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Estágio GRUPOS

A adolescência é um período de transição marcado por mudanças físicas, emocionais e sociais, onde os jovens buscam sua identidade e enfrentam desafios relacionados à autonomia e à relação com os pais. Durante essa fase, a influência dos grupos se torna crucial para a formação da identidade, e os adolescentes podem experimentar instabilidade emocional e comportamental. O clima organizacional nas instituições é influenciado pela satisfação e percepção dos funcionários, sendo essencial para a saúde mental e as relações no ambiente de trabalho.
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Estágio GRUPOS

A adolescência é um período de transição marcado por mudanças físicas, emocionais e sociais, onde os jovens buscam sua identidade e enfrentam desafios relacionados à autonomia e à relação com os pais. Durante essa fase, a influência dos grupos se torna crucial para a formação da identidade, e os adolescentes podem experimentar instabilidade emocional e comportamental. O clima organizacional nas instituições é influenciado pela satisfação e percepção dos funcionários, sendo essencial para a saúde mental e as relações no ambiente de trabalho.
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1 ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período de grandes transformações vividas pelo


homem no seu desenvolvimento e amadurecimento, encaminhando para a fase
adulta.
Cada pessoa vive a fase da adolescência de uma forma diferente, uma
forma que é própria de cada indivíduo, mesmo que algumas mudanças sejam
iguais para todos, como as transformações de criança para adolescente.
Apesar das mudanças fisiológicas que são inevitáveis, outras mudanças
ocorrem na vida do adolescente e cada um tem uma reação única, sendo
essas reações a definição de determinados comportamentos considerados
anormais ou adequados para a idade, os quais são definidos como transtornos
de conduta e trazem um desconforto para a família e sociedade.

Na fase da adolescência tudo é considerado um desafio, levando o


adolescente a decidir-se por uma estilo de vida, definindo sua conduta, fazendo
com que busque conhecer quem ele realmente é dentro da sociedade, qual é
sua função no meio em que está inserido, revendo seus conceitos e formando
sua personalidade, firmando nesta fase da vida sua identidade.

É na fase da adolescência que ocorre um distanciamento com seus pais,


pois os pensamentos não tem os mesmos significados para pais e filhos.
Então, ocorre uma supervalorização dos amigos, cujas ideias coincidem com
as suas. Estas mudanças são encaradas pelos pais como rebeldia, por
considerarem não estar dentro do padrão considerado “normal”.
É papel da família permitir que o jovem tenha autonomia, pondo à prova
as experiências que só a fase da adolescência oferece, dando a ele liberdade
para tomar suas próprias resoluções, de modo a se tornar independente nas
suas ideias e responsabilizar-se por suas decisões, por isso é necessário que
os pais sejam flexíveis, não tornando-se muito permissíveis nem sendo muito
radicais, nas decisões tomadas na fase da adolescência.

Por conta da tentativa de superproteção dos pais, a relação entre a


família e o adolescente às vezes se torna difícil, mas é preciso que os pais
procurem compreender esta fase difícil pela qual todo adolescente passa e
ofereçam a ele um ambiente em que se sinta fortalecido, perceba que seus
pais o amam e querem o seu bem sempre. Do contrário, o jovem então vai
naturalmente se distanciando dos laços da família e criando laços com seus
iguais, formando assim grupos com necessidades e angústias semelhante.

1.1 Aspectos do desenvolvimento do adolescente


A adolescência é uma fase de transição onde o sujeito não é criança e
nem adulto. O jovem sai do estado de criança por causa do desenvolvimento
de suas características sexuais secundárias. Essa fase da vida é marcada por
uma mudança intensa do físico, mental e emocional do indivíduo, sendo os
hormônios os grandes responsáveis por isso. Suas mudanças incluem: altura,
forma dos membros, músculo, gorduras, etc. Nos meninos o hormônio que
predomina as mudanças é a testosterona. Ela vai produzir os pelos pubianos,
faciais e a mudança das genitais. Nas meninas o hormônio predominante é o
estrógeno, que vai ativar o ciclo menstrual e o desenvolvimento das mamas.
Os sexos vão se tornando cada vez mais distintos em suas
características, e o menino passa a ter um comportamento totalmente diferente
da menina, tanto que ambos também começam a se desenvolver de suas
próprias maneiras: garotos não ligam para intimidade como as garotas, e suas
amizades são mais baseadas em quantidade do que qualidade, diferente das
características femininas. Ambos também terão o costume do “pensamento
mágico”, ou seja, achar que nada de ruim poderá acontecer com eles, por
exemplo: morte, gravidez, doenças, separações, abandonos, etc. O
adolescente passa a buscar sua identidade através de atividades, como o
começo da vida profissional e a ampliação do seu círculo social. Assumindo
compromissos e orgulhando-se de suas realizações, ele também vai buscando
sua sexualidade. Como a adolescência é um período de conflitos internos,
alguns adolescentes acabam tendo problemas emocionais devido a isso. A
pressão e a preocupação são grandes estressores que podem levar à
depressão, distúrbios alimentares, abuso de drogas e ainda às doenças
sexualmente transmissíveis.
As fases desse período de transição são definidas de várias formas e
com muitos aspectos. O adolescente passa a ter uma tendência grupal para
que ganhe segurança. Sente a necessidade de fantasiar e intelectualizar-se,
sofre de crises religiosas, tem um deslocamento temporal, masturba-se para se
autoconhecer, passa a ter uma separação progressiva de seus pais para
começar a se encontrar sozinho, etc. Tudo dentro de constantes flutuações de
humor e do seu estado ânimo. Essas características são descritas por Maurício
Knobel como Síndrome da Adolescência Normal, que todos os indivíduos
passam.

1.2 A busca da identidade na adolescência


Por que os adolescentes são tão instáveis?
A inconstância, nesse caso é sinônimo de ajuste. É a maneira que os
jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças -
nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma
nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão
distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos
para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos.
Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto (1908-1988),
autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres
humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real que se
refere às características físicas e a simbólica que seria um somatório de
desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências
corporais.
É comum que aflorem sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo em
que deseja se parecer com um homem ou uma mulher, o adolescente tende a
rejeitar as mudanças por medo do desconhecido. Isso ocorre porque a imagem
simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que
entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta.
É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas
novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de
jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor
e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus
problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São
encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas. "O jovem deve ficar
à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo
sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele
necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado", afirma
Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando
perduram as sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um
encaminhamento médico é necessário.

2 GRUPOS
O ser humano tem como base de sua existência a sua relação para com
as outras pessoas. Sem essa relação, dificilmente o homem sobreviveria aos
mais variados estímulos da natureza. Felizmente, hoje em dia é praticamente
impossível nascer sem a pertença automática a algum tipo de grupo. Pessoas
reunidas em um determinado ambiente constituem um grupo se os interesses
forem “em comum”. Um conjunto de grupos forma uma comunidade que, por
sua vez, caracteriza uma sociedade. Sendo assim, pode-se afirmar que o
sujeito está frequentemente interagindo em grupos. A procura e a pertença por
um grupo vêm do fato de que o indivíduo é dotado de necessidades que devem
ser supridas. Essas necessidades podem variar, mas geralmente vão de
acordo com seus valores e costumes, aprendidos desde o contexto da família.
Por conta dessa busca em um grupo, o sujeito passa a buscar uma identidade,
pois é o grupo que lhe dará uma identidade.

2.1 Grupos Operativos


Os grupos operativos têm o objetivo de esclarecer temas, situações,
tarefas e proporcionar algum aprendizado que favoreça o progresso das
pessoas envolvidas, individualmente ou em grupo.
A sua sistematização foi feita por Pichon Riviére desde 1945, que definiu
grupo operativo como "um conjunto de pessoas com um objetivo em comum”.
Que trabalham na dialética do ensinar-aprender; o trabalho em grupo
proporciona uma interação entre as pessoas, onde elas tanto aprendem como
também são sujeitos do saber. Segundo Zimerman (2000), o ser humano é
gregário e só existe devido seus inter-relacionamentos grupais. Assim, desde
que nascemos participamos de diferentes grupos na busca constante de uma
identidade individual e a necessidade de uma identidade grupal e social. Um
grupo pode ser então, um conjunto de três pessoas. Conforme Osório (2000),
os grupos operativos definem-se como grupos centrados na tarefa, a qual é
considerada essencial, assim, o que caracteriza os grupos operativos é a
relação que seus integrantes mantêm com a tarefa e esta pode ser tanto a
obtenção da cura (grupo terapêutico), quanto à aquisição de conhecimentos
(grupo de aprendizagem).

2.2 Grupos Operativos Terapêuticos


São os procedimentos grupais nos quais se busca, além do
aprendizado, também um progresso pessoal, procedimentos que poderão ter
abordagem profunda e em longo prazo, ou mesmo sobre algum foco mais
imediato.
A forma mais utilizada desta modalidade grupal é conhecida sob o nome
de grupos de auto-ajuda e ela consiste no fato de comumente ser um grupo de
formação espontânea entre pessoas que se sentem identificadas por algumas
características semelhantes entre si, e se unificam quando se dão conta que
têm condições de ajudarem reciprocamente. Os grupos, portanto, são
compostos por pessoas portadoras de uma mesma categoria de prejuízos e de
necessidades.

2.3 Grupos Operativos De Reflexão


Os grupos de reflexão são grupos que têm como base e objetivo refletir,
indagar, sobre o que está acontecendo com o grupo naquele momento ou
naquela circunstância. Podendo refletir sobre as “tensões” que acontecem,
pode credenciar-se a promover as mudanças necessárias a fim de que possa
trabalhar em conjunto e tentar encontrar suas próprias soluções.
Toda abordagem técnica, nos grupos de reflexão, visa à remoção das
dificuldades que estão impedindo que os grupos realizem suas tarefas. Essas
dificuldades são as “tensões grupais” e apresentam-se fenomenologicamente
como clima de discórdia, conflitos intensos, competição exacerbada, elevada
ansiedade, etc.
O grupo não está conseguindo estudar, conviver ou trabalhar, ou, se
consegue, o custo emocional é muito elevado. E este deve ser o foco das
atenções do coordenador.
2.4 Grupos Operativos De Ensino-Aprendizagem
A ideologia fundamental deste tipo de grupo é a de que o essencial é
aprender, e que “mais importante do que encher a cabeça de conhecimentos é
formar cabeças”. A tarefa essencial é o espaço para refletir sobre temas e
discutir questões.
O coordenador, ao invés de dar respostas diretas às questões
levantadas pelos participantes do grupo, deve fazê-los refletir, pensar,
responder as questões levantadas pelos outros participantes, e não apenas
esperar a resposta pronta dada pelo coordenador. Ele também deve
desenvolver a capacidade de empatia em cada um dos integrantes.
2.5 Grupos Operativos De Treinamento
São grupos formados em escolas, igrejas, sindicatos, promovendo
reuniões com vistas ao debate sobre questões de seus interesses.
A avaliação diagnóstica é feita através de reuniões com e entre os vários
estratos institucionais. Assim, teremos inicialmente dois tipos de reunião: um
com os membros de um mesmo escalão técnico ou administrativo e outro com
membros de diferentes setores institucionais.

3 CLIMA ORGANIZACIONAL

Ao se pesquisar sobre clima organizacional, há várias afirmativas de


qual seja a sua constituição, mas todas se baseiam em uma única premissa de
que Clima Organizacional se refere às impressões gerais e percepção dos
colaboradores em relação ambiente psicossocial dentro de uma instituição. Ao
discorrer sobre o assunto, Luz (2003, p.13) afirma que “Clima organizacional é
a atmosfera psicológica que envolve num dado momento, a relação entre a
empresa e seus funcionários”.
O Clima organizacional está embasado em três pilares fundamentais de
uma instituição, que correspondem a:
Satisfação dos funcionários: Relação do ambiente psicossocial de
trabalho com o nível de satisfação dos colaboradores de uma empresa.
Percepção dos funcionários: Clima organizacional sendo quantificado a
partir da percepção dos colaboradores frente aos pontos positivos e negativos
de uma instituição. Quanto maior o limiar de pontos positivos, melhor será o
clima organizacional, onde o contrário também pode ser verdadeiro, isto é,
quanto maior a percepção de pontos negativos, pior será o clima
organizacional.
Cultura Organizacional: a influência da cultura da organização em
relação ao clima organizacional da instituição.
O clima organizacional de uma instituição pode indicado através do
Turnover (índice de rotatividade de funcionários da empresa), absenteísmo
(número de faltas e atrasos dos colaboradores), pichações nos banheiros,
programa de sugestões, avaliação de desempenho, greves, conflitos
interpessoais e interdepartamentais, desperdícios de materiais, bem como,
queixas ao serviço médico.

3.1 Métodos para a Pesquisa de Clima Organizacional


Existem várias técnicas para a pesquisa do clima organizacional, como o
contato direto com os gestores e seus subordinados, entrevista de
desligamento, entrevistas do serviço social com os funcionários, programa de
sugestões, sistema de atendimento às queixas e reclamações, reuniões da
equipe de relações trabalhistas com os funcionários, linha direta com o
presidente, dentre outras. Mas a estratégia mais usada e que melhor apresenta
os resultados em relação ao clima é a pesquisa de clima organizacional.

3.2 Tipos De Pesquisa de Clima Organizacional


Dentre várias técnicas para a pesquisa de clima organizacional, é
possível identificar três que ocupam um lugar de destaque:
Entrevista: Entrevista individual com cada funcionário. Obtém respostas
verbais, bem como, a identificação de componentes não verbais dos
entrevistados. Porém quebra o anonimato da pessoa, podendo a surgir
influencias na avaliação desta em relação ao clima.
Painel de Debates: Entrevista caracterizada pela presença de um
entrevistador e vários entrevistados. Mais econômica que a pesquisa, e permite
que o funcionário levante um questionamento, e dê seu depoimento pessoal.
Porém há a quebra de anonimato e exige um espaço físico considerável para
acomodar todos os entrevistados.
Questionário: Caracteriza-se como a técnica mais recomendada e
utilizada para a análise do clima organizacional. Permite uma aplicação maciça,
mesmo que a os entrevistados estejam espalhados em uma grande área
geográfica; custo relativamente baixo; mantém o anonimato, e por isso torna-se
mais aceito para os entrevistados; permite o uso de questões abertas e
fechadas, e não utiliza um número elevado de perguntas/afirmativas; não exige
espaço físico determinado para sua aplicação, e possui o real feedback do
clima organizacional da instituição.

4 PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL DO TRABALHO

A POT é uma área aplicada da Psicologia que cresceu junto com o


processo de industrialização e surgiu com o objetivo de promover a saúde
mental, ou seja, diminuir o stress nas organizações de trabalho, melhorando as
relações que ali acontecem, pois as pessoas são afetadas por eventos e
processos que acontecem, caracterizam e transformam o mundo (ZANELLI et
al., 2004).
Ainda de acordo com o autor, cada vez mais cedo as pessoas entram na
escola e nela passam parte significativa de suas vidas preparando-se para um
papel social visto que o trabalho e as organizações estão presentes nas vidas
dessas pessoas. Em face disso o psicólogo ocupou-se de compreender e
intervir sobre fenômenos e processos relativos ao mundo do trabalho e das
organizações. “Explorar, analisar, compreender como interagem as múltiplas
dimensões que caracterizam a vida das pessoas, dos grupos e das
organizações, em um mundo crescentemente complexo e em transformação,
construindo a partir daí estratégias e procedimentos que possam promover,
preservar e reestabelecer a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas”
(ZANELLI et al. ,2004).

8 REFERÊNCIAS
BEE, Helen. O Ciclo Vital. Porto Alegre: Artmed, 1997.
LUZ, R. S. Gestão do Clima Organizacional. Rio de Janeiro: Qualitymark,
2003, 160p.

OSORIO, L. C., Grupos, Teorias e Práticas, acessando a era da


grupalidade. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

ZANELLI, J. C., BORGES-ANDRADE, J. E., BASTOS, A. V. B. Psicologia,


Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004, 616p.

ZIMERMAN, D. E. Fundamentos básicos das grupoterapias. Porto Alegre:


Artmed, 2000, 248p.

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