Verbo é a classe variável (varia em tempo, modo, número, pessoa) que expressa ação, estado,
fenômeno e processos em geral. O tempo se refere a quando ocorre a ação (Estudo, Estudei,
Estudarei), mas nem sempre o tempo verbal corresponde a um tempo cronológico real idêntico.
O modo indica a atitude da pessoa que fala em relação ao fato que enuncia.
Há três modos verbais: Indicativo (certeza),
Subjuntivo (dúvida/hipótese)
Imperativo (ordem/sugestão).
Para trabalharmos com verbos, temos que dominar um verbo de cada conjugação, que nos
sirva de modelo. Esse modelo vai nos dar a estrutura geral de qualquer conjugação e se
aplicará à maioria dos verbos.
Depois estudaremos as exceções que as bancas mais gostam de cobrar, como verbos
irregulares e anômalos.
Vamos usar como modelo os verbos amAr (1ª conjugação), bebEr (2ª conjugação), partIr (3ª
conjugação). Essas vogais (A, E, I) são chamadas de vogal temática e vão aparecer na maioria
das formas do verbo.
Além da flexão em pessoa e em número, os verbos também flexionam de acordo com o modo,
o tempo e a voz.
Modo: indicativo, subjuntivo ou imperativo.
Tempo: passado (pretérito), presente ou futuro.
Voz: ativa, passiva ou reflexiva.
De acordo com o modo utilizado, o tempo verbal pode se subdividir em mais de um tipo de
passado ou de futuro.
Modos verbais
Os modos verbais expressam a maneira como a ação verbal pode ou não se realizar,
indicando como a pessoa que fala enxerga essa ação e se relaciona com ela: há um tom de
certeza, dúvida ou ordem.
→ Modo indicativo
Expressa um fato certo de acontecer no presente, de ter acontecido no passado, de vir a
acontecer no futuro ou que viria a acontecer no futuro. Veja:
- Eu leio sempre.
- Nós líamos com muita frequência antigamente.
- Desse jeito, ela e o irmão lerão muito.
→ Modo subjuntivo
Expressa uma hipótese ou dúvida de que algo possa acontecer no presente, pudesse ter
acontecido no passado ou pode vir a acontecer no futuro. Observe:
- Mesmo que eu leia um livro por mês, não dará tempo de acabar o curso.
- Se ela lesse tanto quanto você, já conheceria muitas histórias.
- Quando nós lermos tudo isso, estaremos preparados!
→ Modo imperativo
Expressa ordem, conselho, pedido, proibição etc. Por isso, não apresenta a 1ª pessoa do
singular.
- Leia esse livro, é muito bom!
- Leiamos esses exemplos para entendermos melhor.
Tempos verbais
O tempo verbal indica o momento em que ocorre a ação expressa pelo verbo.
Há três tempos verbais básicos para isso:
Pretérito (ou passado): a ação do verbo ocorre antes do momento da fala.
Presente: a ação do verbo ocorre ao mesmo tempo que o momento da fala.
Futuro: a ação do verbo ocorre após o momento da fala.
→ Tempos verbais de acordo com o modo
De acordo com o modo (indicativo ou subjuntivo), há diferentes classificações de passado e de
futuro. Veja a seguir.
◆ Modo indicativo
Presente: a ação ocorre no momento da fala.
Ex.: Eu falo muito.
Pretérito perfeito: a ação ocorreu em momento anterior ao da fala e foi finalizada.
Ex.: Eu falei muito.
Pretérito imperfeito: a ação ocorria regularmente em momento anterior ao da fala.
Ex.: Eu falava muito.
Pretérito mais-que-perfeito: a ação ocorrera em momento anterior ao próprio
passado. É uma ação que ocorreu em um passado distante, o passado do passado.
Ex.: Quando o telefone tocou, eu já saíra de casa.
Futuro do presente: a ação ocorrerá em momento posterior ao da fala.
Ex.: Eu falarei no evento.
Futuro do pretérito: a ação ocorreria em momento posterior ao de uma situação do
passado, sendo o futuro do passado.
Ex.: Eu falaria no evento, mas ele foi cancelado.
◆ Modo subjuntivo
Presente: expressa a suposição de que a ação ocorra.
Ex.: Tomara que eu fale bem na apresentação!
Pretérito imperfeito: expressa a suposição de como seria se a ação ocorresse.
Ex.: Se eu falasse bem, faria a apresentação.
Futuro: expressa a suposição de quando a ação ocorrer.
Ex.: Quando eu falar, todos se surpreenderão!
◆ Modo imperativo
Presente: expressa a ordem, a proibição ou o conselho no momento da fala.
Ex.: Fale apenas quando necessário.
Formas nominais do verbo
O verbo apresenta formas nominais, que expressam a ação de maneira impessoal e
invariável, não estando conjugada, e, portanto, sem aplicação de modo e tempo verbal nem de
pessoa e número.
Infinitivo: a ação por si só. Ex.: cantar, beber, dirigir.
Gerúndio: a ação em execução. Ex.: cantando, bebendo, dirigindo.
Particípio: a ação finalizada. Ex.: cantado, bebido, dirigido.
Classificação dos verbos
Os verbos são classificados de acordo com o tipo de conjugação que têm.
Verbos regulares: apresentam conjugação padronizada, não havendo muitas
alterações nas formas com que são conjugados. As mudanças costumam se limitar
apenas ao radical de cada verbo. Ex.: amar, comer, decidir.
Verbos irregulares: apresentam conjugação fora do padrão, apresentando mudanças
mais frequentes entre um verbo e outro. Em alguns casos, até o radical pode mudar de
forma. Ex.: odiar, perder, sair.
Verbos anômalos: são verbos irregulares que apresentam conjugação completamente
irregular, não sendo possível estabelecer uma tendência em suas formas conjugadas.
Ex.: ser e ir.
Verbos abundantes: apresentam mais de uma conjugação para algumas de suas
formas. Ex.: algumas formas dos verbos aceitar, pagar, fazer, prender.
Verbos defectivos: não é possível conjugá-los em todas as pessoas, modos e tempos
verbais. Ex.: doer e colorir.
Verbos impessoais: são verbos defectivos que expressam ideias sem um sujeito,
sendo conjugados apenas na 3ª pessoa do singular. É o caso de fenômenos da
natureza (chover, ventar) e do verbo haver (sentido de existir).
Locuções verbais
Uma locução verbal ocorre quando há mais de uma palavra exercendo função de verbo no
enunciado. Geralmente, isso acontece quando dois ou mais verbos aparecem juntos. Veja:
Eles estão esperando a viagem para a Austrália.
→ Formação do Imperativo
Oração é uma construção linguística marcada pela presença de um verbo ou de uma locução
verbal. Diferentemente da frase, ela não precisa ter sentido completo.
Período é a frase organizada em uma ou mais orações. Como configura uma unidade sintática,
ele necessariamente tem que possuir sentido completo.
Termos da oração
Os termos da oração são palavras ou grupos de palavras que exercem alguma função sintática
dentro da oração. São divididos em:
- Termos essenciais (sujeito e predicado)
- Termos integrantes (complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva)
- Termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto)
Termos essenciais da oração
Sujeito: é o ser ou o fato sobre o qual o predicado faz uma declaração. Também é o
responsável pela conjugação do verbo e recebe várias classificações:
1. Sujeito simples: é o que apresenta apenas um núcleo explícito.
– Sua atitude foi brilhante.
2. Sujeito composto: é o que apresenta mais de um núcleo explícito.
– Os professores e os alunos reuniram-se no ginásio.
3. Sujeito oculto, elíptico ou desinencial: é o que apresenta um núcleo implícito, mas que pode
ser identificado facilmente por meio da desinência do verbo.
– Chegamos atrasados à festa. (sujeito oculto: nós)
4. Sujeito indeterminado: é aquele cujo núcleo é desconhecido e impossível de identificar
mesmo o verbo indicando que houve uma ação praticada por alguém.
– Disseram que você briga muito na escola. (Verbo na 3ª pessoa do plural)
– Precisa-se de professores. (Verbo T.I. + SE)
– Vive-se bem no interior (Verbo Intransitivo + SE)
– Aqui se está sempre feliz. (Verbo de ligação + SE)
5. Sujeito oracional: é aquele que aparece em forma de oração.
– Nota-se que todos gostam de você.
– É fundamental estudar para a prova.
– Quem ama, cuida.
6. Sujeito inexistente (oração sem sujeito): ocorre em orações com verbos impessoais. É o
único caso em que este termo essencial não aparece.
– Choveu muito durante o show.
– Nesta época do ano, faz muito frio em São Paulo.
– São 14 horas.
– Faz dois anos que não vejo meu amigo.
– Há 15 alunos na sala.
– Ontem, houve muitos aplausos na apresentação.
– Amanhã, haverá três aulas de Matemática.