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Unidade Vi

O documento aborda a diversidade biológica e a biogeografia global, destacando a importância da conservação das espécies e as estratégias necessárias para isso. Ele explora a distribuição dos seres vivos, os biomas do Brasil e a teoria dos refúgios, além de discutir a vulnerabilidade das espécies e a necessidade de unidades de conservação. O material enfatiza a interdependência entre as espécies e os impactos da extinção na cadeia alimentar e nos ecossistemas.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento aborda a diversidade biológica e a biogeografia global, destacando a importância da conservação das espécies e as estratégias necessárias para isso. Ele explora a distribuição dos seres vivos, os biomas do Brasil e a teoria dos refúgios, além de discutir a vulnerabilidade das espécies e a necessidade de unidades de conservação. O material enfatiza a interdependência entre as espécies e os impactos da extinção na cadeia alimentar e nos ecossistemas.

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Diversidade Biológica,

Evolução e Conservação
das Espécies
Material Teórico
Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Ms. Claudio da Cunha

Revisão Textual:
Profa. Ms. Fátima Furlan

v1.1
Diversidade Biológica:
Biogeografia Global

• Introdução
• Biodiversidade e Biogeografia do Brasil
• Teoria dos refúgios
• Conservação da biodiversidade
• Estratégias de conservação

OBJETIVO DE APRENDIZADO
· Estudar os padrões de distribuição dos seres vivos em todo o mundo.
· Discutir também a necessidade de conservação da biodiversidade,
as estratégias e métodos, e particularmente vamos analisar as
principais categorias e características das diferentes unidades de
conservação existentes em nosso país.

ORIENTAÇÕES
Esta Unidade segue a história da distribuição dos seres vivos até a necessidade
de conservação dos ambientes naturais e sua biodiversidade.

Lentamente, a partir de observações na natureza, percebeu-se que os seres


vivos não se distribuem de forma aleatória ou homogênea, existindo certos
padrões associados ao passado do planeta e seus paleoclimas conjuntamente
com os padrões climáticos modernos. Como a biodiversidade do planeta e
do Brasil são muito grandes, é importantíssimo que você acesse os materiais
complementares, posto ser impossível colocar tamanha dimensão de
conhecimentos no texto básico dessa unidade.

Preste muita atenção no crescimento da população humana no último


século, que aumentou exponencialmente as necessidades de recursos
naturais, destruindo grande parte dos ambientes naturais para formação de
pastos e áreas agricultáveis. Tem se então a necessidade de conservação da
biodiversidade como garantia da sobrevivência da nossa própria espécie.
Aprofunde-se nas estratégias de conservação e na legislação brasileira.
UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Contextualização Introdução
A distribuição dos seres vivos no planeta foi durante muito tempo, um mistério. Historicamente, a primeira sistematização de espécies foi feita por
Não sabemos de forma exata, quantas espécies de seres vivos existem no planeta, Aristóteles em 380 a.C., listando todas as espécies de animais da Grécia
seu grau de vulnerabilidade ou os efeitos do declínio e extinção das populações. antiga, criando também o conceito de Reinos (Animal, Vegetal e Mineral).
No mundo ocidental, a classificação das espécies floresceu na Europa, no
Os principais profissionais responsáveis pela coleta de dados e processamento
século XV, recebendo um enorme impulso com as grandes navegações que
para previsões futuras estão nas ciências biológicas. Não é possível fazer a
levaram ao mundo europeu a descoberta da imensa diversidade existente nos
conservação de forma adequada, sem conhecer as intrincadas interações entre os
continentes distantes.
seres vivos.
A percepção da grandiosidade do número de espécies começou a assumir um
Conheça o que os pesquisadores brasileiros fazem no seu cotidiano de pesquisas
papel desafiador inusitado: como poderia tantos animais ter sobrevivido ao Dilúvio,
científicas sobre biodiversidade. Acesse os resumos de 400 trabalhos acadêmicos
ou por que não foram citados como resgatados na arca de Noé? A descoberta de
realizados pelo projeto Biota Paulista, associados à descrição e conservação da
novas terras, seus animais e plantas auxiliaram nas mudanças de paradigmas que
biodiversidade do sudeste brasileiro. Não é necessário lê-los na íntegra, apenas veja
estavam inalterados durante muitos séculos.
seus temas e caso se interesse, se aprofunde.
Coleções zoológicas e botânicas começaram a ser sistematicamente montadas
conforme avançavam os impérios europeus como Portugal, Espanha, Áustria,
Explor

O programa BIOTA-FAPESP: [Link]


França, Inglaterra, e Rússia. Hoje, os Museus de História Natural de Londres,
São Petesburgo e Kews Garden entre outros, se destacam por possuírem extensas
e bem preservadas coleções das antigas colônias. Destaque para a Flora Brasilis,
a maior coleção botânica do Brasil coletada por Von Marcius entre 1834 e 1846,
depositada no Kews Garden, Inglaterra. Curiosamente, quando botânicos do Brasil
precisam ter acesso à coleção brasileira primordial, precisam se deslocar para a
Europa. Essa coleção está em processo de digitalização e disponibilização para os
pesquisadores interessados.

No Brasil, merecem destaque as coleções científicas do Museu de Zoologia da USP e Museu

Explor
Paraense Emilio Goeldi, como referências.

No início do século XIX, Alfred Russel Wallace, coautor da teoria da evolução


das espécies por seleção natural, em suas viagens de coleta pela Ásia e Oceania
percebeu um fenômeno que ninguém tinha notado antes: os animais que viviam
na Oceania, na Austrália e Nova Zelândia possuíam um notável parentesco que se
espalhava pelas ilhas do entorno. Porém, a partir das ilhas da polinésia, a fauna
era completamente diferente e claramente aparentada com a fauna encontrada na
Ásia. Ele notou que havia uma espécie de linha divisória separando grandes grupos
de animais, chamada posteriormente de “linha de Wallace”. A partir desse conceito,
novas linhas foram observadas separando o planeta em zonas zoogeográficas,
descritas no mapa abaixo. Em destaque, a primeira linha percebida por Wallace
separando a zona Australiana da Oriental

7
6 7
UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

As faunas paleártica e neártica apresentam muitas similaridades, tanto pela fauna


de origem laurasiana, como pelas ligações via estreito de Bering, que permitiu
fluxos migratórios em passado remoto. Nas duas áreas, podem ser encontrados
ursos e raposas, mas na neártica há bisões e alces, enquanto na paleártica existem
renas, morsas e camelos entre outros grupos de flora e fauna exclusivas.

Ecologicamente, podemos dividir o mundo em grandes biomas como desertos,


pradarias, estepes, florestas temperadas, florestas tropicais e equatoriais, tundra,
taiga com uma série de subdivisões que variam conforme o autor, mas todas elas
possuem espécies de vegetais e animais típicos que caracterizam essas grandes
formações fitogeográficas. Aprenda mais com a recomendação proposta nas
atividades complementares

Figura 1

As linhas de Wallace definiram as cinco grandes zonas biogeográficas


caracterizadas por grupos faunísticos característicos: a fauna australiana, a africana
Biodiversidade e Biogeografia do Brasil
ou tropical, a neotropical, a oriental (asiática), a paleártica e a neártica. No Brasil, estudamos a biodiversidade utilizando os principais biomas como referência.
A fauna africana é com certeza a mais famosa, pela abundância de animais de
grande porte, típicos de savanas ao sul do deserto do Saara como leões, hienas,
zebras, e elefantes, gnus, girafas, crocodilos, avestruzes, gazelas, entre outros,
enquanto nas florestas ocorrem gorilas e chimpanzés, amplamente mostrados em
filmes e documentários.

A fauna neotropical, típica da América central e do Sul, apresenta a ordem


Xenarthra, de mamíferos com origem genética local, representados por tatus,
preguiças e tamanduás; a maior diversidade de macacos com cauda, papagaios,
morcegos (microquirópteros) e roedores caviomorfos como as cobaias, cotias,
pacas e capivaras; em botânica se destaca a família das bromeliáces (bromélias
e abacaxi) e as cactáceas. No grupo de fauna gondwânica se destaca o grupo de
mamíferos marsupiais, com dezenas de espécies locais como as cuícas e gambás
(mucuras), aparentados com os marsupiais australianos. Figura 2
A fauna Australiana se destaca do resto do planeta por ter se separado da
gondwana e mantido grupos de mamíferos primitivos (monotremados e Biomas são grandes formações fitogeográficas, com a fauna e flora peculiares, com

Explor
marsupiais), sem a presença importante de mamíferos modernos (placentários). características típicas associadas aos fatores físicos de cada local. Como os animais são
Os monotremados são os mamíferos que se reproduzem pondo ovos (ornitorrinco dependentes da flora como base de cadeias alimentares, a biodiversidade da vegetação é a
e équidnas); possuem cloaca e ausência de mamilos associados às glândulas referência principal. O conceito foi modernamente ampliado e hoje é utilizado para o meio
mamárias. A maioria da fauna de mamíferos é marsupial (cangurus, coalas, diabo aquático, utilizando-se o termo bioma marinho.
da Tasmânia, wonbat). Esse grupo não possui placenta desenvolvida e seus filhotes
nascem ainda embriões e permanecem em bolsas (marsúpio) onde estão os Entre os biomas, existem zonas de transição de fauna e flora denominadas
mamilos, terminando seu desenvolvimento. ecótonos ou zonas de tensão ecológica ou ainda zona de contato, com biodiversidade
A fauna oriental possui grupos peculiares com aves muito ornamentadas elevada e peculiar, muitas vezes sendo difícil especificar se o local pertence a um ou
como os pavões, calaus e aves do paraíso, acompanhados por pandas (gigante e outro ecossistema. São zonas de relevante interesse de preservação, pois guardam
vermelho), orangotango, tigre, morcegos (macroquirópteros) e elefante asiático. espécies que muitas vezes ocorrem apenas nesse tipo de ambiente.

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UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Existem diferenças de classificação dos biomas brasileiros entre o IBGE- Instituto


Brasileiro de Geografia e Estatística, que se pauta principalmente por fatores
geográficos e físicos do meio, e o ICMbio- Instituto Chico Mendes para preservação da
biodiversidade, que utiliza parâmetros ecológicos e biológicos como predominantes.
Explor

Ecótono ou zona de tensão ou zona de contato: zonas de transição entre diferentes biomas

Os principais biomas brasileiros são: a floresta amazônica, a floresta atlântica,


o cerrado, a caatinga, o pantanal e os campos sulinos (pampas); é possível também
acrescentar para estudos específicos o bioma marinho e os ecossistemas costeiros,
representados por praias, restingas e manguezais.

Cabe lembrar que os biomas não são em absoluto, homogêneos, mas servem
Figura 4
como parâmetro didático. Fonte: acervo do professor

A mata atlântica de encosta, na serra do mar próxima do oceano, no Rio de Acima, três roedores caviomorfos brasileiros: cutia, paca e capivara, todos
Janeiro possui inúmeras espécies que não ocorrem na mata atlântica de planalto semelhantes às cobaias ou “porquinhos da Índia”, também nativos da América do sul.
em Minas Gerais ou do Rio Grande do Norte sendo que o mesmo raciocínio é válido
para os outros biomas, com suas variações de temperatura, altitude, pluviosidade,

Teoria dos refúgios


umidade relativa, características de solo etc.

Você Sabia? Importante!


A diversidade biológica encontrada nas zonas tropicais classicamente
Observe que a maioria dos roedores americanos (caviomorfos) não possui cauda é explicada pela grande produtividade dos ecossistemas, que por sua vez
desenvolvida, uma característica típica dos animais terrestres; já o ouriço cacheiro apresentam cadeias alimentares complexas e muitos nichos ecológicos que
possui uma cauda preênsil, típica de animais arborícolas. estimulam a evolução e a adaptação.

Porém, dois pesquisadores brasileiros, Aziz Nacib Ab’Saber e Paulo Vanzolini,


um geógrafo e um biólogo, perceberam padrões de distribuição de espécie que
não eram típicas de certos biomas e ecossistemas. Descreveram então que os
biomas atuais seguem padrões climáticos que não existiam no passado. Em tempos
remotos, o clima mais seco permitiu a expansão dos domínios da caatinga e do
cerrado, enquanto em outros momentos de clima mais frio, quem se expandiu
foram as matas de araucária; porém quando o clima mudava, e os biomas recuavam,
determinadas áreas mantinham condições para sobrevivência, formando “ilhas”
de cerrado na Amazônia, manchas de caatinga em certos pontos do sudeste ou
pinheiros do Paraná em Minas Gerais, conceito conhecido como “teoria dos
refúgios paleoclimáticos”

Explor
Paleoclimas: climas que ocorriam em passado remoto, diferente do atual.

Figura 3
Fonte: [Link]

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UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Conservação da biodiversidade Nas categorias vulnerável, em perigo, criticamente em perigo e extinta na


natureza estão as espécies consideradas ameaçadas de extinção. Ou seja, seres
vivos em diferentes níveis de ameaça podem ser denominados como ameaçados
Naturalmente, as espécies podem ser raras ou comuns, dependendo de uma de extinção. Quando extinta na natureza, só há indivíduos em cativeiro; quando
série de fatores. Em uma floresta, certas espécies de árvore podem ser encontradas extinta, não há sobreviventes.
com certa facilidade, em alta densidade, ocorrendo muitos indivíduos por hectare,
enquanto outras ocorrem em baixíssima densidade. Grandes pica-paus de cabeça Quando uma espécie é extinta, a cadeia alimentar será inevitavelmente afetada,
vermelha são muito raros de serem observados, enquanto os pica-paus de cabeça produzindo algum tipo de desequilíbrio ecológico. Essas alterações podem de
amarela (chanchãs) são muito comuns no Brasil. alguma forma afetar os seres humanos e assim serem claramente percebidas; do
contrário, modificações dos ecossistemas ocorrem sem que haja conhecimento do
Além da baixa densidade, certas espécies podem ocorrer de forma extremamente fenômeno, para além dos meios acadêmicos.
restrita, em certo local, sendo então denominadas como espécies endêmicas, o que
é um dos fatores preponderantes para a instituição de unidades de conservação. Algumas espécies possuem inter-relações com um grande número de outras
espécies e seu desaparecimento produzirá efeitos muito negativos no ecossistema,
sendo denominadas como espécies-chave. Certas plantas são consumidas
Espécie endêmica: aquele que só ocorre em um local específico (microbacia hidrográfica, como alimento por diversas espécies de insetos, que por sua vez, alimentam
Explor

montanha, vale, rio, ribeirão, ecótono). Normalmente, quando se encontra uma nova outros invertebrados, aves, répteis e mamíferos. Em outros casos, uma espécie é
espécie endêmica ela está automaticamente em risco de extinção. Por quê? responsável pela polinização e reprodução de centenas de espécies, como é o caso
das abelhas Apis mellifera.

É bastante comum ouvirmos que um determinado animal está ameaçado de A extinção de espécies esteticamente interessantes como ursos panda chama
extinção, mas existem muitas categorias diferentes de estados de conservação a atenção do público para o problema, e neste caso é muito positiva a exposição
e diferentes metodologias de avaliação. para a conscientização, mas certas espécies sem nenhum apelo estético ou
carismático como os tubarões são espécies-chave importantíssimas para os
O Brasil segue um padrão proposto pela união internacional para a conservação da ecossistemas oceânicos, mas não conseguem atenção, além de uma ter uma
natureza-IUCN. Tais avaliações são baseadas em dados de pesquisas científicas realizadas forte torcida contrária.
por pesquisadores de universidades, centros de pesquisa, fundações e institutos voltados
ao assunto. Porém, não há pesquisadores suficientes para analisar todas as espécies. Quando uma floresta desaparece, centenas de espécies únicas também
Geralmente, são pesquisadas espécies de interesse econômico, de saúde ou que possuem desaparecem, mas se não há prejuízo direto para seres humanos, passará de
apelo estético. O grupo mais biodiverso de animais vertebrados é a classe dos peixes; forma despercebida.
porém, é dos grupos menos conhecidos; comparativamente, a classe de vertebrados
mais pesquisada: as aves, mais próximas de nós e que possuem um óbvio apelo estético
que naturalmente atraem a atenção, em detrimento de outros grupos de organismos.
Estratégias de conservação
Você Sabia? Importante!
Estratégias para conservação da biodiversidade
Os biomas e ecossistemas apresentam certas áreas com altíssimo número de espécies
e, portanto alta biodiversidade. Tais áreas recebem a denominação de pontos quentes Existem muitas ameaças diferentes sobre a diversidade, que levam a diferentes
ou “hotspots” de diversidade biológica, prioritários para a conservação e pontos de estratégias de conservação, mas podemos iniciar basicamente com duas categorias
referência para a formação de Unidades de Conservação. de ações para a preservação da diversidade biológica:

a) realizadas no próprio ecossistema de interesse


Se uma espécie não possui dados populacionais e de distribuição, a avaliação é
impossível. Se existem pesquisas, a avaliação pode ser feita, seguindo os seguintes níveis: b) realizadas fora do ecossistema

Vamos analisar inicialmente e as estratégias “in loco”, feitas nos locais onde as
Pouco Quase Criticamente Extinta Na
Vulnerável Em perigo Extinta espécies estão ameaçadas.
Preocupante Ameaçada Em Perigo Nautreza

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UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Unidades de conservação Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, criado em
1989, como responsável pelas unidades de conservação e fiscalização ambiental
A principal ameaça para a diversidade biológica é sem dúvida, a perda das áreas no território nacional. Em 1999, o Ministério passa a se chamar definitivamente
naturais. A conservação de áreas específicas para a manutenção da biodiversidade Ministério do Meio Ambiente.
é a principal forma de ação. No ano de 2007, o IBAMA foi dividido em dois diferentes institutos: o próprio
O conceito de unidades de conservação surgiu nos Estados Unidos em 1872 com IBAMA que ficou encarregado da fiscalização contra desmatamentos, tráfico de
a criação do Parque Nacional de Yellowstone, com a vocação de preservar áreas animais e demais crimes ambientais e o Instituto Chico Mendes de Conservação da
naturais ameaçadas pela exploração humana, de relevante interesse paisagístico e Biodiversidade-ICMbio, responsável pelo gerenciamento, manutenção e fiscalização
geológico, atraindo visitantes para uma nova categoria de turistas que buscavam das unidades de conservação em todo território nacional, seguindo a lei 9985 de
contato com a natureza. Modernamente, o ecoturismo gera muitos bilhões de 2000, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação-SNUC.
dólares anuais em todo mundo, auxiliando na manutenção de cadeias produtivas e
na geração de riqueza que fornecem as fontes de recurso para as próprias ações de Sistema Nacional de Unidades de Conservação: SNUC
manutenção dos espaços naturais.
Até a criação do SNUC, muitas unidades de conservação federais, estaduais
No Brasil, a primeira unidade de conservação federal criada foi o Parque Nacional e municipais haviam sido criadas utilizando variadas denominações, sem, no
de Itatiaia em 1937, seguido de muitos outros, em diferentes biomas. entanto existir um marco legal que determinasse as atividades e vocações, além da
preservação ambiental.
Histórico das unidades de conservação no Brasil
O SNUC definiu dois tipos básicos de unidades de conservação: as de uso
Já no império, a natureza era vista como um recurso natural, ou que seja capaz indireto e as de desenvolvimento sustentável.
de produzir benefícios financeiros. O conceito de “ madeira de lei” é na realidade, Unidades de uso indireto: aquelas em que seus recursos e podem ser utilizados
uma reserva de madeiras de interesse naval, por parte do império português. apenas de forma indireta. Não envolve consumo, coleta, dano ou destruição dos
Mas foi durante o segundo império que a importância dos ecossistemas recursos naturais. Estão separadas em cinco tipos:
tornou-se claro, em uma história épica que foi infelizmente esquecida. I Estação Ecológica (EE): tem como objetivo a preservação da natureza e a
realização de pesquisas científicas.
No início do século XIX, o ciclo do café gerou grande riqueza e as matas dos
morros do Rio de Janeiro, a antiga capital do Brasil, foram derrubadas para o plantio II Reserva Biológica (RESBIO): tem como objetivo a preservação integral da
do café. Porém, como consequência, o ciclo hidrológico foi quebrado, e sem as biota e demais atributos naturais existentes em seus limites, sem interferência
matas, foi interrompida a absorção de água pelo solo e as principais nascentes que humana direta ou modificações ambientais, excetuando-se as medidas de
serviam a cidade simplesmente secaram. Em 1862, a mando de Dom Pedro II, foi recuperação de seus ecossistemas alterados e as ações de manejo necessárias
iniciado o primeiro viveiro de mudas para reflorestamento do Brasil, dando origem para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e os
a maior floresta artificial urbana do mundo, hoje conhecida como Parque Nacional processos ecológicos naturais.
da Floresta da Tijuca. As nascentes começaram a se tornar contínuas novamente, III Parque Nacional (PARNA): tem como objetivo básico a preservação de
cerca de 8 anos após o início do reflorestamento. ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica,
Após a proclamação da república, as questões que envolviam a natureza sempre possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de
giraram em torno do conceito de recursos naturais, que parte do pressuposto que atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato
os seres vivos e o ambiente físico são “feitos” para uso humano, como um direito com a natureza e de turismo ecológico.
divino de exploração, e assim, os recursos naturais eram geridos pelo ministério IV Monumento Natural (MONA): tem como objetivo básico preservar sítios
da agricultura, e por secretarias e institutos, como o do Instituto Brasileiro de naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica.
Desenvolvimento Florestal-IBDF, criado em1967.
V Refúgio de Vida Silvestre (RVS): tem como objetivo proteger ambientes
Uma mudança mais importante só veio a ocorrer com o final do regime militar, naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de
em 1985 quando foi criado o Ministério do Desenvolvimento Urbano de e Meio espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória.
Ambiente. Posteriormente, ocorreu a substituição do IBDF, pelo IBAMA-Instituto

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UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Em nível de importância para a conservação, se destacam os Parques Nacionais, Em relação ao grau de importância para a conservação, se destacam as APAS,
as Reservas Biológicas e as Estações Ecológicas. que atingem grandes áreas, sem necessidade de desocupação pelas populações
locais, mas que em grande parte não atinge seus objetivos, pois a orientação de
Unidades de Desenvolvimento Sustentável: aquelas que permitem o uso
ocupação envolvendo áreas particulares e nos três níveis de governo, é tarefa
direto de seus recursos na forma de uso direto. Envolve coleta e uso, comercial ou
bastante difícil. Existem muitas APAS, mas poucas acabam cumprindo seu papel.
não, dos recursos naturais. Constituem o Grupo das Unidades de Uso Sustentável
sete categorias de unidade de conservação: Ao contrário, as RPPNs, são áreas particulares, em que os proprietários buscam
I Área de Proteção Ambiental (APA):é constituída por terras públicas ou a criação e se comprometem a realizar a conservação de forma conjunta com o
privadas, em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, poder público. É a categoria de Unidade de Conservação que mais cresce no Brasil
dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente e que tem elevado de forma muito significativa o número de áreas protegidas, em
importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações que o proprietário recebe certas garantias e incentivos fiscais por parte do poder
humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, público para fazer a manutenção da biodiversidade e recuperar áreas degradadas.
disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso
dos recursos naturais As RPPNs são a forma mais moderna de aumentar o número de Unidades de Conservação. Para

Explor
os profissionais interessados, estão disponíveis os livros e materiais básicos. Procure na página do
II Área de Relevante Interesse Ecológico (RDS):área em geral de pequena
ICMbio em “Crie sua Reserva”.
extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características Disponível em: [Link]
naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional, e
tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional
ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo Segundo o SNUC, todas as unidades de conservação precisam de um plano de
com os objetivos de conservação da natureza manejo, documento feito por uma grande rede de profissionais responsáveis por
diferentes áreas do conhecimento, como biólogos, geólogos, geógrafos, sociólogos,
III Floresta Nacional (FLONA):uma área com cobertura florestal de espécies
antropólogos, ecólogos, entre outros.
predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo
sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em
métodos para exploração sustentável de florestas nativas Plano de manejo: documento técnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos

Explor
IV Reserva Extrativista (RESEX): área utilizada por populações extrativistas gerais de uma unidade de conservação, se estabelece o seu zoneamento e as normas que
tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação
na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade. A página do ICMbio disponibiliza os
planos de manejo cadastrados.
tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas
populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade. Visite a página e tenha acesso aos planos de manejo de diferentes Unidades de Conservação.
Disponível em: [Link]
V Reserva de Fauna (REFAU): uma área natural com populações animais de
espécies nativas, terrestres ou aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas
para estudos técnico-científicos sobre o manejo econômico sustentável de Embora as unidades de conservação sejam muito importantes, é possível ampliar
recursos faunísticos. suas potencialidades, e utilizando diversas estratégias.

VI Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS): uma área natural que


abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas
sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de
gerações e adaptados às condições ecológicas locais.
VII A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN): é uma área privada,
gravada com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica.

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UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Corredores ecológicos Conservação fora do local


Uma das grandes ameaças aos ecossistemas é a sua fragmentação. Certas A conservação da biodiversidade pode ser feita fora dos locais de ocorrência
espécies necessitam de grandes áreas para sobreviver, particularmente os das espécies, visando à conservação de indivíduos, e a reprodução, garantindo a
animais carnívoros. Uma mata isolada pode ser exaurida de seus recursos por manutenção de bancos genéticos.
exploração excessiva: herbívoros podem se alimentar de plântulas jovens de
Essa atividade é garantida por zoológicos, jardins botânicos, aquários, institutos
sementes de tal forma que impedem a regeneração e a substituição das matrizes
ou fundações que trabalham com a reprodução em cativeiro e reintrodução na
mortas através do tempo.
natureza, o congelamento de embriões e tecidos, bancos de sementes (germoplasma),
Quando indivíduos de uma espécie ficam isolados, não conseguem procriar entre outros.
ou sua reprodução fica restrita a si mesmo no caso das plantas superiores ou
Símbolo das espécies ameaçadas, o mico leão dourado (Leontopithecus
a reprodução entre parentes próximos, no caso de plantas em geral e animais,
rosalia) passou por um processo de retirada contínuo da natureza para tráfico
produzindo um fenômeno chamado endogamia ou cruzamento consanguíneo, o
e redução de habitat. Os poucos indivíduos que sobraram na natureza eram
que leva a depressão genética, com manifestação de genes deletérios, fenômeno
parentes entre si e não tinham condições de manter a variabilidade genética
em que indivíduos apresentam malformações decorrentes de herança genética,
mínima. Nos zoológicos brasileiros, os indivíduos também eram aparentados e a
reduzindo a taxa de sobrevivência das populações.
reprodução em cativeiro produziu indivíduos com problemas renais hereditários,
Quando um projeto de recuperação e de áreas degradadas é feito, deve-se por endogamia. A partir do zoológico de Nova York, foram localizados e
ter como prioridade a formação de corredores ecológicos capazes de ligar os analisados geneticamente, centenas de animais espalhados por zoológicos de
fragmentos florestais e assim reduzindo as pressões sobre as cadeias alimentares e todo mundo. Foram assim encontradas as famílias que podiam ser cruzadas entre
sobre a genética das populações. si para gerar descendentes viáveis, sendo então reintroduzidos na natureza e
restituindo uma variabilidade genética mínima capaz de sustentar a perpetuação
Zonas de amortecimento da espécie.

É bastante comum que unidades de conservação fiquem isoladas pela agricultura, Comunidades tradicionais
pecuária ou zonas urbanas. É importante a manutenção de zonas tampão ou
zonas amortecimento que impeçam contato direto entre os limites das unidades Quando se tenta dar algum tipo de valoração para comunidades tradicionais como
de conservação e seu entorno, com faixas onde os animais e possam circular quilombolas ou indígenas, normalmente se dá destaque para os conhecimentos
livremente, sem monoculturas ou barreiras físicas como cercas e muros contínuos tradicionais da flora, na forma de remédios. Para muitas pessoas, tais comunidades só
como ocorre em loteamentos de zonas urbanizadas. Pode ocupar até 10 km no tem valor se pudermos tirar deles algum tipo de vantagem econômica. Imaginá-los como
entorno das unidades de conservação. povos que possuem outra cultura e língua e possuem simplesmente o direito de viver,
geralmente não soa bem para o mundo ocidental, que trabalha com os conceitos típicos
Terras indígenas de produção e produtividade além da produção de subsistência e troca. Mas para ter os
benefícios da biodiversidade, é preciso manter essas populações tradicionais vivas em
Embora não façam parte do sistema nacional de unidades de conservação, as seu próprio sistema cultural, A lei de biodiversidade brasileira tenta garantir que parte
terras indígenas acabam cumprindo o papel de mantenedoras da biodiversidade, dos recursos financeiros oriundos dos produtos silvestres e seus derivados, bem como
conservando ecossistemas de forma sustentável, muitas vezes completamente dos conhecimentos tradicionais sejam revertidos para essas mesmas comunidades.
cercadas pelo agronegócio. Ao manter essas comunidades com exploração sustentável, mantêm-se a biodiversidade.

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UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Biopirataria Tráfico de animais


O uso indevido de recursos naturais ou o registro de patentes que impeçam a Uma das principais ameaças sobre a biodiversidade é o tráfico de animais
utilização ou benefício dos povos ou países de onde tais recursos foram retirados é silvestres para colecionadores nacionais e internacionais, bem como animais de
popularmente denominado como biopirataria. interesse para a indústria farmacêutica, particularmente os animais peçonhentos.

Segundo o ministério do meio ambiente, O tráfico de animais é o 3º maior em volume financeiro, perdendo apenas para
drogas e armas e os dados são realmente impressionantes. No Brasil, a Organização
“historicamente, o uso dos recursos e conhecimentos genéticos e dos
conhecimentos tradicionais associados tem ocorrido de forma injusta. Os
Não Governamental Renctas- Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais
países de origem dos recursos genéticos e as comunidades indígenas e Silvestres possui o mais extenso e completo relatório sobre o assunto.
locais, detentoras de conhecimentos tradicionais associados, sequer têm
Estima-se que são retirados no mundo, por ano, entre 2 e 5 milhões de aves,
sido consultados pelos que se utilizam desses recursos para obter ganhos
25 a 40 mil primatas, entre outros milhões de animais. Em relação ao Brasil,
econômicos com produtos comerciais, quanto mais recebido qualquer tipo
de benefício. Esta apropriação injusta, muitas vezes agravada pelo uso das segundo o relatório RENCTAS, no receptor final do tráfico de animais, uma
patentes, corresponde a biopirataria, e tem ocorrido ao longo de toda a aranha marrom (Loxosceles sp.) pode valer 800 dólares, uma cascavel (Crotalus
história do Brasil” sp.), U$1.500,00, uma arara azul (Anodorrhyncus leari), U$60.000.00 entre
outros valores que mostram a força desse ramo de atividade ilícita que corrói
Sim, existem indústrias farmacêuticas interessadas em ter acesso às comunidades a biodiversidade.
tradicionais e seus produtos para desenvolvimento de novos produtos, assim como Tabela: Valores dos venenos da fauna brasileira
diferentes ramos industriais esperam novas invenções ou descobertas para efetuar Espécie Valor por grama, em dólares (US$)
patentes, antes que seus proprietários o façam. Tenta-se evitar esse tipo de processo Jararaca: Bothrops jararaca 433,00
com legislações específicas e alterações nas leis de patentes. Sururcucu: Lachesis muta 3.200,00
Cabe ressaltar, entretanto, que os traficantes de produtos possuem métodos Aranha marrom: Loxosceles sp. 24.570,00
próprios e eficazes de coleta e transporte, não cumprindo os padrões burocráticos Escorpião amarelo: Tityus serrulatus 14.890,00
esperados. Mas o “estado de alerta” criado para impedir que “estrangeiros Fonte: SIGMA, 1998, modificado de relatório RENCTAS
inescrupulosos roubem nossas riquezas naturais”, acabou criando uma enorme
A estratégia padrão adotada pelo Brasil é a de proibição total. No mundo,
quantidade de procedimentos burocráticos que desestimulam a própria pesquisa
existem duas políticas distintas para o controle do tráfico: o proibicionismo e
nacional. Se um pesquisador cometer qualquer tipo de erro burocrático, ou o fiscal
a redução de danos, utilizados também para o tráfico de drogas. A estratégia
envolvido não conhecer o objeto de estudo, o pesquisador pode ser preso de modo
brasileira é basicamente proibicionista, vertente principal do IBAMA, Renctas e
inafiançável. Em um caso real, um ornitólogo tinha licença para porte de arma para
outras instituições que trabalham com a causa.
coletar a espécie de ave de sua pesquisa. Acidentalmente, o biólogo abateu indivíduos
juvenis de outra espécie, que possuíam coloração de penas semelhante aos adultos Outra vertente de pensamento é de reduzir os danos, criando os animais
da espécie estudada. Foi preso e multado, com todas as licenças exigidas, virando peçonhentos para extração de venenos de forma legal por empreendedores
destaque na imprensa nacional, fenômeno que os pesquisadores brasileiros chamam (empresários), reduzindo os valores internacionais e fornecendo legalmente para
de “bioparanóia”, um furor fiscalizatório que penaliza a ciência nacional. as empresas que necessitam do produto e assumem riscos ao utilizar as vias ilegais.
Da mesma forma, a criação de animais legalizados para suprir a demanda e reduzir
o tráfico é visto por muitos como a melhor alternativa para reduzir o problema.
Entrevista com Rodney Ramiro Cavichioli, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ).
Explor

Disponível em: [Link]

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UNIDADE Diversidade Biológica: Biogeografia Global

Material Complementar Referências


PIRATELLI, Augusto João e FRANCISCO, Mercival Roberto (org), Conservação da
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: biodiversidade: dos conceitos às ações. Rio de Janeiro: Technical Books, 2013.
Sites FUTUYMA, Douglas. Biologia Evolutiva, [Link]. Editora Funpec, 2009
Conheça os biomas brasileiros
POUGH, [Link], Heiser, J.B., McFarland, W.N. A vida dos vertebrados. [Link].
Conheça as principais características dos biomas brasileiros na página
São Paulo: Atheneu, 1999.
[Link]
Lei de Patentes é porta da biopirataria, aponta tese
Veja casos e conclusões na reportagem sobre um estudo de biopirataria e economia em:
[Link]
Herbário virtual do Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e Biotecnologia (CENARGEN)
Visite o herbário virtual do Centro Nacional de Pesquisa de Recursos Genéticos e
Biotecnologia (CENARGEN) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
com mais de 5 milhões de registros de plantas e fungos brasileiros, disponíveis para
consulta em:
[Link]

Vídeos
Biomas Brasileiros
Assista ao vídeo sobre os biomas brasileiros em:
[Link]

Leitura
Grandes biomas do mundo
Aprenda mais sobre os grandes biomas globais, acessando:
[Link]
1º Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre
Veja o relatório RENCTAS sobre o tráfico de animais silvestres no Brasil, disponível em:
[Link]
SNUC - Sistema Nacional de Unidades de Conservação
Acesse na íntegra a lei 9.985, De 18 de julho de 2000, que define o SNUC - Sistema
Nacional de Unidades de Conservação.
[Link]
Conhecimento e uso sustentável da biodiversidade brasileira: o programa biota-fapesp
Conheça o que os pesquisadores brasileiros fazem no seu cotidiano de pesquisas
científicas sobre biodiversidade. Acesse os resumos de 400 trabalhos acadêmicos
realizados pelo projeto Biota Paulista, associados à descrição e conservação da
biodiversidade do sudeste brasileiro.
[Link]

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