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Questão 1

simulado UFMT
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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QUESTÕES |1

Questão 1:
Um médico recém-contratado para atuar como gerente de uma unidade básica de saúde (UBS) em uma cidade com
35.000 habitantes agendou uma reunião com a equipe para tratar de visitas domiciliares. Seu objetivo é propor uma
investigação com enfoque em doenças crônicas não transmissíveis, na população residente com 18 anos ou mais
de idade. O médico visa melhorar, em um curto período de tempo, o planejamento de cuidados de saúde dessa
população. O desenho de pesquisa mais adequado para esse levantamento denomina-se

A. estudo transversal.
B. estudo experimental.
C. análise de caso-controle.
D. análise de coorte prospectivo.

Questão 2:
Homem de 41 anos, após queda de altura de 5 metros, foi levado a um hospital terciário com traumatismo cran-
ioencefálico grave. O paciente foi submetido à neurocirurgia para drenagem de hematoma extradural e evoluiu com
internação em unidade de terapia intensiva (UTI), onde permaneceu por 60 dias. Após esse período, ele faleceu por
complicações associadas a sepse. Nessa situação, qual deve ser a conduta da equipe da UTI em relação à emissão
do atestado de óbito?

A. Fornecer o atestado de óbito, o que é responsabilidade da equipe médica que coordena e chefia a UTI.
B. Encaminhar o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), que tem a responsabilidade de emitir o atestado de óbito.
C. Encaminhar o corpo para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), que deverá realizar a necrópsia e a emissão
do atestado.
D. Fornecer o atestado de óbito, o que é responsabilidade da equipe médica que estava de plantão na UTI no momento
do óbito.

Questão 3:
Menina de 6 anos é paciente do mesmo médico na unidade básica de saúde (UBS) desde que nasceu. Sempre foi
uma criança alegre, saudável e sociável. Na última consulta, há cerca de 15 dias, o pai a trouxe porque ela estava
com "dor de barriga", mas a paciente permaneceu encolhida e calada todo o tempo, quase não deixando o médico
examiná-la. Há 2 dias, a professora da criança procurou a equipe preocupada com a mudança de comportamento da
criança. Relatou que foi informada sobre a existência de fotos íntimas da criança numa rede social. A mãe, quando
chamada, relatou que está trabalhando e a criança tem ficado com o pai na maior parte do tempo. Nesta situação
além da avaliação clínica o médico deve

A. registrar, em prontuário, dados clínicos de forma isenta de interpretações pessoais; notificar violência no SINAN e
contatar os equipamentos sociais e conselho tutelar para o seguimento do caso juntamente com a equipe.
B. encaminhar a criança à perícia médica mais próxima da unidade, onde será realizado exame físico mais detalhado
e coleta de vestígios da violência; confirmar a violência antes da notificação no SINAN e contatar o conselho tutelar.
C. confrontar os dados relatados pela professora com os pais, questionando-os sobre a denúncia e demonstrando
preocupação; orientar as medidas de apoio à criança e à família.
D. anotar, em prontuário, os dados da história com suspeita de abuso e denunciar o caso na delegacia mais próxima;
encaminhar a criança para um serviço de proteção social local.
QUESTÕES |2

Questão 4:
Um médico de família e comunidade, atuante numa equipe fluvial, atende a uma população ribeirinha e a uma
população indígena, ambas na região amazônica. Ele reconhece que essas duas populações vivem em regiões
remotas. No entanto, é notável que elas apresentam diferenças culturais e de modos de vida. A partir dessas
informações, assinale a alternativa que apresenta a estratégia adequada a ser adotada pelo médico e por sua equipe
no cuidado à saúde das populações mencionadas.

A. Utilização de profissionais de saúde nativos ou locais sem a necessidade de capacitação específica focada no
paradigma biomédico, uma vez que eles já conhecem profundamente a cultura, as tradições e os hábitos dessas
populações.
B. Atendimento à população ribeirinha centrado em soluções biomédicas e tecnológicas, utilizando conhecimentos
da medicina ocidental, enquanto o atendimento à população indígena deve ser pautado por suas próprias práticas de
cuidado e cura.
C. Incentivo e valorização das práticas de cuidado tradicionais, promoção do uso racional de medicamentos básicos
pela população indigena e estímulo à participação local e à integração do saber acadêmico e do senso comum da
comunidade ribeirinha.
D. Organização dos atendimentos das populações de forma padronizada, a partir da identificação das prioridades em
saúde, considerando que as comunidades compartilham realidades geográficas e desafios semelhantes em relação
ao acesso a cuidados médicos.

Questão 5:
Homem de 61 anos procura uma unidade básica de saúde (UBS) de uma cidade grande desejando receber um pedido
para colonoscopia, pois ouviu que é um exame preventivo necessário após os 50 anos de idade para detecção de
câncer do intestino. Questionado pela médica da UBS, o paciente relata que não apresenta sintomas gastrointestinais,
anemia, perda de peso ou histórico familiar de câncer de intestino. Considerando-se que neste município existe
ampla disponibilidade de recursos diagnósticos, e levando em conta as políticas públicas do Ministério da Saúde para
rastreamento, que conduta inicial a médica deverá adotar nesse caso?

A. Fornecer o pedido de colonoscopia para diagnóstico precoce ao paciente, para que ele busque realizar o exame
no SUS por meio de ação judicial.
B. Solicitar colonoscopia para diagnóstico precoce e informar o paciente da possível demora para sua realização, visto
que não há suspeita de câncer.
C. Solicitar exame de sangue oculto nas fezes, informando o paciente de que se trata de um exame indicado pelo
SUS para rastreio de câncer do intestino.
D. Esclarecer que o SUS não prevê a realização de colonoscopia para rastreio de câncer de intestino e orientar o
paciente a realizar o exame no setor privado.

Questão 6:
Durante uma roda de conversa em uma sala de espera com mães que aguardavam a consulta de seus filhos com
um médico de família e comunidade, uma enfermeira da equipe de saúde da família propôs a discussão do tema
da hesitação vacinal. Durante o diálogo, uma das participantes afirmou que "a culpa de tudo isso é da Internet".
Considerando essa situação, assinale a alternativa correta, acerca dos argumentos a serem utilizados pela enfermeira
nessa conversa com a comunidade.

A. A Internet veicula dúvidas quanto à real eficácia/eficiência e segurança das vacinas, o que abala a confiança da
população nos imunobiológicos; ademais, o algoritmo das redes sociais associa temas antivacinação a outros temas
de natureza moral, fazendo exposição seletiva.
QUESTÕES |3

B. A hesitação vacinal ocorre nos extratos sociais de menor renda, que são contrárias à medicalização da saúde e
acreditam que hábitos de vida saudáveis protegem contra doenças e garantem saúde, dispensando a necessidade
de vacinação.
C. O paradoxo epidemiológico de que algumas doenças imunopreveníveis hoje são raras, associado à complexidade
do calendário vacinal, criou a política de redução temporária do uso de algumas vacinas em determinado ano para
aumentar o engajamento da população no ano seguinte.
D. A circulação de informações falsas (fake news), impulsionada pela internet, causa pouco impacto nas escolhas da
população de menor poder aquisitivo, que tende a ter mais confiança na vacinação e menor acesso às redes sociais.

Questão 7:
Diante de um novo teste diagnóstico para hanseníase, que está sendo aplicado em uma unidade básica de saúde
(UBS), o médico julga pertinente iniciar uma capacitação com sua equipe sobre a validade de testes diagnósticos,
medidas de sensibilidade, especificidade e valores preditivos. Então, ele apresenta os seguintes dados a sua equipe:
dentre 100 pessoas acometidas por hanseníase, 98 são verdadeiros positivos; e, dentre 100 pessoas não acometidas
por hanseníase, 90 são verdadeiros negativos. A partir desses dados, é correto afirmar que o valor de sensibilidade
do teste é

A. 90%.
B. 90,7%.
C. 97,8%.
D. 98%.

Questão 8:
Multipara de 43 anos, lactante no 2º mês de amamentação, procura atendimento afirmando área de hiperemia e dor
no quadrante superior-lateral de mama esquerda, há 5 dias. Relata que, inicialmente, a área afetada era próxima à
aréola e que depois foi se estendendo para a região axilar homolateral. Verifica-se ponto de flutuação e adenopatia
dolorosa na axila esquerda. Paciente febril no momento do atendimento. Diante desse quadro, deve-se realizar

A. drenagem cirúrgica sobre o ponto de flutuação, com prosseguimento de amamentação em ambas as mamas.
B. drenagem com agulha fina guiada por ultrassonografia, com prosseguimento de amamentação pela mama
contralateral.
C. antibioticoterapia durante 7 dias, com lactação mantida, desde que o leite produzido pela mama afetada seja fervido
antes de oferecê-lo.
D. mamografia para descartar carcinoma inflamatório de mama, seguida de punção esvaziadora e de suspensão de
amamentação até o resultado do anatomopatológico.

Questão 9:
Paciente de 40 anos vai à unidade básica de saúde (UBS) relatando parto há 15 dias e desejo de inserção de DIU.
Nesse caso, assinale a alternativa que indica o momento da inserção e o principal mecanismo de ação do DIU de
cobre.

A. A partir de 12 semanas após o parto; inibição da nidação ovular devido à alta concentração de cobre e afinamento
do endométrio.
QUESTÕES |4

B. De forma imediata no ambulatório de Ginecologia; espessamento do muco cervical, dificultando a mobilidade dos
espermatozoides.
C. No período de 4 a 6 semanas após o parto; ação inflamatória e citotóxica no endométrio pela liberação de íons de
cobre na cavidade uterina.
D. De forma imediata na UBS; concentração de cobre no muco cervical, o que o torna mais fluido, inibindo a mobilidade
dos espermatozoides.

Questão 10:
Em um distrito sanitário especial indígena, um médico atende a uma criança com 4 anos, com 23 kg, que apresenta
taquipneia, tosse, letargia, choro sem lágrimas e febre de 39,2 ºC. Como tratamento, o paciente tem utilizado
emplastros de ervas no peito. Diante desse quadro, após a avaliação do paciente, o médico precisa, por meio de
intérprete, solicitar à mãe que:

A. Conceda autorização para internar a criança mantendo os emplastros utilizados.


B. Retire os emplastros e inicie medicamento parenteral em regime de internação para a melhora do desconforto da
criança.
C. Realize o tratamento em domicilio com ervas tradicionais de seu povo e que retorne em 7 dias.
D. Inicie uso de antibiótico em domicilio, com visitas da equipe médica, e que mantenha o uso do emplastro.

Questão 11:
Uma primigesta de 41 anos, com idade gestacional de 20 semanas, vai à consulta pré-natal para levar seus exames
de rotina, sem apresentar outras queixas. Seu exame físico está normal, os batimentos cardíacos fetais estão em 140
batimentos por minuto e o fundo uterino é de 21 cm. Ao checar os exames, a médica observou que a glicemia de
jejum da paciente era de 110 mg/dL. Os demais exames de rotina pré-natal estavam normais. Diante desse quadro,
a conduta adequada para essa paciente é

A. realizar teste oral de tolerância à glicose com 75g entre 30 e 34 semanas de gestação, pois ela apresenta
pré-diabetes.
B. realizar teste de glicemia de jejum entre 28 e 30 semanas de gestação, a fim de confirmar o diagnóstico de diabetes
gestacional.
C. iniciar uso de insulina NPH para evitar complicações mais graves para a mãe e para o feto, pois ela apresenta uma
alteração na produção de insulina.
D. iniciar tratamento com dieta pobre em carboidrato e começar a praticar atividade física regular, pois ela apresenta
diagnóstico de diabetes gestacional.

Questão 12:
Os dados da carteirinha de uma gestante com 28 anos, primigesta, sem intercorrências clínicas prévias à gestação
e que foi atendida em uma unidade básica de saúde, estão transcritos a seguir: Com base nesses dados, é correto
afirmar que:
QUESTÕES |5

A. o atendimento pré-natal foi adequadamente realizado.


B. o diagnóstico de pré-eclâmpsia sem critérios de gravidade pode ser estabelecido.
C. o referenciamento da paciente para o pré-natal de alto risco não está indicado.
D. a USG obstétrica morfológica do segundo trimestre foi solicitada no momento incorreto.

Questão 13:
Em certo município brasileiro, a gestão da saúde é feita de forma centralizada: todas as decisões e ações são tomadas
por um pequeno grupo de gestores sem a participação efetiva da população. Isso tem gerado descontentamento e
desconfiança por parte dos cidadãos, que sentem que suas necessidades e demandas não estão sendo consideradas.
Um grupo de moradores, então, decide organizar-se para reivindicar maior participação no processo de gestão da
saúde. A primeira medida que esses moradores tomam é buscar informações sobre o controle social no SUS. Esse
grupo de moradores descobriu, com base na lei n. 8.142 de 1990 e no Decreto n. 7.508 de 2011, que eles têm o direito
de

A. votar na conferência municipal de saúde a cada 3 anos e na conferência estadual de saúde a cada 6 anos.
B. participar de conselhos de saúde em proporção não paritária em relação ao conjunto dos demais segmentos.
C. eleger representantes para o conselho estadual de saúde, que deve ser composto por, no mínimo, 50% de usuários.
D. atuar na gerência de unidades básicas municipais de saúde após realização de curso fornecido pelo Ministério da
Saúde.

Questão 14:
Um novo exame que detecta o DNA do Mycobacterium leprae em pacientes com suspeita de hanseníase está sendo
testado. Ele demonstra capacidade de detectar 80% de pacientes com a doença e fornece resultado falso-positivo em
20% das pessoas sem a doença. Um médico de família e comunidade está utilizando esse exame em uma comunidade
vulnerável na qual a prevalência de hanseníase é de 10%. Nesse caso, qual é a probabilidade de um resultado positivo
ser de um indivíduo realmente doente?
QUESTÕES |6

A. 31%.
B. 97%.
C. 69%.
D. 80%.

Questão 15:
Uma menina de 6 anos viajou de férias com a família para a República Dominicana, onde permaneceu por 10 dias.
Na véspera do retorno ao Brasil, a paciente apresentou febre baixa, evoluindo, em 24 horas, para um quadro com
diarreia súbita, líquida e abundante. Ao desembarcarem no aeroporto, ela foi prontamente atendida pela equipe da
ANVISA, que a encaminhou ao hospital para avaliação, devido à suspeita de cólera. Tendo em vista a exuberância
dos sintomas e o grau de desidratação, ao chegar ao hospital, a paciente é internada imediatamente. No hospital, são
coletadas amostras de fezes, com resultado positivo para Vibrio cholerae. Durante a internação hospitalar, a paciente
recebe, além de reidratação endovenosa e de sulfato de zinco, antibioticoterapia com doxiciclina (3 mg/kg em dose
única). Nessa circunstância, as medidas de prevenção e de controle pertinentes ao quadro apresentado por essa
paciente incluem

A. manter a criança em isolamento padrão e de gotículas durante a internação.


B. proceder à notificação imediata do caso à autoridade de saúde de vigilância municipal.
C. realizar a testagem dos pais e ministrar antibióticos, no caso de serem portadores assintomáticos do vibrião.
D. vacinar contra a cólera os pais e pessoas contactantes da criança durante o período de transmissão da doença.

Questão 16:
Um médico de uma unidade básica de saúde realiza consulta pré-natal em gestante com idade gestacional de 30
semanas. Ao realizar o terceiro tempo da manobra de Leopold, na região suprapúbica, identifica estrutura fetal óssea
arredondada, regular e compatível com calota craniana. Nesse caso, é correto afirmar que a situação e a apresentação
fetais são, respectivamente,

A. transversal e cefálica
B. longitudinal e pélvica.
C. transversal e córmica.
D. longitudinal e cefálica.

Questão 17:
Um homem de 78 anos é acompanhado por médico de família em visitas domiciliares, por ser acamado desde que
ficou hemiplégico, em decorrência de acidente vascular cerebral (AVC) aos 75 anos. É portador de hipertensão arterial
sistêmica (HAS) controlada e de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com exacerbações progressivamente
mais frequentes. Na última, há 4 meses, foi necessário realizar internação hospitalar, ventilação não invasiva e
antibioticoterapia sistêmica. Há 2 dias, segundo seu prontuário e familiares, apresentou tosse persistente, febre
baixa e desconforto respiratório. O médico identificou, ao exame físico, panturrilhas livres e D-dímero normal e, à
ausculta pulmonar, crepitações em ambos campos pulmonares. Foi prescrito, ao paciente, tratamento por meio de
antibioticoterapia via oral e de dose elevada de corticosteroide inalatório. Hoje foi encontrado morto em seu quarto por
um familiar que relatou piora da febre e do cansaço na madrugada anterior. Seu médico de família foi chamado para
emissão de atestado de óbito. O médico fez a avaliação clínica do corpo, verificando ausência de sinais de traumas
e constatando o óbito. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta quem deve preencher o
atestado de óbito e as causas básicas, antecedentes e contribuintes dele.
QUESTÕES |7

A. O legista; causa básica: exacerbação de DPOC; causa antecedente: AVC; causas contribuintes: pneumonia, HAS
e hemiplegia.
B. O legista; causa básica: sepse; causa antecedente: insuficiência respiratória; causas contribuintes: DPOC, HAS e
sequela de AVC.
C. O médico de família; causa básica: broncopneumonia; causa antecedente: DPOC; causas contribuintes: HAS,
hemiplegia e AVC.
D. O médico de família; causa básica: parada cardiorrespiratória; causa antecedente: pneumonia; causas contribuintes:
DPOC, hemiplegia e AVC.

Questão 18:
Os inquéritos populacionais de saúde têm sido cada vez mais utilizados não apenas para avaliar a eficácia dos serviços
de saúde na perspectiva dos usuários, mas também como uma fonte de informações sobre morbidade referida e
sobre estilo de vida saudável. A Pesquisa Nacional de Saúde foi um inquérito de saúde de base domiciliar, de âmbito
nacional, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
em 2013 e em 2019. Essa pesquisa realizada pelo IBGE se caracteriza como um estudo do tipo:

A. Coorte.
B. Transversal.
C. Experimental.
D. Caso-controle.

Questão 19:
Em uma reunião de equipe de saúde da família, os profissionais discutem as dificuldades de organização do
atendimento no modelo de agendamento adotado pela secretaria municipal da saúde. Nesse modelo, no início do
período, todas as vagas estão preenchidas com consultas pré-agendadas e os casos eventuais e urgentes são
inseridos em agendamento duplo. Isso tem causado atrasos no fechamento da unidade no fim da tarde, pois o
médico precisa encaixar os pacientes não agendados previamente em algum horário durante o dia. A equipe se
queixa do estresse no acolhimento dos pacientes, e que são expostos a muitas reclamações na sala de espera.
Também é apontado o número excessivo de faltas entre os agendados. A equipe, então, decide mudar o sistema
de agendamento, reservando 40% das vagas para consultas de urgência, devido à alta demanda desse tipo de
atendimento na comunidade, e 60% para consultas pré-agendadas. Dessa forma, pretende-se oferecer cuidado
estruturado tanto para os pacientes com condições crônicas como para aqueles com condições agudas. Considerando
os sistemas de agendamento, qual foi a mudança proposta pela equipe e qual o desafio frente à proposta escolhida?

A. Transição do modelo tradicional para o modelo carve-out, o que pode gerar desperdício das vagas não preenchidas
por erro no dimensionamento da demanda.
B. Transição do modelo carve-out para o acesso aberto, o que pode criar longo tempo de espera para se conseguir
o agendamento e aumentar a taxa de faltosos.
C. Transição do modelo tradicional para o acesso avançado, o que demanda educação permanente, compartilhamento
de responsabilidades e comprometimento da equipe.
D. Transição do modelo carve-out para o acesso avançado, o que pode ocasionar longos atrasos, perda da longitu-
dinalidade do cuidado e redução do tempo de consulta.

Questão 20:
QUESTÕES |8

Ao assumir a coordenação de uma equipe de saúde da família, um médico de família e comunidade percebe que
sua equipe não utiliza critérios para estabelecimento de fluxo de agendamento de visitas domiciliares. Diante dessa
situação, ele decide promover uma roda de conversa a fim de sensibilizar sua equipe acerca da necessidade de
organizar critérios para a definição das visitas domiciliares como uma abordagem ao indivíduo em seu aspecto familiar
e comunitário. Nesse caso, qual é o princípio do Sistema Único de Saúde (SUS) que melhor se enquadra na estratégia
adotada para melhoria do trabalho da equipe?

A. Equidade.
B. Autonomia.
C. Integralidade.
D. Universalidade.

Questão 21:
Uma paciente primigesta de 25 anos, com 30 semanas de idade gestacional, comparece para a consulta de pré-natal
de rotina na unidade básica de saúde apresentando febre, lombalgia e queda do estado geral. Nega sinais e sintomas
de infecção de vias aéreas superiores e possui diagnóstico prévio de litíase renal. Ao exame físico, apresenta regular
estado geral, acianótica, anictérica, corada e hidratada. Temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 98
batimentos por minuto, frequência respiratória de 20 incursões respiratórias por minuto, pressão arterial de 120 x
80 mmHg, abdome gravídico, tônus uterino normal e ausência de contrações. Altura uterina de 29 cm, frequência
cardíaca fetal de 158 batimentos por minuto e ausência de edemas em membros inferiores. Diante desses achados
na paciente, a conduta médica adequada é

A. prescrever antitérmico para a gestante e marcar retorno ambulatorial em 7 dias.


B. prescrever antiespasmódico para a gestante e referenciá-la para uma avaliação eletiva com o infectologista.
C. prescrever antitérmico para a gestante e referenciá-la para uma avaliação urgente no pronto-socorro obstétrico.
D. prescrever antiespasmódico para a gestante e referenciá-la para uma avaliação de urgência no pronto socorro
obstétrico.

Questão 22:
Uma paciente com 39 semanas e 2 dias de idade gestacional chega à unidade de pronto atendimento para avaliação
obstétrica e, após anamnese e exame físico geral, foi constatada, no exame de toque vaginal, uma apresentação fetal
como a ilustrada na foto a seguir. Com relação à foto, é correto afirmar que se trata de uma apresentação cefálica
QUESTÕES |9

A. Defletida de 1° grau, bregmática.


B. Defletida de 2° grau, de fronte.
C. Defletida de 3° grau, de face.
D. Fletida, occipital.

Questão 23:
Uma mulher de 49 anos comparece à unidade básica de saúde para consulta de rotina. Ela relata ao médico que
ficou muito preocupada depois de ler uma matéria na internet sobre os riscos da osteoporose após a menopausa.
Sua última menstruação ocorreu há 15 meses. A paciente afirma não praticar atividade física regularmente, mas
relata alimentação balanceada e sem restrições. Ela nega doenças crônicas, uso de medicações contínuas, etilismo
ou tabagismo. Na história familiar, relata que sua mãe, de 67 anos de idade, possui diagnóstico de hipertensão
arterial e de hipotireoidismo. Ao exame, a paciente apresenta pressão arterial de 126 × 78 mmHg, índice de massa
corporal 27 kg/m2. Sua tireoide é normal à palpação. Os exames das mamas, do aparelho cardiovascular e do abdome
apresentam-se dentro dos limites da normalidade. Nesse caso, para prevenção primária da osteoporose, o médico
deve

A. suplementar com carbonato de cálcio e com vitamina D, além de iniciar rastreio com a densitometria óssea aos 55
anos de idade.
B. manter uma dieta rica em cálcio e em vitamina D, com exposição solar adequada e exercícios físicos regulares
para fortalecimento muscular e ósseo.
C. realizar densitometria óssea e, caso seja confirmada osteopenia, suplementar com carbonato de cálcio e com
vitamina D e usar alendronato de sódio ou raloxifeno.
D. realizar dosagem sérica do hormônio folículo estimulante e do estradiol e, caso seja confirmada a menopausa, fazer
uso da terapia hormonal com estrógenos conjugados.
QUESTÕES | 10

Questão 24:
Após assumir a gestão da saúde municipal, um médico encontra a seguinte situação de saúde: uma população
de 30 mil habitantes, com faixa etária predominante de 20 a 50 anos, com predomínio de doenças crônicas não
transmissíveis e de causas externas, principalmente por acidentes. O município possui cobertura de atenção primária
de 70%, com sete equipes de saúde da família em áreas de maior vulnerabilidade e nas áreas menos vulneráveis, uma
unidade básica de saúde tradicional. A partir desses dados, o médico reúne a equipe de planejamento para construir
o plano municipal dos próximos 4 anos. Com base nessas informações, qual deve ser a ação prioritária contemplada
no plano?

A. Ampliação da cobertura da atenção primária com maior integração com atenção secundária de forma a melhorar
os indicadores das doenças crônicas e a ampliar a resolubilidade do Sistema Único de Saúde.
B. Manutenção da cobertura de saúde da família, priorizando a criação de um serviço de urgência e de emergência
em área mais vulnerável, considerando as necessidades de saúde.
C. Aumento dos serviços de saúde de atenção primária tradicional pela necessidade de ampliar o acesso dos usuários
ao sistema de saúde sem estratégia de saúde da família.
D. Aquisição de novas ambulâncias para facilitar as remoções de pacientes para os municípios vizinhos e os fluxos
dos usuários nas urgências, ampliando o acesso à saúde.

Questão 25:
Sindemia é um conjunto de problemas de saúde intimamente interligados e que aumentam mutuamente, que afetam
significativamente o estado geral de saúde de uma população no contexto de persistência de condições sociais
adversas. SINGER, M. A dose of drugs, a touch of violence, a case of AIDS: conceptualizing the SAVA syndemic.
Free Inquiry in Creative Sociology. Okhlahoma, Estados Unidos, v. 24, n. 2, p. 99-110, 1996. A sindemia não
constitui simplesmente um sistema de comorbidade; ao contrário, significa um sistema de transmorbidade. Implica,
ademais, entender essa sindemia como determinada socialmente e, por consequência, compreender que ela não
será solucionada somente com modelos de intervenção provenientes exclusivamente do campo biomédico. VILAÇA
MENDES, E. O lado oculto de uma pandemia: a terceira onda da covid-19 ou o paciente invisível. CONASS. 2020.
Acerca da perspectiva sindêmica da Covid-19, assinale a opção correta.

A. A distribuição das taxas de morbidade e mortalidade da Covid-19 entre os diferentes segmentos sociais reflete as
desigualdades estruturais e os determinantes sociais da saúde.
B. A suspensão dos atendimentos de pessoas com doenças crônicas foi medida acertada diante da emergência
sanitária, dada a necessidade de priorizar o atendimento e o acompanhamento dos casos de Covid-19.
C. A interação entre epidemias resulta na redução considerável da taxa de incidência das doenças, assim como da
severidade dos casos e das repercussões para as comunidades, prevalecendo uma das epidemias em detrimento
das demais.
D. A teoria sindêmica da Covid-19 reforça a importância de investimentos em políticas de natureza curativa, sobretudo
na estruturação e ampliação de leitos clínicos e de terapia intensiva direcionados aos casos graves, que requerem
acompanhamento hospitalar.

Questão 26:
Uma paciente com 10 semanas de idade gestacional comparece a consulta para avaliação de resultados dos exames
solicitados na rotina do pré-natal. Apresenta exame de glicemia de jejum 91 mg/dL. O teste oral de tolerância à glicose
(TOTG) com avaliação da glicemia de jejum, após uma hora e após duas horas, tem os limites para o DMG de 92
mg/dL (jejum), de 180 mg/dL (após uma hora) e de 153 mg/dL (após duas horas). Nesse caso, a conduta recomendada
para o rastreamento e para a definição da presença ou não de diabetes gestacional é realizar o TOTG com
QUESTÕES | 11

A. 100 g, entre 32 e 36 semanas gestacional, já que o diagnóstico é feito com pelo menos um valor alterado.
B. 75 g, entre 24 e 28 semanas de gestação, visto que o diagnóstico é feito com pelo menos um valor alterado.
C. 75 g, entre 22 e 28 semanas de gestação, pois o diagnóstico é feito com pelo menos dois valores alterados.
D. 100 g, entre 34 e 36 semanas de gestação, uma vez que o diagnóstico é feito com pelo menos dois valores
alterados.

Questão 27:
Observe a imagem a seguir. Em relação aos pressupostos e às características do Sistema Único de Saúde (SUS) e
da Atenção Primária em Saúde (APS), a charge apresentada está relacionada a problemas de

A. descentralização e de hierarquização, uma vez que muitas pessoas gostariam de ser atendidas ao mesmo tempo,
em um só lugar.
B. acessibilidade e de gestão, uma vez que o subfinanciamento e o subgerenciamento podem explicar as longas filas
para acesso ao sistema.
C. resolutibilidade e de integralidade, uma vez que os pacientes a serem atendidos primeiro terão maior chance de
terem seus problemas resolvidos.
D. universalidade e de coordenação do cuidado, uma vez que o paciente ""menos doente"" ou com menores
necessidades de cuidados está no final da fila.

Questão 28:
Um homem com 62 anos comparece, acompanhado de sua filha, a uma unidade básica de saúde, após terem
sido alertados pelos vizinhos sobre a campanha de detecção de câncer de próstata, denominada Novembro azul.
QUESTÕES | 12

O paciente não mantém contato com os irmãos nem com o restante da família, portanto desconhece se há história
familiar de câncer. Está completamente assintomático. Relata que seu pai faleceu aos 65 anos de idade e que não
sabe a causa da morte. Nesse caso, do ponto de vista da prevenção, a conduta do médico deve ser

A. Orientar o rastreio, indicado para homens de 50 a 70 anos de idade e esclarecer a filha de que será solicitado o
PSA (antígeno prostático específico), método com grande sensibilidade e especificidade para diagnóstico de estágio
precoce de doença.
B. Iniciar o rastreio indicado para homens de 50 a 70 anos de idade, como recomendado pelo Ministério da Saúde, que
prevê, nessa faixa etária, a realização do toque retal e a ultrassonografia da próstata, após concordância, expressa
no consentimento informado.
C. Avaliar a necessidade de rastreio, indicado para homens de 50 a 70 anos de idade, esclarecendo à filha de que
serão solicitados um exame de toque retal, a coleta do PSA e a ultrassonografia da próstata, após concordância,
expressa no consentimento informado.
D. Discutir o rastreio do câncer de próstata com o paciente e sua filha, dado que ele está assintomático e que, nesse
caso, há muitos dados que mostram que possíveis danos relacionados a testes diagnósticos e tratamentos excessivos
superam respectivos benefícios.

Questão 29:
A febre amarela apresentou, no Brasil, dois picos epidêmicos em 2016/2017 e em 2017/2018, afetando estados das
regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Antes disso, ainda em 2014, a doença, que era restrita à região amazônica,
vinha reemergindo na região extra-amazônica, com casos na região Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O aumento dos
casos da doença está relacionado com a expansão da fronteira agrícola, que provoca o desmatamento, a redução
das áreas de floresta e o aumento da urbanização, o que contribui ainda mais para a degradação desses ambientes
e produz risco de desastres ambientais. Diante desse cenário, um médico de família e comunidade de um município
próximo a áreas de desmatamento, visando a prevenção contra possível enfrentamento da febre amarela em seu
território, deve

A. Notificar, semanalmente, todo caso que preencha os critérios de suspeita de febre amarela.
B. Orientar a antecipação da vacinação contra febre amarela para crianças a partir dos 6 meses.
C. Reforçar, junto à população adstrita, a importância da vacinação contra a febre amarela a cada 10 anos.
D. Recomendar o isolamento dos casos suspeitos no período de viremia se o território apresentar infestação por
Aedes aegypti.

Questão 30:
Diante da pandemia da Covid-19, e segundo o guia de vigilância epidemiológica emergência de saúde pública de
importância nacional pela doença do coronavírus 2019 - Covid-19 (2021), o Ministério da Saúde emitiu orientações
de biossegurança durante a investigação de infecções respiratórias a partir de pacientes com suspeita de infecção por
SARS-CoV-2. Nesta circunstância, para a coleta de material potencialmente gerador de aerossol, constitui a primeira
linha de proteção destinada aos profissionais de saúde, os seguintes equipamentos de proteção individual (EPI):

A. gorro descartável, protetor facial, máscara PFF2 e avental de pano.


B. óculos de proteção, máscara cirúrgica e avental de mangas compridas.
C. gorro descartável, óculos de proteção ou protetor facial, máscara PFF2 (N95 ou equivalente), avental de mangas
compridas, luva de procedimento e calçados fechados.
D. gorro descartável, óculos de proteção ou protetor facial, máscara de pano/tecido (dupla camada), avental de
mangas compridas, luva de procedimento e calçados fechados.
QUESTÕES | 13

Questão 31:
Uma primigesta com 24 anos de idade comparece à consulta médica de rotina de pré-natal com 38 semanas relata
dores em cólica associadas às contrações uterinas. No exame obstétrico, apresentou dinâmica uterina positiva e,
após as manobras de Leopold, notou-se o dorso à direita, com pólo cefálico na pelve, conforme figura a seguir. A
partir dessas informações, a situação, apresentação e posição do feto são, respectivamente,

A. situação cefálica, apresentação longitudinal, variedade de posição occipito-esquerda-posterior.


B. situação cefálica, apresentação longitudinal, variedade de posição occipito-direita-posterior.
C. situação longitudinal, apresentação cefálica, variedade de posição occipito-direita-posterior.
D. situação longitudinal, apresentação cefálica, variedade de posição naso-esquerda-anterior.

Questão 32:
Uma gestante com 18 anos de idade e 32 semanas de gestação realizou tratamento com penicilina benzatina para
sífilis no final do primeiro trimestre de gestação. Desde então, não compareceu às consultas de pré-natal porque ficou
isolada em casa devido à pandemia da COVID-19. A paciente, então, retorna com resultado de exames mostrando
VDRL com aumento de duas diluições em relação ao título anterior. Nesse caso, a conduta apropriada é

A. repetir o VDRL e adotar conduta expectante.


B. instituir novo tratamento com outro fármaco.
C. repetir o tratamento com penicilina benzatina.
D. encaminhar a paciente ao serviço pré-natal de alto risco.
QUESTÕES | 14

Questão 33:
Uma mulher com 25 anos de idade, provinda de região Nordeste do Brasil, na 16 ª semana de sua primeira gestação,
é atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) para a realização de pré-natal , referindo discreto exanterna com
prurido há 2 dias, acompanhado de um episódio de febre de 38 ºC, além de poliartralgia discreta. Ao exame físcio,
apresenta temperatura axilar = 37,8 ºC , hiperemia conjuntival, frequência respiratória = 18 irpm, frequência cardíaca =
80 bpm, com exanterna difuso discreto. Realizada a prova do laço, o resultado mostra-se negativo. Não se constataram
visceronegalias e outros sinais ou achados ao exame físico. Considerando a hipótese provável de infecção viral
e realizada a Notificação Compulsória da suspeita clínica de infecção por Zika vírus e dengue, a conduta médica
indicada é

A. solicitar a paciente o retorno diário a UBS, com monitoramento domiciliar da temperatura, para acompanhar
evolução clínica e laboratorial com realização de hemograma completo e funções hepática e renal sequenciais.
B. solicitar imediatamente pesquisa para infecção por Zika vírus (por RT-PCR) e dengue (por NS-1), além de
recomendar à paciente a adoção de medidas de proteção pessoal e familiar para minimizar a exporsição ao vetor.
C. encaminhar a paciente ao serviço de saúde referência para gestação de alto risco, sugerindo investigação das
hipóteses de infecção por Zika vírus ou dengue e soliciar exame ultrassonográfico obstétrico.
D. solicitar avaliação complementar e sequencial de plaquetas em Unidade de Pronto Antendimento e sorologia para
infecção por Zika Vírus no sexto dia dos sintomas, orientando a paciente acerca dos sinais de alerta.

Questão 34:
Um homem com 54 anos de idade, casado, sem história familiar de câncer, solicita ao médico de família e comunidade
que o atende em consulta de rotina, em uma Unidade Básica de Saúde, exame de sangue para "checar se tem câncer
de próstata". Tomando como referência que a sensibilidade e a especificidade da dosagem do antígeno prostático
específico (PSA) pelo método do laboratório municipal, com ponto de corte em 4 ng/dL, são, respectivamente, 20%
e 94%, com valor preditivo positivo de 33%, assinale a opção em que é apresentada a orientação que deve ser dada
pelo médico ao paciente acerca do rastreamento de câncer de próstata.

A. A probabilidade de o resultado da dosagem do PSA estar acima de 4 ng/dL, no caso de o paciente ter câncer de
próstata, é de 80%.
B. A probabilidade de o paciente ser submetido desnecessariamente a biópsia, caso o resultado seja positivo para
câncer de próstata, é de 67%.
C. A probabilidade de o paciente ter câncer de próstata, caso o resultado da dosagem do PSA esteja acima de 4 ng/dL,
é de 94%.
D. A probabilidade de o paciente ter câncer de próstata e este não ser diagnosticado a partir da dosagem de PSA é
de 33%.

Questão 35:
A segurança dos pacientes nos sistemas nacionais de saúde é uma importante preocupação mundial. A Organização
Mundial de Saúde (OMS) criou, em 2004, a Aliança Mundial pela Segurança do Paciente. No Brasil, o Ministério da
Saúde instituiu, em 2013, o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Com relação a esse tema, é correto afirmar
que

A. a cultura da segurança é uma filosofia institucional que parte do pressuposto de que a notificação de erros durante
a assistência prestada aos pacientes é a condição necessária ao desenvolvimento da política pública.
B. os chamados erros latentes são atos inseguros, cometidos por quem está atuando em contato direto com o sistema,
enquanto erros ativos são atos ou ações evitáveis dentro do sistema a partir do processo de gestão.
C. o sistema de notificação de incidentes da segurança do paciente, para ser efetivo, deve apresentar características
como: ser não punitivo, confidencial, independente e orientado para a solução dos problemas identificados.
QUESTÕES | 15

D. a formulação de planos de segurança para o paciente durante a prestação dos serviços de saúde demanda a
criação de novos instrumentos para medir a segurança em cada estabelecimento médico.

Questão 36:
O gráfico a seguir (VER IMAGEM) mostra a evolução da taxa de incidência de sífilis congênita em menores de 1 ano de
idade, por mil nascidos vivos, no Brasil e em suas regiões, entre 2004 e 2013. Considerando os dados epidemiológicos
apresentados no gráfico acima e a realidade brasileira no período avaliado, é correto afirmar que a sífilis congênita
no país apresenta

A. Taxas de incidência crescentes devido à busca ativa de gestantes para o pré-natal e, consequentemente, ao
diagnóstico precoce da doença na gestante.
B. Taxas de incidência crescentes devido ao baixo índice de tratamento adequado à gestante durante o pré-natal, o
que reflete na manutenção da cadeia de transmissão vertical da doença.
C. Situação epidemiológica controlada, sendo o aumento verificado na taxa de incidência da doença nos últimos anos
devido à melhora no sistema de notificação compulsória da doença.
D. Situação epidemiológica controlada, sendo o aumento verificado na taxa de incidência da doença nos últimos anos
devido ao aumento na captação e diagnóstico das gestantes a partir da expansão da cobertura de atenção primária.

Questão 37:
Uma mulher com 50 anos de idade comparece, com sua atual companheira de 34 anos de idade, a uma consulta com o
ginecologista solicitando informações sobre a possibilidade de terem filho do sexo masculino. O casal é hígido e nega
antecedentes de doenças genéticas em familiares. Nessa situação, de acordo com as normas éticas do Conselho
Federal de Medicina, deve-se informar ao casal que as técnicas de reprodução assistida
QUESTÕES | 16

A. podem ser empregadas para casais homoafetivos.


B. limitam a idade máxima da doadora de óvulos a 30 amos.
C. permitem que o casal conheça a identidade do doador do sêmen.
D. são passíveis de aplicação quando há intenção de selecionar o sexo do filho.

Questão 38:
A Equipe de Saúde da Família (ESF) de uma Unidade Básica de Saúde observou aumento no número de crianças
com atraso do desenvolvimento neuropsicomotor no seu território de atuação. Uma pesquisa mostrou que 90% desses
casos são representados por filhos de imigrantes latinos, de língua espanhola, que trabalham em oficinas de costura.
Após diversas visitas a essas oficinas de costuras, a equipe da ESF concluiu que o atraso do desenvolvimento
neuropsicomotor é causado por falta de estímulo adequado: os pais trabalham ininterruptamente e não têm tempo
de dispensar atenção e estímulo necessários a essas crianças, que ficam muito tempo deitadas, ao lado dos pais,
enquanto eles costuram. Considerando os fatores ambientais, sociais e ocupacionais que prejudicam a saúde das
crianças que vivem nessas condições, a ESF deve

A. encaminhar as crianças ao CAPS-infantil para iniciar tratamento medicamentoso.


B. notificar o Conselho Tutelar e denunciar à Policia local os maus tratos recebidos pelas crianças.
C. encaminhar as crianças ao Serviço de Neurologia infantil de referência para exames complentadores de imagem.
D. realizar abordagem nas oficinas, envolvendo os membros da comunidade, a fim de conscientizá-los da falta de
estímulo adequado às crianças e construir possíveis soluções.

Questão 39:
Uma mulher com 40 anos de idade, Gesta 4 Para 2 Aborto 1, assintomática, na 16ª semana de gestação, é atendida
no ambulatório de pré-natal de alto risco, encaminhada da Unidade Básica de Saúde (UBS), por ser portadora de
hipertensão crônica e ter apresentado pressão arterial = 150 x 100 mmHg na última consulta na UBS. A gestante
relata ter feito uso de captopril (75 mg/dia) desde seu último parto, há três anos, e ter suspendido o uso da medicação
após descobrir que estava grávida. Aferida novamente a pressão arterial, obteve-se resultado de 160 x 105 mmHg.
Nesse caso, a conduta terapêutica indicada é

A. iniciar furosemida.
B. iniciar alfametildopa.
C. reintroduzir captopril, com dose maior.
D. reintroduzir captopril e associar hidroclorotiazida.

Questão 40:
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi encaminhado para atendimento de uma gestante de 19 anos
de idade, com idade gestacional de 9 semanas (confirmada por ultrassonografia precoce) e queixa de sangramento
vaginal intenso. A paciente nega comorbidades ou trauma. Ao exame físico, revela-se hipocorada (++/4+); PA = 90 x 60
mmHg; FC = 110 bpm. O exame ginecológico evidenciou útero intrapélvico e aumentado de volume, colo amolecido
com 1 cm de dilatação, presença de sangramento vaginal ativo e saída de restos ovulares. A paciente foi encaminhada
para atendimento hospitalar. Quais seriam, respectivamente, o diagnóstico e a conduta corretos nesse caso?

A. Ameaça de aborto; realizar ultrassonografia transvaginal.


B. Aborto completo; estabilizar o quadro hemodinâmico e realizar curetagem uterina.
QUESTÕES | 17

C. Aborto incompleto; estabilizar o quadro hemodinâmico e realizar curetagem uterina.


D. Aborto infectado; iniciar antibioticoterapia de largo espectro e realizar curetagem uterina.

Questão 41:
Uma paciente com 27 anos de idade, primigesta, com gestação de 34 semanas, queixa-se de sangramento genital
há cerca de uma hora. Nega dor abdominal ou outros sintomas. Ao exame clínico, constata-se bom estado geral e PA
= 110 x 70 mmHg. O feto está em situação transversa, com batimentos cardiofetais de 114 bpm. A dinâmica uterina
é de uma contração de leve intensidade, com 30 segundos de duração, em 10 minutos de observação. O exame
especular revelou colo uterino com orifício puntiforme e presença de sangramento discreto, cor vermelho-vivo, de
origem uterina, contínuo e de leve intensidade. Qual o provável diagnóstico diante desse quadro?

A. Placenta prévia.
B. Abortamento tardio.
C. Trabalho de parto pré- termo.
D. Descolamento prematuro de placenta.

Questão 42:
Uma paciente de 24 anos, solteira, primigesta, comparece à Unidade Básica de Saúde para sua primeira consulta
de pré-natal. O tempo de amenorreia é de 14 semanas. Queixa-se de náuseas e vômitos frequentes, principalmente
no período de manhã. Refere que os sintomas vêm piorando desde que soube estar grávida. O exame físico geral
está normal e o exame obstétrico é compatível com os de uma gestação de 14 semanas. As náuseas e os vômitos
na forma descrita pela paciente

A. constituem sintomas precoce de gravidez múltipla, de modo que a principal medida no momento é aguardar o
resultado da ultrassonografia para verificar gemelaridade.
B. são sinais de alerta para problemas como a neoplasia trofoblástica gestacional, sendo recomendada a utilização
de antieméticos e monitorização dos níveis de gonadotrofina coriônica.
C. ocorrem em razão do aumento do volume uterino e os sintomas são progressivos na gestação. Deve-se evitar
alimentos no período da manhã e recomendar repouso após as refeições.
D. constituem manifestações frequentes no início da gravidez, que se dá em razão de alterações hormonais, de forma
que os sintomas reduzirão com o tempo. A alimentação deve ser em pequenas quantidades e várias vezes ao dia.

Questão 43:
Uma primigesta, com 36 semanas de gestação, procura a Maternidade queixando-se de dores em baixo-ventre. Ao
exame: bom estado geral, afebril, altura uterina de 33 cm, dinâmica uterina presente (três a quatro contrações a cada
10 minutos, moderadas), batimentos cardiofetais presentes. Ao toque vaginal: colo fino, dilatado para 4 cm, bolsa
íntegra, apresentação cefálica. A cardiotocografia de entrada é mostrada na figura abaixo (VER IMAGEM). Assinale
a alternativa que apresenta a interpretação da cardiotocografia e a conduta indicada.
QUESTÕES | 18

A. Padrão normal; inibição do trabalho de parto pré-termo.


B. Padrão patológico; antibioticoterapia profilática e resolução da gestação por cesárea.
C. Padrão não tranquilizador, inibição do trabalho de parto pré-termo e profilaxia para estreptococo B.
D. Padrão suspeito; assistência ao trabalho de parto com monitorização contínua da frequência cardíaca fetal.

Questão 44:
Um paciente com 75 anos de idade, casado, com história de acidente vascular cerebral recente é avaliado pela Equipe
de Saúde da Família (ESF). O paciente apresenta grande incapacidade física (acamado, recebendo alimentação
QUESTÕES | 19

através de sonda nasoentérica), tem relativa preservação cognitiva e necessita de diversos cuidados contínuos, tais
como: uso de várias medicações, desobstrução da sonda, manutenção de hidratação adequada, movimentação no
leito, cuidado com escaras e orientação aos cuidadores. O planejamento do cuidado à saúde deste idoso deve ser
baseado em

A. visitas domiciliares diárias da equipe para oferecer integralmente os cuidados, considerando o grande estresse a
que são submetidos os cuidadores.
B. preparação da família para encaminhar o idoso para uma instituição de longa permanência, considerando a
necessidade de cuidados intensivos.
C. decisões compartilhadas entre a ESF, os familiares e o idoso sobre as suas necessidades, considerando a atuação
integrada de todos.
D. restrição de cuidados médicos e de procedimentos de média e alta complexidade, como recomendam os princípios
da referência e contrarreferência.

Questão 45:
Uma mulher com 31 anos de idade, auxiliar de cozinha, comparece à Unidade Básica de Saúde necessitando de ajuda
para solicitar o auxílio-doença ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Informa que há três dias fraturou o
ombro direito, no trabalho, quando escorregou no piso que estava lavando e caiu sobre o referido braço. Na Unidade
de Pronto Atendimento (UPA), seu braço e ombro foram imobilizados. A empresa em que trabalha negou a emissão
de Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) por julgar que o acidente ocorreu por negligência da paciente. Com
base nessas informações, o médico que atua na Atenção Primária à Saúde (APS):

A. não poderá emitir atestado médico para a concessão de benefícios previdenciários, por não ter competência de
médico-perito.
B. poderá emitir atestado médico para a concessão de benefícios previdenciários e deverá fazê-lo após o exame direto
do paciente.
C. poderá emitir a CAT e o atestado médico para a concessão de benefícios previdenciários, que deverão ser
completamente acatados pelo médico-perito do INSS.
D. não poderá emitir atestado médico para a concessão de benefícios previdenciários, por não ter atendido a paciente
no momento do acidente, sendo a emissão da CAT de responsabilidade da empresa empregadora.

Questão 46:
Uma mulher com 39 anos de idade, primigesta, com história de atraso menstrual de dois meses, deu entrada no
Serviço de Urgência com queixa de sangramento vaginal há um dia e cólica em baixo-ventre. Ao exame especular
observa-se pequena quantidade de sangue em fundo de saco vaginal. Ao toque vaginal, nota-se útero aumentado de
volume, amolecido, indolor, com colo uterino fechado. A ultrassonografia é compatível com gestação tópica de nove
semanas e pequeno hematoma subcoriônico. A conduta indicada para essa paciente é

A. tratamento com AAS e progesterona.


B. internação hospitalar e repouso absoluto.
C. realização imediata de cerclagem uterina.
D. repouso relativo no domicílio e controle ambulatorial.

Questão 47:
QUESTÕES | 20

Médica com 24 anos de idade, recém-formada em escola do Sudeste brasileiro, foi convocada pelo Exército para
servir, durante o próximo ano, na base da segunda maior e mais populosa cidade do Acre, na Região Norte do país.
Ela comparece à Unidade Básica de Saúde para se vacinar contra febre amarela. Como o médico deve orientar a
paciente?

A. Como a viagem irá durar mais de seis meses, não está indicada a vacinação contra febre amarela, somente a
adoção de medidas preventivas contra picadas de insetos, principalmente durante a noite.
B. Orientação sobre o acesso à rede de serviços de diagnóstico e tratamento da malária na área onde ela irá morar,
além de procurar os serviços de saúde, tão logo identifique algum sintoma.
C. Não existe indicação de vacinação, e sim de quimioprofilaxia para malária, com doxiciclina, mefloquina e cloroquina.
Iniciar um dia antes da viagem e manter até quatro semanas após o retorno.
D. Indicar a vacinação contra febre amarela pelo menos dez dias antes da viagem. Não é necessário tomar a vacina
se já foi vacinada nos últimos dez anos. Orientar sobre a importância de portar cartão de vacinação durante a viagem.
E. Como viverá em área endêmica, deverá receber reforço vacinal a cada cinco anos. Orientar sobre a importância
de portar cartão de vacinação durante a viagem.

Questão 48:
Homem com 29 anos de idade reside em cidade de grande porte da região Sudeste, onde trabalha como administrador
de empresas. No próximo final de semana, vai viajar para um município da região Norte. Preocupado com as
informações sobre a ocorrência de malária na região, procurou a Unidade Básica de Saúde para receber orientações
quanto à profilaxia da malária. Na consulta com o médico, não relatou nenhum problema de saúde e informou que iria
permanecer no município por dez dias. O médico da Unidade Básica de Saúde explicou a ele a forma de transmissão
da malária, os sintomas da doença e orientou quanto à profilaxia. A orientação adequada a esse usuário é:

A. Não viajar, uma vez que a quimioprofilaxia deve ser iniciada uma semana antes da chegada na zona de transmissão
de malária e não haveria tempo hábil para que a quimioprofilaxia fosse capaz de oferecer proteção no dia de sua
chegada.
B. Especificar as medidas de proteção individual e prescrever a quimioprofilaxia com a combinação de atovaquona +
proguanil para reduzir o risco de efeitos colaterais.
C. Orientar quanto às medidas de proteção individual e prescrever a quimioprofilaxia com mefloquina, 250 mg
semanalmente, iniciando imediatamente o uso do medicamento.
D. Informar sobre as medidas de proteção individual e prescrever quimioprofilaxia com dois comprimidos de cloroquina
por semana durante o período em que permanecer na área com transmissão de malária.
E. Orientar quanto às medidas de proteção individual como: não se aproximar de áreas de risco após o entardecer
e logo ao nascer do dia; usar roupas claras e de mangas longas; aplicar repelentes nas partes do corpo expostas e
utilizar mosquiteiro para dormir.

Questão 49:
Uma paciente de 25 anos de idade, com história obstétrica gesta = 1, para = 0, aborto = 0, com 28 semanas de
idade gestacional, foi atendida na Unidade Básica de Saúde (UBS) referindo que há 2 dias está gripada e fez uso
de medicação sintomática. Resolveu vir ao posto de saúde porque está tossindo muito. Ao ser realizado o exame
físico, constatou-se: temperatura axilar = 38,1ºC, frequência respiratória = 30 irpm, pressão arterial = 80 x 60 mmHg,
normohidratada. Qual é a abordagem adequada para o caso?

A. Encaminhar a paciente para internação hospitalar.


B. Solicitar hemograma completo e radiografia de tórax com urgência.
C. Orientar hidratação, prescrever paracetamol e solicitar retorno se piorar.
QUESTÕES | 21

D. Solicitar hemograma completo, prescrever vitamina C, dipirona e nebulização.


E. Prescrever dipirona, nebulização sem uso de broncodilatador e reavaliar a paciente em 48 horas.

Questão 50:
A declaração de óbito é um documento do Sistema de Informações sobre Mortalidade e tem por objetivo cumprir
as exigências legais de registro de óbitos, cumprir os princípios de cidadania e servir como fonte de informações
estatísticas de saúde. A declaração de óbito compõe os serviços de Vigilância em Saúde. Em qual das seguintes
situações será necessária investigação compulsória pela equipe de vigilância de óbitos, por meio de comitê específico
para esse fim, em conjunto com a equipe da atenção primária?

A. Adolescente com óbito por uso de drogas.


B. Idoso vítima de violência domiciliar .
C. Criança que morreu no domicílio.
D. Adulto no ambiente de trabalho.
E. Mulher em idade fértil.
GABARITO | 22

1-A 34 - B
2-B 35 - C
3-A 36 - B
4-C 37 - A
5-C 38 - D
6-A 39 - B
7-D 40 - C
8-A 41 - A
9-C 42 - D
10 - A 43 - D
11 - D 44 - C
12 - D 45 - B
13 - D 46 - D
14 - A 47 - D
15 - B 48 - E
16 - D 49 - A
17 - C 50 - C
18 - B
19 - A
20 - A
21 - C
22 - C
23 - B
24 - A
25 - A
26 - B
27 - B
28 - D
29 - D
30 - C
31 - C
32 - C
33 - B
COMENTÁRIOS | 23

Questão 1:
Dica do autor: Para levantar informações de saúde de forma rápida e eficaz sobre uma determinada população,
especialmente com o objetivo de identificar a frequência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT),
como hipertensão arterial, diabetes mellitus, doença cardiovascular e obesidade, o desenho de estudo mais
adequado é o estudo transversal.

Esse tipo de estudo é amplamente utilizado em pesquisas em saúde pública, pois permite a avaliação simultânea
da exposição e do desfecho em uma população-alvo, num determinado momento no tempo. Ele é útil para gerar
diagnósticos situacionais, estimar prevalência de condições de saúde e orientar o planejamento de ações de
saúde com base nas necessidades reais da comunidade atendida.

Além disso, o estudo transversal é prático, menos custoso e ideal para o contexto de unidades básicas de
saúde, onde há necessidade de intervenções rápidas e planejamento de curto prazo, como desejado pelo médico
recém-contratado.

Alternativa A: CORRETA. O estudo transversal é o mais indicado nesse caso, pois possibilita avaliar a situação
de saúde da população em um único ponto no tempo. Permite identificar prevalência de doenças crônicas e orientar
intervenções com foco no cuidado contínuo. É eficaz para uso em visitas domiciliares com foco em rastreamento e
diagnóstico precoce de DCNT.

Alternativa B: INCORRETA. O estudo experimental envolve a intervenção ativa do pesquisador, como a


aplicação de um tratamento ou programa de saúde para avaliar seu efeito sobre um desfecho. Embora valioso para
testar hipóteses e avaliar eficácia de intervenções, não é adequado para levantamento inicial de situação de saúde.

Alternativa C: INCORRETA. O estudo de caso-controle é retrospectivo, comparando pessoas com a doença (casos)
a pessoas sem a doença (controles), e investigando exposições passadas. É útil para estudar doenças e exposições
específicas, mas o médico está interessado, somente, em um panorama geral fidedigno da população.

Alternativa D: INCORRETA. O estudo de coorte prospectivo acompanha indivíduos ao longo do tempo para avaliar
a incidência de doenças. Embora forneça informações robustas sobre risco, é mais demorado e custoso, o que o torna
inadequado para o objetivo de obter informações em curto prazo para planejamento imediato.

Link da aula:
[Link]

Resposta: Alternativa A.

Questão 2:
Dica do autor: o atestado de óbito, ou declaração de óbito, é um documento oficial e obrigatório, de responsabil-
idade médica, que estabelece a causa e a natureza da morte. Existem dois caminhos principais para a emissão do
documento, que dependem da causa do óbito:

1. Causa natural: O(a) médico(a) mais bem informado notifica o óbito, geralmente o(a) médico(a) assistente do
paciente.
2. Causa não natural: Declaração deve ser emitida por legista, preferencialmente do Instituto Médico Legal
(IML)
COMENTÁRIOS | 24

Nos casos em que o paciente morre em consequência de causa externa (violenta) — como trauma, acidentes,
quedas, homicídios ou suicídios —, a responsabilidade pela emissão do atestado de óbito não é da equipe
médica hospitalar, mas sim do Instituto Médico Legal (IML).

Mesmo que o paciente tenha permanecido internado por dias ou semanas após o trauma inicial, o óbito é classificado
como morte por causa externa, pois decorre diretamente das lesões originadas por um evento traumático (neste caso,
uma queda de 5 metros com TCE grave).

Assim, a equipe da UTI não deve emitir o atestado, independentemente de o paciente ter morrido por sepse ou outra
complicação, pois o fator desencadeante foi traumático e isso caracteriza obrigatoriamente uma morte de natureza
não natural.

Alternativa A: INCORRETA. A equipe da UTI, mesmo que coordene o serviço, não tem a responsabilidade legal de
emitir o atestado em caso de morte por causa externa. Essa função cabe ao IML.

Alternativa B: CORRETA. Diante de uma morte decorrente de causa externa (queda), a conduta correta é
encaminhar o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), que é o órgão responsável por realizar a necropsia e emitir
o atestado de óbito nesses casos.

Alternativa C: INCORRETA. O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) é responsável por óbitos naturais sem causa
definida, principalmente quando ocorrem fora de hospitais ou em domicílio. Não é o órgão competente para mortes
por causas externas.

Alternativa D: INCORRETA. O médico plantonista da UTI não deve emitir o atestado de óbito em casos de morte por
trauma ou violência, mesmo que tenha acompanhado o caso. A responsabilidade é do IML.

Link da aula:
[Link]

Resposta: Alternativa B

Questão 3:
Dica do autor: A situação apresentada sugere uma possível violência sexual contra a criança, e a abordagem
deve ser cuidadosa, respeitosa e voltada para a proteção da criança. Em casos de suspeita de abuso infantil,
é essencial que o médico siga uma conduta ética e profissional, realizando a avaliação clínica de maneira
sensível, sem interferir nas provas, mas garantindo o acompanhamento adequado. A criança deve ser protegida
enquanto se investigam as alegações, e a atuação do médico deve ser pautada pela notificação adequada e pelo
encaminhamento a equipes de proteção para garantir a segurança e o bem-estar da criança.

Além disso, a notificação no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) é obrigatória para garantir
que o caso seja acompanhado pelas autoridades competentes, e o conselho tutelar deve ser acionado para investigar
a denúncia e garantir a proteção da criança. O registro clínico deve ser feito de maneira imparcial, apenas relatando
os fatos observados e os dados clínicos obtidos, sem conclusões pessoais.

• Notificação e acompanhamento: Em casos de abuso infantil, a notificação deve ser realizada sem
julgamento ou confronto direto com a criança ou os responsáveis. O médico deve garantir que o caso
seja investigado por especialistas e que a criança receba o acompanhamento adequado por equipamentos
sociais e o conselho tutelar. É importante lembrar que a notificação e o acionamento do conselho devem
ocorrer na suspeita da violência.

Alternativa A: CORRETA. A abordagem mais adequada é registrar os dados clínicos de forma isenta, sem
fazer interpretações pessoais. A notificação no SINAN deve ser feita para que o caso seja monitorado pelas
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autoridades competentes. Além disso, o conselho tutelar e os equipamentos sociais devem ser acionados para o
acompanhamento adequado e para garantir a proteção da criança. Essa é a conduta correta segundo os protocolos
de proteção à criança e ao adolescente.

Alternativa B: INCORRETA. Embora o exame físico detalhado e a coleta de vestígios possam ser necessários, o
encaminhamento da criança à perícia médica não deve ser feito sem antes notificar o caso. A notificação no
SINAN é uma obrigação legal e ética do médico, e o conselho tutelar deve ser acionado logo no início para garantir
a proteção da criança. Não é necessário confirmar a violência antes da notificação, pois isso pode comprometer
a investigação.

Alternativa C: INCORRETA. O confronto direto com os pais sobre a denúncia pode ser prejudicial e não é a
abordagem indicada, principalmente se houver suspeita de abuso sexual. A criança deve ser protegida enquanto a
investigação é feita de maneira adequada. A orientação sobre medidas de apoio à criança e à família é importante,
mas deve ser feita de maneira adequada, sem que haja questionamento ou confronto sobre a denúncia.

Alternativa D: INCORRETA. Embora seja importante a denúncia e a proteção da criança, a delegacia não é o
serviço mais adequado para acompanhar diretamente o caso. O médico deve notificar o SINAN e acionar o conselho
tutelar para garantir que a proteção social adequada seja oferecida, incluindo o acompanhamento psicológico e
social. Além disso, a anotação no prontuário deve ser feita de forma imparcial, sem conclusões precipitadas.

Link da aula:
[Link]

Resposta: Alternativa A.

Questão 4:
Dica do autor: Ao atender populações em regiões remotas como a Amazônia, o médico de família e comunidade
deve ser sensível às diferenças culturais e aos modos de vida das populações, como as ribeirinhas e indígenas,
que possuem tradições e práticas de cuidado distintas. Uma abordagem de saúde integral e intercultural é
fundamental, o que significa não apenas aplicar o paradigma biomédico ocidental, mas também valorizar os
saberes tradicionais dessas populações. A integração de conhecimentos acadêmicos com as práticas culturais
locais pode proporcionar um cuidado mais eficaz e respeitoso, considerando as particularidades de cada grupo.

Em relação às populações ribeirinhas e indígenas, ambas podem compartilhar dificuldades geográficas e de acesso
a serviços de saúde, mas possuem características culturais muito distintas. Portanto, um modelo de saúde
comunitária e integrada deve ser baseado no respeito aos saberes tradicionais, sem desconsiderar o uso racional
de medicamentos e as interações com a medicina ocidental.

Alternativa A: INCORRETA. A capacitação de profissionais de saúde é essencial, mesmo que eles sejam locais
ou nativos, especialmente para que possam aplicar os conhecimentos biomédicos adequados de forma integrada
com os saberes tradicionais. Não se deve desconsiderar a capacitação específica no paradigma biomédico, que
é importante para a segurança e qualidade do cuidado.

Alternativa B: INCORRETA. Embora o uso de medicina ocidental seja necessário para certas condições de saúde,
negar as práticas de cuidado tradicionais das populações indígenas pode gerar resistência ao cuidado médico e
prejudicar a adesão. A integração de práticas culturais e medicina baseada em evidências é o caminho mais
eficaz.

Alternativa C: CORRETA. O incentivo e valorização das práticas de cuidado tradicionais, juntamente com
o uso racional de medicamentos e a integração dos saberes acadêmicos e locais, são as estratégias mais
adequadas. Este modelo é respeitoso, eficaz e atende melhor às necessidades específicas de cada comunidade,
além de fortalecer a participação local no processo de cuidado.
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Alternativa D: INCORRETA. Embora as populações compartilhem dificuldades geográficas, suas realidades culturais
e práticas de cuidado são distintas. A abordagem padronizada e universal não seria a mais adequada, pois descon-
sideraria as particularidades de cada população.

Resposta: Alternativa C.

Questão 5:
Dica do autor: O rastreamento do câncer colorretal é uma estratégia de prevenção secundária, com o objetivo
de identificar lesões precursoras ou neoplasias em estágios iniciais, mesmo em pessoas assintomáticas. O
Ministério da Saúde do Brasil recomenda que o rastreio do câncer do intestino em pessoas com risco habitual (ou
seja, sem sintomas ou histórico familiar relevante) seja feito a partir dos 50 anos com o exame de sangue oculto
nas fezes (SOF), preferencialmente com método imunológico, de forma anual ou bienal, a depender da política
local.

A colonoscopia pode ser o exame inicial indicado para rastreamento na população de risco habitual, mas por ser
um exame mais complexo, invasivo, com maior custo e risco de complicações, o MS autoriza a realização do sangue
oculto nas fezes antes.

Portanto, no caso desse homem de 61 anos, assintomático e sem história familiar, a conduta recomendada é iniciar
o rastreamento com o exame de sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, então sim se indica a
colonoscopia para investigação.

Lembre-se: na prova de cirurgia, às vezes, a colonoscopia é indicada como padrão-ouro para rastreamento de câncer
colorretal (mesmo as evidências sendo controversas nesse sentido). Na prova de preventiva, o mais viável é realizar
o sangue oculto nas fezes antes, e só partir para a colonoscopia em caso de resultado positivo. As diretrizes do
Ministério da Saúde são realmente ambíguas e não muito claras sobre qual exame priorizar e, por isso, um pouco de
conhecimento das provas é bem vindo aqui.

Alternativa A: INCORRETA. Incentivar o paciente a buscar o exame por via judicial não é conduta ética nem
recomendada, visto que não haverá prejuízo ao paciente se ele realizar, inicialmente, o exame de sangue oculto. O
rastreamento deve seguir os protocolos clínicos e diretrizes estabelecidos.

Alternativa B: INCORRETA. Embora o município tenha ampla disponibilidade de exames, a colonoscopia não nec-
essariamente é indicada como exame de rastreio inicial em pessoas com risco habitual. O exame recomendado
pode ser o sangue oculto nas fezes, e apenas se este for positivo é que a colonoscopia é solicitada.

Alternativa C: CORRETA. O sangue oculto nas fezes é o exame indicado pelo SUS como estratégia de rastreamento
populacional do câncer colorretal em indivíduos com risco habitual, como o paciente em questão. É seguro, barato,
não invasivo, e permite selecionar os casos que realmente devem ser encaminhados para colonoscopia.

Alternativa D: INCORRETA. Essa conduta desinforma o paciente. O SUS prevê, sim, o rastreamento de câncer
de intestino, mas de forma estratificada, iniciando com o exame de sangue oculto nas fezes. Não é correto sugerir
diretamente o setor privado, especialmente quando há caminhos públicos previstos.

Link da aula:
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Resposta: Alternativa C.

Questão 6:
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Dica do autor: A hesitação vacinal é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o atraso na
aceitação ou recusa de vacinas apesar da disponibilidade dos serviços de vacinação. É um fenômeno complexo,
influenciado por múltiplos fatores — contextuais, individuais, grupais e relacionados às características específicas
das vacinas. Entre esses fatores, o papel da Internet e, principalmente, das redes sociais, tem ganhado destaque nos
últimos anos.

Plataformas digitais são utilizadas para a disseminação rápida de informações, mas nem sempre com critérios
científicos. As chamadas fake news — informações falsas ou distorcidas — têm sido associadas ao aumento da
desconfiança da população em relação às vacinas, promovendo o medo, a dúvida e a insegurança. Além disso, os
algoritmos das redes sociais tendem a reforçar as crenças já existentes do usuário, promovendo uma exposição
seletiva que pode manter a pessoa em uma “bolha” informacional, dificultando o acesso a conteúdo confiável.

Essa associação entre conteúdos antivacina e temas de caráter moral ou ideológico (como liberdade individual,
desconfiança institucional e até questões religiosas) cria uma narrativa emocionalmente envolvente, que acaba sendo
mais atrativa do que a comunicação científica tradicional. Isso gera desconfiança nos imunobiológicos, afetando
diretamente a adesão aos programas de vacinação.

Alternativa A: CORRETA. Esta alternativa reconhece que a Internet, especialmente as redes sociais, tem papel
importante na criação e disseminação de dúvidas sobre vacinas, muitas vezes abalando a confiança da população.
Além disso, aponta corretamente que os algoritmos reforçam bolhas informacionais e que conteúdos antivacina se
associam a discursos morais, ideológicos ou pseudocientíficos — todos pontos respaldados por evidência científica
atual.

Alternativa B: INCORRETA. A hesitação vacinal não está restrita a extratos sociais de menor renda. Muito pelo
contrário: diversos estudos mostram que a hesitação é frequente em camadas mais escolarizadas e de maior
renda, onde há maior autonomia de decisão, acesso à informação (inclusive a desinformação) e questionamento das
autoridades sanitárias. O argumento da “medicalização” é uma simplificação reducionista do fenômeno.

Alternativa C: INCORRETA. Não há nenhuma política oficial de “redução temporária do uso de vacinas” para
aumentar o engajamento posterior. Essa prática seria eticamente inaceitável e tecnicamente equivocada. Há outro
ponto a considerar: o sucesso das vacinas leva ao esquecimento das doenças que elas previnem, mas isso exige
intensificação da comunicação e educação em saúde, não redução da cobertura.

Alternativa D: INCORRETA. Embora o acesso à Internet seja menor em algumas populações de baixa renda, o
impacto da desinformação é generalizado e não limitado por classe social. Além disso, pessoas de menor poder
aquisitivo podem ser igualmente influenciadas por redes sociais, WhatsApp e meios informais de comunicação, que
também veiculam fake news com ampla penetração.

Resposta: Alternativa A.

Questão 7:
Dica do autor: Vamos relembrar alguns conceitos de Testes Diagnósticos importantes para essa questão.

Sensibilidade = taxa de acertos entre os doentes

Especificidade = taxa de acertos entre os não doentes

Valor Preditivo Positivo (VPP) = taxa de acertos entre os resultados positivos

Valor Preditivo Negativo (VPN) = taxa de acertos entre os resultados negativos


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A fórmula da sensibilidade é:

O enunciado nos diz que "dentre 100 pessoas acometidas por hanseníase, 98 são verdadeiros positivos". Ou seja,
98 verdadeiro-positivos entre os 100 doentes. Isso é a sensibilidade que, nesse caso, é de 98%.

Resposta: Alternativa D.

Questão 8:
Dica do autor: O quadro clínico descrito é típico de uma mastite infecciosa ou abscesso mamário, condição comum
em mulheres lactantes, especialmente durante o período inicial de amamentação. A mastite é frequentemente
causada por Staphylococcus aureus, incluindo cepas produtoras de toxinas, que podem levar ao desenvolvimento
de um abscesso mamário. A presença de febre, área de hiperemia, dor local, ponto de flutuação e adenopatia
axilar dolorosa são sinais clássicos dessa condição. O tratamento envolve a drenagem do abscesso, associada a
antibioticoterapia. A manutenção da amamentação é fundamental, mas deve ser feita com cuidados para evitar a
propagação da infecção.

• Tratamento de mastite com abscesso: A drenagem do abscesso é necessária para aliviar os sintomas e
prevenir complicações. A drenagem pode ser realizada cirurgicamente ou percutaneamente, dependendo
das características do abscesso.
• Amamentação e infecção: A amamentação deve ser mantida, pois a lactação não é contraindicada nesses
casos, desde que a mama afetada seja drenada adequadamente. A drenagem facilita a evacuação do pus, e
o leite não precisa ser fervido, pois não há risco de transmissão do agente infeccioso ao bebê por via do leite.

Alternativa A: CORRETA. A conduta correta é a drenagem cirúrgica sobre o ponto de flutuação do abscesso, com
prosseguimento da amamentação em ambas as mamas. A drenagem cirúrgica é indicada para abscessos maiores
ou que não respondem à drenagem percutânea. A amamentação deve ser mantida, pois a infecção não é transmitida
para o bebê através do leite materno, e a drenagem ajuda a aliviar a condição.

Alternativa B: INCORRETA. Embora a drenagem com agulha fina guiada por ultrassonografia seja uma opção
válida para abscessos menores, o quadro clínico da paciente sugere um abscesso significativo, o que torna a
drenagem cirúrgica a abordagem mais apropriada. A suspensão da amamentação pela mama afetada não é
necessária, desde que a drenagem seja realizada adequadamente.

Alternativa C: INCORRETA. A antibioticoterapia é importante no tratamento de mastite, mas a fervura do leite


antes de oferecê-lo ao bebê não é necessária. A amamentação deve ser mantida, desde que a mama afetada seja
drenada adequadamente, sem necessidade de interrupção ou fervura do leite. Além disso, a duração de 7 dias de
antibiótico pode ser insuficiente dependendo da evolução do quadro e da resposta do paciente.

Alternativa D: INCORRETA. A mamografia não é indicada inicialmente para o diagnóstico de mastite ou abscesso
mamário em mulheres lactantes. O diagnóstico clínico é suficiente, e a prioridade é a drenagem do abscesso e a
antibioticoterapia. A mamografia é um exame mais indicado para investigar massas mamárias suspeitas, como
no caso de um carcinoma, mas não é necessária neste contexto, onde o diagnóstico é claro pela clínica.

Resposta: Alternativa A.
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Questão 9:
Dica do autor: O DIU de cobre é um método contraceptivo eficaz, com atuação principalmente através da liberação
de íons de cobre na cavidade uterina.

A inserção do DIU de cobre após o parto é uma prática comum, mas é importante considerar o momento adequado
para a inserção: ela deve ser realizadaimediatamente após o parto (até 48h) ou 4-6 semanas após, pois oprocesso
de involução uterina no puerpério aumenta o risco de expulsão do dispositivo.

Mecanismo de ação do DIU de cobre: O cobre tem efeito citotóxico, alterando a integridade das células esper-
máticas, o que dificulta a fecundação. Além disso, a presença do DIU também altera a mobilidade do esperma e pode
causar alterações no endométrio, tornando-o desfavorável para a implantação do embrião.

Alternativa A: INCORRETA. A inserção do DIU de cobre pode ser realizadaimediatamente após o parto (até 48h)
ou 4-6 semanas após o parto, e não a partir de 12 semanas.

Alternativas B e D: INCORRETAS. A paciente está no 15o dia pós-parto, o quecontraindica a a inserção imediata
do DIU de cobre na UBS ou no ambulatório de Ginecologia.

Alternativa C: CORRETA. O momento adequado para a inserção do DIU de cobre é imediatamente após o parto (até
48h) ou entre 4 a 6 semanas após o parto. A ação do cobre é inflamatória e citotóxica, alterando o ambiente do
endométrio e dificultando a fecundação. A liberação de íons de cobre cria um ambiente hostil à implantação, tornando
esse método altamente eficaz.

Resposta: Alternativa C.

Questão 10:
Dica do autor: Essa questão é muito interessante porque aborda de uma forma simples algumas especificidades com
relação ao cuidado da saúde indígena. Vamos começar analisando o caso clínico. Temos uma criança de 4 anos que
apresenta febre e tosse. Embora diversas infecções de vias aéreas superiores possam cursar com esses sintomas
o encontro de taquipneia sinaliza comprometimento de via aérea inferior. De acordo com a Organização Mundial de
Saúde (OMS), a presença de taquipneia associada a história clínica compatível permite o diagnóstico clínico
de pneumonia. Da mesma forma, a OMS permite a classificação da gravidade da pneumonia pelo encontro de
sinais clínicos, que serve para direcionar o tratamento. Isso é especialmente útil em localidades como essa, um
distrito sanitário indígena que possui poucos recursos diagnósticos e terapêuticos. Nesses locais é importante que
você saiba identificar qual paciente pode ser manejado no local e qual paciente deve ser transferido para internação.
Consideramos pneumonia não-grave aquela que se apresenta apenas com clínica sugestiva de pneumonia
(taquipneia + história sugestiva), sem sinais de desconforto respiratório. Na presença detiragem subcostal já
temos uma pneumonia grave e na presença de algum outro sinal de perigo, além da tiragem, temos uma pneumonia
muito grave. Os sinais de perigo para crianças maiores de 2 meses são: estridor em repouso, recusa de líquidos,
convulsão, alteração do sensório e vômitos incoercíveis. Note que nesse caso, embora não tenham sido descritos
sinais de desconforto respiratório temos rebaixamento do nível de consciência (letargia) e sinais de clínicos de
desidratação (choro sem lágrimas), indicando a necessidade de internação hospitalar. Lembrando que você
está dentro de uma comunidade indígena, deve-se então solicitar a permissão para internação da criança e reforçar
que os emplastros de ervas que estavam sendo utilizados podem ser mantidos em ambiente hospitalar, tendo em
vista a sua importância para aquela população.

Alternativa A: CORRETA. Conforme dica do autor.

Alternativa B: INCORRETA. Os emplastros devem ser mantidos em ambiente hospitalar como forma de respeito ao
que essas terapêuticas representam para a cultura indígena.
COMENTÁRIOS | 30

Alternativa C: INCORRETA. Toda pneumonia tem indicação de tratamento antibiótico, tendo em vista os principais
agentes etiológicos envolvidos, sendo o Streptococcus pneumoniae o principal entre 4 meses e 5 anos de vida.

Alternativa D: INCORRETA. A pneumonia pode ser tratada em domicílio apenas em casos não graves, ou seja, sem
sinais de perigo ou de desconforto respiratório.

Resposta: Alternativa A.

Questão 11:
Dica do autor: A questão aborda o diagnóstico e manejo do diabetes mellitus gestacional (DMG), uma condição
que surge durante a gestação e pode ter consequências graves para mãe e feto se não for adequadamente tratada.

Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Diabetes, o rastreamento do DMG deve ser feito
em todas as gestantes, inicialmente no primeiro trimestre, e, se necessário, prosseguido entre 24 e 28 semanas de
gestação. A glicemia de jejum é o exame inicial, com os seguintes pontos de corte:

• <92 mg/dL: normal;


• Entre 92 e 125 mg/dL: diagnóstico de diabetes gestacional;
• e 126mg/dL: diagnóstico de diabetes mellitus preexistente (overt diabetes).

No caso apresentado, a paciente tem glicemia de jejum de 110 mg/dL, o que confirma o diagnóstico de diabetes
gestacional. A conduta inicial para pacientes com DMG é tratamento dietético (nutrição balanceada com controle
de carboidratos) e atividade física (quando não houver contraindicações obstétricas), além da medida da glicemia
capilar em jejum e após as refeições. Caso as metas glicêmicas não sejam atingidas com essas medidas, deve-se
iniciar o uso de insulina.

Alternativa A: INCORRETA. A realização do teste oral de tolerância à glicose (TOTG) entre 30 e 34 semanas de
gestação não é indicada neste caso, pois o diagnóstico de diabetes gestacional já foi estabelecido com a glicemia de
jejum e 92 mg/dL. O TOTG é necessário apenas em pacientes com glicemia de jejum inferior a 92 mg/dL no primeiro
trimestre, e o período correto para a sua realização é entre 24 e 28 semanas.

Alternativa B: INCORRETA. Não há necessidade de repetir a glicemia de jejum entre 28 e 30 semanas para confirmar
o diagnóstico de DMG, já que o critério diagnóstico foi atendido com o valor de 110 mg/dL.

Alternativa C: INCORRETA. A insulina só é indicada em gestantes com DMG quando as metas glicêmicas não são
alcançadas com dieta e atividade física. Como o manejo inicial recomendado é sempre conservador, a introdução
imediata de insulina seria precipitada e desnecessária neste momento.

Alternativa D: CORRETA. O tratamento inicial para diabetes gestacional é dietoterapia com redução de car-
boidratos refinados e atividade física (se não houver contraindicações obstétricas). Essas medidas são fundamen-
tais para evitar hiperglicemia e complicações, tanto maternas quanto fetais. A avaliação e acompanhamento regular
da glicemia capilar são necessários para garantir o controle metabólico.

Resposta: Alternativa D.

Questão 12:
Dica do autor: O acompanhamento pré-natal é essencial para garantir a saúde da gestante e do feto, reduzindo
o risco de complicações durante a gravidez e o parto. Durante esse tempo, diversos exames são solicitados para
COMENTÁRIOS | 31

monitorar o desenvolvimento fetal e identificar qualquer condição que possa representar um risco para a
gestação. A solicitação correta dos exames necessários é fundamental para o manejo adequado do pré-natal.

Vamos analisar as alternativas:

Alternativa A: INCORRETA. O pré-natalista não identificou o aumento dos níveis pressóricos da paciente a partir de
26 semanas (PAS >= 140 e/ou PAD >=90), que indicariam encaminhamento ao pré-natal de alto risco (o que só foi
feito com 35 semanas). Além disso, a ultrassonografia morfológica de segundo trimestre foi solicitada fora da janela
adequada (20-24 semanas).

Alternativa B: INCORRETA. A paciente apresenta pelo menos duas medidas da pressão arterial elevadas após as
20 semanas, mas para fechar o diagnóstico de pré-eclâmpsia sem critérios de gravidade é necessária a presença de
proteinúria.

Alternativa C: INCORRETA. A paciente tem indicação de encaminhamento ao pré-natal de alto risco desde as 26
semanas, por elevação dos níveis pressóricos.

Alternativa D: CORRETA. A ultrassonografia morfológica do segundo trimestre foi solicitada com 26 semanas, mas
o período ideal para sua realização é entre 20 e 24 semanas.

Resposta correta: Alternativa D.

Questão 13:
QUESTÃO ANULADA

Dica do autor: Vamos aproveitar a questão para revisar alguns conceitos importantes sobre conselhos e conferências
de saúde.

Conselho de saúde: órgão colegiado com caráter permanente e deliberativo composto por representantes do
governo, por profissionais de saúde e por usuários. São algumas características dos conselhos:

• 50% dos participantes são usuários do sistema.

• Reuniões mensais

• Controle da execução das políticas de saúde, inclusive, nos aspectos financeiros e econômicos.

Conferências de saúde: têm como objetivo avaliar a situação de saúde para propor e formular políticas de saúde
que serão ou não homologadas pelo chefe do poder em cada esfera do governo. Algumas características são:

• 50% dos participantes são usuários do sistema.

• Reuniões a cada 4 anos

Análise das alternativas:


COMENTÁRIOS | 32

Alternativa A: INCORRETA. As conferências municipais de saúde não são realizadas a cada 3 anos, mas sim a cada
4 anos, conforme prevê a Lei n.º 8.142/1990. A periodicidade mencionada está incorreta.

Alternativa B: INCORRETA. A participação nos conselhos de saúde deve ser paritária, e não em proporção diferente.
Ou seja, 50% dos membros devem ser representantes dos usuários, conforme definido pela legislação.

Alternativa C: CORRETA. Essa foi a alternativa inicialmente dada como correta. Entretanto, a Lei n.º 8.142/1990 não
define que os conselhos de saúde devem ter "no mínimo 50% de usuários", como afirma a alternativa. O correto é a
representação paritária, com 50% dos representantes sendo usuários, não um mínimo de 50%.

Alternativa D: INCORRETA. Usuários do SUS não têm direito direto de atuar na gerência das unidades básicas de
saúde, uma vez que a gestão é realizada por profissionais nomeados pelos gestores municipais, estaduais ou federais.
O papel dos usuários é de participação e fiscalização, e não de gerência direta.

Resposta: Questão Anulada.

Nota: A questão foi anulada porque a Lei n.º 8.142/1990não define que os conselhos de saúde devem ter "no mínimo
50% de usuários", como afirma a alternativa C. O texto legal estabelece que os usuários devem ter paridade em
relação aos demais segmentos(trabalhadores de saúde e gestores/prestadores), ou seja, exatamente 50% de
representação, sem margem para ser maior ou menor.

Link da aula:
[Link]

Questão 14:
Dica do autor: Vamos relembrar alguns conceitos de Testes Diagnósticos importantes para essa questão.

• Sensibilidade = taxa de acertos entre os doentes


• Especificidade = taxa de acertos entre os não doentes
• Valor Preditivo Positivo (VPP) = taxa de acertos entre os resultados positivos.
• Valor Preditivo Negativo (VPN) = taxa de acertos entre os resultados negativos.

Vamos montar uma tabela com os dados apresentados pelo enunciado. Vamos supor que tenhamos 1000 pacientes.
Como a prevalência é de 10%, 100 são doentes. Desses, o teste tem a capacidade de detectar 80% dos casos (80
verdadeiro-positivos). Dos outros 900 não doentes, 20% são falso-positivos (180). A tabela ficaria como demonstrado
na imagem.

Fonte: Sanar.
COMENTÁRIOS | 33

O enunciado pede o seguinte: qual é a probabilidade de um resultado positivo ser de um indivíduo realmente doente?

Ou seja, se vier um resultado positivo, qual a probabilidade de ser um verdadeiro-positivo? A questão te pede o VPP.

VPP = 80/260 = 30,8%

Resposta: Alternativa A

Questão 15:
Dica do autor: A questão aborda um caso confirmado de cólera, doença causada pelo Vibrio cholerae, que é de
notificação compulsória imediata, conforme as normas do Ministério da Saúde no Brasil. A cólera é uma doença
de alta transmissibilidade, principalmente em regiões com precárias condições de saneamento e higiene, sendo
transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados.

A principal medida de manejo inclui a hidratação vigorosa para corrigir a desidratação causada pela diarreia profusa.
O uso de antibióticos (como a doxiciclina) reduz a duração da diarreia e a eliminação fecal do patógeno, auxiliando
no controle da disseminação. Além do tratamento, o controle epidemiológico é essencial para evitar surtos. Assim, a
notificação imediata às autoridades sanitárias permite a investigação do caso, o monitoramento de contatos e a
adoção de medidas de prevenção, como inspeção de fontes de água e campanhas educativas.

Alternativa A: INCORRETA. O isolamento padrão e de gotículas não é a medida mais adequada para a cólera, pois
esta é transmitida principalmente por via fecal-oral.

Alternativa B: CORRETA. A notificação imediata às autoridades de vigilância sanitária é essencial, pois a cólera
é uma doença de notificação compulsória. Isso possibilita a adoção de medidas de controle e prevenção em nível
populacional, como inspeções sanitárias, educação comunitária e controle da qualidade da água.

Alternativa C: INCORRETA. Embora o rastreamento de contatos seja importante, o uso de antibióticos de rotina
para os contatos assintomáticos não é recomendado. O tratamento é reservado para casos confirmados ou pessoas
sintomáticas em surtos.

Alternativa D: INCORRETA. Não existe uma vacina contra a cólera disponível no Programa Nacional de Imunizações
(PNI) no Brasil. O controle da transmissão depende mais de medidas de higiene, saneamento básico e tratamento
adequado dos casos confirmados.

Resposta: Alternativa B.

Link da aula:
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Questão 16:
Dica do autor: A questão aborda a avaliação da situação e apresentação fetal com base no exame clínico realizado
pelo médico através da manobra de Leopold, um método simples e eficiente para avaliar a posição do feto no útero.
Esses conceitos são fundamentais para o acompanhamento pré-natal e planejamento do parto. Vamos entender os
principais pontos:

Situação fetal:

• Refere-se à relação entre o maior eixo do feto (longitudinal) e o maior eixo da mãe (também longitudinal).
COMENTÁRIOS | 34

• As situações possíveis são:


• Longitudinal: Quando os dois eixos estão alinhados (a mais comum).
• Transversal: Quando o eixo do feto está perpendicular ao da mãe.
• Oblíqua: Quando o eixo do feto forma um ângulo oblíquo em relação ao da mãe.

Apresentação fetal:

• Indica a parte do feto que está mais próxima do estreito superior da pelve materna e que, portanto, será a
primeira a nascer.
• As apresentações mais comuns são:
• Cefálica: A cabeça é a parte que se apresenta (a mais frequente e desejada para parto normal).
• Pélvica: As nádegas ou pés do feto são a parte que se apresenta.
• Córmica: O ombro ou outra parte do tronco é a parte que se apresenta (associada à situação transversal).

Manobras de Leopold:

• Primeiro tempo: delimita-se o fundo do útero e a situação fetal.


• Segundo tempo: identifica-se a posição do dorso fetal, em relação ao lado materno (direito ou esquerdo).
• Terceiro tempo: avalia a apresentação fetal. Na questão, a identificação de uma estrutura arredondada,
regular e compatível com a calota craniana indica uma apresentação cefálica.
• Quarto tempo: o examinador volta suas costas para a cabeça da paciente, colocando as mãos sobre as
fossas ilíacas para avaliar a insinuação da apresentação na bacia materna.

No caso descrito, a situação é longitudinal, pois a manobra identificou a cabeça na região suprapúbica, alinhada
com o eixo da mãe, e a apresentação é cefálica, devido à presença da calota craniana.

Alternativa A: INCORRETA. A situação transversal significa que o eixo fetal está perpendicular ao eixo da mãe, o
que não é o caso, pois a identificação da calota craniana suprapúbica indica alinhamento longitudinal. A apresentação
cefálica está correta, mas a situação não.

Alternativa B: INCORRETA. Embora a situação longitudinal esteja correta, a apresentação pélvica não é compatível
com a identificação da calota craniana no terceiro tempo da manobra de Leopold. Essa apresentação indicaria a
presença de nádegas ou pés no polo inferior do útero.

Alternativa C: INCORRETA. A apresentação córmica é associada à situação transversal, com ombro ou parte
lateral do feto se apresentando. Isso não corresponde ao achado da questão, que descreve a calota craniana na
região suprapúbica.

Alternativa D: CORRETA. A situação longitudinal é indicada pelo alinhamento do maior eixo fetal com o maior eixo
da mãe, enquanto a apresentação cefálica é confirmada pela palpação da calota craniana no terceiro tempo da
manobra de Leopold. Essa alternativa é condizente com o quadro descrito.

Resposta: Alternativa D.

Questão 17:
Dica do autor: Discordamos do gabarito dessa questão.
COMENTÁRIOS | 35

A maioria das questões de Declaração de Óbito pergunta sobre o correto preenchimento das causas do óbito. Vamos
revisar alguns conceitos:

- Na parte I temos as doenças ou espaços mórbidos que produziram a cadeia de eventos que levou diretamente
ao óbito. Na parte II temos outras condições que contribuíram para o óbito, mas que não fizeram parte da cadeia de
eventos que efetivamente produziu o óbito.

- Na parte I, temos 4 espaços. O espaço mais acima, ou seja, o espaço designado com a letra a, deve ser preenchido
com a causa imediata do óbito, que é a doença ou estado mórbido que causou diretamente o óbito. Abaixo, temos
as causas antecedentes, ou intermediárias, que são as doenças ou estados mórbidos que produziram a causa
imediata, ou culminaram nela. O espaço mais abaixo, da letra d, corresponde à causa básica, que é aquela doença
ou estado mórbido que iniciou a sequência de eventos que levou ao óbito. Na ausência de causas antecedentes
intermediárias suficientes, a causa básica só precisa ser aquela descrita mais abaixo na lista.

Alternativa A: INCORRETA. O legista não precisa ser acionado neste caso, pois não há indícios de morte não natural
ou sem assistência médica. Além disso, a exacerbação de DPOC como causa básica é inadequada, pois ela é uma
condição intermediária.

Alternativa B: INCORRETA. Não há motivo para o/a legista declarar o óbito, visto que o médico de família vinha
presentado assistência ao paciente e não há motivo para querer que se trate de uma causa não-natural. Embora a
sepse seja um desfecho comum de infecções graves, como broncopneumonia, ela não é a causa básica do óbito. A
sepse é a consequência do quadro infeccioso.

Alternativa C: INCORRETA. O médico de família é o profissional indicado para emitir o atestado de óbito, pois acom-
panhava o paciente regularmente. A causa básica do óbito pode ser a DPOC, que piorou com a descompensação
infecciosa, ou o próprio quadro de HAS, que levou ao AVC e predispôs o paciente a uma pneumonia aspirativa. O
mais lógico, nesse caso, seria considerar a própria DPOC como causa básica. Acontece que a questão considerou a
broncopneumonia como a causa básica, o que é inadequado. AS causas contribuintes incluem o AVC, a hemiplegia
e a HAS, que agravam o estado geral do paciente e favorecem infecções e descompensações.

Alternativa D: INCORRETA. Escrever parada cardiorrespiratória na declaração de óbito está sempre errado. Essa
alternativa não pode ser a correta de jeito nenhum.

Resposta: Alternativa C.

Conclusão: A alternativa C é a menos inadequada entre as apresentadas, mas está apenas parcialmente correta.
Consideramos que essa questão deveria ter sido anulada.

Link da aula:
[Link]

Questão 18:
Dica do autor: Inquéritos populacionais de base domiciliar, como a Pesquisa Nacional de Saúde, são tipicamente
estudos transversais. O pulo do gato é entender que o desenho transversal mede exposições e desfechos ao mesmo
tempo — ou seja, captura uma fotografia da população em um momento (ou um período curto) e estima prevalências
de condições, comportamentos e fatores de risco. Esses estudos são excelentes para planejar políticas públicas,
monitorar tendências e avaliar carga de doença, além de permitirem análises associativas (com medidas como razão
de prevalência), mas não estabelecem relação de causa e efeito nem temporalidade entre exposição e desfecho.
Em inquéritos nacionais há amostragem probabilística por conglomerados, estratificação e pesos amostrais para
garantir representatividade; atenção ao desenho amostral é essencial na análise para obter estimativas e intervalos
de confiança válidos.
COMENTÁRIOS | 36

Alternativa A: INCORRETA. "Coorte" designa estudos em que indivíduos são seguidos ao longo do tempo para
observar ocorrência de desfechos a partir de exposições — podem ser prospectivos ou retrospectivos. A Pesquisa
Nacional de Saúde não acompanha as mesmas pessoas ao longo do tempo: colhe dados em uma visita domiciliar
(ou em uma janela de tempo limitada), caracterizando uma fotografia da população, não um seguimento. Logo, não é
um estudo de coorte.

Alternativa B: CORRETA. "Transversal" é a classificação correta. Inquéritos domiciliares nacionais avaliam, em


um ponto (ou curto período), prevalência de doenças autorreferidas, condições de saúde, acesso a serviços e
comportamentos. São desenhados para estimar proporções na população, com amostragem complexa e ponderação.
Repare: transversal = prevalência; não confundir com incidência (medida em coortes) nem ensaio (experimental).

Alternativa C: INCORRETA. "Experimental" referese a ensaios clínicos ou comunitários em que o pesquisador


intervém e randomiza exposição/terapia para avaliar efeito. A pesquisa do IBGE é observacional, sem intervenção
experimental nem randomização de tratamento, portanto não se enquadra como estudo experimental.

Alternativa D: INCORRETA. "Casocontrole" é um desenho retrospectivo que seleciona participantes por desfecho
(casos com a doença e controles sem) e investiga exposições passadas. Em inquéritos domiciliares representativos da
população não há seleção por presença de desfecho; selecionase uma amostra da população e medemse desfechos
e exposições simultaneamente. Portanto, não é casocontrole.

Alternativa E: INCORRETA. Repete a ideia de "Coorte" e, como explicado na Alternativa A, estudos de coorte exigem
seguimento temporal dos participantes para calcular incidência e riscos. Um inquérito nacional domiciliar não faz esse
seguimento, logo não é coorte.

Resposta: Alternativa B

Questão 19:
Dica do autor: O caso aborda a reorganização do sistema de agendamento em uma unidade de saúde, destacando
as dificuldades enfrentadas, como:

• Atrasos no atendimento devido à inserção de pacientes não agendados;


• Estresse da equipe com o alto volume de demandas;
• Alta taxa de faltas entre os pacientes com consultas agendadas.

A equipe decide adotar um modelo de agendamento carve-out, que consiste em reservar uma porcentagem das
vagas para demandas espontâneas ou urgentes (neste caso, 40%) e outra parte para consultas programadas (60%).
Esse modelo visa atender condições agudas e crônicas de forma estruturada, diminuindo atrasos e melhorando
o fluxo do atendimento.

Porém, o desafio do modelo carve-out está no correto dimensionamento das vagas reservadas para demandas não
programadas. Caso o número de pacientes espontâneos exceda a capacidade ou as vagas reservadas não sejam
preenchidas, pode haver insatisfação dos usuários ou desperdício de tempo da equipe.

Alternativa A: CORRETA. A mudança descrita é a transição do modelo tradicional para o modelo carve-out, que
reserva parte das vagas para consultas não programadas. O principal desafio é evitar subdimensionamento ou
superdimensionamento das vagas, o que pode gerar desperdício ou insatisfação.

Alternativa B: INCORRETA. O modelo carve-out não está relacionado ao acesso aberto, que implica flexibilidade
total no agendamento, eliminando a distinção entre consultas agendadas e espontâneas. Este modelo busca priorizar
a demanda estruturada e espontânea separadamente.
COMENTÁRIOS | 37

Alternativa C: INCORRETA. A transição para o acesso avançado requer uma abordagem diferente, com ênfase
no agendamento contínuo (onde os pacientes podem agendar consultas conforme sua necessidade, sem filas de
espera), e com um número maior de vagas para demandas do dia, de pelo menos 50% ou 70% das vagas.

Alternativa D: INCORRETA. O modelo que está sendo proposto é o carve-out. O acesso avançado requer uma
proporção ainda maior de vagas oferecidas para demandas do dia.

Resposta: Alternativa A.

Questão 20:
Dica do autor: Antes de falarmos sobre osprincípios do SUS, é importante que você se atente para as diferenças
entre princípios, diretrizes e atributos. Quando uma questão te pede para falar sobre os princípios do SUS, geralmente
a questão quer que você fale sobre osprincípios doutrinários, ou seja, universalidade, integralidade e equidade.
É possível que a questão queira alguns dos princípios organizativos, mas primeiro procure se nenhum princípio
doutrinário responde à pergunta.

Se a questão te pede uma diretriz do SUS, ela provavelmente está falando sobre os princípios organizativos, como
hierarquização, descentralização, regionalização etc. Agora, se o enunciado pede atributos da atenção primária,
ele está querendoacesso, longitudinalidade, integralidade ou coordenação do cuidado.

Vamos, inicialmente, relembrar as definições dos princípios doutrinários do SUS. São eles:

• Universalidade: todos têm acesso aos serviços em qualquer nível de assistência.


• Integralidade: conjunto articulado de ações e serviços curativos e preventivos, individuais e coletivos.
Basicamente, deve considerar todos os aspectos que podem influenciar a saúde de um indivíduo.
• Equidade: Por equidade, entende-se a necessidade de tratar os diferentes de forma diferente. O objetivo
desse princípio é a redução das desigualdades, reconhecendo as diferenças nas condições de vida e de
saúde das pessoas, devendo o sistema ser capaz de atender à diversidade.

Alternativa A: CORRETA. Se estamos estabelecendo critérios para a organização das visitas domiciliares, isso
significa que iremos priorizar os casos que mais necessitam para que tenham as visitas primeiro e mais vezes. Assim,
estamos tratando os diferentes de forma diferente.

Alternativa B: INCORRETA. Além de não se tratar de um princípio considerado doutrinário (que devemos buscar
primeiro entre as alternativas), não está relacionado ao caso apresentado no enunciado.

Alternativas C e D: INCORRETAS. Por mais que seja um princípio doutrinário, o princípio da equidade se faz muito
mais aparente no enunciado.

Resposta: Alternativa A.

Link da aula:
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Questão 21:
Dica do autor: Estamos diante de uma gestante de 30 semanas com um quadro infeccioso grave, apresentando
febre, lombalgia e queda do estado geral. É importante lembrar que a gestação cursa com um estado de imunos-
supressão, e que a gestante pode progredir rapidamente para sepse. Ofoco infeccioso mais provável é o urinário,
cursando com um quadro de pielonefrite.
COMENTÁRIOS | 38

A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do trato urinário superior, envolvendo o parênquima renal e pelve.
É uma condição séria, principalmente durante a gravidez, já que pode levar a complicações maternas e fetais, como
oparto prematuro. Pacientes frequentemente se apresentam com sintomas sistêmicos, incluindo febre, calafrios,
náuseas, vômitos, além de sintomas típicos de infecção do trato urinário inferior, como disúria, urgência e frequência
urinária. Sinal de Giordano (dor à punho-percussão lombar) é classicamente associado a pielonefrite.O tratamento
requer hospitalização e administração intravenosa de antibióticos.

Vamos analisar as alternativas:

Alternativa A: INCORRETA. Diante do quadro infeccioso, a paciente precisa ser avaliada imediatamente em um
serviço de maior complexidade e receber tratamento com antibióticos. Se confirmada a pielonefrite, ela deverá ser
hospitalizada para tratamento endovenoso.

Alternativa B: INCORRETA. A paciente precisa receber um antitérmico para febre e ser encaminhada para um
pronto-atendimento, e não para uma avaliação eletiva.

Alternativa C: CORRETA. A paciente precisa receber um antitérmico para febre e ser encaminhada para uma
avaliação de urgência no pronto-socorro.

Alternativa D: INCORRETA. A gestante precisa ser encaminhada para uma avaliação de urgência, mas o sintomático
de maior importância neste momento é um antitérmico (e não antiespasmódico).

Resposta: Alternativa C.

Questão 22:
Dica do autor: Quando a cabeça fetal está posicionalmente alterada em relação ao tronco, falamos em graus de
deflexão ou flexão — o pulo do gato é saber que, quanto mais a cabeça está estendida, mais “cara” aparece ao
toque. Na apresentação fletida (flexionada) quem vem na frente é o occipital (vértice). Com leve deflexão temos a
apresentação bregmática (sincipúcio, onde se palpam suturas e a bregma), com maior deflexão a fronte (brow) —
superfície frontal e arcadas orbitárias — e, na deflexão máxima, a face: olhos, nariz, boca e o mento tornamse a
parte apresentante. No toque vaginal, a face é reconhecida pela sensação de estruturas ósseas irregulares da face
e, frequentemente, pela identificação do mento como ponto de referência; isso orienta também a conduta obstétrica,
porque a posição do mento (anterior ou posterior) é determinante para a viabilidade do parto vaginal. Então, bater o
olho (e principalmente o toque) e identificar se o que chega são suturas/fontanelas ou estruturas faciais é o que define
se é vertex, bregma, fronte ou face.

Alternativa A: INCORRETA. A apresentação bregmática (ou sincipital) corresponde a deflexão leve (defletida de
1º grau). Ao toque esperase palpar a sutura sagital e a bregma (fontanela anterior), sensação distinta da face. A
imagem/descrição da questão mostra características faciais como mento e nariz, não a bregma; por isso não é
bregmática.

Alternativa B: INCORRETA. A fronte (defletida de 2º grau) apresenta-se com as arcadas superciliares e a grande
dimensão bifrontomentoniana, o que frequentemente causa sofrimento ou necessidade de cesárea se persistente; ao
toque sentese uma superfície mais ampla e rígida da testa, não estruturas faciais definidas como o mento proeminente.
A imagem da questão está além da fronte, com evidência clara de face inteira, portanto não é fronte.

Alternativa C: CORRETA. A apresentação de face corresponde à deflexão máxima (defletida de 3º grau). No exame
de toque são palpáveis nariz, boca, olhos e, sobretudo, o mento — este último é o marco anatômico que orienta
prognóstico do parto (mento anterior favorece parto vaginal, mento posterior costuma obstruir e levar a cesárea). A
descrição/imagem dada no enunciado condiz com a presença de estruturas faciais como parte apresentante, logo
tratase de apresentação de face, defletida de 3º grau.
COMENTÁRIOS | 39

Alternativa D: INCORRETA. A apresentação occipital (vértice) é a clássica fletida: a cabeça está flexionada e
o occipital é a parte de contato, com pequeno diâmetro que facilita o trabalho de parto. Ao toque sentirseia a
protuberância occipital e, muitas vezes, a fontanela posterior/anterior, e não estruturas faciais. Portanto, não é occipital.

Resposta: Alternativa C

Questão 23:
Dica do autor: A perda óssea acelerada começa logo após a menopausa por causa da queda de estrógenos, mas o
que faz diferença clínica é o acúmulo de fatores de risco ao longo do tempo. Na prevenção primária o pulo do gato é
intervenção no estilo de vida: ingestão adequada de cálcio e vitamina D (priorizando alimentação e exposição solar
responsáveis), exercícios com sustentação de peso e fortalecimento muscular para aumentar massa e reduzir risco
de quedas, evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool, e trabalhar prevenção de quedas no domicílio. Exames e
medicações só entram quando há fatores de risco adicionais, sinais de fragilidade, ou quando a densitometria mostra
osteopenia/osteoporose combinada a risco de fratura. Rotina de densitometria para toda mulher pósmenopausa não
está indicada; indicase em idades mais avançadas ou em situações de risco (uso crônico de corticoide, história de
fratura, perda de estatura acentuada, doenças que comprometem o osso). Terapia hormonal tem papel no alívio de
sintomas vasomotores e pode proteger o osso, mas não é recomendada como estratégia isolada de saúde óssea
sem avaliação individualizada dos riscos e benefícios.

Alternativa A: INCORRETA. Suplementar indiscriminadamente com carbonato de cálcio e vitamina D em toda mulher
pósmenopausa não é a primeira medida. A recomendação inicial é privilegiar alimentação adequada e exposição solar;
a suplementação é indicada quando a ingestão dietética ou níveis são insuficientes ou quando há risco aumentado.
Além disso, rastrear todas as mulheres com densitometria óssea aos 55 anos não é prática de rotina — o rastreio é
indicado em idades mais avançadas (ou antes, se houver fatores de risco claros).

Alternativa B: CORRETA. Manter dieta rica em cálcio e vitamina D, exposição solar adequada e exercícios regulares
de sustentação e fortalecimento é a base da prevenção primária. Essas medidas reduzem a perda óssea, melhoram
a massa muscular e diminuem o risco de quedas e fraturas. No caso apresentado, sem fatores de risco adicionais,
essa conduta é a mais apropriada para prevenção.

Alternativa C: INCORRETA. Solicitar densitometria e, se houver osteopenia, já iniciar cálcio/vitamina D e alendrona-


to/raloxifeno é uma simplificação excessiva. Osteopenia isolada nem sempre justifica terapia antireabsortiva; a decisão
deve considerar o risco absoluto de fratura (FRAX ou equivalente), idade, história de fratura e comorbidades. Além
disso, antes de partir para fármacos, reforçase medidas não farmacológicas.

Alternativa D: INCORRETA. A confirmação laboratorial de menopausa por FSH/estradiol quase nunca é necessária
quando há amenorreia de 12 meses ou mais; o diagnóstico é clínico. A terapia hormonal não deve ser usada
rotineiramente apenas para prevenção primária da osteoporose — tem indicação quando há sintomas vasomotores
importantes e sempre após avaliação individualizada dos riscos/benefícios e com planejamento da duração.

Resposta: Alternativa B

Questão 24:
Dica do autor: Qual a situação atual desse município? Cobertura ainda insuficiente da Atenção Primária
eindicadores de morbimortalidade muito relacionados com condições sensíveis à APS, como doenças crônicas
não transmissíveis e causas externas. Observando essa situação, vamos às alternativas:

Alternativa A: CORRETA. Como os principais problemas dizem respeito a condições sensíveis à APS, ampliar essa
cobertura é uma forma de garantir ação sobre os fatores de risco e sobre essas condições. Além disso, no que tange às
causas externas principalmente, a articulação com a atenção secundária é essencial para uma assistência adequada.
COMENTÁRIOS | 40

Alternativa B: INCORRETA. Não temos informações sobre a disponibilidade de serviços de urgência e emergência,
o que não nos permite avaliar o impacto de uma suposta ausência dessa assistência no município.

Alternativa C: INCORRETA. A Estratégia de Saúde da Família (ESF) é a estratégia norteadora da Atenção Primária
no nosso país.

Alternativa D: INCORRETA. A aquisição de novas ambulâncias não é a melhor resposta para as demandas de saúde
desse município.

Resposta: Alternativa A.

Questão 25:
Dica do autor: Para avaliarmos a pandemia da Covid-19 através do conceito de sindemia, precisamos entender se
fatores extrínsecos à própria história natural da doença influenciaram nos indicadores de morbimortalidade da doença.

O que vemos é que populações em maiores situações de vulnerabilidade socioeconômica tiveram menos acesso
aos serviços de saúde, menos acesso aos equipamentos de proteção adequados, além de maior exposição, princi-
palmente por conta da necessidade de manutenção das atividades de trabalho e do deslocamento em transportes
públicos.

Assim, fica claro como a distribuição dos indicadores de morbimortalidade reflete os determinantes sociais de saúde
e as desigualdades presentes na sociedade.

Questão 26:
Dica do autor: O rastreamento de diabetes na gestação consiste em: no primeiro trimestre, devemos solicitar uma
glicemia de jejum e interpretar da seguinte forma:

• normal se < 92;


• diabetes gestacional entre 92 e 125;
• overt diabetes se e 126.

Além disso, é importante saber os valores de referência do Teste Oral de Tolerância à Glicose com 75 g (TOTG 75),
indicado para rastreamento de diabetes gestacional em pacientes que tiveram glicemia de jejum normal (< 92) no
primeiro trimestre, e deve ser realizado entre 24 e 28 semanas. Os valores normais são:

• jejum < 92;


• 1h após sobrecarga < 180;
• 2h após sobrecarga < 153.

Basta um valor alterado para fazermos o diagnóstico de diabetes gestacional. Alternativas A e D: INCORRETAS.
O TOTG é com 75 g de glicose, não 100 g. Alternativa B: CORRETA. Conforme a dica do autor. Alternativa C:
INCORRETA. O TOTG 75 g deve ser realizado entre 24 e 28 semanas, período mais diabetogênico da gravidez, pelo
pico de secreção do hormônio lactogênio placentário (contrainsulínico). Resposta: Alternativa B.

Questão 27:
COMENTÁRIOS | 41

Dica do autor: Essa é uma questão que não fala diretamente sobre princípios ou diretrizes do SUS, nem sobre os
atributos da Atenção Primária, mas o conhecimento sobre esses conceitos pode ajudar.

Princípios doutrinários do SUS:

• Universalidade:todos têm acesso aos serviços em qualquer nível de assistência.


• Integralidade: conjunto articulado de ações e serviços curativos e preventivos, individuais e coletivos.
Basicamente, deve considerar todos os aspectos que podem influenciar a saúde de um indivíduo.
• Equidade: necessidade de tratar os diferentes de forma diferente. O objetivo desse princípio é a redução
das desigualdades, reconhecendo as diferenças nas condições de vida e de saúde das pessoas, devendo o
sistema ser capaz de atender à diversidade.

Diretrizes ou Princípios Organizativos do SUS:

• Hierarquização: divisão da assistência em níveis de atenção: primária, secundária e terciária.


• Descentralização: descentralizar é redistribuir poder e responsabilidade entre os três níveis de governo.
• Regionalização: buscar as melhores disposições e distribuições técnicas e espaciais dos serviços de saúde.
Foca a epidemiologia e as prioridades da região.

Atributos da Atenção Primária:

• Acesso: A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada preferencial para o sistema, devendo ser
nesse nível de atenção o primeiro contato do paciente com os serviços de saúde.
• Coordenação do cuidado: Diz respeito à continuidade de informações dentro do sistema, muitas vezes
evidenciada pelos relatórios de Referência e Contrarreferência.
• Integralidade: a integralidade diz respeito ao cuidado mais abrangente do indivíduo, envolvendo uma carteira
de serviços diversificada.
• Longitudinalidade: a APS deve oferecer uma fonte regular de atenção e assistência à saúde.

Alternativa A: INCORRETA. Como visto na dica do autor, descentralização tem a ver com a divisão de responsabil-
idades de gestão no sistema, enquanto hierarquização diz respeito aos diferentes níveis de atenção à saúde.

Alternativa B: CORRETA. O grande problema representado na imagem é o do acesso ao serviço, que tem tudo a
ver com gestão e subfinanciamento.

Alternativa C: INCORRETA. A integralidade diz respeito aos diferentes serviços disponíveis. O que vemos de forma
bastante evidente na imagem é o problema do acesso.

Alternativa D: INCORRETA. Até poderíamos dizer que há um problema envolvendo universalidade, visto que o acesso
universal fica prejudicado, mas isso nada tem a ver com o fato de o paciente menos doente estar no final da fila.

Resposta: Alternativa B.

Questão 28:
Dica do autor:
COMENTÁRIOS | 42

O Ministério da Saúde e o INCA não orientam o rastreamento para o câncer de próstata.

Vamos repetir: o Ministério da Saúde e o INCA não orientam o rastreamento para o câncer de próstata.

O que algumas sociedades, como a de urologia, defendem?

Que você converse com seu paciente, oriente sobre a falta de recomendação e a ausência de evidências que
demonstrem benefícios do rastreamento do câncer de próstata, alerte sobre os riscos inerentes ao rastreamento e,
após esse esclarecimento, tome uma decisão compartilhada com o paciente.

Resumindo: você fala que não precisa, mas se o paciente quiser mesmo assim, você pode fazer.

Alternativa A: INCORRETA. Se não há indicação, não está indicado para homens em faixa etária nenhuma. Acontece
que está contraindicado, por algumas referências, para homens acima dos 75 anos.

Alternativa B: INCORRETA. O Ministério da Saúde não recomenda o rastreio para faixa etária alguma.

Alternativa C: INCORRETA. O rastreamento não é indicado para homens em faixa etária alguma.

Alternativa D: CORRETA. Você deve instruir o paciente sobre as evidências disponíveis, que mostram ausência
de evidências. Além disso, os riscos devem ser expostos. Após essa explanação, pode-se tomar uma decisão
compartilhada.

Resposta: Alternativa D.

Questão 29:
Dica do autor: Esta é uma daquelas questões em que você precisa se ater ao que o enunciado está pedindo.
Temos algumas condutas corretas entre as alternativas, mas uma visa mais a prevenção contra um possível
enfrentamento da febre amarela na região.

Alternativa A: INCORRETA. Devemos notificar de forma imediata os casos suspeitos de febre amarela, sempre.
Essa notificação, entretanto, no momento descrito, não serve para prevenir o surgimento de um surto e o possível
enfrentamento do quadro.

Alternativa B: INCORRETA. A antecipação da vacinação é indicada num cenário de surto, ou seja, durante o
enfrentamento da doença.

Alternativa C: INCORRETA. A vacinação contra a febre amarela não é mais realizada a cada dez anos.

Alternativa D: CORRETA. Medida correta que atende ao que o enunciado pede.

Resposta: Alternativa D.

Questão 30:
Dica do autor: Em procedimentos geradores de aerossol a proteção do profissional é baseada em barreiras que
impedem a inalação de partículas em suspensão e a contaminação de mucosas e pele. O pulo do gato é priorizar
um respirador com capacidade de filtração (PFF2 / N95 ou equivalente) em vez de máscara cirúrgica ou de tecido;
COMENTÁRIOS | 43

somar proteção ocular (óculos ou face shield) para bloquear gotículas e respingos; usar avental de mangas compridas
e resistente a fluidos para evitar penetração de secreções; luvas de procedimento para proteção das mãos e
higiene rigorosa; e atenção aos acessórios como gorro descartável e calçados fechados para reduzir contaminação
por gotículas/respingos em cabelos e pés. Além disso, a selagem do respirador (fit check) e a técnica correta de
colocar/retirar os EPIs com higienização das mãos são determinantes para evitar autoexposição no momento do
doffing. Aventais de tecido, máscaras de pano e máscara cirúrgica não protegem adequadamente contra aerossóis; já
o protetor facial complementa a proteção ocular e aumenta a durabilidade do respirador ao reduzir sua contaminação
por gotículas.

Alternativa A: INCORRETA. Falta luva e calçados fechados na listagem apresentada. Além disso, o avental de pano
não é adequado para procedimentos geradores de aerossol porque não é resistente a fluidos e respingos, podendo
permitir penetração de secreções. O protetor facial e a PFF2 são pontos positivos, mas a ausência de luvas e de
proteção de pés e a escolha de avental de tecido tornam essa combinação insuficiente.

Alternativa B: INCORRETA. A máscara cirúrgica não é suficiente para proteção contra aerossóis: nesses cenários é
necessário respirador PFF2/N95 ou equivalente. Além disso, a alternativa omite gorro descartável, luvas e calçados
fechados, itens importantes para reduzir risco de contaminação de cabelo, mãos e pés. Óculos e avental são úteis,
mas não bastam sem o respirador adequado.

Alternativa C: CORRETA. Reúne os elementos essenciais para procedimentos potencialmente geradores de


aerossol: gorro descartável (protege cabelos), proteção ocular ou facial, respirador PFF2/N95 (filtra aerossóis), avental
de mangas compridas resistente a fluidos, luvas de procedimento e calçados fechados. Essa combinação mantém
as barreiras respiratória, mucocutânea e de vestimenta necessárias para reduzir o risco de exposição ocupacional,
desde que acompanhada de técnica adequada de colocação e retirada dos EPIs e higiene das mãos.

Alternativa D: INCORRETA. A máscara de pano, mesmo em dupla camada, não substitui o respirador PFF2/N95 em
procedimentos com geração de aerossol — não oferece vedação e capacidade de filtração adequadas. Embora o
restante dos itens esteja correto (gorro, proteção ocular/face shield, avental, luva e calçado), a presença da máscara
de tecido torna a proteção respiratória insuficiente.

Resposta: Alternativa C
COMENTÁRIOS | 44

Questão 31:
Dica do autor: O pulo do gato pra resolver esse tipo de questão é visualizar duas coisas: o eixo fetal em relação ao
eixo materno (situação), qual polo está entrando na pelve (apresentação) e onde está o ponto de referência cefálico
— o occipucio — em relação às mães (posição). Se o comprimento do feto está paralelo ao útero, temos situação
longitudinal; se o polo cefálico está no estreito superior da pelve, é apresentação cefálica. As manobras de Leopold
ajudam: o dorso bem palpável indica o lado do corpo fetal; os pequenos elementos (membros, cordão) ficam do lado
contrário; e o polo mais móvel/mais irregular é a cabeça. Quando o dorso está à direita e a cabeça está na pelve,
a posição que mais faz sentido é occipitodireita. Se a superfície posterior da cabeça (occipucio) está voltada para a
região sacral/materna posterior, chamamos de posterior. Em suma: dorso à direita + pólo cefálico na pelve = situação
longitudinal, apresentação cefálica, posição occipitodireitaposterior (ROP).

Alternativa A: INCORRETA. Dizer "situação cefálica" já é um erro conceitual: situação referese ao alinhamento
dos eixos (longitudinal, transverso, oblíquo), não ao polo. Além disso, a combinação escrita inverte situação e
apresentação; a imagem e as manobras indicam claramente eixo paralelo ao útero (longitudinal) e pólo cefálico na
pelve (apresentação cefálica). A parte da posição (occipitoesquerdaposterior) também conflita com o dorso palpado
à direita.

Alternativa B: INCORRETA. Repete o mesmo equívoco da A: confunde termos e descreve occipitoesquerdaposterior,


o que não bate com o achado do dorso à direita. Se o dorso está à direita, o occipício dificilmente estará à esquerda.

Alternativa C: INCORRETA. Mesma falha conceitual: mistura situação e apresentação e coloca o occipício à esquerda
quando os achados apontam para a direita. Aqui o erro não é só de nomenclatura, é de interpretação dos achados
de Leopold.

Alternativa D: INCORRETA. Continua invertendo situação / apresentação. Mesmo que a posição occipitodireitapos-
terior seja a que condiz com o dorso à direita e cabeça na pelve, a alternativa falha ao classificar a "situação" como
cefálica em vez de longitudinal.

Alternativa E: CORRETA. Está tudo no lugar: situação longitudinal (eixos paralelos), apresentação cefálica (polo
cefálico na pelve) e posição occipitodireitaposterior (dorso à direita e occipício voltado para a região posterior da
pelve). Essa é a leitura correta das manobras e da imagem — bater o olho e saber o que cada termo significa evita
pegadinhas.

Resposta: Alternativa E

Questão 32:
Dica do autor: O pulo do gato aqui é entender o que significa um aumento de duas diluições no VDRL em
gestante previamente tratada. Os testes não treponêmicos (VDRL, RPR) refletem atividade sorológica e devem cair
progressivamente após tratamento adequado. Um aumento de pelo menos quatro vezes (duas diluições) em relação
ao título de referência é sugestivo de reinfecção ou de insucesso terapêutico. Em gestantes, a conduta é proativa:
a penicilina benzatina é o único fármaco com eficácia comprovada para prevenir a transmissão vertical; portanto,
diante de sorologia que sugere recaída ou reinfecção, a conduta é reavaliar e retratar com esquema apropriado de
penicilina. Além disso, é mandatório investigar o parceiro sexual, repetir testes sorológicos (inclusive treponêmicos se
necessário), rastrear coinfecções (HIV) e considerar investigação mais aprofundada (como punção lombar) apenas
se houver sinais ou sintomas neurológicos ou critérios de falha sorológica persistente. Se a paciente for alérgica
à penicilina, a indicação na gestação é dessensibilização e tratamento com penicilina — outros antibióticos não
substituem a penicilina para prevenir sífilis congênita.
COMENTÁRIOS | 45

Alternativa A: INCORRETA. Repetir o VDRL e adotar conduta expectante não é suficiente. Um aumento de duas
diluições (quatro vezes) é indicativo de reinfecção ou falha terapêutica e exige intervenção ativa. Esperar sem retratar
expõe o feto ao risco de transmissão congênita. Claro que confirmar títulos e investigar parceiro é importante, mas
isso não anula a necessidade de retratamento com penicilina quando há indício de reinfecção.

Alternativa B: INCORRETA. Instituir novo tratamento com outro fármaco é a abordagem errada na gestante. Fora
da gravidez existem alternativas em certos contextos, mas durante a gestação a penicilina é o único antibiótico com
eficácia comprovada para prevenir a transmissão vertical. Em caso de alergia à penicilina, fazse dessensibilização e,
só então, penicilina. Trocar por outro fármaco sem dessensibilizar coloca o feto em risco.

Alternativa C: CORRETA. Repetir o tratamento com penicilina benzatina é a conduta adequada. O aumento sorológi-
co compatível com reinfecção/falha indica retratamento — no geral com esquema completo conforme estadiamento
(na prática, retomar esquema adequado com penicilina, frequentemente três doses semanais de benzantina para sífilis
latente ou condutas conforme estágio inicial do quadro). Também se deve tratar o(s) parceiro(s), repetir sorologias e
rastrear HIV; se houver sinais neurológicos ou falta de queda sorológica esperada, investigar neurossífilis. Em resumo:
na gestante, bate o olho e sabe — retratar com penicilina.

Alternativa D: INCORRETA. Encaminhar ao serviço prénatal de alto risco não é a primeira ou única medida. Embora o
acompanhamento especializado possa ser necessário em casos complexos, a resposta imediata ao achado sorológico
é o retratamento com penicilina e manejo do parceiro. A referenciação só seria indicada se houver complicações,
dúvidas quanto ao manejo ou necessidade de investigação adicional (ex.: suspeita de neurossífilis, alergia à penicilina
exigindo dessensibilização em ambiente hospitalar).

Resposta: Alternativa C

Questão 33:
Nível de dificuldade: Fácil

Dica do professor: Gestantes com sinais e sintomas de arboviroses devem passar a ter um cuidado complementar,
devido à relação suspeita com a microcefalia em RN. A presença de exantema pruriginoso com surgimento nos
primeiros 2 dias do quadro, poliartralgia discreta e hiperemia conjuntival é muito indicativo de uma virose por zika.
Em relação a conduta, a gestante com doença exantemática ativa deverá ser assistida na rede e encaminhada pra
realizar coleta sanguínea durante a fase aguda da doença para fazer as sorologias. Neste caso, como o início da
doença exantemática foi há menos de 3 dias, está recomendada também a realização de PCR. Ademais, para que
se conheça a real magnitude e dimensione a estrutura necessária para atender aos RN com quadro compatível com
microcefalia, se faz necessário a notificação de todos os casos suspeitos de arboviroses em gestantes.

Alternativa A: Falso. Há necessidade de realização dos exames comprovatórios da infecção por zika ou dengue.

Alternativa B: Verdadeiro. Como a queixa se iniciou há 2 dias, devemos recomendar a realização de PCR e sorologias
para identificar o agente etiológico, além de orientar quando a necessidade de proteção individual para evitar a
exposição dos contactantes.

Alternativa C: Falso. Antes disso, devemos confirmar o agente etiológico, para depois prosseguir com a investigação
ultrassonográfica da microcefalia. Além disso, apenas a presença de zika virose não configura gestação de alto risco.

Alternativa D: Falso. É na fase aguda da doença que é possível a identificação do agente etiológico. Neste caso, a
paciente encontra-se nesta fase, devendo priorizar a realização de sorologia e PCR para identificação do agente.

Resposta correta, letra.B


COMENTÁRIOS | 46

Questão 34:
Nível de dificuldade: fácil.

Dica do professor: Trata-se de uma questão simples, que, apesar de abordar o PSA como exame de rastreio para
câncer de próstata, cobra os conceitos de sensibilidade, especificidade e valor preditivo positivo.

Alternativa A: INCORRETA. Na verdade, essa probabilidade é de 20%, que é a sensibilidade do teste, ou seja, a
proporção de indivíduos positivos indicados pelo teste por todos os verdadeiramente positivos.

Alternativa B: CORRETA. Como o valor preditivo positivo do teste é de 33%, isso significa que de todos os testes
positivos, apenas 33% representa pessoas verdadeiramente doentes. Por outro lado, 67% não apresentam a doença
e teriam o resultado positivo, sendo submetidos à biópsia desnecessariamente.

Alternativa C: INCORRETA. Essa probabilidade é de 33%, já que esse é o valor preditivo positivo do teste. Lembrando
que o valor preditivo do teste indica a probabilidade de uma pessoa com teste positivo ter realmente a condição.

Alternativa D: INCORRETA. Essa probabilidade é de 80%, já que a sensibilidade é de 20%. Isso significa que entre
todos os pacientes com câncer de próstata, 20% serão identificados pelo PSA, ao passo que, 80% não serão.

Resposta correta, letra B.

Questão 35:
Nível de dificuldade: Moderada

Dica do professor: o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), por meio
da Portaria MS/GM nº 529, de 1° de abril de 2013, com o objetivo geral de contribuir para a qualificação do cuidado
em saúde, em todos os estabelecimentos de Saúde do território nacional, quer públicos, quer privados.

Alternativa A: INCORRETA. Para iniciar a jornada com vistas a uma cultura da segurança: É necessário mudar a busca
de erros como falhas individuais, para compreendê-los como causados por falhas do sistema. É necessário mudar
de um ambiente punitivo para uma cultura justa. Mudar do sigilo para a transparência. O cuidado deve deixar de
ser centrado no médico para ser centrado no paciente. Mudar os modelos de cuidado baseados na excelência do
desempenho individual e independente, para modelos de cuidado realizado por equipe profissional interdependente,
colaborativo e interprofissional. A prestação de contas é universal e recíproca, e não do topo para a base.

Alternativa B: INCORRETA. Os erros ativos são atos inseguros cometidos por quem está em contato direto com
o sistema. Erros latentes são atos ou ações evitáveis dentro do sistema, que surgem a partir da gestão. Um erro
ativo pode ser, por exemplo, uma troca de medicamento no momento da administração, e um erro latente, a falta de
medicamento no hospital.

Alternativa C: CORRETA. Fazem parte das características necessárias para que um sistema de notificação de
incidentes seja efetivo: não punitivo; confidencial; independente – os dados analisados por organizações; resposta
oportuna para os usuários do sistema; orientado para soluções dos problemas notificados; as organizações partici-
pantes devem ser responsivas as mudanças sugeridas.

Alternativa D: INCORRETA. Para a elaboração do plano de segurança do paciente dos estabelecimentos de Saúde,
os Núcleos de Segurança do Paciente (NSPs) deverão consultar os programas de saúde do trabalhador/ocupacionais
dos estabelecimentos de Saúde.

Resposta correta, letra C.


COMENTÁRIOS | 47

Questão 36:
Nível de dificuldade: Fácil

Dica do professor: A taxa de incidência corresponde ao número de casos novos em determinado período (dia, semana,
mês ou ano). O cálculo do coeficiente de incidência é feito através da divisão do número de casos novos pelo total
de indivíduos expostos no mesmo intervalo de tempo. O gráfico disponibilidado mostra a taxa de incidência de sífilis
congênitade 2004 até 2013. Ao observa-lo percebemos um aumento gradual da taxa de incidência em todas as regiões
do Brasii, chegando a quase 6/1.000 nascidos vivos em algumas áreas.

Alternativa A: INCORRETA. Apesar de acertar ao falar sobre o crescimento da taxa de incidência trás o motivo errado. A
sífilis congênita ocorre quando, pela ausência de detecção e tratamento adequados durante o pré-natal, uma gestante
infectada com sífilis transmite a doença para o filho. Assim, uma maior procura por atendimentos no pré-natal reduziria
a incidência de sífilis congênita.

Alternativa B: CORRETA. A afirmativa reflete exatamente a causa do aumento da incidência de sífilis congênita em
todas as regiões do Brasil. O tratamento adequado da gestante, que é simples, evitaria essa condição.

Alternativa C: INCORRETA. Claramente há um aumento no número de casos novos de sífilis congênita (demonstrada
no gráfico), o que afasta a possibilidade de um controle epidemiológico.

Alternativa D: INCORRETA. Além de não estar controlada, o aumento da incidência, como explicado na afirmativa A,
nunca estaria relacionado ao aumento da detecção durante a gestação - pois isso permitira o diagnóstico, o que irira
certamente reduzir a incidência.

Resposta correta, letra B.

Questão 37:
Dica do autor: O pulo do gato aqui é saber que as tecnologias de reprodução assistida são serviços de saúde
reprodutiva que atendem a diferentes arranjos familiares — casais heterossexuais, casais homoafetivos, pessoas
solteiras e transexuais — desde que haja avaliação clínica adequada, consentimento informado e respeito às normas
éticas. Importante também entender limites éticos: a seleção do sexo por razões não médicas é vedada; a identidade
do doador costuma ser preservada em caráter de anonimato nas doações rotineiras; e as questões de idade ou
aptidão reprodutiva são tratadas caso a caso, com avaliação de riscos e benefícios. Na prática clínica, o que conta
é a indicação médica, a segurança para a gestante e o futuro bebê, e o cumprimento das regras éticas e legais que
garantem confidencialidade, consentimento e responsabilidade profissional.

Alternativa A: CORRETA. As técnicas de reprodução assistida podem, sim, ser oferecidas a casais homoafetivos.
Hoje a prática clínica reconhece o direito de formar família independentemente da orientação sexual, desde que
haja avaliação clínica, aconselhamento genético quando indicado, e assinatura de consentimento informado. Isso
inclui acesso a inseminação artificial com doador, fertilização in vitro com doação de gametas e outras modalidades,
conforme a necessidade do casal e a indicação técnica.

Alternativa B: INCORRETA. Não existe uma regra absoluta que limite em 30 anos a idade máxima da doadora de
óvulos como requisito ético geral. Centros e protocolos podem ter critérios próprios para doadoras (por exemplo, faixa
etária ideal para doação), mas a afirmação categórica de "30 anos" é falsa. Além disso, a avaliação da doadora envolve
exames clínicos e laboratoriais, histórico reprodutivo e rastreamento de riscos, não apenas um número fechado de
idade.

Alternativa C: INCORRETA. Em regra, a doação de gametas (semente ou óvulos) é anônima para a preservação
da privacidade do doador e da receptora; o casal não tem direito automático de conhecer a identidade do doador.
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Existem exceções muito específicas e mecanismos legais que podem, em situações particulares e judiciais, permitir
acesso a informações, mas afirmar que o casal pode conhecer a identidade do doador como regra é incorreto.

Alternativa D: INCORRETA. A seleção do sexo por motivos puramente sociais ou de preferência pessoal não é
admitida. Técnicas de seleção de embriões só são aceitáveis quando usadas para evitar doenças genéticas graves
ligadas ao sexo (por exemplo, para evitar transmissão de uma doença ligada ao cromossomo X), ou em contextos
estritamente clínicos. Portanto, dizer que as técnicas são aplicáveis quando há somente a intenção de escolher o sexo
é errado do ponto de vista ético e normativo.

Resposta: Alternativa A

Questão 38:
Nível de dificuldade: fácil.

Questão sobre pediatria no contexto da estratégia de saúde da família.

Após identificado o problema (atraso do DNPM) e investigada sua relação causal (falta de estímulo adequado), a
equipe deverá realizar abordagens envolvendo os membros da comunidade a fim de instruí-los e orientar possíveis
medidas que melhorem essa estimulação.

ALTERNATIVA D: CORRETA.

Inicialmente, não há necessidade de referenciar para serviços especializados (ALTERNATIVAS A e C INCORRETAS),


nem de notificar o Conselho Tutelar nesse primeiro momento (ALTERNATIVA B INCORRETA).

Questão 39:
TEXTO:

Grau de dificuldade: fácil.

Dica do professor: a paciente é hipertensa crônica, está com 16 semanas, e, portanto, deve ser realizado tratamento de
manutenção, sendo a alfametildopa a medicação mais indicada (hidralazina e pindolol também podem ser utilizados).
Furosemida, captopril e hidroclorotiazida não são indicados na gestação (A, D e D INCORRETA).

Resposta: alternativa B.

Questão 40:
Nível de dificuldade: Intermediário

Dica do professor: Define-se abortamento como expulsão de feto com idade gestacional inferior a 22 semanas ou
com menos de 500g. O abortamento pode ser classificado como ameaça de abortamento, abortamento inevitável,
completo, incompleto, infectado, retido ou ainda habitual/recorrente. A presença de sangramento que não cessa e colo
aberto caracteriza um abortamento inevitável que, por sua vez, nesse caso, é um abortamento também incompleto,
já que observa-se saída de restos ovulares em curso. Diante disso, a conduta preconizada inclui a estabilização
do quadro hemodinâmico da paciente, visto que a mesma encontra-se com sinais de choque, e realização de
esvaziamento uterino.
COMENTÁRIOS | 49

Alternativa A: Falso. Na ameaça de aborto o colo uterino encontra-se fechado.

Alternativa B: Falso. No aborto completo, o colo encontra-se fechado ou levemente aberto, sem saída de restos
ovulares evidenciadas ao exame especular.

Alternativa C: Verdadeiro. Sangramento da primeira metade da gestação, colo aberto, com saída de restos ovulares ao
exame especular indica abortamento incompleto, devendo-se estabilizar a paciente e realizar o esvaziamento uterino.

Alternativa D: Falso. A paciente não tem sinais de infecção como dor, sinais de irritação peritoneal e febre.

Resposta correta, letra. C

Questão 41:
Dica do professor: As hemorragias da segunda metade da gestação têm como principais causas o descolamento
prematuro da placenta e a placenta prévia, sendo muito importante saber diferenciar o quadro clínico nessas
duas situações. No descolamento prematuro de placenta o sangramento geralmente tem início súbito, apresenta
coloração escura e associa-se a hipertonia uterina e sofrimento fetal agudo. Já na placenta prévia, o sangramento
é vermelho-vivo, praticamente indolor, progressivo, sem sofrimento fetal ou hipertonia. Nesse exemplo, a paciente
encontra-se com 34 semanas de gestação (segunda metade da gestação) com um sangramento de características
mais provavelmente relacionadas ao diagnóstico de placenta prévia. Resposta correta letra A.

Questão 42:
Nível de dificuldade: Fácil

Dica do professor: As náuseas constituem o principal sintoma da gestação inicial, podendo aparecer entre a 6ª e a 14ª
semana gestacional. Normalmente, ocorrem no período da manhã, podendo ou não serem acompanhadas de vômitos.
Possivelmente sua origem é resultado da adaptação do organismo materno ao hCG. Outro ponto importante, é que
por ser um sintoma típico do início da gestação, caso apareça apenas após as 12 semanas, é necessário realizar
uma investigação adicional.

Alternativa A: Falso. As náuseas e vômitos constituem sintomas normais na gestação inicial, independente de ser uma
gestação gemelar ou não.

Alternativa B: Falso. A presença de náuseas e vômitos no primeiro trimestre da gestação, sem outros sintomas
relacionados, é totalmente normal. Apenas a hiperêmese gravídica que é considerada o espectro mais grave desses
sintomas, que deve servir de sinal de alerta para, por exemplo, doença trofoblástica gestacional.

Alternativa C: Falso. As náuseas e vômitos ocorrem por alterações hormônais típicas da gestação e pela adaptação do
organismo materno a tais alterações, por isso, são sintomas que melhoram, normalmente, após o primeiro trimestre.

Alternativa D: Verdadeiro. Náuseas e vômitos são sintomas frequentes no primeiro trimestre da gestação, melhorando
progressivamente no decorrer da gestação

Resposta correta, letra. D

Questão 43:
Nível de dificuldade: Moderado.
COMENTÁRIOS | 50

Dica do professor: A cardiotocografia (CTG) é um método de avaliação da vitalidade fetal. Ao analisá-la, devemos
observar cinco pontos principais: presença de contração, a linha de base (frequência cardíaca fetal (FCF) média), a
variabilidade dessa linha de base (o quanto varia a FCF com o tempo), se existe acelerações (aumento significativo
da frequência) e se há desaceleração (diminuição significativa da frequência). Através dessa análise é possível
classificá-la em padrões e auxiliar na escolha da conduta ideal para gestante e o feto.

Alternativa A: INCORRETA. A CTG em questão não é padrão normal, pois tem uma linha de base acima do esperado
(110-160) com presença de desaceleração.

Alternativa B: INCORRETA. Não possui características de padrão patológico como frequência cardíaca fetal <100
bpm, redução de variação ou presença de desacelerações repetitivas ou de longa duração.

Alternativa C: INCORRETA. Não possui característica de padrão não tranquilizador: diminuição ou aumento de
variabilidade ou linha de base entre 100 a 109 ou 161 a 180.

Alternativa D: CORRETA. A CTG em questão tem padrão suspeito, pois apesar de ter boa variabilidade, presença de
contrações e uma única desaceleração sem característica preocupante, possui uma linha de base acima do esperado,
devendo ser feita monitorização contínua dessa frequência fetal.

Resposta correta, letra D.

Questão 44:
Nível de dificuldade: Fácil.

Dica do professor: Estamos diante de um paciente idoso, de 75 anos, que se apresenta situação de fragilidade,
além da faixa etária, por ter sequelas de AVC, com incapacidade funcional, e é vulnerável no contexto de necessitar
de cuidados especiais. A Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa visa proteger a saúde dos idosos, e inclui a
Estratégia de Saúde da Família para fornecer esse apoio, com atenção domiciliar e ambulatorial. A integralidade do
atendimento também inclui os diferentes níveis de atenção, a partir dos fluxos de referência e contrarreferência.

Alternativa A: INCORRETA. As visitas domiciliares devem existir, mas esse papel não pode ser integralmente da
equipe; a família deve estar envolvida.

Alternativa B: INCORRETA. É consenso entre as mais variadas especialidades científicas que a permanência dos
idosos em seus núcleos familiares e comunitários contribui para o seu bem-estar.

Alternativa C: CORRETA. A ação deve ser integrada entre os familiares e cuidadores, com o idoso que possui
autonomia por ter relativa preservação cognitiva, e com a equipe de saúde.

Alternativa D: INCORRETA. Todos os níveis de complexidade devem ser garantidos, quando necessário.

Resposta correta, letra C.

Questão 45:
Dica do autor: Na prática clínica, qualquer médico que examine o paciente tem legitimidade para emitir um atestado
médico que descreva a incapacidade para o trabalho, sua provável duração e os dados clínicos que a justificam. Esse
atestado é documento fundamental para o trabalhador buscar benefícios previdenciários (como auxílio-doença), mas
não confere, por si só, a concessão automática do benefício: o INSS fará perícia médica para decidir sobre a concessão
e a duração do afastamento. Sobre a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT): a responsabilidade primária é do
COMENTÁRIOS | 51

empregador, que deve registrála, mas a ausência ou recusa do empregador não impede que o trabalhador procure
meios alternativos (sindicato, própria vítima, ou serviços de saúde) para formalizar a ocorrência. Para o médico da
Atenção Primária, o pulo do gato é fazer um registro claro e objetivo: exame físico, exames de imagem, relação
temporal com o trabalho, CID, incapacidade funcional e sugestão de tempo de afastamento — tudo assinado com
CRM e data. Isso protege o paciente e facilita a análise pericial.

Alternativa A: INCORRETA. É equivocado dizer que só o médico-perito pode emitir atestado para fins previdenciários.
O médico assistente pode e deve emitir atestado após exame direto do paciente, descrevendo sinais, sintomas, CID
ou suspeita, e estimativa de tempo de afastamento. O que o médico-perito do INSS faz é avaliar essas evidências
para decidir sobre a concessão do benefício; ele não é o único profissional apto a atestar incapacidade.

Alternativa B: CORRETA. O médico da APS pode emitir atestado médico para a solicitação de benefícios previ-
denciários, desde que baseado em exame clínico direto e documentação adequada (relato, exame físico, exames
complementares disponíveis). Esse atestado serve de peça inicial para o requerimento junto ao INSS, que fará perícia
para confirmação. Portanto, emitir o atestado só após exame do paciente é a conduta adequada e ética.

Alternativa C: INCORRETA. Embora o médico possa colaborar com a emissão da CAT em situações de omissão
do empregador, afirmar que o que ele emitir deverá ser “completamente acatado” pelo perito do INSS é incorreto.
A perícia analisará o conjunto probatório — atestados, exames, relato do acidente e CAT — e pode discordar da
extensão ou do nexo causal apresentados. A CAT é importante, mas não torna automática a aceitação do benefício.

Alternativa D: INCORRETA. A afirmação de que o médico não pode emitir atestado por não ter assistido ao paciente
no momento do acidente é falaciosa. O atestado referese ao estado atual e à incapacidade decorrente da lesão, não
à presença no momento exato do evento. Quanto à responsabilidade da CAT, ela é prioritariamente do empregador,
mas a recusa deste não exime o trabalhador de buscar formalizar o acidente por outros meios; o médico pode orientar
e registrar as informações clínicas necessárias.

Resposta: Alternativa B

Questão 46:
Nível de dificuldade: Fácil.

Dica do autor: O hematoma subcoriônico, também conhecido como descolamento ovular, é um problema que ocorre
em gestantes no 1º trimestre gestacional, caracterizando-se pelo acúmulo de sangue na membrana córion, que fica
situada entre o útero e a placenta que abriga o feto. Geralmente ocorre devido a um sangramento proveniente de
rompimento de vaso sanguíneo, mas sua etiologia ainda é incerta. Em 97% dos casos, acontece a absorção natural
do hematoma, não gerando nenhuma sequela para a gestante ou para o bebê. No 2º trimestre, em geral, não mais se
visualiza o hematoma. Não há um tratamento específico para o hematoma, recomendando-se, na maioria das vezes,
repouso parcial, sem a realização de atividades que requerem muito esforço, como exercícios físicos, limpar a casa,
carregar peso e até mesmo relações sexuais.

Alternativa A: INCORRETA. Não se utilizam fármacos no tratamento do hematoma subcoriônico.

Alternativa B: INCORRETA. Por ser um sangramento discreto e a paciente estar hemodinamicamente estável, sem
sinais de alarme, como sangramentos mais extensos, não há necessidade de internação hospitalar e o repouso deve
ser relativo.

Alternativa C: INCORRETA. Não há necessidade de realização da cerclagem uterina, visto que o objetivo desta é
manter o colo uterino fechado até o final da gravidez.

Alternativa D: CORRETA. Como explicado na dica do autor.


COMENTÁRIOS | 52

Resposta: Alternativa D.

Questão 47:
Dica do autor: A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos e com circulação conhecida em
várias áreas da Região Norte do Brasil. A vacina é de vírus vivo atenuado e é a principal medida de proteção
individual e coletiva em áreas de risco. Para proteção adequada antes da exposição, é preciso que a dose seja
administrada com antecedência: o período de 10 dias é o tempo mínimo para que a imunidade se desenvolva e
para que o cartão de vacinação passe a ser considerado eficaz para fins de vigilância e de comprovação. A regra
prática para o clínico: vacine quem vai residir ou visitar área com transmissão; verifique histórico vacinal — se a
pessoa recebeu dose anterior válida, não há indicação rotineira de nova dose antes da viagem; oriente sempre sobre
medidas complementares (repelente, roupas adequadas, telas) e sobre portar o cartão de vacinação como documento.
Atenção às contraindicações (gestação, imunossupressão grave, crianças muito pequenas conforme faixa etária,
história de reação anafilática a componentes da vacina) e ao risco aumentado de eventos adversos graves em idosos
e pessoas com comorbidades — por isso, pese riscos e benefícios quando houver dúvidas, mas numa jovem saudável
a recomendação é clara: vacina pelo menos 10 dias antes da mudança para área endêmica.

Alternativa A: INCORRETA. A duração da viagem (>6 meses) não é motivo para contraindicar a vacina; pelo contrário,
quem vai residir em área endêmica deve ser vacinado. Medidas para evitar picadas são importantes, mas não
substituem a vacinação. Recusar vacinar alguém que vai morar em área de circulação do vírus é um erro de prática
preventiva.

Alternativa B: INCORRETA. Informar sobre acesso a diagnóstico e tratamento de malária e orientar para procurar
serviços ao surgir sintomas é relevante, mas insuficiente como única ação. A questão pede a conduta quanto à
vacinação contra febre amarela — que é indicada para quem vai morar em área com transmissão. Portanto, esta
alternativa está incompleta e não trata da vacinação, que é obrigatória no cenário.

Alternativa C: INCORRETA. Não existe quimioprofilaxia oral universalmente indicada para malária que substitua
vacinação contra febre amarela. Além disso, a indicação, o esquema e a duração da quimioprofilaxia antimalárica
variam conforme área de risco e resistência (ex.: doxiciclina começa 1–2 dias antes e segue 4 semanas após retorno;
mefloquina tem esquema semanal; cloroquina só em áreas sem resistência). A alternativa traz afirmações incorretas
e mistura condutas distintas — vacina de febre amarela e profilaxia antimalárica são medidas independentes para
riscos diferentes.

Alternativa D: CORRETA. Indicar vacinação pelo menos 10 dias antes da viagem é o pulo do gato: é o tempo mínimo
para a formação de resposta imune e para o comprovante ser considerado válido. Verificar se já recebeu dose anterior
é essencial: se houve vacinação nos últimos 10 anos, não há necessidade de nova dose pré-viagem nessa pessoa
jovem e saudável. Orientar a portar o cartão de vacinação é prática obrigatória — tanto para cuidado individual quanto
para eventuais exigências de comprovação. Essa opção contempla prevenção eficaz e documentação.

Alternativa E: INCORRETA. Reforço vacinal a cada cinco anos não é a conduta padrão atual para viajantes ou
residentes em área endêmica; a recomendação de rotina de boosters a intervalos tão curtos foi abandonada — a
maioria das pessoas vacinadas tem proteção duradoura. Pedir reforço quinquenal generosamente expondo o paciente
a vacina sem indicação leva a práticas desnecessárias e desperdício de recursos.

Resposta: Alternativa D

Questão 48:
Grau de dificuldade: Difícil
COMENTÁRIOS | 53

ALTERNATIVA A: INCORRETA. A quimioprofilaxia pode ser feita com Mefloquina, Cloroquina, Doxiciclina, ou Ato-
vaquona+Proguanil. As duas primeiras poder ser iniciadas cerca de uma semana antes da viagem, enquanto que a
últimas podem ser iniciadas no dia anterior;

ALTERNATIVA B: INCORRETA. Esta combinação não é disponível no Brasil;

ALTERNATIVA C: INCORRETA. É facultado iniciar a profilaxia com mefloquina com uma semana previamente à
viagem, no entanto, seus efeitos colaterais mais graves costumam acontecer com cerca de 3 semanas de uso, de
forma que é aconselhado que se inicie 3 a 4 semanas antes, permitindo o monitoramento dos efeitos adversos.

ALTERNATIVA D: INCORRETA. A profilaxia com cloroquina deve ter início uma semana antes da viagem, e terminar
4 semanas após o retorno;

ALTERNATIVA E: CORRETA. As orientações para evitar picadas de insetos são exatamente estas;

Questão 49:
Nível de dificuldade: fácil. Dica do Professor: Paciente com tosse, febre, taquipneia e hipotensão. A taquipneia e a
hipotensão apontam para doença do trato respiratório inferior com disfunção circulatória. Qual o diagnóstico? Essa
paciente tem pneumonia e pode estar evoluindo para sepse. Deve ser imediatamente encaminhada a uma unidade
hospitalar para internação e tratamento. Não deve ser manejada ambulatorialmente porque sua condição pode ser
ameaçadora da vida.

ALTERNATIVA A: CORRETA. Deve-se internar a paciente.

ALTERNATIVA B: ERRADA. O diagnóstico de pneumonia é clínico. Vamos solicitar exames porque esse caso está
evoluindo com gravidade, mas isso não será feito na unidade básica de saúde.

ALTERNATIVA C: ERRADA. A paciente não pode ir para casa pois parece estar evoluindo com pneumonia grave.

ALTERNATIVA D: ERRADA. O manejo do caso deve ser hospitalar e não ambulatorial. Além disso não existe evidência
de benefício na prescrição de vitamina C.

ALTERNATIVA E: ERRADA. A paciente não deve ir para casa nesse momento.

Questão 50:
Grau de dificuldade: Difícil

Dica do Autor: Uma importante ferramenta para a identificação de fatores de risco e definição de condutas voltadas à
redução da mortalidade materna e infantil é a formação de comitês para investigação de óbitos maternos e infantis.

Esta estratégia foi sistematizada pelo Ministério da Saúde (MS) em 2004, por meio de um manual, e instituída como
obrigatória pela portaria Nº 1.119 de 2008 (vigilância dos óbitos maternos), e pela portaria Nº 72 de 2010 (vigilância
dos óbitos infantis).

O manual de 2009 do MS sugere como critérios mínimos para a investigação dos óbitos infantis:
COMENTÁRIOS | 54

- Pós-neonatais (28 dias a 1 ano incompleto de vida)

- Neonatais (0 a 27 dias de vida ) com peso ao nascer e 1.500 gramas

- Fetais (natimortos) com peso ao nascer e 2.500 gramas

- Óbitos ocorridos em domicílio

Podendo ser excluídos os óbitos por malformação congênita grave/complexa/letal, pois o foco da investigação são as
causas evitáveis de óbito.

Resposta: C

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