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RecCom U2

Apostila 2 de recursos computacionais

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Viviane Teixeira
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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EAD

Tecnologias da Informação
e da Comunicação e
suas Implicações
Pedagógicas 2
Prof.ª Ms. Alessandra Corrêa Farago
Prof. Ms. Randal Farago

1. OBJETIVOS
• Conhecer as especificidades das diferentes Tecnologias
da Informação e da Comunicação (TICs).
• Diferenciar as linguagens utilizadas pelas diversas tecno-
logias.
• Definir o conceito de audiovisual e seu uso em sala de
aula.
• Compreender e incorporar novas linguagens, desvelando
códigos, possibilidades de expressão e possíveis manipu-
lações.
• Reconhecer que o desenvolvimento das tecnologias da
comunicação acarreta transformações na sociedade con-
temporânea.
60 © Recursos Computacionais

2. CONTEÚDOS
• Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação.
• Veículos e linguagens do mundo contemporâneo.
• Tecnologias audiovisuais: TV e vídeo na escola.
• Processos de produção de vídeos com a filmadora.
• Câmera fotográfica.
• Rádio.
• Calculadora.
• Computador no processo de ensino-aprendizagem.

3. ORIENTAÇÕES PARA O ESTUDO DA UNIDADE


Antes de iniciar o estudo desta unidade, é importante que
você leia as orientações a seguir:
1) Nesta unidade, você aprenderá sobre as especificidades
das diferentes Tecnologias da Informação e da Comuni-
cação (TICs). Por isso, será interessante fazer uma leitura
complementar para ampliar seus conhecimentos a res-
peito dos recursos tecnológicos que podem ser utiliza-
dos em sala de aula para otimizar o processo de ensino-
aprendizagem. Assim, sugerimos os livros:
a) LEITE, L. S. (Coord.). Tecnologia educacional: descu-
bra suas possibilidades na sala de aula. Petrópolis:
Vozes, 2003.
b) SANDHOLTZ, J. H.; RINGSTAFF, C.; DWYER, D. C. Ensi-
nando com tecnologia: criando salas de aula centra-
das nos alunos. Porto Alegre: Artmed, 1997.
2) Antes de iniciar esta leitura, também será interessante
você conhecer os pesquisadores que fundamentam o re-
ferencial teórico utilizado nesta unidade. Dessa maneira,
apresentamos a seguir as biografias de José Manuel Mo-
ran e Fredric Michael Litto.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 61

José Manuel Moran


Doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo
(USP), é assessor da Faculdade Sumaré, em São Paulo,
e professor aposentado da USP.
Nascido na Espanha e naturalizado brasileiro, Moran é um
estudioso das formas de integração entre as tecnologias
de comunicação, especialmente a internet, na educação
presencial e a distância, dentro de uma visão humanista
e inovadora. Tem vários artigos e livros publicados sobre
comunicação pessoal, educação e tecnologias, onde pro-
cura integrar a visão humanista com a inovação tecnológi-
ca. Como ver televisão (1991) e Novas Tecnologias e Me-
diação Pedagógica (2000) são algumas de suas obras.
Nas décadas de 70 e 80 participou do Projeto Leitura Crítica da Comunicação,
da União Cristã Brasileira de Comunicação Social (UCBC), que orientava pais e
professores não só a analisar os meios de comunicação, principalmente a televi-
são e o jornal, como também a integrá-los com tecnologias e mídias na educação
(imagem e texto disponíveis em: <[Link]
ml?idEdicao=16&idCategoria=8>. Acesso em: 11 jan. 2012).

Fredric Michael Litto


Fredric Michael Litto possui graduação em Rádio-Televi-
são – University of California, Los Angeles (1960) – e dou-
torado em História do Teatro – Indiana University (1969).
Desde 1995 é presidente da Associação Brasileira de
Educação a Distância; Membro do Comitê Executivo do
ICDE – International Council of Open and Distance Lear-
ning –; e membro do Conselho Editorial das revistas cien-
tíficas: American Journal of Distance Education, Revista
Iberoamericana de Educación a Distancia, Advanced Te-
chnology and Learning, International Review of Research
in Open & Distance Learning; e Open Learning. Tem expe-
riência na área de Ciência da Informação, com ênfase em
Comunicação Mediada por Computadores, atuando principalmente nos seguin-
tes temas: educação a distância, aprendizagem, telemática, repositórios digitais
e novas formas de trabalhar (imagem disponível em: <[Link]
[Link]?Documento_ID=206>. Acesso em: 11 jan. 2012. Texto
adaptado do original, disponível em: <[Link]
[Link]?id=K4787785Y6>. Acesso em: 11 jan. 2012).

4. INTRODUÇÃO À UNIDADE
Como vimos na Unidade 1, o papel da escola é capacitar os
indivíduos para que exerçam plenamente sua cidadania. Assim, in-
serida na sociedade do conhecimento e da informação, a escola
deve estar aberta para incorporar novos hábitos, comportamen-
tos, percepções e demandas.

Claretiano - Centro Universitário


62 © Recursos Computacionais

Nesta unidade, conheceremos as especificidades das dife-


rentes Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), suas
potencialidades, limitações e implicações pedagógicas. Isso nos
levará a pensar sobre diferentes entendimentos que podemos ter
acerca das TICs, do seu papel e do seu uso no ambiente educacio-
nal.
Nosso objetivo é você entender que as TICs (televisão, in-
ternet, computador, DVD, lousa digital interativa, entre outras)
podem propiciar práticas pedagógicas significativas. Isso quer di-
zer que é necessária a criação de espaços de aprendizagem que
contemplem a autonomia, a problematização, o espírito reflexivo,
a criticidade e a tomada de decisão, entre outras habilidades im-
portantes, para a inserção na sociedade do século 21.
Prontos para esta inovadora proposta de ensino?

5. NOVAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA CO-


MUNICAÇÃO
É fato que hoje estamos, a todo minuto, nos benefician-
do dos avanços da tecnologia. Podemos observar que atividades
como assistir TV, utilizar o computador e a internet, retirar dinhei-
ro de um caixa eletrônico, viajar de avião, trem, carro ou ônibus,
fazer parte de uma rede social, como o Facebook ou o Orkut, são
situações cotidianas para muitos de nós.
Podemos notar que toda a sociedade utiliza a tecnologia na
medida em que a realização dessas atividades pressupõe a pre-
sença de aportes tecnológicos em algum estágio do seu processo,
ou seja:
1) na produção das mídias audiovisuais;
2) na produção do mercado editorial;
3) nas transações comerciais;
4) na produção de produtos de bens de consumo;
5) no sistema de telecomunicações.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 63

Segundo os PCNs, os aportes tecnológicos são:


[...] produtos da tecnologia, qualquer objeto criado para facilitar o
trabalho humano. Portanto, a roda, o machado, utensílios domés-
ticos, televisão, telefone, trator, relógio, são recursos tecnológicos,
assim como motores, engrenagens, turbinas, cabos e satélites.

Segundo Nakashima e Amaral (2006, p. 34):


A evolução da tecnologia se caracteriza pela crescente velocidade
e constante atualização das informações. A cada dia, inventores e
cientistas dedicam seu tempo na criação de objetos inovadores que
visam a facilitar a vida do ser humano ou simplesmente contribuir
para o consumismo. A proliferação de dispositivos digitais na atual
sociedade da informação, como MP3, celulares, câmeras fotográfi-
cas, palmtops, visual phones, dentre outros, visam oferecer maior
mobilidade, personalização e conectividade aos usuários. Esse
cenário está relacionado ao desenvolvimento das tecnologias da
informação e comunicação que, segundo Pretto (1995), ganham in-
cremento a partir do movimento de aproximação entre as diversas
indústrias da eletrônica, informática, entretenimento e comunica-
ção, objetivando o aperfeiçoamento dessas tecnologias e o aumen-
to das possibilidades de comunicação entre as pessoas.

As TICs tornam possíveis novas maneiras de organização da


vida humana, uma vez que propiciam múltiplas situações que de-
mandam novas possibilidades de atuação do homem sobre seu
contexto.
É fato que, há alguns anos, não existia a possibilidade de co-
municação on-line entre pessoas fisicamente distantes nem era
possível compartilhar instantaneamente imagens e acontecimen-
tos em vários lugares do mundo. Nesse sentido, também não era
possível conceber que uma pessoa pudesse aprender tendo como
interlocutor uma máquina, como é o caso da aprendizagem inter-
mediada pelo computador (MORAN, 2001).
Portanto, de acordo com Matos (2012), as Tecnologias da In-
formação e da Comunicação dizem respeito aos recursos tecnológi-
cos que permitem o trânsito de informações, os quais podem ser os
diferentes meios de comunicação (jornalismo impresso, rádio e tele-
visão, livros, computadores etc.). Apenas uma parte diz respeito aos
meios eletrônicos, que surgiram no final do século 19 e se tornaram

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64 © Recursos Computacionais

publicamente reconhecidos no início do século 20, com as primeiras


transmissões radiofônicas e de televisão, na década de 1920.
Essas transformações nos processos de produção de conhe-
cimentos e de comunicação geram mudanças bruscas na percep-
ção de mundo, nos valores, na consciência individual e nas formas
de atuação social. De acordo com os PCNs, isso também se forta-
leceu porque:
Os meios eletrônicos de comunicação [...] permitem a interação
com diferentes formas de representação simbólica – gráficos, tex-
tos, notas musicais, movimentos, ícones, imagens –, e podem ser
importantes fontes de informação, da mesma forma que textos,
livros, revistas e jornais da mídia impressa. Entrevistas, debates,
documentários, filmes, novelas, músicas, noticiários, softwares,
CD-ROM, BBS e Internet são apenas alguns exemplos de formatos
diferentes de comunicação e informação possíveis utilizando-se es-
ses meios.

Na escola, os meios eletrônicos e tecnológicos podem ser


usados para comparar, analisar e obter informações de diferentes
naturezas sobre fenômenos naturais, acontecimentos mundiais,
políticos e econômicos, períodos, autores e obras da literatura,
mudanças climáticas, aspectos históricos e geográficos, entre ou-
tros, por meio de uma apropriação ativa da informação que gere
novos conhecimentos.
As atividades pedagógicas que envolvem o uso do compu-
tador viabilizam a criação de espaços de aprendizagem onde os
alunos são capazes de realizar pesquisas, esclarecer dúvidas, fazer
antecipações, criar soluções, confirmar ideias prévias, experimen-
tar, argumentar, executar simulações, desenvolvendo diferentes
operações mentais.
Além disso, possibilitam a comunicação e interação entre
os indivíduos de diferentes lugares do mundo, por meio dos sis-
temas de comunicação interativos, como a internet, que disponi-
biliza sites de relacionamento (tais como Facebook, Orkut, Que-
pasa, Twitter, MySpace, Sonico etc.)e ferramentas síncronas de
comunicação (tais como MSN, Skype etc.).
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 65

Descobrindo o potencial educativo das TICs


Você, futuro educador, conhece experiências significativas
com o uso das novas TICs?
Poucos educadores reconhecem a potencialidade desses re-
cursos, e são muitos os fatores que contribuem para isso, entre os
quais, destacam-se:
1) dificuldade em captar recursos financeiros para atuali-
zação e manutenção dos equipamentos e capacitação
técnica dos professores;
2) pouco conhecimento e domínio técnico por parte dos
docentes na utilização das ferramentas tecnológicas;
3) dificuldade metodológica e técnica na criação de espa-
ços de aprendizagem colaborativa;
4) pouca ou nenhuma disponibilidade de equipamentos
nas escolas;
5) instalações precárias que inviabilizam o uso dos equipa-
mentos tecnológicos disponíveis.
Essa situação precisa ser mudada com urgência, uma vez
que há a necessidade de a escola atender às novas demandas que
contemplam os processos de transformação da sociedade.
Vamos conhecer agora alguns meios eletrônicos que poten-
cializam, complementam e aperfeiçoam o processo de ensino e
aprendizagem.
Todos ligados na TV!
Como já mencionamos, vivemos uma nova era, em que a
tecnologia amplia as possibilidades de acesso à informação e co-
municação por meio de recursos tecnológicos, como a televisão, a
internet, o telefone, entre outros, modificando nossa maneira de
aprender e de viver nos dias atuais.
Já não agimos mais como antigamente, época em que as
pessoas saíam às ruas ou às janelas de suas casas para obter infor-
mação e, assim, por meio de conversas, muitas vezes, informais,

Claretiano - Centro Universitário


66 © Recursos Computacionais

ficavam sabendo sobre o que estava acontecendo nas proximida-


des e em sua região.
Na atualidade, a janela em que as pessoas buscam suas in-
formações é a televisão. Por meio dela, é possível que saibam tudo
o que acontece em todos os lugares do mundo.
A televisão é o veículo de comunicação em que predomina o
entretenimento, o acesso à informação, a socialização e a publici-
dade, pensada segundo os interesses mercadológicos.
Por meio da TV, pessoas de diferentes gerações conhecem a
si mesmas, aprendem a consumir, descobrem sobre a cultura dos
povos e vislumbram distintos lugares do mundo.
Segundo os livros do MEC sobre Tecnologia da Informação e
da Comunicação (2006):
O conteúdo oferecido pelos programas televisivos passou a orien-
tar nossas vidas. Pessoas de todas as idades, condições econômi-
cas e níveis intelectuais começaram a viver "ligadas na televisão".
[...] Assumiram em suas vidas valores, hábitos e comportamentos
copiados dos personagens da televisão. [...] Não conseguem mais
viver distantes da televisão [...].
A televisão [...] aproxima-se cada vez mais da realidade cotidiana. O
sucesso de novos programas, como reality shows, mostra o quanto
a vivência cotidiana das pessoas alimenta o "show" oferecido pela
mídia. A ficção confunde-se com a realidade produzida no espaço
artificial dos cenários televisivos. Artistas e pessoas comuns vivem
um cotidiano totalmente documentado e exibido que desperta a
curiosidade geral do grande público [...].
Este é um dos maiores desafios para a ação da escola diante do que
é veiculado pela televisão na atualidade: viabilizar-se como espaço
crítico em relação às informações e às manifestações veiculadas
pela TV. Aos professores é designada a importante tarefa de refletir
com seus alunos sobre o que é apresentado pela televisão, suas po-
sições e problemas, reconhecer sua interferência no modo de ser e
de agir das pessoas e na própria maneira de se comportar diante do
seu grupo social, como cidadãos (adaptado de KENSKI, 2012).

Na sociedade de consumo, a TV, a internet, as vitrines, as


revistas e a moda geram um grande fluxo, convertendo a vida em
um show contínuo e as pessoas em espectadores permanentes.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 67

Como tais, nesse contexto, estamos sempre prontos a não atuar e


a não intervir, só consumir.
Em que medida nós, educadores, estamos tocados pela es-
petacularização e nos transformamos em espectadores do proces-
so de alienação de nossos alunos diante da sociedade de consumo
e do sensacionalismo e banalização das relações humanas (como
apresentadas nos reality shows na TV)?
Observe a Figura 1 e reflita sobre a questão: Qual a função
da escola diante de tal contexto?

Figura 1 A TV que informa ou deforma?

Para responder a esse questionamento, entendemos que a


função social da escola é desenvolver a capacidade analítica, sele-
tiva e crítica, levando os alunos a fazerem uma leitura ativa e re-
flexiva de tudo aquilo que assistem na TV. Para isso, a sala de aula
deve se tornar um ambiente de aprendizagem propício para dis-
cussões democráticas e críticas sobre o conteúdo oferecido pela
televisão, internet e outras TICs.
Além disso, a família também cumpre o papel de mediar e
discutir com seus filhos sobre tudo que é apresentado pelos dife-
rentes veículos de comunicação e interação. Entretanto, isso mui-
tas vezes não ocorre, e a escola precisa abraçar essa causa e alertar
crianças e jovens sobre as concepções e valores éticos, políticos,
sociais, estéticos, econômicos, morais, religiosos, entre outros que
adentram todos os dias nossas casas.
Acompanhe o texto, que ilustra essa questão:

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68 © Recursos Computacionais

Atividade construtivista––––––––––––––––––––––––––––––––
Um exemplo de atividade construtivista foi realizado por alunos de alfabetização,
com idade entre 6 e 7 anos, da Casa Escola do Rio Grande do Norte. [...] Após
terem participado de uma filmagem na escola, os alunos levantaram questões
sobre a forma de transmissão, a programação da televisão, como telejornais,
desenhos, propagandas e até mesmo a atitude dos pais diante da televisão. A
pesquisa levou-os a compreender diferentes aspectos relacionados com essa
mídia e a desenvolver o senso crítico diante da programação dos canais tele-
visivos. Os alunos visitaram a TV Universitária local, onde observaram de perto
a produção de programas e puderam debater sobre como produzir programas
educativos. O projeto foi concluído com uma exposição dos trabalhos produzidos
a respeito de suas descobertas.
No projeto descrito, poderia dar aos alunos a oportunidade de criar roteiros e
tomar a filmadora nas mãos, a fim de produzir seus próprios vídeos, de modo
que pudessem representar o significado de suas análises na mídia audiovisual.
Além disso, a articulação entre mídia audiovisual e impressa poderia expandir-se
para outras mídias, como o computador, para aprofundar as pesquisas e elaborar
novas produções, trocar idéias e experiências com alunos de outras escolas e
socializar suas descobertas em sites (adaptado de ALMEIDA, 2012).
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
A princípio, a programação convencional da TV não apresen-
ta, explicitamente, intencionalidade educativa. No entanto, o pro-
fessor poderá utilizá-la como fonte de informação para problema-
tizar os diferentes conteúdos curriculares por meio de situações
didáticas mais significativas e desafiadoras, nas quais a televisão
poderá ser uma ferramenta capaz de viabilizar a mobilização de
distintas operações mentais, como análise, comparação, identifi-
cação, observação, relação de informações e acontecimentos etc.
Nesse contexto, a escola deixa de ser uma instituição de re-
passe de informação para tornar-se lugar de construção do conhe-
cimento, de compreensão e de interpretação do pensamento. Ela
deve preparar os jovens para utilizarem com seletividade e criati-
vidade a televisão, bem como desenvolver com eles competências
para análise e crítica a partir de linguagens, comunicações, infor-
mações, produção e recepção.
Vejamos, a seguir, a utilização do texto audiovisual:
• Serve para apresentar informações a respeito de um as-
sunto a ser estudado em uma disciplina. Nesse caso, a
situação pedagógica deverá privilegiar as seguintes ope-
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 69

rações mentais: ver, compreender, relacionar, ouvir, fazer


anotações, argumentar, selecionar informações, interpre-
tar, memorizar etc.
• Serve como base para focalizar, propriamente, o uso da
língua portuguesa, assim como seu vocabulário, sua es-
trutura, o gênero oral, as escolhas de estilo, a variação
linguística, os dialetos etc.
E, então, como a televisão se comunica?
Segundo Moran (2012):
Os meios de comunicação desenvolvem formas sofisticadas multi-
dimensionais de comunicação sensorial, emocional e racional, su-
perpondo linguagens e mensagens que facilitam a interação com
o público. A televisão permite que primeiro o "sentimento" seja
expresso – "o que você sentiu", não o que você conheceu. As idéias
estão embutidas na roupagem sensorial, intuitiva e afetiva.

As mídias audiovisuais partem do visível, do concreto, do


imediato, mexendo com as sensações e os sentimentos por meio
de uma música envolvente, do close etc. Com isso, sentimo-nos
envolvidos com aquilo que estamos assistindo.
Leite (2003, p. 108) sugere que o professor pontue algumas
reflexões que podem ser feitas com os alunos a respeito dos meios
de comunicação em massa. Estas devem se pautar nas seguintes
indagações:
[...] de que modo os telejornais operam com as notícias?
O que há de implícito/explícito na estrutura narrativa da novela, do
outdoor, das campanhas publicitárias, dos filmes de sucesso?
Quais são os motivos da sedução exercida pelos videogames? Há
somente uma influência do consumismo?
Como analisar o fascínio pela linguagem fragmentada dos videoclips
ou dos anúncios publicitários ou dos realitys shows?

Isso nos oferece pistas para começar o trabalho na sala de


aula pelo lado afetivo, pelo sensorial, por aquilo que toca o aluno
antes que se fale de conceitos, de ideias e de teorias. Partir do ime-
diato para o mediato, da ação para a reflexão, do concreto para o

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70 © Recursos Computacionais

abstrato, da produção para a teorização – essa é a nova tendência


de inovação pedagógica para a escola.
Segundo Chiappini (2000), os professores devem realizar,
com seus alunos, a análise crítica dos telejornais, para refletir so-
bre diferentes aspectos que estão propositalmente dispostos nes-
ses programas. Tal processo de análise nos revela a não neutrali-
dade dos telejornais e a sua coerência com interesses ideológicos
marcados.
Chiappini (2000, p. 82) destaca alguns desses aspectos:
• As notícias ao serem editadas, muitas das vezes aparecem jogadas
e descontextualizadas, ou seja, relatam apenas o que aconteceu.
Não remetem o telespectador a uma marca de tempo, muito me-
nos levam-no a refletir sobre as múltiplas causas e conseqüências
dos fatos, seria como se estas últimas não existissem;
• Os telejornais são construídos segundo diferentes doses de su-
perficialidade, sensacionalismo, espetacularização do fato, serie-
dade ou polêmica;
• O telejornal, ao editar a notícia tornando-a concisa e facilmente
digerível, pode fabricá-la;
• As seqüências de más notícias são seguidas, ao final do telejornal,
de uma notícia agradável, que pode ir desde o entretenimento,
esportes até um sorriso de boa-noite de apresentador. Ora, não
seria por acaso tal sequência, assim o telejornal informa a popu-
lação, sem perder a sua credibilidade – indispensável à audiência,
porém alivia os sentimentos dos telespectadores de indignação,
revolta, desespero, tristeza, atenuados por uma notícia do tipo
"luz no fim do túnel" ou pelo humor que arrefece emoções e de-
sorienta o sentido de reflexão.

O que se constata é que precisamos analisar e refletir sobre


os meios de comunicação de massa como produtos culturais, con-
siderando suas consequências sociais e ideológicas.
A leitura crítica desses veículos de inculcação ideológica des-
mistifica a imparcialidade, credibilidade, veracidade e autoridade
que a TV e outros veículos de comunicação representam para to-
dos nós.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 71

Dessa forma, professores e alunos tornam-se telespectado-


res ativos, pesquisadores e analistas de tudo que é veiculado pelos
meios de comunicação de massa, podendo desvendar mecanismos
de produção da informação e suas reais intenções (LEITE, 2003).
E o DVD?
A grande vantagem do videocassete ou do DVD é permitir
que os programas ou filmes sejam transmitidos no momento de-
sejado, sendo possível, ainda, voltar, adiantar e interromper cenas,
se necessário. Além disso, os gravadores de DVDs servem para re-
produzir filmes e programas educativos transmitidos pela TV, com
o objetivo de assisti-los no momento em que o professor conside-
rar mais pertinente aos conteúdos que está trabalhando em sala
de aula.
Na escola, o DVD é usado para a reprodução de uma mídia
que pode ter sido gravada pelo professor ou fazer parte do acervo
de filmes de videolocadoras ou da própria escola. Outra possibi-
lidade é reproduzir vídeos produzidos pelos alunos por meio de
câmera filmadora na realização de diferentes atividades, tais como
produção audiovisual, apresentação teatral, pesquisas de campo
etc.
Com a utilização de DVDs ou CDs, é possível criar situações
de aprendizagem em que os alunos possam analisar, comparar, ob-
servar, questionar e inferir uma série de questões sobre diversos
assuntos.
A seguir, apresentamos um roteiro que pode ser pedido aos
alunos sobre o filme assistido.

Roteiro de análise de filme para os alunos–––––––––––––––––


Qual é o tema do filme? O que os produtores tentaram apresentar? Eles conse-
guiram passar a mensagem pretendida? Justifique sua resposta.
1) Do que você mais gostou no filme? Por quê?
2) Você aprendeu algo com esse filme? O quê?
3) Algum aspecto ou elemento do filme não foi compreendido?

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72 © Recursos Computacionais

4) Qual seu personagem favorito no filme? Por quê?


5) Qual o personagem de que você menos gostou? Por quê?
6) Descreva o uso das cores no filme. Elas enfatizam as emoções que os
realizadores tentaram evocar? Como você as usaria?
7) Analise o uso da música no filme. Ela conseguiu criar um clima correto
para a história? Como você a usaria?
8) Todos os eventos retratados no filme são reais e verdadeiros? Descreva
as cenas que você achou mais coerentes e fiéis à realidade.
9) Quais as sequências que parecem menos reais? Por quê?
10) Qual a síntese da história contada pelo filme?
11) Como a produção e a montagem do filme interferem na história conta-
da?
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
E a filmadora? De acordo com os Parâmetros Curriculares
Nacionais:
O uso da filmadora torna possível documentar cenas, ambientes,
acontecimentos da vida cotidiana escolar ou fenômenos ambien-
tais, que posteriormente podem ser utilizados para atividades de
observação, reflexão e análise. A videogravadora é um recurso para
criar imagens, simulando programas de televisão, produzindo um
audiovisual, uma encenação etc., o que permite a participação ati-
va do aluno, uma vez que exige o planejamento da situação que
será objeto da filmagem e a consideração de aspectos técnicos
(foco da câmera, ângulos e tempo de filmagem, luz e sombras na
cena etc.).

Vejamos agora as estratégias de utilização da TV, do vídeo e


da filmadora em sala de aula.
A escola precisa aproveitar o que está acontecendo na TV
e em outros meios tecnológicos e de comunicação, mostrando e
discutindo com os alunos os temas em questão, ajudando-os a
perceberem os aspectos positivos e negativos sobre os assuntos
debatidos em sala de aula.
O vídeo e a televisão são excelentes recursos para mobilizar
os alunos em torno de problemáticas, quando se deseja despertar
neles o interesse para trazer novas perspectivas de investigações
ou iniciar estudos sobre temas ou assuntos de determinados com-
ponentes curriculares.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 73

O livro do MEC sobre Tecnologia da Informação e da Comuni-


cação apresenta as seguintes reflexões, para que você exercite sua
criatividade e a interdisciplinaridade usando vídeos.
Veja os exemplos:
1) [...] tire o som de um programa e deixe que os alunos escrevam
os diálogos (aproveite para ajudá-los no domínio da língua por-
tuguesa, porque eles precisam conhecê-la para ter sucesso nos
vestibulares, nos concursos e nos empregos);
2) passe o início de um vídeo e peça que os alunos escrevam o
final, comparando as diversas produções dos estudantes com a
do filme;
3) se você, sua escola ou seus alunos tiverem câmera de vídeo,
incentive-os a produzir um roteiro e a realizar um filme, apre-
sentando-o aos colegas (uma produção desse tipo pode ser ob-
jeto de avaliação, em vez de uma prova);
4) se ninguém tiver câmera, peça aos alunos que dramatizem o
roteiro preparado, apresentando-o como uma peça de teatro
ou novela, incentivando-os na pesquisa, na elaboração, na ilu-
minação e na sonorização da peça;
5) analise com os alunos vídeos do ponto de vista do conteúdo,
iluminação, sonorização, figurino, recursos técnicos e roteiro;
[...] 7) escolha uma notícia importante e acompanhe sua apre-
sentação em três telejornais diferentes, observando formas de
abordagem e de aprofundamento em cada um deles (NEVES,
2008, p. 51).

Segreto (2012) apresenta dez sugestões de atividades com


vídeo:
1) Procure desenvolver a oralidade, estimulando os alunos a fa-
larem sobre o que viram no vídeo. No caso de filmes de ficção,
sugerir, por exemplo, que os alunos modifiquem o desfecho da
história, que criem outras falas para os personagens, que rela-
cionem a história com outras.
2) Solicite que os alunos façam associações das questões levan-
tadas pelo vídeo com o meio em que vivem (o bairro, a rua, a
escola, etc.). É importante incentivar o aluno a trazer suas ex-
periências para dentro da escola. Ao exprimir a emoção através
das palavras, o aluno articula, organiza o pensamento.
3) Pode-se dramatizar as cenas mais marcantes do vídeo. Estimule
a expressão musical, plástica e artística dos alunos.

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74 © Recursos Computacionais

4) Os vídeos podem gerar vários tipos de textos, como poesias,


narrativas, relatórios, etc. Os textos podem ser organizados em
jornais de sala de aula, etc.
5) Após assistir ao vídeo, observando os enquadramentos da câ-
mera, o professor pode solicitar aos alunos para representar ou
recriar os melhores momentos do vídeo.
6) Trabalhando com os sons. Chame a atenção para a música e
sons do ambiente apresentados no vídeo. Faça a experiência
de abaixar o volume do áudio e peça para os alunos recriarem
ritmos que traduzam o clima do vídeo, por exemplo, passagens
mais românticas, dramáticas, cômicas, suspense, terror.
7) Simule um tribunal de julgamento com todos os seus elemen-
tos: juiz, advogado de defesa, promotor, escrivão, jurados. As
idéias contidas no vídeo serão atacadas e defendidas neste tri-
bunal.
8) Pesquise você mesmo um pouco da televisão que os seus alu-
nos assistem. Compare as imagens dessa televisão cotidiana
com aquelas que você escolher para entrar na sala de aula. Dis-
cuta com outros professores este assunto e proponha ativida-
des conjuntas a partir das imagens.
9) Peça para os alunos uma pesquisa sobre os comerciais que co-
nhecem. Discuta aspectos estéticos, de conteúdo e a natureza
das escolhas dos alunos. Peça para os alunos criarem comer-
ciais e discuta os objetivos de suas criações.
10) Forme equipes de reportagens na classe para entrevistar pes-
soas da escola sobre algum tema suscitado pelo vídeo. A partir
das entrevistas, faça um jornal de sala de aula que poderá ser
apresentado em uma TV feita com caixa de papelão.

Como vimos até aqui, a TV tornou-se um recurso pedagógico


envolvente, com grande apelo sensitivo e emocional. Com isso, é
curioso conhecermos as inovações tecnológicas que essa mídia nos
oferece. Faça a leitura do excerto a seguir e vislumbre tal inovação.

Tela plana: o cinema em casa–––––––––––––––––––––––––––


Novas tecnologias nos trazem telas planas de grandes dimensões, qualidade e
luminosidade, juntamente com sistemas de sonorização ambiente com 5.1 canais
que fazem com que a experiência de assistir à TV se torne muito mais prazerosa e
imersiva. Em resumo, toda esta tecnologia veio nos proporcionar a possibilidade de
vermos TV sem ruídos ou fantasmas, com uma alta definição de imagem de mais
de 2 milhões de pontos, isto é, 6 vezes mais definição que a TV tradicional, áudio
com qualidade de DVD com 5.1 canais e com uma série de serviços interativos
agregados.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 75

A TVD nos dará a opção de vermos nossos programas prediletos em telefones


celulares, em assistentes eletrônicos pessoais (PDA), em ônibus, barcos e auto-
móveis. Isto é o que chamamos de portabilidade e mobilidade. Além do mais, a TV
poderá ter alta definição de imagem ou ter mais programas sendo exibidos no mes-
mo momento. A multiprogramação é uma opção para aumentar a segmentação e
diversificação da programação recebida em nossas casas (LUZ, 2012).
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Os gravadores de CD (Compact Disc)
Grande parte de nossos computadores apresentam gravado-
res de CD (para arquivos de áudio) ou DVD (para arquivos audiovi-
suais) é um equipamento para gravar ou reproduzir CDs ou DVDs,
que servem para guardar e transmitir informações de diversos ti-
pos (texto oral, música, histórias e entrevistas).
Além disso, hoje contamos com outros recursos de gravação
de áudio e imagem que são os aparelhos celulares ou gravadores
de voz (MP3 ou MP4).
Segundo Leite (2003, p. 80-81), com esses recursos "[...] o
professor e/ou aluno poderão fazer gravações de entrevistas, pa-
lestras, debates, músicas etc."
Segundo a autora, as gravações de áudio e/ou imagem po-
dem servir para:
• Documentar pontos importantes de um encontro ou entrevista;
• Servir de revista ou jornal falado, contendo relato de novos acon-
tecimentos, programas com especialistas em determinado con-
teúdo;
• Apresentar ou explicar situações-problema para serem solucio-
nadas pelo grupo;
• Documentar o desempenho de papéis em dinâmica de grupo
para posterior análise;
• Apresentar documentos históricos ou gravações de poesias;
• Utilizar a música popular, estudando suas letras e ritmo, para eli-
minar preconceitos dos alunos na área da Língua Portuguesa ou
em outras;
• Treinar a pronúncia e ouvir letras de músicas no estudo de Lín-
guas Estrangeiras;
• Apresentar entrevistas ou palestras;

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76 © Recursos Computacionais

• Desenvolver a capacidade de ouvir e interpretar;


• Desenvolver a atenção exercitando a capacidade de selecionar as
ideias principais, anotando-as e visualizando as explicações;
• Aperfeiçoar a expressão oral, pois o gravador permite ao aluno a
repetição, favorecendo uma auto-reflexão;
• Utilizar gravações musicais durante as aulas de criatividade em
redação, possibilitando clima emocional adequado à atividade
proposta, e/ou em atividades corporais e relaxamento (LEITE,
2003, p. 80-81).

Além do gravador e da fita sonora, conheceremos, a seguir,


outro recurso tecnológico simples, porém bastante interessante
para incrementar nossas aulas: a câmera fotográfica.
Câmera fotográfica
A máquina fotográfica permite o registro de cenas, ambien-
tes, acontecimentos da vida, entre outras informações visuais,
que, posteriormente, podemos analisar, lembrar, refletir, compa-
rar e observar o que foi produzido e registrado.
A câmera fotográfica também pode ser utilizada na escola
para levantar informações visuais sobre diferentes assuntos ou
temas, como folclore, poluição, saúde, questões ambientais, eco-
nômicas etc. Esses aportes visuais e imagéticos devem propiciar a
comparação de semelhanças, diferenças e mudanças ocorridas no
fato registrado.
Assim, a máquina fotográfica e as fotografias podem ser
utilizadas para a problematização de conteúdos. Por exemplo, é
possível pedir que os alunos tragam fotos de pontos históricos da
cidade ou de pessoas em diferentes estágios da vida, ou imagens
de pontos de referência para fornecer índices de determinado per-
curso.
A seguir, você conhecerá um pouco sobre o rádio, outra TIC
interessante para ser utilizada no trabalho pedagógico da escola,
porém pouco explorada pelos professores, por desconhecerem
suas possibilidades de utilização.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 77

Rádio
Antes do advento da televisão e da internet, a maioria das
pessoas informava-se e entretinha-se com o rádio, um meio de co-
municação importante, cuja característica é a emissão de textos
sonorizados, palavras, músicas, efeitos sonoros etc. O rádio é um
veículo democrático e de fácil acesso, pois permite que as pessoas
ouçam aquilo que é veiculado, enquanto realizam outras tarefas
simultaneamente.
Segundo os PCNs:
O rádio na escola pode ser usado para desenvolver uma atitude
que possibilite uma escuta reflexiva e crítica: identificar, selecionar,
relacionar, imaginar a partir da audição. Ajuda, também, desen-
volver capacidades e habilidades de expressão oral e escrita por
meio de propostas de elaboração, produção e realização de proje-
tos para rádio na escola (simulação de programas musicais, entre-
vistas, noticiários e outros), que exigem características específicas
da linguagem radiofônica. É possível, ainda, aproveitar a variedade
temática das transmissões radiofônicas para abordar questões da
vida cotidiana, como sexo, drogas, preconceitos e estereótipos, que
podem contribuir diretamente para a formação dos alunos.

Leite (2003) afirma que programas de rádio podem ser simu-


lados em aula, fazendo uso de gravações em fita sonora ou CD. O
professor pode ajudar os alunos a planejarem e realizarem progra-
mas variados para sua turma ou para sua escola.
Ainda de acordo com a autora, o rádio pode ser utilizado
como veículo para a educação formal e de aperfeiçoamento de
conhecimentos.
Para isso, sua programação deverá fornecer elementos que permi-
tam a compreensão, a problematização e a estimulação do pensa-
mento crítico. Por outro lado, possui limitações, como a unilatera-
lidade, a comunicação fugaz e irreversível e a ausência de imagens
estas limitações podem ser minimizadas com a atuação organizada
do professor, que deverá dinamizar a informação, retificando, ra-
tificando, ampliando ou criticando a mensagem, com a utilização,
por exemplo, de recursos destinados a ilustrar os assuntos tratados
(LEITE, 2003, p. 93).

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78 © Recursos Computacionais

Calculadora
A calculadora é outro importante recurso utilizado em nos-
so dia a dia, que pode ser usada, também, como instrumento de
aprendizagem para potencializar a aprendizagem dos conteúdos
que envolvem o raciocínio lógico (como, por exemplo, os mate-
máticos), uma vez que favorece o desenvolvimento de estratégias
para a resolução de situações-problema.
Segundo os PCNs, o uso das calculadoras na escola deve ser
mediado pelos professores que devem orientar os alunos a utilizá-
las apenas em determinadas situações. Por isso, ela não substitui o
cálculo mental e escrito, uma vez que estes estarão presentes em
muitas outras situações.
Computador
O computador é um instrumento de mediação, desde que
possibilite estabelecer novas relações para a construção do conhe-
cimento e de novas formas de atividade mental. A abordagem des-
se recurso se destaca das demais na abrangência e no detalhe, em
virtude do caráter recente da sua utilização nas escolas. O que se
pretende é chamar a atenção para as potencialidades educativas
do meio informático.
Segundo Leite (2003, p. 73), computador "é um equipamento
que recebe, guarda, manipula e emite dados e símbolos". Portan-
to, seu uso possibilita a interação e a produção de conhecimento
no espaço e no tempo, por meio dos recursos da telemática que se
refere à integração das telecomunicações e da informática, como,
por exemplo, fax-modem, videotexto, telefonia digital e outros.
O computador ainda possibilita distintas possibilidades de
comunicação e interação, produção e recepção de informações:
comunicação entre usuários mediada pelo computador, entre o
computador e seus usuários e entre computadores interligados.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCNs):
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 79

O uso do computador permite criar ambientes de aprendizagem


que fazem surgir novas formas de pensar e aprender, pois ele:
1) favorece a interação com uma grande quantidade de infor-
mações, que se apresentam de maneira atrativa, por suas
diferentes notações simbólicas (gráficas, lingüísticas, sono-
ras etc.). As informações são apresentadas em textos in-
formativos, mapas, fotografias, imagens, gráficos, tabelas,
utilizando cores, símbolos, diagramação e efeitos sonoros
diversos;
2) pode ser utilizado como fonte de informações. Existem inú-
meros softwares que oferecem informações sobre assuntos
em todas as áreas de conhecimento. Além disso, é possível
utilizar a Internet como uma grande biblioteca sobre todos
os assuntos. Algumas pessoas descrevem a Internet como
um tipo de repositório universal do conhecimento;
3) possibilita a problematização de situações por meio de pro-
gramas que permitem observar regularidades, criar solu-
ções, estabelecer relações, pensar a partir de hipóteses etc.;
4) favorece a aprendizagem colaborativa, pois permite a inte-
ração e a colaboração entre alunos (da classe, de outras es-
colas ou com outras pessoas) no processo de construção de
conhecimentos, em virtude da possibilidade de comparti-
lhar dados pesquisados, hipóteses conceituais, explicações
formuladas, textos produzidos, publicação de jornais, livros
e revistas produzidos pelos alunos, utilizando um mesmo
programa ou via Internet;
5) favorece aprendizagem ativa controlada pelo próprio alu-
no, já que permite representar idéias, comparar resultados,
refletir sobre sua ação e tomar decisões, depurando o pro-
cesso de construção de conhecimentos;
6) motiva os alunos a utilizarem procedimentos de pesquisa
de dados que manualmente requerem muito mais tempo e
dedicação;
7) oferece recursos rápidos e eficientes para realizar cálculos
complexos, transformar dados, consultar, armazenar e trans-
crever informações, o que permite dedicar mais tempo a ati-
vidades de interpretação e elaboração de conclusões;
8) permite simular reações químicas e físicas, operações ma-
temáticas etc.;
9) permite uma atividade que coloca o aluno diante do com-
putador como um manipulador de situações que imitam
ou se aproximam de um sistema real ou imaginário;

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80 © Recursos Computacionais

10) oferece recursos que permitem a construção de objetos


virtuais, imagens digitalizadas, e que favorecem a leitura e
construção de representações espaciais;
11) permite múltiplas revisões e correções, entre a primeira
versão e a última, devido à facilidade para modificar o tex-
to, o gráfico ou o desenho, por meio de Processadores de
texto;
12) possibilita que os alunos tenham outros interlocutores para
suas produções, por meio de BBS ou Internet, em várias
formas de comunicação: correio eletrônico, salas de bate-
papo ou Chat.

No próximo tópico, apreciaremos uma inovação tecnológica


que vai dar vida ao tão famoso quadro de giz: a lousa digital intera-
tiva (Figura 2), capaz de viabilizar a problematização de conteúdos
e possibilitar que o professor apresente demonstrações, vídeos de
animação e outras ações, por meio da interatividade com as ativi-
dades propostas no quadro. Vamos conhecê-la?

Lousa digital interativa

Figura 2 Funcionamento da lousa digital interativa.

A lousa digital interativa é uma ferramenta de apresentação


que viabiliza a inserção da linguagem audiovisual no texto de sala
de aula. Para ela funcionar, é necessário que esteja conectada à
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 81

Unidade Central de Processamento (CPU) de um computador. To-


das as imagens visualizadas no monitor são projetadas para o qua-
dro por meio de um projetor multimídia.
Por meio da tecnologia Digital Vision Touch (DViT), a super-
fície desse quadro se torna sensível ao toque. Assim, ao tocar com
o dedo na lousa, professores e alunos realizarão funções que pro-
piciam a interatividade com as atividades propostas no quadro. O
toque com o dedo executa ações diretamente no quadro e cumpre
as mesmas funções do mouse, ou seja, escolher opções de ações,
abrir ou fechar programas, realizar tarefas e, até, desenhar. Desse
modo:
Quando se observa a lousa digital é possível perceber as suas seme-
lhanças em relação à lousa tradicional e à televisão, que são equi-
pamentos muito conhecidos, tanto para os professores, como para
os alunos. Ao se pensar na utilização de uma tecnologia inovadora
nos processos educativos, verifica-se uma familiaridade maior com
a lousa digital, devido ao intenso contato que se tem com a televi-
são e a lousa tradicional, o que facilitaria a sua integração nas ati-
vidades pedagógicas desenvolvidas em sala de aula (NAKASHIMA;
AMARAL, 2012, p. 36).

O professor pode, com a utilização da lousa interativa, aces-


sar sites, desenhar, escrever, editar, gravar os arquivos de tudo que
foi escrito e realizado na lousa durante a aula e enviar por e-mail
aos alunos, além de poder utilizar o que foi salvo em arquivo em
outra aula.
Isso só será possível se houver um notebook capaz de ar-
mazenar informações, como imagens, textos ou vídeos, para que
sejam apresentados na lousa digital.
É importante saber que:
Há também a opção de utilizar acessórios, como canetas especí-
ficas que possuem uma ponta de borracha, juntamente com um
apagador especial que não danifica a superfície do quadro. As ca-
netas ficam em um suporte integrado à lousa e cada uma delas pos-
sui uma "tinta eletrônica" nas cores: azul, vermelho, preto e verde.
Ao retirar uma delas do suporte há sensores ópticos que detectam
automaticamente a escolha da cor da caneta e os traços que forem
feitos na lousa serão da cor correspondente.

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Para que os traços saiam da forma desejada é necessário ter firme-


za no traçado, tendo o cuidado para não apoiar a mão no quadro,
evitando que essas marcas indesejadas fiquem registradas. Para
apagar aquilo que foi escrito na lousa, basta retirar o apagador do
suporte e movimentá-lo suavemente sobre as anotações, que au-
tomaticamente serão apagadas. É importante ressaltar que a lousa
digital sempre reconhece o último acessório retirado do suporte
(NAKASHIMA; AMARAL, 2012, p. 37).

Na Figura 3, veja um exemplo de utilização da lousa digital


interativa.

Figura 3 Utilização da lousa digital interativa.

As propostas didáticas que utilizam as TICs como instrumen-


tos de aprendizagem devem ser complementadas e integradas
com outras propostas de ensino.
Para garantir a inovação pedagógica e as aprendizagens sig-
nificativas, o professor precisa considerar os conhecimentos pré-
vios dos alunos no que diz respeito aos recursos tecnológicos e
ao conteúdo que será estudado, além de organizar as situações
didáticas em função do nível de conhecimento dos alunos.
Segundo Leite (2003, p. 74), o computador pode ser utiliza-
do em sala de aula como:
• instrutor, para ensinar um determinado conteúdo;
• colega, nos jogos e programas interativos;
• orientador, quando corrige e analisa trabalhos dos alunos;
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 83

• ferramenta, ao fazer simulações, concretizar experiências, aces-


sar e armazenar informações;
• meio de comunicação, através da utilização de redes internas de
computadores, correios eletrônicos (e-mails), redes sociais (Twit-
ter, Facebook, Orkut);
• catálogo ou banco de dados, ao realizar uma pesquisa escolar
que deverá guardar bibliografias, trechos de artigos e livros, e
anotações a serem utilizadas durante o trabalho de pesquisa;
• processador de texto, para digitar e imprimir o trabalho produzi-
do durante a pesquisa;
• ferramenta de busca de informações por meio de softwares ou
internet.

Vale ressaltar que o uso dos aportes tecnológicos existentes


não é condição sine qua non para garantir o sucesso da aprendiza-
gem de nossos alunos. Por isso, faz-se necessária a criação de am-
bientes de aprendizagem para que os alunos sejam capazes de:
1) problematizar situações;
2) ter iniciativa na execução de atividades;
3) trabalhar em grupo, compartilhando tarefas;
4) ter possibilidades para corrigir erros;
5) criar soluções pessoais e coletivas.
Além disso, quando o professor utiliza uma ferramenta tec-
nológica como recurso pedagógico ou como fonte de informação
para as situações didáticas criadas em sala de aula, ele possibilita
que os alunos desenvolvam habilidades e atitudes para se relacio-
nar com elas na vida, por meio das práticas sociais que permeiam
a necessidade de utilização de tais recursos.

6. TEXTO COMPLEMENTAR
Nesta unidade, estudamos alguns recursos tecnológicos que
podem ser utilizados para dinamizar o processo de ensino-apren-
dizagem e trazer para mais perto de nossos alunos tais tecnolo-
gias, para que eles as dominem e possam se perceber inseridos
nas práticas sociais que são permeadas pelos recursos midiáticos.

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84 © Recursos Computacionais

Diante disso, José Manuel Moran (2012) traz informações re-


levantes de como os vídeos podem facilitar o processo de ensino-
aprendizagem. No texto a seguir, observe o que o pesquisador fala
em uma entrevista dada ao portal do MEC.

A linguagem do vídeo e da TV–––––––––––––––––––––––––––


As linguagens da TV e do vídeo respondem à sensibilidade dos jovens e da grande
maioria da população adulta. São dinâmicas, dirigem-se antes à afetividade do que
à razão. As crianças e os jovens lêem o que podem visualizar, precisam ver para
compreender. Toda a sua fala é mais sensorial-visual do que racional e abstrata.
Lêem nas diversas telas que utilizam: da TV, do DVD, do celular, do computador,
dos games.
Os vídeos facilitam a motivação, o interesse por assuntos novos. Os vídeos são
dinâmicos, contam histórias, mostram e impactam. Facilitam o caminho para ní-
veis de compreensão mais complexos, mais abstratos, com menos apoio sensorial
como os textos filosóficos, os textos reflexivos.
Os vídeos também são um grande instrumento de comunicação e de produção.
Os alunos podem criar facilmente vídeos a partir do celular, do computador, das
câmaras digitais e divulgá-los imediatamente em blogs, páginas da web, portais de
vídeos como o YouTube.
Os computadores e celulares deixaram de ser apenas ferramentas de recepção.
Hoje, são também de produção. Uma criança pode tirar fotos ou fazer vídeos com
um celular e publicá-los na internet. Professores e alunos podem ter acesso a
inúmeros vídeos prontos e assisti-los no momento ou salvá-los para exibição pos-
terior. Ao mesmo tempo, todos podem editar, produzir e divulgar novos conteúdos
a partir do computador ou do celular. Entramos numa nova era da mobilidade e da
integração das tecnologias, como nunca antes foi possível (MORAN, 2012).
Ao ser questionado sobre como utilizar os vídeos na sala de aula, Moran apre-
sentou alguns argumentos contundentes para viabilizar essa utilização. Acom-
panhe:
Os vídeos podem ser utilizados em todas as etapas do processo de ensino e
aprendizagem. Os principais usos são:
Para motivar, sensibilizar os alunos – É do meu ponto de vista, o uso mais impor-
tante na escola. Um bom vídeo é interessantíssimo para introduzir um novo assun-
to, para despertar a curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitará o
desejo de pesquisa nos alunos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria.
Para ilustrar, contar, mostrar, tornar próximos temas complicados – O vídeo pode
ajudar a tornar mais próximo um assunto difícil, a ilustrar um tema abstrato, a visi-
bilizar cenários de lugares, eventos, distantes do cotidiano. Hoje, é muito mais fácil
do que antes encontrar e visualizar vídeos sobre qualquer assunto importante na
internet, em portais como o YouTube, por exemplo.
Como vídeo-aulas – Alguns vídeos trazem assuntos já preparados para os alunos,
já estão organizados como conteúdos didáticos. Utilizam técnicas interessantes
de manter o interesse, como dramatizações, depoimentos, cenas de filmes, jogos,
tempo para atividades. Podem ser adequados para que o professor não tenha que
explicar determinados assuntos. O professor age a partir do vídeo, com questiona-
mentos, problematização, discussão, elaboração de síntese, formas de aplicação
no dia-a-dia. Esses vídeos podem ser disponibilizados no portal da escola e os
alunos podem acessá-los fora da sala de aula também.
© U2 – Tecnologias da Informação e da Comunicação e suas Implicações Pedagógicas 85

Vídeo como produção individual ou coletiva – As crianças adoram fazer vídeo e a


escola precisa incentivar o máximo possível a produção de pesquisas em vídeo
pelos alunos. A produção em vídeo tem uma dimensão moderna, lúdica. Moder-
na, como um meio contemporâneo, novo e que integra linguagens. Lúdica, pela
miniaturização das câmaras, que permite brincar com a realidade, levá-las junto
para qualquer lugar. Filmar é uma das experiências mais envolventes tanto para
as crianças como para os adultos. Os alunos podem ser incentivados a produ-
zir dentro de uma determinada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar.
E também produzir programas informativos, feitos por eles mesmos e colocá-los
em lugares visíveis dentro da escola e em horários onde muitas crianças possam
assisti-los e também na página web da escola ou em blogs ou portais da internet.
O vídeo também é importante para documentação, registro de eventos, de aulas,
de estudo do meio, de experiências, de entrevistas, depoimentos. Isto facilita o
trabalho do professor, dos alunos e da comunidade. Esse material pode ser divul-
gado, quando conveniente, na internet.
O vídeo também pode ser útil para avaliação, principalmente as que mostram situ-
ações complexas, estudos de caso, projetos, sozinho ou com textos relacionados
(MORAN, 2012).
––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

7. QUESTÕES AUTOAVALIATIVAS
Confira, a seguir, as questões propostas para verificar o seu
desempenho no estudo desta unidade:
1) Como você, em seu papel de professor, pode ensinar seus alunos a fazerem
uma leitura crítica de tudo que é veiculado pela TV?

2) Muitos acham que notebooks/netbooks (computadores portáteis) e e-books


(livros eletrônicos) tendem a substituir, respectivamente, o caderno e o livro
em papel, inclusive o didático. O que você pensa sobre isso?

3) Como preparar nossos alunos para a sociedade da informação e do conhe-


cimento?

4) Quais as características da mídia televisiva e como o professor pode se apro-


veitar delas para otimizar o trabalho em sala de aula?

5) Leia o excerto a seguir:


É possível que daqui a uns vinte anos, quem sabe menos, as pesso-
as olhem para trás e se perguntem: como é que nós educávamos,
no final do século XX, sem computadores, sem redes digitais que
transmitem informações multimídia de um canto para outro do
mundo em microssegundos, sem ferramentas de busca e pesquisa
que nos permitem encontrar qualquer informação em segundos,
sem poder nos comunicar instantaneamente uns com os outros in-
dependentemente do local em que nos encontramos. Ou será que
daqui a vinte anos ainda estaremos educando do mesmo jeito de

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86 © Recursos Computacionais

hoje, do mesmo jeito que o fazia, cem anos atrás, o professor con-
gelado, usando apenas as tecnologias da voz, do livro, do giz e do
quadro-negro? (CHAVES, 2012, p. 335).

6) Agora, mediante essa reflexão, responda: por que a escola tem demorado
tanto para perceber a importância do uso das TICs no desenvolvimento do
trabalho pedagógico?

8. CONSIDERAÇÕES
Educar com as novas TICs é um desafio que até agora não foi
encarado efetivamente. Temos feito apenas adaptações e peque-
nas mudanças.
É fato que o modelo de educação tradicional já não atende
às demandas de nossa sociedade. Por isso, faz-se necessário ino-
var, construir e vivenciar novas práticas pedagógicas por meio dos
recursos tecnológicos disponíveis.
Segundo Moran, Masetto e Behrens (2001, p. 15):
Vivemos uma época de grandes desafios no ensino focado na
aprendizagem. Vale a pena pesquisar novos caminhos de integra-
ção do humano e do tecnológico; do sensorial, do emocional, do
racional e do ético; do presencial e do virtual; de integração da es-
cola, do trabalho e da vida.

Dessa forma, podemos concluir esta unidade com uma sim-


ples e evidente constatação: o uso das tecnologias na escola não
deve atender às tendências de "modismos" dos ambientes educa-
cionais, pois, muitas vezes, os recursos tecnológicos são utilizados
apenas para fazer marketing e pouca relevância se dá ao potencial
que as TICs têm na formação e na preparação do cidadão que vai
enfrentar as novas demandas impostas no século 21.

9. E-REFERÊNCIAS

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88 © Recursos Computacionais

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