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Lição 01: O Chamado para Os Gentios - 3º Trimestre de 2026

A lição aborda o chamado de Deus para a missão aos gentios, destacando a importância da igreja de Antioquia como um centro missionário. O Espírito Santo é apresentado como o guia essencial na evangelização, e a igreja é chamada a ouvir, enviar e sustentar missionários. A Grande Comissão de Jesus permanece vigente, exigindo que a igreja atenda ao chamado para alcançar novas nações.

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Lição 01: O Chamado para Os Gentios - 3º Trimestre de 2026

A lição aborda o chamado de Deus para a missão aos gentios, destacando a importância da igreja de Antioquia como um centro missionário. O Espírito Santo é apresentado como o guia essencial na evangelização, e a igreja é chamada a ouvir, enviar e sustentar missionários. A Grande Comissão de Jesus permanece vigente, exigindo que a igreja atenda ao chamado para alcançar novas nações.

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Lição 01: O Chamado para os Gentios | 3º Trimestre de 2026

TEXTO ÁUREO:

“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo
para a obra a que os tenho chamado.” (At 13.2)

VERDADE PRÁTICA:

Quando a igreja ouve o Espírito, o Evangelho avança e vidas são alcançadas para a glória de
Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Atos 13.1-12
1 – Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e
Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca,
e Saulo.
2 – E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a
Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 – Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
4 – E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para
Chipre.
5 – E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e
tinham também a João como cooperador.
6 – E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu, mágico, falso profeta,
chamado Barjesus,
7 – o qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, varão prudente. Este, chamando a si Barnabé
e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus.
8 – Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome),
procurando apartar da fé o procônsul.
9 – Todavia, Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo e fixando os olhos
nele, disse:
10 – Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça,
não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?
11 – Eis aí, pois, agora, contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum
tempo. No mesmo instante, a escuridão e as trevas caíram sobre ele, e, andando à roda,
buscava a quem o guiasse pela mão.
12 – Então, o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do
Senhor

Palavra-Chave: Gentios

I – O NASCIMENTO DA MISSÃO GENTÍLICA

1- Antioquia: um centro escolhido por Deus (v.1).


Fundada por Seleuco Nicátor em 300 a.C., Antioquia da Síria tornou-se a terceira maior cidade
do Império Romano, atrás apenas de Roma e Alexandria. Culturalmente greco-helenista,
abrigava significativa população judaica e exercia forte influência intelectual e comercial,
contando com o porto de Selêucia (At 13.4). Foi ali que os discípulos foram chamados
“cristãos” pela primeira vez (At 11.26). Não por acaso, Deus escolheu Antioquia como base da
missão gentílica, transformando aquela igreja em um centro de envio para as nações — uma
verdadeira base missionária de envio às nações.
2- Profetas e doutores servindo ao Senhor (vv.1,2).
A liderança local reunia profetas e doutores (mestres), ministérios que, após o período
apostólico, tornaram-se pilares da edificação da igreja (1 Co 12.28). Os profetas exhortavam
mediante inspiração direta; os mestres instruíam com base nas Escrituras e na tradição dos
ensinos de Jesus. Durante o serviço ao Senhor, marcado por oração e jejum, o Espírito falou. A
disposição desses líderes em buscar a vontade divina revela uma comunidade madura,
centrada em Deus e apta a discernir o propósito do Espírito para além das necessidades
locais.

3- A separação de Paulo e Barnabé (vv.2,3).


O Espírito Santo ordenou: “Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho
chamado”. A igreja respondeu com jejum, oração e imposição de mãos, reconhecendo o
chamado divino e enviando seus melhores obreiros. Esse ato inaugura um novo momento da
história cristã: a missão aos gentios é assumida oficialmente pela igreja. A obediência da
congregação demonstra que a comunidade local é parte ativa da vocação missionária e que o
envio deve ser sempre acompanhado de intercessão, consagração e dependência do Espírito.

II – O ESPÍRITO SANTO E A OBRA MISSIONÁRIA

1– O Espírito que conduz a missão.


O Livro de Atos pode ser chamado, com justiça, de “Atos do Espírito Santo”. É Ele quem inspira,
dirige, separa e envia os missionários. A missão não nasce da criatividade humana, mas da
vontade soberana do Espírito. Sem o poder do Espírito, até os apóstolos permaneceram
retraídos; com o Pentecostes, tornaram-se proclamadores ousados da fé. Assim, toda
iniciativa evangelizadora autêntica é fruto da ação do Espírito no coração da igreja.

2- O poder do Espírito na evangelização dos gentios.


Os discípulos viviam cheios do Espírito, e por isso evangelizavam com coragem,
discernimento e alegria (At 4.31; 5.41; 7.55). O Batismo no Espírito Santo lhes deu poder para
testemunhar de Cristo, e eficácia em sua mensagem (At 1.8). Essa unção não apenas
fortaleceu a pregação, mas também conferiu autoridade espiritual para enfrentar resistências,
realizar sinais e consolidar igrejas em diversos povos e regiões. A expansão registrada em
Atos — de 120 discípulos a multidões — é resultado direto dessa obra sobrenatural.

3- Evidências da ação missionária do Espírito (At 13—14).


As primeiras viagens missionárias mostram a clara intervenção do Espírito: portas se abrem,
vidas são transformadas, e igrejas são plantadas apesar de perseguições. Em Pafos, o
confronto entre Paulo e Elimas não é apenas um episódio de oposição, mas uma
demonstração de que a luz do Evangelho prevalece sobre as trevas. A conversão do procônsul
Sérgio Paulo revela que nenhum nível social está além do alcance de Deus. A missão avança
porque o Espírito autentica a mensagem e confirma a autoridade dos enviados.

III – A IGREJA COMO AGÊNCIA MISSIONÁRIA

1- A Igreja que ouve a voz de Deus.


Antioquia serve de modelo para toda comunidade cristã: uma igreja que ora, jejua e discerne a
direção divina. Uma igreja missionária cresce na comunhão e age por obediência. A obra
missionária não é programação, mas identidade. Em Atos 13, vemos que o Espírito fala à
igreja que se coloca diante de Deus com reverência e compromisso.

2- Uma igreja que envia e sustenta seus missionários.


A imposição de mãos sobre Paulo e Barnabé mostra que a igreja participa ativamente do
envio. Não retem seus melhores servos, mas os consagra ao propósito eterno. Sustentar,
interceder e acompanhar missionários é parte inseparável da vocação eclesial. Assim como
Antioquia se tornou um centro de envio, cada igreja local é chamada a tornar-se base de
operação para que o Evangelho alcance novos povos e culturas.

3- Uma igreja que cumpre a Grande Comissão. A ordem de Jesus permanece: ir, pregar, fazer
discípulos e alcançar as nações (Mt 28.19,20). No mundo, ainda há povos que nunca ouviram
o Evangelho. Como ouvirão, se não há quem pregue? (Rm 10.14). E como pregarão, se não
forem enviados? (Rm 10.15). O Espírito continua chamando homens e mulheres para essa
obra, e cabe à igreja atender ao chamado com prontidão, oração, recursos e disposição para ir.

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