Ciclo 3 – Grupo 3
Probabilidade
Um experimento (ou um jogo) tem vários resultados possíveis. Um evento é um con-
junto de resultados possíveis. Quando todos os resultados têm a mesma chance de ocor-
rer, a probabilidade de um evento é igual à razão entre número de resultados relativos
ao evento e o número total de resultados, ou seja, é a razão entre o número de casos
favoráveis à ocorrência do evento e o número total de possíveis casos. Vejamos alguns
exemplos:
Exemplo 1: Um dado é lançado. Qual é a probabilidade de o resultado ser maior que 4?
Solução: Aqui o experimento é o lançamento do dado. Temos 6 resultados possíveis.
O evento é o conjunto dos resultados maiores que 4. Temos 2 resultados favoráveis à
2 1
ocorrência do evento. Portanto, a probabilidade é = .
6 3
Exemplo 2: Em uma urna há 5 bolas vermelhas e 4 pretas, todas do mesmo tamanho e
feitas do mesmo material. Retiramos duas bolas sucessivamente da urna, sem repô-las.
Qual é a probabilidade de que sejam retiradas duas bolas vermelhas?
Solução: O experimento é retirar duas bolas. Quantos são os resultados possíveis? Como
desejamos observar as cores das bolas, como resultados possíveis poderíamos considerar
os seguintes pares ordenados (v, p), (p, v), (v, v), (p, p), sendo que v e p representam as co-
res vermelho e preto, respectivamente, e a primeira e segunda coordenadas do par orde-
nado são as cores da primeira e segunda bolas retiradas, respectivamente. Porém, temos
várias bolas da mesma cor e quantidades diferentes de uma cor e de outra e, portanto,
temos, por exemplo, maior chance de obter a configuração (v, v) do que a configuração
1
(p, p) . Assim, não podemos calcular a probabilidade pedida como sendo . Uma forma
4
de contornar essa situação é imaginar que as bolas vermelhas estão numeradas como
v1 , v2 , v3 , v4 e v5 e e as bolas pretas como p1 , p2 , p3 e p4 , e considerar como resultados
possíveis os seguintes pares ordenados: (x, y), com x, y ∈ {v1 , v2 , v3 , v4 , v5 , p1 , p2 , p3 , p4 },
e x ̸= y, sendo a primeira e segunda coordenadas do par ordenado a primeira e segunda
bolas retiradas, respectivamente. Neste caso, todos os resultados têm a mesma chance de
ocorrer. O número total de possíveis casos é o total de pares ordenados (x, y), com x ̸= y,
que é igual a 9 · 8 = 72. O número de casos favoráveis à ocorrência do evento é igual ao
número de pares (vi , vj ), com i, j ∈ {1, 2, 3, 4, 5} e i ̸= j, que é igual a 5 · 4 = 20 .
20 5
A probabilidade pedida é, de fato, = .
72 18
Página 13 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
Probabilidade Condicional
Em algumas situações, a probabilidade de um evento é modificada pela informação de
que um outro evento ocorreu, levando-nos a definir probabilidades condicionais.
Exemplo 3: Em uma urna há duas moedas aparentemente iguais. Uma delas é uma
moeda comum, com uma cara e uma coroa. A outra, no entanto, é uma moeda falsa,
com duas caras. Suponhamos que uma dessas moedas seja sorteada e lançada. Se o
resultado do lançamento é cara, qual é a probabilidade de que a moeda sorteada tenha
sido a comum?
Solução: Há quatro resultados possíveis para o experimento, todos com a mesma chance
de ocorrer:
• a moeda sorteada é a comum, e o resultado é cara;
• a moeda sorteada é a comum, e o resultado é coroa;
• a moeda sorteada é a falsa, e o resultado é cara;
• a moeda sorteada é a falsa, e o resultado também é cara, mas saindo a outra face.
Dos quatro resultados possíveis para o experimento, listados acima, o segundo deve ser
excluído. Restam, assim, três possibilidades igualmente prováveis. Delas, apenas na
primeira a moeda sorteada é a comum.
Logo, com a informação de que o lançamento resultou em cara, a probabilidade de que
1
a moeda sorteada tenha sido a comum é igual a . Observemos que, sem nenhuma
3
1
informação a priori, a probabilidade de que a moeda lançada seja a comum é igual a ,
2
já que ambas as moedas têm a mesma chance de serem sorteadas.
De um modo geral, a probabilidade condicional de um evento A, na certeza da ocorrência
de um evento B (de probabilidade não nula) é denotada por P (A | B) é definida como
P (A ∩ B)
P (A | B) = .
P (B)
No caso do exemplo anterior, chamemos de A o evento “sortear a moeda comum”, e de
B o evento “obter resultado cara”. O evento A ∩ B é “sortear a moeda comum e tirar
cara”.
1 3 P (A ∩ B) 1/4 1
Então, P (A ∩ B) = , P (B) = e, logo P (A | B) = = = .
4 4 P (B) 3/4 3
Exemplo 4: Uma carta é sorteada de um baralho comum, que possui 13 cartas
{A, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, J, Q, K} de cada naipe (ouros, copas, paus e espadas).
(a) Qual é a probabilidade de que a carta sorteada seja um A?
(b) Sabendo que a carta sorteada é de copas, qual é a probabilidade de que ela seja um
A?
Solução:
(a) Como o baralho tem 13 · 4 = 52 cartas e 4 delas são ases, a probabilidade de tirar
4 1
um A é igual a = .
52 13
Página 14 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
(b) O fato de que a carta sorteada é de copas restringe os casos possíveis às 13 cartas de
copas, das quais exatamente uma é A. Logo, a probabilidade de ser sorteado um
1
A, dado que a carta sorteada é de copas, permanece igual a . Mais formalmente,
13
designando por A o evento “sortear A ” e, por B, “sortear copas”, o evento A ∩ B
P (A ∩ B)
é “sortear o A de copas”, e a probabilidade pedida é P (A | B) = =
P (B)
1/52 1
= .
13/52 13
O exemplo acima ilustra uma situação importante: aquela na qual a probabilidade
condicional de A na certeza de B é igual à probabilidade de A (ou seja, a ocorrência
de B não influi na probabilidade de ocorrência de A). Esta condição implica em
P (A ∩ B)
P (A | B) = = P (A), ou seja, P (A ∩ B) = P (A)P (B). Dizemos, então,
P (B)
que os dois eventos A e B tais que P (A ∩ B) = P (A)P (B) são independentes.
Exemplo 5: Um sistema de segurança tem dois dispositivos que funcionam de modo
independente e que tem probabilidades iguais a 0,2 e 0,3 de falharem. Qual é a probabi-
lidade de que pelo menos um dos dois componentes não falhe?
Solução: Como os componentes funcionam independentemente, os eventos A =“o pri-
meiro dispositivo falha” e B = “o segundo dispositivo falha” são independentes. Logo,
o evento A∩B = “ambos falham” tem probabilidade P (A∩B) = P (A)P (B) = 0, 2·0, 3 =
0, 06 e, assim, a probabilidade de que pelo menos um não falhe é igual a 1 − 0, 06 = 0, 94.
Página 15 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
PIC 2026
G3 – CICLO 3 – ENCONTRO 2
Exercícios – Enunciados
No que segue, apresentamos uma lista de problemas que devem ser utilizados para di-
recionar o estudo do conteúdo durante a aula. Estes exercícios devem ser trabalhados
segundo a metodologia do ensino da Matemática através da resolução de problemas e as
discussões desses exercícios devem motivar o estudo dos conteúdos propostos para esta
aula.
Exercício 1. (Livro “Análise Combinatória e Probabilidade” – A. C. O. Morgado, J.
B. P. Carvalho, P. C. P. Carvalho, P. Fernandez):
Dois dados são lançados simultaneamente. Calcule a probabilidade de que a soma dos
números das faces de cima seja 7.
Exercício 2. (Livro “Análise Combinatória e Probabilidade” – A. C. O. Morgado, J. B.
P. Carvalho, P. C. P. Carvalho, P. Fernandez):
Suponha que de n objetos escolhemos r ao acaso com reposição. Qual a probabilidade
que nenhum objeto seja escolhido mais de uma vez?
Exercício 3. (Apostila do PIC “Métodos de Contagem e Probabilidade” – Problema
5, pág. 19):
Duas peças de dominó comum são sorteadas. Qual a probabilidade de elas terem um
número em comum?
Exercício 4. (Apostila do PIC “Métodos de Contagem e Probabilidade” – Problema
6, pág. 19):
Ana, Joana e Carolina apostam em um jogo de cara-e-coroa. Ana vence na primeira vez
que saírem duas caras seguidas; Joana vence na primeira vez que saírem duas coroas
seguidas; Carolina vence quando sair uma cara seguida de uma coroa. Qual é a probabi-
lidade que cada uma tem de vencer?
Exercício 5. Escolhendo um número de 26 até 175 qual a probabilidade de:
(a) ser múltiplo de 4;
(b) ser múltiplo de 6;
(c) ser múltiplo de 4 e de 6;
(d) ser múltiplo de 4 ou de 6.
Exercício 6. Vinte e cinco porcento dos amigos de João estudam inglês e espanhol, en-
quanto que 60% estudam espanhol. Qual é a probabilidade de que um amigo de João,
escolhido ao acaso, estude inglês, sabendo que ele estuda espanhol?
Exercício 7. (Banco de Questões da OBMEP 2011 – Questão 91 – Nível 3 – Pág. 51):
Tio Mané tem duas caixas, uma com sete bolas distintas numeradas de 1 a 7 e outra com
oito bolas distintas numeradas com todos os números primos positivos menores que 20.
Ele sorteia uma bola de cada caixa. Qual é a probabilidade de que o produto dos números
das bolas sorteadas seja par?
Página 16 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
Exercício 8. (Banco de Questões da OBMEP 2011 – Questão 95 – Nível 3 – Pág. 51):
Considere uma urna que contém uma bola preta, quatro bolas brancas e algumas bolas
azuis. Uma bola é retirada ao acaso dessa urna, sua cor é observada e ela é devolvida
à urna. Em seguida, retira-se novamente, ao acaso, outra bola dessa urna. Para quais
quantidades de bolas azuis, a probabilidade de as duas bolas serem da mesma cor é
1
igual ?
2
Exercício 9. Duas máquinas A e B produzem, respectivamente, 60% e 40% dos produ-
tos de uma fábrica. A máquina A produz 5% de defeitos e a B, 10%. Se um produto é
defeituoso, qual é a probabilidade de ser da máquina A?
Exercício 10. (Banco de Questões da OBMEP 2018 – Problema 10 (adaptado) – Nível
3 – Pág. 47):
Um jogo é composto das seguintes regras:
i. Em cada rodada, ocorre o lançamento de um dado comum não viciado.
ii. Se sair o número 3, então o jogador A ganha.
iii. Se sair um dos números do conjunto {4, 5, 6} , então o jogador B ganha.
iv. Se sair um dos números do conjunto {1, 2}, então o dado é lançado outra vez até
resultar em 3 ou 4 ou 5 ou 6.
O jogador que ganhar uma rodada primeiro vence o jogo.
(a) Qual é a probabilidade de que o jogador B vença na primeira rodada?
(b) Qual é a probabilidade de que o jogador B vença na segunda rodada?
(c) Qual é a probabilidade de que o jogador B vença na rodada n, sendo n um número
natural?
(d) Qual é a probabilidade de que o jogador B vença até a rodada n, sendo n um número
natural?
Exercício 11. Em uma copa do mundo 20 países são divididos em grupos de 4. Calcule
a probabilidade de que Brasil e Argentina fiquem no mesmo grupo.
Exercício 12. (Banco de Questões da OBMEP 2018 – Questão 4 – Nível 3 - Pág. 44):
Em um torneio com 10 times, cada um deles se enfrenta uma única vez. Além disso, não
ocorrem empates e cada um possui 50% de chance de ganhar qualquer partida. Qual a
10 · 9
probabilidade de, após contabilizadas as pontuações dos = 45 jogos, não existirem
2
dois times com o mesmo número de vitórias?
Página 17 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
PIC 2026
G3 – CICLO 3 – ENCONTRO 2
Exercícios – Soluções
Exercício 1. O espaço amostral possui 6 · 6 = 36 pares de números possíveis.
Os seguintes pares terão soma igual a 7: (1, 6), (2, 5), (3, 4), (4, 3), (5, 2) e (6, 1).
6 1
Portanto, a probabilidade de a soma ser 7 é = .
36 6
Exercício 2. O número de casos possíveis é nr . O número de casos favoráveis (retirar r
objetos sem repetição) é n(n − 1)(n − 2) · · · (n − r + 2)(n − r + 1).
n(n − 1)(n − 2) · · · (n − r + 2)(n − r + 1)
Portanto, a probabilidade pedida é .
nr
Exercício 3. Um dominó tem 28 peças. Logo, podemos selecionar duas peças, uma de
cada vez, de 28 · 27 modos. Se a primeira peça é uma das 7 que são duplas, há 6 modos
de escolher a segunda de modo a conter o mesmo número (há, no total, 7 peças em que
esse número aparece). Se a primeira peça é uma das 21 que têm dois números distintos,
a segunda pode ser escolhida de 12 modos (6 para cada número).
6 · 7 + 21 · 12 7
Usando os princípios multiplicativo e aditivo, a probabilidade é = .
28 · 27 18
Exercício 4. Primeiro, observe que o jogo termina com duas ou três rodadas.
Representando cara e coroa por C e K, respectivamente, Ana vence nos seguintes casos:
CC (probabilidade igual a 1/4) e KCC (probabilidade igual a 1/8).
3
Assim, Ana tem probabilidade igual a de vencer.
8
Carolina vence se sair CK (probabilidade igual a 1/4) ou KCK (probabilidade igual a
3
1/8). Logo, Carolina também tem probabilidade igual a de vencer.
8
1
Joana vence apenas se sair KK e, portanto, tem probabilidade igual a de vencer.
4
Exercício 5. De 26 até 175, temos 150 números.
(a) Dentre esses 150 números, o menor múltiplo de 4 é 28 = 7 · 4 o e o maior múltiplo
de 4 é o 172 = 43 · 4 e, portanto, temos 43 − 6 = 37 múltiplos de 4.
37
Logo, a probabilidade pedida é igual a .
150
(b) Dentre esses 150 números, o menor múltiplo de é o 30 = 5·6 e o maior é o 174 = 29·6
e, portanto, temos 29 − 4 = 25 múltiplos de 6.
25 1
Então, a probabilidade pedida é igual a = .
150 6
(c) Um número inteiro é múltiplo de 4 e 6 quando é múltiplo de 12. Dentre os números
150 inteiros entre 26 e 175, o menor múltiplo de 12 é o 36 = 3 · 12 e o maior é o
168 = 14 · 12 e, portanto, temos 14 − 2 = 12 possíveis múltiplos de 4 e 6.
12 2
Logo, a probabilidade pedida é igual a = .
150 25
Página 18 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
(d) Dentre os 150 números inteiros entre 26 e 175, a quantidade de números inteiros
que múltiplos de 4 ou de 6 pode obtida somando a quantidade de números inteiros
que são múltiplos de 4 com a quantidade de números inteiros que são múltiplos de
6 e, em seguida, subtraindo dessa soma a quantidade de números inteiros que são
múltiplos de 4 e de 6 (observe que, na soma, cada número inteiro que é múltiplo de
4 e de 6 é contado exatamente duas vezes, e é por isso que é preciso subtrair uma
vez o total de números inteiros que são múltiplos de 4 e de 6).
Assim, segue da solução dos itens (a), (b) e (c), que a probabilidade pedida é igual a
37 + 25 − 12 1
= .
150 3
Exercício 6. Denotando por I e E os conjuntos dos amigos de João que falam, respecti-
vamente, inglês e espanhol, queremos determinar P (I | E).
P (I ∩ E) 0, 25 5
Sendo P (E) = 0, 6 e P (I ∩ E) = 0, 25, então P (I | E) = = = .
P (E) 0, 6 12
Exercício 7. As possibilidades de números das duas caixas podem ser representadas
por pares ordenados (x, y) , sendo x ∈ {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7} e y ∈ {2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19}.
Como há 7 possibilidades para x e, para cada uma destas possibilidades, há 8 possibili-
dades para y, então as possibilidades de números das duas caixas é igual a 7 · 8 = 56. O
produto dos números sorteados é ímpar quando as duas bolas sorteadas têm números
ímpares, ou seja, quando x ∈ {1, 3, 5, 7} e y ∈ {3, 5, 7, 11, 13, 17, 19} . Assim, há 4 · 7 = 28
possibilidades de o produto dos números sorteados ser ímpar e, portanto, há 56−28 = 28
possibilidades de o produto ser par. Logo, a probabilidade de o produto dos números
28 1
sorteados ser par é igual a = .
56 2
Solução Alternativa: O produto dos dois números sorteados é ímpar se, e somente se, os
dois números sorteados são ambos ímpares. A probabilidade de que o primeiro número
4
sorteado seja ímpar é igual a e a probabilidade do segundo número sorteado ser ímpar
7
7
é igual a . Como os dois sorteios são independentes, a probabilidade de que o produto
8
4 7 1
seja ímpar é igual a · = . Portanto a probabilidade de que o produto seja par é igual
7 8 2
1 1
a1− = .
2 2
Exercício 8. Seja n o número de bolas azuis. As duas bolas retiradas são da mesma cor
exatamente quando são ambas pretas ou são ambas brancas ou são ambas azuis, sendo
que esses casos são dois a dois mutuamente excludentes. Pelo Princípio Multiplicativo,
as duas bolas retiradas são pretas em 1 · 1 = 1 caso apenas, são brancas em 4 · 4 = 16 casos
e são ambas azuis em n2 casos. Logo, pelo Princípio Aditivo, as duas bolas retiradas são
da mesma cor em 1+16+n2 = n2 +17 casos. Pelo Princípio Multiplicativo, o número total
de casos possíveis é igual a (n + 5)2 . Assim, a probabilidade de as duas bolas retiradas
n2 + 17
serem da mesma cor é igual a .
(n + 5)2
n2 + 17 1
Queremos saber o valor de n tal que 2
= , ou seja, n2 − 10n + 9 = 0.
(n + 5) 2
Como n2 − 10n + 9 = (n − 1)(n − 9), segue que n = 1 ou n = 9.
Exercício 9. Denotando por A o conjunto dos produtos produzidos pela máquina A e
por D o conjunto dos produtos defeituosos, estamos procurando P (A | D).
Temos que P (A) = 0, 6, P (A ∩ D) = 0, 6 · 0, 05 = 0, 03 e P (D) = P (A ∩ D) + P (B ∩ D) =
0, 03 + 0, 4 · 0, 1 = 0, 07.
Página 19 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
P (A ∩ D) 0, 03 3
Portanto, P (A | D) = = = ≈ 0, 429.
P (D) 0, 07 7
1
Exercício 10. (a) A probabilidade de B vencer na primeira rodada é igual a .
2
(b) Para que o jogador B vença na segunda rodada, é preciso que na primeira rodada
ocorra um dos números do conjunto {1, 2} e na segunda rodada ocorra um dos
números do conjunto {4, 5, 6}, o que resulta em 2 · 3 configurações favoráveis a que
B vença na segunda rodada.
Considerando que em duas rodadas há 6 · 6 configurações possíveis, então a proba-
2·3 1
bilidade de que o jogador B vença na segunda rodada é igual a = .
6·6 6
(c) c)Para que o jogador B vença na rodada n, é preciso que em cada uma das primeiras
n − 1 rodadas ocorra um dos números do conjunto {1, 2} e na rodada n ocorra um
dos números do conjunto {4, 5, 6}, o que resulta em 2n−1 ·3 configurações favoráveis
a que B vença na rodada n. Considerando que em n rodadas há 6n configurações
possíveis, então a probabilidade de que o jogador B vença na rodada n é igual a
n−1
2n−1 · 3 1 1
= · .
6n 2 3
(d) d)Os n casos do jogador B ganhar na primeira rodada ou ganhar na segunda rodada,
. . ., ou ganhar na rodada n são dois a dois mutuamente excludentes e esgotam todos
os casos favoráveis ao jogador B ganhar até a rodada n. O número de configurações
favoráveis a que o jogador B vença na rodada j , com 1 ⩽ j ⩽ n, é igual a 2j−1 · 3 ·
6n−j . Logo, pelo Princípio Aditivo, o total de configurações favoráveis ao jogador B
ganhar até a rodada n é igual a
" 2 n−1 #
1 1 1
3·6n−1 +2·3·6n−2 +22 ·3·6n−3 +· · ·+2n−2 ·3·6+2n−1 ·3 = 3·6n−1 1 + + + ··· + .
3 3 3
O número de configurações possíveis até a rodada n é igual a 6n . Assim, a probabi-
lidade de que o jogador B vença até a jogada é igual a
" 2 n−1 #
n−1 1 1 1
3·6 1+ + + ··· + " 2 n−1 #
3 3 3 1 1 1 1
n
= 1+ + + ··· + .
6 2 3 3 3
2 n−1
1 1 1
Observações: 1) A expressão 1+ + +· · ·+ é a soma dos n primeiros termos
3 3 3
1
da progressão geométrica de primeiro termo 1 e razão . Assim segue que
3
n
1
2 n−1 1 · −1
1 1 1 3 3 1
1+ + + ··· + = = 1− n .
3 3 3 1 2 3
−1
3
Portanto a probabilidade de que o jogador B vença até a jogada n é igual a
" 2 n−1 #
1 1 1 1 1 3 1 3 1
1+ + + ··· + = · 1− n = 1− n .
2 3 3 3 2 2 3 4 3
1
2) Quando n cresce indefinidamente, aproxima-se de zero. Assim, é possível concluir
3n
3
que a probabilidade de que o jogador B vença é igual a .
4
Exercício 11. Vamos inicialmente calcular a quantidade de configurações possíveis dos
grupos. Distribuindo todos os países ordenadamente temos 20! possibilidades. Agora,
levando em consideração que a ordem dos países dentro de cada um dos 5 grupos não
Página 20 de 21
Ciclo 3 – Grupo 3
20!
altera a configuração, obtemos . Por último, consideramos também que a ordem de
4!
disposição dos 5 grupos não altera a configuração, então temos que a quantidade pos-
20!
sível de configurações totais é . Agora, vamos contar as possibilidades de Brasil e
4!5!
Argentina estarem no mesmo grupo. Temos 4 posições possíveis para o Brasil e 3 para
a Argentina, sobrando, então, 2 posições nesse grupo e todas as outras posições nos de-
mais grupos para distribuir os times restantes, o que nos dá (levando em consideração a
ordem) 4 · 3 · 18! possibilidades. Como são 5 grupos, temos 5 · 4 · 3 · 18! possibilidades.
Como a ordem não diferencia a configuração dos países dentro de cada grupo, e nem a
5 · 4 · 3 · 18!
ordem dos grupos altera a configuração total, temos configurações possíveis
5!4!
para Brasil e Argentina no mesmo grupo. Então, a probabilidade pedida é
5 · 4 · 3 · 18!
5!4! 5 · 4 · 3 · 18! 5·4·3 3
= = = .
20! 20! 20 · 19 19
4!5!
Solução Alternativa: Outra forma de resolver esse exercício é fazer todas as contagens
considerando a ordem. Temos 20! possibilidades de distribuir os países. Para os casos em
que queremos Brasil e Argentina juntos em um dado grupo, temos 4 posições possíveis
para o Brasil, 3 para Argentina e depois distribuímos todos os outros países nas outras
18 posições restantes, obtendo 4 · 3 · 18! configurações possíveis. Como são 5 grupos,
então temos 5 · 4 · 3 · 18! possibilidades para Brasil e Argentina ficarem no mesmo grupo.
Portanto, a probabilidade pedida é
5 · 4 · 18! 3
= .
20! 19
Exercício 12. Como cada uma das 45 partidas possui dois resultados possíveis, existem
245 maneiras distintas de distribuir as vitórias do torneio. Cada time pode vencer de 0
até 9 partidas. Como são 10 times, para que todos os números de vitórias sejam distintos,
cada elemento do conjunto {0, 1, 2, . . . , 9} deve ser associado com o número de vitórias
de um único time. Isso pode ser feito de 10! formas. Resta saber se essa distribuição de
números de vitórias é realizável neste torneio. Se ji é o time que deverá vencer i partidas,
com i ∈ {0, 1, 2, . . . , 9}, então ji deve ganhar de todos os jogadores j0 , j1 , . . . , ji−1 e perder
de todos os jogadores ji+1 , ji+2 , . . . , j10 . . Isso garantirá a distribuição planejada.
10!
Portanto, a probabilidade pedida é 45 .
2
Página 21 de 21