Termos constituintes da oração
Os termos constituintes da oração podem ser: essenciais, integrantes e
acessórios.
Termos essenciais (sujeito e predicado)
1. SUJEITO- é o ser sobre o qual se faz uma afirmação ou negação verbal.
O sujeito pode ser:
a) Simples - é quando o sujeito é constituído por apenas um elemento.
Ex: O Manuel viajou ontem.
b) Composto - é quando o sujeito é constituído por mais de um elemento.
Ex: O Manuel e o Carlos viajaram ontem.
c) Subentendido ou oculto – é quando o sujeito não aparece expresso na oração
podendo ser deduzido a partir do verbo.
Ex: Viajaram ontem (eles).
d) Indeterminado - é quando não se quer ou não se pode identificar o sujeito da
oração.
Ex: Batem-me a porta.
e) Inexistente - é quando a frase é constituída por um verbo defectivo impessoal, ou
seja, um verbo cuja significação não recai a um sujeito gramatical.
Ex: Aqui chove bastante. / Há muita confusão em Luanda.
2- PREDICADO - é o núcleo da oração e é constituído sempre por um verbo.
corresponde às informações sobre o sujeito os quais concordam com ele em número
(singular ou plural) e pessoa (eu, tu, ele, nos, vós, eles).
O predicado pode ser:
a) Predicado nominal: orações formadas por verbos de ligação (indicam estado ou
qualidade), cujo núcleo corresponde a um nome (predicativo do sujeito).
Exemplo: A menina permaneceu calada. / O jovem era alto e grande.
b) Predicado verbal: expressa acção, sendo o núcleo um verbo que pode ser:
transitivo directo (VTD), transitivo indirecto (VTI), transitivo directo e indirecto
(VTDI) ou intransitivo (VI).
Exemplos:
A Marta viu uma andorinha (VTD);
O Pedro assistiu ao filme (VTI);
O Manuel deu um livro ao seu amigo (VTDI);
A Ana caiu (VI).
c) Predicado verbo-nominal: é quando ao mesmo momento que se indica a acção
do sujeito também se informa a qualidade ou estado deste ou do objecto. Nesse
caso, pode haver a presença de um predicativo do sujeito ou predicativo do
objecto.
Exemplos:
O pai chegou cansado (predicativo do sujeito);
O professor considerou péssimo o meu trabalho (predicativo do objecto directo).
Termos integrantes
Os termos integrantes complementam os termos essenciais da oração (sujeito e
predicado), são eles: os complementos verbais (objecto directo e indirecto);
o complemento nominal e o agente da passiva. Embora alguns estudiosos
classifiquem o agente da passiva como um termo acessório.
➢ Complemento Verbal
Os complementos verbais constituintes da oração são classificados em:
a) Objecto Directo: termo não regido por preposição o qual completa o sentido do
verbo transitivo directo (VTD); pode ser trocado pelos pronomes: o, as, os, as.
Exemplos:
Comprei dois livros numa feira. / Comprei-os numa livraria.
b) Objecto indirecto: é o termo que completa o sentido de um verbo transitivo
indireto. Vem sempre regido de preposição clara ou subentendida; pode ser
trocado pelos pronomes: lhe, lhes, me te, se, nos, vos.
Exemplos: Obedeço sempre ao meu pai. / Obedeço-lhe sempre.
➢ Complemento Nominal
É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-
se a substantivos, adjectivos ou advérbios, sempre por meio de preposição.
Exemplos:
Carlos tem orgulho da filha;
O rapaz estava ciente dos riscos;
O tribunal agiu favoravelmente aos dois réus.
➢ Agente da passiva
É o termo da frase que pratica a acção expressa pelo verbo quando este se apresenta na
voz passiva. Vem regido comumente da preposição "por" e eventualmente da
preposição "de".
Exemplos:
O vencedor foi premiado pela organização do evento.
O senhor esteve rodeado de crianças.
Termos acessórios
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes
para a compreensão do enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos:
- caracterizam o ser;
- determinam os substantivos;
- exprimem circunstância.
São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial, o adjunto adnominal e
o aposto.
a) Adjunto adverbial: termo acessório que indica circunstâncias relativas ao
processo verbal.
Exemplos:
Anoiteceu suavemente.
A menina emagreceu em segundos.
b) Adjunto adnominal: termo acessório que se liga a um nome, determinando-lhe
o sentido.
Exemplos:
Ele vivia numa zona turbulenta;
Deverás comprar uma mesa de madeira.
c) Aposto: termo que explica, que enfatiza o núcleo do sujeito.
O Jorge, nosso delegado, tem uma grafia perfeita.
A Carlota, mãe grande do bairro, não gosta de estudar.
Concordância entre os termos da oração
Concordância verbal e nominal é a parte da gramática que estuda a conformidade
estabelecida entre cada componente da oração. Enquanto a concordância verbal se ocupa
da relação entre sujeito e verbo, a concordância nominal se ocupa da relação entre as
classes de palavras.
Concordância Verbal
1. Sujeito composto antes do verbo
Quando o sujeito é composto e vem antes do verbo, esse verbo deve estar sempre no
plural.
Exemplo: O Rui e a Manuela vivem em Luanda.
2. Sujeito composto depois do verbo
Quando o sujeito composto vem depois do verbo, o verbo tanto pode ficar no plural
como pode concordar com o sujeito mais próximo.
Exemplos: Resolveram o problema pai e filhos/Resolveu o problema pai e filhos.
3. Sujeito formado por pessoas gramaticais diferentes
Quando o sujeito é composto, mas as pessoas gramaticais são diferentes, o verbo também
deve ficar no plural. No entanto, ele concordará com a pessoa que, a nível gramatical, tem
prioridade.
Isso quer dizer que 1.ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2.ª (tu, vós) e a 2.ª
tem prioridade em relação à 3.ª (ele, eles).
Exemplos: Nós, vós e eles vamos tratar do assunto/ Tu e ele sois amigos.
Concordância com o verbo "Ser"
A concordância verbal dá-se normalmente entre o verbo e o sujeito da oração. No caso
do verbo ser, essa concordância pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do
sujeito.
O verbo ser concordará com o predicativo do sujeito:
a) Quando o sujeito for representado pelos pronomes - isto, isso, aquilo, tudo, o - e
o predicativo estiver no plural.
Exemplos:
Isso são lembranças inesquecíveis.
Aquilo eram problemas gravíssimos.
O que eu admiro em você são os seus cabelos compridos.
b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir a coisas, e o predicativo for um
substantivo no plural.
Exemplos:
Nosso piquenique foram só guloseimas.
Sujeito Predicativo do Sujeito
Sua rotina eram só alegrias.
Sujeito Predicativo do Sujeito
Se o sujeito indicar pessoa, o verbo concorda com esse sujeito. Por exemplo:
Maria era só desilusões.
Minhas alegrias é esta criança.
c) Quando o sujeito for pronome interrogativo que ou quem. Por exemplo:
Que são esses papéis?
Quem são aquelas crianças?
CONCORDÂNCIA COM VERBO NO INFINITIVO
Para que seja feita uma correcta concordância verbal com verbos no infinitivo,
precisamos compreender que o infinitivo pessoal é flexionado e que o infinitivo impessoal
não é flexionado.
Verbo encontrar - Infinitivo pessoal (flexionado):
(Eu) encontrar
(Tu) encontrares
(Ele) encontrar
(Nós) encontrarmos
(Vós) encontrardes
(Eles) encontrarem
Verbo encontrar - Infinitivo impessoal (não flexionado):
encontrar
Concordância verbal com infinitivo pessoal ou flexionado
O infinitivo pessoal deverá ser usado:
Sempre que há um sujeito expresso de forma clara e inequívoca, mesmo em orações
reduzidas.
• Isto é para eu fazer durante o intervalo.
• Isto é para tu fazeres durante o intervalo.
• Isto é para nós fazermos durante o intervalo.
Quando se quiser definir o sujeito através do verbo.
• Acho melhor acabares o trabalho rápido.
• Acho melhor acabarmos o trabalho rápido.
Quando há indeterminação do sujeito, sendo utilizada a 3.ª pessoa do plural.
• Ouvi jurarem fidelidade ao novo rei.
• Vi maltratarem os trabalhadores sem nenhum motivo.
Quando o sujeito da segunda oração é diferente do sujeito da oração anterior,
podendo este se encontrar ou não claramente expresso.
• A professora não viu os alunos copiarem no teste.
• O diretor mandou os empregados participarem na reunião.
• Nossa irmã trouxe um livro para nós lermos.
Quando o verbo no infinitivo assume a função de sujeito da oração.
• O fazermos tudo o que é preciso às vezes é cansativo.
• O trabalharem pouco é desmotivador.
Concordância verbal com infinitivo impessoal ou não flexionado
O infinitivo impessoal deverá ser usado:
Quando não houver um sujeito definido.
• Estudar é importante!
• Ser feliz é um bom objetivo de vida.
Com sentido imperativo.
• Parar!
• Respeitar os mais velhos.
Quando o verbo tiver regência de uma preposição, assumido a função de complemento
do substantivo, do adjectivo ou do verbo na oração.
• Foram obrigados a passar fome por causa da crise financeira.
• Fui impedida de dar minha opinião.
Quando o verbo tiver regência da preposição a, assumido valor de gerúndio.
• Os meninos estão a nadar muito bem.
• Ficaram a ver o filme em silêncio.
Em locuções verbais, porque é sempre o verbo auxiliar que concorda com o sujeito.
• Os especialistas conseguirão estudar as características daqueles animais.
• Ainda bem que meus pais puderam pagar minha faculdade.
Com alguns verbos causativos e sensitivos que não formam locução verbal (mandar, fazer
e deixar, ver, sentir, ouvir) em conjunto com um pronome oblíquo átono, mesmo quando
há sujeitos diferentes nas frases.
• Vi-os correr rapidamente.
• Mandaram-na começar a trabalhar.
Concordância verbal com infinitivo impessoal ou pessoal
Quando o sujeito é o mesmo nas duas orações, é facultativa a escolha do infinitivo pessoal
ou impessoal, mesmo que o sujeito esteja oculto. Contudo, nestas situações, há uma maior
preferência dos falantes pela forma no singular.
• Viemos para transmitir as palavras do director.
• Viemos para transmitirmos as palavras do director.
• Lá estarão para resolver o problema.
• Lá estarão para resolverem o problema.
Quando o verbo se encontra na voz passiva ou na voz reflexiva, sendo um verbo
pronominal, ou quando for um verbo de ligação, é facultativa a escolha do infinitivo
pessoal ou impessoal. Contudo, nestas situações, há uma maior preferência dos falantes
pela forma no plural.
• Os atletas treinaram muito para se tornarem os melhores.
• Os atletas treinaram muito para se tornar os melhores.
• Foram informadas as decisões a serem tomadas imediatamente.
• Foram informadas as decisões a ser tomadas imediatamente.
Com alguns verbos causativos e sensitivos que não formam locução verbal (mandar, fazer
e deixar, ver, sentir, ouvir) e que não aparecem em conjunto com um pronome oblíquo
átono, é facultativa a escolha do infinitivo pessoal ou impessoal.
• Deixei entrar as crianças.
• Deixei entrarem as crianças.
Concordância Nominal
1. Adjectivos e um substantivo
Quando há mais do que um adjectivo para um substantivo, os adjectivos devem concordar
em gênero e número com o substantivo.
Exemplo:
Adorava comida salgada e gordurosa.
2. Substantivos e um adjectivo
No caso inverso, ou seja, quando há mais do que um substantivo e apenas um adjectivo,
há duas formas de concordar:
2.1. Quando o adjectivo vem antes dos substantivos, o adjectivo deve concordar com o
substantivo mais próximo.
Exemplo:
Linda esposa e filhas/ Caro anel e blusa.
2.2. Quando o adjectivo vem depois dos substantivos, o adjectivo deve concordar com o
substantivo mais próximo ou com todos os substantivos (no caso, ficando no plural e no
masculino).
Exemplos:
Pronúncia e vocabulário perfeito.
Vocabulário e pronúncia perfeita.
Pronúncia e vocabulário perfeitos.
Vocabulário e pronúncia perfeitos.
5.3 Coordenação e Subordinação
As frases complexas podem formar-se por coordenação ou por subordinação (ver o
conceito nos tipos de oração em 5.1.2).
5.3.1 Orações coordenadas
As orações coordenadas são classificadas em: sindéticas e assindéticas.
- Sindéticas: são orações coordenadas introduzidas por conjunção.
Exemplo: Deve ter chovido à noite, pois o chão está molhado.
- Assindéticas: são as orações coordenadas que não são introduzidas por
conjunção.
Exemplo: Tudo passa, tudo corre: é a lei.
Orações coordenadas sindéticas
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de acordo com a conjunção
coordenativa que as introduz. Podem ser:
1. Aditivas: estabelecem ideia de adição, soma.
Exemplo: Não venderemos a casa, nem (venderemos) o carro.
São conjunções aditivas: e, nem, mas, também.
2. Adversativas: estabelecem oposição, adversidade.
Exemplo: Gostaria de ter viajado, mas não tive férias.
São conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
3. Alternativas: estabelecem alternância.
Exemplo: Siga o mapa ou peça informações.
São conjunções alternativas: ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer.
4. Conclusivas: estabelecem conclusão.
Exemplo: São todos cegos, portanto não podem ver.
São conjunções conclusivas: portanto, logo, por isso, pois, assim.
5. Explicativas: estabelecem explicação.
Exemplo: Senti frio, porque estava sem agasalho.
São conjunções explicativas: que, porque, pois, porquanto.
Orações subordinadas
Dependendo da função que desempenham, os tipos de oração subordinada
são substantivas, adjectivas ou adverbiais.
1. Orações Subordinadas Substantivas
As orações subordinadas substantivas são aquelas que exercem função de substantivo.
São classificadas em: Subjectiva, Predicativa, Completiva Nominal, Objectiva Directa,
Objectiva Indirecta e Apositiva.
• Oração Subordinada Substantiva Subjectiva - Exerce a função de sujeito.
• Exemplo: É provável que ela venha jantar.
• Oração Subordinada Substantiva Predicativa - Exerce a função de predicativo do
sujeito.
• Exemplo: Meu desejo era que me dessem um presente.
• Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal - Exerce a função de
complemento nominal.
• Exemplo: Temos necessidade de que nos apoiem.
• Oração Subordinada Substantiva Objectiva Directa - Exerce a função de objecto
directo.
• Exemplo: Nós desejamos que sua vida seja boa.
• Oração Subordinada Substantiva Objectiva Indirecta - Exerce a função de objecto
indirecto.
• Exemplo: Recordo-me de que tu me amavas.
• Oração Subordinada Substantiva Apositiva - Exerce a função de aposto.
• Exemplo: Desejo-te uma coisa: que tenhas muita sorte.
2. Orações Subordinadas Adjectivas
As orações subordinadas adjectivas são aquelas que exercem função de adjectivo. São
classificadas em: Explicativa e Restritiva.
• Oração Subordinada Adjectiva Explicativa - Destaca um detalhe do termo
antecedente.
• Exemplo: A África, que é um continente no hemisfério sul, tem um alto índice de
pobreza.
• Oração Subordinada Adjectiva Restritiva - Restringe a significação de seu
antecedente.
• Exemplo: As pessoas que são alegres vivem melhor.
3. Orações Subordinadas Adverbiais
As orações subordinadas adverbiais são aquelas que exercem função de advérbio. São
classificadas em Causais, Comparativas, Concessivas, Condicionais, Conformativas,
Consecutivas, Finais, Temporais, Proporcionais.
Oração Subordinada Adverbial Causal - Exprime a causa. Exemplo: Já que está
nevando ficaremos em casa.
Oração Subordinada Adverbial Comparativa - Estabelece comparação entre a oração
principal e a oração subordinada. Exemplo: Maria era mais estudiosa que sua irmã.
Oração Subordinada Adverbial Concessiva - Indica permissão (concessão) entre as
orações. Exemplo: Alguns se retiraram da reunião apesar de não terem terminado a
exposição.
Oração Subordinada Adverbial Condicional - Exprime condição. Exemplo: Você fará
uma boa prova desde que se esforce.
Oração Subordinada Adverbial Conformativa - Exprime concordância. Exemplo:
Realizamos nosso projecto conforme as especificações da biblioteca.
Oração Subordinada Adverbial Consecutiva - exprime a consequência referente a
oração principal. Exemplo: Gritei tanto, que fiquei sem voz.
Oração Subordinada Adverbial Final - Exprime finalidade. Exemplo: Todos
trabalham para que possam vencer.
Oração Subordinada Adverbial Temporal - Indica circunstância de tempo. Exemplo:
Fico feliz sempre que vou visitar minha mãe.
Oração Subordinada Adverbial Proporcional - Exprime proporção entre as orações:
principal e subordinada. Exemplo: À medida que o tempo passa, a chuva aumenta.
5.3 Regência verbal
Regência verbal é a parte da língua que se ocupa da relação entre os verbos e os termos
que se seguem a eles e completam o seu sentido.
Os verbos são os termos regentes, enquanto os objectos (directo e indirecto) e adjuntos
adverbiais são os termos regidos.
Alguns verbos, conforme o seu significado, podem ter mais do que uma forma de
regência.
1. Assistir
a) com o sentido de ver exige preposição:
Que tal assistirmos ao filme?
b) com o sentido de dar assistência não exige preposição:
Sempre assistiu pessoas mais velhas.
c) com o sentido de pertencer exige preposição:
Assiste aos prejudicados o direito de indenização.
2. Chegar
O verbo chegar é regido pela preposição “a”:
Chegamos ao local indicado no mapa.
Essa é a forma padrão. No entanto, é comum observarmos o uso da preposição “em” nas
conversas informais, cujo estilo é coloquial: Chegamos no local indicado no mapa.
3. Custar
a) com o sentido de ser custoso exige preposição:
Aquela decisão custou ao filho.
b) com o sentido de valor não exige preposição:
Aquela casa custou caro.
4. Obedecer
O verbo obedecer é transitivo indirecto, logo, exige preposição:
Obedeça ao pai!
Na linguagem informal, entretanto, ele é usado como verbo transitivo directo: Obedeça
o pai!
5. Proceder
a) com o sentido de fundamento é verbo intransitivo:
Essa sua desconfiança não procede.
b) com o sentido de origem exige preposição:
Essa sua desconfiança procede de situações passadas.
6. Visar
a) com o sentido de objectivo exige preposição:
Visamos ao sucesso.
Na variante coloquial, encontramos o verbo sendo utilizado sem preposição, ou seja,
como verbo transitivo directo: Visamos o sucesso.
b) com o sentido de mirar não exige preposição:
O policial visou o bandido à distância.
7. Esquecer
O verbo esquecer é transitivo directo, logo não exige preposição:
Esqueci o meu material.
No entanto, na forma pronominal, deve ser usado com preposição: Esqueci-me do meu
material.
8. Querer
a) com o sentido de desejar não exige preposição:
Quero ficar aqui.
b) com o sentido de estimar exige preposição:
Queria muito aos seus amigos.
9. Aspirar
a) com o sentido de respirar ou absorver não exige preposição:
Aspirou todo o escritório.
b) com o sentido de pretender exige preposição:
Aspirou ao cargo de ministro.
10. Informar
O verbo é transitivo directo e indirecto, assim ele exige um complemento sem e outro
com preposição:
Informei o acontecimento aos professores.
11. Ir
O verbo ir é regido pela preposição “a”:
Vou à biblioteca.
12. Implicar
a) com o sentido de consequência, o verbo implicar é transitivo directo, logo não exige
preposição:
O seu pedido implicará um novo orçamento.
b) com o sentido de embirrar, é transitivo indirecto, logo exige preposição:
Implica com tudo!
13. Morar
O verbo morar é regido pela preposição “em”:
Mora no fim da rua.
14. Namorar
O verbo namorar é transitivo directo, apesar de as pessoas o usarem sempre seguido de
preposição:
Namorou Maria durante anos.
"Namorou com Maria durante anos" não é gramaticalmente aceito.
15. Preferir
O verbo preferir é transitivo directo e indirecto. Assim:
Prefiro carne a peixe.
16. Simpatizar
O verbo simpatizar é transitivo indirecto e exige a preposição "com":
Simpatiza com os mais velhinhos.
17. Chamar
a) com o sentido de convocar não exige complemento com preposição:
Chama o Pedro!
b) com o sentido de apelidar exige complementos com e sem preposição:
Chamou ao João de Mauricinho.
Chamou João de Mauricinho.
Chamou ao João Mauricinho.
Chamou João Mauricinho.
18. Pagar
a) quando informamos o que pagamos o complemento não tem preposição:
Paga o sorvete?
b) quando informamos a quem pagamos o complemento exige preposição:
Paga o sorvete ao dono do bar.
NORMAS DE TRANSFORMAÇÃO MORFOSSINTÁCTICA DO DISCURSO
DISCURSO DIRECTO DISCURSO INDIRECTO
1- Enunciado na 1ª e 2ª pessoas Enunciado na 3ª pessoa
Ex: Eu gosto de ti. (1ª pessoa) Ex: Ele disse que gostava de si.
Tu despertas-te tarde. (2ª pessoa) Disse que ele se despertava tarde.
2-VERBOS VERBOS
a) Presente a)Pretérito imperfeito
Ex: Tenho uma casa. Ex: Ele disse que tinha uma casa.
b)-Pretérito perfeito b)-Pretérito mais-que- perfeito
Ex: Gostei da festa. Ex: Ele disse que tinha gostado da festa
c)-Futuro imperfeito (gostara).
Ex: Sairei cedo de casa. c)-Futuro do pretérito ou condicional
d)-Imperativo Ex: Ele disse que sairia cedo de casa.
Ex: Come depressa! d)-Conjuntivo ou PARA+ INFINITIVO
Ex: Ordenou que comesse depressa ou
PARA COMER DEPRESSA.
3-ADVÉRBIOS 3-ADVÉRBIOS
a)-Aqui, cá a)-Ali, lá (respectivamente).
b)-Ontem, hoje, amanhã b)-No dia anterior (ou na véspera), nesse
dia, no dia seguinte (respectivamente).
c)-Agora c)-Naquele momento
4-VOCATIVO 4-COMPLEMENTO INDIRECTO
Ex: Professor, posso sair? Ex: Perguntou ao professor se podia sair.