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19 - Outros Procedimentos Especiais

O documento aborda procedimentos especiais no Código de Processo Penal (CPP) relacionados a crimes praticados por funcionários públicos, crimes contra a honra e crimes contra a propriedade imaterial. Destaca a dispensabilidade de inquérito policial, a possibilidade de resposta preliminar e os ritos procedimentais específicos para cada tipo de crime. Além disso, menciona a importância da prova pericial e as condições para a ação penal, incluindo a necessidade de conciliação nos crimes contra a honra.
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19 - Outros Procedimentos Especiais

O documento aborda procedimentos especiais no Código de Processo Penal (CPP) relacionados a crimes praticados por funcionários públicos, crimes contra a honra e crimes contra a propriedade imaterial. Destaca a dispensabilidade de inquérito policial, a possibilidade de resposta preliminar e os ritos procedimentais específicos para cada tipo de crime. Além disso, menciona a importância da prova pericial e as condições para a ação penal, incluindo a necessidade de conciliação nos crimes contra a honra.
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OUTROS PROCEDIMENTOS ESPECIAIS

I- PROCEDIMENTO DOS CRIMES PRATICADOS POR


FUNCIONÁRIO PÚBLICO

- Está previsto entre os artigos 513 e 518 do CPP.

- Não se trata de crime de responsabilidade, vê-se que houve erro


redacional, pois os crimes de responsabilidade são as infrações
político-administrativas previstas na Lei 1.079/50.

- Os crimes funcionais que serão regidos pelo procedimento em


tela, estão previstos nos artigos 312 a 326 do CP.

1) Dispensabilidade de inquérito policial.

Art. 513. Os crimes de responsabilidade dos


funcionários públicos, cujo processo e julgamento
competirão aos juízes de direito, a queixa ou a denúncia
será instruída com documentos ou justificação que
façam presumir a existência do delito ou com declaração
fundamentada da impossibilidade de apresentação de
qualquer dessas provas.

- A redação do artigo demonstra que a inicial acusatória poderá ser


instruída simplesmente com documentos que demonstrem a justa
causa para o início da ação penal.
2) Resposta preliminar

Art. 514. Nos crimes afiançáveis, estando a denúncia ou queixa


em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação
do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de
quinze dias.

- A existência de contraditório prévio previsto no procedimento em


tela, busca oportunizar ao funcionário público demonstra suas
razões para tentar convencer o magistrado a não receber a inicial
acusatória.

- A resposta preliminar não é obrigatória, sendo faculdade de a


defesa apresentá-la ou não.

- Referida regra aplica-se apenas aos crimes afiançáveis. No


entanto, com a Lei 12.403/11, todos os crimes funcionais são
afiançáveis.

- A ausência de oportunidade para apresentar a resposta preliminar


gera nulidade? Há duas situações para analise da questão em tela.

a) Sem inquérito policial

●​ Para a posição tida como majoritária haverá nulidade relativa


que depende da alegação e comprovação de prejuízo, sobe
pena de preclusão (neste sentido: STJ e STJ)
●​ Para a segunda posição haverá nulidade absoluta, por ferir o
princípio da ampla defesa, já que se impedira uma fase
procedimental, gerando prejuízo insanável ao acusado.

b) Com inquérito policial.

●​ Não há nulidade - STJ


Súmula 330-STJ: É desnecessária a resposta preliminar de que
trata o artigo 514 do Código de Processo Penal, na ação penal
instruída por inquérito policial.

●​ Há nulidade – STF: sendo que a posição dominante é de que


a nulidade é relativa, conforme já estudado.

3) Rejeição da inicial acusatória


Art. 516. O juiz rejeitará a queixa ou denúncia, em despacho
fundamentado, se convencido, pela resposta do acusado ou do
seu defensor, da inexistência do crime ou da improcedência da
ação.

- A interpretação da rejeição deverá ser feita á luz do artigo 395 do


CPP.

- A lei permite a resposta preliminar diretamente pelo acusado,


sendo que parte da doutrina entende que referida regra viola o
artigo 1º, I, do EOAB.
4) Concurso de crimes.

- Praticando crime funcional e outro crime que não o seja, não há


que se falar em aplicação do rito especial (Neste sentido: STF e
STJ).

5) Crime funcional e o JECRIM

- Sendo o crime de menor potencial ofensivo, não se aplica o rito


especial.

- exemplo: peculato culposo (artigo 312, § 2º), prevaricação (art.


319)

6) rito procedimental
Art. 517. Recebida a denúncia ou a queixa, será o acusado
citado, na forma estabelecida no Capítulo I do Título X do Livro I.

Art. 518. Na instrução criminal e nos demais termos do processo,


observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III, Título I, deste Livro.

- Se a peça acusatória for recebida o rito procedimental será o


ordinário.
II- PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A HONRA

- Está previsto entre os artigos 519 e 523 do CPP.

- Também se aplica ao crime de difamação, pois o procedimento se


refere à todos os crimes contra a honra.

1) Crime contra a honra e o JECRIM

- Sendo o crime de menor potencial ofensivo, não se aplica o rito


especial.

2) Crime contra a honra e legislação extravagante

- Não se aplica o procedimento especial para os crimes contra a


honra previstos em legislação especial, como o Código Eleitoral, a
Lei de Segurança Nacional e o Código Penal Militar.

3) Pedidos de explicações
Art. 144 do Código Penal - Se, de referências, alusões ou frases,
se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido
pode pedir explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las
ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela
ofensa.

- Referido procedimento de natureza cautelar, é chamado pela


doutrina de equivocidade de ofensa, que somente deve ser
manejado caso o pretenso ofendido tenha dúvidas sobre o
conteúdo das supostas ofensas (neste sentido, o STF).
- Trata-se de medida preparatória facultativa e que não suspende e
nem interrompe a prescrição ou a decadência.

4) Audiência de tentativa de conciliação


Art. 520. Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes
oportunidade para se reconciliarem, fazendo-as comparecer em
juízo e ouvindo-as, separadamente, sem a presença dos seus
advogados, não se lavrando termo.

Art. 521. Se depois de ouvir o querelante e o querelado, o juiz


achar provável a reconciliação, promoverá entendimento entre
eles, na sua presença.

Art. 522. No caso de reconciliação, depois de assinado pelo


querelante o termo da desistência, a queixa será arquivada.

- Referida audiência é considera uma condição de procedibilidade,


preliminar ao recebimento da queixa.

- Havendo reconciliação haverá uma espécie de extinção da


punibilidade, pela desistência do querelante.

- Não há violação a regra do artigo 520 do CPP, em caso de


indeferimento da inicial acusatória, nos termos do artigo 395 do
CPP.

- Não comparecimento do querelante à audiência de conciliação

●​ Haverá perempção (artigo 60, III, do CP)


Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante
queixa, considerar-se-á perempta a ação penal:
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo
justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente,
ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações
finais;

●​ Não haverá consequência, pois a tentativa de conciliação é


realizada antes do recebimento da queixa. Neste sentido:
STJ.

5) Exceção da verdade
Art. 523. Quando for oferecida a exceção da verdade ou da
notoriedade do fato imputado, o querelante poderá contestar a
exceção no prazo de dois dias, podendo ser inquiridas as
testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele
prazo, em substituição às primeiras, ou para completar o máximo
legal.

- Trata-se de um incidente processual de natureza prejudicial


homogênea não devolutiva.

a) Calúnia: imputar falsamente um fato definido como crime – É


cabível a exceção da verdade, salvo nas hipóteses do artigo 138, §
3º, do CP.
§ 3º - Admite-se a prova da verdade, salvo:
I - se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o
ofendido não foi condenado por sentença irrecorrível;
II - se o fato é imputado a qualquer das pessoas indicadas no nº I
do art. 141;
III - se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi
absolvido por sentença irrecorrível.

b) Difamação: Não é cabível a exceção da verdade, salvo na


hipótese do artigo 139, parágrafo único, do CP.
Parágrafo único - A exceção da verdade somente se admite se o
ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício
de suas funções.

c) Injúria: Não é cabível a exceção da verdade, pois ofende a honra


subjetiva.

6) Exceção da notoriedade
Art. 523. Quando for oferecida a exceção da verdade ou da
notoriedade do fato imputado, o querelante poderá contestar a
exceção no prazo de dois dias, podendo ser inquiridas as
testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele
prazo, em substituição às primeiras, ou para completar o máximo
legal.

- É a defesa referente à alegação de que os fatos por ele praticados


não são ofensivos, pois “todo mundo já sabia”, ou seja, eram fatos
públicos, notórios, de modo que a sua simples conduta não agravou
em nada a honra do querelante.

- A doutrina moderna é praticamente unânime que esse tipo de


defesa não tem validade, pois ninguém tem o direito de ofender
honra alheia.

7) rito procedimental

- Apresentada ou não a exceção da verdade, o rito procedimental


será o ordinário.

III- PROCEDIMENTO DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE


IMATERIAL
- Está previsto entre os artigos 524 e 530-I do CPP.

1) Dos crimes considerados contra a propriedade imaterial

●​ Artigo 184 do CP: violação ao direito autoral


●​ Lei nº 9.279/96: violação de propriedade industrial

2) Crime contra a propriedade material e o JECRIM

- Sendo o crime de menor potencial ofensivo, não se aplica o rito


especial, salvo a complexidade do caso, nas infrações que deixam
vestígios e a materialidade dependerá de prova pericial.

3) rito procedimental para a ação penal privada – artigos 525 a


530-A do CPP

- Crime do artigo 184, caput, do CP.

Art. 525. No caso de haver o crime deixado vestígio, a queixa ou


a denúncia não será recebida se não for instruída com o exame
pericial dos objetos que constituam o corpo de delito.

Art. 526. Sem a prova de direito à ação, não será recebida a


queixa, nem ordenada qualquer diligência preliminarmente
requerida pelo ofendido.

Art. 527. A diligência de busca ou de apreensão será realizada


por dois peritos nomeados pelo juiz, que verificarão a existência
de fundamento para a apreensão, e quer esta se realize, quer
não, o laudo pericial será apresentado dentro de 3 (três) dias
após o encerramento da diligência.

Parágrafo único. O requerente da diligência poderá impugnar o


laudo contrário à apreensão, e o juiz ordenará que esta se efetue,
se reconhecer a improcedência das razões aduzidas pelos
peritos.
Art. 528. Encerradas as diligências, os autos serão conclusos ao
juiz para homologação do laudo.

Art. 529. Nos crimes de ação privativa do ofendido, não


será admitida queixa com fundamento em apreensão e em
perícia, se decorrido o prazo de 30 dias, após a homologação
do laudo.

Parágrafo único. Será dada vista ao Ministério Público dos autos


de busca e apreensão requeridas pelo ofendido, se o crime for de
ação pública e não tiver sido oferecida queixa no prazo fixado
neste artigo.

Art. 530. Se ocorrer prisão em flagrante e o réu não for posto em


liberdade, o prazo a que se refere o artigo anterior será de 8 (oito)
dias.

Art. 530-A. O disposto nos arts. 524 a 530 será aplicável aos
crimes em que se proceda mediante queixa.

- Para o exercício do direito de queixa o CPP exige-se condições


pré-processuais, no caso em tela: a) busca e apreensão (artigo 527
do CPP) e o exame pericial (artigo 525 do CPP).

- A queixa crime deverá ser oferecida no prazo de 30 dias após a


homologação do laudo pericial (artigo 529 do CPP), no entanto, em
caso de prisão em flagrante e não sendo o réu colocado em
liberdade, o prazo para a ajuizamento da queixa passa para 08 dias
(artigo 530 do CPP)

4) rito procedimental para a ação penal pública – artigo 530-B a H


do CPP
Art. 530-I. Nos crimes em que caiba ação penal pública
incondicionada ou condicionada, observar-se-ão as normas
constantes dos arts. 530-B, 530-C, 530-D, 530-E, 530-F, 530-G e
530-H.
- Crimes do artigo 184, §§ 1º, 2º e 3º, do CPP
Art. 530-B. Nos casos das infrações previstas nos §§ 1o, 2o e
3o do art. 184 do Código Penal, a autoridade policial procederá
à apreensão dos bens ilicitamente produzidos ou reproduzidos,
em sua totalidade, juntamente com os equipamentos, suportes e
materiais que possibilitaram a sua existência, desde que estes se
destinem precipuamente à prática do ilícito .
Art. 530-C. Na ocasião da apreensão será lavrado termo,
assinado por 2 (duas) ou mais testemunhas, com a descrição
de todos os bens apreendidos e informações sobre suas origens,
o qual deverá integrar o inquérito policial ou o processo
Art. 530-D. Subseqüente à apreensão, será realizada, por perito
oficial, ou, na falta deste, por pessoa tecnicamente habilitada,
perícia sobre todos os bens apreendidos e elaborado o laudo que
deverá integrar o inquérito policial ou o processo.
Art. 530-E. Os titulares de direito de autor e os que lhe são
conexos serão os fiéis depositários de todos os bens
apreendidos, devendo colocá-los à disposição do juiz quando do
ajuizamento da ação.
Art. 530-F. Ressalvada a possibilidade de se preservar o corpo
de delito, o juiz poderá determinar, a requerimento da vítima, a
destruição da produção ou reprodução apreendida quando não
houver impugnação quanto à sua ilicitude ou quando a ação penal
não puder ser iniciada por falta de determinação de quem seja o
autor do ilícito
Art. 530-G. O juiz, ao prolatar a sentença condenatória, poderá
determinar a destruição dos bens ilicitamente produzidos ou
reproduzidos e o perdimento dos equipamentos apreendidos,
desde que precipuamente destinados à produção e reprodução
dos bens, em favor da Fazenda Nacional, que deverá destruí-los
ou doá-los aos Estados, Municípios e Distrito Federal, a
instituições públicas de ensino e pesquisa ou de assistência
social, bem como incorporá-los, por economia ou interesse
público, ao patrimônio da União, que não poderão retorná-los aos
canais de comércio.
Art. 530-H. As associações de titulares de direitos de autor e os
que lhes são conexos poderão, em seu próprio nome, funcionar
como assistente da acusação nos crimes previstos no art. 184 do
Código Penal, quando praticado em detrimento de qualquer de
seus associados.

- Aqui não há necessidade do requerimento da busca e apreensão


pelo ofendido (ARTIGO 530-B), mas na ocasião da apreensão será
lavrado termo assinado por duas ou mais testemunhas (artigo
530-C).

- No entanto, exige-se a obrigatoriedade do laudo pericial (artigo


530-D)

Súmula 574-STJ: Para a configuração do delito de violação de


direito autoral e a comprovação de sua materialidade, é suficiente
a perícia realizada por amostragem do produto apreendido, nos
aspectos externos do material, e é desnecessária a identificação
dos titulares dos direitos autorais violados ou daqueles que os
representem.

5) rito procedimental
Art. 524. No processo e julgamento dos crimes contra a
propriedade imaterial, observar-se-á o disposto nos Capítulos
I e III do Título I deste Livro, com as modificações constantes dos
artigos seguintes.

- Após as regras específicas trazidas nos artigos 524 a 530-I do


CPP, o procedimento adotado será o ordinário.

IV – PROCEDIMENTO DOS CRIMES DA LEI DE DROGAS

- Está previsto na Lei 11.343/06.

1) Crime da lei de drogas e o JECRIM


Art. 48. § 1º O agente de qualquer das condutas previstas no art.
28 desta Lei, salvo se houver concurso com os crimes previstos
nos arts. 33 a 37 desta Lei, será processado e julgado na forma
dos arts. 60 e seguintes da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de
1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais.

- Sendo o crime de menor potencial ofensivo, não se aplica o rito


especial, salvo nos casos de conexão ou continência com os crimes
previstos nos artigos 33 a 37.

2) Prazo do inquérito policial


Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta)
dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando
solto.

3) Rito procedimental
Art. 48. O procedimento relativo aos processos por crimes
definidos neste Título rege-se pelo disposto neste Capítulo,
aplicando-se, subsidiariamente, as disposições do Código de
Processo Penal e da Lei de Execução Penal.

a) Oferecimento da denúncia
Art. 54. Recebidos em juízo os autos do inquérito policial, de
Comissão Parlamentar de Inquérito ou peças de informação,
dar-se-á vista ao Ministério Público para, no prazo de 10 (dez)
dias, adotar uma das seguintes providências:

III - oferecer denúncia, arrolar até 5 (cinco) testemunhas e


requerer as demais provas que entender pertinentes.

- Necessidade apenas do laudo de constatação da droga para


demonstração da materialidade quando do oferecimento da
denúncia.
Art. 50. § 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão em
flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é
suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da
droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa
idônea.

b) Defesa preliminar
Art. 55. Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do
acusado para oferecer defesa prévia, por escrito, no prazo de
10 (dez) dias.

§ 1º Na resposta, consistente em defesa preliminar e exceções, o


acusado poderá arguir preliminares e invocar todas as razões de
defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas
que pretende produzir e, até o número de 5 (cinco), arrolar
testemunhas.

- A defesa preliminar é obrigatória, devendo o acusado ser


notificado pessoalmente.
Art. 55. § 3º Se a resposta não for apresentada no prazo, o juiz
nomeará defensor para oferecê-la em 10 (dez) dias,
concedendo-lhe vista dos autos no ato de nomeação.

- Parte da doutrina (minoritária) entende que deve ser aplicada a


regra do artigo 394, § 4º, do CPP, deste modo o procedimento teria
duas defesas:
Art. 394,§ 4o , do CPP. As disposições dos arts. 395 a 398 deste
Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro
grau, ainda que não regulados neste Código.

(i) defesa preliminar, prevista no artigo 55 da Lei de Drogas, onde


se busca convencer o magistral a rejeitar a denúncia, com base no
artigo 395 do CPP;

(ii) resposta escrita, prevista no artigo 396 do CPP, a qual teria


aplicação após o recebimento da denúncia e citação do acusado,
onde a defesa poderia trazer as teses de absolvição sumária,
previstas no artigo 397 do CPP.

c) Juízo de admissibilidade
Art. 55. § 4º Apresentada a defesa, o juiz decidirá em 5 (cinco)
dias.

c.1) rejeição da denúncia

- Aqui deve ser observado o disposto no artigo 395 do CPP.

c.2) recebimento da denúncia


Art. 56. Recebida a denúncia, o juiz designará dia e hora para a
audiência de instrução e julgamento, ordenará a citação pessoal
do acusado, a intimação do Ministério Público, do assistente, se
for o caso, e requisitará os laudos periciais.

- Preenchidos os requisitos legais (artigo 41 do CPP) e não


incidindo nas demais hipóteses do artigo 395 do CPP, a peça inicial
deve ser recebida, sendo que neste momento bastam indícios de
autoria e prova da materialidade.

- A citação somente ocorrerá após o recebimento da denúncia.

d) Audiência de instrução e julgamento


Art. 56. Recebida a denúncia, o juiz designará dia e hora para a
audiência de instrução e julgamento, ordenará a citação pessoal
do acusado, a intimação do Ministério Público, do assistente, se
for o caso, e requisitará os laudos periciais.

d.1) prazo para realização da audiência


Art. 56. § 2º A audiência a que se refere o caput deste artigo será
realizada dentro dos 30 (trinta) dias seguintes ao recebimento da
denúncia, salvo se determinada a realização de avaliação para
atestar dependência de drogas, quando se realizará em 90
(noventa) dias.

d.2) audiência una


Art. 57. Na audiência de instrução e julgamento, após o
interrogatório do acusado e a inquirição das testemunhas, será
dada a palavra, sucessivamente, ao representante do Ministério
Público e ao defensor do acusado, para sustentação oral, pelo
prazo de 20 (vinte) minutos para cada um, prorrogável por mais
10 (dez), a critério do juiz.

d.3) ordem procedimental da audiência

(i) testemunhas de acusação

(ii) testemunhas de defesa

(iii) interrogatório

- Tendo em vista a alteração do momento processual do


interrogatório no Código de Processo Penal, o interrogatório passou
a ser o último ato processual na lei de drogas, em respeito aos
princípios do contraditório e da ampla defesa.
e) alegações orais

- As alegações serão orais, pelo prazo de 20 (vinte) minutos para


cada um, prorrogável por mais 10 (dez), a critério do juiz.

- Não há impedimento de converter as alegações orais em


memoriais.

f) sentença
Art. 58. Encerrados os debates, proferirá o juiz sentença de
imediato, ou o fará em 10 (dez) dias, ordenando que os autos
para isso lhe sejam conclusos.

- Para a sentença condenatória é necessário o laudo definitivo.


Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver
preso, e de 90 (noventa) dias, quando solto.

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