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DISLIPIDEMIA

Dislipidemia é a alteração dos níveis de lipídeos no sangue, sendo um fator de risco modificável para doenças cardiovasculares. O controle lipídico precoce é crucial para a prevenção de complicações como infarto e AVC. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de estatinas e outros medicamentos, com ênfase na atenção primária para rastreamento e manejo.

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Dislipidemia é a alteração dos níveis de lipídeos no sangue, sendo um fator de risco modificável para doenças cardiovasculares. O controle lipídico precoce é crucial para a prevenção de complicações como infarto e AVC. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e, se necessário, uso de estatinas e outros medicamentos, com ênfase na atenção primária para rastreamento e manejo.

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ECSO I - SAÚDE E SOCIEDADE

DISLIPIDEMIA
Andressa Eckert, Bruna Jordana, Isabella Joner e Mariângela Tosin

JUNHO,
2026
O QUE É DISLIPIDEMIA?

Alteração dos níveis plasmáticos de lipídeos e lipoproteína:


LDL-colesterol elevado (conforme Risco Cardiovascular)
Triglicerideos elevados (>150)
HDL colesterol reduzido (< 40 mg/dL)
Constitui um dos principais FR modificáveis para DVC ateroesclerótica.
IMPORTÂNCIA NA APS

A doença cardiovascular continua sendo a principal causa de morte no Brasil;


Segundo a diretriz:
LDL-c elevado é um dos principais determinantes da ateroesclerose;
O rRCV está relacionado à exposição cumulativa ao LDL ao longo da vida;
Quanto mais precocemente ocorrer o controle lipídico, maior o benefício
cardiovascular.
FISIOPATOLOGIA
→ LDL elevado → Penetração na parede arterial →
Oxidação → Resposta
inflamatória→ Formação da placa aterosclerótica→Obstrução arterial e ruptura
da placa.

Consequências:
Infarto agudo do miocárdio;
AVC isquêmico;
Doença arterial periférica.
CLASSIFICAÇÃO
Hipercolesterolemia isolada → LDL elevado.
Hipertrigliceridemia isolada → Triglicerídeos elevados.

Dislipidemia mista → LDL e triglicerídeos elevados.

HDL baixo:
Homens <40 mg/dL;
Mulheres < 50 mg/dL.
PRINCIPAIS CAUSAS
Primárias (genéticas)
Hipercolesterolemia familiar;
Dislipidemias hereditárias.
Secundárias
Obesidade;
Diabetes mellitus;
Hipotireoidismo;
Síndrome nefrótica;
Doença renal crônica;
Álcool;
Sedentarismo;
Medicamentos (corticoides, tiazídicos, anticoncepcionais).
AVALIAÇÃO INICIAL NA UBS
Anamnese: Exame físico:
História familiar de DCV precoce; IMC;
Tabagismo; Circunferência abdominal;
HAS; PA;
Diabetes; Xantomas (quando presentes).
Obesidade; Exames complementares:
Sedentarismo. Lipidograma;
Glicemia/HbA1c;
TSH (quando indicado);
Função renal.
ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO CARDIOVASCULAR
Usa-se o score PREVENT para calcular;
A Diretriz 2025 classifica os pacientes em:
Baixo risco: <5%
Risco intermediário: 5-20%
Alto risco: >=20%
Muito alto risco;
Risco extremo;

A intensidade do tratamento depende da categoria de risco.


PRINCIPAIS CRITÉRIOS DA ESTRATIFICAÇÃO
Alto risco:
LDL ≥ 190 mg/dL;
Diabetes com determinados estratificadores;
Lp(a) > 180 mg/dL;
Aterosclerose subclínica documentada.
Muito Alto Risco:
DAC, AVC ou DAP estabelecidos;
Obstrução arterial ≥ 50%;
Escore de cálcio coronário > 300.
Risco Extremo:
Múltiplos eventos cardiovasculares; OU
1 evento maior + ≥ 2 condições de alto risco.
CÁLCULO LDL PARA A PROVA

O valor de "x"a banca deve


oferecer ou o laboratório.
METAS DE LDL

Redução mínima de 30% para baixo/intermediário.


Redução mínima de 50% para alto, muito alto e extremo.
TRATAMENTO
Não farmacológico
Base do tratamento para todos os pacientes.
Alimentação:
Dieta rica em frutas e vegetais;
Menor consumo de ultraprocessados;
Menor ingestão de gorduras saturadas.
Exercício:
≥150 min/semana de atividade moderada.
Outras medidas:
Cessar tabagismo;
Controle do peso;
Redução consumo de álcool.
Farmacológico:
TRATAMENTO
Primeira escolha para redução do LDL - ESTATINAS

Reavaliar o paciente em 4 semanas com perfil lipídico. Após o atingimento das metas lipídicas, sugere-se
repetir o perfil lipídico anualmente, com exceção dos casos em que há suspeita de má aderência ou efeitos
adversos.
TRATAMENTO
Quando associar outros fármacos?
Intolerância ao uso de estatinas e meta LDL não atingida:
Queixas musculares, que podem incluir dores, fraqueza, cãibras. Ocorrem nas
primeiras semanas geralmente.
Associar ezetimiba e/ou ac. bempedoico e/ou terapia anti-PCSK9
Posso pedir CK quando sintomas associados

A diretriz reforça terapia combinada nos pacientes de muito alto risco e risco extremo.
HIPERCOLESTEROLEMIA FAMILIAR
Suspeitar quando:
LDL ≥ 190 mg/dL;
História familiar de DAC precoce;
Xantomas tendíneos.

Importância:
Diagnóstico precoce;
Rastreamento familiar;
Tratamento intensivo.
TRATAMENTOS EM POPULAÇÕES ESPECÍFICAS
1. Perfil Lipídico na Infância
Rastreamento universal:
entre 9 e 11 anos e entre 17 e 21 anos, preferencialmente em jejum,
independentemente de histórico familiar;
Rastreamento seletivo:
entre 2 e 8 anos e 12 e 16 anos para crianças com fatores de risco como:
histórico familiar de hipercolesterolemia ou doença cardiovascular
prematura; sobrepeso/obesidade; diabetes, hipertensão ou tabagismo.
TRATAMENTOS EM POPULAÇÕES ESPECÍFICAS
Indicação do Uso de Estatinas
Crianças > 10 anos:
LDL-c ≥ 130 mg/dL com múltiplos fatores de risco (diabetes, hipertensão);
LDL-c ≥ 160 mg/dL com um único fator de risco, como histórico familiar de
doença cardíaca prematura, ou múltiplos fatores de risco (hipertensão que não
requer tratamento e obesidade);
LDL-c ≥ 190 mg/dL sem fatores de risco.
Recomendação de tratamento em pessoas vivendo com HIV
PAPEL DA UBS
A APS é fundamental para:
Rastreamento oportunístico;
Controle dos fatores de risco;
Educação em saúde;
Adesão ao tratamento;
Acompanhamento longitudinal.

A maior parte dos pacientes com dislipidemia pode ser manejada na Atenção
Primária.
PRINCIPAIS ALTERACÕES DA DIRETRIZ DE 2025:
REFERENCIAS
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção
da Aterosclerose – 2025.
Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 2025.
2026 ACC/AHA/AACVPR/ABC/ACPM/ADA/AGS/APhA/ASPC/NLA/PCNA Guideline
on the Management of Dyslipidemia: A Report of the American College of
Cardiology/American Heart Association Joint Committee on Clinical Practice
Guidelines
OBRIGADA
OBRIGADA

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