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Resumo Quimica Inorganica II

O documento aborda a Teoria do Campo Cristalino, que descreve como ligantes influenciam os orbitais d dos metais de transição, e a Teoria do Campo Ligante/Teoria dos Orbitais Moleculares, que considera interações eletrostáticas e covalentes. Também discute compostos organometálicos, como ferroceno, e a importância da regra dos 18 elétrons na estabilidade desses compostos. Os tópicos principais incluem espectroquímica, spin, momento magnético e características dos ligantes.

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Resumo Quimica Inorganica II

O documento aborda a Teoria do Campo Cristalino, que descreve como ligantes influenciam os orbitais d dos metais de transição, e a Teoria do Campo Ligante/Teoria dos Orbitais Moleculares, que considera interações eletrostáticas e covalentes. Também discute compostos organometálicos, como ferroceno, e a importância da regra dos 18 elétrons na estabilidade desses compostos. Os tópicos principais incluem espectroquímica, spin, momento magnético e características dos ligantes.

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Resumo Completo – Química Inorgânica II

1. Teoria do Campo Cristalino (TCC)


A TCC explica como os ligantes afetam os orbitais d dos metais de transição. Em complexos
octaédricos os orbitais d dividem-se em t2g (menor energia) e eg (maior energia). A diferença
energética é chamada ∆o ou 10Dq.
Ligantes de campo fraco: I-, Br-, Cl-, F-, H2O. Produzem pequeno ∆o e geralmente complexos de
alto spin. Ligantes de campo forte: NH3, en, NO2-, CN- e CO. Produzem grande ∆o e geralmente
complexos de baixo spin.
A cor dos complexos surge devido à promoção eletrônica entre t2g e eg. O magnetismo depende
da quantidade de elétrons desemparelhados.

2. Teoria do Campo Ligante (TCL) e Teoria dos


Orbitais Moleculares (TOM)
A TCL/TOM considera não apenas interações eletrostáticas, mas também o caráter covalente das
ligações metal-ligante. Os orbitais do metal e dos ligantes combinam-se formando orbitais ligantes,
antiligantes e não ligantes.
Ligantes π básicos (Cl-, Br-, I-) doam elétrons e diminuem ∆o. Ligantes π ácidos (CO e CN-)
recebem elétrons do metal e aumentam ∆o.
A TOM explica melhor as cores, a estabilidade dos complexos e as ligações π.

3. Compostos Organometálicos
São compostos que apresentam ligação direta Metal–Carbono. Exemplos: ferroceno e carbonilas
metálicas.
O CO é um ligante especial porque atua como base de Lewis (doa elétrons ao metal) e ácido de
Lewis (recebe elétrons por retroligação π).
A retroligação π ocorre quando o metal devolve densidade eletrônica para orbitais π* do CO,
estabilizando o complexo.
Regra dos 18 elétrons: muitos compostos organometálicos estáveis apresentam 18 elétrons na
camada de valência. Na contagem eletrônica, CO, NH3, H2O e CN- doam 2 elétrons; Cp-
(η5-C5H5-) doa 6 elétrons; benzeno η6 doa 6 elétrons.
Tópicos mais importantes para a prova: série espectroquímica, campo forte e fraco, alto e baixo
spin, momento magnético, elétrons desemparelhados, cores dos complexos, ligantes π ácidos e
básicos, retroligação π e regra dos 18 elétrons.

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