NBCTSP17 (R1)
NBCTSP17 (R1)
Sumário Item
Objetivo 1
Alcance 2–3
Definições 6 – 10
Elaboração de demonstrações contábeis separadas 11 – 18
Divulgação 19 – 23
Mensuração pelo Valor Corrente 23A – 23H
Disposições Transitórias 24 – 31
Vigência
Objetivo
(a) exige que a entidade (controladora) que controle uma ou mais entidades (controladas)
apresente demonstrações contábeis consolidadas;
(b) define o princípio de controle e estabelece controle como base para a consolidação;
(c) define como aplicar o princípio de controle para identificar se a entidade controla outra
entidade e, portanto, deve consolidá-la;
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(d) define os critérios contábeis para a elaboração de demonstrações contábeis consolidadas; e
(e) define “entidade de investimento” e estabelece uma exceção para a consolidação de
determinadas controladas de entidade de investimento.
Alcance
4. Esta Norma não trata dos critérios contábeis para combinações no setor público e seus efeitos
sobre a consolidação, inclusive o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill)
resultante dessas combinações (ver NBC TSP 21 – Combinações no Setor Público).
5. A entidade que seja controladora deve apresentar demonstrações contábeis consolidadas. Esta
Norma se aplica a todas as entidades, salvo no caso em que a controladora não necessitar
apresentar demonstrações contábeis consolidadas, se atender a todas as seguintes condições:
(b) os instrumentos de dívida ou patrimoniais não são negociados em mercado aberto (bolsa
de valores nacional ou estrangeira, ou mercado de balcão, incluindo mercados locais e
regionais);
(c) a entidade não arquivou ou não está em processo de arquivamento de suas demonstrações
contábeis em comissão de valores mobiliários ou outro órgão regulador, visando à emissão de
qualquer classe de instrumentos em mercado aberto; e
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as controladas são consolidadas ou são mensuradas ao valor justo por meio do resultado de
acordo com esta norma.
6. Esta Norma não se aplica a planos de benefícios pós-emprego ou a outros planos de benefícios
de longo prazo a empregados, aos quais se aplica a NBC TSP 15 – Benefícios a Empregados.
8. A entidade controlada não deve ser excluída da consolidação porque suas atividades não são
similares às das outras entidades da entidade econômica. As informações correspondentes
devem ser fornecidas pela consolidação de tais entidades controladas e pela divulgação de
informações adicionais nas demonstrações contábeis consolidadas sobre as diferentes atividades
das controladas. Por exemplo, as divulgações exigidas pela NBC TSP 27, Informações por
Segmento, ajudam a explicar a importância das diferentes atividades dentro da entidade
econômica.
9. A exceção a que se refere o item 5 não se aplica quando as necessidades de informações dos
usuários da entidade controlada não forem atendidas pelas demonstrações contábeis
consolidadas de sua entidade controladora. Por exemplo, demonstrações contábeis consolidadas
do governo como um todo podem não atender às necessidades de informações dos usuários em
relação a setores ou atividades-chave desse governo. Exigências quanto à elaboração e
divulgação da informação contábil desses usuários podem estar definidas na legislação.
10. A entidade pode ser requerida (por exemplo, pela legislação, inclusive para fins de prestação de
contas, ou por usuários externos) a elaborar demonstrações contábeis que sejam para um grupo
de entidades diferente daquele de que exige esta norma, as quais não estão no seu alcance.
11 ao 13 (Eliminados)
Definições
14. Os termos a seguir são utilizados nesta Norma com os seguintes significados:
Benefícios são as vantagens que a entidade obtém de seu envolvimento com outras entidades, podem
ser financeiros ou não financeiros. O real impacto como resultado do envolvimento da entidade com
outra entidade pode ter aspectos positivos ou negativos.
Acordo vinculante é aquele que confere direitos e obrigações executáveis às partes como se fosse na
forma de contrato. Isso inclui direitos contratuais ou outros direitos legais.
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Demonstrações contábeis consolidadas são as demonstrações contábeis de entidade econômica em
que ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da entidade controladora
e de suas controladas são apresentados como se fossem de uma única entidade econômica.
Controle: a entidade controla outra entidade quando está exposta ou tem direitos, a benefícios
variáveis decorrentes de seu envolvimento com essa outra entidade e tem a capacidade de afetar a
natureza ou o valor desses benefícios por meio de seu poder sobre ela.
Tomador de decisões é a entidade com direitos de tomada de decisões que seja principal ou agente de
outras partes.
Participação de não controlador é a parte do patrimônio líquido da controlada não atribuível, direta
ou indiretamente, à controladora.
Poder são direitos existentes que dão a capacidade atual de dirigir as atividades relevantes de outra
entidade.
Direitos de proteção são direitos destinados a proteger o interesse da parte que os detém, sem dar a
essa parte poder sobre a entidade à qual esses direitos se referem.
Direitos de destituição são direitos de privar o tomador de decisões de sua autoridade de tomada de
decisões.
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Os termos definidos em outras NBCs TSP são utilizados nesta Norma com o mesmo significado,
conforme consta nessas outras normas. Os seguintes termos são definidos na NBC TSP 18 –
Investimento em Coligada e em Empreendimento Controlado em Conjunto, NBC TSP 19 – Acordos em
Conjunto ou NBC TSP 20 – Divulgação de Participações em Outras Entidades: coligada, participação
em outra entidade, empreendimento controlado em conjunto (joint venture) e influência significativa.
Acordo vinculante
15. Acordos vinculantes podem ser evidenciados de diferentes maneiras. O acordo vinculante é
geralmente, mas nem sempre, por escrito, na forma de contrato ou deliberações documentadas
entre as partes. Mecanismos legais, tais como atos dos Poderes Legislativo ou Executivo, podem
também criar acordos executáveis, similares a acordos contratuais, tanto por si mesmo ou em
conjunto com contratos entre as partes.
Entidade Econômica
16. O termo “entidade econômica” é utilizado nesta Norma para definir, para fins de elaboração e
divulgação da informação contábil, um grupo de entidades que contempla a entidade
controladora e quaisquer entidades controladas, podendo abranger entidades com objetivos
tanto de política social quanto de natureza comercial.
Controle
18. A entidade, independentemente da natureza de seu envolvimento com outra entidade, deve
determinar se é controladora ao avaliar se controla essa outra entidade.
19. A entidade controla outra entidade quando está exposta ou tem direitos a benefícios variáveis
decorrentes de seu envolvimento com essa outra entidade e tem a capacidade de afetar a
natureza ou o valor desses benefícios por meio de seu poder sobre ela.
20. Assim, a entidade controla outra entidade se, e somente se, possuir todos os seguintes
atributos:
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(a) poder sobre essa outra entidade (ver itens 23 a 29);
(b) exposição ou direitos a benefícios variáveis decorrentes de seu envolvimento com essa
outra entidade (ver itens 30 a 34); e
(c) a capacidade de utilizar seu poder sobre essa outra entidade para afetar a natureza ou o
valor dos benefícios decorrentes de seu envolvimento com ela (ver itens 35 a 37).
21. A entidade deve considerar todos os fatos e circunstâncias ao avaliar se controla outra
entidade. A entidade deve reavaliar se ainda controla outra entidade caso fatos e
circunstâncias indiquem que há mudanças em um ou mais dos três elementos de controle
relacionados no item 20.
22. Duas ou mais entidades controlam coletivamente outra entidade quando devem agir em
conjunto para dirigir as atividades relevantes. Nesses casos, como nenhuma das entidades pode
dirigir as atividades sem a cooperação das demais, nenhuma entidade individualmente controla a
outra entidade. Cada entidade deve contabilizar sua participação nessa outra entidade de acordo
com as NBC TSP correspondentes, como a NBC TSP 18, NBC TSP 19, ou as NBC TSP relacionadas a
instrumentos financeiros (NBC TSP 30 – Instrumentos Financeiros: Apresentação, NBC TSP 33 -
Instrumentos Financeiros: Divulgações – e NBC TSP 31 – Instrumentos Financeiros:
Reconhecimento e Mensuração).
Poder
23. A entidade tem poder sobre outra entidade quando tem direitos existentes que lhe dão a
capacidade atual de dirigir as atividades relevantes, ou seja, as atividades que afetam
significativamente a natureza ou o valor dos benefícios a receber decorrentes de seu
envolvimento com essa outra entidade. O direito de dirigir as políticas financeira e operacional
de outra entidade indica a capacidade de dirigir as atividades relevantes dessa outra entidade e é
frequentemente a maneira pela qual o poder é demonstrado no setor público.
24. O poder decorre de direitos. Algumas vezes, avaliar o poder é simples, como, por exemplo,
quando o poder sobre outra entidade é obtido direta e exclusivamente dos direitos de voto
concedidos por instrumentos patrimoniais, tais como ações, e pode ser avaliado considerando-se
os direitos de voto decorrentes dessas participações acionárias. Em outros casos, entidades do
setor público muitas vezes têm poder sobre outra entidade por meio de outros direitos. Podem
ainda ter poder sem dispor de instrumentos patrimoniais representativos de investimentos
financeiros. A entidade pode ter direitos conferidos por acordos vinculantes. Esses direitos
podem conferir à entidade poder para exigir da outra entidade empregar ativos ou incorrer em
passivos de forma a afetar a natureza ou o valor referente aos benefícios recebidos pela
primeira. A avaliação se esses direitos dão poder sobre essa outra entidade pode ser complexa e
exigir que mais de um fator seja considerado.
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25. A entidade pode ter poder sobre outra entidade, mesmo se não tiver responsabilidade pelas
operações usuais dessa outra entidade ou pela maneira como as funções estabelecidas são
desempenhadas por ela. A legislação pode conferir a órgãos estatutários poderes para
desempenhar suas funções independentemente do governo. Por exemplo, o órgão de auditoria
geral normalmente goza de poderes legais para obter informações sem a necessidade de
recorrer ao governo, e o Poder Judiciário, muitas vezes, tem poderes especiais dada sua
independência. A legislação também pode estabelecer amplos parâmetros dentro dos quais o
órgão estatutário é obrigado a operar, de forma consistente com os objetivos traçados pelo
Poder Legislativo. A existência de poderes estatutários para operar de forma independente não
impede, por si só, que a entidade tenha a capacidade de dirigir as políticas operacionais e
financeiras de outra entidade que exerça poderes estatutários, bem como de obter benefícios.
Por exemplo, eventual independência do banco central em relação à política monetária não o
impede de ser controlado. Dessa forma, todos os fatos e circunstâncias devem ser considerados.
26. A existência de direitos sobre outra entidade não necessariamente faz surgir o poder para os
propósitos desta Norma. A entidade não tem poder sobre outra entidade apenas devido à
existência de:
27. A entidade com capacidade atual para dirigir as atividades relevantes tem poder, mesmo que
seus direitos de direção ainda não tenham sido exercidos. A evidência de que a entidade tem
dirigido as atividades relevantes de outra entidade (que está sendo avaliada para fins de
controle) pode ajudar a determinar se a entidade possui poder, mas essa evidência não é, em si,
conclusiva para determinar se a entidade tem poder sobre essa outra entidade. No caso de
entidade instituída para desempenhar atividades predeterminadas, o direito de dirigir as
atividades relevantes pode ter sido exercido no momento em que a entidade foi instituída.
28. Se duas ou mais entidades têm, cada uma delas, direitos existentes que lhes dão a capacidade
unilateral de dirigir diferentes atividades relevantes, a entidade que tem a capacidade atual de
dirigir as atividades que afetam de forma mais significativa a natureza ou o valor dos seus
benefícios tem poder sobre a outra entidade.
29. A entidade pode ter poder sobre outra entidade, mesmo que outras entidades tenham direitos
existentes que lhes deem a capacidade atual de participar da direção das atividades relevantes,
como, por exemplo, quando outra entidade tem influência significativa. Contudo, a entidade que
detém apenas direitos de proteção não tem poder sobre outra entidade e, consequentemente,
não a controla.
Benefícios
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30. A entidade expõe-se ou tem direitos a benefícios variáveis decorrentes de seu envolvimento com
outra entidade (que está sendo avaliada para fins de controle) quando os benefícios decorrentes
de seu envolvimento têm o potencial de variar conforme o resultado do desempenho dessa
outra entidade. Entidades envolvem-se com outras com a expectativa de benefícios positivos
financeiros ou não financeiros ao longo do tempo. Todavia, em determinado período específico a
que se referem as demonstrações contábeis, o impacto real do envolvimento da entidade com
outra entidade (que está sendo avaliada para fins de controle) pode ser somente positivo,
somente negativo ou ambos, positivo e negativo.
31. Os benefícios da entidade decorrentes de seu envolvimento com outra entidade (que está sendo
avaliada para fins de controle) podem ser somente financeiros, somente não financeiros ou
ambos, financeiros e não financeiros. Benefícios financeiros contemplam retornos de
investimentos, tais como dividendos ou distribuições similares, e são algumas vezes
denominados de “retornos”. Benefícios não financeiros contemplam vantagens decorrentes de
recursos escassos que não são mensurados em termos financeiros, bem como benefícios
econômicos recebidos diretamente pelos usuários dos serviços da entidade. Os benefícios não
financeiros podem ocorrer quando as atividades de outra entidade são congruentes (isto é, estão
em consonância) com os objetivos da entidade e a apoiam no alcance desses objetivos. Por
exemplo, uma entidade pode obter benefícios quando outra entidade com objetivos congruentes
fornece serviços que a outra seria obrigada a fornecer. Atividades congruentes podem ser
realizadas de forma voluntária ou a entidade pode ter o poder de dirigir a outra entidade para
realizar essas atividades. Benefícios não financeiros também podem ocorrer quando duas
entidades têm objetivos complementares (ou seja, os objetivos de uma entidade complementam
e tornam mais completos os objetivos da outra).
32. Os exemplos a seguir ilustram os benefícios financeiros que a entidade pode receber decorrentes
de seu envolvimento com outra entidade:
(a) dividendos, juros variáveis sobre títulos de dívida e outras distribuições de benefícios
econômicos;
(b) exposição a aumentos ou diminuições no valor de investimento em outra entidade;
(c) exposição a perdas decorrentes de acordos para fornecer suporte financeiro, inclusive
suporte financeiro para grandes projetos;
(d) economia de custos (por exemplo, se a entidade realizar economias de escala ou sinergias
combinando operações ou ativos da outra entidade com suas próprias operações ou ativos);
(e) participações residuais nos ativos e passivos da outra entidade quando da sua liquidação; e
(f) outras exposições a benefícios variáveis que não estão disponíveis para outras entidades.
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(a) a capacidade de beneficiar-se do conhecimento especializado de outra entidade;
(b) o valor para a entidade de outra entidade realizar atividades que auxiliam a primeira a atingir
seus objetivos;
(c) melhoria dos resultados das políticas públicas;
(d) maior eficiência das políticas públicas;
(e) produção e entrega de bens e serviços mais eficientes ou efetivos;
(f) ter disponíveis um ativo e os serviços correspondentes antes do que normalmente seria o
caso; e
(g) ter nível de qualidade de serviço mais alto do que normalmente seria o caso.
34. Embora somente a entidade possa controlar outra entidade, mais de uma parte pode participar
dos benefícios dessa outra entidade. Por exemplo, os titulares de participações de não
controladores podem usufruir dos benefícios financeiros, tais como lucros ou distribuições dessa
outra entidade, ou dos benefícios não financeiros, tais como os decorrentes da congruência de
atividades com resultados desejados.
35. A entidade controla outra entidade se possui não apenas poder sobre ela (que está sendo
avaliada para fins de controle) e exposição ou direitos a benefícios variáveis decorrentes de seu
envolvimento com essa outra entidade, mas também a capacidade de utilizar seu poder para
afetar a natureza ou o valor dos benefícios decorrentes de seu envolvimento com ela.
36. A existência de objetivos congruentes, por si só, é insuficiente para que a entidade conclua que
controla outra entidade. Para ter controle, a entidade também precisa ter a capacidade de
utilizar seu poder sobre essa outra entidade (que está sendo avaliada para fins de controle) para
direcioná-la a trabalhar de forma conjunta para promover seus objetivos.
37. A entidade com direitos de tomada de decisão deve determinar se é principal ou se é agente. A
entidade também deve determinar se outra entidade com direitos de decisão atua como seu
agente. O agente é uma parte comprometida principalmente para agir em nome e em
benefício de outra parte ou partes (principal) e, portanto, não controla a outra entidade
quando exerce sua autoridade na tomada de decisões a ele delegadas. Assim, às vezes, o poder
do principal pode ser mantido e exercido pelo agente, mas em nome do principal.
Critérios contábeis
38. As demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas pela controladora com a
utilização de políticas contábeis uniformes para transações e eventos de mesma natureza em
circunstâncias semelhantes.
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39. A consolidação de entidade controlada se inicia a partir da data em que a entidade obtém o
controle de outra entidade e cessa quando a entidade perde o controle dessa outra entidade.
Procedimentos de consolidação
40. Demonstrações contábeis consolidadas:
(a) combinam itens similares de ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos
de caixa do controlador com os das controladas.
(b) compensam (eliminam) o valor contábil do investimento da controladora em cada controlada
e a parcela do patrimônio líquido de cada controlada. A entidade deve aplicar a NBC TSP 21 para
contabilizar qualquer ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill).
(c) eliminam integralmente ativos, passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de
caixa relacionados a transações entre entidades da mesma entidade econômica (superávits ou
déficits resultantes de transações como ativos, tais como estoque e ativos fixos, são eliminados
integralmente). As perdas entre entidades da entidade econômica podem indicar perda por
redução ao valor recuperável que requer reconhecimento nas demonstrações contábeis
consolidadas.
41. Se o membro da entidade econômica utiliza políticas contábeis diferentes das adotadas nas
demonstrações contábeis consolidadas para transações e eventos de mesma natureza em
circunstâncias semelhantes, devem ser feitos ajustes apropriados às demonstrações contábeis
desse membro na elaboração das demonstrações contábeis consolidadas para garantir a
conformidade com as políticas contábeis da entidade econômica.
Mensuração
42. A entidade deve incluir as receitas e as despesas da controlada nas demonstrações contábeis
consolidadas desde a data em que adquire o controle até a data em que deixe de controlá-la. As
receitas e as despesas das controladas se baseiam nos valores dos ativos e dos passivos
reconhecidos nas demonstrações contábeis consolidadas na data de aquisição. Por exemplo, a
despesa de depreciação reconhecida na demonstração do resultado consolidada após a data de
aquisição é baseada nos valores dos correspondentes ativos depreciáveis reconhecidos nas
demonstrações contábeis consolidadas na referida data.
43. Na existência de potenciais direitos de voto ou outros derivativos com potenciais direitos de
voto, as partes atribuíveis à controladora e às participações de não controladores ao elaborar as
demonstrações contábeis consolidadas devem ser determinadas exclusivamente com base nos
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direitos de propriedade vigentes, e não deve refletir o possível exercício ou conversão dos
potenciais direitos de voto e outros instrumentos derivativos, exceto se o item 44 for aplicável ao
caso.
44. Em algumas circunstâncias, a entidade possui, em essência, direito de propriedade vigente como
resultado de transação que, no momento corrente, dá a ela acesso aos benefícios associados ao
direito de propriedade. Em tais casos, a proporção alocada à controladora e às participações de
não controladores ao elaborar as demonstrações contábeis consolidadas deve ser determinada
considerando o provável exercício dos potenciais direitos de voto e outros instrumentos
derivativos que, correntemente, proporcionam à entidade acesso aos benefícios.
45. A NBC TSP 30 e a NBC TSP 31 não se aplicam às participações em entidades controladas que são
consolidadas. Quando instrumentos que contêm potenciais direitos de voto conferem, em
essência, acesso aos benefícios associados a uma participação patrimonial em uma entidade
controlada, esses instrumentos não estão sujeitos aos requisitos da NBC TSP 30 e da NBC TSP 31.
Em todos os outros casos, instrumentos que contenham potenciais direitos de voto em uma
entidade controlada devem ser contabilizados de acordo com as normas NBC TSP 30 e NBC TSP
31.
(a) obter, para fins de consolidação, informação contábil adicional de mesma data das
demonstrações contábeis da controladora; ou
(b) utilizar as demonstrações contábeis mais recentes da controlada, ajustadas para refletir os
efeitos de transações ou eventos significativos ocorridos entre a data dessas demonstrações
contábeis e a data das demonstrações contábeis consolidadas.
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49. A entidade deve atribuir o superávit ou o déficit e cada ganho ou perda reconhecidos
diretamente no patrimônio líquido aos proprietários da controladora e às participações de não
controladores. A entidade deve atribuir também o valor total reconhecido na demonstração
das mutações do patrimônio líquido aos proprietários da controladora e às participações de
não controladores, ainda que isso resulte em que as participações de não controladores
tenham saldo deficitário.
50. Se a controlada tiver ações preferenciais em circulação com direito a dividendos cumulativos,
que sejam classificadas como instrumento patrimonial, e sejam mantidas por acionistas não
controladores, a entidade deve calcular sua parcela no resultado após efetuar ajuste para
refletir os dividendos sobre essas ações, tenham, ou não, esses dividendos sido declarados.
51. Quando a proporção do patrimônio líquido mantida por participações de não controladores
sofrer modificações, a entidade deve ajustar os valores contábeis das participações de
controladores e de não controladores para refletir as mudanças em suas participações relativas
na controlada. A entidade deve reconhecer diretamente no patrimônio líquido qualquer
diferença entre o valor pelo qual são ajustadas as participações de não controladores e o valor
justo da contrapartida paga ou recebida, e deve atribuir essa diferença aos proprietários da
controladora.
Perda de controle
53. A controladora pode perder o controle da controlada em dois ou mais acordos (transações).
Entretanto, algumas vezes, as circunstâncias indicam que acordos múltiplos devem ser
contabilizados como uma única transação. Ao determinar se os acordos devem ser
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contabilizados como uma única transação, a controladora deve considerar a totalidade dos
termos e condições dos acordos e seus efeitos econômicos. Um ou mais dos itens especificados
a seguir indicam que a controladora deve contabilizar acordos múltiplos como uma única
transação:
(a) desreconhecer:
(i) os ativos (incluindo qualquer ágio por expectativa de rentabilidade futura
(goodwill)) e os passivos da controlada pelo seu valor contábil na data em que o
controle for perdido; e
(ii) o valor contábil de quaisquer participações de não controladores na ex-controlada
na data em que o controle for perdido (inclusive quaisquer ganhos ou perdas
reconhecidos diretamente no patrimônio líquido atribuíveis às referidas participações);
(b) reconhecer:
(i) o valor justo da contrapartida recebida, se houver, proveniente de transação, evento
ou circunstâncias que resultaram na perda de controle;
(ii) essa distribuição, se a transação, evento ou circunstâncias que resultaram na perda
de controle envolverem a distribuição de ações da controlada aos proprietários em sua
condição de proprietários; e
(iii) qualquer investimento retido na ex-controlada pelo seu valor justo na data em que
o controle é perdido.
(c) reclassificar diretamente para resultados acumulados, caso exigido por outra NBC TSP, os
valores reconhecidos diretamente no patrimônio líquido em relação à controlada, na
forma descrita no item 55; e
(d) reconhecer no resultado qualquer diferença resultante como ganho ou perda atribuíveis à
controladora.
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patrimônio líquido for transferida diretamente para resultados acumulados por ocasião da
alienação do ativo, a controladora deve transferir a reserva de reavaliação diretamente para
resultados acumulados quando perder o controle da controlada.
55A. Se uma entidade controladora perder o controle de uma entidade controlada que não contém
uma operação, conforme definido na NBC TSP 21, como resultado de uma transação
envolvendo uma coligada ou um empreendimento controlado em conjunto que seja
contabilizado pelo método de equivalência patrimonial, a entidade controladora deve
determinar o ganho ou a perda de acordo com os itens 54 e 55. O ganho ou a perda resultante
da transação deve ser reconhecido no resultado da entidade controladora apenas na
proporção dos interesses de investidores não relacionados nessa coligada ou empreendimento
controlado em conjunto. A parte remanescente do ganho deve ser eliminada contra o valor
contábil do investimento na coligada ou no empreendimento controlado em conjunto. Além
disso, se a entidade controladora mantiver um investimento na antiga entidade controlada, e
esta se tornar uma coligada ou um empreendimento controlado em conjunto contabilizado
pelo método de equivalência patrimonial, a entidade controladora deve reconhecer, no
resultado, a parte do ganho ou da perda resultante da reavaliação a valor justo do
investimento mantido na antiga entidade controlada apenas na proporção dos interesses de
investidores não relacionados na nova coligada ou no empreendimento controlado em
conjunto. A parte remanescente desse ganho deve ser eliminada contra o valor contábil do
investimento mantido na antiga entidade controlada.
56. Salvo conforme descrito no item 57, a entidade de investimento não deve consolidar as suas
controladas nem aplicar a NBC TSP 21 ao obter o controle de outra entidade. Em vez disso, a
entidade de investimento deve mensurar esse investimento em controlada ao valor justo por
meio do resultado, de acordo com a NBC TSP 31.
57. Não obstante o critério do item 56, se a entidade de investimento tiver uma controlada que
não seja entidade de investimento e cuja finalidade principal e atividades são a prestação de
serviços que estejam relacionados com as atividades de investimento da entidade de
investimento, essa entidade deve consolidar essa controlada de acordo com os itens 38 a 55 e
aplicar os requisitos da NBC TSP 21 à aquisição da controlada.
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58. A controladora de entidade de investimento deve apresentar demonstrações contábeis
consolidadas, em que deve (i) mensurar os investimentos da controlada ao valor justo por
meio do resultado, de acordo com a NBC TSP 31 e (ii) consolidar outros ativos, passivos,
receitas e despesas da controlada de acordo com os itens 38 a 55, exceto quando a própria
controladora seja entidade de investimento.
60. A controladora que deixe de ser entidade de investimento ou que se torne entidade de
investimento deve contabilizar a mudança em sua condição prospectivamente a partir da data
em que a mudança na condição tiver ocorrido (ver itens 63 e 64).
Julgamentos e premissas
62. A ausência de uma dessas características não necessariamente desqualifica a entidade de ser
entidade de investimento; todavia, a entidade é obrigada a divulgar informações acerca dos
julgamentos e das premissas significativos assumidos ao determinar que é entidade de
investimento.
63. Quando deixar de ser entidade de investimento, a entidade deve aplicar a NBC TSP 21 a
qualquer controlada que tenha sido anteriormente mensurada ao valor justo por meio do
resultado, de acordo com o item 56. A data da mudança de condição é a data de aquisição
atribuída. O valor justo da controlada, na data de aquisição atribuída, deve representar a
contraprestação atribuída transferida, ao mensurar qualquer ágio ou ganho decorrente de
compra vantajosa que resulte da aquisição atribuída. Todas as controladas devem ser
consolidadas, de acordo com os itens 38 a 51, a partir da data da mudança da condição.
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64. Quando se tornar entidade de investimento, a entidade deve cessar de consolidar suas
controladas na data da mudança de sua condição, exceto em relação a qualquer controlada
que continue a ser consolidada, de acordo com o item 57. A entidade de investimento deve
aplicar os critérios dos itens 52 e 53 àquelas controladas que ela deixar de consolidar como se
a entidade de investimento tivesse perdido o controle daquelas controladas naquela data.
Disposições Transitórias
65. A entidade deverá aplicar esta Norma retrospectivamente, de acordo com a NBC TSP 23 –
Políticas Contábeis, Mudanças em Estimativas Contábeis e Retificação de Erro, exceto
conforme especificado nos itens 66 a 76.
66. Não obstante os requisitos do item 33 da NBC TSP 23, quando esta Norma for aplicada pela
primeira vez, a entidade necessitará apresentar apenas as informações quantitativas exigidas
pelo item 33(f) da NBC TSP 23 para o período anual imediatamente anterior à data de aplicação
inicial desta Norma (o “período imediatamente anterior”). A entidade poderá também
apresentar essas informações para o período corrente ou para períodos comparativos anteriores,
mas não é obrigada a fazê-lo.
67. Para fins desta Norma, a data de aplicação inicial é o início do período de reporte anual para o
qual esta Norma é aplicada pela primeira vez.
69. Na data de aplicação inicial, a entidade deverá avaliar se é uma entidade de investimento, com
base nos fatos e circunstâncias existentes nessa data. Se, na data de aplicação inicial, a
entidade concluir que é uma entidade de investimento, deverá aplicar os requisitos dos itens
70 a 73.
70. Exceto no caso de uma controlada que seja consolidada de acordo com o item 57, uma entidade
de investimento deverá mensurar seu investimento em cada entidade controlada pelo valor
justo por meio do resultado, como se os requisitos desta Norma sempre tivessem sido
aplicados. A entidade de investimento deverá ajustar retroativamente tanto o período anual
imediatamente anterior à data de aplicação inicial quanto o patrimônio líquido no início do
período imediatamente anterior para qualquer diferença entre:
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O montante acumulado de quaisquer ajustes a valor justo anteriormente reconhecidos diretamente
no patrimônio líquido deverá ser transferido para o resultado acumulado no início do período anual
imediatamente anterior à data de aplicação inicial.
71. A entidade de investimento deverá utilizar os valores justos anteriormente reportados aos
investidores ou à administração.
76. A entidade deverá ajustar retroativamente o período anual imediatamente anterior à data de
aplicação inicial, a menos que o início do período mais antigo para o qual a aplicação deste
item seja praticável seja o período atual. Quando a data de aquisição presumida for anterior ao
início do período imediatamente anterior, a entidade deverá reconhecer, como ajuste no
patrimônio líquido no início do período imediatamente anterior, qualquer diferença entre:
Se o período mais antigo praticável for o período atual, o ajuste no patrimônio líquido deverá ser
reconhecido no início do período atual.
Vigência
Esta Norma entra em vigor na data de sua publicação, aplicando-se aos exercícios iniciados a partir de 1º
de janeiro de 2027, e revoga a NBC TSP 17, publicada no DOU, Seção 1, de 31/10/2018, salvo na
17
existência de algum normativo em âmbito nacional que estabeleça prazos específicos - casos em que
estes prevalecem.
Brasília, 13 de novembro de 2025.
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