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Obrigações - Parte II

O documento aborda a Parte II do Direito Civil, focando nas obrigações, incluindo a transmissão das obrigações, cessão de crédito e assunção de dívida. Destaca a importância de um material sintético e objetivo para concurseiros, facilitando a assimilação do conteúdo com recursos visuais. O autor, Carlos Elias, é um especialista na área, com vasta experiência em concursos e ensino de Direito Civil.

Enviado por

Neilton Lins
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Obrigações - Parte II

O documento aborda a Parte II do Direito Civil, focando nas obrigações, incluindo a transmissão das obrigações, cessão de crédito e assunção de dívida. Destaca a importância de um material sintético e objetivo para concurseiros, facilitando a assimilação do conteúdo com recursos visuais. O autor, Carlos Elias, é um especialista na área, com vasta experiência em concursos e ensino de Direito Civil.

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DIREITO CIVIL

Obrigações – Parte II

PDF SINTÉTICO

Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes

Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às
penalidades previstas civil e criminalmente.

CÓDIGO:
240109082180

CARLOS ELIAS

Consultor Legislativo do Senado Federal na área de Direito Civil, Processo Civil e


Direito Agrário (único aprovado no concurso de 2012). Advogado. Parecerista. Árbitro.
Ex-Advogado da União (AGU). Ex-Assessor de Ministro do STJ. Doutor e mestre em
Direito na Universidade de Brasília (UnB). Bacharel em Direito na UnB (1º lugar no
vestibular de Direito na UnB 1º/2002). Pós-graduado em Direito Notarial e de Registro.
Pós-graduado em Direito Público. Professor de Direito Civil e de Direito Notarial e
de Registral. Membro da Academia Brasileira de Direito Civil (ABDC). Fundador do
Instituto Brasileiro de Direito Contratual (IBDCont).

O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para HEBER GABRIEL MASCARENHAS DIAS - 08530949501, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Obrigações – Parte II
Carlos Elias

SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Obrigações – Parte II . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
1. Transmissão das Obrigações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2. Cessão de Crédito. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
3. Cessão Pro Soluto e Cessão Pro Solvendo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
4. Assunção de Dívida. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10

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Obrigações – Parte II
Carlos Elias

APRESENTAÇÃO
Fala meu filho, faaaaaaaaaaaala minha filha!
Escrever um livro é algo desafiador. Porém, escrever para o público concurseiro torna
a tarefa ainda mais árdua.
Afinal, há candidatos com diferentes níveis de conhecimento, estudando para seleções
de áreas variadas. No entanto, existe algo em comum entre aqueles que se preparam
para um concurso público: todos querem a aprovação o mais rápido possível e não têm
tempo a perder!
Foi pensando nisso que esta obra nasceu. Você tem em suas mãos um material sintético!
Isso porque ele não é extenso, para não desperdiçar o seu tempo, que é escasso. De igual
modo, não foge da batalha, trazendo tudo o que é preciso para fazer uma boa prova e
garantir a aprovação que tanto busca!
Também identificará alguns sinais visuais, para facilitar a assimilação do conteúdo. Por
exemplo, afirmações importantes aparecerão grifadas em azul. Já exceções, restrições ou
proibições surgirão em vermelho. Há ainda destaques em marca-texto. Além disso, abusei
de quadros esquemáticos para organizar melhor os conteúdos.
Tudo foi feito com muita objetividade, por alguém que foi concurseiro durante muito
tempo. Para você me conhecer melhor, comecei a estudar para concursos ainda na
adolescência, e sempre senti falta de ler um material que fosse direto ao ponto, que me
ensinasse de um jeito mais fácil, mais didático.
Enfrentei concursos de nível médio e superior. Fiz desde provas simples, como recenseador
do IBGE, até as mais desafiadoras, sendo aprovado para defensor público, promotor de
justiça e juiz de direito.
Usei toda essa experiência, de 16 anos como concurseiro, e de outros tantos ensinando
centenas de milhares de alunos de todo o país para entregar um material que possa
efetivamente te atender.
A Coleção PDF Sintético era o material que faltava para a sua aprovação!
Professor Aragonê Fernandes

APRESENTAÇÃO DO PROFESSOR
Professor de Direito Civil e de Direito Notarial e Registral
Doutor e Mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UnB). Bacharel em Direito na
UnB (1º lugar em Direito no vestibular da UnB de 2002). Pós-graduado em Direito Notarial
e de Registro. Pós-Graduado em Direito Público.
Consultor Legislativo do Senado Federal em Direito Civil, Processo Civil e Direito Agrário
(único aprovado no concurso de 2012).

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Carlos Elias

Ex-membro da Advocacia-Geral da União (Advogado da União).


Ex-Assessor de Ministro do STJ. Ex-técnico judiciário do STJ.
Advogado, parecerista e árbitro.
Membro do Grupo de Trabalho do Código Nacional de Normas do Conselho Nacional de
Justiça (CNN-CNJ)
Membro da Comissão de Juristas para Atualização do Código Civil (Senado Federal, 2023)
Fundador do Instituto Brasileiro de Direito Contratual (IBDCont)
Membro do Instituto Brasileiro de Estudos em Responsabilidade Civil (IBERC)
Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFam)
Membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobiliário (IBRADIM)
Membro da Academia Brasileira de Direito Civil (ABDC)
Instagram: @profcarloselias e @direitoprivadoestrangeiro.
Olá, meus amigos e minhas amigas!
Sou o professor Carlos E. Elias de Oliveira. Ministro aula de concurso de Direito Civil há
vários anos.
Pelo meu currículo, você já percebeu que eu vivi estudando para concursos.
Consegui realizar o meu objetivo de ser consultor legislativo do Senado após ser o
único aprovado no concurso de 2012 (é que os concorrentes foram eliminados por não
conseguirem as notas mínimas).
Antes, eu já havia sido aprovado no concurso de Advogado da União (cargo que exerci
por quase três anos).
E, durante a faculdade, eu havia sido aprovado nos concursos de técnico judiciário do
TST e do STJ. Eu preferi ficar no STJ na época.
Vivi, pois, “na pele”, o que você está vivendo agora. Estudar para concurso exige tática.
É sob essa ideia de oferecer a melhor tática de estudo para você que elaboramos o
presente PDF Sintético de Direito Civil.
É um material ideal para quem está com pouco tempo ou para quem fazer uma revisão.
Caso, porém, você tenha mais tempo, o ideal é você ler os PDFs mais longos de Direito
Civil, com o curso completo.
Quero deixar bem claro para vocês o seguinte: é muito importante que você resolva os
exercícios também.
É que, de modo estratégico, eu aprofundo vários temas nos comentários que fiz a
cada questão.
A teoria resumida está umbilicalmente ligada aos exercícios comentados! Não deixe de
resolver os exercícios.
Aliás, muitos conteúdos relevantes estão abordados nos comentários aos exercícios
por motivo de estratégia.
As questões estão ao final do arquivo, organizadas conforme o conteúdo.
Sucesso nos estudos!!
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OBRIGAÇÕES – PARTE II

1. TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES

Ao tratar de transmissão das obrigações, está-se a cuidar de hipóteses de mudanças


de credor e de devedor em uma obrigação, o que ocorre por meio da cessão de crédito e
da assunção de dívida. Atenta-se para este fato: a transmissão das obrigações não implica
extinção da obrigação, mas apenas acarreta a migração da condição de credor ou de devedor
em proveito de outra pessoa. Por isso, não se pode confundir a cessão de crédito e assunção
de dívida com a novação, pois esta última é hipótese de extinção da obrigação em razão
da criação de uma nova.

2. CESSÃO DE CRÉDITO

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A cessão de crédito consiste na mudança do credor na obrigação. Não implica extinção


da obrigação1, mas mera transferência da condição de credor para outra pessoa. Está
disciplinada nos arts. 286 a 298 do CC:

Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação,
a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao
cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação.
Art. 287. Salvo disposição em contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus
acessórios.
Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se
mediante instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do
art. 654.
Art. 289. O cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro
do imóvel.
Art. 290. A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este
notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou
ciente da cessão feita.
Art. 291. Ocorrendo várias cessões do mesmo crédito, prevalece a que se completar com a
tradição do título do crédito cedido.
Art. 292. Fica desobrigado o devedor que, antes de ter conhecimento da cessão, paga ao credor
primitivo, ou que, no caso de mais de uma cessão notificada, paga ao cessionário que lhe apresenta,
com o título de cessão, o da obrigação cedida; quando o crédito constar de escritura pública,
prevalecerá a prioridade da notificação.

1
Se fosse uma novação subjetiva ativa, haveria a extinção de uma obrigação pela criação de uma nova que se distingue
da anterior por envolver um novo credor (art. 360, CC).

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Art. 293. Independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor, pode o cessionário


exercer os atos conservatórios do direito cedido.
Art. 294. O devedor pode opor ao cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as
que, no momento em que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente.
Art. 295. Na cessão por título oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável
ao cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma responsabilidade
lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de má-fé.
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor.
Art. 297. O cedente, responsável ao cessionário pela solvência do devedor, não responde por
mais do que daquele recebeu, com os respectivos juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas
da cessão e as que o cessionário houver feito com a cobrança.
Art. 298. O crédito, uma vez penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver
conhecimento da penhora; mas o devedor que o pagar, não tendo notificação dela, fica exonerado,
subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro.

Como regra, o crédito inteiro, com inclusão dos seus acessórios, como os juros, cláusulas
de multas e as garantias (pessoais ou reais), são abrangidos pela cessão, salvo disposição
em contrário (art. 287, CC).
É nesse sentido que, se o crédito estiver garantido por uma hipoteca (crédito hipotecário),
o cessionário tem o direito de exigir a averbação dessa cessão na matrícula do imóvel,
conforme art. 289 do CC.
A cessão pode ser onerosa ou gratuita, conforme o cedente exija ou não alguma retribuição.
Em regra, a cessão de crédito é admitida e independe de consentimento de outrem.
Excepciona-se essa regra quando houver (1) contrariedade à natureza da obrigação; (2)
vedação em lei; e (3) pacto expresso pelas partes. Di-lo o art. 286, CC:
A cessão de crédito não depende de consentimento do devedor, salvo natureza da
obrigação, lei ou pacto (art. 286, CC). O motivo é claro: devedor não tem direito a caprichos
e, se não quer outro credor, cumpre-lhe pagar a dívida.
Todavia, para que a cessão de crédito seja eficaz contra o devedor, de modo a que ele
passe a ser obrigado a pagar para o novo credor, é essencial que ele seja notificado da
cessão de crédito (art. 290, CC). A notificação se aperfeiçoa quando o devedor, por escrito,
declara ter ciência da cessão (art. 290, CC).
Sem essa notificação, a cessão só é eficaz entre o cedente e o cessionário. Daí decorre
duas consequências importantes:
a) o devedor poderá pagar a dívida para o cedente, que, perante ele, ainda é o credor,
consoante art. 292, CC; e
b) o cessionário – por ter interesse jurídico no crédito – poderá praticar atos destinados
a conservar o seu direito, como, por exemplo, promover um protesto para interromper a
prescrição ou reivindicar medidas judiciais cautelares para bloquear bens do devedor que
esteja dilapidando o seu patrimônio abusivamente tudo conforme art. 293, CC.

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3. CESSÃO PRO SOLUTO E CESSÃO PRO SOLVENDO

Quanto à responsabilidade do cedente pela solvência do devedor, a cessão de crédito


pode ser pro soluto ou pro solvendo.
A cessão pro soluto exonera o cedente da responsabilidade pela solvência do devedor. O
cessionário assume o risco. Em regra, as cessões de crédito são pro soluto, salvo expressa
previsão contratual diversa (art. 296, CC). O motivo é claro: quem compra um recebível (ou
seja, um adquire um crédito por cessão) presumidamente calculou os riscos de o devedor
efetivamente ter condição de pagar a dívida no vencimento e, com base nesse cálculo,
pagou o cedente pelo crédito cedido. A expressão pro soluto envolve a ideia de que o
cedente, ao transferir o crédito, quitou, solveu a sua obrigação de transferir: a dívida dele
está solvida (soluto).
Já a cessão pro solvendo não exonera o cedente da responsabilidade pela solvência do
devedor. O cedente é uma espécie de garantidor de que o crédito cedido será pago. Trata-se
de situação excepcional, razão por que a cessão pro solvendo depende de previsão expressa
(art. 296, CC).

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4. ASSUNÇÃO DE DÍVIDA

A assunção de dívida também é chamada de cessão de débito. Consiste na transmissão


da condição de devedor para outrem, o assuntor2. É a substituição do devedor. É uma
sucessão a título singular do débito. Não há extinção da obrigação, mas mera mudança da
pessoa do devedor. O tema está nos arts. 299 a 303 do CC:

Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso
do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era
insolvente e o credor o ignorava.
Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção
da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.
Art. 300. Salvo assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir
da assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor.
Art. 301. Se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o débito, com todas as
suas garantias, salvo as garantias prestadas por terceiros, exceto se este conhecia o vício que
inquinava a obrigação.
Art. 302. O novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao
devedor primitivo.
Art. 303. O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito
garantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta dias a transferência do débito,
entender-se-á dado o assentimento.

O devedor só pode ceder a dívida a outrem com consentimento expresso do credor


(art. 299, CC).
Sem o consentimento do credor, a assunção de dívida não é eficaz perante o credor,
mas apenas entre as partes.
Se o credor for notificado para apresentar o seu consentimento, o seu silêncio presumirá
recusa, conforme art. 299, parágrafo único, CC.

2
Neologismo utilizado por civilistas, como Antunes Varela, Nelson Rosenvald, Cristiano Chaves, Carlos Roberto Gonçalves
(Gonçalves, 2011, p. 228).

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Carlos Elias

Essa é a regra geral, mas há exceção no art. 303 do CC, que determina que o silêncio
do credor por 30 dias após a notificação equivalerá a consentimento se o seu crédito era
garantido por hipoteca. É que, nesse caso, não há prejuízo ao credor, que possui uma garantia
real à solvabilidade da dívida.
Novo devedor, novas exceções. Daí decorre que o assuntor obviamente não pode opor
as exceções pessoais do devedor primitivo (art. 302). Exceções significa defesa. Exceções
pessoais são defesas que uma pessoa especificamente possui. Não poderia, por exemplo,
o assuntor se recusar a cumprir a obrigação alegando que o negócio jurídico é anulável
diante de um erro sofrido pelo antigo devedor havia incorrido em erro, pois aí se tem uma
exceção pessoal.

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