Tubulações: Prof. Francisco Das Chagas de Oliveira
Tubulações: Prof. Francisco Das Chagas de Oliveira
Você irá conhecer a classificação e as características das tubulações, os principais tipos de tubos e
acessórios, as dimensões comerciais dos tubos industriais e o dimensionamento de tubulações e normas
usadas.
Prof. Francisco das Chagas de Oliveira
1. Itens iniciais
Propósito
O conhecimento sobre os projetos de engenharia de tubulações e de sua montagem é essencial para permitir
o transporte seguro e eficiente de fluidos envolvidos em setores fundamentais das indústrias de produção de
energia elétrica, de óleo e gás, de siderurgia, de químicos e petroquímicos, alimentícios e farmacêuticos, de
produção de açúcar e etanol.
Objetivos
• Reconhecer a classificação e características das tubulações.
• Identificar os principais tipos de tubos, acessórios e conexões.
• Reconhecer as dimensões comerciais dos tubos industriais.
Introdução
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1. Classificação e características das tubulações
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Há uma única forma de interligação dos equipamentos estáticos, e assim permitir o transporte de fluidos entre
eles: o uso de tubulações e todos os componentes que são acessórios a ela. Em grande parte dos projetos de
engenharia, equipamentos como geradores de vapor, fornos e trocadores de calor, são usados para
transformar, transportar ou transferir energia de um ponto a outro em sistemas termodinâmicos.
Tubulações são compostas por tubos que, em cada núcleo conceitual, devem ser detalhados. Os materiais
usados na fabricação dos tubos são classificados e descritos com suas principais características. A ASTM
(American Society for Testing and Materials) especifica uma quantidade enorme de materiais que podem ser
usados. Os tubos metálicos, por exemplo, são apresentados como ferrosos e não ferrosos. A seguir, vamos
conferir os tipos de tubos que compõem essas classes:
No seguimento da classificação geral, estão os tubos não metálicos, em que entram os plásticos, de concreto,
borrachas, vidros, cerâmicas etc. Geralmente são usados em sistemas de drenagens, indústrias alimentícias e
químicas.
Por último, na classificação encontram-se os tubos metálicos com revestimentos, que protegem contra
corrosão e erosão. Os revestimentos usuais são borracha, plásticos, asfalto e outros mais específicos.
Acessórios de tubulações são os meios utilizados para
conectar tubos, válvulas, filtros e outros equipamentos.
Além de conectar alguns acessórios, servem para mudar a
direção de fluxo, alterar diâmetros, permitir derivações,
fazer ligações de tubos entre si, bloquear o fluxo
provisoriamente ou definitivamente etc.
Para DN de 1/8" até 12", esses valores não correspondem a nenhuma dimensão física dos tubos. Para DN 14" a
36", o diâmetro nominal coincide com o diâmetro externo dos tubos.
Assim, para o valor fixo dos tubos de 1/8" a 12", o diâmetro externo é sempre diferente do diâmetro nominal.
Vejamos os exemplos:
DN D. Ext.
De 1/8 ‘’ a 36 ‘’, os tubos são padronizados, fabricados com ou sem costura (acima destes diâmetros a
fabricação é feita sob encomenda).
Para cada DN, fabricam-se tubos com espessuras de parede diferentes, sendo o diâmetro externo o mesmo,
variando o diâmetro interno. Essa espessura é padronizada e recebe o nome de schedule number ou série.
Quanto mais alto o schedule, maior será a espessura da parede do tubo. Vejamos os exemplos:
DN D. Ext.
DN D. Ext.
Em que temos:
• - pressão interna do tubo
• - tensão do material na temperatura de operação
Podemos concluir dos exemplos anteriores, que o D. Ext. é fixo (8,6") para um mesmo DN (8"), então ao
aumentarmos o número de schedule, a espessura da parede aumenta e consequentemente o diâmetro interno
diminui. Confira!
No exemplo a seguir, temos um tubo de 1” de diâmetro nominal (DN) e schedules (séries) 40, 80 e 160, onde
se notam as diferentes espessuras de parede com consequente redução de diâmetro interno.
Verificadas as dimensões comerciais dos tubos e acessórios para formar uma tubulação, resta os aspectos
relativos a cálculos e normas aplicáveis às tubulações.
Em projetos de tubulações, são efetuados os seguintes cálculos, a menos de existência condições especiais:
Tubulações
Confira neste vídeo as classificações quanto ao emprego e quanto ao fluido transportado, além de algumas
características das tubulações.
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Definição de tubulação
Tubulação é um conjunto de tubos com seus diversos acessórios e tubos são um conduto fechado oco,
geralmente de secção circular. Evidentemente, outras definições poderão ser encontradas, mas o importante
é lembrar que tubulações são usadas para transporte de fluidos que sejam capazes de escoar.
Curiosidade
Existem informações do uso de tubulações desde civilizações bem antigas, como os babilônios, chineses
e outros povos. Evidentemente, o uso de materiais metálicos só foi possível bem mais à frente.
Classificação de tubulações
Existe uma infinidade de usos para as tubulações, não apenas na indústria. Sendo assim, pode-se encontrar
diversas formas de classificá-las. Usaremos aqui a classificação do professor e engenheiro, Pedro Carlos da
Silva Telles, em suas diversas publicações sobre o assunto.
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abaixo.
Tubulações industriais.
Agora, vamos conhecer as definições das tubulações que ficam dentro das instalações industriais.
Tubulações de processo
São aquelas envolvidas diretamente com a atividade fim da indústria,
deslocando, processando, armazenando e distribuindo fluidos. Exemplos
podem ser as tubulações de sistemas de água de alimentação e vapor
principal de uma instalação termelétrica, tubulações de óleos em
refinarias etc.
Tubulações de utilidades
São auxiliares da atividade principal, como sistemas de ar comprimido,
sistemas de refrigeração, sistemas de água para proteção contra
incêndio, alguns sistemas de vapor auxiliar etc.
Tubulações de instrumentação
São aquelas cujo fluido pode ser ar comprimido ou óleo hidráulico, que
levam sinais para atuadores em componentes, tais como válvulas dos
sistemas de automação de uma instalação industrial.
Tubulações de drenagem
São aquelas responsáveis pelo direcionamento dos efluentes hidráulicos
da instalação industrial.
Considera-se tubulações fora das instalações industriais todas aquelas externas às áreas de processo, tais
como tubulações de áreas de transporte e armazenamento de fluidos, sistemas de adução de águas para
reservatórios ou sistemas de água de condensadores e trocadores de calor para resfriamento nas plantas
industriais.
Água Doce - Em estação de tratamento de água, obtemos: água potável, água de alimentação de
caldeiras (desmineralizadores ou osmose reversa) e água industrial
Água salgada e outras águas agressivas
Água de incêndio
Água de irrigação
Vapor superaquecido
Vapor saturado
Vapor / condensado
Petróleo cru
Produtos finais e intermediários – produtos de refino
Óleos vegetais
Óleos hidráulicos
Características de tubulações
As características podem ser em função de:
2. Local de emprego:
2.4 Submersas
Quanto ao local de emprego, as instalações de tubulações superficiais terrestres são as mais usadas nas
indústrias e dependem dos fluidos em escoamento e do projeto de encaminhamento ( pipe ways, pipe racks).
As subterrâneas também dependem do fluido a escoar e, em sua maioria, necessitam de proteção adicional
contra corrosão (proteção catódica).
As aquáticas e submersas são tubulações especiais e apropriadas ao serviço. Um exemplo clássico são os
tubos usados em plataformas de petróleo em águas profundas.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Questão 2
B
Aquelas que transportam ar para acionamento de componentes.
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Podemos também classificar os tubos para uso em tubulação quanto à forma de fabricação.
De qualquer maneira, a seleção do material e do tipo de fabricação de uma tubulação para uma aplicação
específica dependerá da pressão interna de trabalho, do fluido, do custo e da resistência ao escoamento.
Metálico
• Aço-carbono
• Aço-liga (à base de Cr, Mo, Ni, Si)
• Aço inoxidável
• Ferro fundido
• Ferro forjado
• Plásticos
• Zinco
• Borrachas
• Concreto
Os mais usados nas indústrias são os fabricados por laminação e por solda.
Tubos de aço-carbono
São os tipos de tubos com maior emprego em tubulações
Armazenagem de fluidos diversos pelas indústrias. industriais, devido ao baixo custo e excelentes qualidades
mecânicas.
A recomendação dos especialistas é somente deixar de usar o aço carbono quando houver
exigência especial devido ao tipo de fluido ou às suas condições físicas (pressão, temperatura,
viscosidade etc.).
Estima-se que, nas indústrias, o uso de aço-carbono chegue a 80% ou mais na montagem dos sistemas de
tubulações. Usados na transferência de hidrocarbonetos, vapor de baixa pressão, condensado, água doce, ar
comprimido, gases etc.
O nome de aço-carbono vem da composição do material, isto é, aço mais percentual de carbono. O percentual
de carbono presente confere ao material características de aumento dos limites de resistência mecânica e de
escoamento, aumento na dureza, entre outros. Por sua vez, o aumento excessivo desse percentual traz
consigo um problema de soldabilidade, o que dificulta a montagem.
Com isso, a quantidade de carbono nos aços é limitada em 0,35%. Na faixa de 0,21% a 0,30%, a solda é feita
com facilidade e até 0,20% a dobragem dos tubos pode ser realizada a frio. Este conhecimento permite
realizar o planejamento de montagem das tubulações com mais segurança.
São aqueles com até 0,25% de carbono com São aqueles com até 0,30% de carbono com
limite de ruptura de 310 a 370 MPa. limite de ruptura de 370 a 540 MPa.
As especificações das normas ASTM (American Society for Testing and Materials) e API (American Petroleum
Institute) estabelecem graus para a presença de máxima de carbono na composição, a saber:
Grau A
Grau B
Grau C
A 0,25 34 21
B 0,30 42 24
C 0,35 48 27
Em temperaturas superiores a 440 ºC, ocorre o fenômeno da precipitação de carbono e o aço se torna
quebradiço. Em temperatura acima de 530 ºC, o material sofre intensa oxidação, em exposição ao ar, podendo
haver redução de espessura de parede.
Nas instalações onde possa haver corrosão interna ou externa nos tubos, recomenda-se o uso de aço-
carbono galvanizado (revestimento com zinco a quente). As propriedades deste aço são fortemente
influenciadas pela sua composição química e pela temperatura de trabalho.
Na composição química, pode-se ter o chamado aço-carbono acalmado, que consiste na adição de até 0,1%
de sílica (Si), modificando a estrutura cristalina do material, permitindo seu uso em temperaturas acima de
400 ºC (por breves espaços de tempo) e temperaturas abaixo de 0 ºC.
Os aços inoxidáveis caracterizam-se por ter no mínimo 12% de cromo, o que permite o material ser resistente
à corrosão.
Deve-se ter cuidado ao se optar pelo uso de um aço-liga, uma vez que tem custo mais elevado que os aços-
carbono.
1
Altas temperaturas do fluido
Acima dos limites para o aço-carbono.
2
Baixas temperaturas
Menores que -45 ºC.
3
Alta corrosão
Fluidos corrosivos.
4
Não contaminação
Exigência em indústria de alimentos e farmacêutica.
5
Segurança
Fluidos cujo manuseio seja perigoso.
Os primeiros contêm até 1% de Molibdênio e até 9% de Cromo em diversas proporções. A tabela abaixo
mostra essas proporções:
Especificação ASTM e grau Elementos de liga Limites de temperatura para serviço
Tubos sem costura (%) contínuo não corrosivo (ºC)
Cr Mo Ni
3
A-333 Gr. 3 --- --- -100
1/4
2
A-333 Gr. 7 --- --- -60
1/4
Os mais usados são os de classificação ASTM A335 Gr. P11. Os compostos com níquel são usados onde as
temperaturas são muito baixas.
Austeníticos Ferríticos
C (máx.): sem
304 L Austenítica 18 8 400
0,03 limite
Mo: 2; C
316 L Austenítica 16 10 400 -195
(máx.): 0,03
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Acessórios e conexões
Confira neste vídeo os principais tipos de acessórios de acordo com a sua função dentro da tubulação e as
formas de realizar a ligação nas tubulações.
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Os acessórios de tubulações são os meios utilizados para conectar tubos, válvulas, outros acessórios e
equipamentos, tais como instrumentos de supervisão ou controle.
Além de conectar, os acessórios servem também para mudar a direção do fluxo de fluido, variar o diâmetro da
tubulação, fazer derivações, interromper ligações etc.
Os acessórios podem ser soldados, rosqueados, flangeados ou colados e classificam-se conforme sua função
nas tubulações.
União soldável
Flange cega
As ligações de tubulações
A ligação entre as tubulações podem ocorrer das três formas a seguir.
Ligações rosqueadas
É um dos métodos mais antigos para ligação de tubulações, pois é de baixo custo e fácil execução.
Sua utilização é limitada a tubos de pequenos diâmetros (até 4") e para ligações de baixa pressão.
Ligações soldadas
É o sistema mais usado para a ligação de tubos acima de 2", para aços de qualquer tipo e metais não
ferrosos soldáveis. Para a execução das soldas, existem normas que regulamentam o tipo de eletrodo,
o tipo de inspeção, o tratamento térmico etc.
Ligações flangeadas
É normalmente compreendida por, dois flanges, jogo de parafusos, porcas e uma junta. São ligações
facilmente desmontáveis, empregadas em uma série de situações, tais como:
Existem diversos tipos de flanges. Os mais usuais são: de pescoço, integral, sobreposto, rosqueado, de
encaixe, cego etc. Quanto à face, pode-se ter: face lisa, com ressalto, macho e fêmea etc.
As dimensões dos flanges (espessura, número de parafusos, diâmetro externo) variam com as classes de
pressão.
Em todas as ligações com flanges, existe sempre uma junta que é o elemento de vedação. O material da junta
deverá ser deformável e elástico para compensar as irregularidades das faces dos flanges, estratégia que
confere vedação perfeita. Deverá também ser especificado, visando suportar as variações de temperatura e
pressão.
Existem vários tipos de juntas cujos detalhes poderão ser verificados em catálogos e sites especializados de
vendas.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Como podem ser classificados os tubos quanto ao material usado em sua fabricação?
Questão 2
Não é recomendado o uso de tubos de aço carbono em temperaturas acima de 400 °C, devido a
dificuldade de fabricação.
dificuldade na montagem.
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Todos os tubos são conhecidos pelo seu diâmetro nominal, que é um número expresso em
polegadas, pela norma ANSI, e em milímetros, pela ABNT.
A norma para tubos em aço carbono compreende tubos desde até de diâmetro e a norma para
aços inoxidáveis compreende tubos de até de diâmetro.
Observe-se que de até o diâmetro nominal não corresponde a nenhuma medida dos tubos e de
a o diâmetro nominal é igual ao diâmetro externo dos tubos.
Relembrando
Os tubos são fabricados com diversas espessuras de parede, chamadas de série ou schedule. Para cada
diâmetro nominal, o diâmetro externo será sempre o mesmo. Logo, irá variar o diâmetro interno, de
acordo com seu schedule ou espessura da parede.
Diâmetros comercializados
Diâmetros ,
(ANSI.B.36.10)
A série de tubos inclui cerca de 300 espessuras diferentes, mas apenas 100 são as mais usuais. Diâmetros
superiores de são fabricados apenas por encomenda e os de diâmetros 1 e são
de pouco uso.
Schedules comerciais: 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120, 140 e 160.
Os tubos são fornecidos em 3, 6 e 12 metros de comprimento. Existe exceção para fornecimento com 9 m e
até 16 m. Esses tubos são comercializados com acabamentos diferentes nas extremidades, e a escolha
depende do projeto definido. Assim, temos:
Tubos com pontas lisas (somente Tubos com pontas chanfradas (para uso
esquadrejadas) de solda)
É importante destacar que a norma brasileira P-PB-225, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas),
adotou as normas ANSI.B.36.10 e 36.19, acima descritas.
Saiba mais
Para consolidar o conceito de schedule para as tubulações, com a fórmula experimental SCH=1.000 P/S,
veja uma parte da tabela A.4 da norma NBR5590, encontrada na página 17, que mostra o número de
schedule para algumas tubulações.
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Outros cálculos poderão ser exigidos, dependendo da função e aplicação da tubulação, como espessura de
isolamentos térmicos, sistemas de aquecimento, proteção catódica etc.
Em que temos:
Número de Reynolds
Número adimensional que determina se o escoamento do fluido é laminar ou turbulento. Para Rn menor que
2.000, o escoamento é laminar. Já para maior que 4.000, será turbulento. Para o intervalo entre 2.000 e 4.000,
o regime será transitório ou instável.
Em que temos:
Em que temos: os coeficientes e com valores variáveis conforme a natureza do fluido, o material
empregado na fabricação e a rugosidade das paredes do tubo.
A perda de carga também pode ser obtida por unidade de comprimento , conforme a seguinte
fórmula:
Ábaco de Moody
Apresenta diversas curvas onde pode-se determinar o coeficiente de atrito em função do número de
Reynolds e do grau de rugosidade do tubo. O grau de rugosidade é a relação entre a altura da maior
irregularidade interna do tubo e o seu diâmetro, também adimensional. Note que no escoamento laminar o
coeficiente de atrito independe do grau de rugosidade. Confira!
Ábaco de Moody.
Com o grau de rugosidade obtido no gráfico acima, podemos entrar no ábaco de Moody, conhecendo o
número de Reynolds, e obter o coeficiente de atrito .
Em que temos:
•
- perda de carga por 1.000 pés de tubo, (pés)
• - Coeficiente de rugosidade que vale 0,367 quando o tubo for novo
• - diâmetro interno (pés)
• - velocidade (pés/seg)
•
Vazão do fluido - .
•
Cotas inicial e final dos pontos em avaliação - e (ver teorema de Bernoulli).
•
Pressões nos pontos em avaliação - e .
• Propriedades do fluido - peso específico, viscosidade e pressão de vapor na temperatura de operação.
•
Comprimento equivalente total .
O cálculo é geralmente feito por aproximações sucessivas, seja em função da velocidade ou das perdas de
carga. Arbitra-se um valor para diâmetro e verifica-se se a velocidade está dentro dos limites recomendados
para velocidades econômicas.
Vapor De 2 a 10 kg/cm 2 40 a 60
Ar Comprimido ---- 15 a 20
Velocidade econômicas (m/s)
Gasosos 25 a 30
Acetileno ---- 20 a 25
Caso a velocidade calculada seja superior à velocidade econômica recomendada, significa que o diâmetro
arbitrado foi pequeno. Aumenta-se o valor do diâmetro dentre os comerciais existentes e refaz-se os cálculos,
até encontrar uma velocidade inferior àquela recomendada para o fluido circulante.
1
Primeiro
Cálculo do diâmetro em função das perdas de cargas, as quais devem ser preponderantes
(tubulações longas, muitos acidentes e componentes etc).
2
Segundo
Maior valor possível para a vazão .
3
Terceiro
Valores de pressão inicial (P1) e final (P2) , tais que se tenha o menor valor para a queda de
pressão - .
4
Quarto
Condições de temperatura do fluido que resulte em maiores valores de viscosidade cinemática e
pressão de vapor 40 41 3D 40 61 6D .
Ainda com base nesses pontos sobre cálculo em função da perda de carga, é importante:
• Arbitrar um valor para o diâmetro (tomar como base a velocidade econômica da tabela .econômica,
indicada anteriormente na tabela de Tubulações Industriais - Cálculos).
• Avaliar para os casos de recalque de bombas ou admissão de bombas - há fórmulas para cada caso.
Compara-se o valor determinado da perda de carga pelos gráficos com a perda dada pelo cálculo da
expressão acima. Observe dois tipos de casos:
Note que, para cada diâmetro, haverá um gráfico de perda de carga como o da imagem a seguir.
Outra observação importante é que fabricantes de tubos industriais e entidades de classe possuem
programas próprios de cálculos de perda de carga e dimensionamento de diâmetros de tubulações, o que
torna muito mais ágil a vida do engenheiro de projetos. Confira!
Ábaco de perdas de carga.
Em que temos:
• - espessura mínima
• - pressão interna
•
- diâmetro médio. Frequentemente, pode-se usar ao invés de diâmetro médio o diâmetro externo
.
Outra maneira de calcular a espessura mínima , levando em conta problemas de corrosão ou perda de
material devido à abertura de rosca, é a fórmula da norma ANSI.B.31.
Em que temos:
• - pressão interna.
• - diâmetro externo.
• - tensão admissível.
•
- eficiência de solda - tabelados para tubos com costura - para tubos sem costura.
• - coeficiente de redução que depende do material e da temperatura de operação. Valores tabelado
na norma ANSI.B.31.
• - sobre-espessura de corrosão. Decisão em função da taxa de corrosão da tubulação e espessura
mínima. Sobre-espessuras de corrosão mais usadas: 1,6 mm; 3,2 mm; 6,4 mm. Existem outras sobre-
espessuras que podem ser adotadas em função de sua aplicabilidade 2,0 mm e 4,0 mm.
Note que as formulações acima referem-se a tubulações superficiais. Para o caso de tubulações subterrâneas,
os cálculos são diferentes.
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• ASTM A 105 –STD SPEC for Carbon Steel Forging for Piping Applications.
• ASTM A 106 – STD SPEC for Seamless Carbon Steel Pipe for High Temperature Service.
• ASTM A 148 – STD SPEC for Steel Casting, High Strength, for Structure Purposes.
• ASTM A 193 – STD SPEC for Alloy Steel and Stainless Steel ,Bolting for High Temperature or
High Pressure Service.
• ASTM A 194 – STD SPEC for Carbon Steel Alloy Steel and Stainless Steel Nuts for Bolts for
High Pressure or High Temperature Service, or Both.
• ASTM A 203 – STD SPEC for Pressure Vessel Plates, Alloy Steel, Nickel.
• ASTM A 234 – STD SPEC for Piping Fittings Wrought Carbon Steel and Alloy Steel for Moderate
and High Temp. Serviçe.
• ASTM A 240 – STD SPEC for Chromium and Chromium –Nickel Stainless Steel Plates,and Strip
for Pressure Vessels and General Applications.
• ASTM A 312 – STD SPEC for Seamless ,Welded and Heaving Cold Worked Austenitic Stainless
Steel Pipes.
• ASTM A 320-STD SPEC for Alloy Steel and Stainless Steel Bolting for Low Temperature
Service.
• ASTM A 333-STD SPEC for Seamless and Welded Steel Pipe for Low [Link], and Other
Applications with Required Notch Toughness.
• ASTM A 350-STD SPEC for Carbon and Low Alloy Steel Forging Requiring Notch Toughness
Testing for Piping Components.
• ASTM A 376- STD SPEC for Seamless Austenitic Steel Pipe for High [Link]çe.
• ASTM SPEC for Pressure Vessel Plates,Alloy Steel ,Chromium –Molybdenum.
• ASTM A 516 – STD SPEC for Pressure Vessel Plates, Carbon Steel,for Moderate –and Lower-
Temperature Service.
• ASTM A 536 – STD SPEC for Ductile Iron Castings.
• ASTM A 53 – STD SPEC for Seamless Steel Pipe.
ANSI – American National Standard Institute - para tubos, válvulas, conexões etc
• ABNT 5590 – Tubos de aço carbono com ou sem solda longitudinal pretos ou galvanizados.
• ABNT 5648 – Sistemas prediais de água fria – Tubos e conexões de PVC.
• ABNT 15280 – 1- Dutos terrestres – Projeto.
• ABNT 15561 – Tubos de polietileno.
• ABNT 12712 – Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível.
• ABNT 15827 – Válvulas industriais para instalação de exploração, produção, refino e transporte
de produtos de petróleo.
• ABNT 15921 – Ind. de petróleo e gás natural. Tubos de compósitos.
• ABNT 5580 – Tubos de aço-carbono com costura para usos comuns na condução de fluidos.
2.5. B.16.16 – Flanges e acessórios de ferro fundido para refrigeração classe 300#
Verificando o aprendizado
Questão 1
Questão 2
No cálculo dos diâmetros de tubulações, alguns fatores devem levados em consideração, entre eles
consideramos:
A vazão do fluido, as diferenças de cotas do escoamento, as perdas de carga, o tipo de fluido, o material de
fabricação dos tubos.
Considerações finais
Vimos que, para compreender sobre tubulação, os profissionais envolvidos devem conhecer os materiais de
fabricação, das suas ligas e das suas limitações físicas.
A partir das inúmeras normas apresentadas, podemos obter qualidade, segurança e eficiência nos projetos.
Você deve compreender que o assunto é vasto e aprofundar-se nele deve ser uma de suas metas.
Podcast
Ouça a visão da indústria nacional para fornecimento de tubos em escala para atender as demandas dos
projetos, assim como a importância das tubulações dentro das indústrias.
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Explore +
Busque, no Youtube, canais com explicações práticas de como calcular diâmetros de tubulações. Há também
calculadoras disponíveis, como a do eng. Tiago Fonseca Costa, Calculadora de diâmetros segundo ABNT NBR
5580.
Referências
AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM A105 – Standard Specification for Carbon Steel
Forging for Piping Application, 1998.
AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM A106/A106M – Standard Specification for
Seamless Carbon Steel for Piping for High Temperature Services, 1998.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 5580 – Tubos de aços-carbono para uso
comum na condução de fluidos- especificação. Rio de Janeiro: 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 5590 – Tubos de aços-carbono com ou sem
solda longitudinal, pretos e galvanizados – requisitos. Rio de Janeiro: 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 6493 – Emprego das cores para Identificação
de Tubulações. Rio de Janeiro: 1994.
BAUMEISTER, T.; MARKS, L. S. Standards Handbook for Mechanical Engineers. 7. ed. New York: McGraw Hill
Book, 1967.
GAFFERT, G. A. Steam Power Stations. 4. ed. New York: McGraw Hill Book, 1952.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. MTE. NR 13 – Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques
Metálicos de Armazenamento. Brasília: 2020.
TELLES. P. C. S. Tubulações Industriais, materiais, projeto e montagem. 10. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001.