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Prova Objetiva: Oficial Do Quadro Complementar Do Exército

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Ruam Andrade
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modelo de

prova
(VERSÃO)

EXÉRCITO BRASILEIRO
ESCOLA DE FORMAÇÃO COMPLEMENTAR DO EXÉRCITO

CONCURSO dE ADMISSÃO 2020

011. PROVA objetiva

oficial do quadro complementar do exército


área: magistério de física

 Você recebeu sua folha de respostas e este caderno contendo 70 questões objetivas.
 Confira seus dados impressos na capa deste caderno e na folha de respostas.
 Certifique-se de que a letra referente ao modelo de sua prova é igual àquela constante em sua folha de respostas.
 Quando for permitido abrir o caderno, verifique se está completo ou se apresenta imperfeições.
 Caso haja alguma divergência de informação, comunique ao fiscal da sala.
 Leia cuidadosamente todas as questões e escolha a resposta que você considera correta.
 Marque, na folha de respostas, com caneta de tinta azul ou preta, a letra correspondente à alternativa que você escolheu.
 A duração da prova é de 4 horas, já incluído o tempo para o preenchimento da folha de respostas.
 Só será permitida a saída definitiva da sala e do prédio após transcorridas 3 horas do início da prova.
 Ao sair, você entregará ao fiscal a folha de respostas e este caderno.
 Até que você saia do prédio, todas as proibições e orientações continuam válidas.

Aguarde a ordem do fiscal para abrir este caderno de questões.

Nome do candidato

RG Inscrição Prédio Sala Carteira

13.09.2020
CONHECIMENTOS GERAIS 02. Assinale a alternativa em que as expressões destacadas
nos trechos do texto indicam, respectivamente, causa,
Língua Portuguesa intensidade e reiteração.

Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, (A) Não segurava na cintura de mototáxi homem que
para responder às questões de números 01 a 04. era pra não dar liberdade. / … até arde o olho, mas
é um sentimento gostoso de quase voar. / Eu disse
Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja que pois é de novo.
dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passari-
nha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o (B) Achava que ela ia reclamar do preço, mas ela me
olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar. entregou o dinheiro e sumiu… / Parecia que não ia
chegar nunca. / Mais f­eliz do que quando peguei a
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por
moto pela primeira vez.
três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí
pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma (C) … não andei nem três quarteirões e uma mulher fez
mulher fez sinal com a mão. sinal com a mão. / O sol rachando. / … com medo de
Para aí, mototáxi. qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é? (D) … guardei por três meses enquanto esperava a
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela oportunidade da moto. / Otária demai­s, só oito reais. /
montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à von- F­iquei nessa angústia, duas horas perdida.
tade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura
(E) Feliz demais, me sentindo que nem uma passari-
de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse
nha… / Eu dei um sorrisinho meio troncho. / Fui dei-
que pois é de novo.
xar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde
era aquilo.
era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar
nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de
taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado 03. Considerando que a linguagem do texto nem sempre
a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando s­
egue o padrão normativo, pode-se concluir correta­
impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez mente que uma das intenções do uso desse recurso é
reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas
ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa. (A) evidenciar a inépcia da narradora, como comprova
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na o trecho: “Feliz demais, me sentindo que nem uma
verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem passarinha em cima da moto.”.
sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto
p­agava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, (B) expor as atitudes contraditórias da narradora, como
só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer comprova o trecho: “Fiquei olhando pra todo lado, o
cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que celular quase sem sinal.”.
iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
(C) enfatizar as limitações expressivas da linguagem
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avis- c­oloquial, como comprova o trecho: “Imagina se
tei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reco- l­evam minha moto zerada…”.
nhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de
novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando (D) retratar a maneira de ser da narradora, como com-
peguei a moto pela primeira vez. prova o trecho: “… ela me olhando impaciente, mas
(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado) eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais.”.

01. De acordo com as informações do texto, a narradora (E) imprimir um tom lírico à narrativa, como comprova o
trecho: “Comprei uma Honda que tava na promoção
(A) notou que a cliente, habitualmente mais confiante ao
e saí da loja dirigindo.”.
ser conduzida por homens, ficou pouco à vontade
em ser conduzida em uma moto pilotada por mulher.
(B) reconheceu que a primeira corrida não compensou
financeiramente, todavia, ao retornar à cidade, a
sensação de superação suplantou as adversidades.
(C) comprou o colete especificado por lei quando pen-
sou, pela primeira vez, em exercer a profissão de
mototáxi, atividade tradicionalmente masculina.
(D) ficou constrangida ao perceber a hesitação da clien-
te pelo fato de a narradora não conhecer os arredo-
res da cidade onde a mulher residia.
(E) revoltou-se ao concluir que a cliente quis fazê-la de
otária e, temendo ser assaltada por alguém, voltou
rapidamente para a praça da Matriz.
3 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
04. Assinale a alternativa em que a frase elaborada a partir 05. Para que haja coesão entre as ideias, as lacunas do texto
das ideias do texto traz as formas verbais empregadas de devem ser preenchidas, respectivamente, por:
acordo com a norma-padrão.
(A) durante o qual … conforme … onde … ao qual o
(A) A narradora deve perceber que, contanto que conte-
nha o desespero, conseguira voltar à cidade de onde (B) no qual … onde … por isso … todavia o
parte para sua primeira viagem.
(C) com o qual … em que … aqui … ao qual o
(B) A narradora devia perceber que, desde que contesse
o desespero, iria conseguir voltar à cidade de onde (D) com o qual … conforme … contudo … cujo
partiu para sua primeira viagem.
(E) durante o qual … em que … por isso … cujo
(C) A narradora deveria perceber que, tão logo contives-
se o desespero, conseguiria voltar à cidade de onde
partira para sua primeira viagem. 06. Considerando tipos e gêneros textuais, é correto afirmar
que o texto selecionado é, predominantemente:
(D) A narradora devia ter percebido que, depois que con-
tera o desespero, teria conseguido voltar à cidade de (A) narrativo; caracteriza-se por conter um depoimento;
onde partia para sua primeira viagem. emprega linguagem objetiva.

(E) A narradora deverá perceber que, assim que contém (B) expositivo; caracteriza-se por conter explicações;
o desespero, conseguirá voltar à cidade de onde emprega linguagem objetiva.
h­avia partido para sua primeira viagem.
(C) descritivo; caracteriza-se por conter a prescrição de
condutas; emprega linguagem subjetiva.

Leia o texto para responder às questões de números 05 e 06. (D) argumentativo; caracteriza-se por conter diferentes
pontos de vista; emprega linguagem objetiva.
Na fase NREM, o sono divide-se em quatro estágios,
t­odos essenciais para uma boa noite de sono. (E) injuntivo; caracteriza-se por conter dados acadêmi-
cos; emprega linguagem subjetiva.
O primeiro estágio é a fase de sonolência, em que
c­omeçamos a sentir as primeiras sensações do sono, e a
principal característica desse estágio é que será fácil acordar.
Um exemplo são aqueles cochilos rápidos, período de 1 a 07. Muitos creem que é supérfulo ter uma longa noite de
5 minutos,          podemos acordar com qualquer sono, porém, para o neurocientista Matthew Walker,
barulho que aconteça no local. autor do livro “Por que nós dormimos?”, os seres huma­
No segundo estágio, que dura geralmente de 5 a 15 minu­ nos precisam, com raras excessões, de oito horas
tos, a atividade cardíaca reduz drasticamente, os músculos diárias de sono. Há um consenso de que indivíduos que
entram em estado de relaxamento e a temperatura do cor- prescindem de uma boa noite de sono podem se tornar
po cai. É mais difícil acordar o indivíduo e é aquele está- anciosos e ter um comportamento contraproducente,
gio         , se somos interrompidos, não consegui- por isso Walker recomenda que as pessoas também
mos nos concentrar em nada. façam a sesta, o que certamente é factível apenas para
No terceiro estágio, a profundidade do sono é menor, alguns previlegiados.
         é o momento ideal para acordar de uma
Para que o texto esteja em conformidade com a ortogra-
soneca, pois já relaxamos o corpo e estamos prontos para
fia e a acentuação previstas pela norma-padrão, algumas
recuperar gradativamente a nossa atenção.
das palavras destacadas devem ser reescritas. A forma
Ao atingirmos o quarto estágio, podemos dizer que “dor- correta dessas palavras encontra-se na alternativa:
mimos” em lugar de “apenas cochilamos”.
Somente depois de passarmos pelo quarto estágio, (A) crêem; exceções; precindem; contra-producente.
         estado é de profundo relaxamento, é que
entramos na última etapa do sono – o sono REM. (B) factivel; ansiosos; precindem; privilegiados.
([Link]
(C) crêem; supérfluo; ansiosos; contra-producente.
-fases-que-definem-qualidade-da-sua-noite. Adaptado)

(D) supérfluo; exceções, ansiosos; privilegiados.

(E) supérfluo; exceções; factivel; contra-producente.

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 4
Leia o texto para responder às questões de números 08 a 14. 09. De acordo com Bechara (2019), uma oração subordinada
adjetiva pode ter valor explicativo ou restritivo, a depen-
der do fato de ela modificar ou não a referência do ante-
Qual é o papel de um museu que
cedente. Com base na distinção feita pelo autor, assinale
conta histórias de vida?
a alternativa em que está destacada uma oração subor-
O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo dinada adjetiva restritiva.
de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer
indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma (A) Todas as pessoas que se dispõem a falar são
fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as e­ntrevistadas por colaboradores da instituição.
pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai. (B) … e percebeu que os depoimentos ouvidos ajuda-
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer vam a contar a história mais ampla do país.
pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas
as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por (C) Abertas a outros pontos de vista, as pessoas
colaboradores da instituição, que durante longas conversas transformam seu modo de ver o mundo.
buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de (D) O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qual-
sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de quer pessoa pode se voluntariar.
professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de
variadas idades e regiões do país. (E) … colaboradores da instituição, que durante longas
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen conversas buscam estimular os participantes a
Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos lembrar os detalhes de sua trajetória.
1980, quando participou de um projeto de entrevistas com
imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos
ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 10. Considere as passagens do texto:
25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o I. O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer
mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única pessoa pode se voluntariar para contar sua história.
sobre a história comum que todos nós vivemos como socie- II. A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen
dade”, disse a curadora ao jornal Nexo. Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o anos 1980.
público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas III. Mais de 25 anos depois da fundação do museu,
mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o Worcman pensa o mesmo.
olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas
transformam seu modo de ver o mundo e criam uma socieda- Com base nas regras de pontuação descritas por Celso
de mais justa e igualitária. Luft (1998), é correto afirmar que as vírgulas presentes
(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado) nos trechos indicam o uso de:

(A) I - expressão coordenada; II - sujeito; III - enumeração.


08. De acordo com o texto, as narrativas pessoais registra- (B) I - expressão corretiva; II - aposto; III - adjunto adverbial.
das no Museu da Pessoa permitem que
(C) I - expressão explicativa; II - vocativo; III - oração adver-
(A) sejam valorizadas as memórias de um indivíduo que, bial.
além de ensinar e conectar as pessoas, ainda contri-
(D) I - expressão corretiva; II - vocativo; III - oração adver-
buem para contar a história de uma sociedade.
bial.
(B) seja redimensionado o papel dos museus na socie- (E) I - expressão explicativa; II - aposto; III - adjunto adver-
dade contemporânea, ainda que o projeto de Karen bial.
Worcman, fundado no fim dos anos 80, careça de
reconhecimento social.
11. Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de
(C) se conheçam as histórias de vida dos imigrantes do concordância verbal, em conformidade com o Manual de
Estado do Rio de Janeiro, registradas pela primeira Redação da Presidência da República.
vez nos anos 80 e imediatamente enviadas para o
acervo do museu. (A) No Museu da Pessoa, existe colaboradores que
e­ntrevistam as pessoas dispostas a falar.
(D) se faça uma extensa e profunda revisão da histó-
ria recente do país, a partir dos relatos sobre a vida (B) O mundo e a sociedade torna-se objeto de conheci-
de pessoas célebres, de grande relevância no cená- mento quando se conhece a vida de outras pessoas.
rio nacional. (C) Worcman teve a ideia de criar o museu quando par-
ticipou de um projeto no qual se entrevistavam imi-
(E) seja reavaliado o uso do termo “museu”, uma vez
grantes no Rio.
que o projeto fundado por Karen Worcman se baseia
em acervo imaterial, sem pretensão de resgatar e (D) Histórias comuns das pessoas compõe o acervo do
guardar histórias da sociedade. Museu da Pessoa, concebido por Karen Worcman.

(E) No Museu da Pessoa, tratam-se de questões rele-


vantes para o debate público nacional.

5 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
12. Bechara (2019) define as conjunções coordenativas História do Brasil
como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao
mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar
que a alternativa em que a conjunção coordenativa apa- 15. O projeto empreendido pelos portugueses de coloniza-
rece em destaque é: ção do território que viria a se chamar Brasil se deu, pri-
meiramente, pela implementação das conhecidas capita-
(A) As histórias de pessoas simples são preservadas nias hereditárias, a partir de 1532. Segundo Boris Fausto:
como ocorre com personalidades famosas.
“O Brasil foi dividido em quinze quinhões, por uma
(B) As entrevistas eram feitas conforme o desejo dos série de linhas paralelas ao Equador que iam do litoral
participantes de contar suas histórias. até o meridiano de Tordesilhas, sendo os quinhões entre-
(C) Worcman não imaginava que, depois de mais de gues aos chamados capitães donatários. Eles constituí-
duas décadas, o museu ainda existiria. am um grupo diversificado onde havia gente da pequena
nobreza, burocratas e comerciantes, tendo em comum
(D) Histórias de vida são pessoais, mas carregam consigo suas ligações com a coroa portuguesa”.
parte da história de um país. (Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo:
Editora da Universidade de São Paulo/Fundação para o
(E) A sociedade seria mais igualitária se as histórias de
Desenvolvimento da Educação, 2000)
vida fossem compartilhadas.
É consenso na historiografia brasileira que o fracasso
das capitanias hereditárias se deveu a diversos fatores
13. Considere os enunciados: conjugados, tendo destaque
• O
 Museu da Pessoa possibilita     qualquer indi­
víduo o registro de suas memórias. (A) a falta de recursos dos donatários para investir na
colonização do território, a inexperiência no proces-
• D
 evido     entrevistas realizadas por colaborado- so de colonização das regiões situadas na América,
res da instituição, é possível encontrar histórias de mui- além dos ataques constantes dos nativos indígenas
tas pessoas, de variadas idades e regiões do país. aos aldeamentos coloniais.
• A
 instituição     qual Karen Worcman estava vin-
culada realizava entrevistas com imigrantes no Rio de (B) a ausência de mão de obra disponível no litoral para
Janeiro. os trabalhos referentes à colonização, a dificuldade
de escoamento dos produtos coloniais no mercado
Em conformidade com as considerações de Almeida (2006),
de consumo europeu e o desinteresse dos portugue-
no Dicionário de questões vernáculas, sobre o e­mprego
ses nas terras recém-conquistadas.
do acento indicativo de crase, as lacunas dos enunciados
d­evem ser preenchidas, respectivamente, com: (C) a monopolização da coroa sobre as terras recém-
(A) a … à … à -descobertas, a intervenção da administração real
no modo como os colonos empreenderam a coloni-
(B) a … a … à zação e a falta de apoio da igreja católica na cate-
quização dos indígenas, considerados indignos da
(C) à … às … a
catequese.
(D) à … as … a
(D) a miscigenação dos colonos portugueses com as
(E) à … às … à populações ameríndias, que os tornara, em pouco
tempo, lascivos e ociosos do trabalho da empreitada
colonial, e a intervenção constante dos jesuítas nos
14. A respeito da colocação dos pronomes átonos, Bechara negócios dos colonos, arregimentando populações
(2019) estabelece alguns critérios que estão de acordo nativas aos trabalhos de cunho religioso, em detri-
com a norma-padrão da língua portuguesa falada e escri- mento do trabalho braçal.
ta no Brasil. Desse ponto de vista, deve ser considerada
correta a frase contida na alternativa: (E) o clima e o solo pouco propícios para a produção de
artigos e produtos agrícolas que eram valorizados no
(A) Nos sentimos melhores quando aprendemos sobre o
mercado europeu e a dificuldade de adaptação dos
mundo a partir de outras experiências.
portugueses às novas terras, haja vista que esta era
(B) Recorrer às histórias de vida dos indivíduos tem a primeira experiência de colonização de territórios
mostrado-se uma forma de conhecer a história mais distantes de Portugal.
ampla do país.

(C) Sempre ajuda-se a sociedade a crescer com proje-


tos voltados às histórias dos indivíduos.

(D) Preservar histórias de vida é uma forma de jamais


condená-las ao esquecimento.

(E) Na busca pela criação de uma sociedade mais justa,


quantos se oferecem para contar suas histórias?

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 6
16. A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona 17. Com o objetivo de promover pouco a pouco a substitui-
uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ção do braço escravo na lavoura de café, recorreu-se,
ocorrido no continente africano. nos meados do século XIX, à colonização estrangeira,
(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. sob sistema de parceria. Pretendia-se, dessa manei-
São Paulo: Cia das Letras, 2015) ra, conciliar fórmulas usadas nos núcleos coloniais de
p­ovoamento com as necessidades do latifúndio cafeeir­o.
De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia,
Contava-se com a experiência dos núcleos coloniais
a referida nova realidade consiste
de povoamento cuja criação desde a vinda da Corte de
(A) na conquista rápida e efetiva dos reinos tribais africa- D. João VI para o Brasil tinha sido estimulada. A partir
nos pelas forças expedicionárias lusitanas, a fim de de então, havia se rompido definitivamente com as tra-
monopolizar o comércio de escravos para a América, dicionais restrições à fixação de estrangeiros na colônia.
interrompendo, assim, o fluxo de tráfico escravista Estimulava-se a vinda de imigrantes.
para o oriente médio e tornando os portugueses os (Emília Viotti da Costa. Da monarquia à república: momentos decisivos.
maiores comerciantes de gente do período. 6. ed. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999)

O trecho acima aponta um primeiro motivo para o incen­


(B) no modo como os reinos africanos constituídos se
tivo à imigração: a substituição do trabalho escravo.
fortaleceram em alianças internas, após a influência
O­utros motivos pertinentes para se estimular a migração
europeia pressioná-los a aderir às alianças de bene-
foram:
fício unilateral, que exaltavam a presença europeia
no continente africano.
(A) a crise do modelo agrário brasileiro, com a expulsão
dos proprietários de suas terras tradicionais, e a falta
(C) no esvaziamento do comércio de escravos na costa
de trabalhadores no vasto território do Império.
atlântica em detrimento de uma intensificação das
rotas de comércio de escravos estabelecidas entre
(B) os problemas econômicos do Império, que já não
os reinos africanos e o mundo muçulmano, configu-
possuía mais recursos para a compra de escravos
rando-se este último na maior expressão do escra-
africanos, cada vez mais caros, e o aumento da
vismo moderno.
p­opulação de escravos e indígenas, que ameaçava
os domínios de Pedro II.
(D) no fim das hostilidades entre europeus e africanos,
com relação à religiosidade e à adoção do cristianis-
(C) a pluralização de povos, que estava nos planos
mo por parte de alguns reinos, na lucratividade e na
i­mperiais de miscigenação da população, e a alta
monopolização do trabalho escravizado, bem como
mortalidade da escravaria do campo.
do comércio que o sustentava, gerando assim cisões
irreversíveis na diplomacia entre os continentes. (D) a questão demográfica, reconhecendo-se a necessi-
dade de povoamento do país, e o branqueamento da
(E) na mudança de escala do comércio de africanos
população que, à época, era composta majoritaria-
escravizados, tanto no que se refere ao volume de
mente por negros e indígenas.
cativos, quanto no emprego crescente da violência.
Isso alterou a dinâmica de guerras e das redes de (E) a chegada da família real com sua corte, o que trou-
relacionamento internas dos estados africanos. xe a necessidade de mão de obra excedente, e a
dificuldade de se controlar a população escrava.

7 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
18. Assim, a explicação de que é a “ideia” da Independên- 19. As ideias separatistas nasciam do profundo desequilíbrio
cia que constitui a força propulsora da renovação que se entre o poder político e o poder econômico que se ob-
operava no seio da colônia parece pelo menos arriscada. servava nos fins do Império, oriundo do empobrecimento
(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo. 23. edição. das áreas de onde provinham tradicionalmente os ele-
São Paulo: Brasiliense, 1994) mentos que manipulavam o poder e concomitantemente
do desenvolvimento de outras áreas que não possuíam a
Considerando a obra e o fragmento do texto, podemos
devida representação no governo.
afirmar que a Independência
As transformações econômicas e sociais que se proces-
(A) consolidou um longo período de acordos entre as eli- sam durante a segunda metade do século XIX acarretam
tes vinculadas aos portugueses e a nova burguesia o aparecimento de uma série de aspirações novas provo-
industrial vinculada às cidades e às ideias progres- cando numerosos conflitos. [...]
sistas que permitiram incluir os diferentes grupos (Emília Viotti da Costa. Da Monarquia à República:
neste projeto nacional. momentos decisivos. Fund. Ed. Unesp, 1999)

Para Emília Viotti da Costa, o tal “desequilíbrio entre o


(B) foi um processo no qual várias concepções de
poder político e o poder econômico” refere-se
s­eparação coexistiram, uma vez que não existia um
projeto de unidade em torno da Independência do (A) à fragilização econômica dos barões do café do Vale
país, diante de interesses e disputas conflitantes no do Paraíba, que, ainda assim, detinham um forte
período. poder político, e ao Oeste Paulista, que se tornou,
a partir de 1880, a região mais dinâmica do país,
(C) foi um processo de construção em massa que uni- embora com uma participação política relativamente
ficou os diversos setores da sociedade nacional, pequena.
s­obretudo, a partir da aliança entre os defensores do
modelo escravista e os movimentos abolicionistas do (B) ao novo patamar econômico atingido pelas provín-
período. cias de São Paulo e de Minas Gerais que, desde
1870, produziam café essencialmente com a mão de
(D) conteve a organização revolucionária de povos e obra livre do imigrante europeu, em contraposição
trabalhadores, que, unidos em confederações e gru- às províncias do Norte, que reforçavam a escravidão
pos sindicais, conseguiram participar ativamente das com a compra de escravos do Sul.
negociações em torno da transição para o modelo
(C) à perda da importância política das províncias do
Imperial do século XIX.
Centro-Sul em virtude da Reforma Eleitoral de 1883
(E) foi a continuidade de um projeto de inclusão e trans- e, ao mesmo tempo, a uma reorganização econô-
formação da sociedade brasileira, com especial mica das províncias do Norte, a partir da produção
destaque à incorporação de direitos e à cidadania de açúcar e algodão, e com o uso da mão de obra
e­stendida a mulheres, negros e indígenas, entre oriunda da imigração subsidiada.
o­utros grupos, neste processo. (D) à província de Minas Gerais, produtora agropastoril
com a mão de obra cativa e forte opositora às po-
líticas do Império, condição diversa de São Paulo
que, com o avanço da produção cafeeira, usou a sua
grande bancada de parlamentares para defender a
transformação do escravo em trabalhador livre.

(E) à bancada do Partido Liberal das províncias deca-


dentes economicamente desde 1850, caso de Minas
Gerais e Bahia, que defendiam a manutenção da es-
cravatura, em contraponto ao vigoroso apoio do Par-
tido Conservador aos projetos que encaminhassem
o fim da escravidão.

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 8
20. Há uma história do tenentismo antes e depois de 1930. 22. Em 1983, lideranças partidárias demandavam mudança
Os dois períodos dividem-se por uma diferença essencial. nas regras da sucessão da presidência da República,
(Boris Fausto. História do Brasil. São Paulo. Editora da Universidade mediante a aprovação de emenda constitucional.
de São Paulo/Fundação para o Desenvolvimento Só um fato extraordinário poderia romper com as regras
da Educação, 2000)
que impunham a vitória de um candidato eleito pelo voto
O tenentismo, antes e depois de 1930, respectivamente, indireto para a sucessão presidencial, e as oposições se
encarregaram de criá-lo. A campanha com lema “Diretas
(A) organizava-se nacionalmente e teve participação cen-
Já” começou timidamente, em junho de 1983, com um
tral na eleição de Washington Luís em 1926; despres-
comício em Goiânia, que reuniu 5 mil pessoas e demons-
tigiado pela ordem surgida com a Revolução de 1930,
trou a viabilidade de um movimento de massas orienta-
agrupou-se no Partido Democrático, ficando sua força
do para exigir do Congresso Nacional a aprovação da
política restrita aos estados mais pobres do país.
Emenda Dante de Oliveira.
(B) esteve vinculado às ideias antiliberais dos anos 1920, A oposição contava com algumas vantagens.
o que explica a defesa de uma radical legislação de
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling.
proteção ao trabalho; fez forte oposição ao Governo Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)
Provisório porque discordava da postura de Vargas
em protelar a volta da constitucionalidade do país. Para Lilia Schwarcz e Heloisa Starling, uma dessas van-
tagens foi
(C) rebelou-se contra o Estado oligárquico, caso da Re-
volução de 1924, que tinha o objetivo de derrubar (A) a interpretação do Supremo Tribunal Federal de que
Artur Bernardes; teve participação no governo, com qualquer partido político legalizado, criado a partir de
os “tenentes” assumindo interventorias nos estados, 1979, tinha o direito de disputar as eleições indiretas
principalmente no Nordeste. por meio do Colégio Eleitoral.
(D) propunha uma reordenação política da nação por
meio de um sistema eleitoral censitário; defendeu as (B) o saldo positivo das eleições diretas para governador
políticas oriundas das forças oligárquicas alijadas do de estado realizadas em 1982, nas quais o PMDB
poder por meio da Revolução de 1930, o que justifica elegeu nove governadores, incluídos os mais ricos, e
o apoio às forças paulistas no movimento de 1932. o PDT conquistou o governo do Rio de Janeiro.

(E) demarcava com os princípios econômicos da social- (C) a vitória eleitoral das oposições ao governo federal
democracia e tinha bastante clareza ideológica; par- nas eleições municipais de 1980, que garantiu o con-
ticipava ativamente da política até a instauração do trole da maioria das capitais de estado e das cidades
Estado Novo e defendia que o Estado não deveria com mais de 100 mil habitantes.
interferir na atividade econômica.
(D) a maioria parlamentar da oposição na Câmara dos
Deputados conquistada com as eleições de 1982,
21. Já observamos que, de 1929 ao ponto mais baixo da
condição que permitia um forte equilíbrio no Colégio
depressão, a renda monetária no Brasil se reduziu en-
Eleitoral e nos acordos com o Executivo.
tre 25 e 30 por cento. Nesse mesmo período, o índice
de preços dos produtos importados subiu 33 por cento. (E) a maioria obtida no Senado pelo PMDB em virtude
Compreende-se, assim, que a redução no quantum das da extinção do mandato dos senadores indiretos
importações tenha sido superior a 60 por cento. eleitos em 1974, o que fez o PDS perder a maioria
Depreende-se facilmente a importância crescente que, absoluta no Congresso Nacional.
como elemento dinâmico, irá logrando a procura interna
nessa etapa de depressão. Ao manter-se a procura inter-
na com maior firmeza que a externa, o setor que produzia
para o mercado interno passa a oferecer melhores opor-
tunidades de inversão que o setor exportador. Cria-se,
em consequência, uma situação praticamente nova na
economia brasileira.
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil.
São Paulo: Companhia das Letras, 2007. Adaptado)

A “situação praticamente nova na economia brasileira”,


segundo Furtado, refere-se
(A) ao abandono dos mecanismos públicos de proteção à
agricultura de exportação, especialmente do algodão.
(B) à passagem da hegemonia econômica dos cafeicul-
tores paulistas para os industriais nordestinos.
(C) à elaboração de uma política econômica voltada a
ampliar as disparidades regionais do país.
(D) ao estabelecimento de mecanismos de transferência
de capitais do setor agrário para o financeiro.
(E) à preponderância do setor ligado ao mercado interno
no processo de formação de capital.
9 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
Geografia do Brasil 24. Em 1998, o Brasil foi um dos países pioneiros ao adaptar
e calcular um IDH subnacional para todos os municípios
brasileiros, com dados do Censo Demográfico, criando
o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).
23. Analise o gráfico para responder à questão. ([Link]

Transição demográfica (1920-2010) Um dos pontos positivos do IDHM é o fato de ele

(A) popularizar o conceito de desenvolvimento centrado


nas pessoas, e não na visão de que o desenvolvi-
mento se limita a crescimento econômico e ao PIB.

(B) destacar com nitidez as diferenças de condições


socioeconômicas e culturais entre a população
urbana daquelas encontradas na população rural.

(C) levar em conta duas das principais dimensões da


vida humana: a saúde e a educação, embora estes
dois elementos não sejam comparáveis entre as re-
giões brasileiras.

(D) ter se tornado uma medida nacional para estabelecer


as condições de vida dos brasileiros, embora seja
obtido após a divulgação dos dados do IDH mundial
fornecido pela ONU.
(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades (E) refletir os avanços socioeconômicos da população,
e dinâmicasdo território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
fato que indica a persistente redução das diferenças
regionais observadas no país há décadas.
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre a dinâmica
demográfica brasileira permitem afirmar que

(A) entre a década de 1940 e 1980, o crescimento natural 25. Para promover a industrialização, a partir dos anos de
apresentou oscilações, o que confirmava a dificuldade 1960, o Estado adotou várias ações importantes, dentre
de se iniciar o processo de transição demográfica. as quais:

(B) desde as décadas finais do século XX, foram obser- (A) o incentivo aos movimentos sindicais para a imple-
vados dois processos concomitantes: a explosão de- mentação de políticas salariais.
mográfica acelerada e o incremento do processo de (B) a abertura do mercado brasileiro a produtos estran-
urbanização. geiros para incentivar a produtividade nacional.
(C) a partir do final do século XX, o crescimento natural (C) a implementação de tecnopolos para a pesquisa e o
da população tornou-se mais acelerado, dando início desenvolvimento de novas tecnologias.
à fase final da transição demográfica.
(D) a criação de políticas de privatização de ramos indus-
(D) entre as décadas de 1960 e 1980, o processo de ur- triais ligados aos bens de consumo.
banização e a ampliação dos sistemas de comuni-
(E) a criação e a ampliação das infraestruturas em distri-
cação em massa contribuíram para o início de uma
tos industriais em várias regiões do Brasil.
nova fase da transição demográfica.

(E) por volta da década de 1960, a taxa de natalidade


acompanhou o ritmo de queda da taxa de mortalida- 26. Segundo Théry e Mello-Théry (2018), as propriedades
de devido à implementação de políticas públicas de agrárias muito grandes (mais de 500 ha) e as muito
caráter natalista. pequenas (menos de 1 ha) ocupam zonas distintas no
Brasil. Para os autores, são exemplos de áreas de con-
centração de propriedades muito grandes e muito pe-
quenas, respectivamente:

(A) Bahia e Triângulo Mineiro.

(B) Amazonas e Santa Catarina.

(C) Mato Grosso e Agreste pernambucano.

(D) Goiás e Campanha Gaúcha.

(E) Pará e São Paulo.

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 10
27. Observe o gráfico. 29. Região semiárida onde os totais anuais de precipitação,
em diversos pontos, não ultrapassam os 400 mm anuais,
marcada em sua paisagem por solos pedregosos com
formas agressivas, como os campos de inselbergs, assim
como por um regime intermitente da rede de drenagem.
(Jurandyr Luciano Sanches Ross (org.).
Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2001. Adaptado)

Essa região apresenta uma vegetação típica denominada

(A) Caatinga.

(B) Mata Atlântica.

(C) Campos Sulinos.

(D) Mata de Cocais.

(E) Cerrado.

(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades


e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)
30. Observe o mapa temático.

Considerando as transformações recentes na pirâmide


etária brasileira, uma das suas consequências é
(A) a recomposição da população economicamente ativa.
(B) a pressão sobre o sistema de proteção social.
(C) o estímulo à produtividade da mão de obra formal.
(D) a adoção de políticas restritivas à natalidade.
(E) o aumento da população absoluta do país.

28. Observe a figura que representa o uso mundial de água


por três setores entre 1940 a 2000.

(H. Théry e N. A. Mello-Théry. Atlas do Brasil: disparidades


e dinâmicas do território. São Paulo: Edusp, 2018. Adaptado)

A cartografia destacada no mapa representa espacialmente

(A) o sentido dos principais fluxos migratórios regionais.

(B) as áreas de maior navegabilidade dos rios.

(C) as regiões de planejamento e ordenamento territorial.

(Ricardo Hirata. Recursos Hídricos. (D) os fluxos migratórios observados nas últimas décadas.
In: W. Teixeira. et al. (org.). Decifrando a Terra. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 2000. Adaptado) (E) os corredores de exportação.

Os totais indicados com as letras A, B e C representam,


respectivamente, os consumos de água mundial pelos
setores:
(A) agricultura, urbano e indústria.
(B) urbano, indústria e têxtil.
(C) urbano, silvicultura e têxtil.
(D) agricultura, indústria e urbano.
(E) agricultura, silvicultura e plasticultura.
11 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
Conhecimentos específicos 33. Para Ladislau Dowbor, permitir que os jovens acessem
informações básicas que afetam suas vidas, tais como a
Conhecimentos Pedagógicos destinação do dinheiro público, poluidores da sua região,
etc., representa o
31. De acordo com o livro Projeto-político pedagógico da
scola: uma construção possível, organizado por Ilma
e­ (A) conceito de cidadania, privilegiando-se questões
V­eiga, é correto afirmar que o projeto político-pedagógico práticas relativamente a questões teóricas.

(A) é um processo acabado, fixo e imutável, pois precisa (B) objetivo da educação, que se realiza ao fornecer um
ser executado tão logo seja consolidado pelo sistema embasamento concreto à própria teoria.
educacional.
(C) conceito de conectividade, fornecendo-se um emba-
(B) baseia-se na racionalização da burocracia e na frag- samento concreto à própria teoria.
mentação pela especialização da divisão do trabalho,
marcando a importância da hierarquia na tomada de (D) conceito de conectividade, privilegiando-se questões
decisões. práticas relativamente a questões teóricas.

(C) relaciona-se com a organização do trabalho pedagó- (E) objetivo da educação, que se realiza ao privilegiar
gico em dois níveis, ou seja, como organização da questões práticas relativamente a questões teóricas.
escola como um todo e como organização da sala
de aula.

(D) procura a centralização do trabalho pedagógico, 34. Considerando a lei que estabelece as diretrizes e bases da
fornecendo políticas de qualidade do ensino que educação nacional (Lei no 9.394, de 20.12.1996), assinale
unifica as ações escolares em âmbito federal. a alternativa que apresenta as categorias administrativas
nas quais as instituições de ensino são classificadas.
(E) é um documento construído para ser encaminhado
às autoridades educacionais como prova do cumpri- (A) Públicas, privadas e comunitárias.
mento das tarefas.
(B) Abertas, fechadas e mistas.

(C) Públicas, privadas e coletivas.


32. Na obra coletiva A Educação Especial na Perspectiva da
Inclusão Escolar: a escola comum inclusiva, as autoras (D) Abertas e fechadas.
Edilene Ropoli et. al. afirmam que a inclusão cinde com
as concepções que sustentam as escolas, questionando (E) Públicas e privadas.
os fundamentos dos sistemas educacionais.
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta 35. Assinale a alternativa correta a partir dos conceitos de
sobre os ambientes escolares, segundo a referida obra. aprendizagem e desenvolvimento para Piaget.

(A) Em ambientes escolares excludentes, a identidade é (A) A aprendizagem é, em geral, provocada, como opos-
uma construção histórico-cultural, instável, inacabada ta ao que é espontâneo.
e heterogênea.
(B) A aprendizagem explica o desenvolvimento, pois o
(B) Em ambientes escolares inclusivos, o Projeto contrário deformaria o estado real das coisas.
Polític­
o -Pedagógico tem como compromisso a
dimensão c­o gnitiva do educando para as avalia- (C) A aprendizagem é ligada ao desenvolvimento das
ções externas. funções mentais, relacionando-se com a totalidade
de estruturas do conhecimento.
(C) Em ambientes escolares inclusivos, potencializa-se
a segregação de alunos com necessidades espe- (D) A aprendizagem é o processo essencial e cada ele-
ciais educacionais pela atuação das Salas de Recur- mento do desenvolvimento ocorre como uma função
sos Multifuncionais. da aprendizagem total.

(D) Em ambientes escolares inclusivos, o currículo e os (E) O desenvolvimento é a soma de unidades de experiên-
conteúdos a serem ensinados à classe como um cias de aprendizagens.
todo ficam limitados por conta dos poucos alunos
com deficiência.

(E) Em ambientes escolares excludentes, elege-se uma


identidade específica através da qual as outras iden-
tidades são avaliadas e hierarquizadas.

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 12
36. Jonas, lendo a respeito da visão interdisciplinar e trans- 38. Os tempos atuais são marcados por grandes e profundas
versal do conhecimento, verificou que a transversalida- mudanças em todos os setores da vida. Nesse contexto,
de é um modo de se organizar o trabalho didático-pe- verifica-se que os professores têm investido em ações
dagógico, modo esse que procura reintegrar aspectos pedagógicas mais adequadas à realidade vivida, ações
da realidade que ficaram isolados uns dos outros pelo essas capazes de criar espaços para que os alunos, eles
tratamento disciplinar. Ele também verificou que a trans- próprios, produzam seus conhecimentos, tornando-se
versalidade, assim como a interdisciplinaridade, rejeita a sujeitos críticos, reflexivos e inovadores. Em tal direção,
concepção de conhecimento que toma a realidade como a Pedagogia de Projetos tem se mostrado uma aliada.
algo estável, pronto e acabado. Entre os defensores dessa pedagogia encontra-se Mou-
ra; segundo essa autora, conforme o artigo “Pedagogia
A partir das leituras feitas, nomeadamente do art. 13,
de Projetos: contribuições para uma educação transfor-
§ 6o, da Resolução CNE/CEB no 04/2010, Jonas tomou
madora” (s.d.), trabalhar por meio de projetos demanda
ciência de que, na abordagem curricular, a transver-
mudanças na concepção de ensino e aprendizagem e,
salidade está ligada à dimensão didático-pedagógica
consequentemente, na postura do professor. Essa forma
enquanto a interdisciplinaridade refere-se
de trabalhar não pode ser vista como uma opção mera-
(A) à justaposição de conhecimentos de diferentes dis- mente metodológica, mas como uma pedagogia que tra-
ciplinas. duz uma específica concepção do conhecimento escolar.
Ainda segundo Moura no referido texto, a Pedagogia de
(B) a uma alternativa metodológica na qual o aprendiza- Projetos entende que o papel do educador na construção
do ocorre de forma interligada. do conhecimento por parte do aluno é o de
(C) ao engajamento de educadores em um trabalho (A) roteirizador.
coletivo.
(B) transmissor.
(D) à abordagem epistemológica dos objetos de conhe-
cimento. (C) mediador.

(E) à divisão tradicional do ensino em disciplinas. (D) organizador.

(E) programador.

37. Segundo Teresa Mauri (in Coll,1999, capítulo 4), atual-


mente, são três as concepções da aprendizagem e do
ensino escolar mais habituais entre os docentes. Para a 39. Em “Avaliação mediadora: uma relação dialógica na
primeira concepção, aprender consiste em conhecer as construção do conhecimento”, Hoffmann (in Revista
respostas corretas para as perguntas formuladas pelos Ideias, no 22, p. 54) argumenta que a concepção com-
professores, cabendo ao ensino reforçar positivamente portamentalista sobre a avaliação manifesta-se na práti-
tais respostas. Para a segunda concepção, aprender ca avaliativa de um grande número de professores. Tais
consiste em adquirir conhecimentos relevantes de uma profissionais demonstram não perceber o autoritarismo
cultura, competindo ao ensino proporcionar aos alunos intrínseco a essa concepção. Quando dominados pela
as informações de que necessitam. Finalmente, para a convicção de que a forma de avaliar na perspectiva com-
terceira concepção, a aprendizagem escolar consiste em portamentalista é a melhor que se conhece, esses pro-
construir conhecimentos culturais a partir de atividade fessores não podem evoluir no sentido de dois princípios
pessoal; o aluno é um ser ativo que aprende a aprender. presentes em uma avaliação mediadora (tipo de avalia-
ção defendido por Hoffmann).
Conforme expõe Mauri no referido texto, nessa terceira
vertente, o papel do ensino consiste em Na visão de Hoffmann, segundo o artigo em pauta, os dois
princípios presentes em uma avaliação mediadora são o
(A) adaptar os conteúdos ao desenvolvimento individual
dos alunos. (A) da intencionalidade e o da reflexão crítica.

(B) promover, nos alunos, o desejo de aprender. (B) do acompanhamento reflexivo e o do diálogo.

(C) potencializar o processo de aprendizagem dos alunos. (C) do desempenho e o do engajamento.

(D) transmitir, de forma sistemática, os conhecimentos (D) do diagnóstico e o do acompanhamento reflexivo.


relevantes.
(E) do diagnóstico e o do processual e formativo.
(E) auxiliar os alunos na construção dos aludidos conhe-
cimentos culturais.

13 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
40. No mundo atual, globalizado, as Tecnologias de Informa- Conhecimentos de Física
ção e Comunicação (TIC) têm se incorporado a diversas
áreas do desenvolvimento humano, entre elas a da edu- 41. Certo meio de transporte tem sua aceleração variável em
cação. Nesse contexto, segundo Moran (2004), o profes- função do tempo, segundo a expressão a(t) = 2.t+1 (SI)
sor, do ponto de vista metodológico, necessita aprender válida apenas para os primeiros 10 s de um movimento
a contrabalançar processos de organização e de “provo- retilíneo e partindo do repouso. Analisando tais dados,
cação” na sala de aula. Para o referido autor, uma das conclui-se corretamente que esse meio de transporte,
dimensões fundamentais do educar consiste em auxiliar dentre os listados, se assemelha a um
os alunos a descobrirem uma lógica dentro do caos de
(A) caminhão de porte médio sem carga.
informações que possuímos, organizar numa síntese
coerente (ainda que momentânea) das informações den- (B) automóvel de passeio.
tro de um campo de conhecimento. Moran afirma que
compreender consiste em organizar, sistematizar, com- (C) trem de alta velocidade.
parar, avaliar e contextualizar. Uma segunda dimensão (D) carro de fórmula 1.
pedagógica busca questionar essa compreensão, crian-
do uma tensão para ultrapassá-la, transformá-la, cami- (E) trem de metrô.
nhando em direção a novas sínteses, novas formas de
compreensão.
O enunciado a seguir refere-se às questões de números
Para isso, Moran afirma, nesse texto, que o professor 42 a 44.
precisa

(A) elaborar uma rotina que favoreça os conteúdos que Um professor realiza uma experiência em um laboratório
são mais desafiadores para os alunos, de modo que de física com um feixe de íons, de massa m e dimensões
possam estudar e evoluir mesmo quando sozinhos. desprezíveis. A função horária das posições S ocupa-
das pelo feixe ao longo de uma trajetória circular de raio
(B) questionar, tensionar, provocar o nível da compreen- R, em função do tempo t, no SI, é S = t3 + b.t2 – f.t +g,
são existente. em que b, f e g são constantes positivas.

(C) transmitir com clareza os conteúdos previstos para


a turma. 42. Em um instante t > 0, além de depender da massa m, o
momento linear do referido feixe
(D) propor aos alunos a realização de projetos e ativida-
des mais interativas, tornando o aprendizado mais (A) depende dos valores das constantes b e f, apenas.
significativo.
(B) independe dos valores das constantes b, f e g.
(E) usar meios criativos que facilitem aos alunos guardar (C) depende dos valores das constantes f e g, apenas.
as informações com mais facilidade.
(D) independe dos valores das constantes f e g, apenas.

(E) depende do valor da constante b, apenas.

43. A intensidade da componente tangencial da força no ins-


tante t = 3,0 s será dada por:

(A) Ftg = m.(18 + 3.b)

(B) Ftg = m.(6 + 2.b)

(C) Ftg = m.(18 + 6.b)

(D) Ftg = m.(12 + 2.b)

(E) Ftg = m.(18 + 2.b)

44. Para que a intensidade da componente centrípeta da


força seja nula no instante t = 2,0 s, a relação entre as
constantes deve ser:

(A) f = 4.b - 12

(B) f = 4.b + 12

(C) f = 4.b + g + 12

(D) f = 4.b - g - 12

(E) f = 4.b - g + 6

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 14
O enunciado e a figura referem-se às questões de números 46. As velocidades dos carrinhos após a colisão foram manti-
45 e 46. das constantes até o ponto P em que se iniciou a descida
pela pista inclinada. A inclinação se faz por um ângulo α
A figura ilustra um divertimento de certo parque de diversões, em relação à direção horizontal.
que consiste de duas pistas retilíneas horizontais desnive-
O carrinho A chegou ao ponto Q com velocidade de 8,0 m/s.
ladas e uma pista retilínea inclinada que as liga. Ao final da
Já o carrinho B manteve constante sua velocidade durante
pista inferior, há um reservatório repleto de água que serve
o percurso de P a Q. A intensidade da força de atrito entre
para frear os carrinhos com passageiros que nele penetram.
os trilhos e as rodas do carrinho A foi de        N
Na figura, aparecem dois carrinhos A e B que percorrem as
e o coeficiente de atrito entre os trilhos e as rodas do carri-
pistas sobre uma mesma linha de trilhos. Suas massas dife-
nho B foi       .
rem devido à diferença de pesos dos passageiros.
A alternativa que preenche, correta e respectivamente,
as lacunas é:

(A) 636 e 0,65

(B) 600 e 0,65

(C) 582 e 0,70

(D) 572 e 0,75


Dados: mA = 100 kg; mB = 120 kg
(E) 540 e 0,75
       PQ =50 m; senα = 0,6; cos α = 0,8; g = 10 m/s2

47. Assinale a alternativa correta.


45. Ainda na pista superior, o carrinho B, que se movimenta-
va à velocidade de 10 m/s, colidiu com o carrinho A que (A) Um helicóptero decolando, visto de cima, tem seu
se encontrava em repouso passando, então, o carrinho A corpo estabilizado quando suas hélices paralelas gi-
a se movimentar a uma velocidade de 6,0 m/s. É correto ram em sentidos opostos.
afirmar que tal colisão foi
(B) Um helicóptero voando, visto de cima, tem seu corpo
(A) parcialmente inelástica, sendo conservado o mo- estabilizado quando a hélice principal gira no sentido
mento linear e dissipados 10% da energia mecânica horário e a hélice lateral, perpendicular à principal,
do sistema de carrinhos. gira no sentido de empurrar o ar para a esquerda.
(B) perfeitamente elástica, pois houve conservação de
(C) Para não cair ao fazer uma curva em alta velocidade,
momento linear e de energia mecânica do sistema
um motociclista deve inclinar seu corpo para o lado
de carrinhos.
de fora da curva.
(C) parcialmente inelástica, sendo conservado o mo-
mento linear do sistema de carrinhos e dissipados (D) Um pião, cuja velocidade angular está diminuindo
45% de sua energia cinética. com o tempo, tem seu eixo de precessão girando no
mesmo sentido de giro de seu corpo.
(D) parcialmente inelástica, sendo conservado o mo-
mento linear do sistema de carrinhos e dissipados (E) Se os pés de uma lavadora de roupas perderem ade-
55% de sua energia cinética. rência com o solo durante a fase de centrifugação,
seu corpo deverá girar no mesmo sentido de seu
(E) parcialmente inelástica, sendo conservados o mo- cesto de roupas.
mento linear e a energia cinética do sistema de car-
rinhos.

15 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
48. Em uma orquestra sinfônica, há instrumentos musicais 50. Numa região em que o som se propaga a 340 m/s, há
dos mais diversos para que se consiga obter o maior nú- uma estrada horizontal e retilínea por onde trafega um
mero de sonoridades (timbres) possível. Considere-se carro a uma velocidade de 180 km/h. Em certo momento,
um instrumento de sopro em forma de tubo fechado em um avião, voando a 360 km/h paralelamente à estrada,
uma extremidade, de 72 cm de comprimento, emitindo vai ultrapassar o carro. Mais tarde, quando o carro re-
uma nota com formação de ondas estacionárias em seu torna e passa a se mover no sentido oposto a 108 km/h,
interior como mostra a figura. um outro avião vai cruzar com ele, voando também a
360 km/h, no mesmo sentido do primeiro avião.
É correto afirmar que a frequência do ruído emitido pelo
avião percebida pelos ocupantes do carro será
(A) cerca de 1,3 vez menor no cruzamento em relação à
No mesmo instante, a mesma nota musical é executada ultrapassagem.
por um instrumento de cordas, a corda percutida mede
(B) cerca de 1,3 vez maior no cruzamento em relação à
50 cm, formando ondas estacionárias do segundo har-
ultrapassagem.
mônico. Considerando a velocidade do som no ambiente
em que toca a orquestra de 320 m/s, a velocidade das (C) duas vezes maior na ultrapassagem em relação ao
ondas formadas na corda é, em m/s, de cruzamento.
(A) 360. (D) duas vezes menor na ultrapassagem em relação ao
cruzamento.
(B) 480.
(E) praticamente a mesma em ambas as situações com
(C) 500.
uma diferença menor do que 5%.
(D) 320.
(E) 450.
51. Uma esfera metálica, maciça, encontra-se em equilíbrio
pendurada em uma mola elástica e totalmente imersa em
49. O professor de Física de certa turma de alunos do Ensino um recipiente contendo um líquido viscoso de densidade
Médio faz uma experiência para demonstrar a interferên- absoluta menor que a do metal da esfera. A figura 1 ilus-
cia de ondas sonoras. Dirige-se ao estacionamento da tra a situação descrita.
escola onde há uma região bem ampla, silenciosa e o
som sofre reflexão praticamente desprezível. Dois alunos
trouxeram seus violões e foram colocados a uma certa
distância um do outro. Eles emitiram, simultaneamente, a
mesma nota musical com frequência de 400 Hz. A veloci-
dade de propagação do som ali foi admitida com o valor
320 m/s. Uma aluna A ficou posicionada a 10,0 m de um
violão e a 8,0 m do outro. Outra aluna B ficou a 8,2 m de
um violão e a 9,8 m do outro, como ilustra a figura.

A seguir a esfera é deslocada para baixo por um agente


externo e abandonada na posição mostrada na figura 2. A
partir daí, ela passa, sem emergir do líquido, a descrever
um movimento harmônico
(A) amortecido, de amplitude constante menor da que
É correto afirmar que a aluna A teria oscilando fora do líquido, e frequência decres-
cendo exponencialmente com o tempo.
(A) não ouviu nada, ao passo que a aluna B ouviu o som
a um volume bem menor que o som emitido por cada (B) forçado, de amplitude decrescendo exponencial-
um dos violões. mente com o tempo, e frequência constante menor
da que teria oscilando fora do líquido.
(B) não ouviu nada, ao passo que a aluna B ouviu o som
a um volume maior do que o emitido por cada violão. (C) amortecido, de amplitude e frequência decrescendo
exponencialmente com o tempo.
(C) assim como a aluna B, ouviu o som a um volume
bem maior do que o emitido por cada um dos violões. (D) forçado, de amplitude constante menor da que teria
oscilando fora do líquido, e frequência também cons-
(D) assim como a aluna B, não ouviu nada, pois houve tante menor da que teria oscilando fora do líquido.
interferência destrutiva do som em ambos os locais.
(E) amortecido, de amplitude, decrescendo exponencial-
(E) assim como a aluna B, ouviu o som a um volume me- mente com o tempo, e frequência constante menor
nor do que o emitido pelo conjunto dos dois violões. da que teria oscilando fora do líquido.
EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 16
52. Desde os primórdios da civilização, o ser humano é fas- 54. Em alto mar, um barco pesqueiro de 5,0 ton de massa
cinado pelo estudo da astronomia. Mas, foi durante a se- deve retirar uma rede com uma grande carga de peixes.
gunda metade do século passado que a ousadia de co- Para tanto, o barco é dotado de uma barra com função
nhecer o universo mais de perto pode ser concretizada. de alavanca interfixa, de peso desprezível, cujos braços
Agora, a meta é alcançar outras galáxias, uma vez que o podem ter seus comprimentos variados para garantir
sistema solar e a via Láctea parecem estar desbravados. um equilíbrio horizontal. Em uma extremidade da barra,
Imagine-se uma nave partindo da superfície da Terra, de sustenta-se a rede com os peixes fisgados, e, na outra,
massa M e raio superficial R, e chegando na superfície há um contrapeso de 7,5 ton de massa. Cabos de pesos
de outro corpo celeste esférico de raio superficial igual desprezíveis vão estabelecer um sistema mecânico em
a décima parte de R. Medidas feitas com a queda livre equilíbrio como ilustra a figura.
de um corpo de prova nessa superfície revelam que tal
corpo demora 4,0 s para cair livremente de uma altura de
1,6 m. Se a aceleração da gravidade na superfície da
Terra é de 10 m/s2, é correto afirmar que a massa desse
corpo celeste é, em relação a M,

(A) mil vezes menor.

(B) dez vezes menor.

(C) cinco mil vezes menor.

(D) a metade. Com a rede carregada e totalmente submersa, verificou-


-se que a relação entre os comprimentos dos braços da
(E) dez mil vezes menor.
barra era . Em seguida, com a rede já fora da

53. Um foguete é lançado verticalmente para cima de uma água, a nova relação entre os comprimentos da barra
plataforma localizada na superfície da Terra, atingindo passou a ser . A aceleração da gravidade local é
uma altitude máxima igual ao quádruplo do raio terrestre.
Considerando como m, a massa do foguete, M, a massa de 10 m/s2.
da Terra, R, o raio superficial terrestre, G, a constante
As intensidades do empuxo sobre o barco e sobre a rede
de gravitação universal, e desprezando qualquer outro
carregada de peixes, enquanto totalmente submersa, fo-
agente sobre o foguete que não seja o efeito gravitacio-
ram, respectivamente, em 104 newtons,
nal, a velocidade de seu lançamento deve ser obtida da
seguinte expressão:
(A) 15,0 e 2,0.
(A)
(B) 15,5 e 2,2.

(C) 15,0 e 2,2.


(B) 5GM
2R (D) 15,5 e 2,0.

(C) (E) 15,0 e 2,5.

(D)

(E) 2GM
5R

17 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
55. A figura ilustra um sistema de tubos por onde um líquido 57. Repetindo a experiência de Torricelli, um estudante m­ediu
incompressível, não viscoso e em estado estacionário, a pressão atmosférica em dois locais diferentes. Para
flui no sentido de escapar para a atmosfera pela peque- isso, utilizou um barômetro de mercúrio constituído por um
na abertura A2 de área superficial desprezível quando tubo de vidro de comprimento L aberto em uma de suas
comparada com a área A1 de 1,0 m2. Há um êmbolo mó- e­xtremidades. Porém, ao realizar os experimentos, devid­o
vel ajustado em A1, localizado a 3,30 m acima do nível a uma pequena quantidade de ar aprisionado sobre a
de referência, e que pesa 2 000 N. A boca de saída, em coluna de mercúrio, o instrumento apresentou leituras
A2, encontra-se a 20 cm acima do nível de referência, e erradas. Em um local em que a pressão atmosférica era
a velocidade com que o líquido sai da boca para o ar é de 720 mmHg, o barômetro indicou 710 mmHg e, no outro
de 8,0 m/s. Considerando a aceleração da gravidade de local, onde a pressão atmosférica era de 700 mmHg, ele
10 m/s2, a densidade absoluta do líquido em questão é, indicou 695 mmHg.
em kg/m3, de

(A) 200.

(B) 1 600.

(C) 800. Considerando o ar como um gás ideal e que nos dois


locais as temperaturas ambientes eram iguais e cons­
(D) 1 000. tantes, o comprimento do tubo de vidro utilizado nos
e­xperimentos foi
(E) 2 000.
(A) L = 740 mm.

(B) L = 730 mm.


56. Em um calorímetro ideal e de paredes adiabáticas,
existem 600 g de água líquida a 5 ºC. A esse sistema, (C) L = 755 mm.
são acrescentados mais 400 g de água líquida a 10 ºC e
(D) L = 725 mm.
500 g de gelo a – 60 ºC. Adotando o calor específico da
água líquida igual a cL = 1 cal/(g × ºC), o calor específico (E) L = 760 mm.
do gelo igual a cG = 0,5 cal/(g × ºC) e o calor latente de
fusão do gelo igual a L = 80 cal/g, depois de atingido o
equilíbrio térmico, dentro do calorímetro haverá

(A) 750 g de água líquida a 0 ºC e 750 g de gelo a 0 ºC.

(B) 900 g de água líquida a 0 ºC e 600 g de gelo a 0 ºC.

(C) 1 500 g de água líquida a 0 ºC.

(D) 1 500 g de água líquida a 10 ºC.

(E) 1 100 g de água líquida a 0 ºC e 400 g de gelo a 0 ºC.

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 18
58. Um pistão de massa desprezível ligado a uma mola ideal 60. O gráfico representa a intensidade do campo elétrico (E)
relaxada, de constante elástica k = 2 000 N/m, fecha um criado por uma esfera maciça isolante de raio R, unifor-
cilindro de área de secção transversal S = 0,01 m2 que memente carregada, em função da distância ao seu cen-
contém 10 L de determinado gás ideal a uma pressão de tro (r), para valores de r < R.
1 atm, a uma temperatura de 27  ºC. Quando o sistema
é aquecido a 327  ºC, o pistão, empurrado pelo gás,
m­ove-se para cima, comprimindo a mola até uma nova
posição de equilíbrio.

Adotando o valor para a constante ele-

trostática e π = 3, o valor da densidade volumétrica de


cargas dessa esfera é:

(A)

Desprezando todos os atritos e considerando 1 atm = 105 Pa, (B)


o deslocamento vertical h sofrido pelo pistão até atingir a
p­osição final é de, aproximadamente,
(C)
(A) 0,64 m.

(B) 0,45 m. (D)

(C) 0,52 m.
(E)
(D) 0,36 m.

(E) 0,27 m.

61. No circuito representado na figura, todos os resistores


são ôhmicos. O gerador, o amperímetro e o voltímetro
59. Uma máquina a vapor opera em ciclos retirando energia são ideais. Os fios de ligação e as conexões utilizadas
térmica de uma caldeira, transformando parte em traba- têm resistência desprezível.
lho mecânico e liberando a energia térmica não apro-
veitada no ar atmosférico. A cada ciclo, essa máquina
recebe da caldeira 2 000 J de energia térmica. Se essa
máquina operasse segundo o ciclo de Carnot de forma
que a expansão isotérmica ocorresse a 227 ºC e a com-
pressão isotérmica a 27 ºC, o trabalho mecânico realiza-
do por ela, em cada ciclo, seria de

(A) 800 J.

(B) 400 J.
Sabendo que a leitura no amperímetro é 1,2 A, a leitura
no voltímetro é
(C) 1 200 J.
(A) 88 V.
(D) 600 J.
(B) 72 V.
(E) 1 000 J.
(C) 104 V.

(D) 44 V.

(E) 144 V.

19 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
62. Uma fita metálica de 1,5 cm de largura está imersa em 64. Um raio de luz monocromático propaga-se por um meio
uma região onde atua um campo magnético uniforme homogêneo A, incide sobre a superfície S que separa esse
de intensidade 0,4 T na direção e sentido do eixo y indi- meio de outro meio homogêneo B e passa a se propagar
cado na figura. Ao se fazer passar pela fita uma corrente pelo meio B, conforme a figura. Os ângulos θ1 e θ2 são,
elétrica na direção do eixo x, se estabelece uma diferen- respectivamente, os ângulos de incidência e de refração,
ça de potencial constante de 0,9 µV entre as regiões infe- nesse processo.
rior e superior, e os elétrons dessa corrente, sujeitos às
forças elétrica e magnética, agora atravessam a fita com
velocidade constante , sem sofrer desvio.

A gráfico que representa como o senθ1 varia em função


do senθ2 é:

(A)

O módulo da velocidade dos elétrons, na direção do


eixo x, é

(A) 3,0 × 10 – 4 m/s.

(B) 1,5 × 10 – 4 m/s.

(C) 2,4 × 10 – 4 m/s. (B)

(D) 1,8 × 10 – 4 m/s.

(E) 2,8 × 10 – 4 m/s.

63. O circuito da figura é constituído por sete capacitores


que são interligados com fios e conexões de resistência (C)
desprezível.

(D)

A capacitância equivalente entre os pontos A e B desse


circuito é

(A) 20 µF.

(B) 30 µF.

(C) 60 µF. (E)

(D) 10 µF.

(E) 80 µF.

EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica 20
65. Uma vela acesa foi colocada parada, verticalmente, a 66. A figura 1 representa as franjas claras e escuras forma-
4 m de distância de uma parede também vertical. Na das sobre um anteparo quando luz monocromática de
região entre a vela e a parede existem duas posições comprimento de onda λ, proveniente de uma fonte pon­
onde se pode fixar uma lente convergente gaussiana, de tual, atravessa uma estreita fenda de largura b = 0,10 mm
distância focal 0,75 m, de modo que sejam projetadas existente em um obstáculo colocado paralelamente ao
sobre a parede imagens nítidas da chama dessa vela. anteparo e a uma distância d = 2,0 m dele.
Essas posições estão indicadas na figura e nomeadas
como Posição 1, a uma distância x1 da vela, e Posição 2,
distante x2 da vela.

O gráfico da figura 2 mostra a intensidade luminosa


no anteparo em função da posição, representada pelo
ângulo θ, que indica as posições onde ocorrem interfe-
rências destrutivas máximas.

É correto afirmar que a relação é igual a:

(A)

(B)

(C)

(D)

Sabendo que o ângulo θ para o qual ocorre a primeira


(E)
região escura é tal que , que a largura do claro

de maior intensidade no anteparo é L = 48 mm, e adotan-


do sen0,69º = tg0,69º = 0,012, o comprimento de onda da
luz incidente sobre a fenda é

(A) 8 × 10 – 7 m.

(B) 5 × 10 – 7 m.

(C) 12 × 10 – 7 m.

(D) 4 × 10 – 7 m.

(E) 6 × 10 – 7 m.

21 EFCE2001/011-OficialExército-MagistérioFísica
67. Gliese 832c – O exoplaneta potencialmente habitável 69. Em um experimento, faz-se incidir luz de comprimento de
mais próximo da Terra onda λ = 4,0 × 10 – 8 m sobre uma placa metálica de sódio
Esse exoplaneta está a somente 16 anos-luz de e observa-se a ocorrência do efeito fotoelétrico. O gráfico
distância da Terra, o que faz com que o sistema plane- representa a energia cinética máxima adquirida por um
tário da estrela Gliese 832c seja atualmente o sistema fotoelétron emitido por uma placa de sódio, em função da
mais próximo da Terra que abriga um planeta que pode frequência da luz incidente sobre ela.
p­otencialmente suportar a vida.
([Link] Adaptado)

Considere que, em um futuro distante, seja possível uma


viagem interplanetária até Gliese 832c. Admita que dois
irmãos gêmeos univitelinos, João e José, vivem na Terr­a
e que João precise fazer uma viagem interplanetária até
esse exoplaneta, enquanto José permanece na Terra.
Considere, também, que a espaçonave utilizada por João
mantenha, na ida e na volta, uma velocidade constante
v = 0,8 × c, em que c é a velocidade da luz, no vácuo.
Adote, nesse caso, o fator de Lorentz ,
Adotando o valor h = 4,0 × 10 – 15 eV × s para a constante
de Planck e c = 3,0 × 108 m/s, o valor da energia cinética
desconsidere os intervalos de tempo de aceleração e máxima adquirida por um fotoelétron emitido pela placa
desaceleração da espaçonave e o intervalo de tempo de de sódio, nesse experimento, é de
permanência de João no exoplaneta. Dessa forma, devi- (A) 26 eV.
do a efeitos relativísticos, quando João retornar à Terra,
ele estará, em relação ao José, (B) 30 eV.

(A) 15 anos mais jovem. (C) 24 eV.

(B) 7,5 anos mais velho. (D) 28 eV.

(C) 32 anos mais jovem. (E) 22 eV.

(D) 7,5 anos mais jovem.


70. As linhas horizontais indicadas na figura representam os
(E) 15 anos mais velho. níveis de energia de um elétron de um átomo de hidro-
gênio e as setas verticais, numeradas de I a III, possíveis
transições que podem ocorrer entre esses níveis quando
o átomo emite um fóton de comprimento de onda λ.
68. Considere uma estrela hipotética que tenha, hoje, massa
de 14,4 × 1030 kg e que dissipe energia com uma potência
constante de 2,7 × 1028 W. Considerando c = 3 × 108 m/s,
que 1 ano = 3,2 × 107s e a equivalência massa-energia
proposta pela teoria da relatividade, é correto estimar que
essa estrela ainda poderia viver por

(A) 30 anos.

(B) 150 bilhões de anos.

(C) 1,5 trilhão de anos.

(D) 300 mil anos.

(E) 15 milhões de anos.

Está de acordo com a teoria quântica a seguinte relação:

(A) λIII < λII < λI

(B) λIII < λI < λII

(C) λII < λI < λIII

(D) λI < λII < λIII

(E) λII < λIII < λI


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