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RELATÓRIO

O relatório final de estágio curricular supervisionado na Educação Infantil descreve as experiências vividas por Sara Estefany do Nascimento Ribeiro na Escola Municipal de Educação Infantil Adelana Noleto Bastos, em Balsas, Maranhão. O estágio, realizado com uma carga horária de 135 horas, incluiu observação, regência e um projeto de intervenção, focando no desenvolvimento integral das crianças de 5 anos. O documento destaca a importância do estágio na formação docente e as metodologias diversificadas adotadas pela escola para promover um ambiente de aprendizado acolhedor e estimulante.

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Hellen Guedes
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RELATÓRIO

O relatório final de estágio curricular supervisionado na Educação Infantil descreve as experiências vividas por Sara Estefany do Nascimento Ribeiro na Escola Municipal de Educação Infantil Adelana Noleto Bastos, em Balsas, Maranhão. O estágio, realizado com uma carga horária de 135 horas, incluiu observação, regência e um projeto de intervenção, focando no desenvolvimento integral das crianças de 5 anos. O documento destaca a importância do estágio na formação docente e as metodologias diversificadas adotadas pela escola para promover um ambiente de aprendizado acolhedor e estimulante.

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO – UEMA

CAMPUS DE BALSAS
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- DEDUC
CURSO DE PEDAGOGIA

SARA ESTEFANY DO NASCIMENTO RIBEIRO

RELATÓRIO FINAL: estágio curricular supervisionado na educação infantil

BALSAS
2025
SARA ESTEFANY DO NASCIMENTO RIBEIRO

RELATÓRIO FINAL: estágio curricular supervisionado na educação infantil

Relatório final para a conclusão da


disciplina de disciplina de Estágio
Curricular Supervisionado na
Educação Infantil do Sétimo Período
do Curso de Pedagogia da
Universidade Estadual do Maranhão.

Orientador: Prof. Me. Tatiana Alves de


Sousa Rodrigues.

BALSAS
2025
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO......................................................................................................... 6
2 DESENVOLVIMENTO..............................................................................................5
2.1 Campo de Estágio................................................................................................5
2.2 Atividades Desenvolvidas...................................................................................9
2.3 Avaliação das Atividades Desenvolvidas........................................................15
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................... 16
4 REFERÊNCIAS...................................................................................................... 19
5 APÊNDICES
6 ANEXOS
1 INTRODUÇÃO
O presente relatório tem por finalidade descrever e analisar as experiências
que foram vividas durante o estágio realizado na Escola de Educação Infantil
Adelana Noleto Bastos, localizada na cidade de Balsas, Maranhão. O estágio foi
realizado na etapa da Educação Infantil, que representa o espaço onde se dá início
à jornada escolar dos alunos, sendo fundamental para o crescimento das crianças e
para a formação que definirá o rumo de suas vidas. A prática educativa, tem como
propósito favorecer o desenvolvimento integral das crianças, estimulando suas
capacidades cognitivas, motoras, sociais e emocionais por meio de experiências
educativas significativas. Busca-se criar um ambiente acolhedor e desafiador que
incentive a curiosidade, a autonomia e a interação, preparando-as gradualmente
para os desafios da vida escolar.
O estágio integra o conjunto de práticas obrigatórias da disciplina de Estágio
Curricular Supervisionado na Educação Infantil, com uma carga horária de 135
horas, dividida em 65 horas de aulas teóricas, para apresentação da disciplina,
orientações e atividades complementares e 70 horas de prática para a realização do
estágio. Além disso, é orientado pela professora mestra Tatiana Alves de Sousa
Rodrigues. O estágio é uma importante etapa para a formação de educadores
capacitados, onde terão a oportunidade de colocar em prática as teorias que foram
apresentadas e discutidas em sala de aula.
O estágio foi realizado na turma de 5 anos, que corresponde ao Pré escola I,
durante o período de 29 de setembro a 22 de outubro de 2025, no turno vespertino.
A prática foi dividida em três momentos, sendo eles: a observação da sala de aula e
de toda a estrutura escolar, a regência e o projeto de intervenção que seria aplicado
em algum momento do estágio, baseado nas observações que foram realizadas. A
prática educacional tem como finalidade destacar competências e habilidades
necessárias à vivência de experiências didático-pedagógicas orientadas e
supervisionadas no âmbito da Educação Infantil. O foco está em valorizar o
desempenho criativo e profissional do docente que atua com crianças de 0 a 5 anos
em creches e pré-escolas, possibilitando a aplicação prática das orientações
pedagógicas presentes no Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil
(RCNEI) e nas Diretrizes Curriculares da Educação Infantil. E objetivos específicos:
busca-se reconhecer a importância do estágio supervisionado como parte essencial
da formação docente; investigar a realidade da escola campo, participando do
planejamento, execução e avaliação do processo de ensino-aprendizagem na
Educação Infantil; e refletir criticamente sobre as práticas pedagógicas
desenvolvidas pelos professores da Educação Infantil, tanto em sala de aula quanto
em outros espaços educativos.

2 DESENVOLVIMENTO

2.1 Campo de Estágio


A Escola Municipal de Educação Infantil Adelana Noleto Bastos está
localizada na rua Antônio Pereira da Rocha, no bairro São Luís da cidade de Balsas.
A instituição atende famílias residentes tanto no bairro quanto em outras regiões,
reflexo da qualidade do trabalho desenvolvido, o que torna a procura por vagas
bastante elevada. Em relação à estrutura, o Referencial Curricular Nacional para a
Educação Infantil (RCNEI) enfatiza a relevância de um espaço físico seguro,
acolhedor e adequado para favorecer o desenvolvimento integral das crianças.
Nesse sentido, o documento detalha as condições ideais para compor uma escola
que receba crianças em seus primeiros passos na trajetória educacional.
Durante o estágio, o ambiente escolar foi observado sob uma nova
perspectiva. A escola apresenta uma fachada bem preservada e, logo na entrada,
encontram-se a sala dos professores e a secretaria, onde atuam a diretora, a
coordenadora pedagógica e a secretária, sem que haja salas individuais para cada
uma delas. De acordo com informações fornecidas pela secretaria, a instituição
possui aproximadamente 392 alunos matriculados, entre 3 e 5 anos, distribuídos em
vinte turmas nos turnos matutino e vespertino, cada uma com cerca de vinte
crianças.
O espaço interno conta com dez salas de aula, todas decoradas com
materiais variados, em diferentes cores e tamanhos, o que torna o ambiente mais
atrativo e dinâmico para os pequenos. Cada sala dispõe de ar-condicionado, embora
alguns estejam com defeito, além de serem bem iluminadas e amplas, favorecendo
o processo de ensino-aprendizagem. A escola possui 11 (onze) banheiros, todos
com portas. Há também uma biblioteca climatizada, equipada com prateleiras cheias
de livros infantis, utilizada como recurso pedagógico e uma sala de vídeo, onde são
exibidos desenhos relacionados às temáticas trabalhadas em aula. Essa prática
contribui para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças, estimula a
criatividade e auxilia na construção de valores e conceitos básicos.
Na área externa, encontram-se uma cantina que oferece lanches variados e
saudáveis, um pátio amplo com brinquedos que formam um pequeno parque para
interação entre as turmas, além de um quintal nos fundos da escola com mais
opções de brinquedos. Conforme destaca Vygotsky (1991), os espaços de
recreação ao ar livre são fundamentais para o desenvolvimento motor, além de
promoverem atividades físicas que favorecem a saúde e o bem-estar infantil. De
maneira geral, a escola é bem cuidada e atende às necessidades essenciais das
crianças.
A equipe administrativa é composta pela diretora, coordenadora pedagógica e
secretária. A gestão demonstra organização, com funções e responsabilidades
claramente definidas, o que garante o bom funcionamento da instituição. Apesar
dessa divisão, observa-se uma prática colaborativa e de apoio mútuo entre os
membros. O planejamento anual é elaborado com base no calendário escolar da
Secretaria Municipal de Educação (SEMED), contemplando datas comemorativas,
reuniões com pais e professores, além de atividades pedagógicas, que podem ser
ajustadas conforme as circunstâncias.
No aspecto pedagógico, verificou-se que a escola adota metodologias
diversificadas, favorecendo o desenvolvimento integral das crianças. As práticas são
essencialmente lúdicas e os professores incentivam constantemente a participação
dos alunos. A avaliação ocorre por meio de observações, registros e anotações
sobre os avanços e o envolvimento das crianças, configurando um processo
contínuo e formativo. O planejamento pedagógico é construído coletivamente,
levando em consideração a faixa etária e as necessidades específicas de cada
turma, com atividades organizadas semanalmente.

2.2 Atividades Desenvolvidas

Durante o estágio, foram realizadas diferentes atividades, cuidadosamente


organizadas e aplicadas com a finalidade de promover um aprendizado capaz de
estimular nas crianças a curiosidade e o desejo de participar, favorecendo assim o
envolvimento delas no processo de aprendizagem dentro da sala de aula. A prática
foi realizada na turma de 5 anos “I”, no turno vespertino, e na primeira semana
ocorreu a observação da sala de aula. Durante a observação, foi analisada o
comportamento das crianças e sua interação com as professoras, a forma que as
aulas eram ministradas, além de identificar as problemáticas da turma. A turma é
composta por 20 crianças, sendo 10 meninos e 10 meninas, que ficam sob a
responsabilidade de duas professoras, uma é regente, que passa a maior parte da
semana com eles e a outra é volante, que tem horários na quarta (a tarde inteira),
quinta (uma aula) e na sexta (três aulas). Ao dialogar com as professoras,
evidenciou-se que uma parcela das crianças é criada por mães solo, o que torna a
realidade familiar, especialmente no que diz respeito ao acompanhamento escolar,
marcada por instabilidade.
Observou-se ainda que apenas um número reduzido de famílias participa de
maneira efetiva da vida escolar dos filhos, constata-se que algumas crianças
apresentam determinadas dificuldades no processo de aprendizagem, em parte
porque alguns pais encaram a creche apenas como um espaço de guarda,
acreditando que a instituição deve assumir integralmente responsabilidades que
extrapolam o âmbito escolar. Dessa forma, muitas vezes as professoras acabam
desempenhando funções que deveriam ser atribuídas à família.
Compreende-se também que parte das famílias pertence a classes
economicamente desfavorecidas, sobrevivendo apenas com um salário-mínimo.
Apesar das limitações enfrentadas, a maioria das crianças demonstrou um
desenvolvimento compatível com o esperado, concluindo as atividades propostas e
revelando entusiasmo durante o processo de aprendizagem, ainda que alguns
apresentem maior dificuldade.
Durante a supervisão das aulas, verificou-se que as docentes possuem plena
competência para atuar na Educação Infantil. Elas elaboram planejamentos
pedagógicos ajustados às necessidades da turma e às dificuldades individuais,
buscando, sempre que possível, manter a fidelidade ao planejamento inicial.
Contudo, devido à natureza dinâmica e desafiadora do trabalho com crianças,
situações inesperadas podem surgir, tornando inviável a manutenção absoluta
dessa conformidade.
Além disso, as professoras utilizam uma linguagem clara e adequada à faixa
etária, demonstrando domínio do conhecimento, segurança e transmitindo
confiança. Por meio de suas atitudes, incentivam as crianças a alcançarem os
objetivos estabelecidos. É notório que cultivam verdadeiro apreço pela profissão,
empenhando-se em adotar estratégias inovadoras para trabalhar os conteúdos,
recorrendo a pesquisas e à criação de recursos que enriquecem a prática
pedagógica. Aliando empatia e cuidado, transformam o ambiente escolar em um
espaço acolhedor e seguro, favorecendo o desenvolvimento integral das crianças.
Na segunda semana, a regência da sala de aula foi assumida, ocasião em
que a professora me concedeu autonomia para conduzir as aulas, apresentando-me
às crianças e informando que a estagiária estaria responsável pelo comando. Para
iniciar, foi realizada uma acolhida, na qual as crianças foram convidadas a se sentar
no chão, diante de um mural exposto no quadro com a mensagem “Sejam bem-
vindos”. Nesse momento, também foram utilizadas músicas de recepção, como “Boa
tarde com alegria”, seguidas de uma oração coletiva.
Posteriormente, realizou-se uma observação conjunta de aspectos cotidianos,
como o clima, a quantidade de alunos presentes, o mês, o número correspondente e
o dia da semana.
Em seguida,
deu-se início à
retomada
dos numerais já
trabalhados
nas semanas
anteriores,
por meio de um
cartaz com a
sequência
numérica aprendida até então. Para essa atividade, foram utilizadas cartolinas e
E.V.A, confeccionados em formato de bolsos, nos quais as crianças poderiam inserir
palitos de sorvete e, posteriormente, registrar a sequência numérica.
Fonte: Arquivo pessoal

Por fim, foi solicitado que cada criança colocasse nos bolsos a quantidade de
palitos correspondente ao número indicado. E após isso foi passado uma atividade
do livro página 162 onde atividade prosseguiu com a observação de imagens,
contagem, enumeração de caranguejos e pintura conforme legenda, estimulando o
raciocínio lógico e a atenção.

Fonte: Arquivo pessoal

Na continuidade das atividades, no dia seguinte, o número 17 foi retomado


em continuidade ao trabalho anterior. O encontro iniciou-se com uma acolhida,
utilizando a música “Eu vou para a escola”, seguida da contagem dos alunos
presentes, da observação das condições climáticas e do registro da data, a aula foi
seguida com a entrega de uma atividade na folha A4 com o número 17 impressos
em tamanho grande, onde foi pedido para todas as crianças que passem o dedo
indicador em cima desse número e, em seguida, façam o movimento dele no ar.
depois, que pinotasse com tinta guache o número todo. Em uma atividade
complementar, cada criança recebeu o número 17 em tamanho ampliado e realizou
o contorno utilizando cola e pedaços de EVA picado. Essa proposta favoreceu o
desenvolvimento da motricidade fina e reforçou a associação do numeral à sua
representação gráfica.

Fonte: Arquivo pessoal

No decorrer da semana, foi vivenciada a semana da criança, marcada por


atividades comemorativas e lúdicas. Entre as ações realizadas, destacou-se a roda
de conversa sobre “O que é ser criança”, momento que favoreceu a expressão oral e
contribuiu para o fortalecimento da autoestima dos alunos. Em outro momento,
ocorreu o desfile da “Mochila Maluca”, atividade que despertou grande expectativa e
envolvimento da turma. Também foi promovido o desfile do brinquedo favorito,
acompanhado de apresentações teatrais e da divertida proposta do “Cabelo
Maluco”, que ampliou a participação e o entusiasmo das crianças.
Fonte: Arquivo pessoal

Nos dias seguintes, a rotina da turma manteve-se organizada a partir dos


rituais de acolhida e da conversa inicial, momentos que favorecem a socialização e a
preparação das crianças para as atividades propostas. Nesse contexto, teve início o
Projeto sobre Alimentação Saudável, cuja temática foi introduzida por meio de uma
explanação dialogada sobre a relevância da adoção de hábitos nutricionais
adequados.
Para enriquecer a compreensão, os alimentos foram apresentados através de
imagens ilustrativas, permitindo que as crianças identificassem quais opções eram
consideradas saudáveis e reconhecessem as diferentes famílias dos alimentos.
Durante esse processo, exploraram também as classificações de sabor doce,
salgado, azedo e amargo, ampliando seu repertório sensorial e conceitual. A partir
dessa narrativa, as crianças refletiram sobre a importância das frutas na alimentação
e, em seguida, realizaram uma atividade inspirada na obra do artista Romero Britto.
Cada aluno recebeu a representação de uma maçã e foi orientado a pintar as partes
correspondentes seguindo rigorosamente as cores e os espaços indicados,
exercitando a atenção, a criatividade e o respeito às orientações visuais.

Fonte: Arquivo pessoal

Na continuidade das atividades, retomou-se a sequência dos numerais,


revisando coletivamente no quadro os números de 1 a 17 junto às crianças. Em
seguida, foi introduzido o numeral 18, que passou a ser o foco do trabalho. Para
consolidar o aprendizado, os alunos receberam um cartaz ampliado com o número
18. Organizados em equipes, utilizaram diferentes materiais recortados como EVA,
cartolina e papel colorido, para preencher o contorno do numeral. Cada grupo ficou
responsável por colar uma parte desses elementos, até que o número fosse
totalmente completado.
A proposta, além de favorecer a associação visual e concreta ao novo
numeral, estimulou a cooperação entre os colegas, o exercício da paciência ao
aguardar a vez e o desenvolvimento do trabalho em equipe, aspectos fundamentais
para a convivência e para a aprendizagem coletiva.

Fonte: Arquivo pessoal


Para consolidar o aprendizado, foram propostas atividades do livro didático,
nas páginas 164 e 165. Na primeira, os alunos deveriam numerar os ratos de 1 a 18,
em seguida, representar o valor pintando uma dezena na cor cinza e oito unidades
na cor amarela. Na segunda atividade, trabalhou-se a oralidade por meio da leitura e
recitação da frase “O palhaço Fubá, vai ali e volta já”. Após esse momento, os
estudantes foram orientados a circular 10 palhaços e marcar com um ponto grande
os outros 8, exercitando a contagem, a atenção e a associação entre número e
quantidade.
Essas atividades são de grande importância, pois reforçam a compreensão do
sistema de numeração decimal, estimulam a oralidade e a memória, além de
promoverem concentração, raciocínio lógico e o desenvolvimento integral das
crianças.

Fonte: Arquivo pessoal

Para encerrar a quinzena, deu-se continuidade ao trabalho voltado para a


alimentação saudável, explorando aspectos como cores, formas, texturas, sabores e
grupos alimentares. As crianças tiveram a oportunidade de compartilhar suas
experiências pessoais relacionadas aos alimentos, favorecendo a troca de vivências
e a valorização de hábitos nutritivos.
Na sequência, foi exibido um vídeo educativo que reforçou a importância dos
alimentos saudáveis e explicou de onde eles vêm, ampliando a compreensão das
crianças sobre o tema. Após esse momento, realizou-se uma atividade prática: cada
aluno recebeu figuras de alimentos variados como saudáveis e não saudáveis,
diante da imagem de uma cesta ilustrada, deveria selecionar e colar apenas frutas,
verduras e legumes, organizando-os de acordo com suas cores.
Por fim, cada criança escolheu a representação de uma fruta, legume ou
verdura de sua preferência para colorir, atividade que foi acompanhada de uma roda
de conversa sobre a importância de manter uma alimentação equilibrada. Essa
proposta reforçou a vivência prática da alimentação nutritiva, estimulando o
compartilhamento, a consciência alimentar e a valorização de escolhas saudáveis.

Fon t
e :
Arquivo pessoal.

Na segunda quinzena, foi apresentado o número 19. O encontro iniciou-se


com uma acolhida musical, utilizando a canção “Acolhida”, seguida das músicas “A
Dona Aranha” e “Meu Pintinho Amarelinho”. Em continuidade, realizou-se a
contagem dos alunos presentes, a observação das condições climáticas e o registro
da data.
Para introduzir o novo numeral, foi preparada uma caixa surpresa decorada,
cuja intenção era despertar a curiosidade das crianças, incentivando-as a fazer
suposições e tentar adivinhar o que havia dentro. Após esse momento de
expectativa, revelou-se o número 19, que foi apresentado à turma. Em seguida, os
alunos foram convidados a acompanhar a contagem oral de 1 até 19, reforçando a
sequência numérica.
Na parte prática, cada criança recebeu pedaços de papel crepom e,
organizadas em roda no chão, preencheram coletivamente a forma do número 19. A
atividade possibilitou explorar a coordenação motora fina, o trabalho em grupo, o
raciocínio lógico, além de estimular a paciência e a cooperação entre os colegas. O
desempenho das crianças foi bastante positivo, demonstrando envolvimento,
entusiasmo e avanço na compreensão do novo numeral.
Fonte: Arquivo pessoal.

Para reforçar o aprendizado do número 19, foi realizada uma atividade prática
e lúdica. A proposta iniciou-se com a leitura e recitação coletiva da quadrinha
“Pipoquinha”, que trouxe ritmo e diversão ao momento. Em seguida, os alunos foram
convidados a desenhar 19 pipocas pulando dentro da panela, estimulando a
contagem, a criatividade e a associação entre número e quantidade. Na parte
inferior da atividade, as crianças também praticaram a escrita do número 19 em
diversos quadrinhos, favorecendo o reconhecimento gráfico e a coordenação motora
fina.

Fonte: Arquivo pessoal.

Ao longo de todo o período, foi evidente o interesse, a participação ativa e o


envolvimento espontâneo dos alunos em cada proposta. Todas as atividades foram
pensadas para promover a exploração criativa, o engajamento coletivo e o
desenvolvimento global da turma, respeitando os ritmos individuais e fortalecendo o
vínculo com o conhecimento de forma significativa.
2.3 Avaliação das Atividades Desenvolvidas

Durante o estágio, enfrentei diversos desafios, principalmente no início, já que


não possuía experiência prévia com regência. A adaptação ao ritmo da turma e às
exigências do ambiente escolar foi a maior dificuldade, pois a realidade da sala de
aula se mostrou muito diferente do que eu imaginava. Lidar com crianças exige
paciência, empatia e criatividade, e cada situação vivida foi um exercício constante
de aprendizado e crescimento pessoal. Aos poucos, fui compreendendo melhor a
dinâmica da turma e vislumbrando o tipo de profissional que desejo me tornar.
Ao longo das atividades, foi perceptível o entusiasmo e a curiosidade das
crianças. As propostas foram realizadas com dedicação e boa vontade, e de
maneira geral, o ritmo da turma favoreceu a execução das tarefas. O que
inicialmente parecia um grande desafio tornou-se mais leve após minha adaptação,
especialmente porque recebi apoio e feedbacks positivos da professora regente, que
esteve sempre presente para orientar, esclarecer dúvidas e oferecer conselhos.
Essa troca foi essencial para minha evolução, e ficou evidente o quanto cresci a
partir das avaliações realizadas pela docente.
O estágio se mostrou uma etapa fundamental na formação docente, pois me
permitiu vivenciar situações reais do cotidiano escolar e compreender a
complexidade da Educação Infantil. A interação com outros profissionais também foi
enriquecedora, proporcionando uma troca de experiências que ampliou meu
repertório pedagógico e fortaleceu minhas habilidades de comunicação, organização
e mediação.
Confesso que essa experiência foi muito significativa para mim. Pude sentir e
ver de perto o cotidiano escolar, e me apaixonei pelas crianças, pelo carinho e pela
forma como se envolvem nas atividades. Não foram dias fáceis, mas esse contato
direto com o meio escolar me fez refletir profundamente sobre a Educação Infantil e
reafirmar a importância do estágio durante o período de formação. É nesse espaço
que compreendemos, na prática, que a pedagogia vai muito além da teoria: ela é
feita de afeto, dedicação, criatividade e compromisso com o desenvolvimento
integral da criança.
Assim, concluo que cada desafio enfrentado se transformou em aprendizado
e cada conquista reforçou minha escolha profissional. O estágio não apenas ampliou
meus conhecimentos, mas também reafirmou minha convicção de que a Pedagogia
é perfeita, pois une amor, responsabilidade e transformação contínua.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estágio na Educação Infantil representa uma etapa essencial na formação
do futuro docente, pois possibilita a articulação entre teoria e prática, consolidando
os conhecimentos adquiridos em sala de aula. A Educação Infantil corresponde ao
início da trajetória escolar da criança e estabelece os fundamentos necessários para
aprendizagens posteriores. É nesse período que os pequenos começam a assimilar
valores e princípios que serão continuamente desenvolvidos ao longo da vida.
A vivência proporcionada pelo estágio favoreceu uma compreensão mais
ampla e dinâmica da rotina escolar, oferecendo à acadêmica uma nova visão acerca
do processo educativo. Durante esse percurso, foram realizadas diversas atividades
que utilizaram a ludicidade como recurso pedagógico, permitindo o aprimoramento
de competências indispensáveis à prática docente, como o planejamento de aulas, a
organização da sala e a adaptação de estratégias de ensino conforme as
necessidades específicas de cada turma.
Em síntese, o estágio desempenhou papel fundamental no fortalecimento da
formação profissional, ao proporcionar contato direto com a realidade da prática
pedagógica e seus desafios, bem como ao possibilitar a assimilação da dinâmica de
uma sala de aula e das demandas próprias das crianças. Além disso, a experiência
contribuiu para o desenvolvimento de habilidades interpessoais e comunicativas,
essenciais para a interação com os alunos, e favoreceu a identificação de
obstáculos pedagógicos que poderão surgir na atuação futura, indicando caminhos
para superá-los.
De modo geral, o estágio prepara o discente para exercer a docência com
responsabilidade e competência, tornando-o capaz de inspirar as crianças e
oferecer-lhes um ambiente acolhedor, estimulante e rico em aprendizagens, sempre
em busca de seu desenvolvimento integral.
REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria I.; PIMENTA, Selma G. Estágios supervisionados na formação


docente. São Paulo: Cortez, 2014

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Referencial Curricular Nacional


para Educação Infantil. Brasília, DF: MEC, 1998.
APÊNDICES
APÊNDICE B – Encerramento da semana da criança, 2025
APÊNDICE C – Aplicação
do Projeto de
Intervenção, 2025
APÊNDICE D – Caixas da
alimentação saudáveis e
trilha da alimentação
(projeto de intervenção),
2025
APÊNDICE E – Alunos participando da dinâmica das caixas da alimentação
saudáveis e trilha da alimentação, 2025
APÊNDICE F – Encerramento do
Projeto: com uma mesa recheada de
alimentos saudáveis, 2025
ANEXOS
ANEXO A – PLANO DE AULA

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