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Direito Processual Penal Aplicado: Curso de Formação de Soldados (CFSD) 2025/2026

O documento aborda a investigação preliminar e ações penais no contexto do Direito Processual Penal, destacando o inquérito policial e militar, suas características, funções e finalidades. Também discute a estrutura do Poder Judiciário e as condições para a instauração de ações penais, além de apresentar as atribuições das autoridades envolvidas. O conteúdo é direcionado à formação de soldados da PMMG, integrando conhecimentos de diversas disciplinas jurídicas.

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Direito Processual Penal Aplicado: Curso de Formação de Soldados (CFSD) 2025/2026

O documento aborda a investigação preliminar e ações penais no contexto do Direito Processual Penal, destacando o inquérito policial e militar, suas características, funções e finalidades. Também discute a estrutura do Poder Judiciário e as condições para a instauração de ações penais, além de apresentar as atribuições das autoridades envolvidas. O conteúdo é direcionado à formação de soldados da PMMG, integrando conhecimentos de diversas disciplinas jurídicas.

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DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO

Curso de Formação de Soldados (CFSd) 2025/2026


Coordenador: 1º Ten PM TÚLIO Santos Fonseca
UNIDADE II – INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR E AÇÕES PENAIS
UNIDADE II– INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR E AÇÕES PENAIS CONDENATÓRIAS NO PROCESSO PENAL COMUM E
MILITAR
Esta aula consiste na Unidade II, desenvolvendo os aspectos referente à investigação preliminar, o
inquérito policial e o inquérito policial militar, as fases da persecução penal, a estrutura do Poder
Apresentação Judiciário e as ações penais (conceito, características, princípios e espécies), possuindo
correlação, com as disciplinas de Constitucional, Direito Penal e Direito Administrativo,
considerando os reflexos na atividade do futuro Soldado da PMMG,
Identificar o conceito, características, funções, finalidades, as atribuições e as formas de
instauração da investigação preliminar, do Inquérito Policial (IP) e do Inquérito Policial Militar (IPM).
Objetivo geral
Reconhecer os órgãos do Poder Judiciário e as Ações Penais condenatórias nos processos penais
comum e militar, bem como as condições, princípios e classificações correspondentes.
2.1 Conceito e disposições gerais acerca da investigação preliminar; 2.2 Conceito, funções,
finalidades e disposições gerais do Inquérito Policial Comum e Militar, bem como suas
características (escrito, sigiloso, inquisitivo, dispensável, indisponível e temporário); 2.3 Natureza,
formas de instauração, valor probatório e prazos para conclusão do IPM; 2.4 Notitia criminis:
conceito e espécies (de cognição imediata/espontânea, de cognição mediata/provocada, de

TÍTULO DA
Subunidades
cognição coercitiva e notitia criminis inqualificada/denúncia anônima), e Delatio criminis; 2.5 Ato de
indiciamento e incomunicabilidade; 2.6 Conclusão e destinatários do IP e do IPM; 2.7
Organograma do Poder Judiciário; 2.8 Ação penal: conceito e disposições gerais; 2.9 Condições

APRESENTAÇÃO
da Ação Penal; 2.10 Princípios da Ação Penal; e 2.11 Classificação da Ação Penal condenatória no
processo penal comum e militar.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR
INVESTIGAÇÃO PRELIMINAR (Lima, 2022)
O inquérito policial é apenas uma das várias espécies de investigação. São também formas
de investigação preliminar as realizadas pelas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), as
CONCEITO Sindicâncias e processos administrativos, os Procedimentos de Investigação (PICs) presididos
pelo Ministério Público, dentre outros. Até nos tribunais brasileiros temos alguma medida de
investigação, basta lembrar das autoridades que têm foro ‘privilegiado’.
EXCLUSIVIDADE PARA AS INVESTIGAÇÕES E AS FUNÇÕES DE POLÍCIA JUDICIÁRIA
Segundo Mirabete, 2005, “Não ficou estabelecida na Constituição, aliás, a exclusividade de investigação e de
funções da Polícia Judiciária em relação às polícias civis estaduais”. Não há, portanto, exclusividade.
ATRIBUIÇÕES PARA INVESTIGAÇÃO
O MP, excepcionalmente, pode investigar. Neste caso, ele não presidirá o inquérito policial e haverá a
abertura de um PIC* (Procedimento Investigatório Criminal – regulamentado pela Resolução nº 181 do
CNMP). * PIC: consiste num instrumento sumário e desburocratizado de natureza administrativa e inquisitória,

TÍTULO DA
instaurado e presidido pelo membro do Ministério Público com atribuição criminal e terá como finalidade
apurar a ocorrência de infrações penais de natureza pública, servindo como preparação e embasamento para
o juízo de propositura, ou não, da respectiva ação penal.

APRESENTAÇÃO
NATUREZA JURÍDICA DO TERMO CIRCUNSTANCIADO DE OCORRÊNCIA
TCO não possui caráter investigatório: RE 1050631, Relator(a): Min. GILMAR MENDES, julgado em
22/09/2017. ADIs 6.245 e 6.264. FONAJE (Enunciado 34).
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
INQUÉRITO POLICIAL (IP)
INQUÉRITO POLICIAL (IP) (Lima, 2022)
procedimento administrativo inquisitório e preparatório, presidido pela autoridade
policial, com o objetivo de identificar fontes de prova e colher elementos de informação
CONCEITO
quanto à autoria e a materialidade da infração penal, a fim de permitir que o titular da
ação penal possa ingressar em juízo.
Dupla função
a existência prévia de um inquérito inibe a instauração de um processo penal infundado,
1 Preservadora temerário, resguardando a liberdade do inocente e evitando custos desnecessários para o
Estado; e
fornece elementos de informação (justa causa - lastro probatório mínimo quanto à autoria
2 Preparatória e materialidade - art. 395, II, CPP) para que o titular da ação penal possa ingressar em juízo,
além de acautelar meios de prova que poderiam desparecer com o decurso do tempo.
INQUÉRITO POLICIAL MILITAR (IPM)

TÍTULO DA
é a apuração sumária de fato que, nos termos legais, configure crime militar, e de sua
CONCEITO autoria. Tem o caráter de instrução provisória, cuja finalidade precípua é a de ministrar
elementos necessários à propositura da ação penal (CPPM, art. 9º).

APRESENTAÇÃO
é exercida pelas autoridades do art. 7º, CPPM. Regra geral: comandante da Organização
Atividade de
Militar (OM) ou Instituição Militar Estadual (IME) em que o delito foi praticado ou à qual
polícia judiciária
pertença o militar infrator. As atribuições poderão ser delegadas a oficiais da ativa, para fins
militar
especificados e por tempo limitado (encarregado do IPM).
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
FINALIDADES DO IP
FINALIDADES DO INQUÉRITO POLICIAL (Lima, 2022)
derivam do fato delituoso independentemente do processo, elas trazem
1 Identificação de fontes de prova
alguma informação sobre a autoria e materialidade. Art. 4º CPP;
Colheita de elementos
2 acerca da materialidade e autoria da infração penal (art. 155 CPP); e
informativos
função preservadora do inquérito policial, que atua como filtro prévio para
Inibir a instauração de processo
3 evitar ações infundadas, resguardando a liberdade do inocente e evitando
penal temerário
custos desnecessários ao Estado.
PRODUÇÃO PROBATÓRIA
Regra Art. 155 do CPP: a prova é produzida na fase judicial.
Exceções provas que não necessariamente são produzidas em juízo
1 Provas cautelares “[...] perícias e documentos são provas que não necessitam ser repetidas no curso
2 Provas não repetíveis da ação penal, podendo ser validamente utilizadas para a definição da culpa
penal sem violação do art. 155 do Código de Processo Penal” (AgRg no REsp

TÍTULO DA
3 Provas antecipadas 1.522.716/SE, j. 20/03/2018).
Em regra, eventuais vícios ou ilegalidades na fase investigatória não têm o condão de contaminar
o processo penal subsequente, salvo se se tratar de provas obtidas por meios ilícitos. Sobre o tema:

APRESENTAÇÃO
Vícios na fase STF: “(...) Os vícios existentes no inquérito policial não repercutem na ação penal, que tem instrução
investigatória probatória própria. Decisão fundada em outras provas constantes dos autos, e não somente na prova
que se alega obtida por meio ilícito”. (STF, 2ª Turma, HC 85.286, Rel. Min. Joaquim Barbosa, j.
29/11/2005, DJ 24/03/2006). HC 239408 AgR (Rel. Min. Cristiano Zanin, julgado em 17/09/2024)
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
PROVAS DURANTE O IP
PROVAS QUE NÃO SÃO, NECESSARIAMENTE, PRODUZIDAS EM JUÍZO (Lima, 2022)
ESPÉCIES PROVAS CAUTELARES PROVAS NÃO REPETÍVEIS PROVAS ANTECIPADAS
Produzidas com a
observância do
Há um risco de contraditório real em
Uma vez produzida não tem
desaparecimento da fonte momento processual
como ser novamente coletada
CONCEITO de prova em razão do distinto daquele legalmente
em razão do desaparecimento
decurso do tempo previsto, ou até mesmo
da fonte probatória.
(urgente). antes do início do processo,
em virtude de situação de
urgência e relevância.
MOMENTO fase investigatória/judicial fase investigatória/judicial fase investigatória/judicial
AUTORIZAÇÃO
Necessária Desnecessária Desnecessária
JUDICIAL
CONTRADITÓRIO Diferido (postergado) Diferido (postergado) Real (para a prova)

TÍTULO DA
meios de obtenção de
prova (procedimentos
extrajudiciais que visam
Oitiva de testemunha que

APRESENTAÇÃO
prova documental e exames houver de ausentar-se, ou,
EXEMPLO localizar fontes de prova)
periciais (em regra). por enfermidade ou por
interceptação telefônica,
velhice (art. 225, CPP)
infiltração, ação controlada
etc.)
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
ATRIBUIÇÃO PARA AS INVESTIGAÇÕES
ATRIBUIÇÃO PARA A PRESIDÊNCIA DO INQUÉRITO POLICIAL (Lima, 2022)
Policia judiciária Polícia Civil e Polícia Federal (crime comum).
obs.: a atribuição para investigações criminais não é exclusiva da polícia (art. 4º, p.
Lei n. 12.830/13, art. 2º
único CPP).
NATUREZA DO CRIME E ATRIBUIÇÃO PARA AS INVESTIGAÇÕES:
Crime militar de competência da
1 Forças Armadas
Justiça Militar da União (JMU)
Crime militar de competência da
2 Polícia Militar/Corpo de Bombeiros
Justiça Militar Estadual (JME)
Polícia Federal ou Polícia Civil, caso não tenha delegacia de
3 Crime eleitoral
Polícia Federal.
4 Crime federal Polícia Federal (art. 109, IV e seguintes da CRFB)

TÍTULO DA
Em regra, Polícia Civil. Exceção: Polícia Federal (repercussão
Crime comum de competência da interestadual ou internacional + exigência de repressão
5
Justiça Estadual uniforme). Ver Art. 144, §1º CRFB; art. 1º da lei n. 10.446/02 e

APRESENTAÇÃO
art. 11 da lei 13.260/2016.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


CARACTERÍSTICAS DO IP
CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL E DO INQUÉRITO POLICIAL MILITAR (Lima, 2022)
1 Procedimento escrito Art. 9º e Art. 405, §1º, CPP (gravação). Art. 21 CPPM
2 Procedimento dispensável art. 12; 27; 39, §5º e 46, §1º CPP. Art. 28 CPPM (ex.: sindicância).
Art. 20, CPP. Regra: sigiloso. Não se opõe ao Juiz e ao MP. Exceção:
3 Procedimento sigiloso
publicidade. Ex.: retrato falado. Art. 16 CPPM.
Acesso do advogado aos autos do
3.1 Art. 5º LXIII, CRFB. Lei n. 8.906/94, art. 7º XIV. Lei n. 13869/19, art. 32.
procedimento investigatório
Desnecessidade de autorização
Exceção: Lei n. 12.850/13, Art. 23.
3.2 judicial para o acesso de advogado
aos autos do inquérito policial
Amplitude do acesso do advogado não pode ter acesso às diligências em andamento (eficácia das
3.3
aos autos da investigação preliminar investigações), SV 14 e Lei n. 8.906/94, art. 7º, § 11.
Procuração para acesso aos autos de Regra: desnecessário. Exceção: quebra de sigilo bancário, Lei n. 8.906/94,
3.4
IP art. 7º, § 10.

TÍTULO DA
4 Procedimento inquisitorial art. 142; art. 315, § ún. CPPM x art. 5º, LV e LXIII CRFB.
Art. 6º e 7º do CPP e CPP, Art. 14. Lei n. 12.830/13, art. 2º, §2º. Mitigação:
5 Procedimento discricionário
requisição do MP: art. 129, VIII, CRFB.

APRESENTAÇÃO
6 Procedimento indisponível art. 17 CPP.
art. 5º, LXXVIII CRFB; art. 10 CPP e art.
7 Procedimento temporário
CPPM. Lei 13.869/19, art. 31.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL
FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL (Lima, 2022)
6.1. Crimes de ação penal pública condicionada ou de ação penal de iniciativa privada:
Não há necessidade de formalismo. Verificada a
procedência das informações (VPI) o delegado
depende de requerimento da vítima ou de seu
1 deverá instaurar uma Portaria (peça inaugural do IP).
representante legal, obrigatoriamente
Indeferimento: cabe recurso inominado para o chefe
de polícia.
6.2 Formas de instauração do IP nos crimes de ação penal pública incondicionada
pelo princípio da obrigatoriedade, por meio de
1 de ofício
Portaria
2 requisição da autoridade judiciária (art. 40 CPP) ou do MP art. 5º, II, CPP
3 requerimento do ofendido ou de seu representante legal Portaria + VPI

TÍTULO DA
4 notícia oferecida por qualquer do povo Portaria + VPI
art. 27 CPPM – dispensa de IPM (entendimento
5 auto de prisão em flagrante delito (APFD)
também vem sendo aplicado ao IP).

APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL MILITAR
FORMAS DE INSTAURAÇÃO DO IPM (CRIMES MILITARES)
A autoridade militar responsável pela jurisdição onde ocorreu o crime
de ofício, pela autoridade militar dentro da
pode instaurar o IPM por iniciativa própria. Isso geralmente é feito pelo
1 jurisdição ou comando onde ocorreu a infração
comandante ou chefe da organização militar ao tomar conhecimento de
penal, considerando a hierarquia do infrator;
um crime militar.
Em situações de urgência, o CPPM autoriza que a autoridade militar
por determinação ou delegação da autoridade
superior determine ou delegue a instauração do IPM por comunicação
militar superior, que, em situações urgentes, pode
2 telegráfica, radiotelefonia ou outro meio rápido, devendo ser confirmada
ser realizada por via telegráfica ou radiotelefonia,
por escrito posteriormente, garantindo a formalidade e a segurança
sendo posteriormente confirmada por escrito;
jurídica do procedimento.
O MPM pode requisitar a instauração do IPM quando entender
em decorrência de requisição do Ministério
3 necessário para a apuração dos fatos. Essa requisição é formal e visa
Público;
garantir que os crimes militares sejam devidamente investigados.
O art. 25 do CPPM trata das hipóteses em que o STM pode tomar
por decisão do Superior Tribunal Militar, conforme conhecimento de infração penal militar e, então, decidir pela instauração
4
o artigo 25; do inquérito policial militar, normalmente em situações que envolvem
sua jurisdição ou competência originária.

TÍTULO DA
mediante solicitação da parte ofendida ou de seu
representante legal, ou com base em A vítima ou seu representante legal pode solicitar formalmente a
5 representação autorizada por quem tenha instauração do IPM. Além disso, qualquer pessoa com conhecimento da

APRESENTAÇÃO
conhecimento da infração penal sujeita à Justiça infração pode apresentar uma representação devidamente autorizada.
Militar;
quando, a partir de sindicância realizada no
Em decorrência de sindicância ou outro procedimento administrativo,
6 âmbito da jurisdição militar, surgirem indícios da
podem aflorar indícios de crime militar.
existência de infração penal militar.
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
NOTITIA CRIMINIS

NOTITIA CRIMINIS (Lima, 2022)


Conceito
é o conhecimento, espontâneo ou provocado, por parte da autoridade policial, acerca de um fato delituoso.
Espécies
De cognição imediata a autoridade policial toma conhecimento do crime através de
1
(espontânea) suas atividades rotineiras, ex.: descoberta de um cadáver.
a autoridade policial toma conhecimento do crime através de um
2 De cognição mediata (provocada)
expediente escrito, ex.: requisição do MP.
nesse caso a autoridade policial toma conhecimento do fato
3 De cognição coercitiva delituoso através da apresentação de indivíduo preso em
flagrante.

TÍTULO DA
Notitia criminis inqualificada (denúncia anônima)
Art. 5º, IV - veda o anonimato. STF: a autoridade policial, ao receber uma denuncia anônima, deve antes
realizar diligencias preliminares (VPI) para averiguar se os fatos narrados nessa “denúncia” são materialmente

APRESENTAÇÃO
verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações. Lei 13.869/19, art. 27.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


DELATIO CRIMINIS
Delatio Criminis
Conceito
é a comunicação formal de um fato supostamente criminoso feita por qualquer pessoa à autoridade competente,
geralmente à polícia, com o objetivo de provocar a instauração de investigação criminal no contexto jurídico
brasileiro. Essa comunicação pode ser feita por qualquer pessoa, inclusive de forma anônima, e serve para dar início
à investigação criminal.
Espécies
É a comunicação do fato criminoso sem requerimento de providências
1 Delatio Criminis Simples
específicas, apenas informando a ocorrência à autoridade.
Além de comunicar o fato, o comunicante solicita que sejam tomadas
2 Delatio Criminis Postulatória
providências contra o suposto autor do crime.
Comunicação feita de forma anônima, sem identificação do denunciante.
Delatio Criminis Inqualificada Nesses casos, a autoridade policial deve realizar diligências preliminares
3
(Anônima) para verificar a veracidade dos fatos antes de instaurar formalmente o

TÍTULO DA
inquérito.
Diferença entre Delatio Criminis e Notitia Criminis
A delatio criminis se diferencia da notitia criminis, que é o conhecimento espontâneo da autoridade policial sobre o

APRESENTAÇÃO
fato criminoso, sem necessidade de comunicação externa.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


INDICIAMENTO
INDICIAMENTO (Lima, 2022)
ato de atribuir a alguém a autoria ou participação em infração penal. Art. º, § 6º da
Conceito
Lei 12.830/13.
fase investigatória. Em regra, é feito no relatório do delegado de polícia. Desde a
lavratura do APFD até o relatório (conclusão do trabalho investigatório). Os tribunais
1 Momento
superiores entendem que, se o processo judicial já está em andamento, não é mais
possível falar em indiciamento.
necessidade de fundamentação, apresentando a prova do crime e indícios de
2 Pressupostos
autoria e participação - “fumus comissi delicti”.
é exclusiva do delegado, não pode ser objeto de requisição do juiz ou do MP, art.
3 Atribuição
2º, Lei 12.830/13.
4 Sujeito passivo em regra, qualquer pessoa pode ser indiciada.
promotores e magistrados não podem ser indiciados, cf. leis orgânicas (Lei

TÍTULO DA
5 Exceções 8.625/93 e LC 35/79). No Inq. 2.411 o STF entendeu que autoridades dotadas de
foro não podem ser indiciadas.
CPP, art. 21: não foi recepcionado pela CRFB, pois o art. 136, §3º, IV, afirma que,

APRESENTAÇÃO
Incomunicabilidade durante o estado de defesa, é vedada a incomunicabilidade do preso. Assim, se,
6
do indiciado preso em uma situação excepcional, a incomunicabilidade é vedada, o mesmo raciocínio
deve ser aplicado em situações menos gravosas.

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CONCLUSÃO DO IP
PRAZOS DE CONCLUSÃO DOS INQUÉRITOS COMUM, MILITAR E ESPECIAIS (Lima, 2022)
INVESTIGAÇÃO INVESTIGADO PRESO INVESTIGADO SOLTO
1 Justiça Estadual 10+15 (pacote Anticrime) 30
2 Justiça Federal 15+15 30
3 Lei de Drogas 30+30 90+90
4 Justiça Militar 20 40+20
5 Crimes contra a economia popular 10 10
Prisão temporária em crimes
6 30+30 Não se aplica
hediondos
Conclusão do inquérito relatório, art. 10, CPP e art. 20, CPPM
Destinatário regra – juiz competente (ele abre vistas ao MP), art. 10 §1º CPP.
A autoridade que preside o inquérito não poderá arquivá-lo. É uma
decisão judicial que depende de pedido de promoção de

TÍTULO DA
arquivamento feito pelo MP. Arts. 395 (causas de rejeição da peça
Arquivamento acusatória) e 397 (causas de absolvição sumária). Novo art. 28 CPP
(Pacote Anticrime): O MP ordenará o arquivamento do IP ou das

APRESENTAÇÃO
peças de informação, comunicando a sua decisão à vítima (se
houver), ao investigado e à autoridade policial.
art. 18 CPP (se tiver notícia de novas provas) e Súmula 524 do
Desarquivamento
Supremo Tribunal Federal (STF).
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
ORGANOGRAMA DO PODER JUDICIÁRIO
Figura 2 – Organograma das Justiças Militares no Brasil

TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
Fonte: Gonçalves; Reis, 2022.
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
ORGANOGRAMA DAS JUSTIÇAS MILITARES
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO: ramo Figura 3 – Organograma das Justiças Militares no Brasil
especializado do Poder Judiciário, responsável
por processar e julgar crimes militares definidos
em lei, praticados por membros das Forças
Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e, em
determinadas situações, por civis. Sua
competência está prevista nos artigos 122 a 124
da CRFB e é regulamentada por leis específicas,
como a Lei nº 8.457/1992 e o CPM.

JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL: ramo


especializado do Poder Judiciário, responsável
por processar e julgar crimes militares cometidos
por integrantes das Polícias Militares e dos
Corpos de Bombeiros Militares dos Estados. Sua
competência está definida principalmente no

TÍTULO DA
artigo 125, § 4º, da CRFB, que estabelece que
compete a essa Justiça processar e julgar os
militares estaduais nos crimes militares definidos

APRESENTAÇÃO
em lei e nas ações judiciais contra atos
disciplinares militares, ressalvada a competência
do Tribunal do Júri quando a vítima for civil.
Fonte: Neves, 2014.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


AÇÃO PENAL
AÇÃO PENAL (Lima, 2022)
direito público subjetivo de pedir ao Estado-juiz a aplicação do direito objetivo ao caso
Conceito
concreto.
art. 5º, XXXV, CRFB (inafastabilidade do Poder Judiciário), arts. 100 a 106, CP e arts. 24 a 62,
Fundamento
CPP.
poder de exigir do Estado de quem comete o delito a submissão à sanção penal. Não há que
Pretensão punitiva
se falar em lide no processo penal.
No âmbito processual penal, as condições da ação subdividem-se em condições genéricas
(legitimidade, interesse de agir e justa causa), assim compreendidas como aquelas que
deverão estar presentes em toda e qualquer ação penal, e condições específicas (de
Condições da ação
procedibilidade), cuja presença será necessária apenas em relação a determinadas
infrações penais, certos acusados, ou em situações específicas, expressamente previstas em
lei, ex.: a representação do ofendido e a requisição do Ministro da Justiça.
Polo ativo (legitimidade ativa): MP (Ação Penal Pública) e ofendido (pessoa física ou pessoa
jurídica nos crimes contra a honra objetiva e na Ação Penal Privada Subsidiária da Pública) ou

TÍTULO DA
representante legal (Ação Penal Privada).

Legitimidade Polo passivo (legitimidade passiva): pessoa física e maior de 18 anos, no momento da
conduta (art. 228 CRFB). Pessoa jurídica: possível nos crimes ambientais, CRFB e Lei de

APRESENTAÇÃO
Crimes Ambientais). Obs.: os inimputáveis por doença mental ou dependência de substância
entorpecente podem figurar, mas serão absolvidos (absolvição penal imprópria) com
aplicação de medida de segurança ou sujeição a tratamento médico.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


AÇÃO PENAL
CONDIÇÕES DA AÇÃO PENAL (Lima, 2022)
trinômio (necessidade, adequação e utilidade). O interesse de agir no processo penal é
uma das condições da ação, essencial para que o processo seja instaurado. Ele se refere à
Interesse de agir necessidade de que a intervenção judicial seja útil e necessária para a satisfação do direito
alegado. No contexto processual penal, isso significa que o processo deve ser o único meio
eficaz para alcançar a aplicação da sanção penal, como a condenação do réu.
O processo judicial deve ser indispensável para resolver a demanda. No processo penal,
Necessidade essa necessidade é sempre presumida, pois não há aplicação de pena sem o devido
processo legal (nulla poena sine iudicio).
não tem muita relevância no processo penal condenatório, pois não há diferentes espécies
Adequação de Ações Penais Condenatórias. O autor deve escolher o procedimento correto, embora
parte da doutrina defenda que a inadequação pode ser corrigida durante o processo.
não pode estar extinta a punibilidade. O processo deve, ao menos em tese, proporcionar
Utilidade benefício ao demandante. Por exemplo, não haverá interesse de agir se a ação penal for
oferecida quando já estiver extinta a punibilidade do réu.

TÍTULO DA
suporte probatório mínimo (probable cause) ou o conjunto de elementos de fato e de
direito (fumus comissi delicti) que evidenciam a probabilidade de confirmar-se a hipótese
acusatória deduzida em juízo, constituindo, assim, uma plausibilidade do direito de punir,
Justa causa
extraída dos elementos objetivos coligidos nos autos, os quais devem demonstrar

APRESENTAÇÃO
satisfatoriamente a prova de materialidade e os indícios de que o denunciado foi o autor de
conduta típica, ilícita (antijurídica) e culpável.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


PRINCÍPIOS DA AÇÃO PENAL
PRINCÍPIOS DA AÇÃO PENAL (Lima, 2022)
1 Princípio do Juiz natural 11 Princípio da motivação das decisões judiciais
2 Princípio do Promotor natural 12 Princípio da imparcialidade do juiz
3 Princípio do devido processo legal 13 Princípio do duplo grau de jurisdição
4 Princípio da vedação da prova ilícita 14 Princípio da iniciativa das partes
5 Princípio da presunção de inocência 15 Princípio da intranscendência
6 Princípio do contraditório 16 Princípio da busca da verdade real
7 Princípio da ampla defesa 17 Princípio do impulso oficial
8 Princípio do privilégio contra a autoincriminação 18 Princípio da correlação
9 Princípio da publicidade 19 Princípio da identidade física do juiz
10 Princípio da razoável duração do processo 20 Princípio do favor rei

TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES PENAIS CONDENATÓRIAS NO
PROCESSO PENAL COMUM

PÚBLICA PRIVADA

Incondicionada, art. Propriamente dita,


5º, 129, I, CRFB, art. art. 100, §2º CP e
100 CP art. 30 CPP

Condicionada à
Personalíssima,
representação do
art. 236, § único

TÍTULO DA
ofendido, art. 100,
§1º CP CP

APRESENTAÇÃO
Condicionada à
Subsidiária da
requisição do
pública, art. 5º, LIX,
Ministro da Justiça,
CRFB e art. 29, CPP
art. 100, §1º CP.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA
AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA (Lima, 2022)
Legitimado ativo MP, art. 129, I, CRFB.
Peça acusatória denúncia
art. 100 (regra geral) CP, 24, caput e §2º, CPP (a ação será pública quando cometido em
Fundamentação
detrimento de patrimônio ou interesse da União, Estado ou Município).
PRINCÍPIOS QUE REGEM A AÇÃO PENAL PÚBLICA
Caso entenda que há indícios suficientes de autoria e materialidade de crime que se apura
Obrigatoriedade mediante ação pública, estará obrigado a oferecer denúncia, exceto nos casos de transação
penal e ANPP – art. 28-A, CPP;
Art. 42 CPP: o MP não pode desistir da ação por ele proposta, tampouco pode desistir de
Indisponibilidade
recurso que tenha interposto (art. 576 do CPP);
O titular exclusivo da ação pública é um órgão oficial, que integra os quadros do Estado: o
Oficialidade
Ministério Público.

TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO
AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO (Lima, 2022)
Legitimado ativo MP, art. 129, I, CRFB.
Peça acusatória denúncia
Fundamentação art. 39 CPP e art. 100, §1º, CP.

Representação Informal. Ao delegado (para investigar) e ao membro do MP (para oferecer a denúncia).

1 ofendido maior de 18 anos;


Quem pode 2 maior de 18 anos doente mental ou menor de 18 anos (representante legal ou curador
representar especial – conflito de interesses); e
3 ofendido falecido ou ausente (CADI).

Prazo 6 meses (descoberta da autoria), art. 38 CPP (decadência do direito de representação).

TÍTULO DA
até o oferecimento da denúncia, art. 25, CPP. Possível a retratação da retratação, dentro do
Retratação
prazo de 6 meses.
Não oferecimento
decadência do direito e extinção da punibilidade do autor.

APRESENTAÇÃO
da representação

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REQUISIÇÃO DO
MINISTRO DA JUSTIÇA

AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA À REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA (Lima, 2022)


Legitimado ativo MP, art. 129, I, CRFB.
Peça acusatória denúncia
Fundamentação art. 100, §1º e art. 145, § único, CP.

Requisição ao Chefe do MP, mediante avaliação de conveniência política do Ministro da Justiça.

1 estrangeiro pratica crime contra brasileiro fora do território nacional (art. 7º, § 3º, b, do CP); e
Hipóteses 2 crime contra a honra do Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro (art. 145,
parágrafo único, do CP).
Prazo não há previsão legal. Pode ser requisitada enquanto não houver a extinção da punibilidade.

Retratação
TÍTULO DA
a doutrina majoritária entende ser irretratável

APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
AÇÃO PENAL EXCLUSIVAMENTE OU PROPRIAMENTE PRIVADA

AÇÃO PENAL EXCLUSIVAMENTE OU PROPRIAMENTE PRIVADA (Lima, 2022)


Legitimado ativo ofendido. Obs.: o MP é fiscal da lei.
Peça acusatória queixa-crime.
Fundamentação art. 30, CPP e art. 145, CP.
Morte do ofendido o direito de queixa passará ao representante legal, arts. 31, 33 e 34, CPP.
Prazo decadencial 6 meses, art. 38 CPP
PRINCÍPIOS ESPECÍFICOS DA AÇÃO PRIVADA
o ofendido (ou seu representante legal) decide, de acordo com seu livre-arbítrio, se vai
da oportunidade
ou não ingressar com a ação penal;

TÍTULO DA
o querelante pode desistir do prosseguimento da ação por ele intentada por meio dos
da disponibilidade institutos do perdão e da perempção (arts. 51 e 60 do CPP), bem como pode desistir
de recurso que tenha interposto (art. 576 do CPP);
da indivisibilidade
APRESENTAÇÃO
a queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos.

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AÇÃO PENAL PRIVADA PERSONALÍSSIMA
AÇÃO PENAL PRIVADA PERSONALÍSSIMA (Lima, 2022)
Legitimado ativo só o próprio ofendido. Obs.: o MP é fiscal da lei.
Peça acusatória queixa-crime.
o único crime de ação privada personalíssima previsto no Código Penal é o de Induzimento
Fundamentação
a Erro Essencial ou Ocultação de Impedimento para Casamento, art. 236, §único, CP.
Morte do ofendido,
renúncia ou não
é extinta a punibilidade do autor, pela decadência ou perempção, a depender do momento.
oferecimento da queixa-
crime no prazo legal
juiz, que aguardará a iniciativa do ofendido ou do representante legal ou serão entregues ao
Destinatário do IP
requerente, se o pedir, mediante traslado.
perda do direito de Ação Penal Privada ou de representação pelo não
Decadência exercício dentro do prazo legal (seis meses, do dia em que o ofendido ou
seu representante legal toma conhecimento de quem é o autor do fato).
Causas extintivas da

TÍTULO DA
sanção processual nas Ações Penais Privadas, quando o querelante
punibilidade nos crimes Perempção
demonstra inércia ou negligência em promover o andamento do processo.
de ação privada
exclusiva e ato unilateral do ofendido ou de seu representante legal, pelo qual se
Renúncia abdica do direito de promover a Ação Penal Privada Exclusiva ou

APRESENTAÇÃO
personalíssima
Personalíssima.
ato pelo qual a vítima (ou seu representante legal) desiste de prosseguir
Perdão
com a Ação Penal Privada, desculpando o autor do fato.
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA

AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA (Lima, 2022)


Legitimado ativo ofendido, representante legal ou sucessores
Peça acusatória queixa-crime.
Fundamentação art. 5º, LIX, CRFB, art. 100, §3º, CP e art. 29, CPP
Prazo 6 meses, art. 38, CPP
Prazo para o
5 dias, se o indiciado estiver preso, e de 15 dias, se estiver solto, a contar da data em
oferecimento de
que for recebido o inquérito policial, art. 46 do CPP.
denúncia

TÍTULO DA
APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES PENAIS CONDENATÓRIAS NO
PROCESSO PENAL MILITAR

PÚBLICA PRIVADA

Subsidiária da
Incondicionada, arts.
pública, art. 5º, LIX,
121 CPM e arts. 29
CRFB e art. 121, §
CPPM
único CPM

TÍTULO DA
Condicionada à
requisição do

APRESENTAÇÃO
Comando da Força,
art. 122 CPM e art. 31
CPPM
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
APURAÇÃO DOS CRIMES MILITARES
APURAÇÃO DOS CRIMES MILITARES (Neves, 2022)
Os crimes militares são apurados segundo as regras do Código de Processo Penal Militar (CPPM), sendo o Código
de Processo Penal (CPP) aplicado de forma subsidiária, conforme o art. 3º, alínea a, do CPPM.
Crimes militares podem ser investigados em IPM (art. 82, §2º, CPPM) e são crimes militares (art. 9º, CPM), mas
dolosos contra a a competência para julgá-los será do Tribunal do Júri quando se tratar de militar estadual, e
vida praticados por da Justiça Militar da União em diversas hipóteses envolvendo militares das Forças Armadas,
militar contra civil conforme a Constituição e a Lei 13.491/2017.
A Lei 13.491/2017 estabelece que, em casos de crimes dolosos contra a vida praticados por
Militares das Forças militares das Forças Armadas contra civis, a competência será da Justiça Militar da União
Armadas se ocorrerem em contextos específicos, como operações de Garantia da Lei e da Ordem
(GLO), missões militares, etc.
Militares Estaduais Para esses militares, mesmo sendo considerados crimes militares, a competência para
(Policiais e julgamento permanece com o Tribunal do Júri (Justiça comum), conforme o artigo 125, §4º,
Bombeiros Militares) da Constituição Federal.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem consolidado o entendimento de
Jurisprudência
TÍTULO DA
que, havendo dúvida sobre o elemento subjetivo (dolo ou culpa), o processo deve
tramitar na Justiça comum, para que o Tribunal do Júri aprecie a intenção do agente.
Para a doutrina, embora sejam considerados crimes militares para fins de tipificação, a

APRESENTAÇÃO
Doutrina competência para julgamento pode ser da Justiça Militar da União ou da Justiça comum,
dependendo do agente e do contexto.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


REFERÊNCIAS
ASSIS, Jorge César de. Comentários ao Código Penal Militar: parte geral – artigos 1º a 135.
Parte especial – artigos 136 a 410. 8. ed. rev., ampl. e atual. Curitiba: Juruá editora, 2017.

BRASIL. Código Penal. Decreto-Lei 2.848, de 07 de dezembro de 1940. Rio de Janeiro1940.

BRASIL. Código de Processo Penal. Decreto-lei n. 3.689 de 3 de outubro de 1941. Brasília,


1941.

BRASIL. Código de Processo Penal Militar. Decreto-lei n. 1.002 de 21 de outubro de 1969.


Brasília, 1969.

BRASIL. Código Penal Militar. Decreto-Lei nº 1.001, de 21 de outubro de 1969. Brasília, 1969.

TÍTULO DA
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988.

APRESENTAÇÃO
LIMA, Renato Brasileiro de. Legislação Criminal Especial Comentada. 8. ed. rev., ampl. e
atual. São Paulo: Ed. JusPodivm, 2020.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


REFERÊNCIAS
LIMA, Renato Brasileiro de. Manual de Processo Penal. 11. ed. rev., ampl. e atual. São Paulo:
Ed. JusPodivm, 2022.

LOPES JÚNIOR, Aury. Direito processual penal. 17. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2020.

NEVES, Cícero Robson Coimbra. STREIFINGER, Marcello. Manual de Direito Penal Militar:
volume único. 9. ed. ver. atual. e ampl. São Paulo: editora Juspodivm, 2025.

NEVES, Cícero Robson Coimbra. Manual de Direito Processual Penal Militar. 3ª ed. São
Paulo: Saraiva Educação, 2018.

OLIVEIRA, Maurício José de. Crime Militar: da prisão em flagrante à audiência de custódia:
teoria & prática. Belo Horizonte, Diplomata Livros Jurídicos e Literários: 2016.

TÍTULO DA
SANTOS, Gilmar Luciano. Polícia Judiciária Militar e seus procedimentos pré- processuais.
1ª ed. Belo Horizonte: Katana, 2022.

APRESENTAÇÃO
DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026
REFERÊNCIAS

SANTOS, Gilmar Luciano. Prática forense para o Juiz militar. 2ª ed. Belo Horizonte: Inbradim,
2016.

BRASIL. Lei n. 13. 869, de 05 de setembro de 2019, que dispõe sobre os crimes de abuso de
autoridade. Brasília, 2019.

MINAS GERAIS. Constituição do Estado de Minas Gerais. 28. ed. Belo Horizonte: Assembleia
Legislativa do Estado de Minas Gerais, 2021. Atualizada até EC 109.

BRASIL. Lei n. 9.099/95. Dispõe sobre os juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras
providencias. Brasília, 1995.

TÍTULO DA
BRASIL. Lei n. 12.850/13. Define organização criminosa e dispõe sobre a investigação
criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento
criminal; altera o Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); revoga a

APRESENTAÇÃO
Lei n. 9.034, de 3 de maio de 1995; e dá outras providências.

DIREITO PROCESSUAL PENAL APLICADO – CFSd 2025/2026


OBRIGADO!

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