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ATIVIDADE

O documento apresenta uma série de questões sobre a colonização do Brasil, abordando temas como capitanias hereditárias, hierarquia social, absolutismo português e movimentos de independência. As questões discutem as causas do fracasso do sistema de capitanias, a dinâmica social da colônia e a relação entre Estado e economia. Além disso, o texto menciona a importância da arte e das práticas religiosas na sociedade brasileira.
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ATIVIDADE

O documento apresenta uma série de questões sobre a colonização do Brasil, abordando temas como capitanias hereditárias, hierarquia social, absolutismo português e movimentos de independência. As questões discutem as causas do fracasso do sistema de capitanias, a dinâmica social da colônia e a relação entre Estado e economia. Além disso, o texto menciona a importância da arte e das práticas religiosas na sociedade brasileira.
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ATIVIDADE

1- (Fuvest-SP) A divisão do Brasil em capitanias hereditárias não seria


apenas a primeira tentativa oficial de colonização portuguesa na
América, mas também a primeira vez que europeus transportaram
um modelo civilizatório para o Novo Mundo.

A esse respeito, é correto afirmar que:


A) O modelo implantado era totalmente desconhecido dos portugueses
e cada donataria tinha reduzidas dimensões.
B) Representava uma experiência feudal em terras americanas, sem
nenhum componente econômico mercantilista.
C) Atraiu sobretudo a alta nobreza pelas possibilidades de lucros
rápidos.
D) A Coroa, com sérias dívidas, transferia para os particulares as
despesas da colonização, temendo perder a colônia para os
estrangeiros que ameaçavam nosso litoral.
E) O sistema de capitanias fracassou e não deixou como conseqüências
a questão fundiária e a estrutura social excludente.

2- (Enem ) Em teoria, as pessoas livres da Colônia foram enquadradas


em uma hierarquia característica do Antigo Regime. A transferência
desse modelo, de sociedade de privilégios, vigente em Portugal, teve
pouco efeito prático no Brasil. Os títulos de nobreza eram
ambicionados. Os fidalgos eram raros e muita gente comum tinha
pretensões à nobreza.

FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: Edusp; Fundação do


Desenvolvimento da Educação, 1995 (adaptado).

Ao reelaborarem a lógica social vigente na metrópole, os sujeitos


do mundo colonial construíram uma distinção que ordenava a vida
cotidiana a partir da
A) Concessão de títulos nobiliárquicos por parte da Igreja Católica.
B) Afirmação de diferenças fundadas na posse de terras e de
escravos.
C) Imagem do Rei e de sua Corte como modelo a ser seguido.
D) Miscigenação associada a profissões de elevada qualificação.
E) Definição do trabalho como princípio ético da vida em sociedade.

3- (MACK-SP)
A charge refere-se

A) à organização do Governo Geral, em 1549, dividindo o território


brasileiro em extensos lotes de terras, entregues, por sua vez, a
nobres portugueses responsáveis pelo início efetivo da
colonização do Brasil.
B) às dificuldades encontradas pelo coroa portuguesa no início da
colonização do Brasil, uma vez que, em virtude, dentre outros, do
fracasso das Capitanias Hereditárias, a colônia sofria constantes
ataques de piratas europeus.
C) ao fracasso do Governo Geral, em virtude da corrupção existente
na corte portuguesa, transferida para o Brasil, responsável pela
concessão de privilégios aos piratas franceses no comércio do
pau-brasil.
D) ao Governo Geral, responsável pela efetivação da colonização
brasileira, por meio de incentivos aos bandeirantes paulistas, para
que ultrapassassem os limites de Tordesilhas e expulsassem os
piratas franceses fixados no litoral.
E) às dificuldades encontradas pela coroa portuguesa na efetiva
organização da exploração da colônia, uma vez que a abundância
de metais preciosos ali despertou, nos piratas europeus, o
interesse pelas terras lusas na América.

4- (ENEM)A originalidade do Absolutismo português talvez esteja no fato


de ter sido o regime político europeu que melhor sintetizou a ideia do
patrimonialismo estatal: os recursos materiais da nação se
confundindo com os bens pessoais do monarca.

LOPES, M. A. O Absolutismo: política e sociedade na Europa moderna. São


Paulo: Brasiliense, 1996 (adaptado).
Na colonização do Brasil, o patrimonialismo da Coroa portuguesa
ficou evidente
A) nas capitanias hereditárias.
B) na catequização indígena.
C) no sistema de plantation.
D) nas reduções jesuítas.
E) no tráfico de escravos.

5- ( FATEC-SP) O projeto de ocupação populacional da Colônia foi


estabelecido entre 1534 e 1536, com a adoção do sistema de
capitanias hereditárias, que já havia sido empregado com sucesso
nas ilhas atlânticas e, além do Brasil, seria estendido à Angola. O
objetivo do rei D. João III com o sistema de capitanias hereditárias era
promover a ocupação territorial, transferindo o ônus para
particulares. O sistema consistia na concessão pelo rei de extensos
domínios a particulares, os quais recebiam uma carta de doação real
e um foral, no qual estavam especificadas suas obrigações. O
donatário, nome dado ao particular que recebia a capitania, tinha o
direito de explorá-la economicamente, administrar a Justiça e, ao
mesmo tempo, estava obrigado a se sujeitar à autoridade da Coroa, a
recolher os tributos e a expandir a fé católica, entre outras
atribuições. Cabia ao donatário, ainda, a concessão de sesmarias,
grandes extensões de terras que estão na origem do latifúndio no
Brasil. O sistema, contudo, começou a apresentar problemas para os
donatários. Poucas foram as capitanias que efetivamente
prosperaram.

[Link] Acesso em: 15.10.2019. Adaptado.

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, algumas das


causas do fracasso do sistema descrito no texto.

A)A maior parte dos donatários enfrentou a resistência dos grupos


indígenas à ocupação de seus territórios tradicionais, os altos custos
de manutenção e de desenvolvimento das capitanias e/ou a falta de
assistência por parte da Coroa portuguesa.

B)Por serem de origem nobre, os donatários não demonstraram as


habilidades necessárias para administrar adequadamente os recursos
econômicos de suas capitanias e gerar lucros, forçando a Coroa
portuguesa a promulgar a Lei de Terras.

C)A natureza política do sistema de capitanias hereditárias foi


questionada pela burguesia portuguesa, que recorreu a cortes
internacionais para impedir a distribuição da maior parte das terras
americanas aos membros da nobreza.
D)O declínio do sistema é consequência do fracasso agrícola, causado
pela alternância de períodos de chuva intensa e secas prolongadas,
características do clima de monções predominante na maior parte do
território americano.

E)O sistema entrou em colapso quando a terceira geração de


donatários foi derrotada na guerra contra os corsários franceses, que,
após a vitória, ocuparam os territórios das antigas capitanias
hereditárias.

6- (ENEM ) O movimento sedicioso ocorrido na capitania de Pernambuco, no ano 1817,


foi analisado de formas diferentes por dois meios de comunicação daquela época. O
Correio Braziliense apontou para o fato de ser “a comoção no Brasil motivada por um
descontentamento geral, e não por maquinações de alguns indivíduos”. Já a Gazeta do
Rio de Janeiro considerou o movimento como um “pontual desvio de norma, apenas
uma ‘mancha’ nas ‘páginas da História Portuguesa’, tão distinta pelos testemunhos de
amor e respeito que os vassalos desta nação consagram ao seu soberano”.

JANCSÓ, I; PIMENTA, J. P. Peças de um mosaico. In: MOTA, C. G. (Org.). Viagem


Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000). São Paulo: Senac, 2000 (adaptado).

Os fragmentos das matérias jornalísticas sobre o acontecimento, embora com


percepções diversas, relacionam-se a um aspecto do processo de independência da
colônia luso-americana expresso em dissensões entre:

a) quadros dirigentes em torno da abolição da ordem escravocrata.


b) grupos regionais acerca da configuração político-territorial.
c) intelectuais laicos acerca da revogação do domínio eclesiástico.
d) homens livres em torno da extensão do direito de voto.
e) elites locais acerca da ordenação do monopólio fundiário.

7- (ENEM )Porque todos confessamos não se poder viver sem alguns escravos, que
busquem a lenha e a água, e façam cada dia o pão que se come, e outros serviços que
não são possíveis poderem-se fazer pelos Irmãos Jesuítas, máxime sendo tão poucos,
que seria necessário deixar as confissões e tudo mais. Parece-me que a Companhia
de Jesus deve ter e adquirir escravos, justamente, por meios que as Constituições
permitem, quando puder para nossos colégios e casas de meninos.

LEITE, S. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização


Brasileira. 1938 (adaptado).

O texto explicita premissas da expansão ultramarina portuguesa ao buscar justificar


a

a) propagação do ideário cristão.


b) valorização do trabalho braçal.
c) adoção do cativeiro na Colônia.
d) adesão ao ascetismo contemplativo.
e) alfabetização dos indígenas nas Missões.

8- (ENEM )A soberania dos cidadãos dotados de plenos direitos era imprescindível para a
existência da cidade-estado. Segundo os regimes políticos, a proporção desses
cidadãos em relação à população total dos homens livres podia variar muito, sendo
bastante pequena nas aristocracias e oligarquias e maior nas democracias.

CARDOSO, C. F. A cidade-estado clássica. São Paulo: Ática, 1985.

Nas cidades-estado da Antiguidade Clássica, a proporção de cidadãos descrita no


texto é explicada pela adoção do seguinte critério para a participação política:

a) Controle da terra.
b) Liberdade de culto.
c) Igualdade de gênero.
d) Exclusão dos militares.
e) Exigência da alfabetização.

9- (ENEM )Dois grandes eventos históricos tornaram possível um caso como o de


Menocchio: a invenção da imprensa e a Reforma. A imprensa lhe permitiu confrontar
os livros com a tradição oral em que havia crescido e lhe forneceu as palavras que nele
conviviam. A Reforma lhe deu audácia para comunicar o que pensava ao padre do
vilarejo, conterrâneos, inquisidores — mesmo não tendo conseguido dizer tudo diante
do papa, dos cardeais e dos príncipes, como queria.

GINZBURG, C. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido


pela Inquisição. São Paulo: Cia. das Letras, 2006.

Os acontecimentos históricos citados ajudaram esse indivíduo, no século XVI, a


repensar a visão católica do mundo ao possibilitarem a

a) consulta pública das bibliotecas reais.


b) sofisticação barroca do ritual litúrgico.
c) aceitação popular da educação secular.
d) interpretação autônoma dos textos bíblicos.
e) correção doutrinária das heresias medievais.

10-(ENEM )A arte pré-histórica africana foi incontestavelmente em


veículo de mensagens pedagógicas e sociais. Os San, que constituem
hoje o povo mais próximo da realidade das representações rupestres,
afirmam que seus antepassados lhes explicaram sua visão do mundo
a partir desse gigantesco livro de imagens que são as galerias. A
educação dos povos que desconhecem a escrita está baseada
sobretudo na imagem e no som, no audiovisual.

KI-ZERBO, J. A arte pré-histórica africana. In: KI-ZERBO, J. (Org,).


História geral da África, I: metodologia e pré-história da África.
Brasília: Unesco, 2010.

De acordo com o texto, a arte mencionada é importante para os


povos que a cultivam por colaborar para o(a)

a) transmissão dos saberes acumulados.


b) expansão da propriedade individual.
c) ruptura da disciplina hierárquica.
d) surgimento dos laços familiares.
e) rejeição de práticas exógenas.

11-(ENEM ) A maior parte das agressões e manifestações


discriminatórias contra as religiões de matrizes africanas ocorrem em
locais públicos (57%). É na rua, na via pública, que tiveram lugar mais
de 2/3 das agressões, geralmente em locais próximos às casas de
culto dessas religiões. O transporte público também é apontado como
um local em que os adeptos das religiões de matrizes africanas são
discriminados, geralmente quando se encontram paramentados por
conta dos preceitos religiosos.

REGO, L. F.; FONSECA, D. P. R.; GIACOMINI, S. M. Cartografia social de


terreiros no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2014.

As práticas descritas no texto são incompatíveis com a dinâmica de


uma sociedade laica e democrática porque:

a) asseguram as expressões multiculturais.


b) promovem a diversidade de etnias.
c) falseiam os dogmas teológicos.
d) estimulam os rituais sincréticos.
e) restringem a liberdade de credo.
12-(ENEM )
TEXTO I

A centralização econômica, o protecionismo e a expansão


ultramarina engrandeceram o Estado, embora beneficias sem a
burguesia incipiente.

ANDERSON, P. In: DEYON, P. O mercantilismo. Lisboa: Gradiva,


1989 (adaptado).

TEXTO II

As interferências da legislação e das práticas exclusivistas


restringem a operação benéfica da lei natural na esfera das
relações econômicas.

SMITH, A. A riqueza das Nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983


(adaptado).

Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as


relações entre Estado e economia foram formuladas. Tais
concepções, associadas a cada um dos textos, confrontam-se,
respectivamente, na oposição entre as práticas de:

a) valorização do pacto colonial — combate à livre-iniciativa.


b) defesa dos monopólios régios — apoio à livre concorrência.
c) formação do sistema metropolitano — crítica à livre
navegação.
d) abandono da acumulação metalista — estímulo ao livre-
comércio.
e) eliminação das tarifas alfandegárias — incentivo ao livre-
cambismo.

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