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No Jardim das Sereias, as filhas do Rei Tritão brincam e cultivam corais em um espaço especial dado à Rainha Agnet. Ariel, prestes a completar dezesseis anos, se sente incompreendida por seu pai e expressa seu desejo de liberdade, enquanto suas irmãs tentam confortá-la e lembrá-la de seu papel na família. A cena destaca a dinâmica familiar e a transição de Ariel para a vida adulta, com suas irmãs prometendo cuidar dela.

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No Jardim das Sereias, as filhas do Rei Tritão brincam e cultivam corais em um espaço especial dado à Rainha Agnet. Ariel, prestes a completar dezesseis anos, se sente incompreendida por seu pai e expressa seu desejo de liberdade, enquanto suas irmãs tentam confortá-la e lembrá-la de seu papel na família. A cena destaca a dinâmica familiar e a transição de Ariel para a vida adulta, com suas irmãs prometendo cuidar dela.

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CENA 2 - O JARDIM DAS SEREIAS

GUARDIÃ DAS ÁGUAS - As jovens sereias passavam os dias nadando e brincando em um

jardim no fundo mar. Esse jardim foi um presente que o Rei Tritão deu pra Rainha Agnet

quando teve a sua primeira filha, Aquata. A Rainha o chamou de o jardim das Sereias.

Depois que a mãe se foi esse jardim virou um lugar especial pras filhas, elas cultivavam

corais, algas e decoravam com objetos achados no mar, era um lugar que elas gostavam de

brincar também, agitavam as águas nadando de um lado para o outro.

SEBASTIÃO - Será que vocês podem ir mais devagar, assim vocês quase me atropelam.

Por favor meninas, se acalmem!

AQUATA - Onde está nosso pai Sebastião?

ANDRINA - Onde ele foi?

ARISTA - Hoje é a cerimônia de dezesseis anos da Ariel.

ATINA - Porque ele está demorando tanto?

ALANA - Você não pode ir atrás dele?

ADELA - Ele já deveria ter chegado, não deveria?

TODAS - Não deveria?

SEBASTIÃO - Parem com as perguntas, o pai de vocês está ocupado como sempre em

seus afazeres do Reino, a vida não é só nadar correndo pelos mares não, entenderam?

Onde está Ariel?

ARISTA (disfarçando) - Ela deve estar sentada no jardim, brincando com as conchas.

SEBASTIÃO - Engraçado como essa menina é uma criança estranha, quieta e pensativa,

diferente de todas vocês bagunceiras.

(irmãs brincam no jardim)

ARIEL - Eu não sou criança, Sebastião.


SEBASTIÃO - E eu não sou um crustáceo menina, onde foi que você se meteu? Você vai

acabar comigo, você deveria estar por aqui nadando e cantando com suas irmãs. O seu pai

está a ponto de causar um maremoto de tanta preocupação.

ARIEL - Preocupação com o que?

SEBASTIÃO - Ele vai falar com você, não saia daqui.

(Sai sebastião e as irmãs se juntam em torno de Ariel)

AQUATA - Não se preocupe, você sabe que papai nunca fica bravo com você de verdade.

ALANA - Você é a predileta dele.

ARIEL - Ele não tem predileta.

ATINA - Não tem problema Ariel, você é a nossa predileta também.

ARIEL - Ele não me entende.

ARISTA - E você já tentou entender ele? Depois que a mamãe se foi…

ARIEL - Mas eu não sou a mamãe, eu não quero ficar aqui debaixo das nadadeiras dele.

ANDRINA - Mas você não fica.

ARIEL - Claro que fico, todos nós ficamos eu fico sim.

TODAS - Ariel.

ADELA - Você acha que a gente não sabe que você já foi na superfície antes dos dezesseis

anos?

ARIEL - Sabem?

ANDRINA - Claro que sabemos.

ATINA E ARISTA - A gente deixou de sair com um cara que era um peixão pra ficar de olho

em você.

ARIEL - Vocês não precisam me vigiar, eu não sou mais uma criança.

AQUATA - A gente sabe que você não é mais criança, mas você sempre vai ser nossa irmã

mais nova.

ALANA - Você é a nossa pequena Sereia.

AQUATA - E é isso que a gente faz aqui cuida uma da outra, do nosso cardume, respeita o

que se é, o que se quer ser.


ANDRINA - Nós fizemos uma promessa a nossa mãe que cuidaríamos de você.

ARISTA - Mas a partir de hoje você é livre pra seguir os seus caminhos.

ATINA - Eu lembro de você sempre querendo saber as histórias dos humanos.

ADELA - Você passava noites e noites olhando pra cima.

AQUATA - Você adorava ouvir o que a gente tinha pra contar.

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