Direito Processual Penal Aplicado: Curso de Formação de Soldados (CFSD) 2025/2026
Direito Processual Penal Aplicado: Curso de Formação de Soldados (CFSD) 2025/2026
TÍTULO DA
Subunidades
cognição coercitiva e notitia criminis inqualificada/denúncia anônima), e Delatio criminis; 2.5 Ato de
indiciamento e incomunicabilidade; 2.6 Conclusão e destinatários do IP e do IPM; 2.7
Organograma do Poder Judiciário; 2.8 Ação penal: conceito e disposições gerais; 2.9 Condições
APRESENTAÇÃO
da Ação Penal; 2.10 Princípios da Ação Penal; e 2.11 Classificação da Ação Penal condenatória no
processo penal comum e militar.
TÍTULO DA
instaurado e presidido pelo membro do Ministério Público com atribuição criminal e terá como finalidade
apurar a ocorrência de infrações penais de natureza pública, servindo como preparação e embasamento para
o juízo de propositura, ou não, da respectiva ação penal.
APRESENTAÇÃO
NATUREZA JURÍDICA DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA
TCO não possui caráter investigatório: RE 1050631, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em
22/09/2017. ADIs 6.245 e 6.264. FONAJE (Enunciado 34).
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
INQUÉRITO POLICIAL (IP)
INQUÉRITO POLICIAL (IP) (Lima, 2022)
procedimento administrativo inquisitório e preparatório, presidido pela autoridade
policial, com o objetivo de identificar fontes de prova e colher elementos de informação
CONCEITO
quanto à autoria e a materialidade da infração penal, a fim de permitir que o titular da
ação penal possa ingressar em juízo.
Dupla função
a existência prévia de um inquérito inibe a instauração de um processo penal infundado,
1 Preservadora temerário, resguardando a liberdade do inocente e evitando custos desnecessários para o
Estado; e
fornece elementos de informação (justa causa - lastro probatório mínimo quanto à autoria
2 Preparatória e materialidade - art. 395, II, CPP) para que o titular da ação penal possa ingressar em juízo,
além de acautelar meios de prova que poderiam desparecer com o decurso do tempo.
INQUÉRITO POLICIAL MILITAR (IPM)
TÍTULO DA
é a apuração sumária de fato que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua
CONCEITO autoria. Tem o caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar
elementos necessários à propositura da ação penal (CPPM, art. 9º).
APRESENTAÇÃO
é exercida pelas autoridades do art. 7º, CPPM. Regra geral: comandante da Organização
Atividade de
Militar (OM) ou Instituição Militar Estadual (IME) em que o delito foi praticado ou à qual
polícia judiciária
pertença o militar infrator. As atribuições poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins
militar
especificados e por tempo limitado (encarregado do IPM).
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
FINALIDADES DO IP
FINALIDADES DO INQUÉRITO POLICIAL (Lima, 2022)
derivam do fato delituoso independentemente do processo, elas trazem
1 Identificação de fontes de prova
alguma informação sobre a autoria e materialidade. Art. 4º CPP;
Colheita de elementos
2 acerca da materialidade e autoria da infração penal (art. 155 CPP); e
informativos
função preservadora do inquérito policial, que atua como filtro prévio para
Inibir a instauração de processo
3 evitar ações infundadas, resguardando a liberdade do inocente e evitando
penal temerário
custos desnecessários ao Estado.
PRODUÇÃO PROBATÓRIA
Regra Art. 155 do CPP: a prova é produzida na fase judicial.
Exceções provas que não necessariamente são produzidas em juízo
1 Provas cautelares “[...] perícias e documentos são provas que não necessitam ser repetidas no curso
2 Provas não repetíveis da ação penal, podendo ser validamente utilizadas para a definição da culpa
penal sem violação do art. 155 do Código de Processo Penal” (AgRg no REsp
TÍTULO DA
3 Provas antecipadas 1.522.716/SE, j. 20/03/2018).
Em regra, eventuais vícios ou ilegalidades na fase investigatória não têm o condão de contaminar
o processo penal subsequente, salvo se se tratar de provas obtidas por meios ilícitos. Sobre o tema:
APRESENTAÇÃO
Vícios na fase STF: “(...) Os vícios existentes no inquérito policial não repercutem na ação penal, que tem instrução
investigatória probatória própria. Decisão fundada em outras provas constantes dos autos, e não somente na prova
que se alega obtida por meio ilícito”. (STF, 2ª Turma, HC 85.286, Rel. Min. Joaquim Barbosa, j.
29/11/2005, DJ 24/03/2006). HC 239408 AgR (Rel. Min. Cristiano Zanin, julgado em 17/09/2024)
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
PROVAS DURANTE O IP
PROVAS QUE NÃO SÃO, NECESSARIAMENTE, PRODUZIDAS EM JUÍZO (Lima, 2022)
ESPÉCIES PROVAS CAUTELARES PROVAS NÃO REPETÍVEIS PROVAS ANTECIPADAS
Produzidas com a
observância do
Há um risco de contraditório real em
Uma vez produzida não tem
desaparecimento da fonte momento processual
como ser novamente coletada
CONCEITO de prova em razão do distinto daquele legalmente
em razão do desaparecimento
decurso do tempo previsto, ou até mesmo
da fonte probatória.
(urgente). antes do início do processo,
em virtude de situação de
urgência e relevância.
MOMENTO fase investigatória/judicial fase investigatória/judicial fase investigatória/judicial
AUTORIZAÇÃO
Necessária Desnecessária Desnecessária
JUDICIAL
CONTRADITÓRIO Diferido (postergado) Diferido (postergado) Real (para a prova)
TÍTULO DA
meios de obtenção de
prova (procedimentos
extrajudiciais que visam
Oitiva de testemunha que
APRESENTAÇÃO
prova documental e exames houver de ausentar-se, ou,
EXEMPLO localizar fontes de prova)
periciais (em regra). por enfermidade ou por
interceptação telefônica,
velhice (art. 225, CPP)
infiltração, ação controlada
etc.)
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
ATRIBUIÇÃO PARA AS INVESTIGAÇÕES
ATRIBUIÇÃO PARA A PRESIDÊNCIA DO INQUÉRITO POLICIAL (Lima, 2022)
Policia judiciária Polícia Civil e Polícia Federal (crime comum).
obs.: a atribuição para investigações criminais não é exclusiva da polícia (art. 4º, p.
Lei n. 12.830/13, art. 2º
único CPP).
NATUREZA DO CRIME E ATRIBUIÇÃO PARA AS INVESTIGAÇÕES:
Crime militar de competência da
1 Forças Armadas
Justiça Militar da União (JMU)
Crime militar de competência da
2 Polícia Militar/Corpo de Bombeiros
Justiça Militar Estadual (JME)
Polícia Federal ou Polícia Civil, caso não tenha delegacia de
3 Crime eleitoral
Polícia Federal.
4 Crime federal Polícia Federal (art. 109, IV e seguintes da CRFB)
TÍTULO DA
Em regra, Polícia Civil. Exceção: Polícia Federal (repercussão
Crime comum de competência da interestadual ou internacional + exigência de repressão
5
Justiça Estadual uniforme). Ver Art. 144, §1º CRFB; art. 1º da lei n. 10.446/02 e
APRESENTAÇÃO
art. 11 da lei 13.260/2016.
TÍTULO DA
4 Procedimento inquisitorial art. 142; art. 315, § ún. CPPM x art. 5º, LV e LXIII CRFB.
Art. 6º e 7º do CPP e CPP, Art. 14. Lei n. 12.830/13, art. 2º, §2º. Mitigação:
5 Procedimento discricionário
requisição do MP: art. 129, VIII, CRFB.
APRESENTAÇÃO
6 Procedimento indisponível art. 17 CPP.
art. 5º, LXXVIII CRFB; art. 10 CPP e art.
7 Procedimento temporário
CPPM. Lei 13.869/19, art. 31.
TÍTULO DA
4 notícia oferecida por qualquer do povo Portaria + VPI
art. 27 CPPM – dispensa de IPM (entendimento
5 auto de prisão em flagrante delito (APFD)
também vem sendo aplicado ao IP).
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL MILITAR
FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO IPM (CRIMES MILITARES)
A autoridade militar responsável pela jurisdição onde ocorreu o crime
de ofício, pela autoridade militar dentro da
pode instaurar o IPM por iniciativa própria. Isso geralmente é feito pelo
1 jurisdição ou comando onde ocorreu a infração
comandante ou chefe da organização militar ao tomar conhecimento de
penal, considerando a hierarquia do infrator;
um crime militar.
Em situações de urgência, o CPPM autoriza que a autoridade militar
por determinação ou delegação da autoridade
superior determine ou delegue a instauração do IPM por comunicação
militar superior, que, em situações urgentes, pode
2 telegráfica, radiotelefonia ou outro meio rápido, devendo ser confirmada
ser realizada por via telegráfica ou radiotelefonia,
por escrito posteriormente, garantindo a formalidade e a segurança
sendo posteriormente confirmada por escrito;
jurídica do procedimento.
O MPM pode requisitar a instauração do IPM quando entender
em decorrência de requisição do Ministério
3 necessário para a apuração dos fatos. Essa requisição é formal e visa
Público;
garantir que os crimes militares sejam devidamente investigados.
O art. 25 do CPPM trata das hipóteses em que o STM pode tomar
por decisão do Superior Tribunal Militar, conforme conhecimento de infração penal militar e, então, decidir pela instauração
4
o artigo 25; do inquérito policial militar, normalmente em situações que envolvem
sua jurisdição ou competência originária.
TÍTULO DA
mediante solicitação da parte ofendida ou de seu
representante legal, ou com base em A vítima ou seu representante legal pode solicitar formalmente a
5 representação autorizada por quem tenha instauração do IPM. Além disso, qualquer pessoa com conhecimento da
APRESENTAÇÃO
conhecimento da infração penal sujeita à Justiça infração pode apresentar uma representação devidamente autorizada.
Militar;
quando, a partir de sindicância realizada no
Em decorrência de sindicância ou outro procedimento administrativo,
6 âmbito da jurisdição militar, surgirem indícios da
podem aflorar indícios de crime militar.
existência de infração penal militar.
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
NOTITIA CRIMINIS
TÍTULO DA
Notitia criminis inqualificada (denúncia anônima)
Art. 5º, IV - veda o anonimato. STF: a autoridade policial, ao receber uma denuncia anônima, deve antes
realizar diligencias preliminares (VPI) para averiguar se os fatos narrados nessa “denúncia” são materialmente
APRESENTAÇÃO
verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações. Lei 13.869/19, art. 27.
TÍTULO DA
inquérito.
Diferença entre Delatio Criminis e Notitia Criminis
A delatio criminis se diferencia da notitia criminis, que é o conhecimento espontâneo da autoridade policial sobre o
APRESENTAÇÃO
fato criminoso, sem necessidade de comunicação externa.
TÍTULO DA
5 Exceções 8.625/93 e LC 35/79). No Inq. 2.411 o STF entendeu que autoridades dotadas de
foro não podem ser indiciadas.
CPP, art. 21: não foi recepcionado pela CRFB, pois o art. 136, §3º, IV, afirma que,
APRESENTAÇÃO
Incomunicabilidade durante o estado de defesa, é vedada a incomunicabilidade do preso. Assim, se,
6
do indiciado preso em uma situação excepcional, a incomunicabilidade é vedada, o mesmo raciocínio
deve ser aplicado em situações menos gravosas.
TÍTULO DA
arquivamento feito pelo MP. Arts. 395 (causas de rejeição da peça
Arquivamento acusatória) e 397 (causas de absolvição sumária). Novo art. 28 CPP
(Pacote Anticrime): O MP ordenará o arquivamento do IP ou das
APRESENTAÇÃO
peças de informação, comunicando a sua decisão à vítima (se
houver), ao investigado e à autoridade policial.
art. 18 CPP (se tiver notícia de novas provas) e Súmula 524 do
Desarquivamento
Supremo Tribunal Federal (STF).
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
ORGANOGRAMA DO PODER JUDICIÁRIO
Figura 2 – Organograma das Justiças Militares no Brasil
TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
Fonte: Gonçalves; Reis, 2022.
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
ORGANOGRAMA DAS JUSTIÇAS MILITARES
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO: ramo Figura 3 – Organograma das Justiças Militares no Brasil
especializado do Poder Judiciário, responsável
por processar e julgar crimes militares definidos
em lei, praticados por membros das Forças
Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e, em
determinadas situações, por civis. Sua
competência está prevista nos artigos 122 a 124
da CRFB e é regulamentada por leis específicas,
como a Lei nº 8.457/1992 e o CPM.
TÍTULO DA
artigo 125, § 4º, da CRFB, que estabelece que
compete a essa Justiça processar e julgar os
militares estaduais nos crimes militares definidos
APRESENTAÇÃO
em lei e nas ações judiciais contra atos
disciplinares militares, ressalvada a competência
do Tribunal do Júri quando a vítima for civil.
Fonte: Neves, 2014.
TÍTULO DA
representante legal (Ação Penal Privada).
Legitimidade Polo passivo (legitimidade passiva): pessoa física e maior de 18 anos, no momento da
conduta (art. 228 CRFB). Pessoa jurídica: possível nos crimes ambientais, CRFB e Lei de
APRESENTAÇÃO
Crimes Ambientais). Obs.: os inimputáveis por doença mental ou dependência de substância
entorpecente podem figurar, mas serão absolvidos (absolvição penal imprópria) com
aplicação de medida de segurança ou sujeição a tratamento médico.
TÍTULO DA
suporte probatório mínimo (probable cause) ou o conjunto de elementos de fato e de
direito (fumus comissi delicti) que evidenciam a probabilidade de confirmar-se a hipótese
acusatória deduzida em juízo, constituindo, assim, uma plausibilidade do direito de punir,
Justa causa
extraída dos elementos objetivos coligidos nos autos, os quais devem demonstrar
APRESENTAÇÃO
satisfatoriamente a prova de materialidade e os indícios de que o denunciado foi o autor de
conduta típica, ilícita (antijurídica) e culpável.
TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES PENAIS CONDENATÓRIAS NO
PROCESSO PENAL COMUM
PÚBLICA PRIVADA
Condicionada à
Personalíssima,
representação do
art. 236, § único
TÍTULO DA
ofendido, art. 100,
§1º CP CP
APRESENTAÇÃO
Condicionada à
Subsidiária da
requisição do
pública, art. 5º, LIX,
Ministro da Justiça,
CRFB e art. 29, CPP
art. 100, §1º CP.
TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO
AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO (Lima, 2022)
Legitimado ativo MP, art. 129, I, CRFB.
Peça acusatória denúncia
Fundamentação art. 39 CPP e art. 100, §1º, CP.
TÍTULO DA
até o oferecimento da denúncia, art. 25, CPP. Possível a retratação da retratação, dentro do
Retratação
prazo de 6 meses.
Não oferecimento
decadência do direito e extinção da punibilidade do autor.
APRESENTAÇÃO
da representação
1 estrangeiro pratica crime contra brasileiro fora do território nacional (art. 7º, § 3º, b, do CP); e
Hipóteses 2 crime contra a honra do Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro (art. 145,
parágrafo único, do CP).
Prazo não há previsão legal. Pode ser requisitada enquanto não houver a extinção da punibilidade.
Retratação
TÍTULO DA
a doutrina majoritária entende ser irretratável
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
AÇÃO PENAL EXCLUSIVAMENTE OU PROPRIAMENTE PRIVADA
TÍTULO DA
o querelante pode desistir do prosseguimento da ação por ele intentada por meio dos
da disponibilidade institutos do perdão e da perempção (arts. 51 e 60 do CPP), bem como pode desistir
de recurso que tenha interposto (art. 576 do CPP);
da indivisibilidade
APRESENTAÇÃO
a queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos.
TÍTULO DA
sanção processual nas Ações Penais Privadas, quando o querelante
punibilidade nos crimes Perempção
demonstra inércia ou negligência em promover o andamento do processo.
de ação privada
exclusiva e ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal, pelo qual se
Renúncia abdica do direito de promover a Ação Penal Privada Exclusiva ou
APRESENTAÇÃO
personalíssima
Personalíssima.
ato pelo qual a vítima (ou seu representante legal) desiste de prosseguir
Perdão
com a Ação Penal Privada, desculpando o autor do fato.
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA
TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES PENAIS CONDENATÓRIAS NO
PROCESSO PENAL MILITAR
PÚBLICA PRIVADA
Subsidiária da
Incondicionada, arts.
pública, art. 5º, LIX,
121 CPM e arts. 29
CRFB e art. 121, §
CPPM
único CPM
TÍTULO DA
Condicionada à
requisição do
APRESENTAÇÃO
Comando da Força,
art. 122 CPM e art. 31
CPPM
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
APURAÇÃO DOS CRIMES MILITARES
APURAÇÃO DOS CRIMES MILITARES (Neves, 2022)
Os crimes militares são apurados segundo as regras do Código de Processo Penal Militar (CPPM), sendo o Código
de Processo Penal (CPP) aplicado de forma subsidiária, conforme o art. 3º, alínea a, do CPPM.
Crimes militares podem ser investigados em IPM (art. 82, §2º, CPPM) e são crimes militares (art. 9º, CPM), mas
dolosos contra a a competência para julgá-los será do Tribunal do Júri quando se tratar de militar estadual, e
vida praticados por da Justiça Militar da União em diversas hipóteses envolvendo militares das Forças Armadas,
militar contra civil conforme a Constituição e a Lei 13.491/2017.
A Lei 13.491/2017 estabelece que, em casos de crimes dolosos contra a vida praticados por
Militares das Forças militares das Forças Armadas contra civis, a competência será da Justiça Militar da União
Armadas se ocorrerem em contextos específicos, como operações de Garantia da Lei e da Ordem
(GLO), missões militares, etc.
Militares Estaduais Para esses militares, mesmo sendo considerados crimes militares, a competência para
(Policiais e julgamento permanece com o Tribunal do Júri (Justiça comum), conforme o artigo 125, §4º,
Bombeiros Militares) da Constituição Federal.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem consolidado o entendimento de
Jurisprudência
TÍTULO DA
que, havendo dúvida sobre o elemento subjetivo (dolo ou culpa), o processo deve
tramitar na Justiça comum, para que o Tribunal do Júri aprecie a intenção do agente.
Para a doutrina, embora sejam considerados crimes militares para fins de tipificação, a
APRESENTAÇÃO
Doutrina competência para julgamento pode ser da Justiça Militar da União ou da Justiça comum,
dependendo do agente e do contexto.
BRASIL. Código Penal Militar. Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969. Brasília, 1969.
TÍTULO DA
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988.
APRESENTAÇÃO
LIMA, Renato Brasileiro de. Legislação Criminal Especial Comentada. 8. ed. rev., ampl. e
atual. São Paulo: Ed. JusPodivm, 2020.
LOPES JÚNIOR, Aury. Direito processual penal. 17. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2020.
NEVES, Cícero Robson Coimbra. STREIFINGER, Marcello. Manual de Direito Penal Militar:
volume único. 9. ed. ver. atual. e ampl. São Paulo: editora Juspodivm, 2025.
NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Processual Penal Militar. 3ª ed. São
Paulo: Saraiva Educação, 2018.
OLIVEIRA, Maurício José de. Crime Militar: da prisão em flagrante à audiência de custódia:
teoria & prática. Belo Horizonte, Diplomata Livros Jurídicos e Literários: 2016.
TÍTULO DA
SANTOS, Gilmar Luciano. Polícia Judiciária Militar e seus procedimentos pré- processuais.
1ª ed. Belo Horizonte: Katana, 2022.
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
REFERÊNCIAS
SANTOS, Gilmar Luciano. Prática forense para o Juiz militar. 2ª ed. Belo Horizonte: Inbradim,
2016.
BRASIL. Lei n. 13. 869, de 05 de setembro de 2019, que dispõe sobre os crimes de abuso de
autoridade. Brasília, 2019.
MINAS GERAIS. Constituição do Estado de Minas Gerais. 28. ed. Belo Horizonte: Assembleia
Legislativa do Estado de Minas Gerais, 2021. Atualizada até EC 109.
BRASIL. Lei n. 9.099/95. Dispõe sobre os juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras
providencias. Brasília, 1995.
TÍTULO DA
BRASIL. Lei n. 12.850/13. Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação
criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento
criminal; altera o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a
APRESENTAÇÃO
Lei n. 9.034, de 3 de maio de 1995; e dá outras providências.