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PARADIGMAS DA PROGRAMAÇÃO

Victor Gabriel Nunes1


1
Engenharia de Computação – Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI)

victor_nunes@[Link]

Resumo. Os paradigmas de programação definem as diferentes


metodologias de ensino e construção de sistemas. No principal,
está a transição da linguagem humana para a lógica binária que
será processada pelo computador. Como a programação é lógica
pura, o sucesso de um algoritmo depende diretamente da
capacidade do desenvolvedor em otimizar o raciocínio e a
performance para alcançar o melhor resultado.

1. Linguagem
No nosso planeta, há diversas linguagens, aproximadamente 5.000 idiomas
falados por diferentes tribos, culturas, que permite a comunicação entre os
povos, e o trabalho coletivo. A programação/tecnologia, baseia – se em
diversas linguans para executar tarefas complexas. Cada uma dessas
línguas, seja humana ou de programação, possui um conjunto de regras,
gramática e sintaxe. É esse padrão de estrutura que permite que sistemas e
pessoas operem em conjunto, transformando a comunicação e a
comunicação entre eles.

2. Linguagem computacional
Conforme Avillano (2006), as linguagens de programação são o
meio pelo qual instruímos o computador a executar nossas vontades,
buscando sempre a alternativa mais eficiente para o sistema. Mas, essa
comunicação nem sempre foi acessível. A Era Binária: Inicialmente,
programar exigia o uso exclusivo de 0 e 1. Era um processo que cansava
aos poucos, onde sequências imensas de códigos eram necessárias para
realizar tarefas simples. O Surgimento do Assembly: Para facilitar, surgiu
a linguagem Assembly, que utilizava mnemônicos mais próximos da fala
humana. Para que o processador a entendesse, foi necessária a criação de
um "tradutor" (montador), que convertia esses códigos de volta para o
binário. Mesmo com o Assembly, a complexidade ainda era alta. Isso
impulsionou os programadores a buscarem linguagens de "alto nível", que
fossem cada vez mais intuitivas e naturais para o ser humano.
Com o avanço dos estudos, surgiram linguagens como Fortran
(cálculo), LISP (acadêmica) e COBOL (comercial). Essa segmentação deu
origem aos paradigmas de programação — diferentes filosofias e
conjuntos de regras que definem como um problema deve ser abordado e
resolvido. De acordo com Avillano (2006), essa estruturação é guiada pela
Lógica, que atua em duas frentes:
• Como Filosofia: Questiona a natureza do nosso raciocínio e o
porquê de pensarmos de determinada forma.
• Como Arte e Técnica: Disciplina o uso das "leis do pensamento",
permitindo que o desenvolvedor estabeleça a "ordem da razão".

3. Paradigmas
3.1 – Programação Orientada a Objetos:
Como define Rafael Santos (2011), a POO utiliza classes e objetos para
processar dados. Sua grande inovação foi criar uma ponte entre o mundo
real e o virtual: o programador molda entidades digitais que simulam o
comportamento de objetos reais, permitindo que eles interajam e se
comuniquem dentro de um sistema.
3.2 – Funcional:
Programação funcional segundo Wikipédia (2015):
• Em ciência da computação, programação funcional é um paradigma
de programação que trata a computação como uma avaliação de
funções matemáticas e que evita estados ou dados mutáveis. Ela
enfatiza a aplicação de funções, em contraste da programação
imperativa, que enfatiza mudanças no estado do programa.
• Uma função, neste sentido, pode ter ou não ter parâmetros e um
simples valor de retorno. Os parâmetros são os valores de entrada da
função, e o valor de retorno é o resultado da função. A definição de
uma função descreve como a função será avaliada em termos de
outras funções. Por exemplo, a função {\displaystyle f(x)=x^{2}+2}
é definida em termos de funções de exponenciação e adição. Do
mesmo modo, a linguagem deve oferecer funções básicas que não
requerem definições adicionais.
Programação funcional é mais utilizado por acadêmico em softwares
comerciais, onde podemos destacar algumas linguagens com grande ênfase
a isso como: Erlang, R, Mathematica, XSLT, APL, LISP, são algumas que
está em paradigmas funcional.

3.3 Lógico:
A Programação Lógica diferencia-se drasticamente dos modelos
imperativos. Se no paradigma funcional temos a avaliação de funções
matemáticas, no lógico temos a aplicação da lógica formal para a resolução
de problemas. Como aponta Hudson Costa (2011), esse modelo baseia-se
na premissa de que o programador fornece os fatos e as regras, e o sistema
utiliza um mecanismo de inferência para encontrar a solução.
Embora a programação tenha raízes em cálculos numéricos, John
McCarthy, em 1958, foi o pioneiro ao propor que a lógica matemática
poderia ser o alicerce para instruir máquinas. Essa visão mudou o foco da
computação:
• A Proposta: Usar sentenças da lógica de primeira ordem para
representar conhecimento.
• A Evolução: Essa ideia permitiu que os computadores não apenas
calculassem, mas "raciocinassem" sobre informações armazenadas.
A linguagem Planner foi um marco histórico por introduzir a ideia de
objetos e asserções. Hudson Costa (2011) destaca que ela permitia
chamadas orientadas a padrões, o que significa que o programa buscava
dentro de sua base de dados qualquer informação que "casasse" com o
objetivo solicitado.
Para entender eesse paradigma, é preciso olhar para seus três componentes
principais:
1. Fatos (Asserções): São declarações de verdades absolutas dentro do
sistema. Exemplo: João é pai de Maria.
2. Regras: São cláusulas lógicas que estabelecem relações. Exemplo:
Se X é pai de Y, então X é mais velho que Y.
3. Consultas (Objetivos): É a pergunta feita ao sistema. O computador
percorre os fatos e aplica as regras para deduzir se a pergunta é
verdadeira ou falsa, ou para encontrar quem satisfaz a condição.
Diferente da POO, que brilha em interfaces e simulações, a programação
lógica encontrou seu lugar de destaque em:
• Sistemas Especialistas: Programas que emulam o processo de
decisão de um especialista humano (como diagnósticos médicos).
• Processamento de Linguagem Natural: Devido à sua facilidade em
lidar com gramáticas e regras linguísticas.
• Bancos de Dados Dedutivos: Onde as consultas não buscam apenas
dados brutos, mas informações que precisam ser inferidas através de
conexões lógicas complexas.

3. Multiparadigma:
Atualmente, a divisão entre os paradigmas não é mais tão rígida quanto na
era do Fortran ou do LISP. A computação moderna evoluiu para o conceito
de Linguagens Multiparadigma. Linguagens populares como Python, Java,
C++, C# e JavaScript permitem que o programador utilize técnicas de
POO, Programação Funcional e, em alguns casos, elementos de
Programação Lógica no mesmo projeto.
De acordo com essa tendência, a escolha do paradigma não é mais uma
restrição da linguagem, mas uma decisão estratégica do desenvolvedor.
Por exemplo:
• Um programador pode usar POO para estruturar a arquitetura do
sistema (classes e objetos).
• Pode usar Programação Funcional para processar listas de dados de
forma segura e rápida.
• Pode usar Lógica para validar regras de negócio complexas.

4.1. Critérios de Escolha e Performance


Como você mencionou inicialmente, a programação busca o "melhor
desempenho". A escolha do paradigma impacta diretamente na:
1. Manutenção: Quão fácil é corrigir erros no futuro.
2. Escalabilidade: O quanto o sistema suporta crescer em número de
usuários.
3. Legibilidade: O quanto o código é compreensível para outros seres
humanos (a "ordem da razão" de Avillano).
5. Referências:
AVILLANO, Israel de Campos (2016). “Algoritmo e Pascal: Manual do Apoio”, 2ª
edição, Editora Ciência Moderna Ltda., Rio de Janeiro, p. 35-47.
COSTA, Hudson (2011). “Programação Lógica”, UVA, CCET, disponível em:
[Link]
SANTOS, Rafael (2013). “Introdução à programação orientada a objetos usando Java”,
2ª edição, Elsevier, Rio de Janeiro.
WIKIPÉDIA (2015). “Programação Funcional”, disponível em:
[Link]

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