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Sandra

O caso de Sandra, uma enfermeira de 35 anos, envolve sua reabilitação funcional após um afastamento de 90 dias devido a transtorno depressivo e estresse ocupacional. O acompanhamento psicológico, que já dura quatro meses, foca em estratégias de regulação emocional e manejo do estresse, enquanto a Bateria Fatorial de Personalidade revelou altos níveis de neuroticismo e depressão, além de características de passividade e baixa extroversão. O objetivo é elaborar um plano de reabilitação que considere suas dificuldades emocionais e a integração com sua equipe de trabalho.

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Sandra

O caso de Sandra, uma enfermeira de 35 anos, envolve sua reabilitação funcional após um afastamento de 90 dias devido a transtorno depressivo e estresse ocupacional. O acompanhamento psicológico, que já dura quatro meses, foca em estratégias de regulação emocional e manejo do estresse, enquanto a Bateria Fatorial de Personalidade revelou altos níveis de neuroticismo e depressão, além de características de passividade e baixa extroversão. O objetivo é elaborar um plano de reabilitação que considere suas dificuldades emocionais e a integração com sua equipe de trabalho.

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Estudo de Caso: Sandra

Identificação da Paciente
Sandra, 35 anos, solteira, sem filhos, graduada em Enfermagem com
especialização em Terapia Intensiva.

Solicitante
Dr. Roberto Albuquerque (Médico do Trabalho – Hospital Vida e Saúde S/A,
CRM/ES 00000).

CASO

A solicitação foi encaminhada pelo setor de Saúde Ocupacional do hospital por meio
de ofício institucional, no contexto do acompanhamento de trabalhadora em
processo de reabilitação funcional.

O médico do trabalho solicita informações psicológicas que auxiliem na


compreensão do funcionamento atual de Sandra, com foco em sua evolução clínica
ao longo do acompanhamento psicológico e em aspectos relevantes para
planejamento de retorno gradual às atividades laborais.

O objetivo institucional refere-se à construção de um plano de reabilitação e


readaptação funcional, considerando o histórico recente de afastamento do trabalho.

A elaboração deste documento ocorreu mediante ciência e autorização da paciente


para compartilhamento das informações pertinentes à finalidade da solicitação.

Sandra encontra-se em acompanhamento psicoterapêutico há quatro meses, com


frequência semanal, totalizando dezoito sessões até o momento.

A paciente esteve afastada de suas atividades profissionais por noventa dias, em


decorrência de quadro de sofrimento psíquico associado ao trabalho, com
diagnóstico médico prévio de transtorno depressivo e estresse ocupacional.
A busca por atendimento psicológico ocorreu após agravamento de sintomas como
apatia, crises de choro no ambiente de trabalho, insônia, sensação persistente de
exaustão e sentimentos de culpa relacionados à assistência a pacientes em estado
crítico.

Durante o acompanhamento, Sandra relata que sua atuação profissional em


unidade de terapia intensiva envolvia elevada demanda emocional, especialmente
em situações de óbito e deterioração clínica de pacientes sob seus cuidados. Refere
dificuldade em separar o impacto emocional dessas situações do exercício técnico
da função.
A paciente descreve forte identificação com sua equipe e com os pacientes sob sua
responsabilidade, relatando tendência a prolongar reflexões e preocupações sobre
eventos ocorridos no ambiente hospitalar após o término do expediente.

Na 9ª sessão, foi aplicada a Bateria Fatorial de Personalidade (BFP) como recurso


auxiliar de avaliação de características de personalidade relacionadas ao contexto
apresentado.

As intervenções terapêuticas incluíram manejo de estresse ocupacional, estratégias


de regulação emocional, psicoeducação sobre limites profissionais e reestruturação
cognitiva voltada ao vínculo entre identidade pessoal e desempenho laboral.

Resultados da Bateria Fatorial de Personalidade (BFP)

Neuroticismo (N)
Vulnerabilidade (N1): Muito Alto
Escores elevados sugerem maior tendência a sentir-se fragilizado, inseguro ou
emocionalmente dependente diante de situações difíceis.

Escores baixos sugerem maior autoconfiança, independência emocional, frieza e


falta de sensibilidade com os outros.

Instabilidade Emocional (N2): Médio

Escores elevados sugerem maior propensão a mudanças intensas de humor,


irritabilidade e reatividade emocional.

Escores baixos sugerem maior estabilidade emocional e menor frequência de


reações emocionais intensas e negativas.

Passividade (N3): Médio

Escores elevados sugerem tendência à passividade, menor iniciativa,


procrastinação e dificuldade para enfrentar problemas.
Escores baixos sugerem postura mais ativa, iniciativa e disposição para agir diante
de desafios ou conflitos.

Depressão (N4): Alto

Escores elevados sugerem maior frequência de sentimentos de tristeza, desânimo


ou insatisfação.

Escores baixos podem sugerir mais otimismo e dificuldade de reconhecer


problemas cotidianos sem minimizá-los.
Extroversão (E)
Comunicação (E1): Baixo

Escores elevados sugerem facilidade para expressar ideias em público, conversar e


interagir verbalmente.

Escores baixos sugerem maior reserva, constrangimento em situações de


exposição e que falam menos de si mesmas.

Altivez (E2): Médio

Escores elevados sugerem autoconfiança, tendência a assumir protagonismo em


situações sociais, predisposição para falar sobre si, necessidade de receber
atenção e crença que os demais os invejam.

Escores baixos sugerem postura mais modesta, tendem a se vangloriar pouco sobre
suas capacidades e conquistas, sentem menor necessidade de destaque e podem
ter dificuldade de reconhecer suas próprias virtudes.

Dinamismo (E3): Médio

Escores elevados sugerem iniciativa, necessidade de manter-se em atividade e


tendência a se envolver em mais de uma atividade.

Escores baixos sugerem tendência a se envolver em menor número de atividades,


demorar mais para colocar ideias em prática e menor necessidade de fazer alguma
atividade para se sentir bem.

Interações Sociais (E4): Baixo

Escores elevados sugerem interesse por contatos sociais, grupos e convivência


interpessoal.

Escores baixos sugerem preferência por atividades mais solitárias ou grupos


restritos e lugares com menos estímulos.
Socialização (S)
Amabilidade (S1): Alto
Escores elevados sugerem empatia, cordialidade e consideração pelos sentimentos
alheios.

Escores baixos sugerem pouco interesse com as necessidades dos outros,


autocentrismo e pouca preocupação em promover o bem-estar dos outros.

Pró-Sociabilidade (S2): Alto

Escores elevados sugerem evitação de situações de risco, enfrentamentos legais e


morais.
Escores baixos sugerem tendência a envolver a si e os outros em situações de
risco, pouca preocupação em seguir regras e tratamento hostil com os demais.

Confiança nas Pessoas (S3): Alto

Escores elevados sugerem tendência a confiar nas intenções das outras pessoas e
agir com ingenuidade.

Escores baixos sugerem maior cautela ou desconfiança nas relações interpessoais


e dificuldade de intimidade interpessoal.

Realização (R)
Competência (R1): Baixo
Escores elevados sugerem forte percepção de capacidade para resolver problemas
e realizar tarefas.

Escores baixos sugerem dúvidas frequentes sobre a própria capacidade ou eficácia


e tendência a desistir de seus objetivos ou não os ter muito claro.
Ponderação (R2): Médio

Escores elevados sugerem cautela, reflexão e planejamento antes das ações.

Escores baixos sugerem tendência a agir rapidamente, com menor consideração


prévia das consequências, por falta de planejamento.

Empenho (R3): Médio

Escores elevados sugerem persistência, disciplina, dedicação às atividades


iniciadas, perfeccionismo.

Escores baixos sugerem pouca dedicação a atividades profissionais e acadêmicas,


maior descuido ao finalizar tarefas e dificuldade em concluir tarefas.

Abertura à Experiência (A)


Abertura a Ideias (A1): Médio
Escores elevados sugerem interesse por novos conhecimentos, reflexões, novas
perspectivas, aprendizagem, fantasias, ideias abstratas, arte, novas tendências
musicais e afins.

Escores baixos sugerem pouca curiosidade em conhecer novos temas, maior


conservadorismo em relação a seus gostos artísticos e rigidez conceitual.

Liberalismo (A2): Baixo

Escores elevados sugerem abertura para questionar normas, valores e formas


tradicionais de organização social.

Escores baixos sugerem maior valorização de regras, tradições e convenções


estabelecidas.
Busca por Novidades (A3): Baixo

Escores elevados sugerem interesse por experiências novas, variedade e


mudanças frequentes, podendo ficar facilmente entediadas com pouca motivação
para realizar tarefas repetitivas.

Escores baixos sugerem preferência por rotina, previsibilidade e estabilidade, pouco


interesse em novas atividades.

Orientação para Elaboração do Documento


Com base nas informações apresentadas, elabore um relatório psicológico
conforme a Resolução CFP nº 06/2019.

Na elaboração do documento, considere:

• A finalidade da solicitação realizada pela escola;


• Os limites éticos do compartilhamento de informações;
• A integração entre os dados do acompanhamento psicológico e os resultados
da BFP;
• As potencialidades e dificuldades observadas;
• A necessidade de utilizar linguagem técnica, objetiva e compatível com
documentos psicológicos.
Evite reproduzir integralmente os resultados do instrumento. Utilize apenas as
informações necessárias para responder à demanda apresentada.

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