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Cação e Sos, ,: Um Conceito de Inteligência E Um Conceito de Altas Habilidades/Superdotação

O documento discute a identificação de Pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (PAH/SD) utilizando teorias como a das Inteligências Múltiplas de Gardner e a Teoria dos Três Anéis de Renzulli. Apresenta indicadores de AH/SD, como habilidade acima da média, comprometimento com a tarefa e criatividade, além de características gerais dessas pessoas, como precocidade, interesses diferenciados e assincronismo no desenvolvimento. O texto enfatiza a importância de instrumentos educacionais que alinhem teoria e prática para uma identificação eficaz.

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Cação e Sos, ,: Um Conceito de Inteligência E Um Conceito de Altas Habilidades/Superdotação

O documento discute a identificação de Pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (PAH/SD) utilizando teorias como a das Inteligências Múltiplas de Gardner e a Teoria dos Três Anéis de Renzulli. Apresenta indicadores de AH/SD, como habilidade acima da média, comprometimento com a tarefa e criatividade, além de características gerais dessas pessoas, como precocidade, interesses diferenciados e assincronismo no desenvolvimento. O texto enfatiza a importância de instrumentos educacionais que alinhem teoria e prática para uma identificação eficaz.

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A identifi cação de Pesso as com Altas Habí lidade s/Su -

perdota ção (PAH/SD) tem sido realiza da com a utilízação de diverso


s
~nstrumentos que, multas vezes. são subsid iados por referenciais teórico
s
mcompatlveis . Por isso, nos parece importante insistir no esclareciment
o dos
conceitos de inteligência e de AH/SD - extremamente vinculados entre
si ,
mas. porém, diferentes - de maneira que os indicadores utilizad
os no
processo de identificação sejam coerentes com esses conceitos e reílitam
essa sincronia .

., Os in~trumentos aqui apresentados procuram tecer esse


dialogo entre a teona e a prática , partindo de dois construtos - Teoria
das
lnteligê~cias Múltiplas de Gardner (1993 e 2000) e Teoria dos Três Anéis
de
Renzu_ll1 (1986 , 2016)- que compatibilizam um conceito de inteligência
e um
conceito de AH/SD ; de pesquisas nacionais e internacionais sobre
as
caract erístic as e os indicad ores próprio s das PAH/S D (ACER
EDA
EXTRE MIANA , 2000; ALENC AR; FLEITH , 2007; 2013 ; CALDE
RÓN
CARVAJAL et. ai., 2006; FREITAS; PÉREZ, 2010, 2012; GUENTHER,
2006;
NOVAES, 1979; RENZULLI; REIS, 1997, RENZULLI , et ai. 2000; VIRGO
LIM ,
2007; ZAVALA BERBENA, 2006), de pesquisas de campo (PÉREZ,
2004,
2008, 2015) e da avaliação crítica dos nossos e de outros instrumentos que

vinham sendo utilizados no País.

Essas ferramentas de uso educacional permitem identificar os


principais indicadores de AH/SD em qualquer área, em todas as faixas etárias
.

UM CONCEITO DE INTELIGÊNCIA E UM CONCEITO DE ALTAS


HABILIDADES/SUPERDOTAÇÃO

Para estes instrumentos foram adotados dois conceitos - a


,, Teoria das Inteligê ncias Múltipl as (GARD NER, 2000) e a Teoria
de
Superdotação dos Três Anéis (RENZULLI, 1986) já bastante conhecidos
com
bi bliogra fi a suficie nte sobre eles. A sincro nia entre o conce
ito
multidi mensional que propõe a existência de oito Inteligências (lógico-
matemática, linguística, espacial, musical, corpora l-cinestésica, natural
ista,
intrapessoal e interpessoal) não hierarquizadas e o conceito de
altas
habilidades/superdotação, entendido como o resultado das interações
que
ocorrem entre dois ou três grupamentos de traços - habilidade acima
da
média, comprometimento com a tarefa e criatividade (RENZULLI , 2016)
-
permit em propor indicad ores de AH/SD em qualqu er uma dessa
s
inteligências.

A habilidade acima da média (geral ou especifica) caracte riza-


se pela "capacidade de processar informações, integrar experiências
que
resultam em respostas apropri adas e adaptativas a novas situaçõ
es e
engaja r-se no pensamento abstrato" (RENZ ULLI ; REIS , 1997 , p.
5).
Recentement e, Renzulli (2016) ainda confirm a a definição de habilida
de
acima da média como a demonstração de um desem penho superior
ou o
potencial para um desempenho superior quando comparado com outros
estudantes da mesma idade ou do mesmo nível ou ano, na escola ou
em
áreas de ativida de fora da escola . O autor também refere que esta habilida
de
acima da média pode ser demonstrada em uma área ou mais de uma área
de
desempenho escolar ou em qualquer uma das inteligências propostas
por
Gardner. A habilidade geral também se manifesta na alta cap~cidade de
adaptação e modificação de situações novas, na au_tomat1za~ão do
processamento de informações e na sua recuperação rápida e precisa e a
específica "na capacidade de adquirir conhecimento e destrezas, ou na
1

habilidade de ter um desempenho em uma ou mais atividade_s especializadas


numa gama restrita delas" que pode ser demonstrada em diversas áreas do
saber ou do fazer humano (RENZULLI ; REIS, 1997, p. 6) ou em subáreas
ainda mais específicas. A capacidade de utilizar o conhecimento tácito,
técnicas, logística e estratégias em um problema específico e de selecionar
informações relevantes ou não relacionadas a esse problema ou área
também refletem a habilidade específica (RENZULLI ; REIS , 1997).

A habilidade acima da média , então, pode ocorrer em qualquer


área do saber ou do fazer humano e deve ser detectada sempre tendo como
referência um grupo homogêneo de pessoas (por exemplo, os alunos de uma
mesma turma escolar), da mesma faixa etária e aproximadamente da mesma
origem socioeconômica, não porque haja diferenças devido à origem, mas,
sim , porque há diferença nas oportunidades de expressão das AH/SD, que
estão estreitamente vincu ladas ao contexto . As Pessoas com Altas
Habilidades/Superdotação se destacarão nesse grupo pela maior intensidade
e freq uência com que apresentam essa(s) habilidade(s).

O comprometimento com a tarefa envolve traços que revelam


um nível refinado de motivação que faz que a pessoa dedique uma energia
muito grande a um problema específico ou a uma área de desempenho.
Perseverança, persistência, trabalho árduo e intensa dedicação prática,
autoconfiança e autoeficácia, perceptividade, capacidade superior para
identificar problemas significativos, fascinação especial com um determinado
tema, altos níveis de interesse e entusiasmo, determinação, autocrítica ,
senso estético, definição de expectativas elevadas, qualidade e excelência no
seu próprio trabalho e no dos outros estão presentes nas PAH/SD
(RE~ ~ULLI ; REIS , 1_997:.. p. 6 e 9). Renzulli (2016, p. 1) ainda acrescenta que
ele _difere da mot1v~çao geral ou determinação, no sentido que está
focalizada em um proJe!o, tema ou problema particular que é de interesse
pessoal do estudante". E importante lembrar que o comprometimento com a
tarefa _s~ refere apenas á área em que a pessoa apresenta habilidade acima
da media ~orque, geralmente, como professores, tendemos a avaliar o
c~m~romet1ment~ c?~ a tarefa escolar; porém, quando a área de destaque
nao e um_a das d1sc1pllnas escolares, o comprometimento com a tarefa não
aparecera "na escola" .

. A criativi~ade (também vinculada à área de desta ue)


manifesta-se pelo alto nivel de fluência de ideias· flexib1·11 · dad . . 1·dq d
de pensame t · b rt · .~ . , e e origina I a e
n o,_a . e ura a expenenc1a; receptividade para o d"f t
(mesmo que seia irracional) em termos de n_ovo e I eren e
próprios e dos demais· sens·bTd I 11
d pensamentos, açoes e produtos
desenvolvido; desejo d~ a ir e r ª ~ para os . detalhes; senso estético
sentimentos próprios e pensgam t ealr aos e st1 mulos externos; ideias e
1
9). À criatividade também são~~~ .~ergente (RENZULLI ; REIS , 1997, p.
cu'.iosidade; gosto por enfrentar d;~au, os traços co~o o elevado nível de
rotina , distração tédio e desm r ! 0
s e por correr riscos; desgosto com a
(LUBART, 2007;° WECHSLER ~ij~
0
2
0
~ua nd o a tarefa não é interessante
ALENCAR; FLEITH; 007 2 . · PE~EZ, 2008b; STERNBERG, 2008;
2013
esse conceito quando refe,re ). Rce~z_ h (2016, P- 1) esclarece ainda mais
ul_
· que a nat1v1dade é:


A expressão de ideias que são originais e únicas em relação a
outros estudantes da mesma idade, ano escolar o grupo de
experiências. A criatividade é a tendência a gerar o reconhecer
ideias, demonstrar uma imaginação brincalhona em relação às
alternativas ou possibilidades que podem ser úteis para a solução
de problemas e que expressam o eu individual de formas que são
diferentes das formas típicas de comunicar pensamentos, ideias
ou ações.

O autor (RENZULLI , 2016, p. 1) refere que "tanto a criatividade


quanto o comprometimen to com a tarefa não sempre estão presentes ou
ausentes, mas ocorrem como resultado do estímulo oferecido por
experiências de aprendizagem formais ou informais". Alguns autores citam
esses indicadores de habilidade acima da média, comprometimento com a
tarefa e criatividade como características das AH/SD, mas, alguns deles não
estão necessariamente relacionados com um dos três conjuntos de traços
(anéis) da definição que é o nosso referencial (RENZULLI, 1986), e parece
conveniente individualizá-los; por isso, denominamos características gerais a
esses indicadores não vinculados aos três anéis, mas que são observados
frequentemente nas PAH/SD.

CARACTERÍSTI CAS GERAIS DAS PESSOAS COM ALTAS


HABILIDADES/S UPERDOTAÇÃO

Mesmo não compartilhando dos mesmos referenciais teóricos


subjacentes, algumas dessas características são recorrentement e
mencionadas por diferentes autores: precocidade, gosto e nível elevado de
leitura; interesses variados e diferenciados; tendência a se associar com
pessoas muito mais velhas (ou muito mais novas) em lugar de pessoas da
mesma idade; capacidade de observação muito diferenciada; assincronismo;
preferência por trabalhar ou estudar sozinhos; independência; autonomia,
senso de humor refinado e gosto e preferência por jogos que exijam
estratégia, como o xadrez, dentre outras (ACEREDA EXTREMIANA, 2000;
ALENCAR; FLEITH, 2007; 2013; CALDERÓN CARVAJAL, et ai. 2006;
NOVAES, 1979; PÉREZ, 2004, 2008, 2015; RENZULLI ; REIS, 1997,
RENZULLI , et ai. 201 O; VIRGOLIM , 2007; ZAVALA BERBENA, 2006).

Os adultos também apresentam princípios éticos e morais


próprios muito elevados e rígidos; um conceito de amizade ou
relacionamentos com amigos considerados por eles diferentes ao das demais
pessoas e frequente intolerância com pessoas e/ou atitudes não
consideradas corretas ou adequadas (PÉREZ, 2008a).

As características gerais que foram adotadas para os


instrumentos são:
Precocidade na leitura e gosto pela leitura . Embora essas
características possam parecer mais relacionadas à
inteligência linguística, temos constatado que grande parte das
PAH/SD , independentem ente da área de destaque, as
apresentam. A explicação é bastante lógica, visto que a leitura é
um instrumento essencial para obter informações e construir
conhecimentos. Adquirir precocemente essa faculdade permite
que a criança com AH/SD tenha maior independência parasa-


ciar a "fome de conhecimentos" (em qualquer área) no seu próprio ritmo que,
em geral. é mais acelerado. Por isso, essas características não têm aparecido
exc~usivamente nas crianças com AH/SD na área linguística, mas, sim, de
forma muito frequente na maioria dessas crianças, em qualquer área de
destaque.

+ Interesses variados e diferenciados aos dos seus pares.


Essa é uma característica constante nas PAH/SD e talvez
explique o isolamento que procuram ou ao qual são submetidas
pelo seu círculo de convivência . Em geral, quando crianças,
manifestam um interesse muito acentuado em temas políticos e
sociais próprios de adultos , como violê ncia , corrupção,
injustiça, fome, meio-ambiente. Na vida adulta, esses padrões
se transformam em princípios éticos e morais próprios e muito
rígidos, que perpassam o seu pensamento, sentimento e ações
(PÉREZ, 2008a).

• Preferência por relacionar-se com pessoas mais velhas ou


mais novas do que ela. As PAH/SD encontram parceiros com
os quais podem conversar, discutir e aprender sobre esses
interesses em um nível mais complexo entre pessoas mais
velhas do que elas. Já a associação a pessoas mais novas
parece ser uma forma de poder expor seus interesses sem
sofrer preconceitos e evitar que seus pares a considerem uma
pessoa excên trica. A s crian ças pequenas ainda não
assentaram os preconceitos e estereótipos que fundamentam a
discriminação dos adultos com aqueles que perguntam demais
ou mesmo sabem mais do que eles, e os adolescentes,
preferidos por muitos adultos com AH/S D como amigos.
(PÉREZ, 2008a) são muito mais abertos ao novo e ao diferente
que as gerações posteriores.

• O assincronismo, termo acunhado por Terrasier. é a carência


de sincronização nos ritmos de desenvolvimento intelectual,
afetivo e motor em relação ao desenvolvimento considerado
"normal"; costuma ocorrer em crianças com AH/SO e pode
causar problemas de desempenho, de personalidade e sociais
(SHAVININA, 2009).

No nível de funcionamento interno, Acereda Extremiana (2000)


assinala:

• o assincronismo afetivo-intelectual (desequilíbrio entre as


esferas afetiva e cognitiva , em relação às eta pas d e
desenvolvim_ento previstas como ~norma" ou •regra· para o
geral das cna~_ças e adolescentes), que faz que as crianças
?ºm A'.t/SO utilizem seu domínio cognitivo para disfarçar a sua
1matundade emocional;

• o . ass~ncronismo intelectual-psicomotor (desequilíbrio entre o


nivel m telectual e o desenvolvimento psicomotor), que pode
reflettr-se, por exemplo , entre a aprendizagem da teítura
(geral!'l1ente ~recoce) e a da escrita , que demanda uma
matundade psicomotora prévia para concretizá-la: e


• o assincronísmo da linguagem e do raciocínio (desiquilibrio
entre o raciocínio e a linguagem) que pode manifestar-se, por
exemplo, nas crianças que compreendem um processo
matemático rapidamente, mas, quando solicitadas a explicar o
procedimento, não conseguem demonstrar a sua compreensão
com palavras.

No nível de funcionamento externo, a mesma autora refere:

• o assincronismo criança-escola ou assincronismo escolar-


social, característico da criança que domina mais informações e
cujo ritmo de aprendizagem é superior ao de seus colegas; e

• o assincronismo nas relações familiares ou assincronismo


familiar (desequilíbrio entre o desenvolvimento intelectual e
afetivo) que algumas crianças com AH/SD manifestam e que
pode produzir confusão na família . Os seus interesses,
incomuns para sua faixa etária, deixam os pais perplexos e elas
acabam sem poder assumir condutas infantis face aos
raciocínios "adultos" que apresentam. Muitas vezes, a família
pode reconhecer as AH/SD, mas não tem condições culturais,
intelectuais ou econômicas para enfrentar os problemas
derivados dos possíveis desajustes afetivo-intelectuais da
criança .

Nos adultos , este último assincronismo é


amenizado na família primária, passando a adotar nuances
semelhantes com a sociedade como um todo (assincronismo
pessoa-sociedade) , traduzido na intolerância com pessoas
e atitudes não consideradas corretas ou adequadas, e com
os amigos, manifestado em um conceito de amizade ou de
relações afetivas com amigos considerado diferente ao
das demais pessoas (assincronism o interpessoal)
(PÉREZ, 2008a).

• O sentimento da diferença, na sua forma de pensar, sentir


ou agir em relação às demais pessoas. As crianças pequenas
costumam dizer que seus colegas "são burros" ou "não as
compreendem" porque não percebem que são elas que
aprendem mais rápido que as demais. Sentem a diferença
como algo natural, embora não a compreendam. Nos adultos
que não foram identificados formalmente percebe-se a
intolerância que acarreta este sentimento. Não raramente
chegam a ser rudes no tratamento com as demais pessoas
quando não consideram correta ou adequada determinada
atitude do outro.

+ A preferência por trabalhar/estudar sozinhos decorre de


alguns fatores internos e externos , às vezes, sendo
erroneamente considerada como um desejo de isolamento
inerente às PAH/SD. Os interesses diferenciados e o ritmo de
aprendizagem mais rápido conjugam-se com o elevado
comprometimento com a tarefa e fazem que o trabalho em
grupo seja penoso, moroso e pouco apreciado por elas.
~,,:.~
,~--11
.........
1
+ NlveJ de exlg•ncla mais elevado e perlkclonlsmo. iambé
contribuem com a preferência por trabalhar sozinhos m
lhespermite se aprofundar mais nas tarafas ou atividades ~ue
quando trabalham em grupo. Por outro lado. os grLi 5
especialmente entre adolescentes. costumam adotar
as convidam
t,ie
pa
8
·
s
atitudes pera nte as PAH/SD: ou não
participar. por rejeitar a sua diferença. ou as convidam para
deixar sobre suas costas toda a responsabilidade que deve?
ser coletiva. sabendo que a PAH/SD não deixará de cump '~
com suas obrigações, o que acabará sendo proveitoso para u;
grupo porventura m~is ~esinteressado. Para Nauta e Corten
(2002) , o per fecc 1on1smo - marca nte nas PAH /SD _
frequentemente é acompanhado de expectativas muito
elevadas em r~laç~o . aos outros e de vergonha. culpa e
sentimentos de infenon~ade por_não serem _capazes de atingir
suas próprias expectativas muito alta~ e isso pode levar a
conflitos. tensões e mesmo a u~a ~arallsação. Os adultos com
AH/SD percebem esse perfeccionismo co~~ uma qualidade
positiva e negativa. ao mesmo tempo: pos1t1va, porque lhes
permite atingir excelência no que fazem e, negativa, porque
frequentemente evolui para a intolerância com pessoas ou
atitudes que não são consiqeradas corretas ou adequadas. e
isso os afasta dos demais (PEREZ, 2008a).

• Independência e autonomia. São duas caracterlsticas


frequentemente encontradas nas PAH/SD desde a tenra
infância. Fundamentais para o elevado grau de
comprometimento com a tarefa e criatividade que demonstram,
geralmente, as PAH/SD precisam de pouco o nenhum estimulo
para desenvolver atividades, concluindo as tarefas que se
propõem a fazer (um indicador de comprometimento com a
tarefa ) sem ter medo de enfrentar desafios ou correr riscos (um
indicador de criatividade).

• O senso de humor desenvolvido, característico das PAH/SD,


as provê de um humor req uintado e sofisticado, do uso hábil da
ironia e, não raramente, lhes faz encontrar humor em situações
que não são humorísticas para as demais pessoas.

• Capacidade de observação muito elevada. Permite que as


PAH/SD notem detalhes que outros deixam passar, descrevam
situações, objetos, atitudes, gestos, etc. de forma minuciosa e
rica e, em consequência, elaborem produtos mais complexos. A
facilidade e o gosto que as crianças com AH/SD experimentam,
desde muito cedo, na montagem de quebra-cabeças ou blocos
de construção, como o Lego, por exemplo, refletem claramente
essa capacidade.

• Gost~ e preferência por jogos que exijam estratégia.


Esp~c,~!mente o xadrez, jogos do tipo "banco imobiliário", "jogo
da _v1d~ ou desafios são atividades que as PAH/SD gostam
muito; 1~so pode ~st~r ~un_d ~mentado na elevada capacidad~ de
ab stra9~o. no rac1ocm10 lo91co-matemático muito desenvolvido,
n~ facilidade para resolver problemas e encontrar soluções
diferentes, na memória muito desenvolvida e no gosto pelo
desafio, entre outras .


OS INDIC ADOR ES DE ALTAS HABIL IDADE S/SUP ERDO TAÇÃ O

Como menci onamo s anterio rmente , existe m indica dores


relacio nados a cada um dos anéis da definição de Renzulli ( 1986) - habilid
ade
acima da média, comprometimento com a tarefa e criatividade.
Esses
indicad ores são a essência dos instrumentos apresentados neste Manua
l.

Os indicadores de habilidade acima da média que podem ser


destacados em uma PAH/SD são os seguintes:

• Apresenta um vocabulário muito mais avançado e rico que seus


colegas ou demai s pessoas da sua idade;
• Tem uma capacidade analítica e indutiva muito desenvolvida;
• Tem uma memó ria muito destac ada (espec ialmen te em
assuntos que lhe interessam, comparado a outras pessoas de
sua idade);
• Possui muitas informações sobre os temas que são de seu
interesse;
• Destaca-se nas atividades de seu interesse;
• Adapta-se facilmente a situações novas ou as modifica;
• Aprende fácil e rapidamente coisas que lhe interessam e as
aplica a outras áreas;
• Tem capacidade de generalização destacada;
• Possui um pensamento abstrato muito desenvolvido;
• Tem um raciocínio lógico-matemático muito desenvolvido (Não
só na matemática).

Na criatividade, podemos destacar os seguintes indicadores:

• É extremamente curioso/a;
• As ideias que propõe são vistas como diferentes ou esquisitas
pelos demais;
• Gosta de criticar construtivamente e não aceita autoritarismo
sem criticá-lo;
• É muito imaginativo/a e inventivo/a;
• Tem muitas ideias, soluções e respostas incomuns, diferentes e
inteligentes;
• Gosta de arriscar-se e de enfrentar desafios;
• Faz perguntas provocativas (perguntas difíceis, que exploram
outras dimen sões não percebidas, que expressam crítica,
inquietude intelectual);
• É inconformista e não se importa em ser diferente;
• Sabe compreender ideias diferentes das suas;
• Fica chateado/a quando tem que repetir um exercí cio/um a
tarefa de algo que já sabe;
• Descobre novos e diferentes caminhos para a soluçã o de
problemas;
• É questionador/a quando algum adulto fala algo com qual não
O
concorda;
•Não ~ mui~o_adepto a cumprir r~gras , especi almen te quand o as
consid era 1nJustas ou sem sentido.

o comprometimento com a tarefa pode ser verifica do pelos


seguintes indicadores:
1 t , -r,-

atividade
• Deixa de fazer outra s coisa s para envo lver-s e numa
que lhe Interessa;
• Tem sua própria organ izaçã o;
icções;
• É muito segu ro/a e, às vezes, teimo so/a, em suas conv
s de açõe s;
• Sabe distin guir as cons equê ncias e os efeito
ou atividade
• Dedica muito mais temp o e energ ia a algum tema
que gosta ou lhe interessa ;
e nunc a fica
• É muito exige nte e crítico/a cons igo mesm o/a,
satisfeito/a com o que faz;
• Insiste em busc ar soluç ões para os problemas ;
e busca
• É persi stent e nas ativid ades que lhe interessam
conc luir as tarefa s;
trabalho que
• Não preci sa de muito estím ulo para termi nar um
lhe intere ssa;
m surgir em
• Sabe ident ificar as áreas de dificuldade que pode
uma ativid ade;
• Sabe estab elece r priori dade s com facilidade;
realiz ar uma
• Cons egue preve r as etapa s e os detal hes para
ativid ade;
s;
• É intere ssad o/a e eficie nte na organ izaçã o de tarefa
técni ca.
• Treina por conta própr ia para aprim orar sua

Os indic adore s de liderança.


definição de
Apes ar de que a lidera nça não é um dos anéis da
espe cialm ente quan do a área
Renz ulli, ela é basta nte comu m nas PAH/SD,
ser positi va ou nega tiva e
de desta que é a interp esso al. Essa liderança pode
se manifesta pelos segu intes indicadores:
• eleva da persu asão ,
• capa cidad e de argum entaç ão e conv encim ento,
• autos sufic iênci a,
• tendê ncia a organ izar o grupo , e
• capa cidad e de coop eraçã o.
mani festa r de
Em algun s caso s, a lidera nça tamb ém pode se
quan do seu dese mpen ho
uma forma não aprec iada pela PAH/ SD, como
lho, faz dela um mode lo
muito desta cado na esco la, em um grupo ou no traba
capa zes de alcan çar e
que os dema is alme jam ou odeia m por não serem
.
assu mir esse pape l fome nta o afast amen to do grupo
mpen ho em
Os indic adore s que impli cam a avali ação do dese
e baixa autoe stima ou
habil idades socia lmen te valor izada s, quan do exist
exem plo, pode m não ter a
autoc onfia nça e espe cialm ente em mulh eres, por
ntrad a nesta popu lação .
frequência e inten sidad e que norm alme nte é enco

Os indic adore s do comp rome timen to com a tarefa


pode m ser
socia l e econ ômico. Por
afeta dos por situa ções deco rrent es do própr io meio
r de seus irmão s e/ou da
exem plo, urna crian ça que traba lha ou preci sa cuida
nte comu m no Brasil,
casa enqu anto seus pais traba lham , fa to basta
certa ment e terá meno s temp o hábil para dedic ar
às suas área s de intere sse.
opor tunid ades são fatore s
Certa ment~ as carên cias econ ômic as e a falta de
das AH/S D, embo ra não a
ímpo ~ntes que tamb ém dificu ltam a mani festa ção
sua existência .


Os três grupamen tos de traços apontados por RENZULL I
(1986) e as caracterí sticas gerais mais comuns das PAH/SD estão sujeitos a
fatores ambientais e de personalid ade que podem afetá-los e, portanto,
influenciar a identificação dos indicadore s.

FATORES QUE PODEM OCULTAR OU "CAMUFL AR" OS


INDICADORES DE ALTAS HABILIDA DES/SUP ERDOTAÇ ÃO

Alguns fatores individua is ou ambienta is (familiare s ,


educacionais e sociais) geralment e provocam subdesem penho (ALENCA R,
2007) e podem afetar a identificaç ão dos indicadores deAH/SD, inclusive pela
própria pessoa que está sendo avaliada que, muita vezes, não percebe a sua
identidade de PAH/SD.

~ Fatores individuais apontados por Alencar (2007), como a


baixa autoestima, a depressão e o próprio perfeccion ismo, por
exemplo, podem impedir que a pessoa perceba os indicadore s
de AH/SD em si própria, da mesma forma que fatores de
personalidade, como a timidez; a falta de segurança em si
mesmos; a baixa autoeficácia, como ocorre nas mulheres, etc.

~ Fatores sociais como a educação diferenciad a em mulheres, a


falta de modelos femininos de sucesso e a "síndrome do
impostor", quando elas atribuem seu sucesso a todos (tudo)
menos a elas próprias; baixa autoeficác ia e autoestima , como
foi encontrad o por Pérez (2008a; 2015), são fatores sociais que
prejudicam a manifesta ção das Altas Habilidad es/Super-
dotação, geram baixa autoconfia nça e tornam os indicadore s
invisíveis para elas ou subvaloriz ados. Alencar (2007) ainda
menciona os rótulos pejorativo s ("Nerd" ou "cdf') como
geradore s de subdesem penho e, em consequê ncia ,
ocultadore s dos indicadore s. Aqui também podem ser incluídos
os mitos e crenças sobre as Altas Habilidade s/Superdo tação
(PEREZ , 2003 ), que podem afetar as respostas aos
instrumen tos de identificação respondidos pelas PAH/SD e
pelas "segundas fontes" (responsáveis, professore s, colegas).

Por exemplo, a questão dos QIIAHSD que apresenta remos,


que indaga se a pessoa tem uma memória muito destacada , em adultos
médios ou tardios, às vezes não tem a resposta padrão ("frequent emente" ou
"sempre") , porque a percepção do deterioro natural desta faculdade com o
decorrer do tempo e a comparaç ão com a memória que tinham quando mais
novos lhes causa desconfor to, desvaloriz ando-a.

Outro exemplo é a criatividade, nas mulheres, que não foi


reconheci da como um atributo no instrumen to qualitativo que foi utilizado para
identificar os indicadore s de AH/SD em pesquisa com adultos e "somente com
os dados das entrevistas e com a aplicação do questioná rio para identificaç ão
de indicadore s de AH/SD a outras pessoas que conheciam bem as
participan tes foi possível constatar esses indicadores (PÉREZ , 2008 ).

Vygotsky (1998, p. 10), referindo-s e à genialidad e, afirmava que


as condições sociais e econômica s favoráveis otimizam as aptidões inatas e
que "enquanto a herança cria a possibilidade da genialidade, somente meio
O
. t na real essa possibilidade e cria o gênio" e Renzulli e Reis
soc1a1 or . t·1v1'd ad (1 997 )
ue espec ialme nte a ena e e o t·
comprome 1mento corn
esc1arece m q , . A•
1usao, nos instrumentosa
muito
A
- .
as

tarefa so frem influe ncias do conte xto. me


. · d · · d ,
d e que St ões que perm item ter uma ,
I eia aprox ima a da origem
d
socioeconômica da pessoa que esta sen o ava 1a a con n u1· 1
· d t 'b
para essa
compreensão.

<- Fatores familiares que provocam subdesempenho, segundo


Alencar (2007), como as baixas expectativas parentais, a
excessiva pressão para o desem penho acadêmico, ou os
conflitos familiares também podem provocar uma subavaliação
dos indicadores.

<- Os fatores educacionais incluem as baixas expectativas em


relaçã o ao dese mpen ho do aluno , a press ão para
0
conformismo, a falta de flexibilidade dos professores , levando
ao subdesempenho (ALENCAR, 2007) e também podendo
ocultar ou "camuflar" os indicadores aos olhos dos docentes.
Por exemplo, se diz que as crianças do tipo produtivo-criativo
frequentemente "estão no mundo da lua", porque elas se
esquecem ou não prestam atenção em coisas que para elas
não são importantes ou interessantes. Essa avaliação dos
adultos cuidadores , muita s vezes , é internalizada pelas
crianças como uma "verdade" e quand o elas têm que atribuir
um valor a sua memó ria ou à sua atenção também a
subvalorizam .

Por essas razões, além de ter extremo cuidado ao avaliar as


respostas dos instrumentos, deve observar-se atentamente o
cruzamento
das informações de todas as fontes (questionários do aluno , respon
sáveis e
professores , do port!ólio_ ~o aluno , ou do adulto e da segunda
fonte que
respo nd a O quest 1ona no), que geral ment e evide ncia
a eventual
~ubvalori~ação de alguma delas e, sempre que possível , compl
ementar as
informaçoes com outras obtidas de entrevistas biografias avalia
produtos por especialistas, etc. ções de
' '

. As perguntas incluídas nos instrumentos que seguem permitem


~vd~llar a necessária inten sidad e frequ ência e consi stênc
in 1cadores A frequênc· d ia desses
· 'ª d
eve emon '
strar que esse comportamento nao- é
:~:~; :ti~~e ;~ª~ ~adpess?t avaliada; a intensidade precisa mostr
1 ar a car~a
dessa pessoa que d9!~s1 ª n~ ~arefa e a consistência se reflete
no produ ~
vive (VIEIRA, 200S) . ser VISivel e valorizado pela sociedade em que e1

A identificação d s
dotação deve ser conside d as p essoas com Altas Habilidades er-
/ up te
panor~ma educacional bra;.f .ª de suma importância frente
ao prese~
atendimento especializad , e1r?, uma vez que é necessária para 0
o previsto na 1 • garantir
eg,slação vigente.
OS INSTRUMENTOS

Os instru ment os ora apres entad os estão base ados


na
litera tura, i ncorp oran do algum as cons tataç ões
de pesq uisas e
sistematizando os indicadores de AH/SO nas áreas artísti
cas e esportivas.
Neste manual incorporamos instrun:ientos novos e aprimoram
os os da nossa
autoria já publicados (FREITAS ; PEREZ, 201 O e 2012) levan
do em conta o
feedback recebido da avaliação do uso desses instrumento
s na prática .
Os instrumentos de triagem são a Lista de Verificação
Indicadores de Altas Habilidades/Superdotação para de
Educação Infantil
(LIVIAHSD-EI); o Questionário deAutonomeação e Nomeação
pelos Colegas
(QIIAHSD-A-1°- 4°), para alunos de 1° a 4° ano do ensin
o fu ndamental,
apresentado em duas versões (compactada e expan
dida) ; a Lista de
Verificação de Indicadores de AH/SD para o/a profe
ssor/a regen te ou
professor/a de disciplina (LIVIAHSD) ; a Lista de Verificação
de Indicadores de
Altas Habilidades/Superdotação para ola professor/a de
Educação Artística
(LIVI AHSD -AA) e a Lista de Verif icaçã o de Indic
adore s de A ltas
Habil idade s/Sup erdot ação para o/a profe ssor/ a de
Educ ação Física
(LIVIAHSD-ACC) esses três últimos para o ensino funda
mental , médio e
superior.

Os instrumentos individuais para identificação dos indicadores


de AH/SD são o Questionário de Identificação de Indicadores
de AH/SD para
os Responsáveis de aluno/a da Educação Infantil (QIIA
HSD-R-EI) ; o
Questionário de Identificação de Indicadores de AH/SD para
o/a Professor/a
da Educação Infantil (QIIAHSD-Pr-EI); o Questionário de
Identificação de
Indicadores de AH/SD para o/a aluno/a do ensino funda
menta l e médio
(QIIAHSD-A); o Questionário de Identificação de Indicadores
de AH/SD para
os Responsáveis de aluno/a do ensino fundamental,
médio e superior
(QIIAHSD-R); o Questionário de Identificação de Indicadores
de AH/SD para
ola Professor/a do ensino fundamenta l, médio e super
ior (QIIAHSD-Pr); o
Questionário Complementar de Características Artíst
icas e Esportivas
(QCCAE), respondido pelo/a professor/a dessas áreas
específicas , para
alunos de 5° a 9° ano do ensino fundamental e de 1° a 3° ano
do ensino médio ;
o Questioná rio de Identificação de Indicadores de AH/S
D para adultos
(QIIAHSD-Adultos) e o Questionário de Identificação
de Indicadores de
AH/SD para a segunda fonte (QIIAHSD-Adultos - 2ª fonte)
para obtenção de
informações de segundas fontes de adultos.

Como pode se obse rvar, não elabo ramo s instru ment


o
específico para o/a aluno/a da Educação Infantil, visto que
são crianças ainda
muito pequenas para preencher um questionário. Entretanto
, as informações
dos Responsáveis e do Professor ainda podem ser comp
lementadas pela
observação do/a aluno/a em sala de aula e por uma entre
vista informal com
eles/as.

Para a identi ficação de alunos do ensino médio que


forem
adultos, pode ser utilizado o instrumento específico para
adulto s e sua
segunda fonte em substituição do QIIAHSD-A e QIIAH
SD-R , mantendo o
QIIAHSD-Pr para a obtenção de dados do(s) professor{es).

Quando se tratar de universitário que não for adulto pode


m ser
utilizados o QIIAHSD-A e o QIIAHSD-R para serem
respo ndidos pelo/a
aluno/a e pelo{ s) responsáve l(eis), respe ctivamente e o
QIIAHSD-Pr para a
obtenção de dadoS do(s ) professor{es ).

Embora o Portfótro do Aluno. também 1nciuído nesse manuai.


não se}a um instrumento de tdentrficação. propriamente. muitas vezes. ele
nos oferece in1ormaç.ões extremam e nte ricas que contnbuem para o
processo de ident,ficaç ão . asstm como pa r a o ptanejamento do
enriqueetmento mtra e extracumcular

Atém dos ;nstrurnentos m-enciof'lados . apresentamos um


modelo de Parecer Pedagógico para os casos em que haja necessidade de
Informar a identificação ou de transfer~ do/a alunóla pera outra escota ou
nível de ensino. acompanhado de um roteuo que onenta o,preenchimento do
Parecer

Para facibtai o uso desse manual. Ceda um dos instrumentos


será precedtdo peta e :tp',ç.aç.ão de sua ap4JC8Çâo e seguido pera forma de
interpretação do mesmo Parrt [Link] COOJUnto de ,ns1rumentos (aluno.
responsável e professor e adu:ttt> e segunda fonte } et:d:>oramos uma Tabela
oom as perguntas dos quesbonânos e a s , ~ mats a,rnuns entre
PAH/ SD.

Embota as ,nstJUÇOes dê utrl•"aç.&o & de mte,pretação sejélffi


tdênticas, optamos por repeb--las para Q\19 r\áo haja nect)$$1dade de recorrer à
leitura de too as as [Link].çóes oo caso de ubfliat vm un~ o tn:strumento
OS rNSf"AUM! N·toS Ofi TRIAGEM

Os 11,i:-1"ut'l'H.-l1,1M, 1J(> tna~m f<m~m ílt;llhornd,}"I p#lt'l<it' lndn n, •


reaHdAde ét1uca c,onol btO~ile itA tnfe h, mM\IO CIJl'Ot)tll rj(} rPr11r~(j l'j
flfu3'nooiro..~ • d~ mnn1l que possam se,· indf<'~-dos os provtweis olun~ [Link]
A'HfSD d(~ urna mesrna l\lf'l'Th."l em um petiOdo curto, s-em ter que fAtAr n
tJ'l'õCSsSt> de •1d~1~tmcaçAo com todos os alunos. o que acarretart.:i. de~p(),;oq
11'lu llo mAiores em tennos finanoeiros e de tempo

Eles nos permitem detec1ar aqueles alunos que se destacam Mi


tum,a escolar Não são instrumentos de identificação. pois somente após n
evat,açào com os instrumentos individ uais poderemos con firmar a prasençB
(ou ausência) dos indicadores de AH/SD. assim como constatar A su B
intensidade e frequência

Na elaboração dos questionários de tríagem tivemos a


preocupação de selecionar as caracteristicas e indicadores que fossem
menos influenciados pela questão de gênero, ou seja que evitassem
pnvilegíar a indicação de meninos em detrimento de meninas. o que ô
bastante frequente na avaliação de AH/SD.

O estudo piloto e a validação destes instrumentos se cternm


pela avaliação dos mesmos por três doutores da área e pela aplicação dos
questionários aos professores de alunos que frequentam o Programa de
Incentivo ao Talento (PIT) da Universidade Federal de Santa Maria O
resultado do estudo piloto concluiu que o instrumento é válido e enc1ente nri
sua aplicabilidade. permitindo a indicação daqueles alunos que efetlvamento
se destacavam dentre seus colegas. No caso dos adultos , os instrumentos
foram utilizados em pesquisas de campo com PAH/SD (PÉREZ. 2008 a
2015).

Sugerimos que esses instrumentos sejam respondidos p0lo


menos a partir do segundo bimestre de cada ano letivo para que oh.1
professor/a tenha tempo de conhecer um pouco melhor cada um dos seus
alunos.

A [Link], detalharemos cada um deles, bem como a sua formo


de aplicação e interpretação.


Lista de Verificação de Indicadores de Altas
Habilidades/Superdotação - Educação Infantil-
LIVIAHSD-EI
A Lis ta de Ver ific açã o de Ind ica dor
Hab ilida des /Su perd otaç ão - Edu caç ão Infa es de Alta s
ntil (LIV IAH SD- EI) é um
inst rum ento de triag em, resp ond ido pelo (a)
prof ess or(a ) rege nte da
Educação Infantil.

Ela apresenta algumas características e indicado


um dos conjuntos de traços que compõem a defin res de cada
ição de Superdotação da
Teoria dos Três Anéis de Renzulli (1978, 1986)
- habilidade acima da média,
criatividade e comprometimento com a tare fa-,
assim como indicadores de
liderança que, muitas vezes, também estão pres
entes nas PAH/SD.

O questionário é composto por 29 questões


características gerais (questões 1 a 6), 6 indicado que refletem 6
res de habilidade acima da
média (questões 7 a 12), 6 indicadores de com
prometimento com a tarefa
(questões 13 a 18); 6 de criatividade (questõe
s 19 a 24); 2 de liderança
(Questões 25 e 26) e 2 questões que, às vezes,
indicam alunos com AH/SD
mui to tímidos, com autoestima muito prejudic
ada ou ainda que estão
submetidos a situações diferenciadas que lhes
impedem manifestar outros
indicadores de AH/SD (Questões 27 e 28). A que
stão 29 foi subdividida para
1 evidenciar o destaque em áreas específicas por
inteligência, ou seja, lógico-
mat emá tica , linguística, interpessoal, naturalis
ta, corporal-cinestésica,
intrapessoal, espacial, musical e outras.

A apli caç ão des te inst rum ento é mui to sim


preenchimento leva em torno de 30 minutos. Soli ples e seu
cita-se ao professor que leia
o questionário e, pensando em cada um de seus
alunos, indique, para cada
questão, o nome dos/das dois/duas alunos/as
que mais se destacam na
mesma turma.

É importante lembrar ao/à professor/a que nem


todos os alunos
da turma devem ser nomeados e que alguns
nomes se repetirão diversas
vezes.

Os alunos indicados nesse instrumento deverão


passar pelo
processo de avaliação individual com os Ques!ion
ários par~ ld~ntificação ~e
Indicadores de Altas Habilidades/Superdotaçao-
ResponsaveIs - Educaçao
Infantil (QIIAHSD-R-EI) e Questionários para Iden
tificação de_lndicadores de
Alta s Habilidades/Superdotação - Professor- Edu
cação Infantil (QIIAHSD-Pr-
E 1) descritos mais adiante.
DATA /20 ESCOL A
ANO TURMA NOME DO/A DOCEN TE
E-MAIL
FONE deres onder. .
PenH em cada um dos seus alunos antes d t ~m em Indique , para cada questl o, APENAS os "°""k_
cada uma o nome de um/a aluno/a ~ ..,. ·· .
dos/das OOISIDUAS alunos/as que m~:e ::,~: ~dlcar o nome
de t~os os alunos de su• turma.
Indicado em vérlas uestões. Não 6 n _Têm muitas ideias, soluçõe s e
1. Têm interesse em assuntos L-- - -- - - --i 20 respost as incomu ns, diferent es e
muito diferentes aos dos seus intelige ntes.
colegas.
2. sao mais brincalhões/ 21 . São muito imagina tivos/as e
lhonas. riem de si mesmo s e 1-- - - - -- - •inven tivos/a
s.
fazem rir os demais .
22. Ficam chatead os/as quando têm
3. São mais observadores/as l--- --
- - - ----1que repetir uma atividad e que já
que seus colegas .
sabem .
4 . Preferem fazer as
L - - - - - - - - -7 23. São muito curioso s/as.
atividades sozinhos/as.

5 . São mais perfeccionistas. 24. Sempre prefere m atividad es


L--- ------ --;de safia dora s.

6 . São mais independentes e


~ - - - - - - - - 1 2 5. Tendem a organiz ar o grupo.
fazem as coisas sozinhos/as.
26. Se express am melhor e
7. Mais se destaca m pela sua ~---- -----; conv ence
m os outros com seus
memória. argume ntos.
8 Têm facilidade para 27. Os/as mais desmot ivados/ as e/ou
considerar o ponto de vista de ~----- -----! ented iados
outras pessoas . /as.
9. Conhec em palavras mais
difíceis e comple xas que seus L---- ----- --t28 . Os/as
colegas . mais isolado s/as da turma .

10. Aprendem mais rápido que1 ------ ------ 129. Mais


seus colegas . se destaca m em uma das seguintes áreas:

11 . Têm capacidade para


lidar com ideias abstratas. 1 - - - - - - - - - - - tLógico- matemá tica ( xadrez, jogos de
estratég ia, número s, cálculo s)
12. Leem com entonação e Linguls tica (portug uês ou outras
interpretação e/ou escrevem. 1----- ------ -11in guas , leitura, escrita, contaçã o de
histórias, poema s)
13. São persistentes nas ali- Interpe ssoal (ativida des grupais ,
vidades de seu interesse e 1---- ------ -1aju dar os outros, resolve r conflito s ,
buscam concluir as tarefas. ensinar os colegas )
14. Não precisam de muito Natural ista (astron omia, ciência s ,
estimulo para terminar uma 1-- - - - -----t anima is, melo ambien te, plantas ,
atividade ue lhes Interessa. flores, máquin as, coleçõe s)
o mui o ex1gen es e Corpora l-cinest ésica (ativida des de
críticos/as consigo mesmo s/ 1-- - - - - - ---t movlme
nto, atletism o, dança, montar/
as e nunca ficam satisfeitos/ desmon tar objetos , esporte s,
as com o ue fazem . coorden ação motora )
16. São muito seguros/as e às
lntrapes soal (sabem quais são suas
vezes teimosos/as no que 1 - - - - - - - - - -~ necess idades e sentime ntos
acreditam . autocon fiança, conhec em a ; i
mesmo s/as)
17 Insistem em buscar
Espacial (Construções, quebra -
soluções para os problemas r--- --- --... cabeça , mapa [Link] ho, pintura ,
modela em . fot rafia, labtrinto s)
18 Tóm a sua própria Musica l (tocar instrumentos, cantar.
CJr9111ni1açào 1-- - - -- - - -le scutor música, Inventa r letras para
10 Al>- 1<.lr;;ia";, Qut1 p,~
,o:;;p~õe·;;;n;:;-1- -t- - - - - músicas, ritmos)
- --i.;.:,;.:::.:.:,;::::;;~~~!. ._-- - - - - --J- - - - - -
tiOo vt:.tati corno dil 1:tre 11te i, o u t-- - -- - - -~ Ouirn àreo. Qual?
'1l>q U~lt6 1)61t}S ~ li~ _
·"'- - - - - - Ji...-._ _ _ _ __ __ __j_
__ _
ICl :Sul!liifllí Cittlúlela f>énu Barrttr'd Pé,-tt, 1t Sor111a N apolúao
Fr1t1tas (20 16 )


Interpretação da LIVIAHSD-EI

A interpretaçã o deste questionário deve levar em conta o


percentual de indicações de cada um dos alunos. Para considerar que o aluno
apresenta indicadores de AH/SD, ele deverá ser indicado pelo menos em 51'%
das questões de 1 a 28, ou seja , o/a mesmo/a aluno/a deve ser citado/a pelo
menos 15 vezes, além da(s) citações na questão 29.

Após indicados , passaremo s a apli car os instrument os


individuais aos responsáveis (QIIAHSD-R-EI) e ao/à professor/a (QIIAHSD-
Pr-EI) dos alunos destacados .
Lista de Verificação de lndícadoros de Altas Habilidades/Superdotação
- LIVIAHSD

A Lista de Verificação de Indicadore s de Altas Habilidade s/Su-


perdotaçã o (LIV IAH SD) é um instrument o de triagem, respondido pelo(a)
pro fess?r(a) regente ou por cad_a um dos professore s das diferentes disciplinas
do ensino fundamental, médio ou superior, exceto Educação Artí stica e
Educação Flsíca, que terão instrument os específi cos .

A LIVIAHSD apresenta algumas características e indicadores de


cada un:i dos conjuntos ~e traços que compõem a definição de Superdotaç ão
d~ ~e?na dos Três An éis de Re nzulli (1 986) . habilidade acima da média ,
cnat1v1dad e e comprome timento com a tarefa , assim como indica- dores de
liderança que, muitas vezes, também estão presentes nas PAH/SD .

O questionár io é composto por 25 questões que refletem 5


caracterís ticas gerais (questões 1 a 5) , 1 de liderança (Questão 6); 6
indicadore s d e habilidade acima da média (questões 7 a 12), 6 indicadores de
criatividad e (questões 13 a 18); 6 de comprome timento com a tarefa (questões
19 a 22); e 2 questões que , às vezes , indicam alunos com AH/SD muito tímidos ,
com autoestima muito prejudicad a ou ainda que estão submetidos a situações
diferenciad as que lhes impedem manifestar outros indicadores de AH/SD
(Questões 23 e 24 ). A questão 25 foi subdividida para evidenciar o destaque em
áreas específica s de acordo com as disciplinas escolares , ou seja , linguística ,
naturalista , lógico-matemática, história , geografia , filosofia e outras, exceto
Educação Artística e Educação Física, que têm seus questionár ios específicos .

A aplicação deste instrumento é muito simples e seu preenchi-


mento leva em torno de 30 minutos. Solicita-se ao professor que leia o ques-
tionário e , pensando em cada um de seus al unos , indique, para cada questão, o
nome dos/das dois/duas alunos/as que ma is se destacam na mesma turma.

É importante lembrar ao/à professor/a que nem todos os alunos


da turma devem ser nomeados e que alguns nomes se repetirão diversas
vezes.

Os alunos indicados nesse instrument o deverão passar pelo


processo de avaliação individual com o Questi onário de Identificaçã o de
Indicadore s de Alta s Habilidade s/Superd otação do Aluno (Q IIAHSD-A) , para
os estudantes de 5º a 9° ano do ensino fu ndamental. de 1° a 3° do ensino médio
ou ensino superior, quando forem menores de _18 anos ou com o Q~estionár io
de Identificaçã o de Indicadore s de Altas Hab11idades/Su~er-dotaçao- Adultos
(QIIAHSD- Adultos), quando se tratar de estud antes _maiores de 18 anos; o
Q u e s t i o n á r i o p a r a I d e n t i fi c a ç ã o d e I n d I c a d o r e s d e A I t a s
Habilidade s/Superdo tação - Responsávei s (QI IAHSD-R~. para menores de 18
a no s ou Qu es ti o nário de Identifica ção de Indicador es de Altas
Habilidade s/Superdota ção - Adultos - 2ª fonte (QIIA_H S~-Adultos _· 2ª fonte),
para estu dantes adultos e o Questionár io para ldent1f1caça o de lnd1c~dores d_e
Alta s H abil idades/Superdotação - Professor (QIIAHSD- Pr) , descritos mais
adiante .

Quando a LIVIAH SD for utilizada para indicar alunos do 1° ao 4°


mendamos utiliza r também o Questionár io de Identificaçã o de
ano, reco
Indicadore s de Altas Habilidade s/Superd otaça- o · 1o· 4 o · A u t?nomeaça- o e
Nomeação por colegas ou_na s_ua versão compactad a ou expand ida do mesmo
instrument o , descritos mais ad ian te .

fJ
~""J.•!• tJ:::[Link]:::::l:-.11:::::111•11·,•••1 •l•'I ,u..,,, •• 1:11~..._ 11;;;.-•111111'•...._"""llll:J!1 ;Jr•IIJ!U 1~_,t--,il:.1:::::1~,II 1 ■ 1.-, 1- "··
DATA 1 / /20 ESCOLA

DISC IPLINA 1 IANO 1 TURMA 1


-
NOME DO PROFESS OR
-

FONE 1 E-MAIL
APENAS os nomes
Pense em cada um dos seus alunos antes de responder. Indique, para cada questão,
mais se destacam em cada uma. O nome de um/a aluno/a pode ser
dos/das DOIS/DUAS alunos/as que
questões. Não é necessário indicar o nome de todos os alunos de sua turma.
indicado em várias
1. Têm interesse em assuntos 17. Ficam chateados/as quando
muito diferentes aos dos seus têm que repetir um exercício de
colegas. algo que já sabem.
18. Descobrem novos e
2. São mais independentes e
diferentes caminhos para
fazem as coisas sozinhos/as.
solucionar problemas.
19. São muito exigentes e críticos
/as consigo mesmos/as e não
3. Têm mais senso de humor. ficam satisfeitos/as com o que
fazem .
20. Não precisam de muito
4. São mais perfeccionistas. estímulo para terminar um
trabalho que lhes interessa.
21 . São persistentes nas
5. São mais observadores/as que atividades que lhes interessam e
seus colegas. buscam concluir as tarefas.

6. Se expressam melhor e 22. Sempre preferem atividades


convence m os outros com i- ·,·,:, -
i desafiadoras.
argumento s.
·-- -t 23. Os/As mais isolados/as da
7. Mais se destacarn r~1., ~-· 1 1

turma.
memória.

24. Os/as mais desmotivados/as 1

8. Têm muitas informações sobre 1


e/ou entediados/as.
temas de seu interesse.

9. Conhecem palavras mais 25. Mais se destacam em uma das seguintes áreas ou
difíceis e complexas que seus disciplinas :
colegas.
10. Tentam descobrir o "como" e Linguística (português, língua
o "porquê" das coisas fazendo estrangeira , literatura)
perguntas inteligentes.
Naturalista (ciências, biologia,
11 . Aprendem mais rápido que
física, química)
seus colegas.

12. Têm pensamento abstrato Lógico-matemática (Matemática) -


mais desenvolvido. -
13. As ideias que propõem são
História
vistas como diferentes ou
esquisitas pelos demais.

14. São muito curiosos/as. Geografia

15. Têm muitas ideias, soluções e


respostas incomuns, diferentes e Filosofia
inteligentes.

16. São muito imaginativos/as e Outra área ou disciplina. Qual?


inventivas/as.

© Susana Graciela Pérez Barrera Pérez e Soraia Napoleão Freitas (2016)


Interpretação da LIVIAHSD

A interpr etação deste questionário deve levar em conta o


percen tual de indica ções de cada um dos alunos. Para considerar que
o aluno
aprese nta indicad ores de AH/SD, ele deverá ser indicado pelo menos
em 51 %
das questõ es de 1 a 24, ou seja, o/a mesmo/a aluno/a deve ser citado/
a pelo
menos 13 vezes, além da(s) citaçõe s na questão 25.

Após indica dos, passa remos a aplica r os instrum entos


individ uais aos/às alunos /as destac ados: o Questionário de Identificação
dos
Indica dores de Altas Habilid ades/S uperdo tação do aluno (QIIAHSD-A)
ou
Quest ionário de Identif icação de Indicadores de Altas Habilidades/S
uperdo-
tação - Adulto (QIIAH SD-Ad ulto), o Quest ionário de Identificação
dos
Indica dores de Altas Habili dades / Super dotaçã o dos Respo nsáve
is
(QIIAH SD-R) ou Quest ionário de Identificação de Indicadores de
Altas
Habilid ades/S uperdo tação -Adult o - 2ª fonte (QIIAHSD-Adulto - 2ª fonte)
eo
Quest ionário de Identif icação dos Indicadores de Altas Habilidades/S
uperdo-
tação do Profes sor (QIIAH SD-Pr ) desses alunos.
Question ário de autonome ação e nomeação por colegas
QIIAHSD- A-1° - 4° versão ampliada

Q-
-
_o Questioná rio de Autonome ação - 1º- 4º (QIIAHSD-A-1°- 4° -
Autonome açao) e o Questioná rio de Nomeação por colegas - Versão
expand ida é um instrumen to de triagem que serve para fazer um
mapeame nto para posterior acompanh amento educacion al em turmas de 1°
ao 4 ° ano do ensino fundamen tal. Q
Esta versão expandida foi elaborada porque alguns/alg umas
K
.a-e-.
professore s/as nos comentara m a dificuldade de preencher a versão
compacta da quando os alunos ainda não estão alfabetizad os e sua letra é
muito grande, ocupando mais espaço . Desta forma , a versão expandida , em
duas folhas , permite que os alunos possam escrever com letra maior.

Esses instrumen tos foram adaptados de Renzulli e Reis ( 1997,


p. 66-67) para fazer uma primeira triagem em turmas de 1º a 4º ano do ensino
fundamen tal, visto que , como afirma Gama (2008), somente durante a
adolescên cia e a idade adulta, o indivíduo adotará um campo específico e
1111
focalizado e se realizará em papéis que são significativos em sua cultura e ,
portanto, reconheci dos como produtos de valor. o
Eles permitem observar o potencial presente nas áreas de
maior destaque entre as crianças de uma mesma turma, mediante perguntas ••
....
simples que são respondid as por elas.

Para simplificar o preen chimento , foram introduzidas figuras ,


que tornam os instrumen tos mais ace ssíveis para aq uelas crianças ainda não
alfabetiza das.
-....
1111
Os instrumen tos fornm primeira mente utilizados de forma

..
experimen tal em escolas públ icas e r r:véJd as do Rio Grande do Sul , em
1
alguns casos, sendo posteriorm ente compleme ntados com informaçõe s de o
familiares e professore s (inclu sive com o Questioná rio para Identificação de
Indicador es de Altas Habi lid ades / Supe rdotação - Responsá veis e
Professore s) e com dados de observaçã o em sala de aula, tendo se mostrado 1
eficientes para a indicação de provávei s crianças com AH/SD que devem ser o
observada s com mais atenção pelo professor de sala de aula. a
O questionár ios deves ser aplicados a toda a turma , p~de~~o
ser utilizados como uma atividade lúdica . Sugerimos ler todo o questIonan o
antes de solicitar às crianças que o respondam , esclarecen do ~ossíveis
dúvidas. Com crianças mais novas , as questões podem ser respondidas uma
a uma , conforme a solicitação do/a professor/ a.

o-
@JJMJIXJ@/MJo il<tt)@ o /iJrlf}(j@liJ@fiilJ@~
NOME: IDADE:
ESCOL_A_:==========================-- A_N_O_ :_-~--~~ ~--TUR M:-A_:_ _

NOME DO PAl: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ NOME DA MÃE :_-=- ----~-


-----.
TELEFONE DE CASA: _ _ _ _ _ _ _ _ou DE UM VIZINHO:

1. MARQUE COM UM [!] EM QUE VOCÊ É ESPECIAL OU MUITO, MUITO BOM OU BO

MATEMÁTICA

l.-t..1.11..2,

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' l ;t';? \_•
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INVENTAR
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JUDAR ~

ARTES □
ARCIAIS
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SE MARCO U OUTRA, QUAL?_ __ _ _ _ _ __ _ _ _ _ _ __
POR QUÊ VOCÊ É MUITO BOM OU BOA NISSO?
--- --- --- ---
O QUE VOCÊ JÁ FEZ NESSA ÁREA:
--- --- --- --- --- ~

Adapladu cJi, f<E NZULI 1. J S . HE IS. Thu Sc;hoolw1<Ju Er111d 11nont Moch;I 2 ed , 1997, p 66-67 . por Susana G p B Perttl . 2016
~ff i):i fj grt ~ a{J3~ {fJffl @ ~
N O M E : - ; : : - - - - - - - - - - - - - ~ ~_ _ _ IDADE:
ESCOLA : _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ANO: _ _ _ _TURM_A_
:_ _ __
NOME DO PAI: NOME DA MÃE:
TELEFO NE DE--:C:-:A:--::S:-:A-:- - - - - - - - ou DE UM VIZI_N_H_O_:-
------

1. NA SUA SALA DE AULA, QUAL DOS SEUS COLEGU INHAS É


O MELHOR OU A
MELHO R:

ALUNO OU ALUNA DA SALA:


EM TEATRO :

EM MATEM ÁTICA:
NA GINÁST ICA:

EM CIÊNCIA S:
EM DESENH O OU PINTUR A:

NA LEITUR A E ESCRIT A:
EM CRIAR HISTÓR IAS:

EM PESQU ISAR: EM CANTO:

AMIGO OU AMIGA DE TODOS: NA DANÇA:

NO FUTEBO L, NO VÔLEI, NO BASQUE TE EM ARTES MARCIA IS (KARAT Ê,


OU EM OUTRO ESPORT E: TAEKWO NDO, KUNG-F U, TAi-CHi CHUAN,
i CAPOEI RA)
1
1
·- - - --
EM TOCAR UM INSTRU MENTO : EM SABER AS HORAS, os DIAS DA
SEMAN A E OS MESES:

QUAL? ' __
_____ i_

2. NA SUA SALA DE AULA, A QUAL DE SEUS COLEGU INHAS (MENINO


OU MENINA )
VOCÊ PEDIRIA AJUDA PARA:

LHE GUIAR EM UM PASSEI O: ORGAN IZAR UMA FESTA:

3. NA SUA SALA DE AULA, QUAL É O OU A COLEGU INHA (MENINO OU MENINA


) QUE:

É MAIS ENGRA ÇADO/A E DIVERT IDO/A DA VOCÊ GOSTAR IA QUE FOSSE LÍDER DA
TURMA : TURMA:

PENSA EM COISAS QUE OS DEMAIS AJUDA MAIS OS COLEGA S:


COLEGA S NÃO PENSAR AM, QUE TEM
IDEIAS DIFERE NTES:

É MAIS QUIETIN HO OU QUIETIN HA DE É MAIS SOZINH O OU SOZINH A DA TURMA:


TODOS:

Adaptado de RENZULLI , J. S.; REIS, The Schoolw1de Ennchment Model 2 ed ., 1997, p. 66-67, por Susana G . P. 8 . Pérez, 2016 .
º- 4° -AU TON OME AÇÃ O e
Interpretação conjunta do QIIAHSD-A:1 EGA S
QIIAHSD-A-1º- 4° - NOM EAÇ AO POR COL
nomeação e
A interpretação dos instrumentos de Auto
Após aplicar o instrumentos a uma
Nomeação por colegas é muito simples.
ntal, os resultados podem ser
turma de 1º a 4º ano do ensino fundame
autonomeação e nomeação por
tabulados para observar as frequências de
tões, como mostra º.ex~mplo da
colegas nas diferentes perguntas e ques
bina da dos _Que~t1onar,os de
Figu ra 2, que é uma tabu laçã o com
em sua versao mais completa .
Autonomeação e de Nomeação por colegas, D-A · 1 ' · 4•) COLEGAS (QIIAHS
S DE AUTONOMEAÇAO E NOMEA ÇÃO POR
TABULAÇÃO COMBINADA DOS QUESTIONÁRIO NOMEAÇÃO POR COLEGAS
AUTONOMEAÇAO Voe" p,'d!•I•
.iudJJ
Quem li o/• melho,
( e)pttlfll ou multo, m11l10 bom ou bo.i
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SD-A- I·'- 1 ! · · Vt:•!;;10 expa ndida
Figura 2 - Exemplo de tabulação do QIIAH
m aplicados a uma
No exemplo acima, os instrumentos fora
bara) apa rece indicada por um
turma de 30 alunos, na qual a aluna 5 (Bár da sala , pelo seu
melhor aluna
número significativo de colegas, como
Ciências, na leitura e na escrita , na
destaque nas disciplinas de Matemática e
importante observar que a própria
pesquisa e pelo seu domínio temporal. É
o boa em Matemática , em fazer
aluna se autoindicou como sendo muit
experiências , em pesquisar e colecionar.
m outras crianças que
Nessa tabela , os alunos também marcara
na), por ser amiga de todos e por
chamaram a atenção, como a aluna 7 (Bru
o 13 (Diego) por seu destaque no
ser a mais engraçada e divertida ; o alun
ou pintura. A aluna 21 (Ketlyn) foi
futebol e a aluna 20 (Greice) no desenho
da sala e mer ece mai or atenção
destacada por ser a aluna mais sozinha
sive is altas habilidades/superdo-
porque, às vezes, desconhecemos as pos
turma , porque não dem ons tram seu
tação dos alunos que se isolam muito na
ervações, esses alunos (Bruna ,
potencial. Dando sequência a essas obs
ami nha dos para uma obs erva ção
Diego, ~rei ci e Ketlyn) deveriam ser enc
onsáveis deveria m ser entrevi stados
mais cuidadosa e dem orada e seu s resp
con statado s os indic ado res, serem
para complementa r os dados e, caso
edu caciona l esp ecia lizad o.
encaminhad os para rece berem atendim ento
Você pode utilizar a tabela a seg
Q 11 AH SD- A-1°- 4° - Autonomea uir para tabular os dados do
ção e Nomeação por colegas.

Ap ós ind ica do s, pa ssa rem os


individuais ao s/à s responsávei a ap lica r os ins tru me nto s
s e professores dos alunos/as des
Qu es tio ná rio de Id en tif tacados: o
ica çã o do s In dic ad or es
Habilidades/Superdotação dos de Al tas
Responsáveis (QIIAHSD-R) e o Qu
de Identificação de Indicadores estionário
de Altas Habilidades/Superdotação
Professor (QIIAHSD-Pr) desse para o
s alunos e/ou o Questionário Co
de Características Artísticas e Es mplementar
portivas (QCCAE).

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