E Emergiam À Superfície. A Palavra "Vulcão" Deriva de "Vulcano", Nome Do Deus Do
E Emergiam À Superfície. A Palavra "Vulcão" Deriva de "Vulcano", Nome Do Deus Do
Quais os
seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos estão actualmente em
erupçãlcões se formavam devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra
e emergiam à superfície. A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do
fogo na mitologia romana. NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não
pode ignorar Héctor Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem
formar-se de duas formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o
movimento contínuo das placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os
chamados pontos quentes, onde o material incandescente emerge pontualmente
numa zona específica do planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões
costumam ter origem nas suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a
primeira ocorre nas zonas de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica
oceânica e uma placa continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa
do que a segunda, acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta
afunda-se, formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à
enorme fricção e à perda de água da crosta subduzida, as rochas fundem-se, gerando
magma, o qual sobe devido à diferença de temperatura e densidade, dando origem a
erupções vulcânicas e, com estas, novos vulcões. É este o caso da Cordilheira dos
Andes, com os seus numerosos vulcões, que se formou devido à colisão de placa de
Nazca (sobre as águas do Oceano Pacífico) com o continente sul-americano há
milhares de anos. Também se formam vulcões nas zonas de convergência quando
duas placas oceânicas colidem. Neste caso, forma-se nas extremidades de ambas as
placas aquilo que se conhece por arco vulcânico – por outras palavras, um conjunto de
vulcões que, com o passar do tempo, pode aparecer à superfície do oceano sob a
forma de ilhas. É o caso do arco vulcânico indonésio, das Antilhas Menores ou do
conjunto de ilhas do Japão. Vulcões: o que são e como se formam O que é um vulcão?
Como se forma? Quais os seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos
estão actualmente em erupção? Preparámos-lhe um guia sobre vulcões, onde lhe
respondemos a estas e a outras questões. Héctor Rodríguez JORNALISTA E EDITOR DE
CIÊNCIA E NATUREZA ACTUALIZADO A 4 DE DEZEMBRO DE 2023, 15:50 Partilhar O que
é um vulcão? Como se formam os vulcões? Componentes de um vulcão Quantos tipos
de vulcão existem? Quantos vulcões há no mundo Quantos vulcões existem em
Portugal Vulcões actualmente em erupção O QUE É UM VULCÃO? Um vulcão é,
basicamente, uma abertura ou fenda na crosta terrestre ligada a uma câmara
magmática através da qual os materiais incandescentes sob a forma de magma (lava,
gás e líquidos a altas temperaturas) existentes no interior de um planeta emergem,
acumulando-se à sua superfície. Assine a revista National Geographic agora por
apenas 1€ por mês. Saber mais Desde quando os vulcões fascinam os seres
humanos? Como parece sugerir a alegada representação mais antiga de um vulcão,
descoberta na gruta de Chauvet-Pont d'Arc, no sul de França, com 36.000 anos de
idade, os vulcões são estruturas geológicas conhecidas e temidas desde a pré-história.
Também foram descritos por gregos e romanos. Com efeito, Aristóteles defendia que
os vulcões se formavam devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra e
emergiam à superfície. A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do fogo
na mitologia romana. NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não pode
ignorar Héctor Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem
formar-se de duas formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o
movimento contínuo das placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os
chamados pontos quentes, onde o material incandescente emerge pontualmente
numa zona específica do planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões
costumam ter origem nas suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a
primeira ocorre nas zonas de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica
oceânica e uma placa continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa
do que a segunda, acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta
afunda-se, formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à
enorme fricção e à perda de á EREZ MAROM / CORDON PRESS Fagradalsfjall, Islândia
Os vulcões também surgem em zonas de divergência, isto é, nos locais da crosta
terrestre onde duas placas se separam: aqui, a litosfera quebra-se, ou enfraquece,
deixando aflorar o magma do interior da Terra. Nestas ocasiões, o magma sobe,
impulsionado pelas correntes de convecção. São magmas pouco viscosos que, em
geral, provocam erupções de baixa explosividade, formando os chamados vulcões de
rift. Um bom exemplo disto é o Vale do Rift, situado na região oriental de África.
NOTÍCIAS RELACIONADAS A surpreendente origem dos vulcões da Turquia RICHARD
KEMENY Os vulcões também podem surgir longe das extremidades das placas, nos
chamados pontos quentes vulcânicos. Estes pontos quentes resultam da presença
das plumas de manto ou plumas mantélicas, ou seja, colunas estreitas de material
incandescente fundido provenientes do manto que emergem até à superfície. Se uma
destas plumas vulcânicas aflorar no oceano, formará um vulcão submarino, que, ao
alcançar a superfície, se transformará numa ilha vulcânica. Além disso, como a crosta
se desloca sobre o manto terrestre e sobre as plumas, este tipo de vulcanismo
costuma dar origem à formação de cadeias de ilhas vulcânicas, como as ilhas do
Hawai ou o arquipélago das Canárias. Estas plumas também podem formar-se sob a
placa continental, como sucede no Parque Nacional de Yellowstone, sob o qual se
encontra uma das maiores câmaras de magma do nosso planeta e repousa um
supervulcão inquietantemente activo, já adormecido há cerca de 640.000 anos.
NOTÍCIAS RELACIONADAS Debaixo de Yellowstone Brian Skerry, Nina Strochlic
COMPONENTES DE UM VULCÃO A vulcanologia estuda as dinâmicas geológicas
associadas aos vulcões e um dos elementos bem conhecidos são as diferentes
componentes observáveis. Embora existam vulcões com diversos tamanhos e formas,
é possível identificar uma série de elementos comuns a todos. Vejamos os principais
componentes de um vulcão: Uma das partes mais importantes e definidoras de um
vulcão é a câmara magmática, igualmente denominada câmara de magma. A câmara
magmática é um grande depósito de rocha fundida (magma) que se encontra sob a
crosta terrestre, sujeito a uma grande pressão. Mais cedo ou mais tarde, esta pressão
acabará por fracturar as rochas em seu redor. Se estas fracturas encontrarem um
caminho até a superfície, darão origem a uma erupção vulcânica. Pelo contrário, se o
magma arrefecer e solidificar antes de alcançar o exterior, formar-se-á um plutão, ou
seja, uma grande massa rochosa encaixada na crosta terrestre. ISTOCK Tungurahua,
Equador. Outro elemento essencial é a chaminé vulcânica. Trata-se de uma conduta
ou galeria principal, geralmente vertical, que liga a câmara magmática de alguns
vulcões à superfície da crosta terrestre. Pode ter origem a 200 quilómetros de
profundidade e costuma atravessar as zonas mais fracas da crosta, através das quais o
magma abre caminho mais facilmente. A cratera é a abertura do vulcão,
correspondendo ao ponto onde a chaminé vulcânica entra em contacto com a
superfície e através do qual o magma jorra do interior da Terra. A expulsão de material a
partir do interior da Terra forma o cone vulcânico, uma edificação de materiais nas
margens da cratera causada pela acumulação de lava, piroclastos e cinza expelidos
por um vulcão. A lava é rocha silicatada suficientemente quente para estar em estado
líquido, que é expelida por um vulcão à superfície da crosta. A temperatura à qual
emerge do interior de Terra costuma situar-se entre os 700º C e os 1.200º C. Depois de
ser expelida do interior do vulcão, a lava forma escoadas,que podem receber
diferentes nomes segundo a sua viscosidade, teor de silício e comportamento
mecânico. Os respiradouros, ou chaminés secundárias, formam-se nos grandes
vulcões. Devido à grande dimensão destes vulcões, o magma pode deslocar-se através
de fendas novas e alcançar a superfície através de condutas mais pequenas chamadas
respiradouros. Junto à saída destes respiradouros pode ocorrer acumulação de
material sob a forma de cones mais pequenos que recebem o nome de cones
secundários. Outro elemento fundamental dos vulcões é o fluxo piroclástico ou
correntes de densidade, que são fluxos rápidos de gás e alguns elementos sólidos,
como rochas e cinzas, que se afastam do vulcão, geralmente ao nível do solo, a altas
velocidades (até 750 km por hora) e a temperaturas que podem atingir os 1.000º C.
Devido ao seu elevado poder destrutivo, esta é uma das maiores ameaças associadas
a um vulcão. Quando ocorre uma erupção vulcânica, é habitual formar-se uma nuvem
de cinzas ou nuvem vulcânica, que, como o nome indica, é formada por cinzas,
pequenos pedaços de rocha pulverizada, vidro vulcânico e gases gerados por uma
erupção vulcânica. Devemos recordar que, em vulcanologia, o termo cinza está
restringido às partículas de rocha e mineral com menos de 2 milímetros de diâmetro
expelidas através de uma abertura vulcânica. Por fim, uma das componentes de um
vulcão e das erupções vulcânicas são as denominadas bombas vulcânicas ou
piroclastos, ou seja, projécteis de maiores dimensões do que as cinzas. São
fragmentos que medem mais de 64 milímetros de diâmetro, embora já se tenham
registado bombas vulcânicas com várias dezenas de metros. Costumam sair do vulcão
em estado viscoso ou semi fundido, mas arrefecem e solidificam antes de tocar no
solo e podem voar vários quilómetros a partir do centro da erupção. SALVATORE
ALLEGRA / AP IMAGES Etna, Itália. QUANTOS TIPOS DE VULCÃO EXISTEM? Segundo a
sua morfologia, os vulcanólogos distinguem 4 tipos de vulcão: • Cones de escória: Os
vulcões mais simples que existem, formados pela acumulação de material vulcânico
nas margens de uma chaminé vulcânica. É o vulcão mais comum no imaginário
colectivo devido à sua forma cónica típica, rematado, na maioria dos casos, por uma
cratera. Costumam ser vulcões pequenos, geralmente associados a outros maiores,
embora o seu tamanho possa variar entre dezenas e centenas de metros de diâmetro e
altura. Um dos vulcões mais famosos desta categoria é o Paricutín, no México, que
entrou em erupção em 1943 num milheiral e, em nove anos, ergueu um cone de cinzas
que se elevou 2.800 metros acima do nível do mar. • Estratovulcões: algumas das
maiores montanhas do mundo são vulcões. Falamos nos chamados estratovulcões,
ou vulcões compostos, muito comuns em zonas de subducção. Geralmente, são
vulcões muito altos e com encostas ingremes, formadas pela acumulação periódica de
material vulcânico: lava, cinzas, blocos, piroclastos ou bombas vulcânicas. Trata-se de
um vulcão do tipo cónico e, como o próprio nome indica, é formado por múltiplas
camadas de lava endurecida – geralmente, muito viscosa e de rápida solidificação –
organizada em estratos. Entre alguns dos estratovulcões mais famosos do mundo
conta-se o Monte Fuji, no Japão, e o Monte Santa Helena, nos EUA. O maior
estratovulcão da Terra é o vulcão Nevado de Ojos del Salado, no Chile, o qual,
erguendo-se 6.960 metros acima do nível do mar, é também o vulcão mais alto do
planeta. • Vulcões em escudo: ao contrário dos cones de escória e dos estratovulcões,
e alcançando igualmente grandes dimensões, os vulcões em escudo caracterizam-se
pela sua encosta pouco acentuada. Isso deve-se ao facto de os vulcões em escudo se
formarem a partir de lavas fluidas, que podem percorrer grandes distâncias em todas
as direcções antes de solidificarem, e que podem jorrar de uma chaminé principal ou
de várias fendas secundárias do próprio vulcão. Como o seu nome indica,
assemelham-se claramente ao escudo de um guerreiro. Alguns dos maiores vulcões
do mundo são vulcões de escudo. É, por exemplo, o caso das ilhas do Hawai,
formadas por uma cadeia de vulcões de escudo, entre os quais se encontram os
famosos Kilauea e Mauna Loa, o maior vulcão activo da actualidade, e o Pūhāhonu, o
maior vulcão em escudo do mundo. • Domos de lava: os domos de lava são vulcões
imprevisíveis. São gerados por fluxos de lava tão viscosa que é demasiado espessa
para fluir através de uma chaminé ou respiradouro de um vulcão. Estes domos
formam-se no exterior dos vulcões quando a lava de camadas inferiores é empurrada e
podem assumir o formato de espigões pontiagudos, pétalas de flores, línguas
assimétricas ou queques. Os domos de lava, que podem alcançar centenas de metros
de altura, crescem frequentemente nas encostas de grandes vulcões e até nas suas
crateras, nas quais podem formar um tampão, dando, por vezes, origem a erupções
explosivas. Alguns dos vulcões do tipo domo de lava mais famosos do mundo são o
Monte Marapi, na Indonésia, e o Vulcão Santa Maria, na Guatemala. QUANTOS
VULCÕES HÁ NO MUNDO? Segundo os dados do Serviço Geológico dos EUA (USGS),
existem actualmente 1.350 vulcões activos, dos quais 500 entraram em erupção nos
últimos 12.000 anos. Para um vulcão ser considerado activo deve ter demonstrado
actividade nos últimos 10.000 anos. A maioria dos vulcões da actualidade encontram-
se concentrados no Anel de Fogo do Pacífico. Em termos de países, aqueles onde
existem mais vulcões são os EUA, a Indonésia, o Japão, a Rússia e o Chile. GTRES
Kilauea, Hawai. QUANTOS VULCÕES EXISTEM EM PORTUGAL? Neste momento, em
Portugal, só podemos encontrar vulcões activos no arquipélago dos Açores e ao largo
da costa. Nos Açores, contam se 26 sistemas vulcânicos activos, incluindo
submarinos, embora a maioria sem dar sinal de vida há séculos. No conjunto das nove
ilhas, apenas Santa Maria não tem qualquer vulcão activo. A memória mais recente de
um vulcão a entrar em erupção no nosso país remete-nos para treze meses intensos
em meados do século XX na ilha do Faial. A última erupção do Vulcão dos Capelinhos
deu-se a 24 de Outubro de 1958. A Madeira não tem vulcões activos. NOTÍCIAS
RELACIONADAS Série “Da nossa estante”: Leve lava Paulo Rolão VULCÕES
ACTUALMENTE EM ERUPÇÃO Apesar de parecer simples, é difícil afirmar quantos
vulcões estão actualmente em erupção. Segundo os dados fornecidos pelo Programa
de Vulcanismo Global do Instituto Smithsonian, que se dedica a documentar os
vulcões da Terra e a sua história eruptiva nos últimos 10.000 anos, existem até 20
vulcões em erupção em simultâneo enquanto lê estas linhas. No entanto, o número de
vulcões activos depende da escala de tempo contemplada, razão pela qual as opiniões
diferem consoante os vulcanólogos. Estes são alguns dos números propostos pelo
Instituto Smithsonian, segundo a última actualização da sua base de dados: Vulcões
em erupção neste momento: 48 Vulcões que entraram em erupção em 2022: 54
Vulcões que entraram em erupção em 2021: 75 Vulcões que entraram em erupção em
2021: 68 Vulcões com erupções históricas confirmadas: 557 Vulcões com erupções
confirmadas durante o Holoceno (últimos 10.000 anos): 860 SAÚL SANTOS Em
Espanha, por exemplo, o último vulcão a entrar em erupção, em 2021, foi o localizado
no Parque Natural Cumbre Vieja, na ilha canária de La Palma. LISTA DE VULCÕES EM
ERUPÇÃO: Vulcão Wolf, Equador. Em erupção desde 6 de Janeiro de 2022 Vulcão
Ambae, Vanuatu. Em erupção desde 5 de Dezembro de 2021 Vulcão Turrialba, Costa
Rica. Em erupção desde 3 de Novembro de 2021 Vulcão Kavachi, Ilhas Salomão. Em
erupção desde 2 de Outubro de 2021 Vulcão Kilauea, EUA. Em erupção desde 29 de
Setembro de 2021 Vulcão Pavlof, EUA. Em erupção desde 5 de Agosto de 2021 Vulcão
Rincón de la Vieja, Costa Rica. Em erupção desde 18 de Junho de 2021 Vulcão Great
Sitkin, EUA. Em erupção desde 25 de Maio de 2021 Vulcão Telica, Nicarágua. Em
erupção desde 21 de Abril de 2021 Vulcão Semisopochnoi, Estados Unidos. Em
erupção desde 2 de Fevereiro de 2021 Vulcão Marapi, Indonésia. Em erupção. Vulcão
San Cristóbal. Nicarágua. Indonésia. Em erupção desde 27 de Dezembro de 2020
Vulcão Lewotolok, Indonésia. Em erupção desde 27 de Novembro de 2020 Vulcão
Karymsky, Rússia. Indonésia. Em erupção desde 17 de Março de 2020 Vulcão Sangay,
Equador. Indonésia. Em erupção desde 26 de Março de 2019 Vulcão Tinakula, Ilhas
Salomão. Indonésia. Em erupção desde 8 de Dezembro de 2018 Vulcão Karangetang,
Indonésia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Novembro de 2018 Vulcão Barren
Island, Índia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Setembro de 2018 Vulcão
Nyamulagira, República Democrática do Congo. Em erupção desde 18 de Abril de 2018
Vulcão Kadovar, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 5 de Janeiro de 2018 Vulcão Ol
Doinyo Lengai, Tanzânia. Em erupção desde 9 de Abril de 2017 Vulcão Aira, Japão. Em
erupção desde 25 de Março de 2017 Vulcão Sabancaya, Peru. Em erupção desde 6 de
Novembro de 2016 Vulcão Nevados de Chillán, Chile. Em erupção desde 8 de Janeiro
de 2016, Vulcão Langila, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 22 de Outubro de 2015
Vulcão Masaya, Nicarágua. Em erupção desde 3 de Outubro de 2015 Vulcão Tofua,
Tonga. Em erupção desde 2 de Outubro de 2015 Vulcão Villarrica, Chile. Em erupção
desde 2 de Dezembro de 2014 Vulcão Nevado del Ruíz, Colômbia. Em erupção desde
18 de Novembro de 2014 Vulcão Saunders, Reino Unido. Em erupção desde 12 de
Novembro de 2014 Vulcão Manam, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 29 de Junho
de 2014 Vulcão Semeru, Indonésia. Em erupção desde 1 de Abril de 2014 Vulcão Etna,
Itália. Em erupção desde 3 de Setembro de 2013 Vulcão Bezymianny, Rússia. Em
erupção desde 21 de Maio de 2010 Vulcão Reventador, Equador. Em erupção desde 27
de Julho de 2008 Vulcão Ibu, Indonésia. Em erupção desde 5 de Abril de 2008 Vulcão
Popocatepetl, México. Em erupção desde 9 de Janeiro de 2005 Vulcão Suwanosejima,
Japão. Em erupção desde 23 de Outubro de 2004 Vulcão Nyiragongo, República
Democrática do Congo. Em erupção desde 17 de Maio de 2002. Vulcão Fuego,
Guatemala. Em erupção desde 4 de Janeiro de 2002 Vulcão Bagana, Papua Nova
Guiné. Em erupção desde 28 de Fevereiro de 2000 Vulcão Sheveluch, Rússia. Em
erupção desde 15 de Agosto de 1999 Vulcão Erebus, Antárctida. Em erupção desde 16
de Dezembro de 1972. Vulcão Erta Ale, Etiópia. Em erupção desde 2 de Julho de 1967
Vulcão Stromboli, Itália. Em erupção desde 2 de Fevereiro de 1934 Vulcão Dukono,
Indonésia. Em erupção desde 13 de Agosto de 1933 Vulcão Santa María, Guatemala.
Em erupção desde 22 de Junho de 1922 Vulcão Yasur, Vanuatu. Em erupção desde 2 de
Julho de 1774 RELACIONADO BIG SCIENCE Neste dia, em 2003, foi (quase) concluído o
mapeamento do genoma humano E AGORA? Eis o plano audacioso da NASA para
construir uma base Vulcões: o que são e como se formam O que é um vulcão? Como
se forma? Quais os seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos estão
actualmente em erupção? Preparámos-lhe um guia sobre vulcões, onde lhe
respondemos a estas e a outras questões. Héctor Rodríguez JORNALISTA E EDITOR DE
CIÊNCIA E NATUREZA ACTUALIZADO A 4 DE DEZEMBRO DE 2023, 15:50 Partilhar O que
é um vulcão? Como se formam os vulcões? Componentes de um vulcão Quantos tipos
de vulcão existem? Quantos vulcões há no mundo Quantos vulcões existem em
Portugal Vulcões actualmente em erupção O QUE É UM VULCÃO? Um vulcão é,
basicamente, uma abertura ou fenda na crosta terrestre ligada a uma câmara
magmática através da qual os materiais incandescentes sob a forma de magma (lava,
gás e líquidos a altas temperaturas) existentes no interior de um planeta emergem,
acumulando-se à sua superfície. Assine a revista National Geographic agora por
apenas 1€ por mês. Saber mais Desde quando os vulcões fascinam os seres
humanos? Como parece sugerir a alegada representação mais antiga de um vulcão,
descoberta na gruta de Chauvet-Pont d'Arc, no sul de França, com 36.000 anos de
idade, os vulcões são estruturas geológicas conhecidas e temidas desde a pré-história.
Também foram descritos por gregos e romanos. Com efeito, Aristóteles defendia que
os vulcões se formavam devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra e
emergiam à superfície. A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do fogo
na mitologia romana. NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não pode
ignorar Héctor Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem
formar-se de duas formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o
movimento contínuo das placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os
chamados pontos quentes, onde o material incandescente emerge pontualmente
numa zona específica do planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões
costumam ter origem nas suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a
primeira ocorre nas zonas de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica
oceânica e uma placa continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa
do que a segunda, acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta
afunda-se, formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à
enorme fricção e à perda de água da crosta subduzida, as rochas fundem-se, gerando
magma, o qual sobe devido à diferença de temperatura e densidade, dando origem a
erupções vulcânicas e, com estas, novos vulcões. É este o caso da Cordilheira dos
Andes, com os seus numerosos vulcões, que se formou devido à colisão de placa de
Nazca (sobre as águas do Oceano Pacífico) com o continente sul-americano há
milhares de anos. Também se formam vulcões nas zonas de convergência quando
duas placas oceânicas colidem. Neste caso, forma-se nas extremidades de ambas as
placas aquilo que se conhece por arco vulcânico – por outras palavras, um conjunto de
vulcões que, com o passar do tempo, pode aparecer à superfície do oceano sob a
forma de ilhas. É o caso do arco vulcânico indonésio, das Antilhas Menores ou do
conjunto de ilhas do Japão. Vulcões: o que são e como se formam O que é um vulcão?
Como se forma? Quais os seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos
estão actualmente em erupção? Preparámos-lhe um guia sobre vulcões, onde lhe
respondemos a estas e a outras questões. Héctor Rodríguez JORNALISTA E EDITOR DE
CIÊNCIA E NATUREZA ACTUALIZADO A 4 DE DEZEMBRO DE 2023, 15:50 Partilhar O que
é um vulcão? Como se formam os vulcões? Componentes de um vulcão Quantos tipos
de vulcão existem? Quantos vulcões há no mundo Quantos vulcões existem em
Portugal Vulcões actualmente em erupção O QUE É UM VULCÃO? Um vulcão é,
basicamente, uma abertura ou fenda na crosta terrestre ligada a uma câmara
magmática através da qual os materiais incandescentes sob a forma de magma (lava,
gás e líquidos a altas temperaturas) existentes no interior de um planeta emergem,
acumulando-se à sua superfície. Assine a revista National Geographic agora por
apenas 1€ por mês. Saber mais Desde quando os vulcões fascinam os seres
humanos? Como parece sugerir a alegada representação mais antiga de um vulcão,
descoberta na gruta de Chauvet-Pont d'Arc, no sul de França, com 36.000 anos de
idade, os vulcões são estruturas geológicas conhecidas e temidas desde a pré-história.
Também foram descritos por gregos e romanos. Com efeito, Aristóteles defendia que
os vulcões se formavam devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra e
emergiam à superfície. A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do fogo
na mitologia romana. NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não pode
ignorar Héctor Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem
formar-se de duas formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o
movimento contínuo das placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os
chamados pontos quentes, onde o material incandescente emerge pontualmente
numa zona específica do planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões
costumam ter origem nas suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a
primeira ocorre nas zonas de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica
oceânica e uma placa continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa
do que a segunda, acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta
afunda-se, formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à
enorme fricção e à perda de á EREZ MAROM / CORDON PRESS Fagradalsfjall, Islândia
Os vulcões também surgem em zonas de divergência, isto é, nos locais da crosta
terrestre onde duas placas se separam: aqui, a litosfera quebra-se, ou enfraquece,
deixando aflorar o magma do interior da Terra. Nestas ocasiões, o magma sobe,
impulsionado pelas correntes de convecção. São magmas pouco viscosos que, em
geral, provocam erupções de baixa explosividade, formando os chamados vulcões de
rift. Um bom exemplo disto é o Vale do Rift, situado na região oriental de África.
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KEMENY Os vulcões também podem surgir longe das extremidades das placas, nos
chamados pontos quentes vulcânicos. Estes pontos quentes resultam da presença
das plumas de manto ou plumas mantélicas, ou seja, colunas estreitas de material
incandescente fundido provenientes do manto que emergem até à superfície. Se uma
destas plumas vulcânicas aflorar no oceano, formará um vulcão submarino, que, ao
alcançar a superfície, se transformará numa ilha vulcânica. Além disso, como a crosta
se desloca sobre o manto terrestre e sobre as plumas, este tipo de vulcanismo
costuma dar origem à formação de cadeias de ilhas vulcânicas, como as ilhas do
Hawai ou o arquipélago das Canárias. Estas plumas também podem formar-se sob a
placa continental, como sucede no Parque Nacional de Yellowstone, sob o qual se
encontra uma das maiores câmaras de magma do nosso planeta e repousa um
supervulcão inquietantemente activo, já adormecido há cerca de 640.000 anos.
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COMPONENTES DE UM VULCÃO A vulcanologia estuda as dinâmicas geológicas
associadas aos vulcões e um dos elementos bem conhecidos são as diferentes
componentes observáveis. Embora existam vulcões com diversos tamanhos e formas,
é possível identificar uma série de elementos comuns a todos. Vejamos os principais
componentes de um vulcão: Uma das partes mais importantes e definidoras de um
vulcão é a câmara magmática, igualmente denominada câmara de magma. A câmara
magmática é um grande depósito de rocha fundida (magma) que se encontra sob a
crosta terrestre, sujeito a uma grande pressão. Mais cedo ou mais tarde, esta pressão
acabará por fracturar as rochas em seu redor. Se estas fracturas encontrarem um
caminho até a superfície, darão origem a uma erupção vulcânica. Pelo contrário, se o
magma arrefecer e solidificar antes de alcançar o exterior, formar-se-á um plutão, ou
seja, uma grande massa rochosa encaixada na crosta terrestre. ISTOCK Tungurahua,
Equador. Outro elemento essencial é a chaminé vulcânica. Trata-se de uma conduta
ou galeria principal, geralmente vertical, que liga a câmara magmática de alguns
vulcões à superfície da crosta terrestre. Pode ter origem a 200 quilómetros de
profundidade e costuma atravessar as zonas mais fracas da crosta, através das quais o
magma abre caminho mais facilmente. A cratera é a abertura do vulcão,
correspondendo ao ponto onde a chaminé vulcânica entra em contacto com a
superfície e através do qual o magma jorra do interior da Terra. A expulsão de material a
partir do interior da Terra forma o cone vulcânico, uma edificação de materiais nas
margens da cratera causada pela acumulação de lava, piroclastos e cinza expelidos
por um vulcão. A lava é rocha silicatada suficientemente quente para estar em estado
líquido, que é expelida por um vulcão à superfície da crosta. A temperatura à qual
emerge do interior de Terra costuma situar-se entre os 700º C e os 1.200º C. Depois de
ser expelida do interior do vulcão, a lava forma escoadas,que podem receber
diferentes nomes segundo a sua viscosidade, teor de silício e comportamento
mecânico. Os respiradouros, ou chaminés secundárias, formam-se nos grandes
vulcões. Devido à grande dimensão destes vulcões, o magma pode deslocar-se através
de fendas novas e alcançar a superfície através de condutas mais pequenas chamadas
respiradouros. Junto à saída destes respiradouros pode ocorrer acumulação de
material sob a forma de cones mais pequenos que recebem o nome de cones
secundários. Outro elemento fundamental dos vulcões é o fluxo piroclástico ou
correntes de densidade, que são fluxos rápidos de gás e alguns elementos sólidos,
como rochas e cinzas, que se afastam do vulcão, geralmente ao nível do solo, a altas
velocidades (até 750 km por hora) e a temperaturas que podem atingir os 1.000º C.
Devido ao seu elevado poder destrutivo, esta é uma das maiores ameaças associadas
a um vulcão. Quando ocorre uma erupção vulcânica, é habitual formar-se uma nuvem
de cinzas ou nuvem vulcânica, que, como o nome indica, é formada por cinzas,
pequenos pedaços de rocha pulverizada, vidro vulcânico e gases gerados por uma
erupção vulcânica. Devemos recordar que, em vulcanologia, o termo cinza está
restringido às partículas de rocha e mineral com menos de 2 milímetros de diâmetro
expelidas através de uma abertura vulcânica. Por fim, uma das componentes de um
vulcão e das erupções vulcânicas são as denominadas bombas vulcânicas ou
piroclastos, ou seja, projécteis de maiores dimensões do que as cinzas. São
fragmentos que medem mais de 64 milímetros de diâmetro, embora já se tenham
registado bombas vulcânicas com várias dezenas de metros. Costumam sair do vulcão
em estado viscoso ou semi fundido, mas arrefecem e solidificam antes de tocar no
solo e podem voar vários quilómetros a partir do centro da erupção. SALVATORE
ALLEGRA / AP IMAGES Etna, Itália. QUANTOS TIPOS DE VULCÃO EXISTEM? Segundo a
sua morfologia, os vulcanólogos distinguem 4 tipos de vulcão: • Cones de escória: Os
vulcões mais simples que existem, formados pela acumulação de material vulcânico
nas margens de uma chaminé vulcânica. É o vulcão mais comum no imaginário
colectivo devido à sua forma cónica típica, rematado, na maioria dos casos, por uma
cratera. Costumam ser vulcões pequenos, geralmente associados a outros maiores,
embora o seu tamanho possa variar entre dezenas e centenas de metros de diâmetro e
altura. Um dos vulcões mais famosos desta categoria é o Paricutín, no México, que
entrou em erupção em 1943 num milheiral e, em nove anos, ergueu um cone de cinzas
que se elevou 2.800 metros acima do nível do mar. • Estratovulcões: algumas das
maiores montanhas do mundo são vulcões. Falamos nos chamados estratovulcões,
ou vulcões compostos, muito comuns em zonas de subducção. Geralmente, são
vulcões muito altos e com encostas ingremes, formadas pela acumulação periódica de
material vulcânico: lava, cinzas, blocos, piroclastos ou bombas vulcânicas. Trata-se de
um vulcão do tipo cónico e, como o próprio nome indica, é formado por múltiplas
camadas de lava endurecida – geralmente, muito viscosa e de rápida solidificação –
organizada em estratos. Entre alguns dos estratovulcões mais famosos do mundo
conta-se o Monte Fuji, no Japão, e o Monte Santa Helena, nos EUA. O maior
estratovulcão da Terra é o vulcão Nevado de Ojos del Salado, no Chile, o qual,
erguendo-se 6.960 metros acima do nível do mar, é também o vulcão mais alto do
planeta. • Vulcões em escudo: ao contrário dos cones de escória e dos estratovulcões,
e alcançando igualmente grandes dimensões, os vulcões em escudo caracterizam-se
pela sua encosta pouco acentuada. Isso deve-se ao facto de os vulcões em escudo se
formarem a partir de lavas fluidas, que podem percorrer grandes distâncias em todas
as direcções antes de solidificarem, e que podem jorrar de uma chaminé principal ou
de várias fendas secundárias do próprio vulcão. Como o seu nome indica,
assemelham-se claramente ao escudo de um guerreiro. Alguns dos maiores vulcões
do mundo são vulcões de escudo. É, por exemplo, o caso das ilhas do Hawai,
formadas por uma cadeia de vulcões de escudo, entre os quais se encontram os
famosos Kilauea e Mauna Loa, o maior vulcão activo da actualidade, e o Pūhāhonu, o
maior vulcão em escudo do mundo. • Domos de lava: os domos de lava são vulcões
imprevisíveis. São gerados por fluxos de lava tão viscosa que é demasiado espessa
para fluir através de uma chaminé ou respiradouro de um vulcão. Estes domos
formam-se no exterior dos vulcões quando a lava de camadas inferiores é empurrada e
podem assumir o formato de espigões pontiagudos, pétalas de flores, línguas
assimétricas ou queques. Os domos de lava, que podem alcançar centenas de metros
de altura, crescem frequentemente nas encostas de grandes vulcões e até nas suas
crateras, nas quais podem formar um tampão, dando, por vezes, origem a erupções
explosivas. Alguns dos vulcões do tipo domo de lava mais famosos do mundo são o
Monte Marapi, na Indonésia, e o Vulcão Santa Maria, na Guatemala. QUANTOS
VULCÕES HÁ NO MUNDO? Segundo os dados do Serviço Geológico dos EUA (USGS),
existem actualmente 1.350 vulcões activos, dos quais 500 entraram em erupção nos
últimos 12.000 anos. Para um vulcão ser considerado activo deve ter demonstrado
actividade nos últimos 10.000 anos. A maioria dos vulcões da actualidade encontram-
se concentrados no Anel de Fogo do Pacífico. Em termos de países, aqueles onde
existem mais vulcões são os EUA, a Indonésia, o Japão, a Rússia e o Chile. GTRES
Kilauea, Hawai. QUANTOS VULCÕES EXISTEM EM PORTUGAL? Neste momento, em
Portugal, só podemos encontrar vulcões activos no arquipélago dos Açores e ao largo
da costa. Nos Açores, contam se 26 sistemas vulcânicos activos, incluindo
submarinos, embora a maioria sem dar sinal de vida há séculos. No conjunto das nove
ilhas, apenas Santa Maria não tem qualquer vulcão activo. A memória mais recente de
um vulcão a entrar em erupção no nosso país remete-nos para treze meses intensos
em meados do século XX na ilha do Faial. A última erupção do Vulcão dos Capelinhos
deu-se a 24 de Outubro de 1958. A Madeira não tem vulcões activos. NOTÍCIAS
RELACIONADAS Série “Da nossa estante”: Leve lava Paulo Rolão VULCÕES
ACTUALMENTE EM ERUPÇÃO Apesar de parecer simples, é difícil afirmar quantos
vulcões estão actualmente em erupção. Segundo os dados fornecidos pelo Programa
de Vulcanismo Global do Instituto Smithsonian, que se dedica a documentar os
vulcões da Terra e a sua história eruptiva nos últimos 10.000 anos, existem até 20
vulcões em erupção em simultâneo enquanto lê estas linhas. No entanto, o número de
vulcões activos depende da escala de tempo contemplada, razão pela qual as opiniões
diferem consoante os vulcanólogos. Estes são alguns dos números propostos pelo
Instituto Smithsonian, segundo a última actualização da sua base de dados: Vulcões
em erupção neste momento: 48 Vulcões que entraram em erupção em 2022: 54
Vulcões que entraram em erupção em 2021: 75 Vulcões que entraram em erupção em
2021: 68 Vulcões com erupções históricas confirmadas: 557 Vulcões com erupções
confirmadas durante o Holoceno (últimos 10.000 anos): 860 SAÚL SANTOS Em
Espanha, por exemplo, o último vulcão a entrar em erupção, em 2021, foi o localizado
no Parque Natural Cumbre Vieja, na ilha canária de La Palma. LISTA DE VULCÕES EM
ERUPÇÃO: Vulcão Wolf, Equador. Em erupção desde 6 de Janeiro de 2022 Vulcão
Ambae, Vanuatu. Em erupção desde 5 de Dezembro de 2021 Vulcão Turrialba, Costa
Rica. Em erupção desde 3 de Novembro de 2021 Vulcão Kavachi, Ilhas Salomão. Em
erupção desde 2 de Outubro de 2021 Vulcão Kilauea, EUA. Em erupção desde 29 de
Setembro de 2021 Vulcão Pavlof, EUA. Em erupção desde 5 de Agosto de 2021 Vulcão
Rincón de la Vieja, Costa Rica. Em erupção desde 18 de Junho de 2021 Vulcão Great
Sitkin, EUA. Em erupção desde 25 de Maio de 2021 Vulcão Telica, Nicarágua. Em
erupção desde 21 de Abril de 2021 Vulcão Semisopochnoi, Estados Unidos. Em
erupção desde 2 de Fevereiro de 2021 Vulcão Marapi, Indonésia. Em erupção. Vulcão
San Cristóbal. Nicarágua. Indonésia. Em erupção desde 27 de Dezembro de 2020
Vulcão Lewotolok, Indonésia. Em erupção desde 27 de Novembro de 2020 Vulcão
Karymsky, Rússia. Indonésia. Em erupção desde 17 de Março de 2020 Vulcão Sangay,
Equador. Indonésia. Em erupção desde 26 de Março de 2019 Vulcão Tinakula, Ilhas
Salomão. Indonésia. Em erupção desde 8 de Dezembro de 2018 Vulcão Karangetang,
Indonésia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Novembro de 2018 Vulcão Barren
Island, Índia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Setembro de 2018 Vulcão
Nyamulagira, República Democrática do Congo. Em erupção desde 18 de Abril de 2018
Vulcão Kadovar, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 5 de Janeiro de 2018 Vulcão Ol
Doinyo Lengai, Tanzânia. Em erupção desde 9 de Abril de 2017 Vulcão Aira, Japão. Em
erupção desde 25 de Março de 2017 Vulcão Sabancaya, Peru. Em erupção desde 6 de
Novembro de 2016 Vulcão Nevados de Chillán, Chile. Em erupção desde 8 de Janeiro
de 2016, Vulcão Langila, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 22 de Outubro de 2015
Vulcão Masaya, Nicarágua. Em erupção desde 3 de Outubro de 2015 Vulcão Tofua,
Tonga. Em erupção desde 2 de Outubro de 2015 Vulcão Villarrica, Chile. Em erupção
desde 2 de Dezembro de 2014 Vulcão Nevado del Ruíz, Colômbia. Em erupção desde
18 de Novembro de 2014 Vulcão Saunders, Reino Unido. Em erupção desde 12 de
Novembro de 2014 Vulcão Manam, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 29 de Junho
de 2014 Vulcão Semeru, Indonésia. Em erupção desde 1 de Abril de 2014 Vulcão Etna,
Itália. Em erupção desde 3 de Setembro de 2013 Vulcão Bezymianny, Rússia. Em
erupção desde 21 de Maio de 2010 Vulcão Reventador, Equador. Em erupção desde 27
Vulcões: o que são e como se formam O que é um vulcão? Como se forma? Quais os
seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos estão actualmente em
erupção? Preparámos-lhe um guia sobre vulcões, onde lhe respondemos a estas e a
outras questões. Héctor Rodríguez JORNALISTA E EDITOR DE CIÊNCIA E NATUREZA
ACTUALIZADO A 4 DE DEZEMBRO DE 2023, 15:50 Partilhar O que é um vulcão? Como
se formam os vulcões? Componentes de um vulcão Quantos tipos de vulcão existem?
Quantos vulcões há no mundo Quantos vulcões existem em Portugal Vulcões
actualmente em erupção O QUE É UM VULCÃO? Um vulcão é, basicamente, uma
abertura ou fenda na crosta terrestre ligada a uma câmara magmática através da qual
os materiais incandescentes sob a forma de magma (lava, gás e líquidos a altas
temperaturas) existentes no interior de um planeta emergem, acumulando-se à sua
superfície. Assine a revista National Geographic agora por apenas 1€ por mês. Saber
mais Desde quando os vulcões fascinam os seres humanos? Como parece sugerir a
alegada representação mais antiga de um vulcão, descoberta na gruta de Chauvet-
Pont d'Arc, no sul de França, com 36.000 anos de idade, os vulcões são estruturas
geológicas conhecidas e temidas desde a pré-história. Também foram descritos por
gregos e romanos. Com efeito, Aristóteles defendia que os vulcões se formavam
devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra e emergiam à superfície.
A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do fogo na mitologia romana.
NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não pode ignorar Héctor
Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem formar-se de duas
formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o movimento contínuo das
placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os chamados pontos quentes,
onde o material incandescente emerge pontualmente numa zona específica do
planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões costumam ter origem nas
suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a primeira ocorre nas zonas
de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica oceânica e uma placa
continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa do que a segunda,
acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta afunda-se,
formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à enorme fricção e
à perda de água da crosta subduzida, as rochas fundem-se, gerando magma, o qual
sobe devido à diferença de temperatura e densidade, dando origem a erupções
vulcânicas e, com estas, novos vulcões. É este o caso da Cordilheira dos Andes, com
os seus numerosos vulcões, que se formou devido à colisão de placa de Nazca (sobre
as águas do Oceano Pacífico) com o continente sul-americano há milhares de anos.
Também se formam vulcões nas zonas de convergência quando duas placas
oceânicas colidem. Neste caso, forma-se nas extremidades de ambas as placas aquilo
que se conhece por arco vulcânico – por outras palavras, um conjunto de vulcões que,
com o passar do tempo, pode aparecer à superfície do oceano sob a forma de ilhas. É o
caso do arco vulcânico indonésio, das Antilhas Menores ou do conjunto de ilhas do
Japão. Vulcões: o que são e como se formam O que é um vulcão? Como se forma?
Quais os seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos estão
actualmente em erupção? Preparámos-lhe um guia sobre vulcões, onde lhe
respondemos a estas e a outras questões. Héctor Rodríguez JORNALISTA E EDITOR DE
CIÊNCIA E NATUREZA ACTUALIZADO A 4 DE DEZEMBRO DE 2023, 15:50 Partilhar O que
é um vulcão? Como se formam os vulcões? Componentes de um vulcão Quantos tipos
de vulcão existem? Quantos vulcões há no mundo Quantos vulcões existem em
Portugal Vulcões actualmente em erupção O QUE É UM VULCÃO? Um vulcão é,
basicamente, uma abertura ou fenda na crosta terrestre ligada a uma câmara
magmática através da qual os materiais incandescentes sob a forma de magma (lava,
gás e líquidos a altas temperaturas) existentes no interior de um planeta emergem,
acumulando-se à sua superfície. Assine a revista National Geographic agora por
apenas 1€ por mês. Saber mais Desde quando os vulcões fascinam os seres
humanos? Como parece sugerir a alegada representação mais antiga de um vulcão,
descoberta na gruta de Chauvet-Pont d'Arc, no sul de França, com 36.000 anos de
idade, os vulcões são estruturas geológicas conhecidas e temidas desde a pré-história.
Também foram descritos por gregos e romanos. Com efeito, Aristóteles defendia que
os vulcões se formavam devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra e
emergiam à superfície. A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do fogo
na mitologia romana. NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não pode
ignorar Héctor Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem
formar-se de duas formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o
movimento contínuo das placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os
chamados pontos quentes, onde o material incandescente emerge pontualmente
numa zona específica do planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões
costumam ter origem nas suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a
primeira ocorre nas zonas de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica
oceânica e uma placa continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa
do que a segunda, acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta
afunda-se, formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à
enorme fricção e à perda de á EREZ MAROM / CORDON PRESS Fagradalsfjall, Islândia
Os vulcões também surgem em zonas de divergência, isto é, nos locais da crosta
terrestre onde duas placas se separam: aqui, a litosfera quebra-se, ou enfraquece,
deixando aflorar o magma do interior da Terra. Nestas ocasiões, o magma sobe,
impulsionado pelas correntes de convecção. São magmas pouco viscosos que, em
geral, provocam erupções de baixa explosividade, formando os chamados vulcões de
rift. Um bom exemplo disto é o Vale do Rift, situado na região oriental de África.
NOTÍCIAS RELACIONADAS A surpreendente origem dos vulcões da Turquia RICHARD
KEMENY Os vulcões também podem surgir longe das extremidades das placas, nos
chamados pontos quentes vulcânicos. Estes pontos quentes resultam da presença
das plumas de manto ou plumas mantélicas, ou seja, colunas estreitas de material
incandescente fundido provenientes do manto que emergem até à superfície. Se uma
destas plumas vulcânicas aflorar no oceano, formará um vulcão submarino, que, ao
alcançar a superfície, se transformará numa ilha vulcânica. Além disso, como a crosta
se desloca sobre o manto terrestre e sobre as plumas, este tipo de vulcanismo
costuma dar origem à formação de cadeias de ilhas vulcânicas, como as ilhas do
Hawai ou o arquipélago das Canárias. Estas plumas também podem formar-se sob a
placa continental, como sucede no Parque Nacional de Yellowstone, sob o qual se
encontra uma das maiores câmaras de magma do nosso planeta e repousa um
supervulcão inquietantemente activo, já adormecido há cerca de 640.000 anos.
NOTÍCIAS RELACIONADAS Debaixo de Yellowstone Brian Skerry, Nina Strochlic
COMPONENTES DE UM VULCÃO A vulcanologia estuda as dinâmicas geológicas
associadas aos vulcões e um dos elementos bem conhecidos são as diferentes
componentes observáveis. Embora existam vulcões com diversos tamanhos e formas,
é possível identificar uma série de elementos comuns a todos. Vejamos os principais
componentes de um vulcão: Uma das partes mais importantes e definidoras de um
vulcão é a câmara magmática, igualmente denominada câmara de magma. A câmara
magmática é um grande depósito de rocha fundida (magma) que se encontra sob a
crosta terrestre, sujeito a uma grande pressão. Mais cedo ou mais tarde, esta pressão
acabará por fracturar as rochas em seu redor. Se estas fracturas encontrarem um
caminho até a superfície, darão origem a uma erupção vulcânica. Pelo contrário, se o
magma arrefecer e solidificar antes de alcançar o exterior, formar-se-á um plutão, ou
seja, uma grande massa rochosa encaixada na crosta terrestre. ISTOCK Tungurahua,
Equador. Outro elemento essencial é a chaminé vulcânica. Trata-se de uma conduta
ou galeria principal, geralmente vertical, que liga a câmara magmática de alguns
vulcões à superfície da crosta terrestre. Pode ter origem a 200 quilómetros de
profundidade e costuma atravessar as zonas mais fracas da crosta, através das quais o
magma abre caminho mais facilmente. A cratera é a abertura do vulcão,
correspondendo ao ponto onde a chaminé vulcânica entra em contacto com a
superfície e através do qual o magma jorra do interior da Terra. A expulsão de material a
partir do interior da Terra forma o cone vulcânico, uma edificação de materiais nas
margens da cratera causada pela acumulação de lava, piroclastos e cinza expelidos
por um vulcão. A lava é rocha silicatada suficientemente quente para estar em estado
líquido, que é expelida por um vulcão à superfície da crosta. A temperatura à qual
emerge do interior de Terra costuma situar-se entre os 700º C e os 1.200º C. Depois de
ser expelida do interior do vulcão, a lava forma escoadas,que podem receber
diferentes nomes segundo a sua viscosidade, teor de silício e comportamento
mecânico. Os respiradouros, ou chaminés secundárias, formam-se nos grandes
vulcões. Devido à grande dimensão destes vulcões, o magma pode deslocar-se através
de fendas novas e alcançar a superfície através de condutas mais pequenas chamadas
respiradouros. Junto à saída destes respiradouros pode ocorrer acumulação de
material sob a forma de cones mais pequenos que recebem o nome de cones
secundários. Outro elemento fundamental dos vulcões é o fluxo piroclástico ou
correntes de densidade, que são fluxos rápidos de gás e alguns elementos sólidos,
como rochas e cinzas, que se afastam do vulcão, geralmente ao nível do solo, a altas
velocidades (até 750 km por hora) e a temperaturas que podem atingir os 1.000º C.
Devido ao seu elevado poder destrutivo, esta é uma das maiores ameaças associadas
a um vulcão. Quando ocorre uma erupção vulcânica, é habitual formar-se uma nuvem
de cinzas ou nuvem vulcânica, que, como o nome indica, é formada por cinzas,
pequenos pedaços de rocha pulverizada, vidro vulcânico e gases gerados por uma
erupção vulcânica. Devemos recordar que, em vulcanologia, o termo cinza está
restringido às partículas de rocha e mineral com menos de 2 milímetros de diâmetro
expelidas através de uma abertura vulcânica. Por fim, uma das componentes de um
vulcão e das erupções vulcânicas são as denominadas bombas vulcânicas ou
piroclastos, ou seja, projécteis de maiores dimensões do que as cinzas. São
fragmentos que medem mais de 64 milímetros de diâmetro, embora já se tenham
registado bombas vulcânicas com várias dezenas de metros. Costumam sair do vulcão
em estado viscoso ou semi fundido, mas arrefecem e solidificam antes de tocar no
solo e podem voar vários quilómetros a partir do centro da erupção. SALVATORE
ALLEGRA / AP IMAGES Etna, Itália. QUANTOS TIPOS DE VULCÃO EXISTEM? Segundo a
sua morfologia, os vulcanólogos distinguem 4 tipos de vulcão: • Cones de escória: Os
vulcões mais simples que existem, formados pela acumulação de material vulcânico
nas margens de uma chaminé vulcânica. É o vulcão mais comum no imaginário
colectivo devido à sua forma cónica típica, rematado, na maioria dos casos, por uma
cratera. Costumam ser vulcões pequenos, geralmente associados a outros maiores,
embora o seu tamanho possa variar entre dezenas e centenas de metros de diâmetro e
altura. Um dos vulcões mais famosos desta categoria é o Paricutín, no México, que
entrou em erupção em 1943 num milheiral e, em nove anos, ergueu um cone de cinzas
que se elevou 2.800 metros acima do nível do mar. • Estratovulcões: algumas das
maiores montanhas do mundo são vulcões. Falamos nos chamados estratovulcões,
ou vulcões compostos, muito comuns em zonas de subducção. Geralmente, são
vulcões muito altos e com encostas ingremes, formadas pela acumulação periódica de
material vulcânico: lava, cinzas, blocos, piroclastos ou bombas vulcânicas. Trata-se de
um vulcão do tipo cónico e, como o próprio nome indica, é formado por múltiplas
camadas de lava endurecida – geralmente, muito viscosa e de rápida solidificação –
organizada em estratos. Entre alguns dos estratovulcões mais famosos do mundo
conta-se o Monte Fuji, no Japão, e o Monte Santa Helena, nos EUA. O maior
estratovulcão da Terra é o vulcão Nevado de Ojos del Salado, no Chile, o qual,
erguendo-se 6.960 metros acima do nível do mar, é também o vulcão mais alto do
planeta. • Vulcões em escudo: ao contrário dos cones de escória e dos estratovulcões,
e alcançando igualmente grandes dimensões, os vulcões em escudo caracterizam-se
pela sua encosta pouco acentuada. Isso deve-se ao facto de os vulcões em escudo se
formarem a partir de lavas fluidas, que podem percorrer grandes distâncias em todas
as direcções antes de solidificarem, e que podem jorrar de uma chaminé principal ou
de várias fendas secundárias do próprio vulcão. Como o seu nome indica,
assemelham-se claramente ao escudo de um guerreiro. Alguns dos maiores vulcões
do mundo são vulcões de escudo. É, por exemplo, o caso das ilhas do Hawai,
formadas por uma cadeia de vulcões de escudo, entre os quais se encontram os
famosos Kilauea e Mauna Loa, o maior vulcão activo da actualidade, e o Pūhāhonu, o
maior vulcão em escudo do mundo. • Domos de lava: os domos de lava são vulcões
imprevisíveis. São gerados por fluxos de lava tão viscosa que é demasiado espessa
para fluir através de uma chaminé ou respiradouro de um vulcão. Estes domos
formam-se no exterior dos vulcões quando a lava de camadas inferiores é empurrada e
podem assumir o formato de espigões pontiagudos, pétalas de flores, línguas
assimétricas ou queques. Os domos de lava, que podem alcançar centenas de metros
de altura, crescem frequentemente nas encostas de grandes vulcões e até nas suas
crateras, nas quais podem formar um tampão, dando, por vezes, origem a erupções
explosivas. Alguns dos vulcões do tipo domo de lava mais famosos do mundo são o
Monte Marapi, na Indonésia, e o Vulcão Santa Maria, na Guatemala. QUANTOS
VULCÕES HÁ NO MUNDO? Segundo os dados do Serviço Geológico dos EUA (USGS),
existem actualmente 1.350 vulcões activos, dos quais 500 entraram em erupção nos
últimos 12.000 anos. Para um vulcão ser considerado activo deve ter demonstrado
actividade nos últimos 10.000 anos. A maioria dos vulcões da actualidade encontram-
se concentrados no Anel de Fogo do Pacífico. Em termos de países, aqueles onde
existem mais vulcões são os EUA, a Indonésia, o Japão, a Rússia e o Chile. GTRES
Kilauea, Hawai. QUANTOS VULCÕES EXISTEM EM PORTUGAL? Neste momento, em
Portugal, só podemos encontrar vulcões activos no arquipélago dos Açores e ao largo
da costa. Nos Açores, contam se 26 sistemas vulcânicos activos, incluindo
submarinos, embora a maioria sem dar sinal de vida há séculos. No conjunto das nove
ilhas, apenas Santa Maria não tem qualquer vulcão activo. A memória mais recente de
um vulcão a entrar em erupção no nosso país remete-nos para treze meses intensos
em meados do século XX na ilha do Faial. A última erupção do Vulcão dos Capelinhos
deu-se a 24 de Outubro de 1958. A Madeira não tem vulcões activos. NOTÍCIAS
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ACTUALMENTE EM ERUPÇÃO Apesar de parecer simples, é difícil afirmar quantos
vulcões estão actualmente em erupção. Segundo os dados fornecidos pelo Programa
de Vulcanismo Global do Instituto Smithsonian, que se dedica a documentar os
vulcões da Terra e a sua história eruptiva nos últimos 10.000 anos, existem até 20
vulcões em erupção em simultâneo enquanto lê estas linhas. No entanto, o número de
vulcões activos depende da escala de tempo contemplada, razão pela qual as opiniões
diferem consoante os vulcanólogos. Estes são alguns dos números propostos pelo
Instituto Smithsonian, segundo a última actualização da sua base de dados: Vulcões
em erupção neste momento: 48 Vulcões que entraram em erupção em 2022: 54
Vulcões que entraram em erupção em 2021: 75 Vulcões que entraram em erupção em
2021: 68 Vulcões com erupções históricas confirmadas: 557 Vulcões com erupções
confirmadas durante o Holoceno (últimos 10.000 anos): 860 SAÚL SANTOS Em
Espanha, por exemplo, o último vulcão a entrar em erupção, em 2021, foi o localizado
no Parque Natural Cumbre Vieja, na ilha canária de La Palma. LISTA DE VULCÕES EM
ERUPÇÃO: Vulcão Wolf, Equador. Em erupção desde 6 de Janeiro de 2022 Vulcão
Ambae, Vanuatu. Em erupção desde 5 de Dezembro de 2021 Vulcão Turrialba, Costa
Rica. Em erupção desde 3 de Novembro de 2021 Vulcão Kavachi, Ilhas Salomão. Em
erupção desde 2 de Outubro de 2021 Vulcão Kilauea, EUA. Em erupção desde 29 de
Setembro de 2021 Vulcão Pavlof, EUA. Em erupção desde 5 de Agosto de 2021 Vulcão
Rincón de la Vieja, Costa Rica. Em erupção desde 18 de Junho de 2021 Vulcão Great
Sitkin, EUA. Em erupção desde 25 de Maio de 2021 Vulcão Telica, Nicarágua. Em
erupção desde 21 de Abril de 2021 Vulcão Semisopochnoi, Estados Unidos. Em
erupção desde 2 de Fevereiro de 2021 Vulcão Marapi, Indonésia. Em erupção. Vulcão
San Cristóbal. Nicarágua. Indonésia. Em erupção desde 27 de Dezembro de 2020
Vulcão Lewotolok, Indonésia. Em erupção desde 27 de Novembro de 2020 Vulcão
Karymsky, Rússia. Indonésia. Em erupção desde 17 de Março de 2020 Vulcão Sangay,
Equador. Indonésia. Em erupção desde 26 de Março de 2019 Vulcão Tinakula, Ilhas
Salomão. Indonésia. Em erupção desde 8 de Dezembro de 2018 Vulcão Karangetang,
Indonésia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Novembro de 2018 Vulcão Barren
Island, Índia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Setembro de 2018 Vulcão
Nyamulagira, República Democrática do Congo. Em erupção desde 18 de Abril de 2018
Vulcão Kadovar, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 5 de Janeiro de 2018 Vulcão Ol
Doinyo Lengai, Tanzânia. Em erupção desde 9 de Abril de 2017 Vulcão Aira, Japão. Em
erupção desde 25 de Março de 2017 Vulcão Sabancaya, Peru. Em erupção desde 6 de
Novembro de 2016 Vulcão Nevados de Chillán, Chile. Em erupção desde 8 de Janeiro
de 2016, Vulcão Langila, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 22 de Outubro de 2015
Vulcão Masaya, Nicarágua. Em erupção desde 3 de Outubro de 2015 Vulcão Tofua,
Tonga. Em erupção desde 2 de Outubro de 2015 Vulcão Villarrica, Chile. Em erupção
desde 2 de Dezembro de 2014 Vulcão Nevado del Ruíz, Colômbia. Em erupção desde
Vulcões: o que são e como se formam O que é um vulcão? Como se forma? Quais os
seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos estão actualmente em
erupção? Preparámos-lhe um guia sobre vulcões, onde lhe respondemos a estas e a
outras questões. Héctor Rodríguez JORNALISTA E EDITOR DE CIÊNCIA E NATUREZA
ACTUALIZADO A 4 DE DEZEMBRO DE 2023, 15:50 Partilhar O que é um vulcão? Como
se formam os vulcões? Componentes de um vulcão Quantos tipos de vulcão existem?
Quantos vulcões há no mundo Quantos vulcões existem em Portugal Vulcões
actualmente em erupção O QUE É UM VULCÃO? Um vulcão é, basicamente, uma
abertura ou fenda na crosta terrestre ligada a uma câmara magmática através da qual
os materiais incandescentes sob a forma de magma (lava, gás e líquidos a altas
temperaturas) existentes no interior de um planeta emergem, acumulando-se à sua
superfície. Assine a revista National Geographic agora por apenas 1€ por mês. Saber
mais Desde quando os vulcões fascinam os seres humanos? Como parece sugerir a
alegada representação mais antiga de um vulcão, descoberta na gruta de Chauvet-
Pont d'Arc, no sul de França, com 36.000 anos de idade, os vulcões são estruturas
geológicas conhecidas e temidas desde a pré-história. Também foram descritos por
gregos e romanos. Com efeito, Aristóteles defendia que os vulcões se formavam
devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra e emergiam à superfície.
A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do fogo na mitologia romana.
NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não pode ignorar Héctor
Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem formar-se de duas
formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o movimento contínuo das
placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os chamados pontos quentes,
onde o material incandescente emerge pontualmente numa zona específica do
planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões costumam ter origem nas
suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a primeira ocorre nas zonas
de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica oceânica e uma placa
continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa do que a segunda,
acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta afunda-se,
formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à enorme fricção e
à perda de água da crosta subduzida, as rochas fundem-se, gerando magma, o qual
sobe devido à diferença de temperatura e densidade, dando origem a erupções
vulcânicas e, com estas, novos vulcões. É este o caso da Cordilheira dos Andes, com
os seus numerosos vulcões, que se formou devido à colisão de placa de Nazca (sobre
as águas do Oceano Pacífico) com o continente sul-americano há milhares de anos.
Também se formam vulcões nas zonas de convergência quando duas placas
oceânicas colidem. Neste caso, forma-se nas extremidades de ambas as placas aquilo
que se conhece por arco vulcânico – por outras palavras, um conjunto de vulcões que,
com o passar do tempo, pode aparecer à superfície do oceano sob a forma de ilhas. É o
caso do arco vulcânico indonésio, das Antilhas Menores ou do conjunto de ilhas do
Japão. Vulcões: o que são e como se formam O que é um vulcão? Como se forma?
Quais os seus componentes? Que tipos de vulcões existem e quantos estão
actualmente em erupção? Preparámos-lhe um guia sobre vulcões, onde lhe
respondemos a estas e a outras questões. Héctor Rodríguez JORNALISTA E EDITOR DE
CIÊNCIA E NATUREZA ACTUALIZADO A 4 DE DEZEMBRO DE 2023, 15:50 Partilhar O que
é um vulcão? Como se formam os vulcões? Componentes de um vulcão Quantos tipos
de vulcão existem? Quantos vulcões há no mundo Quantos vulcões existem em
Portugal Vulcões actualmente em erupção O QUE É UM VULCÃO? Um vulcão é,
basicamente, uma abertura ou fenda na crosta terrestre ligada a uma câmara
magmática através da qual os materiais incandescentes sob a forma de magma (lava,
gás e líquidos a altas temperaturas) existentes no interior de um planeta emergem,
acumulando-se à sua superfície. Assine a revista National Geographic agora por
apenas 1€ por mês. Saber mais Desde quando os vulcões fascinam os seres
humanos? Como parece sugerir a alegada representação mais antiga de um vulcão,
descoberta na gruta de Chauvet-Pont d'Arc, no sul de França, com 36.000 anos de
idade, os vulcões são estruturas geológicas conhecidas e temidas desde a pré-história.
Também foram descritos por gregos e romanos. Com efeito, Aristóteles defendia que
os vulcões se formavam devido a ventos subterrâneos que rompiam a crosta da Terra e
emergiam à superfície. A palavra “vulcão” deriva de “Vulcano”, nome do deus do fogo
na mitologia romana. NOTÍCIAS RELACIONADAS Os 12 vulcões que o mundo não pode
ignorar Héctor Rodríguez COMO SE FORMAM OS VULCÕES? Os vulcões podem
formar-se de duas formas: devido ao movimento tectónico das placas, ou seja, o
movimento contínuo das placas da crosta terrestre sobre o manto fundido, ou os
chamados pontos quentes, onde o material incandescente emerge pontualmente
numa zona específica do planeta. Quando se trata das placas tectónicas, os vulcões
costumam ter origem nas suas extremidades e podem formar-se de duas maneiras: a
primeira ocorre nas zonas de convergência. Por exemplo, quando uma placa litosférica
oceânica e uma placa continental convergem ou chocam, se a primeira for mais densa
do que a segunda, acontece algo denominado processo de subducção. Ou seja, esta
afunda-se, formando uma fossa oceânica muito funda. Neste processo, devido à
enorme fricção e à perda de á EREZ MAROM / CORDON PRESS Fagradalsfjall, Islândia
Os vulcões também surgem em zonas de divergência, isto é, nos locais da crosta
terrestre onde duas placas se separam: aqui, a litosfera quebra-se, ou enfraquece,
deixando aflorar o magma do interior da Terra. Nestas ocasiões, o magma sobe,
impulsionado pelas correntes de convecção. São magmas pouco viscosos que, em
geral, provocam erupções de baixa explosividade, formando os chamados vulcões de
rift. Um bom exemplo disto é o Vale do Rift, situado na região oriental de África.
NOTÍCIAS RELACIONADAS A surpreendente origem dos vulcões da Turquia RICHARD
KEMENY Os vulcões também podem surgir longe das extremidades das placas, nos
chamados pontos quentes vulcânicos. Estes pontos quentes resultam da presença
das plumas de manto ou plumas mantélicas, ou seja, colunas estreitas de material
incandescente fundido provenientes do manto que emergem até à superfície. Se uma
destas plumas vulcânicas aflorar no oceano, formará um vulcão submarino, que, ao
alcançar a superfície, se transformará numa ilha vulcânica. Além disso, como a crosta
se desloca sobre o manto terrestre e sobre as plumas, este tipo de vulcanismo
costuma dar origem à formação de cadeias de ilhas vulcânicas, como as ilhas do
Hawai ou o arquipélago das Canárias. Estas plumas também podem formar-se sob a
placa continental, como sucede no Parque Nacional de Yellowstone, sob o qual se
encontra uma das maiores câmaras de magma do nosso planeta e repousa um
supervulcão inquietantemente activo, já adormecido há cerca de 640.000 anos.
NOTÍCIAS RELACIONADAS Debaixo de Yellowstone Brian Skerry, Nina Strochlic
COMPONENTES DE UM VULCÃO A vulcanologia estuda as dinâmicas geológicas
associadas aos vulcões e um dos elementos bem conhecidos são as diferentes
componentes observáveis. Embora existam vulcões com diversos tamanhos e formas,
é possível identificar uma série de elementos comuns a todos. Vejamos os principais
componentes de um vulcão: Uma das partes mais importantes e definidoras de um
vulcão é a câmara magmática, igualmente denominada câmara de magma. A câmara
magmática é um grande depósito de rocha fundida (magma) que se encontra sob a
crosta terrestre, sujeito a uma grande pressão. Mais cedo ou mais tarde, esta pressão
acabará por fracturar as rochas em seu redor. Se estas fracturas encontrarem um
caminho até a superfície, darão origem a uma erupção vulcânica. Pelo contrário, se o
magma arrefecer e solidificar antes de alcançar o exterior, formar-se-á um plutão, ou
seja, uma grande massa rochosa encaixada na crosta terrestre. ISTOCK Tungurahua,
Equador. Outro elemento essencial é a chaminé vulcânica. Trata-se de uma conduta
ou galeria principal, geralmente vertical, que liga a câmara magmática de alguns
vulcões à superfície da crosta terrestre. Pode ter origem a 200 quilómetros de
profundidade e costuma atravessar as zonas mais fracas da crosta, através das quais o
magma abre caminho mais facilmente. A cratera é a abertura do vulcão,
correspondendo ao ponto onde a chaminé vulcânica entra em contacto com a
superfície e através do qual o magma jorra do interior da Terra. A expulsão de material a
partir do interior da Terra forma o cone vulcânico, uma edificação de materiais nas
margens da cratera causada pela acumulação de lava, piroclastos e cinza expelidos
por um vulcão. A lava é rocha silicatada suficientemente quente para estar em estado
líquido, que é expelida por um vulcão à superfície da crosta. A temperatura à qual
emerge do interior de Terra costuma situar-se entre os 700º C e os 1.200º C. Depois de
ser expelida do interior do vulcão, a lava forma escoadas,que podem receber
diferentes nomes segundo a sua viscosidade, teor de silício e comportamento
mecânico. Os respiradouros, ou chaminés secundárias, formam-se nos grandes
vulcões. Devido à grande dimensão destes vulcões, o magma pode deslocar-se através
de fendas novas e alcançar a superfície através de condutas mais pequenas chamadas
respiradouros. Junto à saída destes respiradouros pode ocorrer acumulação de
material sob a forma de cones mais pequenos que recebem o nome de cones
secundários. Outro elemento fundamental dos vulcões é o fluxo piroclástico ou
correntes de densidade, que são fluxos rápidos de gás e alguns elementos sólidos,
como rochas e cinzas, que se afastam do vulcão, geralmente ao nível do solo, a altas
velocidades (até 750 km por hora) e a temperaturas que podem atingir os 1.000º C.
Devido ao seu elevado poder destrutivo, esta é uma das maiores ameaças associadas
a um vulcão. Quando ocorre uma erupção vulcânica, é habitual formar-se uma nuvem
de cinzas ou nuvem vulcânica, que, como o nome indica, é formada por cinzas,
pequenos pedaços de rocha pulverizada, vidro vulcânico e gases gerados por uma
erupção vulcânica. Devemos recordar que, em vulcanologia, o termo cinza está
restringido às partículas de rocha e mineral com menos de 2 milímetros de diâmetro
expelidas através de uma abertura vulcânica. Por fim, uma das componentes de um
vulcão e das erupções vulcânicas são as denominadas bombas vulcânicas ou
piroclastos, ou seja, projécteis de maiores dimensões do que as cinzas. São
fragmentos que medem mais de 64 milímetros de diâmetro, embora já se tenham
registado bombas vulcânicas com várias dezenas de metros. Costumam sair do vulcão
em estado viscoso ou semi fundido, mas arrefecem e solidificam antes de tocar no
solo e podem voar vários quilómetros a partir do centro da erupção. SALVATORE
ALLEGRA / AP IMAGES Etna, Itália. QUANTOS TIPOS DE VULCÃO EXISTEM? Segundo a
sua morfologia, os vulcanólogos distinguem 4 tipos de vulcão: • Cones de escória: Os
vulcões mais simples que existem, formados pela acumulação de material vulcânico
nas margens de uma chaminé vulcânica. É o vulcão mais comum no imaginário
colectivo devido à sua forma cónica típica, rematado, na maioria dos casos, por uma
cratera. Costumam ser vulcões pequenos, geralmente associados a outros maiores,
embora o seu tamanho possa variar entre dezenas e centenas de metros de diâmetro e
altura. Um dos vulcões mais famosos desta categoria é o Paricutín, no México, que
entrou em erupção em 1943 num milheiral e, em nove anos, ergueu um cone de cinzas
que se elevou 2.800 metros acima do nível do mar. • Estratovulcões: algumas das
maiores montanhas do mundo são vulcões. Falamos nos chamados estratovulcões,
ou vulcões compostos, muito comuns em zonas de subducção. Geralmente, são
vulcões muito altos e com encostas ingremes, formadas pela acumulação periódica de
material vulcânico: lava, cinzas, blocos, piroclastos ou bombas vulcânicas. Trata-se de
um vulcão do tipo cónico e, como o próprio nome indica, é formado por múltiplas
camadas de lava endurecida – geralmente, muito viscosa e de rápida solidificação –
organizada em estratos. Entre alguns dos estratovulcões mais famosos do mundo
conta-se o Monte Fuji, no Japão, e o Monte Santa Helena, nos EUA. O maior
estratovulcão da Terra é o vulcão Nevado de Ojos del Salado, no Chile, o qual,
erguendo-se 6.960 metros acima do nível do mar, é também o vulcão mais alto do
planeta. • Vulcões em escudo: ao contrário dos cones de escória e dos estratovulcões,
e alcançando igualmente grandes dimensões, os vulcões em escudo caracterizam-se
pela sua encosta pouco acentuada. Isso deve-se ao facto de os vulcões em escudo se
formarem a partir de lavas fluidas, que podem percorrer grandes distâncias em todas
as direcções antes de solidificarem, e que podem jorrar de uma chaminé principal ou
de várias fendas secundárias do próprio vulcão. Como o seu nome indica,
assemelham-se claramente ao escudo de um guerreiro. Alguns dos maiores vulcões
do mundo são vulcões de escudo. É, por exemplo, o caso das ilhas do Hawai,
formadas por uma cadeia de vulcões de escudo, entre os quais se encontram os
famosos Kilauea e Mauna Loa, o maior vulcão activo da actualidade, e o Pūhāhonu, o
maior vulcão em escudo do mundo. • Domos de lava: os domos de lava são vulcões
imprevisíveis. São gerados por fluxos de lava tão viscosa que é demasiado espessa
para fluir através de uma chaminé ou respiradouro de um vulcão. Estes domos
formam-se no exterior dos vulcões quando a lava de camadas inferiores é empurrada e
podem assumir o formato de espigões pontiagudos, pétalas de flores, línguas
assimétricas ou queques. Os domos de lava, que podem alcançar centenas de metros
de altura, crescem frequentemente nas encostas de grandes vulcões e até nas suas
crateras, nas quais podem formar um tampão, dando, por vezes, origem a erupções
explosivas. Alguns dos vulcões do tipo domo de lava mais famosos do mundo são o
Monte Marapi, na Indonésia, e o Vulcão Santa Maria, na Guatemala. QUANTOS
VULCÕES HÁ NO MUNDO? Segundo os dados do Serviço Geológico dos EUA (USGS),
existem actualmente 1.350 vulcões activos, dos quais 500 entraram em erupção nos
últimos 12.000 anos. Para um vulcão ser considerado activo deve ter demonstrado
actividade nos últimos 10.000 anos. A maioria dos vulcões da actualidade encontram-
se concentrados no Anel de Fogo do Pacífico. Em termos de países, aqueles onde
existem mais vulcões são os EUA, a Indonésia, o Japão, a Rússia e o Chile. GTRES
Kilauea, Hawai. QUANTOS VULCÕES EXISTEM EM PORTUGAL? Neste momento, em
Portugal, só podemos encontrar vulcões activos no arquipélago dos Açores e ao largo
da costa. Nos Açores, contam se 26 sistemas vulcânicos activos, incluindo
submarinos, embora a maioria sem dar sinal de vida há séculos. No conjunto das nove
ilhas, apenas Santa Maria não tem qualquer vulcão activo. A memória mais recente de
um vulcão a entrar em erupção no nosso país remete-nos para treze meses intensos
em meados do século XX na ilha do Faial. A última erupção do Vulcão dos Capelinhos
deu-se a 24 de Outubro de 1958. A Madeira não tem vulcões activos. NOTÍCIAS
RELACIONADAS Série “Da nossa estante”: Leve lava Paulo Rolão VULCÕES
ACTUALMENTE EM ERUPÇÃO Apesar de parecer simples, é difícil afirmar quantos
vulcões estão actualmente em erupção. Segundo os dados fornecidos pelo Programa
de Vulcanismo Global do Instituto Smithsonian, que se dedica a documentar os
vulcões da Terra e a sua história eruptiva nos últimos 10.000 anos, existem até 20
vulcões em erupção em simultâneo enquanto lê estas linhas. No entanto, o número de
vulcões activos depende da escala de tempo contemplada, razão pela qual as opiniões
diferem consoante os vulcanólogos. Estes são alguns dos números propostos pelo
Instituto Smithsonian, segundo a última actualização da sua base de dados: Vulcões
em erupção neste momento: 48 Vulcões que entraram em erupção em 2022: 54
Vulcões que entraram em erupção em 2021: 75 Vulcões que entraram em erupção em
2021: 68 Vulcões com erupções históricas confirmadas: 557 Vulcões com erupções
confirmadas durante o Holoceno (últimos 10.000 anos): 860 SAÚL SANTOS Em
Espanha, por exemplo, o último vulcão a entrar em erupção, em 2021, foi o localizado
no Parque Natural Cumbre Vieja, na ilha canária de La Palma. LISTA DE VULCÕES EM
ERUPÇÃO: Vulcão Wolf, Equador. Em erupção desde 6 de Janeiro de 2022 Vulcão
Ambae, Vanuatu. Em erupção desde 5 de Dezembro de 2021 Vulcão Turrialba, Costa
Rica. Em erupção desde 3 de Novembro de 2021 Vulcão Kavachi, Ilhas Salomão. Em
erupção desde 2 de Outubro de 2021 Vulcão Kilauea, EUA. Em erupção desde 29 de
Setembro de 2021 Vulcão Pavlof, EUA. Em erupção desde 5 de Agosto de 2021 Vulcão
Rincón de la Vieja, Costa Rica. Em erupção desde 18 de Junho de 2021 Vulcão Great
Sitkin, EUA. Em erupção desde 25 de Maio de 2021 Vulcão Telica, Nicarágua. Em
erupção desde 21 de Abril de 2021 Vulcão Semisopochnoi, Estados Unidos. Em
erupção desde 2 de Fevereiro de 2021 Vulcão Marapi, Indonésia. Em erupção. Vulcão
San Cristóbal. Nicarágua. Indonésia. Em erupção desde 27 de Dezembro de 2020
Vulcão Lewotolok, Indonésia. Em erupção desde 27 de Novembro de 2020 Vulcão
Karymsky, Rússia. Indonésia. Em erupção desde 17 de Março de 2020 Vulcão Sangay,
Equador. Indonésia. Em erupção desde 26 de Março de 2019 Vulcão Tinakula, Ilhas
Salomão. Indonésia. Em erupção desde 8 de Dezembro de 2018 Vulcão Karangetang,
Indonésia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Novembro de 2018 Vulcão Barren
Island, Índia. Indonésia. Em erupção desde 25 de Setembro de 2018 Vulcão
Nyamulagira, República Democrática do Congo. Em erupção desde 18 de Abril de 2018
Vulcão Kadovar, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 5 de Janeiro de 2018 Vulcão Ol
Doinyo Lengai, Tanzânia. Em erupção desde 9 de Abril de 2017 Vulcão Aira, Japão. Em
erupção desde 25 de Março de 2017 Vulcão Sabancaya, Peru. Em erupção desde 6 de
Novembro de 2016 Vulcão Nevados de Chillán, Chile. Em erupção desde 8 de Janeiro
de 2016, Vulcão Langila, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 22 de Outubro de 2015
Vulcão Masaya, Nicarágua. Em erupção desde 3 de Outubro de 2015 Vulcão Tofua,
Tonga. Em erupção desde 2 de Outubro de 2015 Vulcão Villarrica, Chile. Em erupção
desde 2 de Dezembro de 2014 Vulcão Nevado del Ruíz, Colômbia. Em erupção desde
18 de Novembro de 2014 Vulcão Saunders, Reino Unido. Em erupção desde 12 de
Novembro de 2014 Vulcão Manam, Papua Nova Guiné. Em erupção desde 29 de Junho
de 2014 Vulcão Semeru, Indonésia. Em erupção desde 1 de Abril de 2014 Vulcão Etna,
Itália. Em erupção desde 3 de Setembro de 2013 Vulcão Bezymianny, Rússia. Em
erupção desde 21 de Maio de 2010 Vulcão Reventador, Equador. Em erupção desde 27
de Julho de 2008 Vulcão Ibu, Indonésia. Em erupção desde 5 de Abril de 2008 Vulcão
Popocatepetl, México. Em erupção desde 9 de Janeiro de 2005 Vulcão Suwanosejima,
Japão. Em erupção desde 23 de Outubro de 2004 Vulcão Nyiragongo, República
Democrática do Congo. Em erupção desde 17 de Maio de 2002. Vulcão Fuego,
Guatemala. Em erupção desde 4 de Janeiro de 2002 Vulcão Bagana, Papua Nova
Guiné. Em erupção desde 28 de Fevereiro de 2000 Vulcão Sheveluch, Rússia. Em
erupção desde 15 de Agosto de 1999 Vulcão Erebus, Antárctida. Em erupção desde 16
de Dezembro de 1972. Vulcão Erta Ale, Etiópia. Em erupção desde 2 de Julho de 1967
Vulcão Stromboli, Itália. Em erupção desde 2 de Fevereiro de 1934 Vulcão Dukono,
Indonésia. Em erupção desde 13 de Agosto de 1933 Vulcão Santa María, Guatemala.
Em erupção desde 22 de Junho de 1922 Vulcão Yasur, Vanuatu. Em erupção desde 2 de
Julho de 1774 RELACIONADO BIG SCIENCE Neste dia, em 2003, foi (quase) concluído o
mapeamento do genoma humano E AGORA? Eis o plano audacioso da NASA para
construir uma base