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A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) visa criar e articular serviços de saúde para pessoas com sofrimento ou transtornos mentais, incluindo dependência de substâncias. As diretrizes incluem respeito aos direitos humanos, promoção da equidade e atenção humanizada, enquanto os objetivos focam na ampliação do acesso e na integração dos serviços de saúde. A RAPS é composta por diversos pontos de atenção, como Unidades Básicas de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial, que oferecem cuidados especializados e suporte à inclusão social.

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Carla Carlinha
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A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) visa criar e articular serviços de saúde para pessoas com sofrimento ou transtornos mentais, incluindo dependência de substâncias. As diretrizes incluem respeito aos direitos humanos, promoção da equidade e atenção humanizada, enquanto os objetivos focam na ampliação do acesso e na integração dos serviços de saúde. A RAPS é composta por diversos pontos de atenção, como Unidades Básicas de Saúde e Centros de Atenção Psicossocial, que oferecem cuidados especializados e suporte à inclusão social.

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REDE DE ATENÇÃO

PSICOSSOCIAL
Prof. Lígia Carvalheiro
RAPS
Art. 1º Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS),
cuja finalidade é a:

criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde


para pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo
aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool
e outras drogas, no âmbito do SUS.
RAPS
Art. 2º DIRETRIZES
I - respeito aos direitos II - promoção da equidade, III - combate a estigmas e
humanos, garantindo a reconhecendo os preconceitos;
autonomia e a liberdade determinantes sociais da
das pessoas; saúde;
IV - garantia do acesso e da V - atenção humanizada e VI - diversificação das
qualidade dos serviços, centrada nas necessidades estratégias de cuidado;
ofertando cuidado integral das pessoas;
e assistência
multiprofissional, sob a
lógica interdisciplinar;
RAPS
Art. 2º DIRETRIZES
VII - desenvolvimento de VIII - desenvolvimento de IX - ênfase em serviços de
atividades no território, que estratégias de Redução de base territorial e
favoreça a inclusão social Danos; comunitária, com
com vistas à promoção de participação e controle
autonomia e ao exercício social dos usuários e de
da cidadania; seus familiares;
RAPS
Art. 2º DIRETRIZES
X - organização dos serviços XI - promoção de estratégias XII - desenvolvimento da
em rede de atenção à de educação permanente; lógica do cuidado para
saúde regionalizada, com pessoas com sofrimento ou
estabelecimento de ações transtorno mental,
intersetoriais para garantir incluindo aquelas com
a integralidade do cuidado; necessidades decorrentes
do uso de crack, álcool e
outras drogas, tendo como
eixo central a construção do
projeto terapêutico
singular.
RAPS
Art. 3º OBJETIVOS GERAIS
I - AMPLIAR O ACESSO à II - promover o acesso das III - garantir a ARTICULAÇÃO E
atenção psicossocial da pessoas com SOFRIMENTO OU INTEGRAÇÃO DOS PONTOS de
população em GERAL; TRANSTORNO MENTAL, atenção das Redes de saúde
incluindo aquelas com no território, qualificando o
necessidades decorrentes do cuidado por meio do
uso de crack, álcool e outras acolhimento, do
drogas e suas famílias aos acompanhamento contínuo e
pontos de atenção; e da atenção às urgências
RAPS
Art. 4º OBJETIVOS ESPECÍFICOS
I - promover cuidados em II - prevenir o consumo e a III - reduzir danos
saúde especialmente para dependência de crack, provocados pelo consumo
grupos mais vulneráveis álcool e outras drogas; de crack, álcool e outras
(crianças, adolescentes, drogas;
jovens, pessoas em
situação de rua e
populações indígenas);
RAPS
Art. 4º OBJETIVOS ESPECÍFICOS
IV - promover a V - promover mecanismos VI - desenvolver ações
reabilitação e a reinserção de formação permanente intersetoriais de prevenção
das pessoas com aos profissionais de saúde; e redução de danos em
transtorno mental e parceria com organizações
incluindo aquelas com governamentais e da
necessidades decorrentes sociedade civil;
do uso de crack, álcool e
outras drogas na
sociedade, por meio do
acesso ao trabalho, renda e
moradia solidária;
RAPS
Art. 4º OBJETIVOS ESPECÍFICOS
VII - produzir e ofertar VIII - regular e organizar as IX - monitorar e avaliar a
informações sobre direitos demandas e os fluxos qualidade dos serviços por
das pessoas com sofrimento assistenciais de seus pontos meio de indicadores de
ou transtorno mental, de atenção; efetividade e resolutividade
incluindo aquelas com da atenção.
necessidades decorrentes do
uso de crack, álcool e outras
drogas e seus familiares,
medidas de prevenção e
cuidado e os serviços
disponíveis na rede;
RAPS
Art. 5º COMPONENTES
Atenção Básica em saúde: Atenção Psicossocial:

a) Unidade Básica de Saúde: a) Centros de Atenção Psicossocial


1. Equipes de Atenção Básica; b) Equipe Multiprofissional de
2. Equipes de Atenção Básica para populações Atenção Especializada em Saúde
específicas: Mental
3. Equipe de Consultório na Rua;
4. Equipe de apoio aos serviços do componente Atenção
Residencial de Caráter Transitório.
5. Núcleos de Apoio à Saúde da Família - NASF.
b) Centros de Convivência e Cultura
RAPS
Art. 5º COMPONENTES
Atenção de Urgência e Emergência Atenção Residencial de Caráter
Transitório
a) SAMU 192;
b) Sala de Estabilização; a) Unidade de Acolhimento;
c) UPA 24 horas; b) Serviços de Atenção em Regime
d) Portas hospitalares de atenção à Residencial.
urgência/pronto socorro em Hospital Geral;
e) Unidades Básicas de Saúde, entre outros.
Atenção Hospitalar Estratégias de Estratégias de Reabilitação
Desinstitucionalização Psicossocial
a) Leitos de psiquiatria em
hospital geral; a) Serviços Residenciais a) Iniciativas de trabalho e
b) Serviço Hospitalar de Terapêuticos. geração de renda,
Referência para Atenção às empreendimentos solidários e
pessoas com sofrimento ou cooperativas sociais.
transtorno mental, incluindo
aquelas com necessidades
decorrentes do uso de crack,
álcool e outras drogas (Leitos
de Saúde Mental em Hospital
Geral).
Art. 6º PONTOS DE ATENÇÃO

I - Unidade Básica de Saúde:


● serviço de saúde
● equipe multiprofissional
● ações de saúde, de âmbito individual e coletivo,
● abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de
agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de
danos e a manutenção da saúde
● objetivo de desenvolver a atenção integral que impacte na situação
de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e
condicionantes de saúde das coletividades;
RAPS
Art. 5º COMPONENTES
Atenção Básica em saúde: Atenção Psicossocial:

a) Unidade Básica de Saúde: a) Centros de Atenção Psicossocial


1. Equipes de Atenção Básica; b) Equipe Multiprofissional de
2. Equipes de Atenção Básica para populações Atenção Especializada em Saúde
específicas: Mental
3. Equipe de Consultório na Rua;
4. Equipe de apoio aos serviços do componente Atenção
Residencial de Caráter Transitório.
5. Núcleos de Apoio à Saúde da Família - NASF.
b) Centros de Convivência e Cultura
RAPS
Art. 6º PONTOS DE ATENÇÃO

II - Equipes de Atenção Básica para populações em situações


específicas:
a) Equipe de Consultório na Rua: equipe constituída por profissionais
que atuam de forma ITINERANTE, ofertando ações e cuidados de saúde
para a população em situação de rua, considerando suas diferentes
necessidades de saúde, sendo responsabilidade desta equipe, no
âmbito da Rede de Atenção Psicossocial, ofertar cuidados em saúde
mental, para:
RAPS
Art. 6º PONTOS DE ATENÇÃO

II - Equipes de Atenção Básica para populações em situações


específicas:
a) Equipe de Consultório na Rua: equipe constituída por profissionais
que atuam de forma ITINERANTE, ofertando ações e cuidados de saúde
para a população em situação de rua, considerando suas diferentes
necessidades de saúde, sendo responsabilidade desta equipe, no
âmbito da Rede de Atenção Psicossocial, ofertar cuidados em saúde
mental, para:
1. pessoas em situação 2. pessoas com 3. usuários de crack, álcool e
de rua em geral; transtornos mentais; outras drogas, incluindo ações
de redução de danos, em
parceria com equipes de
outros pontos de atenção da
rede de saúde, como Unidades
Básicas de Saúde, Centros de
Atenção Psicossocial, Prontos-
Socorros, entre outros.
RAPS
Art. 6º PONTOS DE ATENÇÃO

II - Equipes de Atenção Básica para populações em situações


específicas:
b) equipe de apoio aos serviços do componente Atenção Residencial de
Caráter Transitório: oferece suporte clínico e apoio a esses pontos de
atenção, coordenando o cuidado e prestando serviços de atenção à
saúde de forma longitudinal e articulada com os outros pontos de
atenção da rede.
Art. 6º PONTOS DE ATENÇÃO

DETALHES
§ 1º A Unidade Básica de Saúde tem a responsabilidade de desenvolver
ações de:
● promoção de saúde mental,
● prevenção e cuidado dos transtornos mentais,
● ações de redução de danos e cuidado para pessoas com
necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas,
[...] compartilhadas, sempre que necessário, com os demais pontos da
rede.
Art. 6º PONTOS DE ATENÇÃO

DETALHES
§ 2º O Núcleo de Apoio à Saúde da Família é constituído por
profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento, que
atuam de maneira integrada, sendo responsável por apoiar as Equipes
de Saúde da Família, as Equipes de Atenção Básica para populações
específicas e equipes da academia da saúde, atuando diretamente no
apoio matricial e, quando necessário, no cuidado compartilhado junto
às equipes.
Art. 6º PONTOS DE ATENÇÃO

DETALHES
§ 3º Quando necessário, a Equipe de Consultório na Rua poderá utilizar
as instalações das Unidades Básicas de Saúde do território.
§ 4º Os Centros de Convivência e Cultura são estratégicos para a
inclusão social das pessoas com sofrimento ou transtorno mental,
incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack,
álcool e outras drogas, por meio da construção de espaços de convívio
e sustentação das diferenças na comunidade e em variados espaços da
cidade.
RAPS
Art. 5º COMPONENTES
Atenção Básica em saúde: Atenção Psicossocial:

a) Unidade Básica de Saúde: a) Centros de Atenção Psicossocial


1. Equipes de Atenção Básica; b) Equipe Multiprofissional de
2. Equipes de Atenção Básica para populações Atenção Especializada em Saúde
específicas: Mental
3. Equipe de Consultório na Rua;
4. Equipe de apoio aos serviços do componente Atenção
Residencial de Caráter Transitório.
5. Núcleos de Apoio à Saúde da Família - NASF.
b) Centros de Convivência e Cultura
RAPS

Art. 7º Os Centros de Atenção Psicossocial nas suas diferentes


modalidades, são serviços de saúde de caráter ABERTO E
COMUNITÁRIO que compõem a Rede de Atenção Psicossocial.

● é constituído por equipe multiprofissional


● atendimento às pessoas com transtornos mentais graves e
persistentes, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do
uso de crack, álcool e outras drogas,
● em situações de crise ou reabilitação psicossocial.
RAPS

§ 2º As ATIVIDADES no Centro de Atenção Psicossocial são realizadas


prioritariamente em espaços coletivos (grupos, assembleias de
usuários, reunião diária de equipe), de forma articulada com os outros
pontos de atenção da rede de saúde e das demais redes.
RAPS

§ 3º O cuidado, no âmbito do Centro de Atenção Psicossocial, é


desenvolvido por intermédio de Projeto Terapêutico Singular,
envolvendo em sua construção a equipe, o usuário e sua família.
RAPS
I - CAPS I: atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam
prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de:
● transtornos mentais graves e persistentes,
● incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas,
● outras situações clínicas
que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos .
Indicado para Municípios ou regiões de saúde com população acima de
quinze mil habitantes;
RAPS
II - CAPS II: atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento
psíquico decorrente de:
● transtornos mentais graves e persistentes,
● incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e
● outras situações clínicas
que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos de vida.
Indicado para Municípios ou regiões de saúde com população acima de
setenta mil habitantes;
RAPS
III - CAPS III: atende prioritariamente pessoas em intenso sofrimento
psíquico decorrente de:
● transtornos mentais graves e persistentes,
● incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e
● outras situações clínicas
que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos.
Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e
quatro horas, incluindo feriados e finais de semana.
Indicado para Municípios ou regiões de saúde com população acima de
cento e cinquenta mil habitantes;
RAPS
IV - CAPS AD: atende pessoas de todas as faixas etárias, que apresentam
intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras
drogas.
Indicado para Municípios ou regiões de saúde com população acima de
setenta mil habitantes;
RAPS
V - CAPS AD III: atende pessoas de todas as faixas etárias que apresentam
intenso sofrimento psíquico decorrente do uso de crack, álcool e outras
drogas.
Proporciona serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte e
quatro horas, incluindo feriados e finais de semana, ofertando retaguarda
clínica e acolhimento noturno.

Indicado para Municípios ou regiões de saúde com população acima de


cento e cinquenta mil habitantes;
RAPS
VI - CAPS i: atende crianças e adolescentes que apresentam
prioritariamente intenso sofrimento psíquico decorrente de:
● transtornos mentais graves e persistentes,
● incluindo aqueles relacionados ao uso de substâncias psicoativas, e
● outras situações clínicas
que impossibilitem estabelecer laços sociais e realizar projetos.
Indicado para municípios ou regiões com população acima de setenta mil
habitantes.
RAPS
VII - CAPS AD IV: atende pessoas com quadros graves e intenso
sofrimento decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
Sua implantação deve ser planejada junto a cenas de uso em
municípios com mais de 500.000 habitantes.

Tem como objetivos atender pessoas de todas as faixas etárias;


proporcionar serviços de atenção contínua, com funcionamento vinte
e quatro horas, incluindo feriados e finais de semana; e ofertar
assistência a urgências e emergências, contando com leitos de
observação.
RAPS
Art. 5º COMPONENTES
Atenção de Urgência e Emergência Atenção Residencial de Caráter
Transitório
a) SAMU 192;
b) Sala de Estabilização; a) Unidade de Acolhimento;
c) UPA 24 horas; b) Serviços de Atenção em Regime
d) Portas hospitalares de atenção à Residencial.
urgência/pronto socorro em Hospital Geral;
e) Unidades Básicas de Saúde, entre outros.
RAPS
Art. 8º São pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial na
ATENÇÃO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA:
● SAMU 192,
● Sala de Estabilização,
● UPA 24 horas,
● as portas hospitalares de atenção à urgência/pronto socorro,
● Unidades Básicas de Saúde, entre outros.
§ 1º Os pontos de Atenção de Urgência e Emergência são
responsáveis, em seu âmbito de atuação, pelo acolhimento,
classificação de risco e cuidado nas situações de urgência e
emergência das pessoas com sofrimento ou transtorno mental,
incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack,
álcool e outras drogas.

§ 2º Deverão se articular com os Centros de Atenção Psicossocial, os


quais realizam o acolhimento e o cuidado das pessoas em fase aguda
do transtorno mental.
RAPS
Art. 5º COMPONENTES
Atenção de Urgência e Emergência Atenção Residencial de Caráter
Transitório
a) SAMU 192;
b) Sala de Estabilização; a) Unidade de Acolhimento;
c) UPA 24 horas; b) Serviços de Atenção em Regime
d) Portas hospitalares de atenção à Residencial.
urgência/pronto socorro em Hospital Geral;
e) Unidades Básicas de Saúde, entre outros.
Art. 9º São pontos de atenção na Rede de Atenção Psicossocial na
ATENÇÃO RESIDENCIAL DE CARÁTER TRANSITÓRIO os seguintes
serviços:

I - Unidade de Acolhimento: oferece cuidados contínuos de saúde, com


funcionamento de vinte e quatro horas, em ambiente residencial, para
pessoas com necessidade decorrentes do uso de crack, álcool e outras,
de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social
e/ou familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de
caráter transitório cujo tempo de permanência é de até seis meses;
Art. 9º São pontos de atenção na Rede de Atenção Psicossocial na
ATENÇÃO RESIDENCIAL DE CARÁTER TRANSITÓRIO os seguintes
serviços:
II - Serviços de Atenção em Regime Residencial, entre os quais
Comunidades Terapêuticas: serviço de saúde destinado a oferecer
cuidados contínuos de saúde, de caráter residencial transitório
por até nove meses para adultos com necessidades clínicas
estáveis decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
§ 1º O ACOLHIMENTO na Unidade de Acolhimento será:
definido exclusivamente pela equipe do Centro de Atenção
Psicossocial de referência:

● que será responsável pela elaboração do projeto terapêutico


singular do usuário,
● considerando a hierarquização do cuidado, priorizando a
atenção em serviços comunitários de saúde.
RAPS
§ 2º As Unidades de Acolhimento estão organizadas nas seguintes
MODALIDADES:

I - Unidade de Acolhimento Adulto, destinados a pessoas que


fazem uso do crack, álcool e outras drogas, maiores de dezoito
anos;
II - Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil, destinadas a
adolescentes e jovens de doze até dezoito anos incompletos.
Atenção Hospitalar Estratégias de Estratégias de Reabilitação
Desinstitucionalização Psicossocial
a) Leitos de psiquiatria em
hospital geral; a) Serviços Residenciais a) Iniciativas de trabalho e
b) Serviço Hospitalar de Terapêuticos. geração de renda,
Referência para Atenção às empreendimentos solidários e
pessoas com sofrimento ou cooperativas sociais.
transtorno mental, incluindo
aquelas com necessidades
decorrentes do uso de crack,
álcool e outras drogas (Leitos
de Saúde Mental em Hospital
Geral).
RAPS
Art. 10. São pontos de atenção na REDE DE ATENÇÃO
PSICOSSOCIAL na atenção hospitalar os seguintes serviços:

I - Leitos de Saúde Mental em Hospital Geral:

oferece tratamento hospitalar para casos graves relacionados aos


transtornos mentais e ao uso de álcool, crack e outras drogas, em
especial de abstinências e intoxicações severas;
RAPS:
II - Serviço Hospitalar de Referência para atenção às pessoas com
sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades
decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas no Hospital Geral:

oferece retaguarda clínica por meio de internações de curta duração,


com equipe multiprofissional e sempre acolhendo os pacientes em
articulação com os CAPS e outros serviços da Rede de Atenção
Psicossocial para construção do Projeto Terapêutico Singular.
Atenção Hospitalar Estratégias de Estratégias de Reabilitação
Desinstitucionalização Psicossocial
a) Leitos de psiquiatria em
hospital geral; a) Serviços Residenciais a) Iniciativas de trabalho e
b) Serviço Hospitalar de Terapêuticos. geração de renda,
Referência para Atenção às empreendimentos solidários e
pessoas com sofrimento ou cooperativas sociais.
transtorno mental, incluindo
aquelas com necessidades
decorrentes do uso de crack,
álcool e outras drogas (Leitos
de Saúde Mental em Hospital
Geral).
RAPS
Art. 11. São pontos de atenção na Rede de Atenção Psicossocial
nas ESTRATÉGIAS DE DESINSTITUCIONALIZAÇÃO OS SERVIÇOS
RESIDENCIAIS TERAPÊUTICOS, que são moradias inseridas na
comunidade, destinadas a acolher pessoas egressas de internação
de longa permanência (dois anos ou mais ininterruptos), egressas
de hospitais psiquiátricos e hospitais de custódia, entre outros.
Atenção Hospitalar Estratégias de Estratégias de Reabilitação
Desinstitucionalização Psicossocial
a) Leitos de psiquiatria em
hospital geral; a) Serviços Residenciais a) Iniciativas de trabalho e
b) Serviço Hospitalar de Terapêuticos. geração de renda,
Referência para Atenção às empreendimentos solidários e
pessoas com sofrimento ou cooperativas sociais.
transtorno mental, incluindo
aquelas com necessidades
decorrentes do uso de crack,
álcool e outras drogas (Leitos
de Saúde Mental em Hospital
Geral).
RAPS
Art. 12. O componente REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL da Rede de
Atenção Psicossocial é composto por iniciativas de:
● geração de trabalho e renda,
● empreendimentos solidários e
● cooperativas sociais.
RAPS
Art. 14. A OPERACIONALIZAÇÃO da implantação da Rede de
Atenção Psicossocial se dará pela execução de 5 FASES:

● Fase 1- Desenho Regional da Rede de Atenção Psicossocial:


● Fase 2 - adesão e diagnóstico:
● Fase 3 - Contratualização dos Pontos de Atenção:
● Fase 4 - Qualificação dos componentes:
● Fase 5 - Certificação:
RAPS
Fase 1- Desenho Regional da Rede de Atenção Psicossocial:

a) realização pelo Colegiado de Gestão Regional (CGR) e pelo Colegiado de


Gestão da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (CGSES/DF)
b) pactuação do Desenho da Rede de Atenção Psicossocial no CGR e no
CGSES/DF;
c) elaboração da proposta de Plano de Ação Regional;
d) estímulo à instituição do Fórum Rede de Atenção Psicossocial.
RAPS
Fase II - adesão e diagnóstico:

a) apresentação da Rede de Atenção Psicossocial no Estado, Distrito


Federal e nos Municípios;

b) apresentação e análise da matriz diagnóstica, na Comissão Intergestores


Bipartite (CIB), no CGSES/DF e no CGR;

c) homologação na CIB e CGSES/DF;


RAPS
d) instituição de Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção Psicossocial,
formado pela SES, Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
(CONASEMS) e apoio institucional do Ministério da Saúde, que terá como
atribuições:
1. mobilizar os dirigentes políticos do SUS em cada fase;
2. apoiar a implementação da rede;
3. identificar e apoiar a solução de possíveis pontos críticos;
4. monitorar e avaliar o processo de implantação;

e) contratualização dos Pontos de Atenção;


f) qualificação dos componentes.
RAPS
Fase 3 - Contratualização dos Pontos de Atenção:

a) elaboração do desenho da Rede de Atenção Psicossocial;

b) contratualização pela União, pelo Estado, pelo Distrito Federal ou pelo


Município dos pontos de atenção da Rede de Atenção Psicossocial observadas
as responsabilidades definidas para cada componente da Rede;

c) instituição do Grupo Condutor Municipal em cada Município que compõe o


CGR, com apoio institucional da SES.
RAPS
Fase 4 - Qualificação dos componentes:

a) realização das ações de atenção à saúde definidas para cada componente


da Rede;

b) cumprimento das metas relacionadas às ações de atenção à saúde, que


deverão ser definidas na matriz diagnóstica para cada componente da Rede
serão acompanhadas de acordo com o Plano de Ação Regional e dos Planos de
Ações Municipais.
RAPS
Fase 4 - Qualificação dos componentes:

a) realização das ações de atenção à saúde definidas para cada componente


da Rede;

b) cumprimento das metas relacionadas às ações de atenção à saúde, que


deverão ser definidas na matriz diagnóstica para cada componente da Rede
serão acompanhadas de acordo com o Plano de Ação Regional e dos Planos de
Ações Municipais.
RAPS
V - Fase 5 - Certificação:

Será concedida pelo Ministério da Saúde aos gestores do SUS, em parceria


com CONASS e CONASEMS.
Art. 15. Para OPERACIONALIZAÇÃO da Rede de Atenção Psicossocial cabe:

I - à União, por intermédio do II - ao Estado, por meio da III - ao Município, por meio da
Ministério da Saúde: Secretaria Estadual de Saúde: Secretaria Municipal de Saúde:

o apoio à pactuação,
apoio à pactuação, pactuação, implementação,
implementação, financiamento,
monitoramento e avaliação da implementação, coordenação do coordenação do Grupo Condutor
Rede de Atenção Psicossocial em Grupo Condutor Estadual da Rede Municipal da Rede de Atenção
todo território nacional; de Atenção Psicossocial, Psicossocial, financiamento,
financiamento, contratualização contratualização com os pontos
com os pontos de atenção à de atenção à saúde sob sua
saúde sob sua gestão, gestão, monitoramento e
monitoramento e avaliação da avaliação da Rede de Atenção
Rede de Atenção Psicossocial no Psicossocial no território
território estadual de forma municipal.
regionalizada; e
Art. 18. Fica instituído o COMITÊ DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A REDE DE
ATENÇÃO PSICOSSOCIAL.

§ 1º São ATRIBUIÇÕES deste Comitê:

I - ampliar o envolvimento da Sociedade Civil na discussão;


II - contribuir na sensibilização e na mobilização social;
III - promover a difusão de informações;
IV - contribuir para o fortalecimento do controle social;
V - realizar o balanço semestral do andamento da implementação e dos
resultados da Rede de Atenção Psicossocial.
§ 2º O Comitê de Mobilização Social será composto por REPRESENTANTES das
seguintes Entidades:

I - Associação Brasileira de Redutores de Danos - ABORDA;


II - Associação Brasileira de Saúde Mental - ABRASME;
III - Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas - ABRAMD;
IV - Associação Brasileira de Autismo - ABRA;
V - Associação Brasileira de Saúde Coletiva - ABRASCO;
VI - Associação Juízes para a Democracia;
VII - Centro Brasileiro de Estudos em Saúde - CEBES;
VIII - Central Única das Favelas - CUFA;
IX - Comitê de Assuntos Sociais do Senado Federal;
X - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG;
XI - Conselho Federal de Serviço Social - CFESS;
XII - Conselho Federal de Enfermagem - COFEN;
XIII - Conselho Federal de Medicina - CFM;
XIV - Conselho Federal de Psicologia - CFP;
XV - Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - COFFITO;
XVI - Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - CONAD;
XVII - Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente;
XVIII - Conselho Nacional de Juventude;
XIX - Conselho Nacional de Saúde - CNS;
XX - Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde - CONASEMS;
XXI - Conselho Nacional de Secretários de Saúde - CONASS;
XXII - Cruz Azul no Brasil;
XXIII - Especialistas, Intelectuais e Artistas;
XXIV - Federação Brasileira de Hospitais - FBH;
XXV - Federação Norte e Nordeste de Comunidades Terapêuticas - FENNOCT;
XXVI - Fórum Brasileiro de Economia Solidária;
XXVII - Frente Nacional de Entidades pela Cidadania, Dignidade e Direitos
Humanos na Política Nacional sobre Drogas;
XXVIII - Movimento Nacional da População em Situação de Rua;
XXIX - Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH;
XXX - Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis - MNCR;
XXXI - Movimento Nacional da Luta Antimanicomial - MNLA;
XXXII - Ordem dos Advogados do Brasil - OAB;
XXXIII - Pastoral Nacional do Povo da Rua - PNPR;
XXXIV - Rede de Educação Popular e Saúde - REDPOP;
XXXV - Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial - RENILA; e
XXXVI - União Nacional dos Estudantes - UNE.
RAPS
Art. 20. Os Centros de Atenção Psicossocial poderão constituir-se nas
seguintes modalidades de serviços: CAPS I, CAPS II e CAPS III, definidos por
ordem crescente de porte/complexidade e abrangência populacional:

§ 1º As três modalidades de serviços cumprem a mesma função no


atendimento público em saúde mental, distinguindo-se pelas características
descritas no art. 22, e deverão estar capacitadas para realizar prioritariamente
o atendimento de pacientes com transtornos mentais severos e persistentes
em sua área territorial, em regime de tratamento intensivo, semi-intensivo e
não-intensivo.
RAPS
Art. 21. Somente os serviços de natureza jurídica PÚBLICA poderão executar as
atribuições de supervisão e de regulação da rede de serviços de saúde mental.

Art. 22. Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) só poderão funcionar em


área física específica e independente de qualquer estrutura hospitalar.
RAPS
Art. 23. As modalidades de serviços estabelecidas pelo art. 20 corresponderão
às características abaixo discriminadas:

§ 1º CAPS I - Serviço de atenção psicossocial com capacidade operacional para


atendimento em municípios com população entre 20.000 e 70.000 habitantes,
com as seguintes características:

I - responsabilizar-se, sob coordenação do gestor local, pela organização da


demanda e da rede de cuidados em saúde mental no âmbito do seu território;
RAPS

II - possuir capacidade técnica para desempenhar o papel de regulador da


porta de entrada da rede assistencial no âmbito do seu território e/ou do
módulo assistencial;

III - coordenar, por delegação do gestor local, as atividades de supervisão de


unidades hospitalares psiquiátricas no âmbito do seu território;

IV - supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e


programas de saúde mental no âmbito do seu território e/ou do módulo
assistencial;
RAPS

V - realizar, e manter atualizado, o cadastramento dos pacientes que utilizam


medicamentos essenciais para a área de saúde mental e medicamentos do
Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, dentro de sua área
assistencial;

VI - funcionar no período de 08 às 18 horas, em 02 (dois) turnos, durante os


cinco dias úteis da semana.
§ 2º CAPS I: ATIVIDADES:
I - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre
outros);
II - atendimento em grupos (psicoterapia, grupo operativo, atividades de suporte
social, entre outras);
III - atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível
superior ou nível médio;
IV - visitas domiciliares;
V - atendimento à família;
VI - atividades comunitárias enfocando a integração do paciente na comunidade e
sua inserção familiar e social;
VII - os pacientes assistidos em um turno (04 horas) receberão uma refeição diária,
os assistidos em dois turnos (08 horas) receberão duas refeições diárias.
§ 3º Recursos Humanos: A equipe técnica mínima para atuação no CAPS I, para o
atendimento de 20 pacientes por turno, tendo como limite máximo 30
pacientes/dia, em regime de atendimento intensivo, será composta por:

I - 01 médico com formação em saúde mental;


II - 01 enfermeiro;
III - 03 profissionais de nível superior entre as seguintes categorias profissionais:
psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro profissional
necessário ao projeto terapêutico.
IV - 04 profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico
administrativo, técnico educacional e artesão.
RAPS
§ 4º CAPS II - Serviço de atenção psicossocial com capacidade operacional para
atendimento em municípios com população entre 70.000 e 200.000
habitantes, com as seguintes características:

I - responsabilizar-se, sob coordenação do gestor local, pela organização da


demanda e da rede de cuidados em saúde mental no âmbito do seu território;

II - possuir capacidade técnica para desempenhar o papel de regulador da


porta de entrada da rede assistencial no âmbito do seu território e/ou do
módulo assistencial;
RAPS
III - coordenar, por delegação do gestor local, as atividades de supervisão de
unidades hospitalares psiquiátricas no âmbito do seu território;

IV - supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e programas


de saúde mental no âmbito do seu território e/ou do módulo assistencial;

V - realizar, e manter atualizado, o cadastramento dos pacientes que utilizam


medicamentos essenciais para a área de saúde mental;

VI - funcionar de 8:00 às 18:00 horas, em 02 turnos, durante os cinco dias úteis da


semana, podendo comportar um terceiro turno funcionando até às 21:00 horas.
§ 5º CAPS II: ATIVIDADES:
I - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre
outros);
II - atendimento em grupos (psicoterapia, grupo operativo, atividades de suporte
social, entre outras);
III - atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível
superior ou nível médio;
IV - visitas domiciliares;
V - atendimento à família;
VI - atividades comunitárias enfocando a integração do doente mental na
comunidade e sua inserção familiar e social;
VII - os pacientes assistidos em um turno (04 horas) receberão uma refeição diária:
os assistidos em dois turnos (08 horas) receberão duas refeições diárias.
§ 3º Recursos Humanos: A equipe técnica mínima para atuação no CAPS II, para o
atendimento de 30 pacientes por turno, tendo como limite máximo 45
pacientes/dia, em regime de atendimento intensivo, será composta por:

I - 01 médico psiquiatra;
II - 01 enfermeiro com formação em saúde mental;
III - 04 profissionais de nível superior entre as seguintes categorias profissionais:
psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro
profissional necessário ao projeto terapêutico.
IV - 06 profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico
administrativo, técnico educacional e artesão.
§ 3º Recursos Humanos: A equipe técnica mínima para atuação no CAPS II, para o
atendimento de 30 pacientes por turno, tendo como limite máximo 45
pacientes/dia, em regime de atendimento intensivo, será composta por:

I - 01 médico psiquiatra;
II - 01 enfermeiro com formação em saúde mental;
III - 04 profissionais de nível superior entre as seguintes categorias profissionais:
psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro
profissional necessário ao projeto terapêutico.
IV - 06 profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico
administrativo, técnico educacional e artesão.
RAPS
§ 7º CAPS III - Serviço de atenção psicossocial com capacidade operacional
para atendimento em municípios com população acima de 200.000
habitantes, com as seguintes características:

I - constituir-se em serviço ambulatorial de atenção contínua, durante 24


horas diariamente, incluindo feriados e finais de semana;

II - responsabilizar-se, sob coordenação do gestor local, pela organização da


demanda e da rede de cuidados em saúde mental no âmbito do seu território;
RAPS
III - possuir capacidade técnica para desempenhar o papel de regulador da
porta de entrada da rede assistencial no âmbito do seu território e/ou do
módulo assistencial;

IV - coordenar, por delegação do gestor local, as atividades de supervisão de


unidades hospitalares psiquiátricas no âmbito do seu território;

V - supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e


programas de saúde mental no âmbito do seu território e/ou do módulo
assistencial;
RAPS
VI - realizar, e manter atualizado, o cadastramento dos pacientes que utilizam
medicamentos essenciais para a área de saúde mental regulamentados pela
Portaria/GM/MS nº 1077 de 24 de agosto de 1999 e medicamentos
excepcionais.

VII - estar referenciado a um serviço de atendimento de urgência/emergência


geral de sua região, que fará o suporte de atenção médica.
§ 8º CAPS III: ATIVIDADES:
I - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, orientação, entre
outros);
II - atendimento grupos (psicoterapia, grupo operativo, atividades de suporte
social, entre outras);
III - atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível
superior ou nível médio;
IV - visitas e atendimentos domiciliares;
V - atendimento à família;
VI - atividades comunitárias enfocando a integração do doente mental na
comunidade e sua inserção familiar e social;
VII - acolhimento noturno, nos feriados e finais de semana, com no máximo 05
(cinco) leitos, para eventual repouso e/ou observação;
§ 8º CAPS III: ATIVIDADES:
VIII - os pacientes assistidos em um turno (04 horas) receberão uma refeição
diária; os assistidos em dois turnos (08 horas) receberão duas refeições diárias, e
os que permanecerem no serviço durante 24 horas contínuas receberão 04
(quatro) refeições diárias;
IX - a permanência de um mesmo paciente no acolhimento noturno fica limitada a
07 (sete) dias corridos ou 10 (dez) dias intercalados em um período de 30 (trinta)
dias.
§ 9º Recursos Humanos: A equipe técnica mínima para atuação no CAPS III, para o
atendimento de 40 pacientes por turno, tendo como limite máximo 60
pacientes/dia, em regime intensivo, será composta por:

I - 02 médicos psiquiatras;
II - 01 enfermeiro com formação em saúde mental.
III - 05 profissionais de nível superior entre as seguintes categorias: psicólogo,
assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro
profissional necessário ao projeto terapêutico;
IV - 08 profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico
administrativo, técnico educacional e artesão.
§ 9º Recursos Humanos: A equipe técnica mínima para atuação no CAPS III, para o
atendimento de 40 pacientes por turno, tendo como limite máximo 60
pacientes/dia, em regime intensivo, será composta por:

I - 02 médicos psiquiatras;
II - 01 enfermeiro com formação em saúde mental.
III - 05 profissionais de nível superior entre as seguintes categorias: psicólogo,
assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro
profissional necessário ao projeto terapêutico;
IV - 08 profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico
administrativo, técnico educacional e artesão.
§ 10. Para o período de acolhimento noturno, em plantões corridos de 12 horas, a
equipe deve ser composta por:
I - 03 técnicos/auxiliares de enfermagem, sob supervisão do enfermeiro do serviço;
II - 01 profissional de nível médio da área de apoio.

§ 11. Para as 12 horas diurnas, nos sábados, domingos e feriados, a equipe deve
ser composta por:
I - 01 profissional de nível superior dentre as seguintes categorias: médico, enfermeiro,
psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, ou outro profissional de nível
superior justificado pelo projeto terapêutico;
II - 03 técnicos/auxiliares técnicos de enfermagem, sob supervisão do enfermeiro do
serviço
III - 01 profissional de nível médio da área de apoio.
§ 12. CAPS i II - Serviço de atenção psicossocial para atendimentos a crianças e
adolescentes, constituindo-se na referência para uma população de cerca de 200.000
habitantes, ou outro parâmetro populacional a ser definido pelo gestor local,
atendendo a critérios epidemiológicos, com as seguintes características:
I - constituir-se em serviço ambulatorial de atenção diária destinado a crianças e
adolescentes com transtornos mentais;
II - possuir capacidade técnica para desempenhar o papel de regulador da porta de
entrada da rede assistencial no âmbito do seu território e/ou do módulo assistencial;
III - responsabilizar-se, sob coordenação do gestor local, pela organização da demanda
e da rede de cuidados em saúde mental de crianças e adolescentes no âmbito do seu
território;
VII - funcionar de 8:00 às 18:00 horas, em 02 (dois) turnos, durante os cinco dias úteis
da semana, podendo comportar um terceiro turno que funcione até às 21:00 horas.
IV - coordenar, por delegação do gestor local, as atividades de supervisão de unidades
de atendimento psiquiátrico a crianças e adolescentes no âmbito do seu território

V - supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e programas de


saúde mental no âmbito do seu território e/ou do módulo assistencial, na atenção à
infância e adolescência;

VI - realizar, e manter atualizado, o cadastramento dos pacientes que utilizam


medicamentos essenciais para a área de saúde mental regulamentados pela
Portaria/GM/MS nº 1077 de 24 de agosto de 1999 e medicamentos excepcionais.
§ 13. A assistência prestada ao paciente no CAPS i II inclui as seguintes ATIVIDADES:

I - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre


outros);
II - atendimento em grupos (psicoterapia, grupo operativo, atividades de suporte
social, entre outros);
III - atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível superior
ou nível médio;
IV - visitas e atendimentos domiciliares;
V - atendimento à família;
VI - atividades comunitárias enfocando a integração da criança e do adolescente na
família, na escola, na comunidade ou quaisquer outras formas de inserção social;
VII - desenvolvimento de ações inter-setoriais, principalmente com as áreas de
assistência social, educação e justiça;

VIII - os pacientes assistidos em um turno (04 horas) receberão uma refeição diária, os
assistidos em dois turnos (08 horas) receberão duas refeições diárias;
§ 15. CAPS ad II - Serviço de atenção psicossocial para atendimento de pacientes com
transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas, com
capacidade operacional para atendimento em municípios com população superior a
70.000, com as seguintes características:

I - constituir-se em serviço ambulatorial de atenção diária, de referência para área de


abrangência populacional definida pelo gestor local;

II - sob coordenação do gestor local, responsabilizar-se pela organização da demanda e


da rede de instituições de atenção a usuários de álcool e drogas, no âmbito de seu
território;

III - possuir capacidade técnica para desempenhar o papel de regulador da porta de


entrada da rede assistencial local no âmbito de seu território e/ou do módulo
assistencial;
IV - coordenar, no âmbito de sua área de abrangência e por delegação do gestor local, a
atividades de supervisão de serviços de atenção a usuários de drogas, em articulação com o
Conselho Municipal de Entorpecentes;

V - supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e programas de saúde


mental local no âmbito do seu território e/ou do módulo assistencial;

VI - realizar, e manter atualizado, o cadastramento dos pacientes que utilizam


medicamentos essenciais para a área de saúde mental regulamentados pela
Portaria/GM/MS nº 1077 de 24 de agosto de 1999 e medicamentos excepcionais.

VII - funcionar de 8:00 às 18:00 horas, em 02 (dois) turnos, durante os cinco dias úteis da
semana, podendo comportar um terceiro turno funcionando até às 21:00 horas;

VIII - manter de 02 (dois) a 04 (quatro) leitos para desintoxicação e repouso.


§ 16. A assistência prestada ao paciente no CAPS ad II para pacientes com
transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoativas inclui as
seguintes ATIVIDADES:

I - atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre


outros);
II - atendimento em grupos (psicoterapia, grupo operativo, atividades de suporte
social, entre outras);
III - atendimento em oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível
superior ou nível médio;
IV - visitas e atendimentos domiciliares;
V - atendimento à família;
VI - atividades comunitárias enfocando a integração do dependente químico na
comunidade e sua inserção familiar e social;
VII - os pacientes assistidos em um turno (04 horas) receberão uma refeição diária;
os assistidos em dois turnos (08 horas) receberão duas refeições diárias;
VIII - atendimento de desintoxicação.
§ 17. Recursos Humanos: A equipe técnica mínima para atuação no CAPS ad II para
atendimento de 25 pacientes por turno, tendo como limite máximo 45
pacientes/dia, será composta por:
I - 01 médico psiquiatra;
II - 01 enfermeiro com formação em saúde mental;
III - 01 médico clínico, responsável pela triagem, avaliação e acompanhamento das
intercorrências clínicas;
IV - 04 profissionais de nível superior entre as seguintes categorias profissionais:
psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou
outro profissional necessário ao projeto terapêutico;
V - 06 profissionais de nível médio: técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico
administrativo, técnico educacional e artesão.
Art. 24. Os CAPS I, II, III, CAPS i II e CAPS ad II deverão estar capacitados para o
acompanhamento dos pacientes de forma intensiva, semi-intensiva e não-
intensiva, dentro de limites quantitativos mensais que serão fixados em ato
normativo da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
Atendimento:
● intensivo = destinado aos pacientes que, em função de seu quadro clínico
atual, necessitem acompanhamento diário;
● semi-intensivo é o tratamento destinado aos pacientes que necessitam de
acompanhamento frequente, fixado em seu projeto terapêutico, mas não
precisam estar diariamente no CAPS;
● não-intensivo é o atendimento que, em função do quadro clínico, pode ter
uma frequência menor.
RAPS
Art. 28. O CAPS AD III é o Ponto de Atenção do Componente da Atenção
Psicossocial da Rede de Atenção Psicossocial destinado a proporcionar a atenção
integral e contínua a pessoas com necessidades relacionadas ao consumo de
álcool, crack e outras drogas, com funcionamento nas 24 horas do dia e em todos
os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.

Art. 29. O CAPS AD III poderá atender a população infantojuvenil, desde que
atendendo ao requisitos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
RAPS
Art. 30. O CAPS AD III poderá constituir-se como referência regional, de acordo
com implantação pactuada pela Comissão Intergestores Regional (CIR) respectiva e
desde que previsto no Plano de Ação Regional ou em situações excepcionais no
período de transição do processo de construção do Plano.

§ 1º O CAPS AD III regional será retaguarda para grupo populacional de 150 (cento
e cinquenta) mil a 300 (trezentos) mil habitantes.
RAPS
Art. 31. O CAPS AD III observará as seguintes CARACTERÍSTICAS DE
FUNCIONAMENTO:

I - constituir-se em serviço aberto, de base comunitária que funcione segundo a


lógica do território e que forneça atenção contínua a pessoas com necessidades
relacionadas ao consumo de álcool, crack e outras drogas, durante as 24 horas em
todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados;

II - ser lugar de referência de cuidado e proteção para usuários e familiares em


situações de gravidade (recaídas, abstinência);
RAPS
III - ter disponibilidade para acolher casos novos e já vinculados, sem
agendamento prévio e sem qualquer outra barreira de acesso, em todos os dias da
semana, inclusive finais de semana e feriados, por 12 horas ininterruptas diurnas,
como das 7 às 19 horas ou 8 às 20 horas ou 9 às 21 horas.

Durante os finais de semana e feriados os casos avaliados que necessitarem de


acolhimento noturno deverão ser encaminhados para avaliação médica (Hospital
Geral e/ou UPA e/ou Portas Hospitalares de Atenção à Urgência).
RAPS
Nos casos que a avaliação médica não indicar internação em Hospital Geral, o
usuário deverá retornar para o CAPS que o acolheu no primeiro dia útil:

a) Sempre que houver necessidade de avaliação médica, e o CAPS não dispuser


deste profissional no momento, o usuário deverá ser encaminhado para o serviço
de urgência de referência.
RAPS
IV - condicionar o recebimento de usuários transferidos de outro Ponto de Atenção,
para acolhimento noturno, ao prévio contato com a equipe que receberá o caso;

V - produzir, em conjunto com o usuário e seus familiares, um Projeto Terapêutico


Singular que acompanhe o usuário nos contextos cotidianos, promovendo e ampliando
as possibilidades de vida e mediando suas relações sociais;

VI - regular o acesso ao acolhimento noturno, com base em critérios clínicos, em


especial desintoxicação, e/ou em critérios psicossociais, como a necessidade de
observação, repouso e proteção, manejo de conflito, dentre outros;
VII - promover inserção proteção e suporte de grupo para seus usuários, no processo
de reabilitação psicossocial;

VIII - organizar o processo de trabalho do serviço com equipe multiprofissional, sob a


ótica da interdisciplinaridade, priorizado espaços coletivos;

IX - estabelecer profissionais de referência para cada usuário;

X - adequar a oferta de serviços às necessidades dos usuários, recorrendo às


tecnologias de baixa exigência, tais como acomodação dos horários, acolhimento de
usuários mesmo sob o efeito de substâncias, dispensação de insumos de proteção à
saúde e à vida (agulhas e seringas limpas, preservativos, etc), dentre outras;
XI - ofertar cuidados às famílias de usuários, independentemente da vinculação do
usuário aos serviços daquele CAPS AD III;

XII - promover junto aos usuários e familiares a compreensão das Políticas Públicas,
especialmente dos fundamentos legais da Política Pública de Saúde Mental Álcool e
outras Drogas, e da defesa de seus direitos;

XIII - orientar-se pelos princípios da Redução de Danos;

XIV - responsabilizar-se, dentro de suas dependências ou em parceria com outros


pontos de atenção da Rede de Saúde, pelo manejo e cuidado de situações envolvendo
comorbidade psiquiátrica ou clínica;
XV - compartilhar a responsabilidade pelos usuários nas internações em Hospital Geral
e outros Pontos de Atenção;

XVI - realizar ações de apoio matricial no âmbito da Regional na Atenção Básica e


outros pontos de atenção, de acordo com as necessidades de cada caso;

XVII - funcionar de forma articulada com a Rede de Atenção às Urgências e


Emergências, em especial junto ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU
192), participando diretamente do resgate voltado aos usuários com necessidades
relacionadas ao consumo de álcool, crack e outras drogas, com vistas a minimizar o
sofrimento e a exposição, de acordo com pactuação prévia;

XVIII - articular-se com a Rede do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) da


Regional a que pertença, para acompanhamento compartilhado de casos, quando
necessário.
RAPS
Art. 32. A atenção INTEGRAL ao usuário no CAPS AD III inclui as seguintes atividades:

I - trabalhar de portas abertas, com plantões diários de acolhimento, garantindo acesso


para clientela referenciada e responsabilização efetiva pelos casos, sob a lógica de
equipe interdisciplinar, realizado por trabalhadores de formação universitária e/ou
média, conforme definido neste Capítulo;

II - atendimento individual para consultas em geral, atendimento psicoterápico e de


orientação, dentre outros;

III - oferta de medicação assistida e dispensada;


IV - atendimento em grupos para psicoterapia, grupo operativo e atividades de suporte
social, dentre outras;

V - oficinas terapêuticas executadas por profissional de nível universitário ou de nível


médio, nos termos deste Capítulo;

VI - visitas e atendimentos domiciliares;

VII - atendimento à família, individual e em grupo;

VIII - atividades de reabilitação psicossocial, tais como resgate e construção da


autonomia, alfabetização ou reinserção escolar, acesso à vida cultural, manejo de
moeda corrente, autocuidado, manejo de medicação, inclusão pelo trabalho,
ampliação de redes sociais, dentre outros;
IX - estimular o protagonismo dos usuários e familiares, promovendo atividades
participativas e de controle social, assembleias semanais, atividades de promoção,
divulgação e debate das Políticas Públicas e da defesa de direitos no território, dentre
outras; e

X - fornecimento de REFEIÇÃO diária aos usuários assistidos, na seguinte proporção:

a) os usuários assistidos em um turno (4 horas) receberão uma refeição diária;

b) usuários assistidos em dois turnos (8 horas) receberão duas refeições diárias;

c) usuários que permanecerem no serviço durante 24 horas contínuas receberão 4


(quatro) refeições diárias.
RAPS
Art. 33. O CAPS AD III deverá contar com equipe mínima para atendimento de sua
clientela na seguinte CONFIGURAÇÃO:

I - 60 horas de profissionais médicos, entre psiquiatras e clínicos com formação e/ou


experiência em saúde mental, sendo no mínimo um psiquiatra. Deverá ser garantida a
presença mínima de um médico no período diurno de segunda à sexta-feira;

II - 1 enfermeiro com experiência e/ou formação na área de saúde mental, por turno;
RAPS
III - 5 profissionais de nível universitário por turno, pertencentes às seguintes
categorias profissionais:

a) psicólogo;
b) assistente social;
c) enfermeiro;
d) terapeuta ocupacional;
e) pedagogo; e
f) educador físico.
RAPS
IV - 4 (quatro) técnicos de enfermagem por turno;

V - 4 (quatro) profissionais de nível médio por turno, preferencialmente com


experiência em ações de redução de danos dentre as seguintes categorias
profissionais:

a) artesão;
b) agente social; e
c) educador social.

VI - 1 (um) profissional de nível médio para a realização de atividades de natureza


administrativa, por turno.
RAPS
§ 1º Além do mínimo previsto acima, o CAPS poderá contar com outras categorias
profissionais, que potencializem o alcance das ações do serviço.

§ 2º Para os períodos de acolhimento noturno, das 19 às 7 horas a equipe mínima


deverá ser composta pelos seguintes profissionais:

I - 1 enfermeiro; e

II - 02 profissionais de nível médio, sendo que um deles deverá ser necessariamente


técnico de enfermagem.
RAPS
§ 3º No período diurno aos sábados, domingos e feriados, a equipe mínima será
composta da seguinte forma, em plantões de 12 horas:

I - 2 profissionais de nível universitário, sendo que um deles deverá ser


necessariamente enfermeiro;

II - 2 profissionais de nível médio, sendo que um deles deverá ser necessariamente


técnico de enfermagem; e

III - 1 profissional da área de apoio.


RAPS
Art. 34. O CAPS AD III terá a seguinte ESTRUTURA FÍSICA MÍNIMA:

I - espaço para atendimento individual;


II - espaço para atendimento de grupo;
III - espaço para refeições;
IV - espaço para convivência;
V - banheiros com chuveiro;
VI - no mínimo 8 (oito) e no máximo 12 (doze) vagas para acolhimento noturno;
VII - posto de enfermagem.
RAPS
Art. 36. O CAPS AD III Novo será implantado na proporção de um para cada grupo
populacional de 150 mil a 300 mil habitantes.

Art. 37. No intuito de garantir efetiva retaguarda de acolhimento 24 horas para pessoas
com necessidades de saúde decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas,
recomenda-se a qualificação de CAPS AD II em CAPS AD III.

Art. 38. Fica instituída a Unidade de Acolhimento para pessoas com necessidades
decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas (Unidade de Acolhimento), no
componente de atenção residencial de caráter transitório da Rede de Atenção
Psicossocial.
RAPS
Art. 39. Para efeito desta Seção, a Unidade de Acolhimento referida no art. 38 é um
dos pontos da Rede de Atenção Psicossocial e apresenta as seguintes características:

I - Funcionamento nas 24 horas do dia e nos 7 dias da semana;

II - Caráter residencial transitório


RAPS
Art. 40. Os usuários da Unidade de Acolhimento serão acolhidos conforme definido
pela equipe do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de referência.

Parágrafo Único. O CAPS de referência será responsável pela elaboração do projeto


terapêutico singular de cada usuário, considerando a hierarquização do cuidado e
priorizando a atenção em serviços comunitários de saúde.

Art. 41. O Plano de Ação Regional deverá indicar a linha de cuidado (Hospital Geral
e/ou UPA e/ou Portas Hospitalares de Atenção à Urgência) de referência para a
Unidade de Acolhimento, garantindo-se apoio qualificado aos usuários.
RAPS
Art. 42. As Unidades de Acolhimento funcionarão em duas modalidades:

I - Unidade de Acolhimento Adulto - destinada às pessoas maiores de 18 (dezoito)


anos, de ambos os sexos; e
II - Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil - destinada às crianças e aos adolescentes,
entre 10 (dez) e 18 (dezoito) anos incompletos, de ambos os sexos.

§ 1º A Unidade de Acolhimento Adulto terá disponibilidade de 10 a 15 vagas.


§ 2º Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil terá disponibilidade de 10 vagas.
Art. 45. A Unidade de Acolhimento deve contar com estrutura física mínima, na
seguinte configuração:
I - sala de acolhimento de residentes, familiares e visitantes;
II - quartos coletivo com acomodações individuais e espaço para guarda de roupas
(Com até 04 camas cada quarto);
III - refeitório;
IV - cozinha;
V - banheiros com chuveiros, adaptados para pessoa com deficiência;
VI - banheiros (vestuário) para funcionários;
VII - lavanderia;
VIII - abrigo externo de resíduos sólidos
IX - sala de TV;
X - sala Administrativa (Escritório); e
XI - almoxarifado.
Art. 46. A Unidade de Acolhimento Adulto deverá observar os seguintes requisitos
específicos:

I - Ser referência para Municípios ou regiões com população igual ou superior de


200.000 habitantes; e

II - Contar com equipe técnica mínima, composta por profissionais que possuam
experiência comprovada de dois anos e/ou pós-graduação lato sensu (mínimo de 360
horas) ou stricto sensu (mestrado ou doutorado) na área de cuidados com pessoas com
necessidades de saúde decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, na
seguinte proporção:
RAPS
Art. 47. Os profissionais de nível universitário na área da saúde poderão pertencer às
seguintes categorias profissionais:

I - assistente social;
II - educador físico;
III - enfermeiro;
IV - psicólogo;
V - terapeuta ocupacional; e
VI - médico.
RAPS
Art. 48. A Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil deverá observar os seguintes
requisitos específicos:

I - Ser referência para Municípios ou região com população igual ou superior a 100.000
habitantes;

II - Contar com equipe técnica mínima, composta por profissionais que possuam
experiência comprovada de dois anos ou pós-graduação lato sensu (mínimo de 360
horas) ou stricto sensu (mestrado ou doutorado) na área de cuidados com pessoas com
necessidades de saúde decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, na
seguinte proporção:
RAPS
a) 56 horas semanais de profissionais de nível universitário da área da saúde, com
distribuição entre os turnos de domingo a domingo de maneira a garantir a presença
mínima de um profissional por período todos os dias da semana.

b) Profissionais de nível médio, com a presença mínima de 2 em todos os dias da


semana e nas 24 horas do dia.

c) 40 horas de profissionais de nível universitário na área de educação, distribuídas de


maneira a garantir a presença mínima de 1 profissional por período em todos os dias
úteis da semana, das 7 às 19 horas.
RAPS
§ 4º Os profissionais de nível universitário na área da saúde poderão pertencer às
seguintes categorias profissionais:

I - assistente Social;
II - educador físico;
III - enfermeiro;
IV - psicólogo;
V - terapeuta ocupacional; e
VI - médico.
RAPS
Art. 49. As ações a serem desenvolvidas pelas Unidades de Acolhimento e o tempo de
permanência de cada usuário deverão estar previstas no Projeto Terapêutico Singular,
tendo como parâmetro o limite de seis meses.

Parágrafo Único. O Projeto Terapêutico Singular será formulado no âmbito do Centro


de Atenção Psicossocial com a participação da Unidade de Acolhimento, devendo-se
observar as seguintes orientações:

I - acolhimento humanizado, com estímulo à grupalização e socialização, por meio de


atividades terapêuticas e coletivas;
RAPS
II - desenvolvimento de ações que garantam a integridade física e mental,
considerando o contexto social e familiar;

III - desenvolvimento de intervenções que favoreçam a adesão ao tratamento, visando


à interrupção ou redução do uso de crack, álcool e outras drogas;

IV - acompanhamento psicossocial ao usuário e à respectiva família;

V - atendimento psicoterápico e de orientação, entre outros, de acordo com o Projeto


Terapêutico Singular;
RAPS
VI - atendimento em grupos, tais como psicoterapia, grupo operativo, atividades de
suporte social, assembleias, grupos de redução de danos, entre outros;

VII - oficinas terapêuticas;

VIII - atendimento e atividades sócio familiares e comunitárias;

IX - promoção de atividades de reinserção social;


RAPS
X - articulação com a Rede intersetorial, especialmente com a assistência social,
educação, justiça e direitos humanos, com o objetivo de possibilitar ações que visem à
reinserção social, familiar e laboral, como preparação para a saída;

XI - articulação com programas culturais, educacionais e profissionalizantes, de


moradia e de geração de trabalho e renda; e

XII - saída programada e voltada à completa reinserção do usuário, de acordo com suas
necessidades, com ações articuladas e direcionadas à moradia, ao suporte familiar, à
inclusão na escola e à geração de trabalho e renda.

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