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Celeste e Ben compartilham uma conversa íntima enquanto se conhecem melhor, ambos reconhecendo suas dificuldades em se envolver romanticamente. Eles concordam em ser apenas amigos, apesar da atração crescente entre eles. A amizade se desenvolve, trazendo conforto e apoio em meio a suas respectivas lutas emocionais.

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Celeste e Ben compartilham uma conversa íntima enquanto se conhecem melhor, ambos reconhecendo suas dificuldades em se envolver romanticamente. Eles concordam em ser apenas amigos, apesar da atração crescente entre eles. A amizade se desenvolve, trazendo conforto e apoio em meio a suas respectivas lutas emocionais.

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Oh, eu tenho certeza de que vai haver muitas candidatas. – Celeste sorriu.

Afinal, ela havia ouvido as risadinhas e


fofocas no vestiário; Ben poderia escolher quem quisesse! – E você? – Eles estavam sentados nos degraus do
apartamento dela agora, a conversa e a amizade muito recentes, muito frágeis para correr o risco de quebrar se ela o
convidasse para entrar. E, de qualquer forma, a energia ainda não havia voltado, então eles se sentaram nos degraus e
começaram a se conhecer um pouco melhor. – Eu não estou exatamente em condições de namorar. – Celeste revirou os
olhos. – Você pode me imaginar saindo para dançar? – Acho que não! – E eu ainda estou naquela fase “todos os homens
são cachorros”. – Provavelmente, é uma opção bastante inteligente nessa fase – Ben concordou. – Eu mesmo tenho
sido um pouco cachorro ultimamente. – Conte-me tudo! – Ela realmente o fez rir, de tão ansiosa que estava por uma
fofoca, e era tão fácil conversar com ela que, sem saber exatamente como, ele começou a falar: – Eu estava saindo com
alguém; ela era ótima, mas embora eu tenha sido franco com ela desde o começo... – Ela não quis ouvir? – Celeste
completou por ele. – Ela ouviu no começo, disse que queria a mesma coisa que eu... e então, bem, o relacionamento
ficou mais sério. Ela começou a dar indiretas, dando a entender que queria coisas diferentes. – Ele olhou para os olhos
castanhos e sorridentes dela. – Como morar juntos. – E não era assim para você? – ela perguntou, espertamente. –
Talvez algum dia, mas ela também começou a falar sobre filhos. E de uma coisa eu tenho certeza, eu não quero filhos. –
Nunca? – Nunca – ele respondeu, enfaticamente. Ela entendeu o recado, e na verdade se sentiu agradecida por ele. Oh,
eles mal se conheciam, mal haviam arranhado a superfície, mas havia certamente, se não uma atração imediata, pelo
menos uma aguda consciência do outro. O que era algo que ela não havia sentido em muito tempo; algo que estava
certa, depois do modo com que Dean a havia tratado, que jamais sentiria novamente. Mas sentada ali, olhando para os
olhos verdes de Ben, ouvindo as palavras dele, Celeste de repente percebeu que ele sentia a mesma coisa. Que ele
estava lendo cuidadosamente as regras de qualquer relacionamento em potencial, se eles decidissem investir em um. –
Nós não podíamos ser menos compatíveis, realmente – Celeste disse, depois de um momento de pausa. – Eu não estou
procurando um relacionamento, você não está procurando um relacionamento sério, e... – ela deu uns tapinhas na
barriga enorme – isto não é uma hérnia! – Eu já tinha percebido! – Ben sorriu. – Então, que tal sermos apenas amigos?
Ela olhou para os olhos verdes dele, e desta vez não corou. Oh, ela estava com uma quedinha adolescente por ele; que
mulher heterossexual não teria? Mas seu coração estava machucado demais, seu ego muito abalado, e sua alma muito
frágil para sequer pensar em seguir em frente mais uma vez. Era simplesmente agradável ter um adulto com quem
conversar. O mundo dela havia mudado tanto, e somando o fato de sua família não falar mais com ela com sua luta em
se encaixar no novo curso, era simplesmente bom, muito bom, ter Ben em sua vida, falar com uma pessoa em vez de
olhar mecanicamente para a televisão. Um amigo seria maravilhoso. E ele ainda ficou mais um pouco. Celeste entrou
em casa e trouxe dois copos de água, e então ficou brincando com margaridas enquanto eles conversavam,
desfolhando-as com os dedos, juntando-as, e quando ela não estava olhando para ele, era mais fácil para Ben falar. –
Você sabe, eu tinha tudo com Jen... – Ele passou os dedos pelos cabelos, tentando resumir como se sentia, porque era
tão fácil conversar com ela. Talvez porque ela não tivesse conhecido Jen, talvez porque os olhos dela não se enchessem
de lágrimas, como os dos amigos e familiares dele, quando ele falava sobre ela, ou porque ela não lhe lançasse olhares
de reprovação velada com os esforços fracassados dele de seguir com a vida. – Eu não quero tentar recriar o que tive...
não quero a mesma coisa com outra pessoa. Eu já passei pela experiência, e já sei como é. – Sorte sua, então. – Ben
piscou os olhos com a resposta. Realmente, ele podia ser qualquer coisa, menos sortudo, mas pensando bem, sim, ela
estava certa, ele tinha tido sorte de ter Jen em sua vida por algum tempo. – Eu daria tudo para poder dizer para este
pequenino que o pai dele e eu estávamos apaixonados. – Vocês estavam? – Ben perguntou. – Eu achava que sim. – Ela
deu de ombros. – Mas olhando em retrospecto, era só uma atração, eu acho... e me parece que você teve a coisa real.
Ele não respondeu, porque naquele momento o som da televisão dela quase estourou as janelas do apartamento, e
aplausos se ouviram da unidade ao lado, enquanto a eletricidade voltava ao normal. – Eu preciso trabalhar um pouco...
– Ben se levantou. – Bem, obrigada pelo jantar… – Celeste sorriu. – E o bebê agradece, também. – De nada. – Eu me
ofereceria para retornar o favor, mas estou tendo problemas em fazer o jantar para uma pessoa só no momento – ela
disse, ironicamente. – Eu não esperava que você o fizesse. Ele não esperava nada dela. Celeste sabia, assim como Ben.
Mas, na noite seguinte, quando ele chegou à casa, depois do trabalho, encontrou vasos de girassóis em sua porta; a
maneira dela de agradecer, ele imaginou. – Eu tenho boas notícias pra você – disse Ben, ao bater à porta dela. – Eu
estou precisando. Entre – ela convidou. – Tiraram os tubos de Matthew esta noite – Ben explicou, seguindo-a até a
pequena cozinha. – Ele está indo muito bem, e eles esperam poder transferi-lo da UTI pela manhã. Aquelas eram boas
notícias! – Poderia ter sido uma história bem diferente. Belinda não para de me dar tapinhas nas costas, e até o
consultor de neurologia foi à Emergência para dizer “Bom trabalho”. Eu disse a eles que o crédito é todo seu. – Ele
observou o rosto dela ficar corado com o elogio. – Eu sei que é difícil decidir entre esperar para ver ou chamar por
ajuda. – Pode ser – Celeste admitiu, tirando uma jarra enorme de chá gelado do refrigerador e servindo copos altos para
os dois. – Quero dizer, você não quer parecer um idiota, ou reagir exageradamente a qualquer coisa... – Exagere! – Ben
disse, simplesmente. – Pelo menos por enquanto, até você acumular mais experiência e enquanto o seu “botão dos
palpites” estiver funcionando direito. – “Botão dos palpites”? – Celeste franziu as sobrancelhas ao ouvir o termo
estranho. – O que é isso? – Quando você tem um palpite sobre alguma coisa, quando você tem certeza... mas não
certeza absoluta. Ela já tinha percebido o que ele ia dizer antes mesmo de ele explicar, mas enquanto ele explicava, ela
sentia o tom cor-de-rosa de suas bochechas chegar mais perto do vermelho, consciente de que ele não estava
exatamente olhando nos olhos dela. O “botão dos palpites” dela estava funcionando, mas por motivos diferentes agora,
e ela o desligou rapidamente. Ela definitivamente não ia desenvolver uma paixonite por outro colega de trabalho! Olhe
só onde aquilo a havia levado. E era bom ter um amigo. Eles se sentaram na pequena sala de estar, assistindo à
“pesagem” no programa favorito dela, enquanto Celeste resmungava que deveria ser uma candidata. Ben estava mais
do que um pouco desconfortável, e tentava não demonstrar; ele podia ver a pilha de roupinhas de bebê dobradas
perfeitamente em cima da tábua de passar, e embora ainda faltassem semanas para o parto, havia um cheirinho suave
de bebê na casa, o que provavelmente tinha a ver com a loção de bebê que Celeste estava passando nas mãos, mas
ainda assim... Então, ele foi buscar a jarra de chá gelado e, quando voltou, encheu o copo que ela estava segurando; e
ele não seria um ser humano se não tivesse percebido o decote dela; teria que ser cego para não notar. Ben não era
exatamente o tipo de homem que prefere seios, mas os dela eram tão voluptuosos que ele sentiu, de repente, como se
tivesse levado um chute na virilha, com o desejo que não lhe era mais familiar. Então, ele se sentou. Ele percebeu que
não conseguia mais sentir aquele cheirinho de bebê, apenas o perturbador cheiro de Celeste. A sala estava quente
demais, e obviamente ela repetia automaticamente o gesto de levantar os braços e segurar os cabelos no alto da
cabeça, enquanto continuava a falar; então os cabelos lhe caíam sobre os ombros de novo, e ela levantava os braços
mais uma vez. – Eu preciso ir... – Já? – Celeste disse, mas então eles continuaram a conversar, sobre isto e aquilo, e de
repente já passava das dez horas da noite. Olhando para ele, parado perto da porta e se preparando para realmente ir
embora desta vez, Celeste se flagrou pensando que tinha tido a melhor noite dos últimos tempos. Tinha sido bom
demais, até. Porque entre todas as coisas idiotas que ela poderia estar pensando, estava mesmo era imaginando como
seria receber um beijo de boa noite dele. Pensando no que faria se aquela boca maravilhosa chegasse um pouco mais
perto. – Obrigado pelas flores, a propósito. – Ben quebrou a linha de pensamento dela. – Você não precisava ter feito
aquilo. – Não foi um problema. – Não, você realmente não precisava. – Ben sorriu. – Elas estarão mortas em dois dias;
eu vou esquecer de regá-las. – Eu não vou. – Celeste sorriu de volta. – Apenas aproveite. F o i u m a l í v i o fe c h a r a p
o r t a à s c o s t a s d e l e!

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