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FACULDADE GUARAPUAVA

CURSO DE DIREITO

LUANA CARDOZO FERREIRA

SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA JURÍDICA (I, II, III ou IV)

GUARAPUAVA
2026
FACULDADE GUARAPUAVA
CURSO DE DIREITO

LUANA CARDOZO FERREIRA

SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA JURÍDICA (I, II, III ou IV)

Relatório de estágio supervisionado


apresentado ao Núcleo de Práticas Jurídicas
da Faculdade Guarapuava para obtenção de
nota parcial referente ao 1° bimestre.
Profª Orientadora: Larissa Faria Varella

GUARAPUAVA
2026
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 RELATÓRIO CASOS CLIENTES
2.1.1 CLIENTE 1
2.1.2 CLIENTE 2
3. AUDIÊNCIAS
3.1 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
3.2 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUIZADO ESPECIAL CÍVEL
3.3 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA
3.4 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – AUDIÊNCIA COMUM CRIMINAL
3.5 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO
3.6 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
5. CERTIFICADOS DE AUDIÊNCIAS
[Link]ÇÃO

O presente relatório tem como objetivo apresentar as atividades desenvolvidas


durante o estágio supervisionado, abrangendo atendimentos realizados no
Núcleo de Práticas Jurídicas e a participação/observação de audiências em
diferentes áreas do Direito. O estágio proporcionou vivência prática da rotina
jurídica, permitindo o contato direto com procedimentos processuais e a análise
de casos reais, contribuindo significativamente para a formação acadêmica e
profissional.

Além disso, o acompanhamento das audiências possibilitou compreender a


dinâmica dos atos processuais, a atuação das partes, advogados, magistrados
e membros do Ministério Público, bem como a aplicação prática dos princípios
do contraditório, ampla defesa e celeridade processual.
Durante o período do estágio, foram desenvolvidas atividades voltadas
principalmente ao atendimento de pessoas hipossuficientes, com foco na coleta
de informações, análise preliminar de documentos e orientação jurídica inicial.
Também foi possível observar o funcionamento do sistema judiciário em
diferentes esferas, por meio do acompanhamento de audiências.

No Núcleo de Práticas Jurídicas, os atendimentos foram direcionados a casos


envolvendo pedidos de curatela, área relevante do Direito de Família,
considerando a necessidade de proteção jurídica de pessoas incapazes de
gerir sua vida civil.

2. DESENVOLVIMENTO

Durante o período do estágio, foram desenvolvidas atividades voltadas


principalmente ao atendimento de pessoas hipossuficientes, com foco na coleta
de informações, análise preliminar de documentos e orientação jurídica inicial.
Também foi possível observar o funcionamento do sistema judiciário em
diferentes esferas, por meio do acompanhamento de audiências.

No Núcleo de Práticas Jurídicas, os atendimentos foram direcionados a casos


envolvendo pedidos de curatela, área relevante do Direito de Família,
considerando a necessidade de proteção jurídica de pessoas incapazes de
gerir sua vida civil.

2.1 RELATÓRIO CASOS CLIENTES

Durante o estágio realizado no Núcleo de Práticas Jurídicas de Guarapuava, foi


prestado atendimento à população hipossuficiente, especialmente pessoas que
não possuem condições financeiras para arcar com honorários advocatícios. O
estágio teve como foco o acolhimento do cliente, coleta de informações
essenciais e encaminhamento de demandas judiciais, especialmente no âmbito
do Direito de Família e Sucessões.

No período, foram atendidos dois casos envolvendo pedido de curatela. O


primeiro atendimento foi referente ao cliente Aruildo Brojek, que buscou
orientação e acompanhamento jurídico para ajuizamento de ação de curatela
em favor de seu pai, o qual, segundo relatado, sofre de depressão e
esquizofrenia, necessitando de auxílio para administração de sua vida civil e
patrimonial. No dia 29 de março, foi realizada entrevista com o requerente
Aruildo Brojek, ocasião em que foram coletados seus dados pessoais,
endereço, informações familiares e documentação necessária para instrução
do procedimento, bem como esclarecidos detalhes sobre a condição de saúde
do curatelando, visando compreender a situação e reunir elementos para
fundamentação do pedido judicial.

O segundo caso atendido foi referente ao cliente João Henrique, o qual buscou
a curatela de sua avó. Contudo, apesar de tentativas realizadas pelo Núcleo,
não foi possível estabelecer contato com o requerente para agendamento e
realização da entrevista inicial, impossibilitando, até o momento, o
prosseguimento do atendimento e a coleta de informações e documentos
indispensáveis para eventual propositura da ação.

Dessa forma, verifica-se que as atividades desenvolvidas no estágio


contribuíram para a prática jurídica, especialmente no atendimento ao público e
na análise inicial de casos envolvendo curatela, demonstrando a importância
do Núcleo de Práticas Jurídicas na promoção do acesso à justiça e no suporte
jurídico à população em situação de vulnerabilidade.

2.2 CLIENTE 1

O primeiro atendimento realizado foi referente ao cliente Aruildo Brojek, que


procurou o Núcleo de Práticas Jurídicas solicitando orientação e suporte para
ajuizamento de pedido de curatela em favor de seu pai, o qual, segundo
relatado, sofre de depressão e esquizofrenia. No dia 29 de março foi realizada
entrevista com o requerente, ocasião em que foram coletados seus dados
pessoais, endereço, informações familiares e documentação necessária, além
de esclarecimentos sobre a situação de saúde do curatelando e a necessidade
de formalização do pedido judicial para garantir proteção e assistência
adequada.

2.3 CLIENTE 2

O segundo caso atendido foi referente ao cliente João Henrique, que buscou o
pedido de curatela de sua avó. Contudo, apesar das tentativas realizadas pelo
Núcleo, não foi possível entrar em contato com o requerente para
agendamento e realização da entrevista inicial. Dessa forma, não foi possível
dar continuidade ao atendimento, pois faltaram informações e documentos
essenciais para a elaboração da demanda judicial.
3. AUDIÊNCIAS

3.1 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUIZADO ESPECIAL CÍVEL

Processo nº: 0808821-47.2019.8.12.0110


Vara: 11ª Vara do Juizado Especial Central – Campo Grande/MS
Tipo de audiência: Audiência de Instrução e Julgamento
Data: 14/08/2019
Horário: 16h00

Partes:
Autora: Pricila Fátima de Souza
Ré: Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A.

Trata-se de audiência realizada em ação de indenização por danos morais


ajuizada pela autora em face da empresa ré, em razão de cancelamento de
voo e atraso excessivo, o que teria ocasionado diversos transtornos e prejuízos
à parte autora. A audiência ocorreu no dia 14 de agosto de 2019, às 16h00,
sendo conduzida pelo Juiz Leigo Davi Olegário Portocarrero Naveira. Após o
pregão, constatou-se a presença das partes e de seus representantes legais.

Aberta a audiência, foi renovada a proposta conciliatória e, após tratativas entre


as partes, restou firmado acordo. Nos termos do acordo, a empresa ré Azul
Linhas Aéreas Brasileiras S.A., por mera liberalidade, comprometeu-se a
disponibilizar à autora, através do e-mail informado nos autos, no prazo
máximo de 20 (vinte) dias úteis, o envio de 6 (seis) vouchers, sendo que cada
voucher corresponde a uma passagem de ida e volta, exclusivamente sob a
tarifa “Mais Azul”, para qualquer trecho doméstico regular operado pela
empresa, exceto multitrechos, com validade até 31/08/2020. Ficou estabelecido
que a autora deveria acusar recebimento do e-mail no prazo de 10 (dez) dias
úteis subsequentes, estando ciente de que deveria verificar caixa de entrada,
lixeira eletrônica e spam, bem como realizar alterações em seu e-mail para que
mensagens enviadas pelo domínio da empresa fossem consideradas
confiáveis.

Também ficou consignado que as opções referentes a destino, datas e horários


de ida e volta deveriam ser escolhidas no momento da reserva das passagens
pelo site, sendo que o voo estaria sujeito à disponibilidade de assentos e
regras tarifárias. O acordo estabeleceu ainda que não estariam incluídos
impostos, taxas adicionais de embarque ou serviços extras, sendo permitido o
uso de apenas um voucher por passageiro e por reserva, não dando direito a
acompanhante. Após o cumprimento do acordo, a parte autora concedeu plena
e geral quitação referente aos pedidos formulados na petição inicial.

Diante disso, foi determinada a extinção do feito com resolução de mérito, nos
termos do art. 487, inciso III, alínea “b”, do Código de Processo Civil. A decisão
foi publicada em audiência, sendo dispensado o prazo recursal, sem custas
processuais.
Quanto ao aspecto jurídico, verifica-se que o caso envolve relação de
consumo, aplicando-se o Código de Defesa do Consumidor, especialmente no
que se refere à responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços. Sobre o
tema, Carlos Roberto Gonçalves ensina que, nas hipóteses de
responsabilidade objetiva, não é necessária a comprovação de culpa, bastando
a demonstração do dano e do nexo causal, pois “a obrigação de indenizar
independe de culpa, fundamentando-se no risco criado pela atividade
desenvolvida”. (GONÇALVES, Carlos Roberto. Responsabilidade Civil. 17. ed.
São Paulo: Saraiva, 2019.)

A jurisprudência também é firme no sentido de que cancelamento de voo e


atraso significativo configuram hipótese de dano moral presumido. Nesse
sentido, destaca-se o entendimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do
Sul: “O cancelamento de voo e a demora considerável para acomodação do
passageiro em outro voo são causas configuradoras de dano moral, até porque
são presumidos nessa hipótese.” (TJMS – Apelação nº 0843577-
31.2013.8.12.0001, Rel. Des. Vilson Bertelli, julgado em 08/02/2017).

Assim, conclui-se que a audiência atingiu resultado satisfatório, pois houve


composição amigável entre as partes, solucionando o conflito de forma rápida e
efetiva, conforme o objetivo dos Juizados Especiais.

3.2 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUIZADO ESPECIAL CÍVEL

Processo nº: 0808780-80.2019.8.12.0110


Vara: 11ª Vara do Juizado Especial Central – Campo Grande/MS
Tipo de audiência: Audiência de Instrução e Julgamento
Data: 14/08/2019
Horário: 14h00

Partes:
Autores: Saulo Vieira Viana e Jennifer Estevam de Araújo
Ré: MB Engenharia SPE 024 S.A.

Trata-se de audiência de instrução e julgamento realizada em demanda


proposta pelos autores em face da empresa ré, envolvendo discussão acerca
de suposta falha na prestação de informações/publicidade do empreendimento
imobiliário, especialmente quanto à existência de área verde e trilha ecológica,
bem como demais aspectos descritos nos autos. A audiência ocorreu no dia 14
de agosto de 2019, às 14h00, sendo presidida pelo Juiz Leigo Davi Olegário
Portocarrero Naveira. Após o pregão, verificou-se a presença de ambas as
partes, acompanhadas de seus respectivos advogados e representante da
empresa requerida.

Aberta a audiência, foi renovada a proposta conciliatória, contudo, não houve


êxito na tentativa de conciliação, restando frustrada a possibilidade de acordo
entre as partes. Em seguida, a parte requerida juntou aos autos contestação e
documentos, enquanto a parte autora apresentou impugnação.
Na sequência, foi colhido o depoimento da preposta da empresa requerida, a
qual afirmou não saber informar como foi realizada a publicidade do
empreendimento antes da venda, bem como declarou desconhecer se houve
promessa de existência de área verde ou trilha ecológica no local. Também
afirmou não saber se materiais e fotografias constantes nos autos foram
utilizados na divulgação do empreendimento, bem como não soube dizer se os
condôminos possuíam acesso à área retratada em determinadas fotografias.
Além disso, afirmou desconhecer o motivo de constar no memorial descritivo a
existência de trilha ecológica.

Após o depoimento, as partes declararam não possuir outras provas a produzir


em audiência e apresentaram alegações finais de forma remissiva à petição
inicial e à contestação, respectivamente. Encerrada a fase instrutória, o Juiz
Leigo determinou a conclusão dos autos para sentença.

No aspecto jurídico, observa-se que o caso envolve possível responsabilidade


civil decorrente de alegada publicidade enganosa ou descumprimento da oferta
realizada pela empresa ré, tema frequentemente analisado sob a ótica do
Código de Defesa do Consumidor. Sobre o assunto, Carlos Roberto Gonçalves
ensina que “o dano moral não é a dor, a angústia, o desgosto, a aflição
espiritual, a humilhação, o complexo que sofre a vítima do evento danoso, pois
esses estados de espírito constituem o conteúdo, ou melhor, a consequência
do dano”, sendo relevante a violação a direito da personalidade para
configuração do dever de indenizar. (GONÇALVES, Carlos Roberto.
Responsabilidade Civil. São Paulo: Saraiva, 2006, p. 563-564).

Quanto à jurisprudência, é importante destacar entendimento consolidado de


que a publicidade integra o contrato e vincula o fornecedor, não podendo o
consumidor ser prejudicado pela ausência de entrega daquilo que foi
prometido. Nesse sentido, decidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo: “A
publicidade integra o futuro contrato firmado. Inteligência do artigo 37, caput e
§1º do CDC (...)” (TJSP – Apelação nº 1028082-85.2014.8.26.0114, 4ª Câmara
de Direito Privado, Rel. Des. Enio Zuliani, julgado em 25/09/2015).

Dessa forma, conclui-se que a audiência transcorreu regularmente, com


tentativa de conciliação frustrada, colheita de depoimento da parte requerida e
encerramento da instrução, ficando o feito concluso para sentença.

3.3 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA (CRIMINAL)

Processo nº: 0006464-94.2019.8.12.0800


Natureza: Auto de Prisão em Flagrante
Ocorrência nº: 1294/2019 e 1407/2019
Data: 12/08/2019
Horário: 08h00
Local: Sala de Audiências de Custódia – Fórum Heitor Medeiros
Partes:
Presos: Lucas Mendes de Souza Freitas; Ygor Toledo de Jesus; Mateus dos
Santos Rodrigues
Juiz de Direito: José de Andrade Neto
Ministério Público: Juliane Cristina Gomes
Defensor/Advogado: Ronald Calixto

Trata-se de audiência de custódia realizada em razão de Auto de Prisão em


Flagrante envolvendo os conduzidos Lucas Mendes de Souza Freitas, Ygor
Toledo de Jesus e Mateus dos Santos Rodrigues. A audiência ocorreu no dia
12 de agosto de 2019, às 08h00, sendo presidida pelo Juiz de Direito José de
Andrade Neto, com a presença do Ministério Público, representado por Juliane
Cristina Gomes, e da defesa técnica, exercida pelo advogado Ronald Calixto.

Instalada a audiência, o magistrado entrevistou os autuados, conforme


determina o art. 8º da Resolução nº 213/2015 do CNJ e o art. 5º, II, do
Provimento nº 352/2015 do TJMS, sendo a entrevista registrada por gravação
anexada aos autos. Em seguida, foi dada a palavra ao Ministério Público, que
se manifestou pela homologação do flagrante, considerando que o auto
encontrava-se formalmente em ordem. O órgão ministerial apontou que Lucas
Mendes de Souza Freitas foi preso em estado de flagrância, sendo indiciado
pela prática de furto qualificado, associação criminosa e corrupção de menores.
Também relatou que Ygor Toledo de Jesus e Mateus dos Santos Rodrigues
foram presos e indiciados por furto qualificado, associação criminosa,
corrupção de menores e coação no curso do processo.

O Ministério Público afirmou que estavam presentes os requisitos autorizadores


para conversão do flagrante em prisão preventiva, nos termos dos arts. 311,
312 e 313 do Código de Processo Penal, destacando a necessidade da medida
como forma de garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e
aplicação da lei penal. Ainda mencionou a existência de risco de reiteração
delitiva e destacou que as medidas cautelares diversas da prisão previstas no
art. 319 do CPP não seriam suficientes diante da gravidade dos fatos narrados.
Em relação ao preso Lucas Mendes de Souza Freitas, o Ministério Público
requereu o encaminhamento do autuado ao IMOL para exame de corpo de
delito, pois ele teria informado supostas agressões físicas praticadas por
policiais, além do envio de cópias ao GACEP para ciência e providências
cabíveis.

Após manifestação do Ministério Público, foi concedida a palavra à defesa, que


se manifestou conforme gravação anexada aos autos. Ao final, o magistrado
proferiu decisão reconhecendo que o flagrante estava formalmente em ordem,
com indícios suficientes de autoria e prova da materialidade, motivo pelo qual
homologou o auto de prisão em flagrante.

Na sequência, em atenção ao art. 310 do Código de Processo Penal, o juiz


analisou a necessidade de manutenção da custódia cautelar. Em relação ao
acusado Lucas Mendes de Souza Freitas, o magistrado considerou que ele
possuía antecedentes criminais desabonadores, além de já ter respondido por
diversos atos infracionais na adolescência e estar respondendo a outro
processo por furto. Diante disso, converteu a prisão em flagrante em prisão
preventiva. O juiz também decidiu que não seria necessário exame no IMOL,
pois não foi relatada situação de violência durante a audiência.

Quanto ao acusado Ygor Toledo de Jesus, o magistrado também considerou


que ele possuía antecedentes criminais desabonadores, com histórico de atos
infracionais e envolvimento em outros processos criminais, entendendo que
havia risco de reiteração delitiva, motivo pelo qual converteu o flagrante em
prisão preventiva, igualmente dispensando exame no IMOL.

Já em relação ao acusado Mateus dos Santos Rodrigues, o juiz destacou que


ele não possuía antecedentes criminais desabonadores, além de ter informado
possuir residência fixa e ocupação lícita. Dessa forma, concluiu que não havia
elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão preventiva e
concedeu liberdade provisória, condicionada ao cumprimento de medidas
cautelares, consistentes em comparecimento mensal em juízo, recolhimento
domiciliar a partir das 22h00 até às 06h00 do dia seguinte e proibição de
frequentar locais onde haja comercialização de bebidas alcoólicas. Foi
determinado que a cópia da decisão serviria como alvará de soltura e termo de
compromisso.

Por fim, o magistrado determinou a inclusão da audiência no relatório a ser


encaminhado ao CNJ, bem como o envio ao cartório distribuidor para
distribuição ao juízo competente, considerando que a análise ocorreu no
plantão judiciário. As partes presentes saíram intimadas, sendo dispensadas
assinaturas no termo. Assim, a audiência foi encerrada, permanecendo presos
preventivamente Lucas Mendes de Souza Freitas e Ygor Toledo de Jesus, e
sendo concedida liberdade provisória ao conduzido Mateus dos Santos
Rodrigues mediante condições fixadas pelo juízo.

Do ponto de vista jurídico, destaca-se que a prisão preventiva possui natureza


excepcional e somente pode ser decretada quando preenchidos os requisitos
previstos no art. 312 do Código de Processo Penal, devendo ser fundamentada
em elementos concretos que demonstrem a necessidade da medida. Nesse
sentido, Guilherme de Souza Nucci leciona que a prisão preventiva não deve
ser utilizada como antecipação de pena, mas apenas quando indispensável
para garantir a ordem pública, a ordem econômica, a conveniência da instrução
criminal ou assegurar a aplicação da lei penal, sempre mediante
fundamentação idônea. (NUCCI, Guilherme de Souza. Código de Processo
Penal Comentado. 17. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2020.)

Além disso, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende que a


prisão preventiva exige fundamentação concreta e não pode se basear apenas
na gravidade abstrata do delito. Nesse sentido: “A prisão preventiva deve ser
fundamentada em elementos concretos dos autos, sendo insuficiente a
gravidade abstrata do crime para justificar a segregação cautelar.” (STJ – HC
598.886/SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, 6ª Turma, julgado em
15/09/2020).
Dessa forma, verifica-se que o magistrado decidiu pela manutenção da prisão
cautelar de dois autuados com base em antecedentes e risco de reiteração
delitiva, e concedeu liberdade provisória ao terceiro conduzido, impondo
medidas cautelares diversas da prisão, demonstrando a aplicação do princípio
da proporcionalidade e da excepcionalidade da prisão preventiva no
procedimento de custódia.

3.4 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – AUDIÊNCIA COMUM CRIMINAL

Processo nº: 0000383-03.2017.8.12.0800


Data: 07/01/2017
Juíza de Direito: Thaís Garcia Gomes Tiago de Souza

Trata-se de audiência realizada no âmbito de Auto de Prisão em Flagrante. Na


ocasião, foi realizada a análise da legalidade da prisão em flagrante, bem como
a verificação da necessidade de manutenção da custódia do conduzido,
observando-se os requisitos legais previstos no Código de Processo Penal.

Aberta a audiência, foram colhidas informações sobre as circunstâncias do


flagrante, bem como analisados os elementos constantes no auto, visando
verificar a regularidade formal do procedimento, a existência de indícios de
autoria e prova da materialidade. Após manifestação das partes presentes, a
magistrada procedeu à apreciação dos requisitos previstos nos artigos 310 e
312 do CPP, avaliando a necessidade de decretação ou manutenção de prisão
cautelar, considerando aspectos como garantia da ordem pública, conveniência
da instrução criminal e aplicação da lei penal.

Ao final, foi proferida decisão judicial conforme os fundamentos analisados na


audiência, sendo registradas as determinações cabíveis e as providências
necessárias para continuidade do feito.

No aspecto jurídico, destaca-se que a prisão preventiva é medida excepcional,


devendo ser aplicada somente quando presentes os requisitos legais e quando
não forem suficientes medidas cautelares diversas da prisão. Sobre o tema,
Guilherme de Souza Nucci leciona que a prisão preventiva não pode ser
utilizada como antecipação de pena, mas apenas como instrumento necessário
para assegurar a efetividade do processo, desde que devidamente
fundamentada e baseada em elementos concretos. (NUCCI, Guilherme de
Souza. Código de Processo Penal Comentado. 17. ed. Rio de Janeiro:
Forense, 2020.)

A jurisprudência também entende que a prisão cautelar exige fundamentação


idônea, não podendo ser decretada com base apenas na gravidade abstrata do
delito. Nesse sentido: “A prisão preventiva deve ser fundamentada em
elementos concretos, sendo insuficiente a gravidade abstrata do crime para
justificar a segregação cautelar.” (STJ – HC 598.886/SP, Rel. Min. Rogerio
Schietti Cruz, 6ª Turma, julgado em 15/09/2020).
Assim, conclui-se que a audiência transcorreu regularmente, com análise da
legalidade do flagrante e apreciação da necessidade de manutenção ou não da
prisão, conforme critérios legais e constitucionais aplicáveis.

3.5 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO

Processo nº: 0025469-77.2016.5.24.0007


Vara: 7ª Vara do Trabalho de Campo Grande/MS
Tipo de audiência: Audiência de Instrução e Julgamento
Data: 29/03/2017
Horário: 10h12min

Partes:
Reclamante: Sergio Vieira Silva
Reclamadas: EQS Engenharia LTDA e Embratel TVSAT Telecomunicações
S.A.

Trata-se de audiência realizada nos autos de reclamação trabalhista ajuizada


por Sergio Vieira Silva em face das reclamadas EQS Engenharia LTDA e
Embratel TVSAT Telecomunicações S.A. A audiência ocorreu no dia 29 de
março de 2017, às 10h12min, na sala de sessões da 7ª Vara do Trabalho de
Campo Grande/MS, sob a direção do Exmo. Juiz do Trabalho Boris Luiz
Cardozo de Souza. Após a abertura, foram apregoadas as partes,
comparecendo o reclamante acompanhado de seu advogado, Dr. Wilson
Crepaldi Junior, OAB/MS nº 12482.

Durante a audiência, foram realizados os atos processuais pertinentes ao


prosseguimento do feito, com observância do contraditório e da ampla defesa.
Não havendo composição entre as partes, deu-se continuidade à instrução
processual, sendo analisados os pedidos formulados pelo reclamante e as
defesas apresentadas pelas reclamadas, conforme consta nos autos. Ao final,
a audiência foi encerrada com as devidas determinações para o regular
andamento do processo, permanecendo o feito em tramitação para apreciação
e julgamento.

No aspecto jurídico, ressalta-se que o processo do trabalho é regido pelos


princípios da simplicidade, celeridade e oralidade, sendo a audiência um dos
momentos centrais para produção de provas e tentativa de conciliação,
conforme dispõe a Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse sentido,
Maurício Godinho Delgado destaca que a audiência trabalhista possui papel
essencial na efetivação dos princípios trabalhistas, sendo espaço privilegiado
para tentativa conciliatória e para colheita de provas, garantindo a
concretização do contraditório e a busca da verdade real. (DELGADO, Maurício
Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. São Paulo: LTr, 2019.)

Quanto à jurisprudência, destaca-se entendimento consolidado do Tribunal


Superior do Trabalho acerca da responsabilidade subsidiária do tomador de
serviços em hipóteses de terceirização, especialmente quando demonstrada
culpa na fiscalização do contrato, conforme Súmula 331 do TST. Assim,
permanece pacífico que o inadimplemento das obrigações trabalhistas pela
empresa prestadora pode gerar responsabilidade subsidiária do tomador,
desde que configurada a culpa in vigilando. (TST – Súmula 331).

Dessa forma, conclui-se que a audiência transcorreu regularmente, com a


presença do reclamante e de seu patrono, realização dos atos necessários ao
andamento do processo e prosseguimento da instrução para posterior decisão
judicial.

3.6 RELATÓRIO DE AUDIÊNCIA – JUSTIÇA DO TRABALHO

Processo nº: 0025619-58.2016.5.24.0007


Vara: 7ª Vara do Trabalho de Campo Grande/MS
Tipo de audiência: Audiência de Instrução e Julgamento
Data: 29/03/2017
Horário: 08h30min

Partes:
Reclamante: Jonathas Rodrigues dos Santos
Reclamada: Facchini S/A

Trata-se de audiência realizada nos autos de reclamação trabalhista proposta


por Jonathas Rodrigues dos Santos em face da empresa Facchini S/A. A
audiência ocorreu no dia 29 de março de 2017, às 08h30min, na sala de
sessões da 7ª Vara do Trabalho de Campo Grande/MS, sob a direção do
Exmo. Juiz do Trabalho Boris Luiz Cardozo de Souza. Compareceu o
reclamante acompanhado de seus advogados, Dr. Jefferson Macilio Garcia
Machado (OAB/MS nº 15950) e Dr. Rodrigo Mendonça Duarte (OAB/MS nº
20802). Compareceu também o preposto da reclamada, Sr. Jefferson Martins
Ferreira, acompanhado da advogada Dra. Danielle Soares Fernandes
(OAB/MS nº 131949).

Aberta a audiência, foi realizada tentativa de conciliação, porém restou


recusada. Em seguida, passou-se à fase de instrução, sendo colhido o
depoimento pessoal do reclamante. Em seu depoimento, afirmou que trabalhou
na reclamada até março de 2015, não se recordando a data exata de início.
Informou que iniciou como assistente administrativo e, ao final do contrato,
atuava como vendedor externo, recebendo salário acrescido de comissões.
Declarou que utilizava veículo próprio para o trabalho e recebia semanalmente
valores referentes a combustível, não tendo sido pactuado aluguel pelo uso do
veículo, apenas o custeio do combustível. Relatou que não houve pressão
direta por parte da empresa, mas sim falta de suporte para realização das
atividades, o que gerava cobranças de clientes e causava estresse excessivo.
Afirmou que, em razão do estresse, desenvolveu distúrbios do sono,
necessitando de medicamentos, porém informou que não chegou a se afastar
do trabalho por esse motivo.
Posteriormente, foi colhido o depoimento pessoal da reclamada, na pessoa de
seu preposto, que confirmou que, quando o reclamante passou a exercer a
função de vendedor externo, utilizava veículo próprio para o desempenho das
atividades. Informou que nunca houve pactuação quanto ao pagamento de
aluguel pelo uso do veículo e que o acertado era apenas o ressarcimento das
despesas com combustível, mediante apresentação de notas fiscais.
Acrescentou ainda que, em caso de dano no veículo durante o serviço, como
pneu estourado, haveria ressarcimento mediante apresentação de recibos.

Após os depoimentos, as partes dispensaram a produção de outras provas,


sendo encerrada a instrução processual. Foram apresentadas razões finais de
forma remissiva. Em seguida, foi realizada nova tentativa de conciliação, porém
sem êxito. Ficou designada data para julgamento em 04/04/2017, saindo as
partes cientes, sendo a audiência encerrada às 08h55min.

No aspecto jurídico, destaca-se que a audiência trabalhista possui papel


fundamental no processo do trabalho, em razão da oralidade e da busca pela
solução célere do conflito, sendo também o momento adequado para produção
de provas e tentativa de conciliação. Sobre o tema, Maurício Godinho Delgado
ensina que a audiência é um dos pilares do processo trabalhista, pois
concentra atos processuais relevantes, privilegiando a simplicidade e a
efetividade na solução dos litígios trabalhistas. (DELGADO, Maurício Godinho.
Curso de Direito do Trabalho. 18. ed. São Paulo: LTr, 2019.)

Quanto à jurisprudência, o Tribunal Superior do Trabalho possui entendimento


consolidado no sentido de que o uso de veículo próprio pelo empregado pode
ensejar indenização quando comprovado que houve imposição da utilização e
ausência de ressarcimento adequado das despesas. Assim, é possível
reconhecer que o empregador deve arcar com os custos necessários à
execução do trabalho, sob pena de transferência indevida do risco da atividade
econômica ao empregado, conforme entendimento derivado do art. 2º da CLT
e da jurisprudência trabalhista predominante.

Dessa forma, conclui-se que a audiência transcorreu regularmente, com


tentativa conciliatória frustrada, colheita de depoimentos pessoais e
encerramento da instrução processual, ficando o feito concluso para
julgamento na data designada.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nas considerações finais, conclui-se que o estágio realizado no Núcleo de


Práticas Jurídicas de Guarapuava foi de grande importância para a formação
acadêmica, pois possibilitou a vivência prática da rotina jurídica e o contato
direto com demandas reais apresentadas pela comunidade. A experiência
contribuiu para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como
atendimento ao público, coleta de informações, organização documental e
análise inicial de casos.

Além disso, o acompanhamento de audiências em diferentes áreas do Direito


permitiu compreender de forma mais clara o funcionamento do Poder
Judiciário, a atuação das partes e dos operadores do Direito, bem como a
aplicação prática dos princípios processuais, como o contraditório, a ampla
defesa e a celeridade. Dessa forma, o estágio proporcionou aprendizado
significativo, aproximando a teoria estudada em sala de aula da prática
profissional, reforçando a importância do acesso à justiça e do papel social
exercido pelo Núcleo de Práticas Jurídicas.

6. CERTIFICADO DAS AUDIÊNCIAS

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