0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações2 páginas

28

Durante um leilão, Celeste entra em trabalho de parto prematuro, e Ben, que a acompanhava, rapidamente se torna seu apoio. Ele a ajuda a dar à luz de forma improvisada, enquanto tenta manter a calma e cuidar do bebê, que nasce frágil. A situação se torna crítica, mas Ben consegue estabilizar a recém-nascida até a chegada da ambulância.

Enviado por

rosadeandrade86
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
3 visualizações2 páginas

28

Durante um leilão, Celeste entra em trabalho de parto prematuro, e Ben, que a acompanhava, rapidamente se torna seu apoio. Ele a ajuda a dar à luz de forma improvisada, enquanto tenta manter a calma e cuidar do bebê, que nasce frágil. A situação se torna crítica, mas Ben consegue estabilizar a recém-nascida até a chegada da ambulância.

Enviado por

rosadeandrade86
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Este aqui daria um ótimo quarto de bebê...

– Apesar do estado óbvio dela, o corretor se dirigia a um jovem casal e


ignorou Celeste quando ela lhe fez uma pergunta. Como ela queria ter ganhado na loteria, para dar o lance vencedor e
apagar aquela expressão superior do rosto arrogante dele, e fazê-lo tremer de raiva. Ben viu o rosto dela ficar vermelho
quando o corretor a ignorou, e então olhou nos olhos dela e deu uma piscadinha. – A minha amiga fez uma pergunta –
ele disse, friamente, observando a expressão de alegria de Celeste quando o corretor virou nos calcanhares e a encarou.
Não, ela não tinha ganhado um monte de dinheiro, mas ver aquele sorriso prepotente sumir do rosto dele foi quase tão
bom. – Eu sinto muito. – Ele sorriu para ela com afetação. – O que você queria saber? – Obrigada por aquilo – Celeste
disse, sorrindo para Ben quando eles saíram da casa. – Oh, o prazer foi todo meu – respondeu Ben. – Ele é muito
insolente. Celeste adorava leilões, a multidão que se reunia na frente da casa, o corretor estimulando a competição; ao
mesmo tempo, ela sempre tinha medo de levantar a mão e dar um lance vencedor, como alguém que fica em pé na
beirada de um despenhadeiro e quer pular, só para saber como é a sensação. Havia alguns lances sérios acontecendo, e
Celeste assistiu com interesse. Aquela era a coisa mais excitante a acontecer com ela durante a semana inteira. Ben
tentava se concentrar, mas seus olhos continuavam se desviando para ela. Ele não dera nenhum lance ainda; ele queria
esperar e ver... Deus, até as pálpebras dela estavam inchadas. Quando ele deveria estar se concentrando, no momento
em que deveria estar focado, ele estava pensando nela, se preocupando com ela; e Ben não gostava nem um pouco
daquele sentimento. Os lances estavam diminuindo agora, e o leiloeiro estava tendo dificuldades em conseguir um
pequeno aumento que fosse nos valores; e foi então que Ben fez sua primeira oferta. Ele viu a expressão de surpresa
nos olhos dela; ela não imaginara que ele seria um candidato. Não era algo que ele tinha que discutir com ninguém, Ben
pensou consigo mesmo; aquela era a vida que ele havia construído para si. Ainda assim, havia aquela leve sensação de
desconforto, quando ele lembrava-se de todas as noites em que ela havia lhe contado sobre suas esperanças, sonhos e
medos para o futuro, e percebeu que não havia compartilhado nada seu com ela. A multidão estava repentinamente
interessada, e Ben a viu sorrir. Apenas um pequeno sorriso, que chegou até ele, dizendo a ele que ela estava satisfeita.
Animada por ele, talvez. O lance dele foi superado, e ele aumentou a oferta. Ela sorriu novamente. A oferta foi
superada, e ele aumentou o valor do lance ainda mais. Ele procurou o sorriso dela, por aquele pequeno encorajamento
de que ele não precisava realmente, mas de que gostava, e percebeu que ela não estava sorrindo. O lance dele havia
sido superado novamente, e o leiloeiro passou a vez para ele, mas Ben não estava ouvindo. Havia uma expressão de
perplexidade no rosto de Celeste, como se ela tivesse acabado de receber alguma notícia chocante; mas não havia
ninguém falando com ela e ela não estava ao telefone. As duas mãos dela seguravam a barriga. Ele podia ouvir o aviso
do leiloeiro. Confuso, mas também precisando chegar até ela, Ben deu um lance literalmente alto, e ouviu as reações
chocadas da plateia. Ignorando o resto dos procedimentos, ele abriu caminho pela multidão para chegar até ela. – Acho
que minha bolsa d’água estourou! – Está tudo bem – disse ele, de modo confortador. – Não, não está! – Ela estava
tremendo, o choque aparecendo em seu rosto quando ela percebeu a situação. – Eu só estou com 34 semanas! – Bebês
de 34 semanas ficam bem... – Ele podia ouvir sua própria voz muito calma; mas o sangue estava martelando-lhe as
têmporas, quando ele apanhou o telefone. – Vamos, tente se sentar. Eu vou chamar uma ambulância. – Não há lugar
nenhum para sentar! – ela gritou. O sol estava batendo em sua cabeça com força e sua boca se encheu de saliva. – Ben,
eu acho que o bebê está vindo... O corretor havia se aproximado para cumprimentá-lo, agora que a casa era
aparentemente sua; mas Ben não estava ouvindo. – Precisamos levá-la para dentro – ele disse. – Como? – o agente
perguntou. – Ben... – Ela estava gemendo agora, a dor misturada ao terror. – Está doendo muito... – Ela precisa ir lá para
dentro. – Ben estava ajudando Celeste a caminhar até a entrada lateral da casa, suportando a maior parte do peso dela.
– Ela precisa de um pouco de privacidade... – Você não pode entrar assim! – Eu acabei de comprar a casa! – Ben
estourou. – Ela vai dar à luz. Onde é que você quer que ela tenha o bebê, na rua? – Ele desistiu de ajudá-la a caminhar e
pegou-a no colo, com tanta autoridade que o corretor acabou abrindo o portão lateral para ele. – Agora, chame uma
ambulância – Ben ordenou –, e diga a eles que é um bebê prematuro... – Ele havia conseguido chegar com ela até
debaixo de um salgueiro, e ela estava tentando fazer com que ele a colocasse no chão, resistindo em seus braços. Ben
percebeu, alarmado, que não havia chance de levá-la para dentro da casa. – E avise a eles que há um médico presente.
– Há alguma coisa que eu possa fazer? – O homem para quem ele acenara todas as manhãs, e de quem ele acabara de
comprar uma casa, estava ali, agindo de forma prática e tentando ajudar. – Preciso de algumas toalhas – Ben disse,
enquanto a esposa do homem corria para buscá-las e ele lutava para permanecer calmo e ser profissional. Era apenas
um parto, ele disse a si mesmo, e ele era mais do que capaz de lidar com aquilo. O problema é que ele podia ver o olhar
aterrorizado dela... – Eu preciso que você me escute, Celeste. – Ele havia tirado a lingerie dela e a examinara. O bebê
não estava esperando pela ambulância; não estava esperando por nada... – Este é um bebê pequeno, então, nós vamos
tentar desacelerar o processo. – Era importante que eles fizessem aquilo, já que um parto rápido podia causar danos ao
cerebrozinho frágil. – Você não pode fazer força – ele alertou Celeste. – Nós queremos que isso aconteça da forma mais
lenta e suave possível... Ela jamais se sentira tão petrificada de medo; a ideia de o bebê chegar tão cedo, e ali, sem
hospital, sem equipamentos brilhantes... Ainda assim, ela estava desesperada para fazer força, para empurrar, mas Ben
estava lhe dizendo para respirar com calma, resistir a uma vontade quase incontrolável... e ela sabia o motivo. – Está
acontecendo depressa demais... – O seu corpo estava se preparando para isto há horas, você simplesmente não sabia. –
Ele sorriu. – Nós só precisamos desacelerar um pouquinho. Ele estava certo. Durante toda a manhã, ela havia se sentido
inquieta; tentara ficar deitada, ler, descansar. Ela havia tomado um banho e voltado para a cama, e então, decidido ir
ver o leilão... – Está nascendo – ela gemeu. E estava. Nada iria atrasar a chegada do filho dela ao mundo, e ela estava
muito feliz por Ben estar por perto, e aterrorizada só de pensar que ele poderia não ter estado. – E se eu tivesse ficado
em casa, e se... – Você teria dado um jeito! – Ben interrompeu os “e se” dela rapidamente. – E você está indo bem
agora. – Eu sinto muito por não estarmos nos falando. – Ela ofegava com o esforço para não empurrar. – Sinto muito
estar fazendo isto com você... – Estou feliz de estar aqui – Ben disse. – Eu já fiz isso mui... – ele não continuou, porque
tinha acabado de perceber que o cordão umbilical estava em volta do pescoço do bebê, embora não estivesse muito
apertado, e Ben o desenrolou. Mas não fora aquilo que interrompera suas palavras. Sim, ele havia feito partos durante
os últimos anos, sim, fizera aquilo muitas vezes antes. Mas nunca como agora. Não como agora, com o coração na boca,
ao segurar uma cabecinha minúscula nas mãos e guiar uma vida frágil para o mundo. Não como agora, ao colocar o
bebê sobre a barriga de Celeste, esfregar as costas dele, examinar-lhe os pezinhos. Ele sabia que a criança ia respirar, o
médico que Ben era sabia que havia se passado apenas um minuto, mas para o homem Ben, aquele havia sido um
minuto muito longo; o bebê estava molinho e cianótico, e seus batimentos cardíacos estavam tão fracos que se caíssem
ainda mais ele teria que começar manobras de ressuscitação. Ele podia ouvir os apelos de Celeste, que ecoavam os
pensamentos dele, e rezou para que a ambulância chegasse rápido, com oxigênio para o pequenino. Ele virou o bebê,
de forma que ele ficasse deitado de costas sobre a barriga de Celeste, e sentiu um alívio profundo quando o pequenino
fez um movimento brusco e respirou pela primeira vez. – O bebê não está chorando – soluçou Celeste. – Ela vai respirar
– ele prometeu. – Ela? – Ben não era obstetra; talvez tivesse sido melhor se a mãe descobrisse por si mesma, mas o
bebê era frágil e doente demais para deixar a praticidade de lado. – Você tem uma filha – Ben disse – e ela precisa ficar
aquecida. – Ele manteve a pequenina aconchegada à barriga da mãe, e envolveu as duas em toalhas, aliviado ao ouvir,
finalmente, o barulho das sirenes. – Eu trouxe um rolo de barbante... – A mulher que havia trazido as toalhas tinha
procurado algo útil para fazer, e se a ambulância não estivesse estacionando, Ben teria cortado o cordão umbilical
naquele momento.

Você também pode gostar