluxo de Caixa Disponível do Empresa
Acionista (FCDE - Free Cash Flow to the
(FCDA - Free Cash Flow to Firm)
Equity)

TAXA DE DESCONTO

Custo de Oportunidade Custo Médio Ponderado


do Capital Próprio de Capital
Abordagem Do Patrimônio Líquido: Fluxo
de Dividendos

Valor da Ação

Valor Presente dos dividendos


esperados para serem realizados no
futuro por um prazo indeterminado
Dividendos
Investidor
Valorização da
Ação
Abordagem Do Patrimônio Líquido: Fluxo
de Dividendos
Dividendos Pn Dividendos Pn Dividendos Pn

P0 P0 P0 P0

Investidor 1 Investidor 2 Investidor 3

Valor da determinado futuro de dividendos


Ação pelo fluxo
Dividendos Dividendos Dividendos

1 2 3
P0
Dividendos Futuros
Taxa
esperada de
crescimento
dos lucros
Taxa constante g

Dividendos Futuros

Payouts
futuros

% do Lucro Líquido da empresa que é


distribuída aos acionistas como
dividendos
Abordagem Do Patrimônio Líquido: Fluxo
de Dividendos
Taxa de Crescimento dos Lucros (g)

g=bxr

g= Taxa de Reinvestimento do Lucro x Retorno do Reinvestimento

Retorno
Parcela do Lucro Líquido
Patrimônio Líquido
não distribuída
Retorno
Capital Próprio
Payout e Taxa de Reinvestimento do Lucro

Payout

Parcela do Lucro Líquido distribuída


sob a forma de dividendos

Dividendos
Payout =
Lucro Líquido
Abordagem Do Patrimônio Líquido: Fluxo
de Dividendos
Taxa de Reinvestimento do Lucro (b)

Parcela do Lucro Líquido b = 1 - Payout


não distribuída

Exemplo: Payout = 30%

b = 1 - Payout b = 1 – 0,30 b = 70%


Retorno do Investimento
Quanto o acionista ganhou por
cada R$ 1 de capital próprio
investido

Retorno do Investimento (r)

Retorno Sobre o
Patrimônio Líquido
(RSPL)
Abordagem Do Patrimônio Líquido: Fluxo
de Dividendos
Exemplo: RSPL = 20%
Cada R$ 1,00 investido pelos acionistas gera um retorno de R$
0,20.
Retorno do Investimento (r)

RSPL (r) =
Lucro Líquido
Patrimônio Líquido
Taxa de Crescimento do Lucro: Exemplo

Admita uma empresa que apura um LPA (lucro líquido por ação) de R$ 1,00.

Decida distribuir 40% desse resultado a seus acionistas (índice de payout).

A empresa projeta um retorno médio sobre o capital próprio de 20% para o


próximo ano.

LPA = Lucro Líquido da Empresa


Quantidade de Ações

Determinar a taxa de crescimento esperada do Lucro Líquido (gLL) da


empresa.
Taxa de Crescimento do Lucro: Exemplo

Solução: Payout = 40%

Taxa de Reinvestimento do
b = 1 - Payout Lucro Líquido (bLL)
= 60%
b = 1,00 - 0,40

Taxa de Crescimento do
gLL = b x RSPL
Lucro gLL)
= 12%
gLL = 0,6 x 0,2
Valor da Ação: Exemplo
Índice de Payout

• O lucro por ação de uma empresa é de R$ 0,80.


• Sabe-se que os recursos próprios têm proporcionado um
retorno histórico anual de 15% (RSPL = 15%)
• E espera-se que esse percentual não se altere no futuro.• A
empresa distribui o equivalente a 40% de seus lucros todo
ano.
• A empresa distribui o equivalente a 40% de seus lucros
todo ano.
• E o custo de oportunidade de seus acionistas atinge 12%
a.a.
Valor da Ação: Exemplo

Determinar o valor da ação


O fluxo de dividendos é indeterminado e cresce anualmente a uma taxa
constante g.

Valor da Ação (P )= Dividendos


0
(K–g)
Valor da Ação: Exemplo

Dividendos (0,80 x 0,40)


Valor da Ação (P0) = =
K-g (0,12 – 0,09)

Valor da Ação (P0) = R$ 10,67/ ação


Valor da Ação: Exemplo

Admita que a empresa tenha 8,1 milhões de ações em


circulação e dívidas perante terceiros avaliadas em R$ 82,0
milhões.

Determinar o valor econômico da empresa (firma).


Valor da Ação: Exemplo

Valor da Empresa (V0) = PL + Dívidas

Valor do PL = P0 x QTD = R$ 10,67 x 8,1 mil ações

Valor do PL = R$ 86,4 milhões

Valor das Dívidas: R$ 82,0 milhões

Valor da Empresa (V0): R$ 168,4 milhões


Comentários da Abordagem Fluxo de
Dividendos
Limitações Dificuldade

As empresas que não pagam os dividendos podem O modelo se ajusta melhor em


ser avaliadas com base nos dividendos que empresas que têm uma
esperam que se paguem quando a taxa de política definida de distribuição
crescimento declinar de dividendos

FLUXO DE
DIVIDENDOS

O modelo se ajusta melhor em


empresas que têm uma política São o excesso de caixa da emprea
definida de distribuição de dividendos que é distribuído aos acionistas

Adequação Dividendos
Fluxo de Caixa Disponível do Acionista
(FCDA)
LUCRO LÍQUIDO XX

(+) Depreciações X

(-) Investimento Fixo X

(=) FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE XX

(-) Variação no Giro X

(+) Novas Dívidas X

(=) FLUXO DE CAIXA DISPONÍVEL DO ACIONISTA XX


Abordagens do Fluxo de Caixa Disponível
do Acionista
Despesas Não Despesas incorridas que não exigem um efetivo
pagamento e são redutoras do resultado.
Desembolsáveis
Ex.: Depreciação, Amortização e Exaustão
Investimento em Aplicações de Capital em bens fixos
Capital Fixo Expansão da atividade empresarial
Desenvolvimento de produtos

Tecnologia
Distribuição
Investimento Logística
Equipamentos
Modernização
Abordagens do Fluxo de Caixa Disponível
do Acionista
Todas as necessidades líquidas de
Investimento em recursos exigidas pela atividade da
Giro empresa em circulante.
Ex.: Estoques e Vendas a prazo

Entrada de Novas
Qual seria a sua estrutura da capital?
Dívidas
Abordagens do Fluxo de Caixa Disponível
do Acionista
Exemplo:
Se a Empresa definir que irá manter 40% de dívida e 60 % de
recursos próprios.

Se os investimentos totais que a empresa projeta para


determinado ano superarem as despesas não
desembolsáveis, o ativo irá crescer o valor dessa diferença.
Abordagens do Fluxo de Caixa Disponível
do Acionista
Investimento Fixo + Investimento em giro = R$100 milhões

(Despesas Não Desembolsáveis (depreciação) = R$50 milhões)


Valor Total de Investimentos = = R$ 50 milhões

40% de dívida 60% Capital Próprio

Para financiar o incremento de R$50 milhões, a


empresa deverá tomar emprestado R$20
milhões
Abordagens do Fluxo de Caixa Disponível
do Acionista

Avaliação de Bancos

Fluxo de Caixa Disponível do Acionista


(FCDA)
Montante de dividendos que Medida de capacidade de
a empresa pode distribuir pagamento de dividendos

Dispensa o Cálculo de Custo


de Capital de Terceiros
Abordagens do Fluxo de Caixa Disponível
do Acionista

Por que a empresa não distribui integralmente o fluxo de caixa?


Relação de Dividendos com o FCDA

Fluxo de Caixa
Dividendos Disponível do
Acionista

Informações Interessantes
Relação de Dividendos com o FCDA

Dividendos =1
FCDA
=1

Distribuição de Dividendos
=
Fluxo de Caixa Disponível do
Acionista
Relação de Dividendos com o FCDA

Dividendos
FCDA
> >11

Distribuição de mais dividendos


do que a geração de caixa
Ajuste na Estrutura de Capital
Relação de Dividendos com o FCDA

Dividendos
FCDA
<1
<1

A empresa está retendo recursos


Acúmulo de recursos para
Garantia
investimentos futuros
Fluxo de Caixa Disponível do Acionista

Recessão de
mercado
Necessidades de
Resultados investimentos acima
baixos
FCDA < 0 da capacidade de
geração de caixa
Crise
Conjuntural
Exemplo Fluxo de Caixa Disponível do
Acionista
•Lucro por ação de R$1,40 ao final do ano de X6
•Depreciação de R$21 milhões
•Investimento Fixo de 32,6 milhões
•Necessidade de capital de giro são consideradas
desprezíveis
•10 milhões de ações emitidas em negociação
•Estrutura de Capital:
•30% de Dívidas
•70% de Capital Próprio
Determine o Fluxo de Caixa
Disponível do Acionista
Exemplo Fluxo de Caixa Disponível do
Acionista
Solução:
(=) FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE R$ 1,40

Depreciação por Ação: { R$21,0/10,0 } R$ 2,10

Lucro por Ação R$ 3,50

(-) Investimento Fixo por Ação: { R$32,6/10,0 } (R$ 3,26)

(+) Novas Dívidas: { (R$3,26 – R$2,10) x 30% } R$ 0,348

(=) FLUXO DE CAIXA DISPONÍVEL DO ACIONISTA R$ 0,588


Exemplo e Projeções Completas do
FCDA
Exemplo anterior
Fluxo de Caixa Disponível do
Acionista somente para um
exercício
Neste exemplo
Cálculo do FCDA para Período
Explícito e Perpetuidade e o Valor
de Mercado desta ação
• Uma empresa tem definida as seguintes projeções para um
período previsível
(explícito) de cinco anos:
• Lucro por ação: R$ 0,90 Calcular o valor
• Investimento Fixo por ação: R$ 1,20 das ações desta
• Depreciação por ação: R$ 0,40
empresa
• Investimento em giro por ação: R$ 0,10
• Estrutura de Capital:
30% de Capital de Terceiros
70% de Capital Próprio
• Crescimento de 12% a.a. de todos os itens dos fluxos de
caixa de
acionistas
• Necessidade de giro >>crescimento de 5% a.a.
• Perpetuidade: crescimento de 1,5% a.a.
• Custo de Oportunidade dos Acionistas: 14% a.a.
FCDA do Período Explícito

1 2 3 4 5
Lucro / Ação 1,008 1,129 1,264 1,416 1,586

Depreciação / Ação 0,448 0,502 0,562 0,629 0,705

(-) Investimento Fixo / Ação (1,344) (1,505) (1,686) (1,888) (2,115)

(-) Investimento de Giro / Ação (0,105) (0,110) (0,116) (0,122) (0,128)

Novas Dívidas 0,300 0,334 0,372 0,414 0,461

Fluxo de Caixa
Disponível do Acionista
0,307 0,350 0,396 0,449 0,509
FCDA da Perpetuidade

Horizonte de Tempo

Explícito Perpetuidade

• Perpetuidade: Crescimento de 1,5% a.a.


• FCDA6:R$0,509 x 1,015 = R$ 0,517
• FCDA7:R$0,517 x 1,015 = R$ 0,524
e assim por diante...
Valor da Ação = 1,34 + 2,15 = 3,49
Abordagem dos Ativos: Fluxo de Caixa
Disponível da Empresa
Fluxo de Caixa Disponível da Empresa

Custo Total de
Capital
Valor da Empresa
Custo Médio
Ponderado de
Capital
Fluxo de Caixa Disponível para a Empresa

Resultado Operacional Líquido do IR XX


(+) Depreciação X

FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL XX

(-) Investimento Fixo X

(-) Variação no Giro X

(=) FLUXO DE CAIXA DISPONÍVEL DA XX


EMPRESA - FCDE
Exemplo: Fluxo de Caixa Disponível
para a Empresa

• Investimentos em fixo R$10.200,00


• Investimentos em giro R$ 3.400,00

Determinar o Fluxo de Caixa Disponível


da Empresa
Exemplo: Fluxo de Caixa Disponível
para a Empresa

Lucro Operacional Antes do IR R$ 18.000


IR s/ Lucro Gerado pelos Ativos (34% x R$ 18.000 (R$ 6.120)
Lucro Operacional Líquido do IR R$11.880
(+) Depreciação R$ 8.000
FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL R$ 19.880
(-) Investimento em Fixo (R$ 10.200)
(-) Investimento em Giro (R$ 3.400)
(=) FLUXO DE CAIXA DISPONÍVEL DA EMPRESA R$ 6.280
MODELO DE OHLSON

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Prof.a Renata Turola Takamatsu
Modelo de Ohlson

• O processo de avaliação requer inputs


(previsões numéricas de fluxos de caixa).
Esses inputs numéricos podem ser
categorizados como:
• Cash basis, ou
• Accrual-based.
Modelo de Ohlson

• Ball e Brown (1968) e pesquisas


subsequentes demonstraram que os
preços das ações reagem aos anúncios de
lucros.
• Easton, Harris e Ohlson (1992) detectaram
que ao longo de uma janela extensa de
evento, os lucros representam cerca de
60% da variação dos retornos das ações.
Modelo de Ohlson

• Dechow (1994), no teste de modelos


concorrentes, encontrou que os accruals
foram mais estreitamente relacionado com
os preços das ações que os fluxos de caixa
Modelo de Ohlson

• Primeiro convertemos os números


contábeis em fluxos de caixa para
descontá-los como a teoria tradicional de
finanças diz; ou
• Podem os próprios números contábeis
serem descontados?
Relação do Lucro Limpo

• A identidade contábil conhecida como


relação de lucro limpo (clean surplus
relation – CSR) mostra como se
relacionam o valor contábil das empresas
(PL), os lucros (L) e os dividendos (D):

PLt  PLt 1  Lt  Dt  Dt  Lt  ( PLt  PLt 1)


PL – Patrimônio Líquido
L – Lucros
D –Dividendos
Lucro Normal/ Anormal
Lucro Normal

E ( Lt )  r . PLt 1 E ( Lt ) – Lucro Normal Esperado


PLt 1 – Patrimônio Esperado no período t-1
r – Taxa de Retorno

Lucro Anormal

L  Lt  [Link] 1
a
t
Lt
r . PLt 1
– Lucro Observado
– Lucro Normal Esperado
Dedução MO
Modelo Desconto de Dividendos
 Dj
D1 D2
P0    
(1  r ) (1  r )
1 2
j 1 (1  r ) j

Substituindo a equação de lucro limpo:

L1  ( PL1  PL0 ) L2  ( PL2  PL1 )


P0   
(1  r )1
(1  r ) 2

 L j  ( PL j  PL j 1 )
P0  
j 1 (1  r ) j
Dedução MO
Dado que:
PL t (1  r )PL t rPL t
PL t  (1  r )PL t  rPL t    
(1  r ) (1  r ) (1  r )
PL t rPL t PL t PL t rPL t
 PL t  e  
(1  r ) (1  r ) (1  r ) 2 (1  r ) (1  r )2
A equação:
 L1 PL1 PL 0   L 2 PL 2 PL1   L j  ( PL j  PL j1
P0         
 (1  r ) (1  r ) (1  r )   (1  r ) 2
(1  r ) 2 2
(1  r )  j 3 (1  r ) j
Pode ser escrita como:
 L1 PL1 rPL 0   L 2 PL 2 PL1 rPL 1 
P0     PL 0        (...)
 (1  r ) (1  r ) (1  r )   (1  r ) 2
(1  r ) 2 (1  r ) 2
(1  r ) 
Equações Anormais
 Assim, tem-se um importante resultado do MO
que estabelece que o valor de uma empresa em
um dado momento será decomposto em duas
partes:
 i) o valor de seu patrimônio líquido nesse
mesmo período;
 ii) o valor presente dos seus lucros anormais
futuros, que ainda não foram incorporados ao
PL corrente. Esses lucros devem ser
descontados por uma taxa que reflita o seu
custo de capital (e o seu risco inerente).
Equações Anormais
Simplificando:
 L  ( PL  PL
 L1  rPL0   L2  rPL1  PL2 j 1 )
P0  PL0     
j j

   2 
 2
 j
 (1 r )   (1 r )  (1 r ) j 3 (1 r )

Continuand o o processo de expansão da soma de j  3 até j  , obtém - se a


expressão final dos lucros anormais do MO :

 L j  rPL j 1  Laj
P0  PL0   ou P0  PL0  
j 1 (1  r ) j
j 1 (1  r ) j
Relação MO com ROE
 Dado que o retorno sobre o patrimônio líquido
(ROE) observado para uma firma em um ano t
pode ser definido como:Tem-se que o MO
poderá ser apresentado também na forma:
Lt
ROEt   Lt  ROEt .PLt 1
PLt 1

 Tem-se que o MO poderá ser apresentado


também na forma:
Relação MO com ROE
 ROE j .PL j 1  rPL j 1
P0  PL0   
j 1 (1  r ) j

 ( ROE j  r ) PL j 1
P0  PL0  
j 1 (1  r ) j

Deduz-se dessa expressão que se a empresa


obtém resultados futuros à mesma taxa
desejada de remuneração do seu capital
(ROE=r) ela não estará criando nem destruindo
riqueza, e o seu valor de mercado tenderá a se
igualar ao seu valor contábil.
Relação MO com ROE
 Por outro lado, se a remuneração obtida for
superior ao custo de capital (ROE>r), ela estará
criando valor e o valor de mercado será superior
ao valor contábil.
 Finalmente, se a firma obter remunerações
inferiores ao custo de capital (ROE<r) ela
estará destruindo valor e o seu valor de
mercado tenderá ser menor que o valor do seu
PL.
O Modelo de Informação Linear
Uma das principais contribuições do trabalho de
Ohlson (1995) consiste na proposição de que o
comportamento da série temporal dos lucros anormais
poderiam ser dado pelo que se tornou conhecido como
Modelo Linear de Informações (LIM).
Lat  1  1Lat  v t  1t 1
v t  1   1 v t   2t  1

1 = parâmetro de persistência dos lucros anormais


 = termos de erros aleatórios
it 1

vt = variável independente que resume o efeito de “outras informações”

1 = parâmetro de persistência de outras informações


A Função de Avaliação
Combinando as equações do LIM com a equação dos
lucros anormais, pode-se chegar à seguinte equação
para avaliação de empresas:

Pt  PLt   L   2vt
a
1 t
A Função de Avaliação
Existe uma certa dificuldade de estimação empírica da
forma proposta para o LIM, uma vez que vt é não
observável ou é de difícil mensuração.
Nesse sentido, diversos autores, tais como Ota (2002),
propõe a possibilidade que o termo vt seja considerado
nulo, ou que seja considerado como um termo
constante.
Variações do LIM
Assume-se que vt é nulo ou é uma constante. Assim,
poderia se estimar o LIM com essas modificações.
Essas duas alternativos de estimação seriam os
modelos LIM1 e LIM2:

LIM 1 : L a
t 1   L  1t 1
a
1 t

LIM 2 : L a
t 1  0   L  1t 1
a
1 t
Variações do LIM
1
PLIM 1t  PLt  a
Lt
(1  r  1 )

(1  r )0 1
PLIM 2t  PLt   Lat
(1  r  1 )r (1  r  1 )

Todavia, deve-se ressaltar que, diversas outras


especificações para o LIM e para o vt, vem sendo
testadas empiricamente e esse é um importante
tema de pesquisas atualmente em ciências
Contábeis e Finanças.
MODELOS DE PREVISÃO DE
INSOLVÊNCIA

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Prof.a Renata Turola Takamatsu

1
Insolvência - Algumas Definições
• Estado no qual a empresa torna-se impossibilitada de
cumprir determinado compromisso (Mário e Aquino,
2004).
• Revela-se pela impotência patrimonial do devedor em
satisfazer regularmente às próprias obrigações (Fazzio
Jr, 2001).
• GITMAN (1997), a insolvência ocorre quando a empresa
é incapaz de pagar suas obrigações em seu
vencimento.

2
Diferença entre Insolvência e Falência
• Mário e Aquino (2004) mencionam que os termos
insolvency, failure e bankruptcy quase sempre aparecem
como sinôminos.
• Entretanto:

• insolvency tem significado de estado.

• failure possui significado de ato (quebra da empresa) .

• bankruptcy, significado legal, num processo jurídico.

• A Falência não quer dizer insolvabilidade, Insolvência é


um estado de fato, e falência um estado de direito,
dependendo de uma sentença judicial (Mário e Aquino,
2004). 3
Diferença entre Insolvência e Falência

Fonte: Mário e Aquino, 2004.


4
Modelos de Insolvência
• Kanitz
• Altman
• Pereira
• Elizabestky
• Matias
• (...)

5
Modelos de Altman

6
Modelos de Kanitz

7
MODELO LOGÍSTICO
Técnica de análise multivariada utilizada para
aferição da probabilidade de ocorrência de um evento
e para identificação das características dos elementos
pertencentes a cada categoria estabelecida pela
dicotomia da variável dependente
(variável grupo).
.
Variável dependente: binária
Variáveis do vetor X: métricas ou não métricas.

8
CONCEITOS
PROBABILIDADE
DESIGUALDADE (CHANCE)
LOGIT
COEFICIENTES LOGÍSTICOS

9
CONCEITOS
CHANCE DE UMA RESPOSTA “SIM”:
p
chance
1-p
chance
p
1chance

Exemplo: se p = 0,50, chance = 1


se p = 0,75, chance = 3

10
Curva Logística

1
0,9
0,8
0,7
0,6
0,5
0,4
0,3
0,2

0,1

0
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4

11
CONCEITOS
LOGIT: LOGARITMO NATURAL DA CHANCE DE UMA RESPOSTA
“SIM”.

p
logitZ ln(sim)ln
1-p

p
e
logit
e
Z
 chance
1-p
eZ 1
p 1e Z 
1e -Z

12
CONCEITOS
BASE DO MODELO: LOGITS = LOGARITMOS NATURAIS DAS
CHANCES.
MÉTODO PARA PREVISÃO DOS LOGITS: MÉTODO DA MÁXIMA
VEROSSIMILHANÇA:

Z b 0 b1X1b2X 2   k bkX

B1, B2, , Bk: coeficientes logísticos.


PASSOS:
obter a estimativa de Z
obter o valor da chance
obter p

13
MODELO DE REGRESSÃO LOGÍSTICA

ln(chance)  b0 b1X1b2X2   k bk X

1
prob(event) -(b 0 bX 1 2b 2  X b
X )
1e 1 k k

14
Estimando o LOGIT no STATA

Prof. Wagner M. Lamounier 15


15
Logistic regression Number of obs = 136
LR chi2(4) = 75.66
Prob > chi2 = 0.0000
Log likelihood = -15.326037 Pseudo R2 = 0.7117

z Coef. Std. Err. z P>|z| [95% Conf. Interval]

roe -.1042305 .0383653 -2.72 0.007 -.1794251 -.029036


lc -1.111171 .6003996 -1.85 0.064 -2.287933 .0655907
ipl .0105173 .0051949 2.02 0.043 .0003355 .020699
pct .6007684 .221291 2.71 0.007 .1670461 1.034491
_cons -3.999032 1.055053 -3.79 0.000 -6.066898 -1.931165

16
Medidas para avaliação do
ajustamento do modelo LOGIT
• A análise de significância estatística dos parâmetros
associados às variáveis explicativas também deve ser
feita, da mesma forma que para os outros modelos de
regressão.
• Para tal, sugere-se o uso da seguinte regra que utiliza o
Valor de Probabilidade da estatística z.
• Conforme pode-se observar, todas as variáveis foram
significativas considerando-se α=10%.

17
Prof. Wagner M. Lamounier 18
18
A Matriz de Classificações
. estat classification

Logistic model for z

True
Classified D ~D Total

+ 14 2 16
- 4 116 120

Total 18 118 136

Classified + if predicted Pr(D) >= .5


True D defined as z != 0

Sensitivity Pr( +| D) 77.78%


Specificity Pr( -|~D) 98.31%
Positive predictive value Pr( D| +) 87.50%
Negative predictive value Pr(~D| -) 96.67%

False + rate for true ~D Pr( +|~D) 1.69%


False - rate for true D Pr( -| D) 22.22%
False + rate for classified + Pr(~D| +) 12.50%
False - rate for classified - Pr( D| -) 3.33%

Correctly classified 95.59%


19
Interpretação dos Resultados do Modelo
LOGIT:Probalidade do Evento Ocorrer
Todavia, os resultados mais importantes do
LOGIT são obtidos calculando-se a probabilidade
(Pi) do evento (insolvência, no caso) ocorrer.
Para isso deve-se substituir os parâmetros b ' s
estimados na equação associando-se aos mesmos
os respectivos valores das variáveis explicativas
(X’s):
1
Pˆi 
1 e -( bˆ0  bˆ1 X 1 i  bˆ2 X 2 i  bˆk X ki )

20
Exemplo:
Para o modelo estimado, a probabilidade de insolvência de uma
firma com LC = 0,5; IPL = 668; ROE = 4,01 e PCT = 7,56 será:

ˆi  1
P 
1 e - ( bˆ0  bˆ1 X 1 i  bˆ2 X 2 i  bˆk X ki )

ˆi  1
P 
1 e - ( -3 , 9 9-1,1 1LCi  0 , 0 1IPL i - 0 ,1 0 ROE i  0 , 6 0 PCTi )

ˆi  1
P 
1 e - ( -3 , 9 9-1,1 1( 0 , 5 )  0 , 0 1( 6 6 8) - 0 ,1 0( 4 , 0 1)  0 , 6 0( 7 , 5 6 ))

ˆi  1 1
P   0,9981  99%
1  0,0019 1,0019
21
GERENCIAMENTO DE
RESULTADOS

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22
Introdução
Qualidades desejáveis da informação contábil:
• Relevância e representação fidedigna (completa, neutra
e livre de erro);
• Características qualitativas de melhoria:
 Comparabilidade,
 Verificabilidade
 Tempestividade e
 Compreensibilidade

23
Introdução: Contextualização
• Há casos em que administradores e contadores,
pressionados a cumprir metas financeiras (lucro, retorno
sobre o investimento, endividamento, liquidez, dividendos
etc.) em condições em que as possibilidades de alcançá-
las são reduzidas, e/ou em que os custos esperados de
não atingi-las são considerados excessivos,
eventualmente aproveitam a flexibilidade oferecida pelos
princípios contábeis geralmente aceitos, com o propósito
único e exclusivo de garantir que essas metas sejam
atingidas.

24
SANCOVSCHI; MATOS (2003)
Introdução: Contextualização
• A questão é que os gestores e contadores, por
conveniências e motivações de diversas naturezas,
podem escolher, dentre as alternativas legais, as que não
refletem a melhor apresentação da realidade econômica,
financeira e patrimonial das entidades.

25
FUJI; CARVALHO (2005)
Introdução: Contextualização
• Assim, o gerenciamento de resultados contábeis, mesmo
sem englobar fraudes e atos ilícitos, pode afetar,
negativamente, a função primordial das demonstrações
contábeis, que é fornecer informações úteis e confiáveis
ao processo decisório dos usuários.
• Gerenciar resultados não é fato recente, existindo desde
os primórdios dos registros contábeis. Earnings
Management não é tema recente na literatura
internacional, porém, começou a ganhar destaque tanto
no meio acadêmico como profissional a partir dos
escândalos contábeis.

26
FUJI; CARVALHO (2005)
Introdução: Cenário Atual
• Recentemente, em função de diversos escândalos
financeiros (Enron, Worldcom, Banco Santos, Econômico...)
as críticas à qualidade das informações contábeis
divulgadas pelas empresas em suas demonstrações
financeiras se acentuaram.

27
Introdução: Cenário Atual
No Brasil, a reforma da Lei 6.404/76 impôs uma maior
transparência e qualidade nas informações contábeis
divulgadas pelas empresas (Lei 11.638/07 Lei 11.941/09
(MP 449/08).
Nos EUA, foi implementada a lei Sarbanes–Oxley (SOX)
que aumentou sensivelmente o controle e as punições para
administradores e contadores envolvidos em fraudes e
contábeis.

28
O Problema de Gerenciamento de
Resultados
• Todavia, não são só as fraudes que prejudicam a
qualidade da informação contábil.
• Existem mecanismos discricionários, que não são
proibidos pela lei societária e que seguem os princípios
contábeis geralmente aceitos, que permitem às
empresas “gerenciar” as informações que serão
divulgadas para o mercado.
• Esse gerenciamento ocorre principalmente em relação
aos lucros ou prejuízos das empresas e daí a expressão
“gerenciamento de resultados” (earnings management).

29
Expressões Utilizadas

Earnings management
Gerenciamento de Resultados
Gerenciamento de Lucros
Contabilidade Criativa
Manipulação de dados contábeis

30
Gerenciamento de Resultados:
Definições
O ‘gerenciamento’ de resultados contábeis, ou ‘earnings
management’, é entendido como a alteração proposital
(intencional) dos resultados contábeis dentro dos limites
legais, dadas a discricionariedade e a flexibilidade
permitidas pelas normas e práticas contábeis, visando o
alcance de motivação particular.

31
MARTINEZ (2001)
Gerenciamento de Resultados
Em um contexto de assimetria informacional, pode
haver incentivos para que o administrador gerencie
os números contábeis no sentido de se beneficiar.
O gerenciamento de resultados ocorre quando os
administradores utilizam o julgamento na elaboração
das demonstrações financeiras e na estruturação de
operações com o intuito de iludir alguns stakeholders
sobre o desempenho econômico da empresa ou
quando visam influenciar resultados contratuais que
dependem de números contábeis.

32
HEALY; WHALEN (1999)
Fraude Contábil x Gerenciamento
dos Resultados Contábeis
A Contabilidade fraudulenta, conforme Dechow e
Skinner (2000), é formada por práticas que violam os
princípios contábeis e demonstram claramente a
intenção de enganar, tais como: registro de vendas
fictícias, antecipação documental da data de
realização das vendas e superestimação de
estoques pelo registro de inventário fictício.

33
Fraude Contábil x Gerenciamento
dos Resultados Contábeis
Para Martinez (2001, p. 13):
 É crucial entender que ‘gerenciamento’ dos resultados contábeis
não é fraude contábil. Ou seja, opera-se dentro dos limites do que
prescreve a legislação contábil, entretanto, nos pontos em que as
normas contábeis facultam certa discricionariedade para o gerente,
este realiza suas escolhas não em função do que dita a realidade
concreta dos negócios, mas em função de outros incentivos, que o
levam a desejar reportar um resultado distinto.

34
Fraude Contábil x Gerenciamento dos
Resultados Contábeis
• Porém, por haver uma linha muito tênue entre Earnings
Management e fraudes, o gerenciamento de resultados
contábeis pode constituir, nos casos extremos, uma
"antecâmara" para a realização de fraudes, ou seja, um
ambiente propício para a ocorrência de irregularidades.

35
FUJI; CARVALHO (2005)
Fraude Contábil x Gerenciamento
dos Resultados Contábeis

36
Fraude Contábil x Gerenciamento
dos Resultados Contábeis

37
Causas do Gerenciamento de
Resultados
• Desejo de preservar o cargo, mesmo que isso implique
comprometer a qualidade dos resultados contábeis
apresentados;
• Pressão dos acionistas por resultados trimestrais cada
vez maiores e melhores, bem como o anseio de atrair
novos investidores e acionistas;
• Ambição de obter bônus significativos (compensação),
ainda que isto implique sacrifício futuro da organização.

38
MARTINEZ (2001)
Motivações para o Gerenciamento
de Resultados:
i. Motivações pessoais da administração;
ii. Motivações vinculadas ao mercado de ações e de
crédito;
iii. Motivações contratuais;
iv. Motivações ligadas à regulação e a custos políticos.

39
i) Motivações pessoais dos administradores para o
Gerenciamento de resultados:

• Desejo de preservar o cargo;


• Desejo de obtenção de bônus maiores (visão de
curto-prazo);
• Mudança na alta administração da firma
atribuindo-se resultados fracos à antiga
administração e bons à nova;
• Gerenciamento para aquisição de ações pela
administração;
• Gerenciamento para evitar a tomada do controle
pela aquisição de ações ordinárias. 40
ii) Motivações vinculadas ao mercado de ações e de
crédito:
• Evitar reportar prejuízos;
• Sustentar desempenho recente;
• Emissão de Debêntures e demais levantamentos de
créditos com instituições financeiras;
• Atendimento das expectativas e previsões dos
analistas de mercado e de acionistas;
• Redução da volatilidade dos lucros e
consequentemente da percepção do risco da
empresa pelos agentes do mercado.

41
iii) Motivações contratuais:

• Evitar problemas pela violação de alguma cláusula em


contrato de crédito por parte da firma, tais como:
• elevação da taxa de juros;
• exercício de alguma garantia;
• vencimento imediato da dívida.

42
iv) Motivações contratuais ligadas à regulação e a
custos políticos:
• Evitar ser considerada uma firma que adota práticas
monopolistas por apresentar lucros elevados;
• Firmas que participam de setores regulados por
alguma agência podem reduzir os lucros para
justificar um pedido de aumento de tarifas;
• Firmas nacionais que solicitam proteção e/ou
incentivos governamentais contra a competição
externa;
• Previamente a negociações salariais com sindicatos.

43
Consequências do Gerenciamento
de Resultados
O gerenciamento de lucros, por comprometer a
qualidade das informações contidas nas demonstrações
financeiras, interfere no processo de alocação de
recursos na economia e inflige sérios prejuízos para
diversos atores dos mercados de bens e serviços e de
capitais.

44
SANCOVSCHI; MATOS (2003)
Conforme Martinez (2001, p. 43) os principais tipos de
gerenciamento são:

45
a) Target Earnings
• Esse tipo de gerenciamento implicaria em “metas” ou
benchmarks para os seus lucros que a empresa buscaria
garantir, tais como:
• Evitar apresentar prejuízos;
• Confirmar expectativas do mercado;
• Sustentar desempenho anterior.

46
Buscando testar a hipótese de que as empresas brasileiras de capital aberto
gerenciam seus resultados para evitar reportar prejuízos, Martinez (2001, p.60)
chegou aos seguintes resultados:

47
47
Martinez (2001, p.66) fez essa mesma análise para verificar se
empresas com diferentes níveis de endividamento também
gerenciariam para evitar reportar prejuízos e verificou:

48
49
b) “Big Bath” Accounting
Conforme Belkaoui (2003), a contabilidade feita para “dar
um grande banho” nos resultados de uma empresa, refere-
se a um conjunto de medidas tomadas para reduzir
drasticamente os resultados correntes da empresa de
forma a possibilitar a apresentação de lucros expressivos
no futuro.

50
b) “Big Bath” Accounting
• Geralmente ocorre quando os resultados atuais são tão
fracos que mesmo com gerenciamento, não há como se
atingir as metas ou expectativas de lucratividade pré-
definidas.
• Assim, já que não há como apresentar bons resultados,
tem-se incentivos para por ex. antecipar despesas e
postergar o reconhecimento de receitas, de forma a
garantir a apresentação de lucros nos exercícios
seguintes.
• Esse tipo de gerenciamento tende a ocorrer também
quando da mudança de diretoria da empresa.

51
Nos resultados de Martinez(2001) pode-se perceber a
ocorrência de big baths para algumas empresas:

52
53
c) Income Smoothing
 O Gerenciamento de resultados para suavização
dos lucros é uma das práticas de gerenciamento
mais comuns, sendo inclusive defendida por alguns
autores como Trueman e Titman (1988) e Moyer e
Shevlin (1995) apud Martinez (2006).
 Eles argumentam que a suavização de lucros
permite que a empresa seja capaz de criar valor
para os acionistas pelos seguintes motivos:

54
Conforme Martinez (2001) a redução da variabilidade
dos lucros das firmas ocorre das seguintes maneiras:

55
Modelos para análise da prática de
Income Smoothing nas empresas
brasileiras
• Baseando-se em Martinez (2001), tem-se que as principais
contas que possivelmente são utilizadas para reduzir a
variabilidade dos lucros são:
• Despesas com Provisão para Devedores Duvidosos; (Perdas
Estimadas para Crédito de liquidação duvidosa –PECLD)
• Despesas de Depreciação;
• Receitas Não-Operacionais;

56
Despesas com Provisão para Devedores
Duvidosos
• A principal variável explicativa das despesas de
provisão para devedores duvidosos é o montante de
contas a receber.
• O montante que será provisionado para se prevenir
contra clientes duvidosos dependerá da qualidade e do
montante de crédito oferecido.
• Na perspectiva de GR contábeis acredita-se que a
variação do lucro líquido em relação a períodos
anteriores e o endividamento são cruciais para a
definição do montante que será provisionado pela
empresa.
57
MARTINEZ (2001, p. 82)
Despesas com Provisão para
Devedores Duvidosos
O principal determinante das DDD é o volume de Contas a Receber
(+) assim, se estiver ocorrendo gerenciamento, espera-se que a
Variação do Lucro Líquido (VLL) em relação ao exercício anterior
tenha uma relação positiva (+) com as DDD, ou seja, espera-se que
α1 > 0 na equação abaixo:

58
Despesas com Provisão para
Devedores Duvidosos
• Ou seja:
• Caso exista “gerenciamento”de resultados para reduzir a
variabilidade, espera-se que o sinal do coeficiente que precede a
VLL seja positivo, isto é, quando ocorre variação do lucro líquido
positiva, as despesas com provisão para devedores duvidosos são
aumentadas. Quando o reverso ocorre, quando há VLL negativa, as
despesas de devedores duvidosos diminuem.
• Desse modo, as Despesas para Provisão com Devedores
Duvidosos seriam definidas parcialmente em função das
circunstâncias de variação do lucro líquido.

59
MARTINEZ (2001, p. 83)
Despesas com Provisão para
Devedores Duvidosos
 Para a hipótese do endividamento, espera-se
que o sinal seja negativo, quanto maior for o
montante de endividamento, menor será o
montante de [Link]. Duvidosos.
 Desse modo, quanto mais endividada fosse a
firma, menor seria o montante provisionado.

60
MARTINEZ (2001, p. 83)
Despesas de Depreciação
As principais variáveis que determinam as Despesas
de Depreciação são: Ativo Imobilizado e Receitas.
Espera-se que o coeficiente precedente à variação do
lucro líquido seja positivo. Quando os resultados estão
variando positivamente, as despesas de depreciação
são aumentadas de modo a amortizar o crescimento
dos lucros. Entretanto, quando a variação do lucro
líquido é negativa, as despesas seriam reduzidas para
minimizar o efeito da queda dos lucros.

61
MARTINEZ (2001, p. 84-85)
Despesas de Depreciação
Portanto, no caso de gerenciamento, espera-se que a
Variação do Lucro Líquido (VLL) tenha uma relação
positiva (+) com as DD, ou seja, espera-se que β1 > 0:

62
Despesas de Depreciação
No tocante ao coeficiente que precede o grau de
endividamento, espera-se sinal negativo indicando que,
quanto maior for o endividamento, maior será a tendência
das despesas de depreciação serem menores,
aumentando a lucro.

63
MARTINEZ (2001, p. 85)
Receitas Não-Operacionais
Ao contrário das contas anteriores, as RNOp não são
influenciadas diretamente por nenhuma outra variável, uma vez
que representam ganhos obtidos de maneira esporádica.
Portanto, no caso de gerenciamento, espera-se que a Variação
do Lucro Líquido (VLL) tenha uma relação negativa (-) com as
RNOp e, portanto, que se tenha γ1 < 0:

64
Receitas Não-Operacionais
Quanto ao endividamento, espera-se sinal positivo, ou seja,
quanto maior for o endividamento, maior o esforço da
empresa para produzir melhores resultados, mesmo que
esses sejam de natureza não-operacional.

65
MARTINEZ (2001, p. 86)
Estimando essas equações para verificar o Income Smoothing no Brasil,
Martinez(2001, p.88) encontrou:

66
Bibliografia Básica
• BAPTISTA, Evelyn M. B. Análise do perfil das empresas brasileiras segundo o
nível de gerenciamento de resultados. 2008. 300 f. Tese (Doutorado) – Programa de
Pós-Graduação em Administração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto
Alegre, 2008. Disponível em: [Link] Acesso em: 28 fev.
2010.
• FUJI, Alessandra Hirano ; CARVALHO, L. NELSON . Earnings Management no
contexto bancário brasileiro. In: 5º Congresso USP Controladoria e Contabilidade,
2005, São Paulo - SP. 5 Congresso USP Controladoria e Contabilidade. São Paulo - SP :
EAC FEA USP, 2005. ([Link]
• KRAEMER, Maria [Link] . Contabilidade criativa maquiando as
demonstrações contábeis. Gestiópolis Com, Colômbia - Bogotá, 2005. Disponível em:
[Link] Data de acesso: 09/02/2010.
•MARTINEZ, Antônio Lopo. “Gerenciamento”dos resultados contábeis: Estudo
empírico das companhias abertas brasileiras. 2001, 153f. Tese (Doutorado em
Ciências Contábeis), Departamento de Contabilidade e Atuária, Universidade de São
Paulo, São Paulo, 2001. (Capítulos 1, 2, 3, 4 e 5).
([Link]

67
Bibliografia Complementar
 BISPO, Oscar Neto de Almeida. Gerenciamento de resultados contábeis e o
desempenho das ofertas públicas subsequentes de ações de empresas
brasileiras. 2010. 145 f. Dissertação (Mestrado) - Centro de Pós-Graduação e
Pesquisa em Contabilidade e Controladoria da Faculdade de Ciências Econômicas
da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2010.
 DECOURT, Roberto Frota; MARTINEWSKI, André Luis; PIETRO NETO, José de.
Existe Gerenciamento de Resultados nas Empresas com Ações Negociadas na
BOVESPA? In: CONGRESSO USP CONTROLADORIA E CONTABILIDADE, 7°,
2007, São Paulo.
 DEFENDA-SE – Fraudes Contábeis. Disponível em:
[Link] Data de acesso:
25/03/2010.
• LOPES, A. B. ; TUKAMOTO, Y. S. . Contribuição ao Estudo do Gerenciamento de
Resultados: Uma Comparação entre as Companhias Abertas Brasileiras Emissoras de
ADR´s e não Emissoras de ADR´s. RAUSP. Revista de Administração, v. 42, p. 86-
96, 2007. ([Link]/[Link]?file=[Link])

68
Bibliografia Complementar
 MARTINEZ, A. L.; Minimizando a Variabilidade dos Resultados Contábeis: Estudo
Empírico do Income Smoothing no Brasil. Revista Universo Contábil, ISSN 1809-
3337, Blumenau, v.2, n.1, p. 09-25, jan./abr. 2006.
([Link]
 NARDI, P. C. C. ; NAKAO, S. H. . Gerenciamento de resultados e a relação com o
custo da dívida das empresas brasileiras abertas. Revista de Contabilidade e
Finanças, v. 20, p. 77-100, 2009. ([Link]
70772009000300006&script=sci_arttext).
 SANCOVSCHI, M.; MATOS, F. F. J. de. Gerenciamento de Lucros: que Pensam
Administradores, Contadores e Outros Profissionais de Empresas no Brasil? Revista
de Administração Contemporânea, v. 7, n. 4, Out./Dez. 2003: 141-161.
([Link]

69

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