Direito Constitucional
Direito Constitucional
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ESTADO E CONSTITUIÇÃO .................................................................................................................................... 3
ORIGEM DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA....................................................................................................... 4
CLASSIFICAÇÃO ......................................................................................................................................................... 5
DIREITOS POLÍTICOS ............................................................................................................................................... 9
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA DO ESTADO .................................................................... 13
REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS............................................................................. 14
MUNICÍPIOS ............................................................................................................................................................... 19
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA................................................................................................................................. 23
SEGURANÇA PÚBLICA .......................................................................................................................................... 29
DA POLÍTICA URBANA .......................................................................................................................................... 31
DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE ......................................................................................... 32
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ESTADO E CONSTITUIÇÃO
ESTADO E CONSTITUIÇÃO
A manutenção da independência entre os Poderes gera, uma peculiaridade
constitucional, qual seja, a existência de funções típicas e atípicas dentro de um mesmo
Poder do Estado. Contemplando o que se passa no Estado moderno, podemos observar
que cada Poder, se exerce – conforme o sabemos – a função que lhe é própria com a
dominância, cada vez o faz com menor ênfase.
O que se conclui, em resumo, é que a mera opção pela separação dos Poderes,
consagrada pelo art. 2º da Constituição Federal de 1988, prenuncia a adoção de um
regime em que a cada Poder ficam atribuídas as funções que lhe são típicas e as atípicas
necessária à manutenção de sua independência. Fora disso, é necessária a existência de
normas constitucionais expressa.
Vejamos um quadro resumido das referidas funções:
CONCEITO:
Existem várias concepções ou acepções a serem tomadas para definir o termo
“Constituição”. Alguns autores preferem a ideia da expressão tipologia dos conceitos de
Constituição em várias acepções, o que chamamos de sentidos sociológico, político ou
jurídico, como veremos mais adiante.
a) Conceito Sociológico – Atribuído a Ferdinand Lassale. Em sua obra “O que é
Constituição”, Lassale afirma que Constituição é a soma dos fatores reais de poder. Essa
expressão é característica do Conceito Sociológico. Para Lassale, a Constituição deve
representar os interesses sociais, pois, caso contrário, a Constituição não será mais do
que uma “folha de papel”. Segundo o autor, se a Constituição não representar o que os
fatores de poder desejam, os fatores de poder não irão obedecer às normas da
Constituição. O principal crítico dessa concepção é Konrad Hesse.
b) Conceito Político – Atribuído a Carl Schmit. Segundo o autor, a Constituição é fruto
de uma decisão política fundamental. Ele diferencia Constituição de Lei Constitucional.
Para Carl Schmitt, tudo o que está no documento é lei constitucional, mas nem tudo é
Constituição. Segundo Carl Schmitt, deve-se fazer a distinção entre Constituição
Material e Constituição Formal. Constituição material é aquela que traz, em seu bojo,
matérias verdadeiramente constitucionais, tais como direitos fundamentais e
organização do Estado.
A Constituição formal é tudo aquilo que está plasmado na Constituição e que não é
norma fundamental. O conceito formal não se preocupa com o conteúdo ou matéria
inserida no corpo da Constituição, preocupa-se apenas com a forma da norma, se está
na forma da Constituição é Constituição, se está fora da Constituição não faz parte da
Constituição formal.
ANOTAÇÕES:
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ORIGEM DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA
CONTEÚDO CONSTITUCIONAL:
O direito constitucional seria uma unidade estrutural do sistema normativo que é
o Direito (J.A. da Silva). Estaria no galho “Direito Público”. Outros galhos seriam: “Direito
Social” e “Direito Privado”.
Distingue-se dos demais ramos pela natureza (essência) do seu objeto (a
Constituição Federal):
a) Organização e funcionamento do Estado;
b) Articulação dos elementos primários do mesmo;
c) Estabelecimento da base da estrutura política (J. A. da Silva).
ESTRUTURA CONSTITUCIONAL:
A CF de 1988 está dividida em três partes: preâmbulo, parte dogmática (normas
centrais) e ato das disposições transitórias (ADCT).
Preâmbulo da Constituição Federal: O preâmbulo seria a parte preliminar que
anuncia o que está por vir na CF, não possuindo nenhuma força normativa, conforme
entendimento do STF que já se pronunciou acerca disso ao adotar a tese da irrelevância
jurídica do preâmbulo. Portanto, importante referir que não é uma norma de
observância obrigatória pelos Estados, DF e Municípios, ou seja, esses entes não
precisam, pelo Princípio da Simetria da Constituição, repeti-lo em suas constituições ou
leis orgânicas.
ANOTAÇÕES:
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CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO:
1) Quanto ao conteúdo:
a) Constituição formal: regras formalmente constitucionais, é o texto votado pela
Assembleia Constituinte, são todas as regras formalmente constitucionais, ou seja, estão
inseridas no texto constitucional.
b) Constituição material: regras materialmente constitucionais, é o conjunto de regras
de matéria de natureza constitucional, isto é, as relacionadas ao poder, quer esteja no
texto constitucional ou fora dele. O conceito de Constituição material transcende o
conceito de Constituição formal, ela é ao mesmo tempo, menor que a formal e mais que
esta.
2) Quanto à forma:
a) Escrita: pode ser: sintética (Constituição dos Estados Unidos) e analítica (expansiva, a
Constituição do Brasil). A ciência política recomenda que as constituições sejam
sintéticas e não expansivas como é a brasileira.
b) Não escrita: é a constituição cujas normas não constam de um documento único e
solene, mas se baseie principalmente nos costumes, na jurisprudência e em convenções
e em textos constitucionais esparsos.
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c) Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o
que aconteceu com a Magna Carta de 1215.
OBS: A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as
constituições outorgadas. Portanto, não é mais sinônimo de constituição.
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a constituição americana; são aquelas em que o processo de poder está de tal forma
disciplinado que as relações políticas e os agentes do poder subordinam-se às
determinações do seu conteúdo e do seu controle procedimental.
b) nominalista: esta modalidade fica entre a constituição normativa que é seguida na
íntegra e a semântica que não passa de mero disfarce de um estado autoritário. Esta
constituição aparece quando um Estado passa de um Estado autoritário para um Estado
de direito, é o caso da nossa constituição de 1988. A Constituição de 1988 nasceu
normativa, havia uma expectativa de que passássemos da constituição nominalista para
uma constituição normativa. Na realidade isto não está ocorrendo, pelo contrário, a
classe política, em especial, vem descumprindo absurdamente a constituição.
c) semântica: mero disfarce de um Estado autoritário.
Enquanto nas Constituições normativas a pretendida limitação do poder se implementa
na prática, havendo assim, correspondência com a realidade, nas nominalistas busca-se
essa concretização, porém, sem sucesso, não se conseguindo uma verdadeira
normatização do processo real do poder.
Nas semânticas, por sua vez, nem sequer se tem essa pretensão, buscando-se conferir
legitimidade meramente formal aos detentores do poder, em seu próprio benefício.
SUPREMACIA CONSTITUCIONAL
Conforme já demonstrado com a exposição da pirâmide normativa atribuída a Hans
Kelsen, a supremacia constitucional impede que a Carta Magna sofra alterações por
procedimentos simplórios, apresentando-se como rígida. Ademais, a CF está acima de
quaisquer outras normas que fundamentam o ordenamento jurídico.
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modificar o elemento conceitual do instituto. Tais propostas não serão sequer objeto de
deliberação.
> Forma Federativa do Estado: Não pode ser objeto de emenda constitucional a
proposta tendente a abolir a forma federativa de Estado (matéria estipulada na CF) e
nem a tendente a modificar a auto-organização ou autonomia dos Estados (elemento
essencial de um Estado Federal).
> Voto direto, secreto, universal e periódico: Não pode ser objeto de emenda
constitucional a proposta tendente a abolir ou modificar o voto e suas características. O
voto é o instrumento por meio do qual se exerce a capacidade eleitoral ativa do direito
de sufrágio. Direito de sufrágio é caracterizado pela soma da capacidade eleitoral ativa e
passiva. A falta de capacidade passiva é a inelegibilidade.
- Voto direto: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a abolir
ou modificar a eleição direta (mandante eleitor escolhe diretamente o mandatário).
- Voto secreto: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a
abolir ou modificar o sigilo do voto, pois é garantia da liberdade de expressão. Todos têm
o direito de ninguém saber o conteúdo de sua votação (cabine indevassável).
- Voto universal: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a
abolir ou modificar o direito de voto a todos os nacionais sem qualquer discriminação. A
faixa mínima de fixação eleitoral para 16 anos é determinada tendo em vista que a pessoa
tem que ter um mínimo de discernimento para exercer esse direito político. Tal
condicionamento não retira o caráter universal do voto.
- Voto periódico: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a
abolir ou modificar o direito de periodicamente renovar aquele que não vai indo bem.
> A separação dos poderes: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta
de ingerência de um poder no outro, pois seria tendente a abolir a separação dos
poderes. Pelo princípio da separação dos poderes, as funções do Estado estão divididas
entre o Poder Legislativo, Poder Executivo, Poder Judiciário, que são independentes,
mas harmônicos entre si (art. 2º da CF).
> Direitos e garantias individuais: Não pode ser objeto de emenda constitucional a
proposta tendente a abolir ou modificar os direitos e garantias individuais. Os Direitos
Individuais são uma espécie dos Direitos Fundamentais, juntamente com os Direitos
Sociais e os Direitos Políticos, mas somente os Direitos individuais e uma parte dos
Direitos políticos (voto e suas características) fazem parte das cláusulas pétreas, estando
de fora os Direitos Sociais.
- Limitações circunstanciais: São as limitações impostas para estabelecer os limites de
segurança quanto ao momento de reforma do texto constitucional em razão de
algumas circunstancias especiais presentes no Estado quando da tramitação do
processo de revisão.
A Constituição não pode ser objeto de emenda na vigência de intervenção federal,
estado de sítio e estado de defesa (art. 60, § 1º, CF). Assim, na vigência dos mecanismos
de defesa para se enfrentar situações de crise constitucional (anormalidades
constitucionais), a CF/88 não pode ser emendada, pois eles têm como efeito automático
a inibição do poder de reforma.
- Estado de sítio: A anormalidade esta generalizada por todo o território nacional.
- Estado de defesa: A anormalidade ocorre em alguns pontos do território nacional.
- Intervenção federal: A União quebra, temporária e excepcionalmente a autonomia dos
Estados, por desrespeitarem as regras do artigo 34 da Constituição Federal.
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DIREITOS POLÍTICOS
São instrumentos oferecidos pela CF/88, que garantem ao cidadão brasileiro o exercício
da soberania popular atribuindo poderes ao mesmo para interferir na condução do
Estado.
A CF/88 determina que o regime político democrático, adotado no Brasil, é o semi-direto
(democracia participativa), previsto no art. 1º, § único. Isto significa dizer que ora se
manifesta indiretamente, através de representantes eleitos, e ora diretamente, através
do plebiscito (art. 14, inciso I), referendo (art. 14, inciso II) e iniciativa popular (art. 14, inciso
III).
Democracia semi-direta, mista ou participativa combina sistemas de democracia
direta ou indireta e é uma atenuação da democracia indireta, ou seja, a acumula a
representação com a participação direta do povo através do plebiscito, referendo e
iniciativa popular (vide art. 14, incisos I, II, III). É a forma adotada ora no Brasil.
1) Participação Popular:
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
- Iniciativa popular é a possibilidade de o povo dar início a um processo junto ao
executivo, judiciário ou legislativo, buscando conformar a vontade do povo.
- Plebiscito, que significa consulta a plebe, ou seja, ao povo, é uma forma de
consulta prévia para se obter autorização direta do povo antes de se realizar um ato.
- Referendo é a consulta popular a posteriori, quando o ato praticado depende de
ratificação popular para tornar-se plenamente eficaz. O Estado Democrático de Direito
é uma cláusula pétrea implícita.
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§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária; Regulamento
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito,
Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
4) Reeleição:
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os
Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão
ser reeleitos para um único período subsequente. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 16, de 1997)
5) Renúncia:
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de
Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos
até seis meses antes do pleito.
6) Inelegibilidade Reflexa:
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República,
de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os
haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato
eletivo e candidato à reeleição.
8) Impugnação do mandato:
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de
quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder
econômico, corrupção ou fraude.
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§ 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo
o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
9) Direitos Políticos:
Quando se perde o direito político, há um prazo determinado para a duração deste
cenário, podendo o sujeito submeter-se a um determinado procedimento para que o
direito se restabeleça. Já quando ocorre a suspensão do direito, o lapso temporal é
indeterminado, ou seja, perdurará até que cesse a causa.
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos
casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos
do art. 5º, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.
Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação,
não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 4, de 1993)
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administrar e se autogovernar, diferente do que ocorre com os entes federativos (União,
Estados, Distrito Federal e Municípios).
§ 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante
aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do
Congresso Nacional, por lei complementar.
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ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA DO ESTADO
CAPÍTULO II - DA UNIÃO
Art. 20. São bens da União:
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
No intuito de entendermos a competência de cada ente federativo, a CF/88 nos
apresenta o rol de bens da União. Ressaltamos que esse rol não é taxativo.
Nesse ponto, vejamos a Súmula 650 do STF: “Os incisos I e XI do art. 20 da Constituição
Federal não alcançam terras de aldeamentos extintos, ainda que ocupadas por
indígenas em passado remoto.”
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
definidas em lei;
As terras devolutas pertencem aos Estados onde estiverem localizadas. São bens
públicos dominiais, constituem o patrimônio disponível, sem destinação específica.
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que
banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a
território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias
fluviais;
Nesse ponto é interessante esclarecermos o conceito de terrenos marginais, que
consistem em áreas de terra às margens dos cursos de água, até uma distância de 15
metros, medindo do ponto médio das enchentes normais dos rios. As praias fluviais é a
parte dos terrenos marginais lavadas pelas cheias desses cursos de água.
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias
marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a
sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade
ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;
Ilhas fluviais e lacustres somente serão bens da União se estiverem localizadas no
trecho de rio ou lago que faça fronteira entre o Brasil e outro País. As outras pertenceram
aos Estados-membros onde estiverem localizadas.
Praias marítimas são áreas continentais cobertas e descobertas pelo movimento
das marés. Ilhas oceânicas são as afastadas da costa e possuem ligação com o
continente por profundidade maior do que 200 metros.
As ilhas costeiras são as próximas à costa, cuja formação consiste em
prolongamento do relevo submarino da plataforma continental, estando ligadas ao
continente por profundidade de até 200 metros.
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;
VI - o mar territorial;
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
As terras indígenas são bens do patrimônio da União, de forma que recebem proteção
constitucional.
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REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS
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XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar
do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a
execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e
cartografia de âmbito nacional;
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de
programas de rádio e televisão;
XVII - conceder anistia;
XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas,
especialmente as secas e as inundações;
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios
de outorga de direitos de seu uso; (Regulamento)
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação,
saneamento básico e transportes urbanos;
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação;
XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer
monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a
industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os
seguintes princípios e condições:
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins
pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional;
b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de
radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e industriais; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006)
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, comercialização e utilização
de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 49, de 2006)
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006)
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho;
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de
garimpagem, em forma associativa.
XXVI - organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, nos termos
da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de 2022)
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VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;
VIII - comércio exterior e interestadual;
XIV - populações indígenas;
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de
profissões;
XVII - organização judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito
Federal e dos Territórios, bem como organização administrativa destes; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº69, de 2012);
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais;
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular;
XX - sistemas de consórcios e sorteios;
XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e
mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares;
XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais;
XXIII - seguridade social;
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional;
XXV - registros públicos;
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza;
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito
Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas
e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e
mobilização nacional;
XXIX - propaganda comercial;
XXX - proteção e tratamento de dados pessoais. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 115, de 2022)
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e
conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas
portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e
cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros
bens de valor histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
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VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições
habitacionais e de saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a
integração social dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a
União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do
desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 53, de 2006)
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
II - orçamento;
III - juntas comerciais;
IV - custas dos serviços forenses;
V - produção e consumo;
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
IX - educação, cultura, ensino e desporto;
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;
XI - procedimentos em matéria processual;
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública;
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;
XV - proteção à infância e à juventude;
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a
estabelecer normas gerais.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados.
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência
legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei
estadual, no que lhe for contrário.
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ESTADOS FEDERADOS
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem,
observados os princípios desta Constituição.
§ 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por
esta Constituição.
§ 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais
de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua
regulamentação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1995)
§ 3º - Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas,
aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios
limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções
públicas de interesse comum.
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito,
ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União;
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas
aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros;
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União.
Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da
representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e
seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze.
§ 1º - Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as
regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades,
remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças
Armadas.
§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembleia
Legislativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido,
em espécie, para os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57,
§ 7º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Os Estados Membros são considerados entes federativos e por tal razão possuem
autonomia política, administrativa e orçamentária. Do mesmo modo, possuem uma
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constituição própria, através da qual determina os rumos a serem seguidos, sempre em
completo acordo ao constante na constituição federal vigente.
MUNICÍPIOS
Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o
interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara
Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição,
na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:
Diferente dos Estados Membros, os Municípios não são regidos por uma Constituição
própria e sim por Lei Orgânica. O legislador constituinte preferiu limitar a autonomia
municipal no que se refere à possibilidade de criação de uma constituição própria haja
vista a dificuldade de controle diante do grande número de municípios que temos no
Brasil.
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h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil)
habitantes e de até 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e
cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil)
habitantes e de até 750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e
cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil)
habitantes e de até 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e
cinquenta mil) habitantes e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes;
(Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e
duzentos mil) habitantes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e
cinquenta mil) habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes;
(Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e
quinhentos mil) habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes;
(Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e
oitocentos mil) habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e
quatrocentos mil) habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Incluída
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões)
de habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro
milhões) de habitantes e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco
milhões) de habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões)
de habitantes e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões)
de habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
20
x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões)
de habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de
iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II,
153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda constitucional nº 19, de 1998)
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em
cada legislatura para a subsequente, observado o que dispõe esta Constituição,
observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites
máximos: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
b) em Municípios de dez mil e um a cinquenta mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo
dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o
montante de cinco por cento da receita do Município; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 1, de 1992)
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do
mandato e na circunscrição do Município; (Renumerado do inciso VI, pela Emenda
Constitucional nº 1, de 1992)
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber,
ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e na
Constituição do respectivo Estado para os membros da Assembleia Legislativa;
(Renumerado do inciso VII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; (Renumerado do inciso VIII,
pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal;
(Renumerado do inciso IX, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal;
(Renumerado do inciso X, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade
ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado;
(Renumerado do inciso XI, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único.
(Renumerado do inciso XII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
21
Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos
Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes
percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas
no § 5o do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior:
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
I - 7% (sete por cento) para Municípios com população de até 100.000 (cem mil)
habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
(Produção de efeito)
II - 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100.000 (cem mil) e
300.000 (trezentos mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
III - 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 300.001 (trezentos mil e
um) e 500.000 (quinhentos mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população
entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Redação
dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
V - 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3.000.001 (três milhões
e um) e 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; (Incluído pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população acima
de 8.000.001 (oito milhões e um) habitantes. (Incluído pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
§ 1o A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com
folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
§ 2o Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas,
sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos
fixados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os
serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter
essencial;
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas
de educação infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 53, de 2006)
22
VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de
atendimento à saúde da população;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante
planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação
e a ação fiscalizadora federal e estadual.
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal,
mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo
Municipal, na forma da lei.
§ 1º - O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais
de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos
Municípios, onde houver.
§ 2º - O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito
deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos
membros da Câmara Municipal.
§ 3º - As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição
de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a
legitimidade, nos termos da lei.
§ 4º - É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
C) princípio da moralidade
O princípio da moralidade administrativa está ligado à ideia de probidade, ética,
honestidade e retidão do administrador público, de respeito às normas e princípios
jurídicos que condenam a atuação imoral ou amoral, que contrariam não só o senso
comum de justiça e legalidade, presente da sociedade, mas também o decorrente da
lei.
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A conduta do administrador público em desrespeito ao princípio da moralidade
administrativa enquadra-se nos denominados atos de improbidade, previstos no art. 37,
§ 4° da CF.
D) princípio da publicidade
Os atos praticados pela administração pública devem ser postos ao conhecimento de
todos, através do ato de publicação, seja no Diário Oficial, ou mesmo na afixação em
locais próprios para conhecimento de todos, para que adquiram validade, sendo
passíveis de nulidade os atos praticados de forma sigilosa, salvo nos casos excepcionais
previstos em lei, quando o interesse público assim o exigir.
E) princípio da eficiência
Incorporado ao ordenamento jurídico constitucional brasileiro, por meio da Emenda
Constitucional n° 19/98, o princípio da eficiência diz respeito à necessidade de a
administração pública orientar-se para alcançar os melhores resultados possíveis ao
interesse público. Assim, o princípio da eficiência impõe ao agente público um modo de
atuar que produza resultados favoráveis à consecução dos fins que cabe ao Estado
alcançar.
Na visão de Alexandre de Moraes, o princípio da eficiência compõe-se das seguintes
características básicas:
a) direcionamento da atividade e dos serviços públicos è efetividade do bem comum,
b) imparcialidade,
c) neutralidade,
d) transparência,
e) participação e aproximação dos serviços públicos da população,
f) eficácia,
g) desburocratização e
h) busca da qualidade.
4) Concurso público
Conforme inovação da EC n° 19/98, os cargos, empregos e funções públicas são
acessíveis não só aos brasileiros natos e naturalizados (portugueses equiparados) mas
também aos estrangeiros, na forma da lei.
A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do
cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.
Por fim, ressalte-se os seguintes preceitos aplicados aos servidores públicos:
a) a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão, através de concurso
público;
b) a lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego
da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas;
24
c) a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na
forma da lei;
5) Direitos sociais dos servidores públicos civis (livre associação sindical e greve)
Em relação ao direito de greve dos servidores públicos, a jurisprudência firmou-se no
sentido de não ser auto-aplicável, principalmente nos chamados serviços essenciais,
dependendo de regulamentação disciplinada em lei. Dessa forma é legítimo o desconto
dos dias parados do servidor grevista.
Os direitos sociais aplicados aos servidores públicos, são os previstos no art. 7°, IV, VII a
IX, XII, XIII, XV a XX, XXII e XXX, tendo a EC n° 19/98 suprimido os direitos previstos nos
incisos VI e XXIII do art. 7° (o primeiro está, contudo, assegurado no inciso XV do art. 37)
6) Cumulação de vencimentos no setor público
8) Improbidade administrativa
O Art. 37, § 4°, da CF determina as sanções decorrentes da prática de atos de
improbidade administrativa, que são: a) a suspensão dos direitos políticos; b) a perda da
função pública; c) a indisponibilidade dos bens; e d) o ressarcimento ao erário sem
prejuízo da ação penal cabível. A Constituição prevê que a forma e a gradação das
sanções decorrentes de ato de improbidade serão previstas em Lei. Nesse sentido foi
editada a Lei n° 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa).
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É a consagração da teoria do risco administrativo ou da responsabilidade objetiva do
Estado, pela Carta Magna de 1988, que exige os seguintes requisitos para se configurar:
a) ocorrência do dano;
b) ação ou omissão administrativa;
c) existência de nexo causal entre o dano e a ação ou omissão administrativa; e
d) ausência de causa excludente da responsabilidade estatal (caso fortuito, força maior
e culpa exclusiva da vítima).
26
de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens
pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; (teto salarial) (Esta regra aplica-se
às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que
receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.)
Quanto ao sistema constitucional de remuneração do servidor público, são aplicáveis,
ainda, os seguintes preceitos:
• os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão
ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; (isonomia de vencimentos)
• é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para
o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;
• os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados
nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;
• o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são
irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150,
II, 153, III, e 153, § 2º, I;
27
13) Aposentadoria
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos
terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente
federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios
que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 103, de 2019)
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido,
quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de
avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a
concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente federativo; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70
(setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei
complementar; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015)
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65
(sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida mediante emenda às
respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os
demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se
refere o § 2º do art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral
de Previdência Social, observado o disposto nos §§ 14 a 16. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 103, de 2019)
§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do
respectivo ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de
benefícios em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A,
4º-B, 4º-C e 5º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo
idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com
deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe
multiprofissional e interdisciplinar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de
2019)
§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo
idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo
de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que
tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do
caput do art. 144. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo
idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas
atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e
biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização
por categoria profissional ou ocupação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de
2019)
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§ 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos
em relação às idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do § 1º, desde que
comprovem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil
e no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar do respectivo ente
federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
SEGURANÇA PÚBLICA
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5) Competências da Polícia Civil
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada
a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações
penais, exceto as militares.
7) Guarda Municipal
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus
bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
8) Disposições Finais
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste
artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)
9) Segurança Viária
O conceito segurança viária é utilizado para referir ao conjunto de medidas, disposições
e normas existentes em relação à circulação de pessoas e automóveis pelas ruas e
rodovias, com o objetivo de prevenir acidentes de trânsito aos sujeitos envolvidos.
Todas as pessoas, especialmente, as que vivem nas grandes cidades, convivem com o
trânsito principalmente nos horários de pico, com a enorme circulação de pessoas e
automóveis que se deslocam de suas casas para o trabalho, escola, entre outros lugares.
O trânsito é intenso e além do mais muito perigoso porque todos querem circular,
chegar rápido ao destino, assim, esse ímpeto causa tremendos acidentes que custam a
vida de pedestres e motoristas.
A segurança viária, implantada e regulamentada pelo estado, propõe o combate deste
problema através da implementação de leis que tem a função de organizar o trânsito e
sua circulação promovendo leis que punam aqueles que a descumpram.
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- federal, estadual ou distrital,
- vinculado ao órgão que administra o sistema penal da União ou do Estado/DF
- sendo responsável pela segurança dos estabelecimentos penais.
DA POLÍTICA URBANA
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§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.
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II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola; (Redação dada Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, igualdade
na relação processual e defesa técnica por profissional habilitado, segundo dispuser a
legislação tutelar específica;
V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição
peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida
privativa da liberdade;
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e
subsídios, nos termos da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou
adolescente órfão ou abandonado;
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança, ao adolescente e
ao jovem dependente de entorpecentes e drogas afins. (Redação dada Pela Emenda
Constitucional nº 65, de 2010)
§ 4º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do
adolescente.
§ 5º A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá casos
e condições de sua efetivação por parte de estrangeiros.
§ 6º Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos
direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à
filiação.
§ 7º No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se- á em
consideração o disposto no art. 204.
§ 8º A lei estabelecerá: (Incluído Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos jovens; (Incluído Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à articulação das várias
esferas do poder público para a execução de políticas públicas. (Incluído Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas
da legislação especial.
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos
maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas,
assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar
e garantindo-lhes o direito à vida.
§ 1º Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus
lares.
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