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COORDENAÇÃO CENTRAL DE LICITAÇÃO - CCL

COORDENAÇÃO DE ATUALIZAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO EM LICITAÇÃO - CAAL


- CAPACITAÇÃO -

NOÇÕES BÁSICAS DE LICITAÇÃO


1. OBJETIVO DO CURSO

Disseminar entre os servidores públicos noções de licitação, quais sejam: conceito, aplicações, procedimentos, modalidades e tipos, além das
atribuições e responsabilidades dos atores envolvidos e conhecimentos básicos relacionados às Leis aplicadas ao tema.

2. LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

• Constituição Federal de 1988;


• Decreto Federal 10.024/2019
• Lei de Responsabilidade Fiscal
• Lei Federal nº 10.520/2002;
• Lei Federal n° 8.666/1993;
• Lei Complementar Federal nº 123/2006 de ME e EPP;
• Lei Estadual n° 9.433/2005;
• Lei Estadual nº 11.619/2009 de ME e EPP;
• Decreto Estadual nº 15.839/2015 – Valor Referencial.
Referencial

3. LICITAÇÃO

3.1. Conceito

Licitação é o procedimento administrativo composto de atos sequenciais,


sequenciais, ordenados e interdependentes, mediante os quais a Administração
Pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse, devendo ser conduzida em estrita conformidade comc a lei, com
os princípios constitucionais e aqueles que lhes são
são correlatos. Conforme dispõe o inciso XXI, do art. 37, da Constituição Federal de 1988, a
licitação é obrigatória para todas as entidades públicas, autárquicas, fundacionais e igualmente, para as paraestatais, sendo dispensada
apenas nos casos previstos em lei.

O princípio de licitar está intimamente ligado aos princípios da indisponibilidade e supremacia do interesse público que são princípios
norteadores da atividade estatal. O fato de ter sido alçado ao status de princípio constitucional é de extrema importância
i para a análise do
procedimento licitatório dentro do ordenamento jurídico.

4. PRINCÍPIOS QUE NORTEIAM O PROCESSO LICITATÓRIO

O art. 3º da Lei 9.433/05 (Lei de Licitações e Contratos do Estado da Bahia) ressalta que,
que a licitação destina-se
destina a garantir a observância do
princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração, com a observância dos princípios
pri básicos
da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da eficiência, da probidade administrativa, da vinculação ao
instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhe são correlatos. Vejamos cada um deles.

Princípios Constitucionais

4.1. Legalidade
Noções Básicas de Licitação

Na licitação desenvolvem-se atividades


ividades vinculadas, submetidas estritamente aos limites previstos na lei. A lei descreve de forma meticulosa
os atos a serem praticados, reduzindo o poder decisório do administrador ao mínimo.

Segundo o princípio da legalidade, a Administração Pública só pode fazer o que a lei permite, diferente do que acontece no âmbito das
relações privadas nas quais há a prevalência da autonomia da vontade, facultando-se,
facultando se, aos particulares, a liberdade para fazer tudo o que a lei
não proíbe. Essas prescrições decorrem não só da Lei, mas também do Edital.

4.2. Impessoalidade Igualdade/Isonomia


gualdade/Isonomia

É a espinha dorsal da licitação. A observância do princípio da igualdade leva à impessoalidade. Proíbe-se


Proíbe a discriminação de qualquer
interessado, devendo sua escolha ser impessoal, pois todos são iguais. O Administrador Público deve agir em defesa dos interesses
int públicos
da coletividade e nunca em seu interesse pessoal ou de apenas alguns a quem pretenda favorecer, devendo zelar para que todos os
participantes da licitação concorram em igualdade de condições.

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4.3. Moralidade

O Princípio da Moralidade constitui pressuposto básico para a validade dos atos administrativos. Trata-se de uma moral jurídica, não de uma
moral comum. Ao legal, deve ser agregado o honesto e o conveniente aos interesses sociais e coletivos.

4.4. Publicidade

A licitação não é sigilosa, sendo públicos e acessíveis todos os atos de seu procedimento. A ampla publicidade da licitação, objetiva permitir o
conhecimento dos atos praticados, dando abertura para questionamento dos seus diversos aspectos. Ela se inicia com a notícia de sua
abertura, com a publicação do edital, até a publicação do resultado, incluindo-se, ainda, o exame da documentação e das propostas pelos
interessados, e o fornecimento de certidões de quaisquer peças, pareceres ou decisões com elas relacionadas.

A publicidade deve ser feita na Imprensa Oficial - veículo oficial de divulgação da Administração Pública, sendo para a União, o Diário Oficial da
União (DOU) e, para os Estados, DF e para os Municípios, o que for definido nas respectivas leis. No caso da Bahia: Diário Oficial do Estado
(DOE) e na internet através do site: [Link] e jornal de grande circulação quando for o caso.

4.5. Eficiência

Foi inserido através da Emenda Constitucional nº 19/1998 e consiste no resultado positivo das licitações.

Princípios Específicos

4.6 Igualdade/Isonomia
Deriva da CF, art. 37, XXI;
A administração deve zelar para que haja igualdade de condições entre todos os concorrentes;
Condição indispensável da existência de competição.

4.7 Ampla competitividade


Visa promover a participação, dando condições ao maior número de licitantes possível.

4.8 Vinculação ao Instrumento Convocatório

Princípio básico de toda licitação, segundo o qual o edital deve ser elaborado de acordo com o objeto a ser licitado, ficando o Administrador
e os licitantes vinculados aos critérios nele estabelecidos, quanto ao procedimento, às propostas, à documentação, ao julgamento e ao
contrato. De acordo com o art. 90, da Lei nº 9.433/05, a Administração não pode descumprir as normas e condições do edital, ao qual se
acha estritamente vinculada. Dessa forma, pode-se dizer que o edital é a lei interna da licitação.

4.9 Julgamento Objetivo

O julgamento objetivo decorre da observância do princípio da legalidade. Deve o julgamento ficar adstrito às normas fixadas no edital (arts.
91 a 97 da Lei de Licitações), possibilitando a aferição pelos licitantes e pelos órgãos competentes para o controle administrativo.
Em respeito a este princípio, é proibido o agente público avaliar as propostas, segundo critérios subjetivos não estabelecidos no instrumento
convocatório, desconsiderando-se qualquer oferta de vantagem não prevista no edital, sendo vedada, ainda, a aceitação de propostas que
apresentem preços irrisórios, incompatíveis com os praticados no mercado.

4.10 Adjudicação compulsória ao vencedor

Princípio imprescindível e indispensável no procedimento licitatório, este princípio assevera que, vencida a licitação, nasce para o vencedor o
direito subjetivo à adjudicação, isto é, a atribuição de seu objeto a quem venceu, não sendo possível atribuir a outrem o objeto da licitação.
Este princípio veda também que seja aberto outro processo licitatório com o mesmo objeto, enquanto válida a adjudicação anterior.
Entretanto, o direito do vencedor limita-se à adjudicação e não ao contrato imediato uma vez que a Administração Pública pode, de forma
Noções Básicas de Licitação

lícita, revogar ou anular o procedimento, ou ainda adiar o contrato, desde que ocorram motivos para tal. O que não é permitido é a
contratação de outrem enquanto válida a adjudicação.

4.11 Probidade Administrativa


Merece especial destaque o princípio da Probidade Administrativa, que é um dever geral de todo administrador público. A conduta dos
licitantes e dos agentes públicos tem de ser, além de lícita, compatível com a moral, a ética, os bons costumes e as regras da boa
administração.

4.12 Razoabilidade
Consiste em agir com bom senso, prudência, moderação, tomar atitudes adequadas e coerentes, levando-se em conta a relação de
proporcionalidade entre os meios empregados e a finalidade a ser alcançada, bem como, as circunstâncias que envolvem a pratica do ato.

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Princípios Correlatos

Pode-se arrolar entre os princípios correlatos, o que assegura a participação da sociedade na fiscalização das licitações. A Lei de Licitações
assegura a qualquer cidadão o direito de requerer à Administração Pública os quantitativos das obras e preços unitários de determinada obra
executada (art. 5º da Lei de Licitações), bem como, de impugnar o preço que se mostrar incompatível com o vigente no mercado (art. 33, § 6º).

5.0 Fases do Procedimento Licitatório

O processo licitatório possui duas fases distintas: a Interna e a Externa.

5.1 Fase Interna

A Fase Interna é a preparatória do procedimento licitatório, na qual se desenvolvem os atos iniciais, como a definição do objeto, os
preparatórios da convocação, as regras do desenvolvimento do certame e da futura contratação.

Esta fase é procedida internamente pela Administração Pública sem a participação efetiva de licitantes interessados. Portanto, durante a Fase
Interna da licitação, a Administração terá a oportunidade de corrigir as falhas porventura verificadas no procedimento, sem precisar anular
atos praticados. Exemplo: inobservância de dispositivos legais, estabelecimento de condições restritivas, ausência de informações necessárias,
entre outras faltas.

A Fase Interna do procedimento relativo às licitações públicas observará à seguinte sequência de atos preparatórios:

• Solicitação expressa do setor requisitante interessado, com indicação de sua necessidade;


• Elaboração do termo de referência, ou projeto básico, obrigatório em caso de obras e serviços;
• Definição da modalidade e do tipo de licitação a serem adotados;
• Estimativa do valor da contratação, mediante comprovada pesquisa de mercado, ou preços fixados pela Administração;
• Indicação de recursos orçamentários para fazer face à despesa;
• Verificação da adequação orçamentária e financeira, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF, quando for o caso;
• Aprovação da autoridade competente para início do processo licitatório, devidamente motivada e analisada sob a ótica da
oportunidade, conveniência e relevância para o interesse público;
• Portaria de designação da Comissão ou Pregoeiro/Equipe de Apoio;
• Publicação do Processo Licitatório.

5.1.1 Construção da Fase Interna do Processo Licitatório

Segundo o artigo 30 da Lei 9.433/05, nenhuma compra poderá ser efetuada sem a adequada caracterização de seu objeto e a indicação dos
recursos orçamentários para seu pagamento, sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa. Para proceder a
uma compra inicia-se sempre com a requisição do setor interessado, devendo o pedido conter a descrição do objeto de maneira clara e
precisa, a fim de assegurar o princípio da isonomia do processo licitatório. Deverão constar da abertura do processo, os seguintes
documentos:

a) Solicitação/Requisição do Objeto

É sempre a partir da necessidade, manifestada e justificada pelo agente público, através da solicitação/requisição do objeto, que a
Administração inicia o processo com vistas à futura contratação. O atendimento do referido requisito se faz pela resposta às seguintes
perguntas:

Por que precisa?


Qual o consumo previsto?
Qual quantidade precisa?
Como vai executar?
Noções Básicas de Licitação

b) Descrição do Objeto

O sucesso do processo licitatório está na capacidade de definir claramente e de forma precisa o objeto a ser adquirido, não se admitindo a
restrição injustificada que possa vir a afetar o princípio basilar da licitação. Deve-se buscar preservar a isonomia dos licitantes; dirigindo a
licitação para a qualidade, não aceitando qualquer produto. Lançar mão de boas práticas trará rotinas que simplificam processos, como
amostras, padronização e especificação. Lembrando sempre que todos os atos devem ser motivados, demonstrando a legalidade e
regularidade dos atos praticados.

Para definir o objeto da licitação, o administrador deve estar atento às peculiaridades do objeto e às diferentes exigências da Lei de
Licitações e Contratos Administrativos, na contratação de obras, serviços ou compras.
No caso de execução de obras e prestação de serviços, as licitações somente poderão ser realizadas quando houver projeto básico
devidamente autorizado pela autoridade competente e disponível para os interessados em participar do processo licitatório.

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c) Avaliação do custo pela Administração diante de orçamento detalhado

Valor estimado da contratação, calculado pela média aritmética dos valores apontados nas cotações de preço do mercado, realizadas junto, a
pelo menos, 03 (três) empresas ou preços publicados pela Administração.

As cotações devem ser solicitadas com base no termo de referência, ou seja, nas mesmas condições descritas para a contratação, e as
empresas pesquisadas deverão encaminhar suas cotações com clara indicação da empresa proponente e assinatura do responsável. Estas
propostas deverão ser juntadas ao processo.

d) Ordenador de Despesas

Tem como propósito assegurar à autoridade competente que as despesas geradas têm correspondente previsão orçamentária e financeira, e
que, não virão a comprometer o equilíbrio fiscal do Estado.

Com o advento da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, outras exigências foram impostas ao gestor público para promover licitações públicas,
em especial quando a despesa se referir à criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa.
Nesse caso, é condição necessária para a efetivação do procedimento licitatório a existência de estimativa de impacto orçamentário-financeiro
no exercício em que deva entrar em vigor a despesa e nos dois subsequentes (compra, serviço e obra: inciso I, art. 73; obra e serviço: inciso VI,
art. 11, da Lei 9.433/05, incisos I e II, §§ 1º, 2º e 4º, art. 16, da Lei de Responsabilidade Fiscal) e da declaração do ordenador de despesa de que
o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de
diretrizes orçamentárias.

e) Autorização para a Abertura do Procedimento Licitatório

Uma vez atendidas às condições anteriormente expostas, é que a contratação poderá ser implementada, sendo necessário, contudo, que a
autoridade competente autorize a deflagração do certame para que dê início ao processo de construção do ato convocatório/edital de
licitações.

Vale observar que, o autorizo da autoridade competente estará, contudo, respaldado na declaração do ordenador de despesas, responsável
por manter o equilíbrio das finanças do Estado. Confirmando esta exigência, apontamos os arts. 15 e 16, da Lei de Responsabilidade Fiscal,
que definem, com precisão, as condições para a geração de despesas pela Administração Pública.

f) Parecer da Assessoria Jurídica referente ao procedimento


O parecer jurídico, emitido pela Assessoria Jurídica, referente ao procedimento, tem como propósito assegurar que o edital e seus anexos
estejam aptos para serem publicados.

g) Designação da Comissão de Licitação ou Pregoeiro e Equipe de Apoio

Ato de designação da comissão de licitação ou do pregoeiro e da respectiva equipe de apoio (art. 72, §§ 3º e 5º - prazo de 02 anos; art. 74,
inciso III; pregão: art. 111, da Lei Estadual nº 9.433/05).

h) Lançamentos nos Sistemas

O processo licitatório será lançado no SIMPAS (módulo licitação) e, caso seja utilizada a modalidade pregão eletrônico, a licitação também
será lançada no sistema eletrônico adotado pelo Estado.

Após a verificação da regularidade do processo pela Assessoria Jurídica e os devidos lançamentos nos sistemas mencionados, deverão ser
preenchidos os campos necessários da minuta do edital.

i) Aviso de Publicação da licitação na imprensa oficial

Este ato, praticado pela comissão de licitação, determinará o início da fase externa do processo licitatório. Será emitido após receber a
Noções Básicas de Licitação

informação da Assessoria Jurídica de que o edital e a minuta do contrato foram concebidos na forma da lei, estando, portanto, aptos para
serem publicados.

O prazo legal para a publicidade da licitação deverá estar de acordo com a modalidade de licitação aplicada ao processo licitatório, devendo,
na contagem do prazo, ser excluído o dia do início e incluído o dia do final.

As formas de divulgação, disponibilização, esclarecimentos e impugnação, devem seguir as regras abaixo:

• Diário Oficial do Estado e no [Link] – até R$ 176.000,00;


• Diário Oficial do Estado, no [Link] e em jornal de grande circulação no Estado – acima de R$ 176.000,00.

Após a publicação do aviso da licitação na imprensa oficial, o edital de licitações não poderá ser alterado sem que sejam novamente
republicadas essas alterações, devendo ser aberto novo prazo para realização do ato licitatório quando essas modificações implicarem em
alteração das propostas.
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5.2 Fase Externa

A Fase Externa se inicia com a publicação do aviso, contendo o edital resumido ou a entrega e afixação do convite, ou, ainda, a publicação
deste, no momento em que o mercado e a sociedade passam a ter ciência do interesse da Administração Pública em licitar determinado
objeto. Para a instrução processual da fase externa, devem ser juntados aos autos, oportunamente, os documentos previstos no art. 74 da Lei
9.433/05.

Prevê o artigo 54 da Lei 9.433/05, que os avisos contendo os resumos dos editais de licitação deverão ser publicados, no mínimo, por 01 (uma)
vez no Diário Oficial do Estado e uma ou mais vezes em jornal diário de grande circulação no Estado e, sempre que possível, devem ser
disponibilizados nos meios eletrônicos de comunicação. Cada modalidade com os seus seguintes prazos mínimos de antecedência, até o
recebimento das propostas ou realização do evento.

Em resumo, a Fase Externa de todas as modalidades de licitação, compreende os seguintes passos, segundo a Lei Estadual 9.433/05 (arts. 78,
91 a 97):

• Fase Convocatória: divulgação, distribuição e esclarecimentos/impugnação do edital/convite.


• Fase Classificatória: julgamento das propostas – com base em critérios objetivos de preço.
• Fase Habilitatória: julgamento dos documentos de habilitação - Lei 9.433/05, arts. 98 a 102.
• Fase Recursal: recebimento, análise e decisão.
• Fases Homologatória e Adjudicatória (no pregão é o contrário!): ratificação atos praticados.

6. MODALIDADES DE LICITAÇÃO

A Lei nº 9.433/05 estabelece no art. 50, 06 (seis) modalidades licitatórias: concorrência, tomada de preços, convite, pregão, concurso e leilão.
Neste elenco, a Lei Estadual acrescentou ao rol da Lei Federal nº 8.666/93, o Pregão, como a sexta modalidade de licitação, introduzida, na
esfera federal, pela Lei 10.520/02.

6.1 Convite

É a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número
mínimo de 03 (três), pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos
demais cadastrados na correspondente especialidade.

O Convite será empregado para as contratações de pequeno vulto e foi definido pelo § 3º do art. 50 da Lei nº 9.433/05.
Será obrigatória a afixação do instrumento convocatório do convite, por cópia, em local apropriado para conhecimento de todos e sua
publicação na imprensa oficial.

Vale ressaltar que, havendo na praça mais de 03 (três) possíveis interessados, a cada novo convite realizado para objeto idêntico ou
assemelhado é obrigatória a convocação de, no mínimo, um novo interessado, enquanto existirem cadastrados não-convidados nas últimas
licitações, como dispõe o § 8º do art. 50 da Lei Estadual de Licitações.

O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou realização do evento será de 05 (cinco) dias úteis quando a licitação for do tipo “menor
preço” e 10 (dez) dias úteis para licitações do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”.

Limite de valores definidos pelo Decreto Estadual nº 18.489/2018:

• Compras e serviços até R$ 176.000,00 (cento e setenta e seis mil reais);


• Obras e serviços de engenharia até R$ 330.000,00 (trezentos e trinta mil reais).

6.2 Tomada de Preços


Noções Básicas de Licitação

É a modalidade de licitação entre interessados cadastrados ou não, desde que comprovem perante a comissão, na data e hora da abertura
da licitação, que atendem a todas as condições exigidas no edital para habilitação, observada a necessária qualificação e permitida à
exigência de documentação comprobatória da capacidade técnica e operacional específica do licitante. A acepção desta modalidade foi
prevista pelo § 2º da Lei Baiana de Licitações.

O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou realização do evento será de 15 (quinze) dias corridos, para licitação do tipo "menor
preço" e de 30 (trinta) dias corridos, quando a licitação for do tipo "melhor técnica" ou "técnica e preço".

Limite de valores definidos pelo Decreto Estadual nº 18.489/2018:

• Compras e serviços até R$ 1.430.000,00 (um milhão e quatrocentos e trinta mil reais);
• Obras e serviços de engenharia até R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais).

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6.3 Concorrência

É a modalidade de licitação que se faz pelo chamamento universal de quaisquer interessados que comprovem possuir os requisitos mínimos de
qualificação exigidos no Edital para a execução de seu objeto. É utilizada para contratações de grande vulto e de maior complexidade técnica.

Adota-se a Concorrência para compra de bens imóveis, para concessões de direito real de uso e para os registros de preços (conforme previsão
dos arts. 33, no § 2º e 53 da Lei nº 9.433/05), devendo também ser utilizada para a alienação de bens móveis ou imóveis, quando a
Administração não optar pelo leilão público, sendo que, para a alienação de bens imóveis dependerá da autorização prévia da Assembléia
Legislativa, exceto quando a aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento (vide inc. I do art. 34 do mesmo
diploma supramencionado).

O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou realização do evento será de 30 (trinta) dias para licitação do tipo "menor preço" e 45
(quarenta e cinco) dias, quando o contrato a ser celebrado contemplar o regime de empreitada integral ou quando a licitação for do tipo
"melhor técnica" ou "técnica e preço".

Limite de valores definidos pelo Decreto Estadual nº 18.489/2018:

• Compras e serviços acima de R$ 1.430.000,00 (um milhão e quatrocentos e trinta mil reais);
• Obras e serviços de engenharia acima de R$ 3.300.000,00 (três milhões e trezentos mil reais).

6.4 Concurso

É a modalidade de licitação que se faz pela convocação de quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico,
mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de regulamento próprio, ressalvados os
casos de inexigibilidade.

A Lei Baiana de Licitações define esta modalidade licitatória no § 5º do art. 50, estabelecendo ainda no § 7º do art. 72 que no Concurso, o
julgamento é realizado por comissão especial, composta por pessoas de reputação ilibada e reconhecido conhecimento acerca da matéria
em questão, servidores públicos ou não. O prazo mínimo até o recebimento das propostas ou realização do evento será de 45 (quarenta e
cinco) dias.
6.5 Leilão
É a modalidade de licitação utilizada para a venda de bens móveis ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para alienação
de bens imóveis, nos termos da Lei nº 9.433/05, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação, efetuado em sessão
presencial ou eletrônica, conforme conceitua o § 6º do art. 50 da referida Lei.

O Leilão poderá ser realizado por leiloeiro oficial ou servidor designado pela Administração (vide art. 52 da Lei nº 9.433/05 acerca do
processamento do Leilão). O prazo mínimo até o recebimento das propostas será de 15 (quinze) dias.

6.6 Pregão
É a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns, qualquer que seja o valor estimado da contratação, em que a disputa
pelo fornecimento é feita por meio de propostas escritas e lances verbais em uma única sessão pública (Pregão Presencial) ou por meio de
utilização de recursos de tecnologia da informação (Pregão Eletrônico).

Deve ser utilizado para aquisição de bens e serviços comuns (usual, habitual), cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser
objetivamente definidos no edital, sendo vedada a utilização para bens e serviços de engenharia, locações e alienações.

O prazo fixado, para a apresentação das propostas, contado a partir da publicação do aviso, não será inferior a 08 (oito) dias úteis.

7.0 TIPOS DE LICITAÇÃO

O art. 57 da Lei nº 9.433/05, define os tipos de licitação que se referem aos critérios de julgamento das propostas apresentadas pelos
licitantes. O rol enunciado pela referida norma é taxativo, não se admitindo que o instrumento convocatório estabeleça critérios diferentes.
Noções Básicas de Licitação

O edital deve instituir de forma objetiva qual o tipo de licitação que será utilizado. São eles:

Menor Preço – Este é o tipo de licitação, cujo critério de seleção da proposta mais vantajosa para a Administração, determina que, será
vencedor o licitante, o que apresentar a proposta de acordo com as especificações do Edital ou Convite e ofertar o menor preço. Entre os
licitantes considerados qualificados, a classificação se dará pela ordem crescente dos preços propostos.

Melhor Técnica – Licitação que se destina a selecionar a proposta melhor qualificada para a execução de uma técnica, ou a obter a
melhor qualidade técnica e adequação das soluções propostas para atingir determinado fim, e que alcance a maior valorização das propostas
técnicas e valorização mínima para as propostas de preço, permitindo a negociação das condições propostas.

Técnica e Preço – Visa à seleção da proposta que alcance a maior média ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço,
de acordo com os pesos preestabelecidos pelo ato convocatório.

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Serão utilizados os tipos Melhor Técnica e Técnica e Preço para serviços de natureza predominantemente intelectual, em especial na
elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e gerenciamento, engenharia consultiva em geral e, em particular, para a elaboração
de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos;
Como prevê as alíneas “a” e “b”, § 2º, do art. 58 da Lei nº 9.433/05, excepcionalmente, o tipo de licitação Melhor Técnica e Técnica e Preço
poderão ser adotados, mediante autorização expressa e motivada da autoridade competente da Administração para fornecimento de bens,
execução de obras ou prestação de serviços de grande vulto e alta complexidade tecnológica de domínio restrito ou para a adoção de soluções
alternativas e variações de execução por livre escolha dos licitantes.

Maior Lance ou Oferta – Entende-se como licitação de maior lance ou oferta a que objetiva a alienação de bens ou concessão de direito
real de uso. A alienação de bens, móveis ou imóveis, será executada através de concorrência pública ou leilão, enquanto a concessão de direito
real de uso será, obrigatoriamente, processada através da modalidade concorrência, ambos através da utilização do tipo maior lance ou oferta.

8. RESPONSÁVEIS PELA CONDUÇÃO DA LICITAÇÃO


São responsáveis pela condução da Licitação:

Comissão de Licitação – A Administração deve criar uma comissão, permanente ou especial, com a função de receber, examinar e julgar
todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes. Compete à comissão permanente de licitação
acompanhar todas as etapas do procedimento licitatório, sempre em ato público previamente designado, do qual será lavrada ata
circunstanciada da sessão. Conforme disposto nos §§ 3º e 5º, do art. 72, da Lei nº 9.433/05, as comissões de licitação, permanentes ou
especiais, serão compostas por, no mínimo, 03 (três) membros, sendo pelo menos dois deles servidores qualificados, pertencentes ao
quadro permanente do órgão da Administração responsável pela licitação, não podendo a investidura dos membros das comissões
permanentes exceder a 02 (dois) anos, vedada a recondução da totalidade dos seus membros para a mesma comissão no período
subsequente. No caso de convite, a comissão de licitação poderá, excepcionalmente, nas pequenas unidades administrativas e em caso de
exiguidade do pessoal disponível, ser substituída por servidor formalmente designado pela autoridade competente.

Pregoeiro(s) e Equipe de Apoio - De acordo com o art. 111, da Lei nº 9.433/05, compete à autoridade superior do órgão ou entidade
promotora da licitação a designação do pregoeiro e dos componentes da equipe de apoio para a condução do certame. Só poderá atuar
como pregoeiro o servidor que tenha realizado capacitação específica para exercer tal atribuição. Este deverá possuir conhecimento em
licitação, ter capacidade de decidir e de negociar, para que possa desempenhar as atribuições estabelecidas no art. 112, da Lei nº 9.433/05. A
equipe de apoio, conforme § 2º, do art. 111, da Lei nº 9.433/05, deverá ser integrada, em sua maioria, por servidores ocupantes de cargo
efetivo ou emprego da Administração, preferencialmente pertencentes ao quadro permanente do órgão ou entidade promotora do pregão,
para prestar a necessária assistência ao pregoeiro. Para a equipe de apoio não é obrigatório capacitação, mas é recomendável. Após
designação e publicação no Diário Oficial, do pregoeiro e da equipe de apoio, a autoridade competente deverá enviar oficio à Coordenação
Central de Licitação – CCL, solicitando emissão de senhas para acesso aos sistemas.

Noções Básicas de Licitação

1ª Edição - Janeiro / 2020


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