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Direito Constitucional

O documento aborda o Direito Constitucional, destacando a importância da Constituição Brasileira de 1988 como a lei fundamental do país, que assegura direitos fundamentais e a separação dos Poderes. Ele classifica as constituições segundo diferentes critérios, como conteúdo, forma, elaboração, origem, estabilidade e função, além de discutir a supremacia constitucional e as limitações ao poder de reforma. A Constituição é apresentada como um reflexo da realidade política e social, com ênfase na necessidade de que represente os interesses da sociedade.

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Direito Constitucional

O documento aborda o Direito Constitucional, destacando a importância da Constituição Brasileira de 1988 como a lei fundamental do país, que assegura direitos fundamentais e a separação dos Poderes. Ele classifica as constituições segundo diferentes critérios, como conteúdo, forma, elaboração, origem, estabilidade e função, além de discutir a supremacia constitucional e as limitações ao poder de reforma. A Constituição é apresentada como um reflexo da realidade política e social, com ênfase na necessidade de que represente os interesses da sociedade.

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DIREITO CONSTITUCIONAL

1
ESTADO E CONSTITUIÇÃO .................................................................................................................................... 3
ORIGEM DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA....................................................................................................... 4
CLASSIFICAÇÃO ......................................................................................................................................................... 5
DIREITOS POLÍTICOS ............................................................................................................................................... 9
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA DO ESTADO .................................................................... 13
REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS............................................................................. 14
MUNICÍPIOS ............................................................................................................................................................... 19
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA................................................................................................................................. 23
SEGURANÇA PÚBLICA .......................................................................................................................................... 29
DA POLÍTICA URBANA .......................................................................................................................................... 31
DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE ......................................................................................... 32

2
ESTADO E CONSTITUIÇÃO

ESTADO E CONSTITUIÇÃO
A manutenção da independência entre os Poderes gera, uma peculiaridade
constitucional, qual seja, a existência de funções típicas e atípicas dentro de um mesmo
Poder do Estado. Contemplando o que se passa no Estado moderno, podemos observar
que cada Poder, se exerce – conforme o sabemos – a função que lhe é própria com a
dominância, cada vez o faz com menor ênfase.
O que se conclui, em resumo, é que a mera opção pela separação dos Poderes,
consagrada pelo art. 2º da Constituição Federal de 1988, prenuncia a adoção de um
regime em que a cada Poder ficam atribuídas as funções que lhe são típicas e as atípicas
necessária à manutenção de sua independência. Fora disso, é necessária a existência de
normas constitucionais expressa.
Vejamos um quadro resumido das referidas funções:

CONCEITO:
Existem várias concepções ou acepções a serem tomadas para definir o termo
“Constituição”. Alguns autores preferem a ideia da expressão tipologia dos conceitos de
Constituição em várias acepções, o que chamamos de sentidos sociológico, político ou
jurídico, como veremos mais adiante.
a) Conceito Sociológico – Atribuído a Ferdinand Lassale. Em sua obra “O que é
Constituição”, Lassale afirma que Constituição é a soma dos fatores reais de poder. Essa
expressão é característica do Conceito Sociológico. Para Lassale, a Constituição deve
representar os interesses sociais, pois, caso contrário, a Constituição não será mais do
que uma “folha de papel”. Segundo o autor, se a Constituição não representar o que os
fatores de poder desejam, os fatores de poder não irão obedecer às normas da
Constituição. O principal crítico dessa concepção é Konrad Hesse.
b) Conceito Político – Atribuído a Carl Schmit. Segundo o autor, a Constituição é fruto
de uma decisão política fundamental. Ele diferencia Constituição de Lei Constitucional.
Para Carl Schmitt, tudo o que está no documento é lei constitucional, mas nem tudo é
Constituição. Segundo Carl Schmitt, deve-se fazer a distinção entre Constituição
Material e Constituição Formal. Constituição material é aquela que traz, em seu bojo,
matérias verdadeiramente constitucionais, tais como direitos fundamentais e
organização do Estado.
A Constituição formal é tudo aquilo que está plasmado na Constituição e que não é
norma fundamental. O conceito formal não se preocupa com o conteúdo ou matéria
inserida no corpo da Constituição, preocupa-se apenas com a forma da norma, se está
na forma da Constituição é Constituição, se está fora da Constituição não faz parte da
Constituição formal.

ANOTAÇÕES:
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ORIGEM DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA

ORIGEM DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA:


A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é a atual lei fundamental
e suprema do Brasil, servindo de parâmetro de validade a todas as demais espécies
normativas, situando-se no topo do Ordenamento Jurídico.
É chamada de “constituição cidadã” pela doutrina, vez que foi a primeira vez que
o legislador brasileiro impôs uma lei maior em que o homem é tratado em primeiro
plano, onde o direito à vida é supremo, independente da propriedade e dos interesses
estatais.
Há, no entanto, uma controvérsia quanto à Constituição de 1988: para alguns, ela
seria nossa sétima constituição.
Foi a constituição brasileira que mais sofreu emendas. Entretanto,
independentemente das controvérsias de cunho político, a Constituição Federal de 1988
assegurou diversas garantias constitucionais, com o objetivo de dar maior efetividade
aos direitos fundamentais, permitindo a participação do Poder Judiciário sempre que
houver lesão ou ameaça de lesão a direitos.

CONTEÚDO CONSTITUCIONAL:
O direito constitucional seria uma unidade estrutural do sistema normativo que é
o Direito (J.A. da Silva). Estaria no galho “Direito Público”. Outros galhos seriam: “Direito
Social” e “Direito Privado”.
Distingue-se dos demais ramos pela natureza (essência) do seu objeto (a
Constituição Federal):
a) Organização e funcionamento do Estado;
b) Articulação dos elementos primários do mesmo;
c) Estabelecimento da base da estrutura política (J. A. da Silva).

ESTRUTURA CONSTITUCIONAL:
A CF de 1988 está dividida em três partes: preâmbulo, parte dogmática (normas
centrais) e ato das disposições transitórias (ADCT).
Preâmbulo da Constituição Federal: O preâmbulo seria a parte preliminar que
anuncia o que está por vir na CF, não possuindo nenhuma força normativa, conforme
entendimento do STF que já se pronunciou acerca disso ao adotar a tese da irrelevância
jurídica do preâmbulo. Portanto, importante referir que não é uma norma de
observância obrigatória pelos Estados, DF e Municípios, ou seja, esses entes não
precisam, pelo Princípio da Simetria da Constituição, repeti-lo em suas constituições ou
leis orgânicas.

ANOTAÇÕES:
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CLASSIFICAÇÃO

CLASSIFICAÇÃO:
1) Quanto ao conteúdo:
a) Constituição formal: regras formalmente constitucionais, é o texto votado pela
Assembleia Constituinte, são todas as regras formalmente constitucionais, ou seja, estão
inseridas no texto constitucional.
b) Constituição material: regras materialmente constitucionais, é o conjunto de regras
de matéria de natureza constitucional, isto é, as relacionadas ao poder, quer esteja no
texto constitucional ou fora dele. O conceito de Constituição material transcende o
conceito de Constituição formal, ela é ao mesmo tempo, menor que a formal e mais que
esta.

2) Quanto à forma:
a) Escrita: pode ser: sintética (Constituição dos Estados Unidos) e analítica (expansiva, a
Constituição do Brasil). A ciência política recomenda que as constituições sejam
sintéticas e não expansivas como é a brasileira.
b) Não escrita: é a constituição cujas normas não constam de um documento único e
solene, mas se baseie principalmente nos costumes, na jurisprudência e em convenções
e em textos constitucionais esparsos.

3) Quanto ao modo de elaboração:


a) Dogmática: é Constituição sistematizada em um texto único, elaborado
reflexivamente por um órgão constituinte. É a que consagra certos dogmas da ciência
política e do Direito dominantes no momento. É um texto único, consolidado. Esta
consolidação pode ser elaborada por uma pessoa (será outorgada, ex. na monarquia) ou
por uma Assembleia Constituinte (será promulgada, ex. nos sistemas representativos,
Presidencialismo e Parlamentarismo).
b) Histórica: é sempre não escrita e resultante de lenta formação histórica, do lento
evoluir das tradições, dos fatos sócio-políticos, que se cristalizam como normas
fundamentais da organização de determinado Estado.

4) Quanto a sua origem ou processo de positivação:


a) Promulgada: aquela em que o processo de positivação decorre de convenção, são
votadas, originam de um órgão constituinte composto de representantes do povo,
eleitos para o fim de elaborá-las. Ex.: Constituição de 1891, 1934, 1946, 1988. Também
chamada de populares, “democráticas”. A expressão democrática não deve ser utilizada
como sinônimo de Constituição promulgada, não é denominação correta. O simples fato
de ser promulgada não significa que seja democrática. (Democracia = vontade da
maioria, consenso). A constituição outorgada também pode ser democrática, se a
maioria concordar com ela.
b) Outorgada: aquela em que o processo de positivação decorre de ato de força, são
impostas, decorrem do sistema autoritário. São as elaboradas sem a participação do
povo.
Ex.: Constituição de 1824, 1937, 1967, 1969.

5
c) Pactuadas: são aquelas em que os poderosos pactuavam um texto constitucional, o
que aconteceu com a Magna Carta de 1215.

OBS: A expressão Carta Constitucional é usada hoje pelo STF para caracterizar as
constituições outorgadas. Portanto, não é mais sinônimo de constituição.

5) Quanto à estabilidade ou mutabilidade:


a) Imutável: constituições onde se veda qualquer alteração, constituindo-se relíquias
históricas – imutabilidade absoluta.
b) Rígida: permite que a constituição seja mudada mas, depende de um procedimento
solene que é o de Emenda Constitucional que exige 3/5 dos membros do Congresso
Nacional para que seja aprovada. A rigidez é caracterizada por um processo de
aprovação mais formal e solene do que o processo de aprovação de lei ordinária, que
exige a maioria simples.
c) Flexível: o procedimento de modificação não tem qualquer diferença do
procedimento comum de lei ordinária. Alguns autores a denominam de Constituição
Plástica, o que é arriscado porque pode ter diversos significados. Ex.: as constituições
não escritas, na sua parte escrita elas são flexíveis
d) Semirrígida: aquela em que o processo de modificação só é rígido na parte
materialmente constitucional e flexível na parte formalmente constitucional.

6) Quanto à sua função (função que a Constituição desenvolve no Estado):


As três categorias não são excludentes, uma Constituição pode ser enquadrada em mais
de uma delas, salvo a balanço e a dirigente que se excluem.
a) Garantia: tem a concepção clássica de Constituição, reestrutura o Estado e estabelece
as garantias dos indivíduos, isto é, estabelece limitações ao poder
b) Balanço: foi bem definida por F. Lassale na antiga URSS. A constituição é um reflexo
da realidade, devendo representar o “Balanço” da evolução do Estado, o reflexo das
forças sociais que estruturam o Poder (é o chamado conceito sociológico dado por
Lassale). “CF DO SER”. Seu conteúdo se contrapõe à dirigente. Nesta base foi criada a
constituição soviética o que se projetou para os Estados que seguiam a sua concepção.
Para eles a constituição tinha que mostrar a realidade social, como se fosse uma
fotografia = mostrar como é, portanto, a constituição do SER.
c) Dirigente: A constituição não apenas organiza o poder como também preordena a
atuação governamental por meio de programas vinculantes. “CF DO DEVER SER” Esta
constituição diz como deve ser as coisas e não como realmente é. Numa constituição
dirigente há duas diretrizes políticas para que seja possível organizar o Estado e
preordenar a atuação governamental, que são: permanente (são as que constam da
própria constituição) e contingente (são os Estatutos partidários).

7) Quanto à relação entre as normas constitucionais e a realidade política


(positividade – real aplicação):
Karl Loewenstein distinguiu as Constituições normativas, nominalistas (nominativas ou
nominais) e semânticas. Trata-se do critério ontológico, que busca identificar a
correspondência entre a realidade política do Estado e o texto constitucional.
a) normativa: a dinâmica do poder se submete efetivamente à regulamentação
normativa. Nesta modalidade a constituição é obedecida na íntegra, como ocorre com

6
a constituição americana; são aquelas em que o processo de poder está de tal forma
disciplinado que as relações políticas e os agentes do poder subordinam-se às
determinações do seu conteúdo e do seu controle procedimental.
b) nominalista: esta modalidade fica entre a constituição normativa que é seguida na
íntegra e a semântica que não passa de mero disfarce de um estado autoritário. Esta
constituição aparece quando um Estado passa de um Estado autoritário para um Estado
de direito, é o caso da nossa constituição de 1988. A Constituição de 1988 nasceu
normativa, havia uma expectativa de que passássemos da constituição nominalista para
uma constituição normativa. Na realidade isto não está ocorrendo, pelo contrário, a
classe política, em especial, vem descumprindo absurdamente a constituição.
c) semântica: mero disfarce de um Estado autoritário.
Enquanto nas Constituições normativas a pretendida limitação do poder se implementa
na prática, havendo assim, correspondência com a realidade, nas nominalistas busca-se
essa concretização, porém, sem sucesso, não se conseguindo uma verdadeira
normatização do processo real do poder.
Nas semânticas, por sua vez, nem sequer se tem essa pretensão, buscando-se conferir
legitimidade meramente formal aos detentores do poder, em seu próprio benefício.

SUPREMACIA CONSTITUCIONAL
Conforme já demonstrado com a exposição da pirâmide normativa atribuída a Hans
Kelsen, a supremacia constitucional impede que a Carta Magna sofra alterações por
procedimentos simplórios, apresentando-se como rígida. Ademais, a CF está acima de
quaisquer outras normas que fundamentam o ordenamento jurídico.

Limitações ao Poder de Reforma


- Limitações formais ou procedimentais: Iniciativa de Emenda Constitucional, a qual
deverá ser aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara
dos Deputados), por 3/5 de votos em cada Casa, em dois turnos de votação.
- Limitações materiais: Tem a ver com o objeto da reforma. A Constituição prevê certas
matérias que são imutáveis e não podem sofrer alteração, assim, os órgãos com
competência para a reforma ficam impedidos de sobre elas deliberar.
- Limitações temporais:
- Titular do poder constituinte originário: Pela lógica representa uma limitação, pois se
não a criatura iria suprimir o próprio criador.
- Exercente do poder de reforma: O Congresso Nacional não pode transferir esse poder
para outros órgãos, pois recebeu procuração sem poderes para substabelecer.
- Procedimento da emenda constitucional (forma do exercício do poder de reforma):
Embora não possa ser reduzida a rigidez do procedimento, pois é imutável, pode ser
ampliado.
- Suspensão total ou parcial das cláusulas pétreas.
- Regime de governo (Presidencialismo): Em razão da opção pela manutenção do
presidencialismo, realizada pelo titular do poder constituinte originário no plebiscito de
1993.
Tendo em vista que o plebiscito não foi um treino de democracia, o seu resultado é
vinculante. Entretanto, não é imutável, pois nada impede que o eleitorado seja
novamente consultado através de um novo plebiscito.
- Limitações explícitas: Não será objeto de deliberação a proposta de emenda
constitucional tendente a abolir as matérias estipuladas nas cláusulas pétreas ou a

7
modificar o elemento conceitual do instituto. Tais propostas não serão sequer objeto de
deliberação.
> Forma Federativa do Estado: Não pode ser objeto de emenda constitucional a
proposta tendente a abolir a forma federativa de Estado (matéria estipulada na CF) e
nem a tendente a modificar a auto-organização ou autonomia dos Estados (elemento
essencial de um Estado Federal).
> Voto direto, secreto, universal e periódico: Não pode ser objeto de emenda
constitucional a proposta tendente a abolir ou modificar o voto e suas características. O
voto é o instrumento por meio do qual se exerce a capacidade eleitoral ativa do direito
de sufrágio. Direito de sufrágio é caracterizado pela soma da capacidade eleitoral ativa e
passiva. A falta de capacidade passiva é a inelegibilidade.
- Voto direto: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a abolir
ou modificar a eleição direta (mandante eleitor escolhe diretamente o mandatário).
- Voto secreto: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a
abolir ou modificar o sigilo do voto, pois é garantia da liberdade de expressão. Todos têm
o direito de ninguém saber o conteúdo de sua votação (cabine indevassável).
- Voto universal: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a
abolir ou modificar o direito de voto a todos os nacionais sem qualquer discriminação. A
faixa mínima de fixação eleitoral para 16 anos é determinada tendo em vista que a pessoa
tem que ter um mínimo de discernimento para exercer esse direito político. Tal
condicionamento não retira o caráter universal do voto.
- Voto periódico: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta tendente a
abolir ou modificar o direito de periodicamente renovar aquele que não vai indo bem.
> A separação dos poderes: Não pode ser objeto de emenda constitucional a proposta
de ingerência de um poder no outro, pois seria tendente a abolir a separação dos
poderes. Pelo princípio da separação dos poderes, as funções do Estado estão divididas
entre o Poder Legislativo, Poder Executivo, Poder Judiciário, que são independentes,
mas harmônicos entre si (art. 2º da CF).
> Direitos e garantias individuais: Não pode ser objeto de emenda constitucional a
proposta tendente a abolir ou modificar os direitos e garantias individuais. Os Direitos
Individuais são uma espécie dos Direitos Fundamentais, juntamente com os Direitos
Sociais e os Direitos Políticos, mas somente os Direitos individuais e uma parte dos
Direitos políticos (voto e suas características) fazem parte das cláusulas pétreas, estando
de fora os Direitos Sociais.
- Limitações circunstanciais: São as limitações impostas para estabelecer os limites de
segurança quanto ao momento de reforma do texto constitucional em razão de
algumas circunstancias especiais presentes no Estado quando da tramitação do
processo de revisão.
A Constituição não pode ser objeto de emenda na vigência de intervenção federal,
estado de sítio e estado de defesa (art. 60, § 1º, CF). Assim, na vigência dos mecanismos
de defesa para se enfrentar situações de crise constitucional (anormalidades
constitucionais), a CF/88 não pode ser emendada, pois eles têm como efeito automático
a inibição do poder de reforma.
- Estado de sítio: A anormalidade esta generalizada por todo o território nacional.
- Estado de defesa: A anormalidade ocorre em alguns pontos do território nacional.
- Intervenção federal: A União quebra, temporária e excepcionalmente a autonomia dos
Estados, por desrespeitarem as regras do artigo 34 da Constituição Federal.

8
DIREITOS POLÍTICOS

São instrumentos oferecidos pela CF/88, que garantem ao cidadão brasileiro o exercício
da soberania popular atribuindo poderes ao mesmo para interferir na condução do
Estado.
A CF/88 determina que o regime político democrático, adotado no Brasil, é o semi-direto
(democracia participativa), previsto no art. 1º, § único. Isto significa dizer que ora se
manifesta indiretamente, através de representantes eleitos, e ora diretamente, através
do plebiscito (art. 14, inciso I), referendo (art. 14, inciso II) e iniciativa popular (art. 14, inciso
III).
Democracia semi-direta, mista ou participativa combina sistemas de democracia
direta ou indireta e é uma atenuação da democracia indireta, ou seja, a acumula a
representação com a participação direta do povo através do plebiscito, referendo e
iniciativa popular (vide art. 14, incisos I, II, III). É a forma adotada ora no Brasil.

1) Participação Popular:
Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e
secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
- Iniciativa popular é a possibilidade de o povo dar início a um processo junto ao
executivo, judiciário ou legislativo, buscando conformar a vontade do povo.
- Plebiscito, que significa consulta a plebe, ou seja, ao povo, é uma forma de
consulta prévia para se obter autorização direta do povo antes de se realizar um ato.
- Referendo é a consulta popular a posteriori, quando o ato praticado depende de
ratificação popular para tornar-se plenamente eficaz. O Estado Democrático de Direito
é uma cláusula pétrea implícita.

2) Capacidade Eleitoral Ativa:


Traduz-se no direito de poder votar, de participar de referendos, plebiscito, de propor
ação popular e de apresentar projeto de lei popular. Ou seja, intervenções ativas diretas
do cidadão na vida política do país, a qual depende de inscrição na justiça eleitoral.

§ 1º - O alistamento eleitoral e o voto são:


I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
II - facultativos para:
a) os analfabetos;
b) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

§ 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço


militar obrigatório, os conscritos.

3) Capacidade Eleitoral Passiva:


Consiste na susceptibilidade de ser eleito. Para ser candidato, além de ser eleitor e estar
em dia com as suas obrigações eleitorais, o cidadão tem de cumprir várias condições de
elegibilidade e não pode incorrer em nenhuma situação de inelegibilidade.

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§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;
V - a filiação partidária; Regulamento
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito,
Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 4º São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

4) Reeleição:
§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os
Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão
ser reeleitos para um único período subsequente. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 16, de 1997)

5) Renúncia:
§ 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de
Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos
até seis meses antes do pleito.

6) Inelegibilidade Reflexa:
§ 7º - São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República,
de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os
haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato
eletivo e candidato à reeleição.

7) Cargo eletivo e cargo público:


§ 8º - O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se
eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua
cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de
mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das
eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função,
cargo ou emprego na administração direta ou indireta. (Redação dada pela Emenda
Constitucional de Revisão nº 4, de 1994)

8) Impugnação do mandato:
§ 10 - O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de
quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder
econômico, corrupção ou fraude.

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§ 11 - A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo
o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.

9) Direitos Políticos:
Quando se perde o direito político, há um prazo determinado para a duração deste
cenário, podendo o sujeito submeter-se a um determinado procedimento para que o
direito se restabeleça. Já quando ocorre a suspensão do direito, o lapso temporal é
indeterminado, ou seja, perdurará até que cesse a causa.

Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos
casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos
do art. 5º, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4º.

Art. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação,
não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 4, de 1993)

ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA DO ESTADO


Este capítulo cuida da organização político-administrativa do Estado brasileiro,
identificando as competências dos entes federativos (União, Estados, Municípios e
Distrito Federal), bem como definindo a fiscalização realizada pelos três Poderes.
Vejamos o texto constitucional:

O art. 18 cita os entes federativos da República Federativa do Brasil. Nesse momento


temos que esclarecer que República e União não são sinônimos. A União é pessoa
jurídica de Direito Público interno com capacidade política, detentora de autonomia. Já
a República possui soberania, sendo pessoa jurídica de direito público externo.
A soberania garante ao Estado a virtude de ser juridicamente ilimitado. A autonomia
consiste na discricionariedade que um ente possui para decidir sobre suas atividades.
§ 1º - Brasília é a Capital Federal.
Brasília é a Capital Federal e não podemos confundi-la com o Distrito Federal, que
consiste na sua circunscrição territorial, de modo a se enquadrar como ente federativo.
É importante destacar que Brasília não se enquadra no conceito de cidade, vez que não
é sede de município.
§ 2º - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado
ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
Os territórios são meras autarquias territoriais da União. Consistem em descentralizações
administrativas territoriais, sem qualquer capacidade de se auto legislar, auto

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administrar e se autogovernar, diferente do que ocorre com os entes federativos (União,
Estados, Distrito Federal e Municípios).
§ 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se
anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante
aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do
Congresso Nacional, por lei complementar.

A CF/88 autoriza a mutação da divisão política-administrativa interna da República


Brasileira, de modo que tal preceito não está incluído entre as cláusulas pétreas.
Entretanto, para a alteração política do País faz-se necessária a participação popular,
posto que o parágrafo único do art. 1º assim determina: “Todo o poder emana do povo,
que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição.” Desse modo, são requisitos para esse poder popular: plebiscito (condição
prévia, essencial e prejudicial) e propositura de projeto de lei complementar, que deverá
ser aprovada pelo Congresso Nacional.
É importante esclarecer que o plebiscito será direcionado somente à população
diretamente interessada, aquela residente na área que se pretende incorporar,
subdividir ou desmembrar, e não a toda a população do Estado ou Estados envolvidos.

§ 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão


por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e
dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e
publicados na forma da lei. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 15, de 1996)
São requisitos essenciais para o processo: realização e divulgação dos Estudos de
Viabilidade Municipal, cujos requisitos estarão presentes em lei federal; convocação de
plebiscito entre as populações dos Municípios envolvidos, pela Assembleia Legislativa
do Estado; realização do plebiscito pela Justiça Eleitoral; se aprovado o movimento,
oferecimento do projeto de lei ordinária estadual de criação, na época permitida por lei
complementar federal, que fixa genericamente o período de criação, incorporação, fusão
e desmembramento de municípios.
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o
funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência
ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
Não existe religião oficial no Brasil, de modo que a doutrina costuma dizer que nosso
Estado é “laico” ou “leigo”. Entretanto, o próprio art. 19 traz as exceções, de modo que tal
princípio não é absoluto, prevendo, mesmo que excepcionalmente, aliança para a
colaboração de interesse público, na forma da lei.
Com relação aos documentos públicos, a União não pode negar fé a documento
expedido por órgão oficial do Distrito Federal, do Estado ou dos Municípios. Do mesmo
modo, temos proibições em relação a leis que façam distinção entre brasileiros, por se
tratar de matérias exclusivamente constitucionais.

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ORGANIZAÇÃO POLÍTICO ADMINISTRATIVA DO ESTADO

CAPÍTULO II - DA UNIÃO
Art. 20. São bens da União:
I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
No intuito de entendermos a competência de cada ente federativo, a CF/88 nos
apresenta o rol de bens da União. Ressaltamos que esse rol não é taxativo.
Nesse ponto, vejamos a Súmula 650 do STF: “Os incisos I e XI do art. 20 da Constituição
Federal não alcançam terras de aldeamentos extintos, ainda que ocupadas por
indígenas em passado remoto.”
II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e
construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
definidas em lei;
As terras devolutas pertencem aos Estados onde estiverem localizadas. São bens
públicos dominiais, constituem o patrimônio disponível, sem destinação específica.
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que
banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a
território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias
fluviais;
Nesse ponto é interessante esclarecermos o conceito de terrenos marginais, que
consistem em áreas de terra às margens dos cursos de água, até uma distância de 15
metros, medindo do ponto médio das enchentes normais dos rios. As praias fluviais é a
parte dos terrenos marginais lavadas pelas cheias desses cursos de água.
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias
marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a
sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade
ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;
Ilhas fluviais e lacustres somente serão bens da União se estiverem localizadas no
trecho de rio ou lago que faça fronteira entre o Brasil e outro País. As outras pertenceram
aos Estados-membros onde estiverem localizadas.
Praias marítimas são áreas continentais cobertas e descobertas pelo movimento
das marés. Ilhas oceânicas são as afastadas da costa e possuem ligação com o
continente por profundidade maior do que 200 metros.
As ilhas costeiras são as próximas à costa, cuja formação consiste em
prolongamento do relevo submarino da plataforma continental, estando ligadas ao
continente por profundidade de até 200 metros.
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;
VI - o mar territorial;
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
As terras indígenas são bens do patrimônio da União, de forma que recebem proteção
constitucional.

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REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS

REPARTIÇÃO CONSTITUCIONAL DE COMPETÊNCIAS


Nos artigos 21 a 24 o legislador constituinte tratou das competências dos entes
federativos.
O conceito de autonomia federativa pressupõe entes políticos distintos,
convivendo numa mesma base territorial, e todos eles capazes de estabelecer
comandos normativos. Assim, em decorrência da complexidade do Estado Federal,
torna-se latente a necessidade de o pacto celebrado para a sua constituição prever aos
integrantes da federação a repartição de suas competências, pois, se isto não ocorresse
teríamos constantes conflitos de competências entre os tais entes.
A) Competência Exclusiva: UNIÃO administra seus bens e interesses. Não admite
delegação.
Art. 21. Compete à União:
I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações
internacionais;
II - declarar a guerra e celebrar a paz;
III - assegurar a defesa nacional;
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras
transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal;
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;
VII - emitir moeda;
VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza
financeira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as de
seguros e de previdência privada;
IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de
desenvolvimento econômico e social;
X - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;
XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os
serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização dos
serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 8, de 15/08/95:)
XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:
a) os serviços de radiodifusão sonora, e de sons e imagens; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 8, de 15/08/95:)
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos
cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os potenciais
hidroenergéticos;
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária;
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras
nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou Território;
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros;
f) os portos marítimos, fluviais e lacustres;
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública
do Distrito Federal e dos Territórios; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 69,
de 2012);

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XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar
do Distrito Federal, bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a
execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia e
cartografia de âmbito nacional;
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de
programas de rádio e televisão;
XVII - conceder anistia;
XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas,
especialmente as secas e as inundações;
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios
de outorga de direitos de seu uso; (Regulamento)
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação,
saneamento básico e transportes urbanos;
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação;
XXII - executar os serviços de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer
monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e reprocessamento, a
industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados, atendidos os
seguintes princípios e condições:
a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins
pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional;
b) sob regime de permissão, são autorizadas a comercialização e a utilização de
radioisótopos para a pesquisa e usos médicos, agrícolas e industriais; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006)
c) sob regime de permissão, são autorizadas a produção, comercialização e utilização
de radioisótopos de meia-vida igual ou inferior a duas horas; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 49, de 2006)
d) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 49, de 2006)
XXIV - organizar, manter e executar a inspeção do trabalho;
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de
garimpagem, em forma associativa.
XXVI - organizar e fiscalizar a proteção e o tratamento de dados pessoais, nos termos
da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 115, de 2022)

B) Competência Privativa: Somente a UNIÃO legisla, por se tratar de matéria de seu


interesse, mas poderá delegar mediante lei complementar.

Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:


I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico,
espacial e do trabalho;
II - desapropriação;
III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;
IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;
V - serviço postal;

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VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;
VIII - comércio exterior e interestadual;
XIV - populações indígenas;
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de
profissões;
XVII - organização judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito
Federal e dos Territórios, bem como organização administrativa destes; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº69, de 2012);
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais;
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular;
XX - sistemas de consórcios e sorteios;
XXI - normas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias, convocação e
mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares;
XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária federais;
XXIII - seguridade social;
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional;
XXV - registros públicos;
XXVI - atividades nucleares de qualquer natureza;
XXVII – normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito
Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas públicas
e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1°, III; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e
mobilização nacional;
XXIX - propaganda comercial;
XXX - proteção e tratamento de dados pessoais. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 115, de 2022)
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre
questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.

C) Competência Comum: Atribuída a todos os quatro entes federativos, para fins de


administrar o patrimônio comum.

Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e
conservar o patrimônio público;
II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas
portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e
cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros
bens de valor histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;

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VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições
habitacionais e de saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a
integração social dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a
União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do
desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 53, de 2006)

D) Competência Concorrente: O estudo das competências concorrentes permite


vislumbrar os limites da atuação conjunta entre União, Estados, Distrito Federal e
Municípios no modelo Federativo adotado no Brasil, visando à obtenção de uma
homogeneidade nacional, com preservação dos pluralismos regionais e locais.

Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente
sobre:
I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
II - orçamento;
III - juntas comerciais;
IV - custas dos serviços forenses;
V - produção e consumo;
VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos
recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
IX - educação, cultura, ensino e desporto;
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;
XI - procedimentos em matéria processual;
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;
XIII - assistência jurídica e Defensoria pública;
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;
XV - proteção à infância e à juventude;
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.
§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a
estabelecer normas gerais.
§ 2º - A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a
competência suplementar dos Estados.
§ 3º - Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a competência
legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
§ 4º - A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei
estadual, no que lhe for contrário.

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ESTADOS FEDERADOS
Art. 25. Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem,
observados os princípios desta Constituição.
§ 1º - São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por
esta Constituição.
§ 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais
de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para a sua
regulamentação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 5, de 1995)
§ 3º - Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas,
aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios
limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções
públicas de interesse comum.
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito,
ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União;
II - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio, excluídas
aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros;
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
IV - as terras devolutas não compreendidas entre as da União.
Art. 27. O número de Deputados à Assembleia Legislativa corresponderá ao triplo da
representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de trinta e
seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze.
§ 1º - Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando- sê-lhes as
regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades,
remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças
Armadas.
§ 2º O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da Assembleia
Legislativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele estabelecido,
em espécie, para os Deputados Federais, observado o que dispõem os arts. 39, § 4º, 57,
§ 7º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

Art. 28. A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato de


quatro anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no
último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do
término do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro
do ano subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto no art. 77. (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 16, de1997)
§ 1º Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na
administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso
público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V. (Renumerado do parágrafo único,
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão
fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, observado o que dispõem os arts.
37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)

Os Estados Membros são considerados entes federativos e por tal razão possuem
autonomia política, administrativa e orçamentária. Do mesmo modo, possuem uma

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constituição própria, através da qual determina os rumos a serem seguidos, sempre em
completo acordo ao constante na constituição federal vigente.

MUNICÍPIOS

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o
interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara
Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição,
na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:

Diferente dos Estados Membros, os Municípios não são regidos por uma Constituição
própria e sim por Lei Orgânica. O legislador constituinte preferiu limitar a autonomia
municipal no que se refere à possibilidade de criação de uma constituição própria haja
vista a dificuldade de controle diante do grande número de municípios que temos no
Brasil.

I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos,


mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País;
II - eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do
ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as regras do
art. 77, no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 16, de1997)
III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subsequente ao da
eleição;
IV - para a composição das Câmaras Municipais, será observado o limite máximo de:
(Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009) (Produção de
efeito)
a) 9 (nove) Vereadores, nos Municípios de até 15.000 (quinze mil) habitantes; (Redação
dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
b) 11 (onze) Vereadores, nos Municípios de mais de 15.000 (quinze mil) habitantes e de
até 30.000 (trinta mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
c) 13 (treze) Vereadores, nos Municípios com mais de 30.000 (trinta mil) habitantes e de
até 50.000 (cinquenta mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
d) 15 (quinze) Vereadores, nos Municípios de mais de 50.000 (cinquenta mil) habitantes
e de até 80.000 (oitenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
e) 17 (dezessete) Vereadores, nos Municípios de mais de 80.000 (oitenta mil) habitantes
e de até 120.000 (cento e vinte mil) habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
f) 19 (dezenove) Vereadores, nos Municípios de mais de 120.000 (cento e vinte mil)
habitantes e de até 160.000 (cento sessenta mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
g) 21 (vinte e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 160.000 (cento e sessenta mil)
habitantes e de até 300.000 (trezentos mil) habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

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h) 23 (vinte e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 300.000 (trezentos mil)
habitantes e de até 450.000 (quatrocentos e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009
i) 25 (vinte e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 450.000 (quatrocentos e
cinquenta mil) habitantes e de até 600.000 (seiscentos mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
j) 27 (vinte e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 600.000 (seiscentos mil)
habitantes e de até 750.000 (setecentos cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
k) 29 (vinte e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 750.000 (setecentos e
cinquenta mil) habitantes e de até 900.000 (novecentos mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
l) 31 (trinta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 900.000 (novecentos mil)
habitantes e de até 1.050.000 (um milhão e cinquenta mil) habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
m) 33 (trinta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.050.000 (um milhão e
cinquenta mil) habitantes e de até 1.200.000 (um milhão e duzentos mil) habitantes;
(Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
n) 35 (trinta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.200.000 (um milhão e
duzentos mil) habitantes e de até 1.350.000 (um milhão e trezentos e cinquenta mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
o) 37 (trinta e sete) Vereadores, nos Municípios de 1.350.000 (um milhão e trezentos e
cinquenta mil) habitantes e de até 1.500.000 (um milhão e quinhentos mil) habitantes;
(Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
p) 39 (trinta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.500.000 (um milhão e
quinhentos mil) habitantes e de até 1.800.000 (um milhão e oitocentos mil) habitantes;
(Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
q) 41 (quarenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 1.800.000 (um milhão e
oitocentos mil) habitantes e de até 2.400.000 (dois milhões e quatrocentos mil)
habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
r) 43 (quarenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 2.400.000 (dois milhões e
quatrocentos mil) habitantes e de até 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Incluída
pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
s) 45 (quarenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 3.000.000 (três milhões)
de habitantes e de até 4.000.000 (quatro milhões) de habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
t) 47 (quarenta e sete) Vereadores, nos Municípios de mais de 4.000.000 (quatro
milhões) de habitantes e de até 5.000.000 (cinco milhões) de habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
u) 49 (quarenta e nove) Vereadores, nos Municípios de mais de 5.000.000 (cinco
milhões) de habitantes e de até 6.000.000 (seis milhões) de habitantes; (Incluída pela
Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
v) 51 (cinquenta e um) Vereadores, nos Municípios de mais de 6.000.000 (seis milhões)
de habitantes e de até 7.000.000 (sete milhões) de habitantes; (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
w) 53 (cinquenta e três) Vereadores, nos Municípios de mais de 7.000.000 (sete milhões)
de habitantes e de até 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; e (Incluída pela Emenda
Constituição Constitucional nº 58, de 2009)

20
x) 55 (cinquenta e cinco) Vereadores, nos Municípios de mais de 8.000.000 (oito milhões)
de habitantes; (Incluída pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados por lei de
iniciativa da Câmara Municipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II,
153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda constitucional nº 19, de 1998)
VI - o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em
cada legislatura para a subsequente, observado o que dispõe esta Constituição,
observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites
máximos: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
b) em Municípios de dez mil e um a cinquenta mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a quarenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo
dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo dos
Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos Deputados
Estaduais; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o
montante de cinco por cento da receita do Município; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 1, de 1992)
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no exercício do
mandato e na circunscrição do Município; (Renumerado do inciso VI, pela Emenda
Constitucional nº 1, de 1992)
IX - proibições e incompatibilidades, no exercício da vereança, similares, no que couber,
ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e na
Constituição do respectivo Estado para os membros da Assembleia Legislativa;
(Renumerado do inciso VII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça; (Renumerado do inciso VIII,
pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal;
(Renumerado do inciso IX, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal;
(Renumerado do inciso X, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município, da cidade
ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do eleitorado;
(Renumerado do inciso XI, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único.
(Renumerado do inciso XII, pela Emenda Constitucional nº 1, de 1992)

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Art. 29-A. O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os subsídios dos
Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar os seguintes
percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferências previstas
no § 5o do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no exercício anterior:
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
I - 7% (sete por cento) para Municípios com população de até 100.000 (cem mil)
habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
(Produção de efeito)
II - 6% (seis por cento) para Municípios com população entre 100.000 (cem mil) e
300.000 (trezentos mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
III - 5% (cinco por cento) para Municípios com população entre 300.001 (trezentos mil e
um) e 500.000 (quinhentos mil) habitantes; (Redação dada pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
IV - 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população
entre 500.001 (quinhentos mil e um) e 3.000.000 (três milhões) de habitantes; (Redação
dada pela Emenda Constituição Constitucional nº 58, de 2009)
V - 4% (quatro por cento) para Municípios com população entre 3.000.001 (três milhões
e um) e 8.000.000 (oito milhões) de habitantes; (Incluído pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
VI - 3,5% (três inteiros e cinco décimos por cento) para Municípios com população acima
de 8.000.001 (oito milhões e um) habitantes. (Incluído pela Emenda Constituição
Constitucional nº 58, de 2009)
§ 1o A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com
folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
§ 2o Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
I - efetuar repasse que supere os limites definidos neste artigo; (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
II - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 25, de 2000)
III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 25, de 2000)
Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
II - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas,
sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos
fixados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os
serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter
essencial;
VI - manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas
de educação infantil e de ensino fundamental; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 53, de 2006)

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VII - prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de
atendimento à saúde da população;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante
planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação
e a ação fiscalizadora federal e estadual.
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal,
mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo
Municipal, na forma da lei.
§ 1º - O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais
de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos
Municípios, onde houver.
§ 2º - O parecer prévio, emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito
deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos
membros da Câmara Municipal.
§ 3º - As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à disposição
de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questionar-lhes a
legitimidade, nos termos da lei.
§ 4º - É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou órgãos de Contas Municipais.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Arts. 37 ao 41, CF


1) Conceito
Administração pública é, do ponto de vista objetivo, a atividade concreta e imediata que
o Estado desenvolve para a consecução dos interesses coletivos, e, do ponto de vista
subjetivo, o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício
da função administrativa do Estado.

2) Princípios constitucionais da Administração Pública (art. 37)


A) princípio da legalidade
Previsto no art. 5°, II, da CF, o princípio da legalidade se aplica de forma especial e mais
rigorosa em relação à Administração Pública, já que o administrador público somente
poderá fazer aquilo que for expressamente permitido por lei (lato sensu), enquanto que
na esfera de atuação do particular, em regra é permitido fazer tudo que a lei não proíba
expressamente.
B) princípio da impessoalidade
O administrador público, exatamente por administrar o que não é seu, mas de todos,
deve fazê-lo de forma impessoal, sem atingir, com seus atos, ninguém especialmente,
em detrimento de outro, mas sim agir de forma genérica, em prol do “bem comum”, isto
porque os atos do administrador são praticados em nome do Estado.

C) princípio da moralidade
O princípio da moralidade administrativa está ligado à ideia de probidade, ética,
honestidade e retidão do administrador público, de respeito às normas e princípios
jurídicos que condenam a atuação imoral ou amoral, que contrariam não só o senso
comum de justiça e legalidade, presente da sociedade, mas também o decorrente da
lei.

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A conduta do administrador público em desrespeito ao princípio da moralidade
administrativa enquadra-se nos denominados atos de improbidade, previstos no art. 37,
§ 4° da CF.
D) princípio da publicidade
Os atos praticados pela administração pública devem ser postos ao conhecimento de
todos, através do ato de publicação, seja no Diário Oficial, ou mesmo na afixação em
locais próprios para conhecimento de todos, para que adquiram validade, sendo
passíveis de nulidade os atos praticados de forma sigilosa, salvo nos casos excepcionais
previstos em lei, quando o interesse público assim o exigir.
E) princípio da eficiência
Incorporado ao ordenamento jurídico constitucional brasileiro, por meio da Emenda
Constitucional n° 19/98, o princípio da eficiência diz respeito à necessidade de a
administração pública orientar-se para alcançar os melhores resultados possíveis ao
interesse público. Assim, o princípio da eficiência impõe ao agente público um modo de
atuar que produza resultados favoráveis à consecução dos fins que cabe ao Estado
alcançar.
Na visão de Alexandre de Moraes, o princípio da eficiência compõe-se das seguintes
características básicas:
a) direcionamento da atividade e dos serviços públicos è efetividade do bem comum,
b) imparcialidade,
c) neutralidade,
d) transparência,
e) participação e aproximação dos serviços públicos da população,
f) eficácia,
g) desburocratização e
h) busca da qualidade.

3) Preceitos de observância obrigatória a Administração Pública da União, Estados,


Distrito Federal e Municípios
A administração pública, direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além da observância dos
princípios constitucionais acima estudados, obedecerá aos preceitos constantes do art.
37 da CF, estudados em seguida.

4) Concurso público
Conforme inovação da EC n° 19/98, os cargos, empregos e funções públicas são
acessíveis não só aos brasileiros natos e naturalizados (portugueses equiparados) mas
também aos estrangeiros, na forma da lei.
A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso
público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do
cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em
comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração.
Por fim, ressalte-se os seguintes preceitos aplicados aos servidores públicos:
a) a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão, através de concurso
público;
b) a lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego
da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas;

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c) a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de
competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na
forma da lei;

5) Direitos sociais dos servidores públicos civis (livre associação sindical e greve)
Em relação ao direito de greve dos servidores públicos, a jurisprudência firmou-se no
sentido de não ser auto-aplicável, principalmente nos chamados serviços essenciais,
dependendo de regulamentação disciplinada em lei. Dessa forma é legítimo o desconto
dos dias parados do servidor grevista.

Os direitos sociais aplicados aos servidores públicos, são os previstos no art. 7°, IV, VII a
IX, XII, XIII, XV a XX, XXII e XXX, tendo a EC n° 19/98 suprimido os direitos previstos nos
incisos VI e XXIII do art. 7° (o primeiro está, contudo, assegurado no inciso XV do art. 37)
6) Cumulação de vencimentos no setor público

A regra constitucional (art. 37, XVI) é a vedação de qualquer hipótese de acumulação


remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários:

a) a de dois cargos de professor;


b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas; (cf. EC n° 34/98)

A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias,


fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e
sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público. (é de observância
obrigatória por Estados, DF e Municípios).

7) Publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos Órgãos


Públicos
A regra do § 1° do art. 37, veda que o dinheiro público seja usado em campanhas de
promoção da imagem pessoal dos governantes, seja por meio da menção de nomes,
seja por meio de símbolos ou imagens que possam estabelecer alguma conexão com a
figura pessoal dos administradores.

8) Improbidade administrativa
O Art. 37, § 4°, da CF determina as sanções decorrentes da prática de atos de
improbidade administrativa, que são: a) a suspensão dos direitos políticos; b) a perda da
função pública; c) a indisponibilidade dos bens; e d) o ressarcimento ao erário sem
prejuízo da ação penal cabível. A Constituição prevê que a forma e a gradação das
sanções decorrentes de ato de improbidade serão previstas em Lei. Nesse sentido foi
editada a Lei n° 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa).

9) Responsabilidade civil objetiva do Poder Público


A CF prevê, no art. 37, § 6°, que as pessoas jurídicas de direito público e as de direito
privado prestadoras de serviço públicos responderão pelos danos que seus agentes,
nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o
responsável nos casos de dolo ou culpa.

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É a consagração da teoria do risco administrativo ou da responsabilidade objetiva do
Estado, pela Carta Magna de 1988, que exige os seguintes requisitos para se configurar:
a) ocorrência do dano;
b) ação ou omissão administrativa;
c) existência de nexo causal entre o dano e a ação ou omissão administrativa; e
d) ausência de causa excludente da responsabilidade estatal (caso fortuito, força maior
e culpa exclusiva da vítima).

10) Servidor público e mandato eletivo


A Constituição prevê, em seu art. 38, regras especiais de tratamento ao servidor
público da administração direta, autárquica e fundacional, no exercício de mandato
eletivo:
• tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu
cargo, emprego ou função;
• investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função,
podendo optar por sua remuneração anterior;
• investido no mandato de vereador:
a) se houver compatibilidade de horário: acumula as duas remunerações;
b) não havendo compatibilidade de horário, deve escolher uma das duas remunerações;
• em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo,
seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção
por merecimento;
• para efeito de benefício previdenciário, no caso de afastamento, os valores serão
determinados como se no exercício estivesse.

11) Sistema remuneratório do servidor público


A EC n° 19/98 alterou a redação do art. 39 da CF, extinguindo a obrigatoriedade de
adoção de um regime jurídico único para os servidores públicos, por parte dos entes
federativos, substituindo-o pela obrigatoriedade da União, Estados, DF e municípios
instituírem um conselho de política de administração e remuneração de pessoal,
integrado por servidores designados pelos respectivos poderes, que deverá observar,
além do princípio da isonomia: a) a natureza, o grau de responsabilidade e a
complexidade dos cargos componentes de cada carreira; b) os requisitos para
investidura; e c) as peculiaridades do cargo.
A EC n° 19/98 criou ainda a figura do subsídio, que é a nova forma de remuneração
consistente em uma parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação,
adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, sendo
tal preceito obrigatório para os membros de Poder, detentores de mandato eletivo,
Ministros de Estado e Secretários Estaduais e Municipais, e facultativo, para os servidores
públicos organizados em carreira
Em matéria de subsídio, a CF prevê duas regras de observância obrigatória, previstas nos
incisos X e XI do art. 37:
• a remuneração dos servidores públicos e o subsídio somente poderão ser fixados
ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada
revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices;
• a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos
públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores

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de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens
pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em
espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; (teto salarial) (Esta regra aplica-se
às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que
receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.)
Quanto ao sistema constitucional de remuneração do servidor público, são aplicáveis,
ainda, os seguintes preceitos:
• os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão
ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; (isonomia de vencimentos)
• é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para
o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;
• os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados
nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;
• o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são
irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150,
II, 153, III, e 153, § 2º, I;

12) Estabilidade do servidor público civil


Os novos requisitos para a aquisição da estabilidade pelo servidor público, após a
EC n° 19/98 são os seguintes:

• nomeação para o cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público;


• efetivo exercício por três anos (estágio probatório);
• avaliação especial e obrigatória de desempenho por comissão instituída para essa
finalidade.
Em regra, os servidores estáveis somente poderão perder o cargo:
• em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
• mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
• mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei
complementar, em que lhe seja assegurada ampla defesa.

Além dessas hipóteses, a EC n° 19/98 acrescentou a excepcional hipótese de perda


do cargo do servidor estável na forma do art. 169, como forma de equilíbrio das contas
públicas, após as tentativas de redução dos gastos públicos, de que trata a Lei
Complementar n° 101/00 (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Ressaltamos que a estabilidade é exclusiva do servidor estatutário, de modo que
os empregados públicos das sociedades de economia mista e empresas públicas,
mesmo enquadrados na Administração Indireta brasileira, não possuem estabilidade,
mas tão somente a efetividade no emprego, oriundo da aprovação em concurso público
de provas ou de provas e títulos.
Esclarecemos, portanto, que mesmo que aprovados em concurso, tais
empregados não terão qualquer direito de estabilidade. Porém, em contrapartida, terão
todos os direitos constantes na CLT, inclusive o FGTS.

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13) Aposentadoria
Art. 40. O regime próprio de previdência social dos servidores titulares de cargos efetivos
terá caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente
federativo, de servidores ativos, de aposentados e de pensionistas, observados critérios
que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 103, de 2019)
§ 1º O servidor abrangido por regime próprio de previdência social será aposentado:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
I - por incapacidade permanente para o trabalho, no cargo em que estiver investido,
quando insuscetível de readaptação, hipótese em que será obrigatória a realização de
avaliações periódicas para verificação da continuidade das condições que ensejaram a
concessão da aposentadoria, na forma de lei do respectivo ente federativo; (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição, aos 70
(setenta) anos de idade, ou aos 75 (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei
complementar; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015)
III - no âmbito da União, aos 62 (sessenta e dois) anos de idade, se mulher, e aos 65
(sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e, no âmbito dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, na idade mínima estabelecida mediante emenda às
respectivas Constituições e Leis Orgânicas, observados o tempo de contribuição e os
demais requisitos estabelecidos em lei complementar do respectivo ente federativo.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 2º Os proventos de aposentadoria não poderão ser inferiores ao valor mínimo a que se
refere o § 2º do art. 201 ou superiores ao limite máximo estabelecido para o Regime Geral
de Previdência Social, observado o disposto nos §§ 14 a 16. (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 103, de 2019)
§ 3º As regras para cálculo de proventos de aposentadoria serão disciplinadas em lei do
respectivo ente federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º É vedada a adoção de requisitos ou critérios diferenciados para concessão de
benefícios em regime próprio de previdência social, ressalvado o disposto nos §§ 4º-A,
4º-B, 4º-C e 5º. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-A. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo
idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores com
deficiência, previamente submetidos a avaliação biopsicossocial realizada por equipe
multiprofissional e interdisciplinar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de
2019)
§ 4º-B. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo
idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de ocupantes do cargo
de agente penitenciário, de agente socioeducativo ou de policial dos órgãos de que
tratam o inciso IV do caput do art. 51, o inciso XIII do caput do art. 52 e os incisos I a IV do
caput do art. 144. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§ 4º-C. Poderão ser estabelecidos por lei complementar do respectivo ente federativo
idade e tempo de contribuição diferenciados para aposentadoria de servidores cujas
atividades sejam exercidas com efetiva exposição a agentes químicos, físicos e
biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, vedada a caracterização
por categoria profissional ou ocupação. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de
2019)

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§ 5º Os ocupantes do cargo de professor terão idade mínima reduzida em 5 (cinco) anos
em relação às idades decorrentes da aplicação do disposto no inciso III do § 1º, desde que
comprovem tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil
e no ensino fundamental e médio fixado em lei complementar do respectivo ente
federativo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)

SEGURANÇA PÚBLICA

SEGURANÇA PÚBLICA (Art. 144, CF)


A Segurança Pública está prevista em capítulo próprio na CF/88, determinando os
órgãos responsáveis e suas competências, tanto em âmbito federal quanto estadual.

1) Órgãos da Segurança Pública


Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do
patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital.

2) Competências da Polícia Federal


§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido
pela União e estruturado em carreira, destina-se a:" (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens,
serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas,
assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou
internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o
descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas
respectivas áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

3) Competências da Polícia Rodoviária Federal


§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e
estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das
rodovias federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

4) Competências da Polícia Ferroviária Federal


§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e
estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das
ferrovias federais. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

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5) Competências da Polícia Civil
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada
a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações
penais, exceto as militares.

6) Competências da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros


§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos
corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a
execução de atividades de defesa civil.
§ 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do
Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos
Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

7) Guarda Municipal
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus
bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.

8) Disposições Finais
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste
artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)

9) Segurança Viária
O conceito segurança viária é utilizado para referir ao conjunto de medidas, disposições
e normas existentes em relação à circulação de pessoas e automóveis pelas ruas e
rodovias, com o objetivo de prevenir acidentes de trânsito aos sujeitos envolvidos.
Todas as pessoas, especialmente, as que vivem nas grandes cidades, convivem com o
trânsito principalmente nos horários de pico, com a enorme circulação de pessoas e
automóveis que se deslocam de suas casas para o trabalho, escola, entre outros lugares.
O trânsito é intenso e além do mais muito perigoso porque todos querem circular,
chegar rápido ao destino, assim, esse ímpeto causa tremendos acidentes que custam a
vida de pedestres e motoristas.
A segurança viária, implantada e regulamentada pelo estado, propõe o combate deste
problema através da implementação de leis que tem a função de organizar o trânsito e
sua circulação promovendo leis que punam aqueles que a descumpram.

§ 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade


das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas: (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 82, de 2014)
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras
atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana
eficiente; e (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014)
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos
órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na
forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 82, de 2014)

10) Polícia Penal


- um órgão de segurança pública,

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- federal, estadual ou distrital,
- vinculado ao órgão que administra o sistema penal da União ou do Estado/DF
- sendo responsável pela segurança dos estabelecimentos penais.

DA POLÍTICA URBANA

DA POLÍTICA URBANA (Art. 182 e 183 da CRFB/88).


A Política Urbana, ou política de desenvolvimento urbano, é tratada no Capítulo II do
Título VII – Da Ordem Econômica e Financeira da Constituição da República de 1988.
Como política pública, materializa-se na forma de um programa de ação governamental
voltado à ordenação dos espaços habitáveis, abrangendo, dessa forma, tanto o
planejamento quanto a gestão das cidades.
A conjugação entre os arts. 182 e 225 da Constituição da República permite afirmar que
o modelo de desenvolvimento a ser promovido pela Política Urbana Brasileira é o do
desenvolvimento urbano sustentável, pautado pelo equilíbrio entre crescimento
econômico, inclusão social e preservação ambiental e pela solidariedade inter-
geracional. Esta opção constitucional implícita pelo modelo de desenvolvimento urbano
sustentável é confirmada pela enunciação explícita da garantia do direito às cidades
sustentáveis como diretriz geral da política urbana brasileira feita pelo art. 2º, inciso I, do
Estatuto da Cidade.
Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público
municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno
desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus
habitantes. (Regulamento) (Vide Lei nº 13.311, de 11 de julho de 2016)
§ 1º O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais
de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de
expansão urbana.
§ 2º A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências
fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.
§ 3º As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização
em dinheiro.
§ 4º É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída
no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não
edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento,
sob pena, sucessivamente, de:
I - parcelamento ou edificação compulsórios;
II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;
III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão
previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em
parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros
legais.
Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros
quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua
moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de
outro imóvel urbano ou rural. (Regulamento)
§ 1º O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher,
ou a ambos, independentemente do estado civil.
§ 2º Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.

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§ 3º Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

DA FAMÍLIA, DA CRIANÇA, DO ADOLESCENTE

Da Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso (Art. 226 ao 230 da


CRFB/88).
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e
a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
(Regulamento)
§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer
dos pais e seus descendentes.
§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo
homem e pela mulher.
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada Pela Emenda
Constitucional nº 66, de 2010)
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade
responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado
propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada
qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. Regulamento
§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a
integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente
e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação,
ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. (Redação dada
Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
§ 1º O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança, do
adolescente e do jovem, admitida a participação de entidades não governamentais,
mediante políticas específicas e obedecendo aos seguintes preceitos:(Redação dada
Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência
materno-infantil;
II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para as pessoas
portadoras de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do
adolescente e do jovem portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho
e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação
de obstáculos arquitetônicos e de todas as formas de discriminação. (Redação dada Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
§ 2º A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso
público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso
adequado às pessoas portadoras de deficiência.
§ 3º O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos:
I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o disposto no
art. 7º, XXXIII;

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II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola; (Redação dada Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional, igualdade
na relação processual e defesa técnica por profissional habilitado, segundo dispuser a
legislação tutelar específica;
V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à condição
peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer medida
privativa da liberdade;
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos fiscais e
subsídios, nos termos da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou
adolescente órfão ou abandonado;
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança, ao adolescente e
ao jovem dependente de entorpecentes e drogas afins. (Redação dada Pela Emenda
Constitucional nº 65, de 2010)
§ 4º A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do
adolescente.
§ 5º A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá casos
e condições de sua efetivação por parte de estrangeiros.
§ 6º Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos
direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à
filiação.
§ 7º No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se- á em
consideração o disposto no art. 204.
§ 8º A lei estabelecerá: (Incluído Pela Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos jovens; (Incluído Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)
II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à articulação das várias
esferas do poder público para a execução de políticas públicas. (Incluído Pela
Emenda Constitucional nº 65, de 2010)

Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às normas
da legislação especial.

Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos
maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade.

Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas,
assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar
e garantindo-lhes o direito à vida.
§ 1º Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus
lares.

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