UNIVERSIDADE PAULISTA - (UNIP)
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
CURSO: PEDAGOGICO
ATIVIDADE ACADÊMICA DE EXTENSÃO (AAE)
A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA NA PERSPECTIVA DA COMUNIDADE
Escola Municipal Indígena João Cruz
Pedro Alberto Souza Pereira RA: 2323535
POLO TABATINGA - AM
ANO 2026
PERCEPÇÕES DA COMUNIDADE SOBRE A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA
CARACTERIZAÇÃO DOS ENTREVISTA DA ESCOLA
A caracterização da Escola Municipal Indígena João Cruz evidencia a
importância de compreender o contexto social, cultural e estrutural em que a
instituição está inserida. Essa compreensão é fundamental para a construção
de práticas pedagógicas significativas e que atendam às reais necessidades da
comunidade escolar. A valorização dos saberes tradicionais, o respeito à
cultura indígena e o esforço coletivo dos profissionais da educação
demonstram o compromisso da escola com uma educação de qualidade e
transformadora.
A Escola Municipal Indígena João Cruz está localizada na comunidade
Umariaçu II, na rua São Lázaro, s/n. A instituição atende cerca de 560 alunos
distribuídos entre o Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Educação
de Jovens e Adultos (EJA), nos turnos da manhã, tarde e noite.
CARACTERIZAÇÃO DOS ENTREVISTA DA ESCOLA
O que a escola representa para as famílias da comunidade
IMAGENS DO ENTORNO E DA FECHADA DA ESCOLA
figura1:frente da escola figura 2: lado direita da
escola
Fonte: Pedro Abril 2026 Fonte: Pedro Abril 2026
Os horários de entrada dos alunos são organizados da seguinte forma: A
orientação de entrada é feita por funcionários da escola, garantindo a
segurança e organização no acesso dos estudantes aos seus respectivos
turnos. No turno da manhã, a entrada ocorre entre 6h30 e 7h00; no turno da
tarde, entre 12h30 e 13h00; e no turno da noite, entre 18h30 e 19h00. A saída
dos alunos ocorre de forma organizada, com o apoio da equipe escolar. No
turno da manhã, os estudantes saem entre 11h30 e 12h00; no turno da tarde,
entre 17h30 e 18h00; e no turno da noite, entre 21h30 e 22h00. A equipe de
vigias, porteiros e auxiliares de serviços gerais atua no controle do portão e na
orientação dos alunos, garantindo a segurança no momento da saída.
Sua estrutura física conta com 9 salas de aula, 1 quadra poliesportiva, 1
sala de professores, 1 secretaria, que funciona das 7h às 12h e das 13h às
18h, com atendimento ao público de segunda a sexta-feira durante o mesmo
horário, 1 cozinha, além de banheiros e áreas de convivência. O quadro
funcional é composto por 1 gestor, 22 professores, 1 apoio pedagógico, 1
assistente administrativo e 2 auxiliares administrativos, 36 auxiliares de
serviços gerais, 5 vigias, 3 cozinheiras e 2 porteiros.
A comunidade atendida pela escola é majoritariamente indígena, com famílias
que enfrentam desafios sociais e econômicos, mas que mantêm uma forte
identidade cultural e laços comunitários. A participação das famílias nas
atividades escolares é crescente, especialmente em eventos culturais e
tradicionais que valorizam a cultura indígena.
A escola desenvolve projetos pedagógicos que buscam integrar os
saberes tradicionais com os conhecimentos acadêmicos, respeitando a cultura
local. São realizados eventos culturais, feiras de conhecimento, rodas de
conversa, oficinas de valorização da língua e dos costumes indígenas, além da
participação em programas educacionais voltados para comunidades
tradicionais. A proposta pedagógica da Escola Municipal Indígena João Cruz
busca promover uma educação inclusiva, contextualizada e respeitosa com os
valores da comunidade, contribuindo para a formação cidadã dos estudantes.
CONSIDERAÇÕES/REFLEXÕES FINAIS
A Escola Municipal Indígena João Cruz cumpre um papel fundamental
na formação de seus alunos, promovendo não apenas o ensino formal, mas
também o fortalecimento da identidade cultural e dos laços comunitários. Ao
integrar os saberes tradicionais com os conhecimentos acadêmicos, a escola
se consolida como um espaço de valorização da diversidade e respeito às
particularidades da população indígena.
Apesar dos desafios enfrentados no cotidiano escolar, observa-se o
empenho coletivo da gestão, dos professores, dos funcionários e da
comunidade para construir uma educação de qualidade, que acolha e respeite
os estudantes em sua totalidade. O compromisso com uma prática pedagógica
inclusiva e contextualizada evidencia o potencial transformador da escola na
vida de seus alunos e no fortalecimento da cultura local.
Dessa forma, a Escola Municipal Indígena João Cruz se apresenta como
um espaço de resistência, aprendizado e construção de um futuro mais justo,
equitativo e culturalmente sensível. A realização desta atividade prática,
observando e documentando a organização e o funcionamento da rotina
escolar, é de extrema importância para nossa formação como futuros
professores. Nesse sentido, nos proporcionou uma visão detalhada de como a
dinâmica escolar é estruturada e como cada etapa da rotina influencia o
aprendizado e o bem-estar dos estudantes. A observação de como os alunos
são recebidos, orientados e acompanhados ao longo do dia é fundamental para
que eu possa compreender a relevância de um ambiente escolar organizado e
acolhedor. Ao vivenciar e registrar esses momentos, podemos perceber a
importância de uma gestão eficiente do tempo, da segurança e da interação
entre os profissionais da escola, bem como a necessidade de adaptação às
particularidades de cada aluno. O acompanhamento de cada etapa da rotina,
desde a entrada até a saída dos estudantes, revela como o planejamento diário
deve ser feito de forma cuidadosa, sempre visando o desenvolvimento integral
da criança, seja nas atividades pedagógicas, seja nas interações sociais e
emocionais.